ALMOÇO / CONVÍVIO

ALMOÇO / CONVÍVIO

Os futuros almoços/encontros realizar-se-ão no primeiro Sábado do mês de Outubro . Esta decisão permitirá a todos conhecerem a data com o máximo de antecedência . .
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17/11 - NOVAS FOTOGRAFIAS DA ANA NASCIMENTO



Foram-nos enviadas dezasseis novas fotografias do almoço de Novembro passado. A artista por trás da máquina foi a Ana Nascimento, que mostra aqui a sua sensibilidade artística, contrastando com a anterior colaboração, aquele horror do episódio do pombo. Dr. Jekyll and Mr. Hyde ?
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Aqui vão as fotos que tirei no nosso almoço, para acrescentares nos álbuns do ERO.





Estas imagens vinham acompanhadas por um emaranhado de explicações para a demora na sua apresentação pública , um verdadeiro thriller cheio de acontecimentos inesperados que envolvem a utilização de uma máquina fotográfica alheia, um mensageiro que detinha as fotografias sem saber, o aparente desconhecimento da autora de que as tinha tirado, o choque da revelação que o cunhado Zé António estava afinal ao serviço de obscuras forças de bloqueio, enfim o habitual rol de suspense, emoção, aventura e incerteza que rodeia sempre a vida da Ana, como um filme do Hitchcock.

Usei a máquina do Zé Osório, meu cunhado, e ele esqueceu-se completamenteque ma tinha emprestado ( e eu a pensar que era o trabalho estava a dar cabo dele ... ).




A autora queixou-se muito da baixa qualidade dos modelos, está habituada a fazer fotografia com profissionais de outra craveira, com melhores condições e melhor iluminação o resultado seria outro... vocês sabem como são os artistas, temperamentais, instáveis, exigentes, sempre insatisfeitos!

Não estão grande coisa mas são sempre recordações...




Obviamente, e como é intransigente política deste Blog, rejeitaremos sempre todas as imagens susceptíveis de ferir a moral e os bons costumes, bem como a sensibilidade dos nossos leitores!

Vou para as Caldas este fim de semana e levo algum "material" para ti.


Mas o que interessa é que novas fotografias estão à disposição de todos em:



http://picasaweb.google.pt/ex.alunos.ero/ANANASCIMENTOFotos




Recomendamos, como em relação a todas as outras, que transfiram para o vosso computador as que vos interessa guardar. Se tiverem dúvidas sobre como o fazer consultem-nos, basta uma mensagem para




ex.alunos.ero@gmail.com

E terminava assim a críptica mensagem que acompanhava as fotos:

Beijinhos
Ana



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AS FOTOGRAFIAS DOS MAGUSTOS

Amigos:
O prometido é devido!
Quando enviei as primeiras fotografias, logo avisei que tinha uma do Tó-Quim com a boca no trombone, mas que não a tinha encontrado.
É mais uma fotografia do famoso magusto de 71, em que muitos chegaram a casa bem mais alegres do que saíram.
Boas Festas para todos, já que não duvido que este nosso blog vai ser um caso sério no ano que se avizinha.
Oscar Oliveira
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As anteriores fotografias enviadas pelo Óscar estão no artigo "Mais Duas Para o Álbum de Memórias"' juntamente com a sua mensagem na altura. As duas fotos seguintes são também do mesmo magusto.















Depois de publicado a mensagem do Óscar e as 3 fotografias acima, foi enviada pela Isabel Caixinha, da Holanda, uma mensagem e mais uma fotografia que reproduzimos abaixo, num update sempre possível, e desejável, de tudo quanto é aqui escrito:


Falando em recordações...numa fotografia de hoje, do Magusto, onde está a João, a Amália, a Rosa, a Eugénia, a Ana Luisa (na fila de baixo) eu e a Anabela estamos todas muito direitinhas, em fila, concentradas a cortar sistemática e cientificamente as castanhas (ao contrário de outros colegas que se divertiram à grande, como me apercebi através do blog!). Também eu tenho uma fotografia desse Magusto que explica de certa forma este comportamento tão exemplar...Tinhamos pela frente a TEMÍVEL Dra. Cristina, mesmo á frente dos nossos transpirados narizitos... tão perto que até deu para ver que o que parecia falta de lábios era só a côr do baton!!!

Isabel Caixinha

Ouço sempre com alguma estranheza e distanciação recordar os magustos do Colégio, como aquele a que se referem as fotos acima, porque eu lembro-me bem dos magustos…mas da Escola Comercial e Industrial! Lembro-me da pressa com que saíamos nesses dias das aulas, lembro-me até de um pequeno grupo mais aventureiro faltar a uma ou duas numa soalheira tarde de Novembro para ir para a Escola (como lhe chamávamos por oposição ao Colégio) e participar numa série de brincadeiras e jogos, acompanhados por castanhas assadas, claro, no dia de S Martinho de 1968. Se não me falha a memória, a festa realizava-se no recreio Sul e havia baile no ginásio.
A Escola tinha MONTES de alunos, achávamos nós, habituados a um universo que nunca atingiu as 300 pessoas. Era sem dúvida um mundo mais ruidoso, movimentado e aberto que o ERO, o simples facto de nós estarmos presentes sem grandes problemas (uma ou outra “boca” um pouco mais hostil era excepção) mostra isso mesmo. E a festa, sempre muito animada, durava até às tantas…
Na Escola chegou a haver também festas nos Santos Populares, com música, sardinhas assadas e fogueiras, penso que numa organização dos seus Finalistas, coisa a que eu, no vetusto e católico Externato Ramalho Ortigão, nunca assisti.
O magusto de 1970 do
ERO, o único de que me recordo, foi completamente
diferente desses eventos. Penso que a diferença está bem patente no ambiente bucólico das próprias fotografias, que não tendo sido alvo de qualquer escolha ou manipulação, parecem ilustrações de um qualquer romance do Júlio Dinis... O principal motivo de festa foi a saída de todos os alunos do Colégio e a anulação das aulas da tarde. Depois, julgava eu que na Quinta da Boneca, dizem-me agora alguns colegas que numa propriedade relacionada com a família da D. Esperança, assaram-se calmamente umas castanhas, num pacato convívio que incluíu os professores; nas duas fotos que guardei, e aqui partilho, vêem-se a Inês (a nossa mini-profa de Inglês, como alguém já lhe chamou) e a Ana Vieira Lino (no único ano que lá foi professora). O ambiente de verdadeira “Festa de S. Martinho” (ajudado por algumas cervejas, não me recordo se legais ou contrabandeadas) que se vivia nos magustos da Escola, esteve aqui completamente ausente.
É pois com alguma surpresa que vejo todas estas fotos desse 11 Novembro de 1971, onde o álcool parece ter “rolado” em abundância e provocado alguns estragos. Diz a Luísa Pinheiro: “a minha irmã chegou a casa num estado lastimável nesse dia”, e as palavras do Óscar parecem indicar que não terá sido a única… Eu não sei, já estava em Lisboa nessa altura, não fui testemunha desse magusto, posso é garantir que não foi nada parecido com aquele em que participei!
Se alguém quiser aproveitar para fazer as legendas das fotos, que já estão no Álbum de Memórias, agradecemos.


JJ

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O PRIMEIRO ANO DO CICLO (1964/1965)

Recentes conversas com antigos colegas do ERO revelaram que temos diferentes recordações dos tempos que passámos juntos. Não falo de perspectivas ou análises, falo da recordação de acontecimentos concretos. Fico muitas vezes a tentar perceber porque é que durante a nossa infância e juventude determinados momentos e pessoas se cravam tão fundo na memória de uns enquanto na de outros parecem desvanecer-se sem deixar traço. E as conversas são: lembras-te deste ou daquele, de ter dito ou feito… e não, o outro lembra-se bem, mas de outros ditos e feitos ou de diferentes circunstâncias. Muitas vezes mas não sempre, já que há muitas memórias comuns que provocam sempre explosões de alegria cúmplice. Na sua maioria vagamente entre o iniciático, o escatológico e o criminal, essas não são habitualmente passíveis de ser contadas fora do círculo dos eleitos (claro que é um exagero mas nós gostamos de as recordar assim, boys will be boys…).


Tudo isto a propósito de uma época de que me lembro bem, a passagem da 4ª classe para o 1º ano do Ciclo, porque constituiu para mim um choque. Não tanto pela mudança de matérias, talvez só a introdução do Francês fosse algo de significativamente diferente, mas fundamentalmente pela sua divisão em aulas com professores diferentes. Esta nova compartimentação da aprendizagem incluía um enorme esforço de adaptação a oito matérias e oito professores com diferentes métodos de ensino, gestão disciplinar e até de relacionamento pessoal com os alunos. Não façam esse ar incrédulo, eram oito sim, recapitulem comigo: Língua e História Pátria, Francês, Ciências Geográfico-Naturais, Matemática, Desenho, Religião e Moral, Educação Física e Canto Coral. É óbvio que as três últimas não contavam para a famosa Média, pobres formações, física, moral e musical… mas aos dez anos todas eram aulas “novas” e todas eram encaradas com respeito e algum temor.


Penso que nesse primeiro ano de fraca diferenciação sexual as nossas queridas colegas ainda não tinham as misteriosas aulas de Lavores, que só começaram no 2º ou 3º Ano. Essa iniciação algo tardia no verdadeiro mister feminino e, suspeito (apenas suspeito, porque ausente), a pouca atenção dispensada a tão importante área pedagógica por alunas e professoras, viriam a contribuir decisivamente para as fracas prestações da maioria dessas jovens nesta área, como constatariam os seus futuros maridos.


E quão jovem e impressionável eu era! (Estou a referir-me novamente ao Ciclo, as lacunas da educação feminina e os seus efeitos perniciosos no casamento ficam para outra altura). Marcaram-me nesse ano todas as figura dos homens e mulheres que foram ocupando o palco que o estrado constituía. Lembro-me de ficar surpreendido com o Dr. Azevedo (Matemática), pareceu-me de repente mais sisudo, com uma voz mais forte e sincopada, muito diferente do homem que eu conhecia cá fora como Pai do Zé Luís; assustado pelo fanatismo e intolerância que pressenti sempre no Padre Albino; cativado pela seriedade e rigor usados pela Dra. Cândida mesmo ao dar aulas (Francês e Português) a miúdos tão pequenos; “desarmado”e encantado pelo Padre Renato (Canto Coral) de quem não sabia bem o que pensar, como se tivesse descoberto que, entre os professores, afinal havia gente como nós, com dificuldade de se integrar no Mundo; entusiasmado com o Dr. Lopes, que quase me convenceu que um dia eu poderia desenhar; desiludido pelo prof Silva Bastos, foi claro para mim e para ele, desde a primeira aula, que eu nunca seria um ginasta; e, pasmem como eu pasmo ainda hoje ao lembrar-me, claramente seduzido pela Dra. Cristina (Ciências), ela que iria assombrar os meus piores pesadelos durante os sete anos seguintes! A minha Mãe fez sempre questão de mo relembrar, irónica e cruelmente, vezes sem conta: “gostavas tanto dela…”. (Era loura, terá sido por isso, nessa altura não resistia à visão de uma loura. O Zéquinha ainda hoje é assim, escreveu-o nos seus comentários sobre o almoço de 17-11; a mim, já me passou).

Todo este conjunto de novas matérias, novos colegas e multiplicidade de professores gravou na minha memória imagens que nunca esqueci.

JJ
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Nota: As ilustrações são ambas de 1964: um grupo de amigos (todos alunos do ERO) nas traseiras da Igreja Matriz e um Caderno Diário de Moral.
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comentários:
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24 Dezembro, 2007
São Caixinha disse.
Reencontrei-me um pouco ,por entre linhas, na tua artigo sobre o primeiro ano do ciclo! É como ler uma história onde de súbito também sou personagem...!!! Dão-me muito prazer estas viagens ao passado perdido pelo tempo e pelo espaço!!! Obrigada João! Obrigada a todos!
FELIZ NATAL! São Caixinha

"ENIGMA" DAS ASSINATURAS



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A pedido de vários interessados, edito com numeração o Cartão de Natal de forma a facilitar a identificação das assinaturas (a forma como este postal aparece no Blog está explicada no artigo "Boas Festas"). Contribuam usando os comentários ou enviando email para ex.alunos.ero@gmail.com

NOTA: Para melhor visionamento clique na imagem e obtenha-a numa janela isolada. Para regressar ao Blog clique « anterior .
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As maioria das respostas apontam para :
1 - Júlia? / 2 - Pdr Renato / 3 - Inês / 4 - D. Dora(Teodora Costa) / 5 - Ana Vieira Lino /
6 -Pdr Eduardo / 7 - J Serafim / 8 - Nicole Loureiro / 9 - Cristina / 10 - Silva Bastos /
11 -Inês (Inglês) / 12 - Noémia? / 13 - Deolinda (super) / 14 - Ma. José Barroca / 15 - A J F Lopes /
16 -Pdr Chico / 17 - D. Anita / 18 - ???
Os confirmados a VERDE, os duvidosos e desconhecidos a AZUL
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Comentários:
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19 Dezembro, 2007
Ana Nascimento disse:
Das assinaturas do cartão, além da da tia Anita, até agora só vi que a 7 é do Serafim e a 9 da Cristina , vou aplicar-me pode ser que descubra mais alguma ….
Olha a 5 acho que é a Ana Vieira Lino (ela deu aulas no colégio ? não me lembro por isso deve ter sido depois de eu sair ou seja ano lectivo de 69/70) e a 15 do Padre Xico.
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19 Dezembro, 2007
São Caixinha disse:
Sinto muito, porém, quanto a reconhecer as assinaturas (mais familiares em pontos revistos, do que em cartões de Natal) não vos posso ajudar! A minha memória já não é muito boa, mas neste caso devia-as ter associado com as notas que normalmente lhes estavam por perto...e essas fiz o meu melhor para esquecer!!!
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20 Dezembro, 2007
A J F Lopes disse:
Tenho estado a estudar os rabiscos. Claro que reconheço o meu (15) e penso que o P. Renato será o 2; de todos os outros julgo que só identifico os óbvios. Isto é, não vou ser de grande ajuda.
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20 Dezembro, 2007
JJ diz:
Chegaram vários emails com sugestões e palpites que vão acrescentando e corrigindo a lista Verde e Azul acima. Desde que não digam mais nada, não serão aqui colocados como comentários.
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21 Dezembro,2007
Neco disse:
Efectivamente a assinatura 5 é da Ana, a minha mulher. Ela foi professora no colégio um ano, antes de arrancar para o estágio pedagógico. A assinatura 14 é da Maria José Barroca, hoje Varela. Casada com um ex-funcionário do Banco dePortugal.
A 3 é efectivamente da Inês, profa de inglês, que casou com um advogado e rumou a Faro onde vive.
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21 Dezembro, 2007
Belão disse.
A 14 é da Maria José ( casada com o Varela). Foi minha prof. , acho que de Geografia.
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farofia disse...
Para que conste declaro por minha honra que a assinatura/rabisco 11 é Inês.

JOGOS , por João Bonifácio Serra




Havia aspectos das novas instalações do Externato Ramalho Ortigão que não estavam concluídos quando foi inaugurado, em 1960/61. Os recreios, por exemplo, não estavam pavimentados. Aqui e ali, amontoavam-se alguns restos dos materiais usados na construção. O terreiro ficava, quando chovia, pouco transitável e os contínuos procuravam evitar que a rapaziada se aventurasse pelas veredas de lama, entre charcos e pedras. Com pouco êxito.

Uma das áreas que mais que mais interesse suscitava era a barreira sobre a qual fora erguido o muro do lado norte do pátio dos rapazes. Não tendo sido ainda regularizada, servia de rampa de saltos, escorrega e outras acrobacias que a imaginação e as capacidades atléticas ditavam. Foi ai que me fixei. Descobri um bom motivo para intervir numa brincadeira cujas regras dominava (como se verá, nada tinha dos jogos usuais do meio urbano) e assim forjar o meu primeiro grupo de sociabilidade.

Num dos pontos em que a barreira se apresentava com uma concavidade, alguém iniciara uma escavação que rapidamente abandonara. Apliquei nesse local todo o meu engenho de pequeno construtor e, com a ajuda de um grupo reduzido, fui escavando uma galeria. Trouxe de casa, escondidos na pasta, os instrumentos que me pareceramm adequados: um sacho de jardim, uma espátula, um martelo de pedreiro e aproveitava os furos no horário para avançar naquela tarefa. A gruta era conhecida de poucos e a entrada ficava disfarçada, sempre que tínhamos de interromper os trabalhos. Os instrumentos eram resguardados no interior, de um dia para o outro. Que objectivo me animava naquela empreitada? Não me recordo bem, mas não é de supor que se tratasse de um refúgio. A verdade é que, quando a autoridade académica descobriu a galeria e ordenou que parássemos, lá dentro cabiam já, convenientemente enlatados, três miúdos de onze anos.

Foi lenta e difícil a aprendizagem dos jogos urbanos e do tipo de destreza que eles exigiam. Para mim revelou-se sobretudo muito complexo o contacto com os jogos de grupo, pois os entretenimentos que estavam ao meu alcance na aldeia eram basicamente solitários. Por outro lado, eu só sabia utilizar os brinquedos feitos por mim. Sabia, por exemplo, fazer um batoque de pau de salgueiro, extraindo o interior do pequeno tronco, que projectava uma pequena rolha de cortiça à distância, e diversos brinquedos engraçados compostos a partir de cana verde ou seca. Sabia escolher uma haste de vime para fazer um arco e atirava razoavelmente flechas feitas de varetas de chapéu de chuva. Sabia fazer e manejar fundas para atirar seixos, e compor armadilhas de vime ou cana para apanhar pássaros vivos. Sabia conduzir com um pau um aro improvisado e com ele saltar obstáculos complexos, sem perder a direcção. Sabia calcular as doses da argamassa de pedreiro e assentar tijolo, ou erguer um canteiro em pedra e rebocá-lo. Sabia deitar o pião, mas não sabia jogar ao ringue, ao berlinde, à cabra cega, saltar ao eixo. Tive que aprender isso tudo quando cheguei à cidade.

João Bonifácio Serra
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Nota: Texto publicado na Gazeta das Caldas e incluído na compilação de crónicas de 50/60 "Continuação", de João Bonifácio Serra. A página do autor pode ser consultada em http://www.cidadeimaginaria.org/



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*+*+*+*+*+*+*+ BOAS FESTAS *+*+*+*+*+*+*+ BOAS FESTAS *+*+*+*+

É obviamente com grande prazer que este Blog vai sendo construído, nem ele seria possível de outra forma. Ainda há pouco daqui saiu o Zé Carlos Faria, estivemos a combinar “estratégias” e a rirmo-nos com prazer das recordações mútuas de colegas, professores, episódios .... Mas há momentos particularmente emocionantes, como quando temos notícias de colegas e amigos “desaparecidos” há muitos anos que, de repente, irrompem pelo ecrã do computador fora, arrastando atrás de si imagens, estórias, instantes suspensos no tempo e que julgávamos desaparecidos. Escrevi há dias a alguém que era como se subitamente uma cápsula lançada para o espaço há 30/40 anos regressasse à Terra e nos vissemos confrontados com um tempo perdido, e reencontrado, que nos provoca sentimentos mistos de alegria, saudade, ternura, perda irreparável, mas também satisfação por sabermos que outros partilham tudo isto connosco (foi com uma redacção deste género que a minha professora de Português me deu negativa no 5º ano, “lamechas e piegas”, disse a Dra Ermelinda).
Vem isto a propósito de um email que recebemos aqui no Blog, enviado por alguém que, a mais de 30 anos e de 3000 Km de distância, teve a satisfação de saber que este espaço existia. Em anexo vinham duas imagens de um cartão de Boas Festas assinado por professores e colaboradores do ERO há 36 ou 37 anos. Mal consigamos identificar as assinaturas, conseguiremos também datar o achado arqueológico
.( Se quer tentar veja o artigo acima deste. E será desta que teremos a colaboração dos professores que acompanham este Blog?)



Vinham também duas fotografias actuais da São e da Isabel Caixinha. É delas que estou a falar, já que foram elas que me enviaram as imagens que ilustram esta crónica e são delas, e actuais, as fotos que abaixo podem ver e, penso, facilmente reconhecer. Se quiserem “comparar”, ambas constam no Álbum de Recordações, é uma questão de lá irem vasculhar . Vivem há 30 anos na Holanda mas vou ver se as convenço a virem ao almoço de 14-11-2009.
Compreendo que tenha sido difícil a sua vida no Colégio já que, além do tempo das aulas, lá passavam seguramente grande parte do dia, duplamente vigiadas como alunas e filhas de funcionários. São-me gratas as recordações da Mãe, a D Luisa, a quem de vez em quado cravávamos um queque ou um gelado fiado, sabendo ela bem das dificuldades posteriores da cobrança! É diferente a minha recordação do Sr. Ulisses, mas isso são outras estórias ... Devem ambas conhecer episódios curiosos, assim os queiram partilhar connosco.
Por fim vinha obviamente uma mensagem, que eu ”roubei” para constituir, pelo que significa, também a mensagem de Boas Festas deste Blog a todos que nos lêem.

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+*+* BOAS FESTAS *+*+

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Há dias recebi da minha irmã um e-mail breve: um link para o vosso site e duas palavras - VAI VER!!! Andava ela pela net ,explicou alegremente mais tarde, quando através da Gazeta das Caldas vos encontrou!!!
Fiquei também agradávelmente surpreendida ! Em primeiro lugar, e também em nome da Isabel, quero felicitar os organizadores desta iniciativa, a querida Guida Rego e o João Jales, tão indiscutivelmente dotado para escrever! Os nossos agradecimentos para ambos e para todos os colaboradores.

Desde então tornou-se quase um ritual visitar o site… Que excelente memória a vossa e que talento para contar as histórias que apoiadas por algumas imagens nos permitem reconstruir um passado que parecia esquecido, e ainda por cima o passado doce de se ser jovem!

Também no nosso caso, frequentar o ERO não decorreu sem atritos e particularmente residir nas suas dependências esteve longe de ser uma situação ideal, porém ter-vos a todos como colegas foi sem dúvida um privilégio!

Por enquanto queremos apenas partilhar com todos e muito a propósito, um cartão de Natal!

Temos ainda pequenas histórias e algumas fotografias que vamos guardar para uma próxima oportunidade (outras apenas quando voltarmos a Portugal - nós vivemos há cerca de 30 anos na Holanda!)

É claro que, se se proporcionar, será com muito prazer que também estaremos presentes no próximo encontro!


Para todos BOAS FESTAS e UM BOM NATAL .

Com carinho e com saudade

São Caixinha e Isabel Knaff
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comentários:
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19 Dezembro, 2007
JJ disse:
Olá São e Isabel
Está já no Blog a vossa mensagem de Natal, espero que gostem da forma como foi colocada. Aproveitei para fazer uma pequena adivinha com o vosso cartão, mas vocês estão obviamente proibidas de concorrer já que devem conhecer as assinaturas de cor!
Se tiverem mais material como este por favor vão enviando, é sempre com enorme prazer que revisitamos estes tempos. A Guida agradece as vossas simpáticas palavras e eu, que cá vou alinhavando umas frases, nem sei que responda ao elogio à minha escrita...
BOAS FESTAS!
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19 Dezembro, 2007
São e Isabel disseram:
Olá João!
Que fabulosa introdução à nossa mensagem! (.....)Seria a Dra. Ermelinda uma senhora com umas mãos muito bonitas (e só!!) de longas unhas vermelhas bem cuidadas? Se era, também me desclasificou injustamente uma redacção concluindo que era uma cópia. O tema proposto era "O Ribatejo" (...como é que alguém precisa de copiar seja o que fôr...!?!!) Que discutivel metodo de apreciação!!
Bjs São Caixinha e Isabel K

CONFUSÃO NA SALA DE AULA , por Miguel B M

Se vocês forem ver ao Dicionário e procurarem em Miguel Bento Monteiro encontrarão como sinónimos: agitação, radicalismo, humor cáustico, movimento perpétuo ( não encontraram? É porque o vosso Dicionário não presta, queimem-no ou deitem-no pela janela fora, é o que o Miguel faria).

Há quase cinquenta anos que o conheço e não me lembro de haver com ele momentos de sossego (penso que nunca jogámos Monopólio ou Scrabble, por exemplo), tenho sempre a ideia de um furacão em constante movimento, correrias, índios e cowboys, muitas patifarias, normalmente inocentes mas sempre ruidosas, uma energia inesgotável que nem o Ténis consegue diminuir, uma relação com tudo e todos de amores e ódios sem gradações, a vida a cores sem tons pastel…

As minhas imagens dele são um turbilhão de areia, toalhas, água e senhoras enfurecidas na Foz do Arelho, os pacatos veraneantes do Parque em constante pânico e sobressalto com as eternas corridas, a pé ou de bicicleta, um recreio em confusão com jogos iniciados e nunca concluídos porque outros os substituíam a meio, salas de aulas com professores à beira de um ataque de nervos porque … bom, vocês já viram o filme que tenho na cabeça. A minha infância e adolescência teriam sido mais sossegadas sem ele, mas seguramente muito menos divertidas.

Quem ler esta crónica sem o conhecer julgará que fizemos o Liceu num qualquer Instituto Correccional de Alta Segurança, rodeados por meliantes e marginais, num mundo sem Rei nem Roque onde imperava a lei do mais forte… Sosseguem, é apenas o pacato Externato Ramalho Ortigão, com as suas plácidas e pachorrentas aulas, mas visto e recordado por um incorrigível incendiário (das palavras), que transforma um "caldo" ocasional num infindável combate mortal.

Neste texto que ele nos enviou, revejo muito mais o meu amigo Miguel do que a sala de aulas que ele pretendia retratar. E digo isto apesar do que, sei, ele vai esbracejar e vociferar depois...
JJ
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(não fui eu, foram eles!)
O meu nome é MBM mas o nome pouco importa.Deveriam ter-me chamado "The Saint ". Não, não tem nada a ver com o Simon Templar ou o Roger Moore e sim com os meus conhecimentos de antigas artes orientais, curativas e profiláticas, na área dos problemas musculo-esqueléticos.A explicação é complexa. Durante todo o liceu tive sempre "regular" a comportamento, que era o pior que se podia ter, pois o "mau" implicava ter que dar corda aos patins, e certamente a administração teria que explicar ao Patriarcado a quebra de facturação. Ainda por cima tratando-se de correr com um grande animador das aulas no Externato! Tive o azar de ficarem sempre à minha frente dois ícones do bom comportamento, o Rui Malaca e o Silvestre Agostinho (dois verdadeiros monstros, da santidade nas aulas entenda-se, porque até eram uns moços muito franzinos). A Natureza, para manter o sua harmonia cósmica, obrigou-me a ter "regular" para compensar os "Muito Bom" desses tristes e melancólicos colegas... Por incrível que parecesse conseguiam manter a serenidade em todas as situações de stress, até mesmo quando a turma demonstrava ruidosamente o seu "desgosto e infelicidade" por não haver uma aula.... No entanto não deixei de ser o alvo preferido de terríveis agressões por parte deles durante as aulas, quando os profs estavam de costas para nós.Timidamente eu lá ia respondendo com alguns palmadões nas regiões
interescapulares e dorsolombares e ainda sólidos apertões musculares. Toda esta actividade decorria no maior silêncio pelo que o pensamento dos profs seria "estão muito atentos e silenciosos ",como era lógico. Mas não, silenciosamente e nos confins da aula, andava tudo à estalada. E ao contrário do que nos fora ensinado nas aulas de Moral, nenhum dava a outra face, mas antes respondia a dobrar porque, isso sim, é que é lógico! Mas isto só acontecia no ringue (leia-se sala de aulas) pois no intervalo os opositores trocavam impressões sobre o round e recuperavam energias para nova sessão.Bom,eu não sei o que os dois fizeram durante estes anos,mas surgiram no almoço de 17-11 com uma postura nobre,coluna direita,ombros alinhados e bacia equilibrada, ao contrário de alguns colegas que estavam muito alquebrados. O segredo? A fisioterapia preventiva a que foram submetidos durante anos a fio (método de amassamento) deu excelentes resultados. Valeu a pena. E não deveria ser eu o verdadeiro "Saint" ?
Miguel Bento Monteiro
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comentários:
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29 Dezembro, 2007
Lúcio disse:
Olha o Miguel Bento Monteiro! já não vejo este guarda-redes há 37 anos... não sei porquê, nunca teve oportunidade de comparecer aos almoços da equipa de juvenis do Caldas e foi pena.
Mas espero encontrar este jovem um destes dias. Um abraço do Lúcio
!

TODO O MUNDO E NINGUÉM - 4 fotos de 1948

As fotografias que aqui mostramos foram-nos trazidas pelo Dr António José Lopes que, como sabem, além de professor foi também aluno do Colégio.
Três delas são de uma excursão ao Norte em 1948, não foi possível saber exactamente onde. Talvez a sua divulgação neste espaço ajude a acrescentar alguma informação, além da data e da identificação dos intervenientes, que já está feita.
(Todas as fotografias são aqui mostradas em baixa definição, quem as quiser ver melhor ou descarregar deve ir directamente ao Álbum de Recordações, onde constam com melhor qualidade.)




1948
Maria Salete Alves
Maria Leonor Teixeira
Teresa Brandão
António José Lopes
(vê-se a sombra de uma cabeça,
erro básico que indica fotógrafo principiante...quem seria?)





1948 - Fernando Manuel L Sousa e Teresa Brandão









1948
Carlos J M Henriques
António José Lopes
Mário Gualdino Gonçalves
Vasco Henriques


A quarta fotografia, de 1949, é muito interessante porque mostra os preparativos para a representação de uma peça de Gil Vicente “TODO O MUNDO E NINGUÉM”. O local da foto são as traseiras de uma das localizações do Colégio, na R. Miguel Bombarda, e a representação teve lugar no Cine Teatro Pinheiro Chagas, o mesmo local onde decorreu em 1954 uma Récita, conforme programa que, digitalizado, consta e pode ser consultado no Álbum de Recordações. Isto mostra uma colaboração entre o os finalistas do Colégio e o Teatro que, provavelmente, aconteceu noutros anos da década de 50, só que ainda não chegaram até nós quaisquer notícias ou registos desses eventos.
Vem a propósito referir que conheço três localizações diferentes do Colégio (e dois colégios que o precederam) anteriores à sua instalação definitiva num edificio próprio em 1960, onde a minha geração o conheceu. Gostaria de saber mais sobre as localizações e os estabelecimentos de ensino anteriores ao E.R.O. Alguém, eventualmente das gerações mais antigas, pode contribuir com informações para que uma crónica possa aparecer aqui no Blog sobre este assunto? Fico à espera
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GIL VICENTE “Todo O Mundo e Ninguém”
António José Lopes/Vasco Henriques/ professor J M Rosa Bruno/José João Caldas Lopes

O professor Rosa Bruno foi uma personalidade marcante para todos os que o tiveram como professor ou, pelo menos, para todos aqueles com que falei. Escritor, poeta, actor, apesar de professor da área de Ciências (Matemática e Físico-Química), fiquei com curiosidade de conhecer melhor a personalidade. Se alguém quiser fazer o favor de clicar nos comentários e escrever a seu respeito, todos agradecemos. Se preferir pode enviar um email para a morada habitual ex.alunos.ero@gmail.com

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Comentários:
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18 Dezembro, 2007
LFS disse:
Até que enfim! Quatro longas semanas de artigos, imagens e comentários prolixos, emanados de um lote de ex-alunos do ERO, pareciam indiciar que a história do Colégio se confinava à geração de sessenta.
Eis senão quando, como uma janela que se abre de repente sobre um horizonte desconhecido e misterioso, mergulhamos no ano de 1948 pela mão do melhor elo de ligação entre as duas épocas - o aluno professor Dr António José Lopes.
E logo para aprendermos como eram distintos, uma escassa dúzia de anos antes, os nossos antecessores!
Não que se não adivinhassem já traços de inconformismo revolucionário cuja expressão plena iria ser interpretada pelos gadelhudos da década percursora do 25 de Abril. Basta ver como o Fernando Manuel L. Sousa se deixa fotografar sem casaco no meio de uma floresta quase virgem, levando ao rubro, imagino, uma Teresa Brandão incrédula. Ou então a liberdade expressa no movimento plástico de um verdadeiro passe de fandango com que o futuro Dr António José Lopes impressiona as três colegas rendidas ao seu indiscutível “charme”. Isto para não falar, claro, na ousadia de um grupo de potenciais libertinos, iniciando-se na terrível arte da representação. E logo Gil Vicente! Sabe lá a gente o que é que se passava nos bastidores daqueles teatros...
Em suspenso fica ainda a meada das memórias recônditas de colégios anteriores que julgávamos inexistentes e que o JJ, com a sua indiscutível mestria começou a desfiar, para gáudio dos bloguistas militantes que aqui vão encontrando satisfação para a sua inefável curiosidade.
Venham de lá então mais testemunhos dessas magníficas gerações de percursores, porque nós queremos, com todas as energias, vir a ser capazes de descodificar o ADN do ERO.

19 Dezembro, 2007
Guidó disse:
Por falar em ADNs a Leonor Teixeira, para quem não sabe é Tia do famoso Rogério Papo-Seco Teixeira. O Carlos J (José) M (Marques)Henriques é o meu tio Cazé que muito coração partiu por aí.Tenho da minha mãe que em breve darei. Bjs

ESTAMOS TODOS DE PARABÉNS !

Faz hoje, dia 16 de Dezembro de 2007, um mês que este Blog pôs o nariz de fora e mostrou que a Internet podia ser um meio de comunicação, um espaço de união e convívio, mesmo para um bando de decrépitos carecas e jovens e viçosas loiras como o que se reuniu na Lareira, um dia depois da sua "inauguração".
É habitual dizer nestas ocasiões que foi difícil mas, com trabalho, dedicação e esforço (ou sangue suor e lágrimas, depende do estilo) conseguimos.... mas seria mentira. Foi um mês divertido, caloroso, em que tivemos o prazer de reencontrar e voltar a falar com velhos amigos, receber mensagens e telefonemas de pessoas que não esquecemos mas dormitavam na nossa (fraca) memória e, até, redescobrir velhas cumplicidades - leiam e invejem:
"Sabes que mais, acho que um dia, talvez mais tarde, viremos a achar que o verdadeiro artigo a ser partilhado no blogue poderá ser constituído por esta saborosa troca de correspondência, fugaz e porventura irreflectida, mas tão naturalmente espontânea que, sem qualquer espécie de presunção, acredito possa desenhar o traço subconsciente do nosso acervo de memórias, processado pela profusão de versões que actualizaram o nosso “software” ao longo de 36 anos!".
Estamos todos seguramente de parabéns por 9500 visitas num mês, correspondentes a perto de 3000 visitantes individuais. Significa isto 300 visitas diárias por cerca de 80/100 pessoas diferentes. Bem sei que é o 1º mês, vamos estabilizar em números necessariamente mais baixos, mas é muito gratificante. Não posso acrescentar mais porque senão a Ana Nascimento diz que estamos a ficar vaidosos e babados e eu não quero prolongar mais os seis meses em que ela não me vai falar depois do que fiz à sua estória do pombo. Não vá ser o castigo agravado...
Além de mim e a Ana, o Flores, o Vasco, o Miguel, a Paulinha, as Anabelas (Miguel e Castro, as Princesas...), o ZC Faria, o Óscar, o Zequinha, o Neco, a Manela VP, o Chico C, a Anabela Garcia, a São M, o Alberto, o Pedro N, o Acácio L e o Filipe (ambos de outras Escolas), a Guidó (que proponho desde já para ex-aluna honorária!) e até a maluquinha de Óbidos, todos contribuímos, com comentários, artigos, mensagens, para que o Blog fosse melhor, mais vivo, mais apelativo . (Do João Miguel esqueci-me propositadamente, porque esperamos dele mais que uma mensagem, francamente!). Bem como os que aqui vieram mostrar as suas fotografias, o Armando João, o Tó Freitas, a João Gomes, a Mizé, o Chico Carrilho, a Nami, o Dr. Lopes, o Manuel Gerardo, o Pardal, o Matias, a Belão, o Luis Abel, a Guida Rego (a nossa presidente!), desculpem-me se esqueci algum. Sabemos que há mais fotografias aí em casa, ficamos à espera.
Agradecimentos especiais para a família do dr. Leonel Cardoso que autorizou a utilização das suas caricaturas, idem para o meu amigo Vasco Trancoso e o seu livro "Álbum de Figuras Caldenses 1990/1992"; e para o João Bonifácio Serra que, além de ceder as suas crónicas (do livro "Continuação"), mostrou disponibilidade para colaborar connosco no futuro, escrevendo entretanto até um comentário a um dos artigos.
Há dois ou três dias o Dr. Lopes partilhou comigo algumas fotos, que aparecerão aqui brevemente, e falou-me de outros tempos, das origens do Colégio, envolvendo estórias, pessoas e locais que eu desconhecia. Espero conseguir convencê-lo a partilhar tudo isso connosco brevemente (ah, é verdade, ele também se lembra das tais aulas de Geografia...). Muitos de vocês não sabem o que estão a perder ao apreciar apenas passivamente o Blog. Têm todo o direito de o fazer, claro, mas experimentem enviar uma estória, um episódio, um comentário, uma fotografia e sintam também o prazer e o calor que este convívio proporciona deste lado.
Agora soprem todos a velinha do 1º mês e cantem connosco:
"Parabéns ao Blogue...".

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CHACINA NO EXTERNATO! REVELADO UM SEGREDO ESCONDIDO DURANTE 40 ANOS.

Recebemos, com horror e consternação, esta macabra história de uma pobre ave trucidada por um bando de selvagens que, aparentemente, quiseram cortejar uma colega com o sangrento sacrifício! Tudo isto contado, com a ligeireza que vão ter a oportunidade de constatar, pela jovem moçoila em causa.
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Viram o Alien, Pesadelo em Elm Street ou A Noite dos Mortos-Vivos ? Pffff, esqueçam, são contos de fadas em comparação com o que vos trazemos hoje, escrito por alguém que nunca ousámos pensar que se dedicasse ao terror mais sanguinolento com tanta frieza e, temos de reconhecer, tanta mestria. Conhecerá a Tia Anita o dark side da sobrinha?


Hesitámos seriamente em colocar este artigo no Blog mas o Miguel, sempre ele, disse: "Audiências, precisamos de audiências, e nada como uma boa tragédia para as obter. Se não formos nós a publicar, abre amanhã o Telejornal da TVI !". Não pudemos senão curvar-nos perante tão arrasador argumento embora, e cumprindo a Lei em vigor, tenhamos acrescentado a "bolinha vermelha" para que os mais jovens e os mais susceptíveis mudem imediatamente de Blog!








Olá miúdos e miúdas do ERO

Também tenho boas memórias do Colégio e o nosso amigo Flores veio acordar algumas que estavam adormecidas.

Na minha turma do 7º ano (1966-1967), eu era a única rapariga na alínea f), facto que muito me agradava pois se por um lado era a menina que os colegas protegiam, por outro era a sua confidente.
Confesso-vos que me sentia algo vaidosa pois não era fácil uma rapariga ser aceite pelos rapazes como se fosse um deles…

Normalmente era nas aulas praticas de biologia que tínhamos mais oportunidade de conversar e assim, entre aves empalhadas e modelos de cristalização, eu ouvia desabafos, os desgostos de amor ou a paixão assolapada pela mesma miúda…..

Ora numa dessa aulas tínhamos que abrir o pombo e pensava eu que os mesmos já vinham mortos… qual quê…. estavam “vivinhos da silva “ …. tínhamos que ser nós a matá-los ..

A nossa Drª Cristina explicou como deveríamos proceder, agarrando o pombo com uma mão e, com a outra, tapando o bico com um rolhão de algodão (embebido em clorofórmio) até o bicho deixar de estrebuchar…..

Muito a custo lá agarrei o condenado à morte. … Tentar matá-lo eu tentei… mas a certa altura deu-me uma pena do animal e diminuí a força com que o agarrava…. zás … o bicho voou. …e voou não só pela sala mas pela janela, aterrando na cobertura do recreio dos rapazes….

Bem, podem imaginar o raspanete que levei de imediato da nossa Drª , com aquele ar muito inteiro que lhe era usual….!!

Mas eis senão quando, um dos meus queridos amigos (não me recordo se o Canhão mais velho, António Manuel, se o Tó Zé Rego Filipe ou o João Licínio) salta pela janela, apanha o animal e entrega-mo salvando-me duma valente “negativa” e de mais alguns raspanetes …( mal saísse da aula tinha que ouvir a tia Anita e quando chegasse a casa já estava o relatório feito para o meu pai …)

Não me lembro se agradeci na altura mas, como todo o tempo é tempo, aqui fica um grande obrigada ao meu salvador e ao resto do grupo que sempre me mimou e que tão boas recordações me deixou.

Beijinhos, até breve
Ana Nascimento


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comentários:
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Dezembro 12, 2007
E.R.O. disse:
E se não conseguirem dormir nas próximas noites, como nos aconteceu a nós, não se queixem, nós avisámos antes de vocês começarem a ler.
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Dezembro 13, 2007
Alberto R Pereira disse:
Olá
Ainda hoje, 35 anos depois, não consigo comer coelho à conta das aulas praticas de Ciências.E as malditas das minhocas? Que ninguem percebia de que lado era a cabeça e que tinha preceito para se abrir!Ao menos no laboratório de Química ainda se podiam provocar umas explosões enfiando o sódio (ou será o potássio?), religiosamente guardado em petróleo, pelo cano de esgoto da bancada abaixo e abrindo a torneira da água.
Alberto Pereira
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Dezembro 13, 2007
JJ disse:
Eu, ao contrário do Alberto, já não conseguia comer minhocas mesmo ANTES de ter aulas práticas de Ciências....
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Dezembro 14, 2007
Luis disse:
(.......) e realmente há gente sem quaisquer sentimentos (..................) nunca mais vou conseguir olhar para um pombo sem um calafrio, depois de ler esta estória assustadora!
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Dezembro 14,2007
MBM disse:
À direcção (e a propósito da guerra de audiências):
Oh meus caros senhores, eu já fui engavetado uma vez na esquadra de Belém sob a acusação de estar a roubar um Mercedes, antes do concerto do Rod Stewart em 83, portanto se voltar a acontecer até já tenho saudades. Respeitosamente.Thanks and goodbye, MBM

UMA MÚSICA DE NATAL

Uma música de Natal para acompanhar a leitura do Blog.

É só carregar no PLAY. As barras, do lado direito, controlam o volume do som.

UM AUTOCARRO NA CORTE DO REI ARTUR

Era uma vez uma princesa e três garbosos cavaleiros (está aqui o Flores a dizer que com estes chapéus, pensava que três evadidos do Júlio de Matos tinham fugido com a enfermeira num autocarro, mas não, isto é mesmo uma história da Távola Redonda). Os três garbosos cavaleiros chamavam-se John Philips, Victor Happix e Lou Elizabeth e a princesa era a Daisy (eu sei, eles parecem realmente todos um bocadinho deficientes, mas deve ser da máquina fotográfica, cavaleiros destes não têm deficiências, garanto-te). Havia um problema neste autocarro que era o facto de (não sei, sei lá agora se há um autocarro que liga o Júlio de Matos à Corte do Rei Artur, a que propósito é que isso vem?), dizia eu que o problema era o facto de os cavaleiros serem três e a Daisy ser só uma (não, não tem nada a ver com a namorada do Donald, é bem diferente, olha lá melhor para a fotografia). Os 3 cavaleiros (os 3 estarolas? não, não são de certeza , mas olha que agora que falas nisso o lá de cima está com uma cara de... deixa lá, e olha que os outros.... ah! ah! ah! ah !) decidiram então fazer uma justa no autocarro (não, não era para apertar ninguém, era um torneio...ah! ah! ah! ah! vê lá bem os chapéus, achas que alguém no seu juízo perfeito tirava uma fotografia com um chapéu destes?) e essa luta decidiria quem casaria com a princesa. Mas entretanto ( mas vocês ainda estão aqui a ler esta estória quando têm uma fotografia destas para ver e se divertirem? ah!ah!ah!), entretanto penso que a Daisy acabou por mudar de autocarro ou foram todos apeados porque não tinham o passe em dia, quem souber exactamente o que aconteceu pode mandar o fim da história aqui para os comentários (faz aí um bocadinho de zoom, Ah!Ah!Ah!Ih!Ih!Ih! ... ).


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Chegaram mais fotografias da mesma "fornada" que vão directamente
para o Álbum de Memórias. Nenhuma tão boa como a primeira...







Excursão a Tróia, 6º Ano 1973, mas já no Liceu. Estes alunos tinham saído do ERO para ir para o Liceu no ano anterior.







Magusto de 1970 - O Bica partiu o pé a jogar o FootFlinstone, uma variedade de futebol jogada com uma pedra. Uma das mais bizarras e idiotas regras do ERO proibia jogar com bolas no recreio. Mas era permitido jogar com pedras! Em vez de se partir ocasionalmente um vidro, partiam-se frequentemente cabeças e pés, as lesões com pedradas eram diárias... Voltaremos brevemente a este tema.

Filipa,João Filipe,Isabel Xavier,Bica,Natália,???,Luis Abel.








Com uma capeline destas (naquele tempo chamava-se assim) está-se bem em qualquer lado...E o que é que eles têm na mão?








Uma fotografia no Parque! Ainda ninguém se tinha lembrado de tirar uma fotografia no Parque...







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Queremos MUITOS comentários a estas fotografias, com datas, locais, pessoas, circunstâncias... tudo o que souberem.
NOTA: Para melhor visionamento das fotografias clique na imagem e obtenha-as numa janela isolada. Para regressar depois ao Blog clique « anterior no canto superior esquerdo do ecrã.
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comentários:
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13 Dezembro, 2007
Anónimo disse :
A Daisy, com aqueles olhinhos e aquele sorriso, só pode ser a Guida Vieira Lino. Acertei?
Guidó
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13 Dezembro, 2007
ERO disse:
Sim, mas nós queremos as horas, o dia, as circunstâncias, a gravação dos diálogos, TUDO!!! sobre todas as fotografias. Onde é que o Bica partiu o pé, porque é que a Eugénia e a Filipa estavam no parque com aqueles mal-encarados, quando poderiam escolher bem melhor, o que é que o João Filipe e o Benfiquinha têm na mão, quanto é que Luis Abel recebeu para usar aquele chapéu que ninguém usaria nem pelo valor da Taluda do Natal, queremos informações, MUITAS informações.
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20 Dezembro, 2007
Mário Gonçalves disse:
Grande confusão heim?Todas as fotos publicadas nesta página (excepto a do Bica com o pé partido) foram tiradas em 1973 e 74 quando já eramos alunos do Liceu...A primeira foi na viagem do 6º ano a Troia e acho que fui eu que a tirei, a segunda numa outra viagem de visita de estudo, mas já em 74 no 7º ano. A do Bica deve ter sido tirada em 1970 quando ele entrou para a turma e partiu o pé quando jogavamos ao "Futpedra" no recreio, actividade tão do desagrado do Caixinha. A quarta não sei onde foi tirada, mas de certeza que também em 74, assim como a última, já que o Liceu era no Parque, e em todas as folgas era por lá que andavamos. Abraços a todos. Mário Gonçalves
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22 Dezembro, 2007
Isabel Xavier disse:
Ao lado esquerdo do Bica (na perspectiva de quem vê a fotografia),sou eu, a Isabel Xavier!Também eu tenho, pelo menos, uma fotografia de um destes magustos no casal da D. Esperança, minha professora da terceira classe e que, infelizmente, também já não está entre nós.

UM EMAIL QUE, DIZEM, É UMA ESPÉCIE DE CRÓNICA ...

O que se segue não foi escrito como uma crónica, é um email que eu enviei ao Zé Carlos Faria (daí o título) a propósito do texto por ele aqui publicado há 3 dias, que considerei uma visão bem estruturada, mas sombria, do ERO. Ele respondeu: "Agradeço-te de coração o teu escrito. Acho sinceramente que convertido em formato de artigo seria muito interessante no blogue". E eu faço-lhe a vontade, mas sem conversão.
Peço a todos os nomeados na conversa que considerem acrescentados os devidos Srs, Drs. e outros títulos a que têm direito, porque em conversas entre colegas essas coisas, às vezes, desaparecem...JJ

Olá Zé Carlos
Não há razão para quaisquer justificações da tua parte e eu publiquei a crónica porque achei que devia ser publicada. As minhas reticências tinham a ver com o tamanho do texto, um pouco extenso demais para o habitual neste espaço.

Não pensamos de forma diferente em relação ao Padre Albino e aceito mais ou menos por inteiro os factos como os referes, mas não me revejo no Colégio que descreveste. Circunstâncias pessoais e familiares diferentes, formas de pensar e agir distintas, fazem-nos ter imagens e emoções diferentes na sua evocação. Eu nunca fui, por exemplo, fisicamente castigado por ninguém, Albino incluído.

Tenho, das regras que descreves, a recordação da permanente transgressão: namorei abertamente meia-dúzia de colegas a partir do 3º ano, ladeira abaixo e acima, mais dissimuladamente no Anfiteatro e na Biblioteca (tantas vezes aberta e sem ninguém a tomar conta,deviam pensar que ninguém lá ia...), até no confessionário nos intervalos em que não havia missa. Fui sujeito a um processo disciplinar por ser visto a sair da Mata à hora de almoço com uma colega e a única coisa que obtiveram foi a afirmação do meu Pai que ficava satisfeito por me saber um adolescente normal. Eu e outros fumámos nas casas de banho, no recreio e a meio dos corta-matos do sempre entusiástico Silva Bastos, enquanto os "atletas" subiam a Rua dos Loureiros. O Flores chegou a fumar dentro da sala de aula, acredita, enquanto o Miguel travava verdadeiros combates de luta livre com os colegas sentados na carteira à sua frente (desgraçados Silvestre e Rui Malaca). O Manuel Nunes ouvia relatos de futebol com um rádio portátil e auscultadores (caro o pagou depois...). Era uma festa.

Saí todos os anos no intervalo grande da manhã, sob pretextos vários, como ir buscar livros e cadernos esquecidos em casa, para me ir empanturrar de pastéis de nata quentes "cravados" à minha Mãe e às amigas que tomavam, a essa hora, café na Zaira. Lembro-me do Tó Zé Hipólito como companheiro entusiasta dessas excursões.

O meu cabelo e o do Rui Ferreira da Silva eram um alvo constante da atenção do Director. E acumulavam-se as desculpas para não o cortar, falta de tempo por ter muito que estudar, os pais não terem dado dinheiro para o efeito, barbearias muito cheias, "se o Sr Padre quiser eu vou hoje, mas tenho que faltar à aula de Ciências…". Era um jogo de gato e rato em que o gato ganhava sempre mas o rato tinha os seus momentos! E havia sempre as camisas às flores e com folhos, o lenço colorido atado ao pescoço (eu e o Rui, sempre os mesmos), os colarinhos à Mao, as camisolas cor–de-rosa, às riscas e com desenhos, tudo transgressões (?) que deixavam o homem à beira de um ataque de nervos. Do outro lado do muro a Anabela travava a mesma batalha, mas com o comprimento das saias e, ou a idade já me atraiçoa ou não me lembro de as ver com saias compridas... Emoção a rodos em embates desiguais, mas em que vendemos sempre cara a derrota.

Dos contínuos e das suas queixas resultou um dos três dias de suspensão a que tive direito. Por descobrir um método para fechar as portas das retretes por fora não ficando ninguém lá dentro, vê lá o crime! Eram uns pobres diabos, não lhes guardo qualquer rancor.

Não tenho idéia de sentir qualquer terror nas aulas do Azevedo, mas admito que era bom aluno e visita assídua de casa dele. Talvez por isso, sofria mais o filho dele e meu colega de turma, o Zé Luis, do que eu. E lembro-me com carinho do Padre Renato(Português, Canto Coral e Desenho) um dos melhores homens que conheci e que há 40 anos nos deixava fazer pequenos teatros no meio das suas aulas(eu, o Zequinha e o Flores); a surpresa das aulas informais do Lopes (Matemática, Geometria Descritiva e Geografia, ainda um dia hei-de falar dessas aulas de Geografia), do entusiasmo contagiante da Ermelinda (será este o nome?) que no 4º e 5º Ano me fez apaixonar pela História e me tentou ensinar a fazer uma composição, começando logo por me dar Medíocre num exercício piegas e lastimável que eu fiz sobre (imagina!)"A Saudade". Tinha a mania que sabia escrever… fez-me bem! (se ela me lesse agora, classificar-me-ia na mesma?). A dedicação e o empenho do Serafim(Matemática e Fisico-Química), grande professor, e a absoluta inabilidade da nossa querida Super para dar Filosofia, ela gostava era de História, com terra nas mãos e nas botas (e de um bom petisco ao almoço). Devo o que sei de Francês à Cândida e de Inglês ao marido, o Luis ; um pouco também à Inês, de quem tenho uma foto num magusto e uma boa recordação , apesar da injusta expulsão de uma aula dela me ter valido também outro dia de suspensão. Foi uma espécie de acumulação de "cartões amarelos", tendo sido corrido de quatro das seis aulas a que assisti numa malvada quinta-feira de Abril. Como nos corria quente e rápido o sangue nessa altura do ano, éramos certamente insuportáveis!

Mas estas doces recordações não tornam menos abominável a Madame Inc.(lembras-te da Cristina? essa sim, merecia uma crónica de terror), menos monótonas as aulas da Nicole e do Albino (quem lhes disse que podiam ser professores?), nem me recordam outras eventuais nulidades que já esqueci.

Lembro-me de um tempo em que fui feliz, de Invernos com poucas preocupações e muitos amigos, festas, namoradas, música (todo o dinheiro que arranjava era para LPs na Tália), futebol, fins de tarde na Zaira, Camaroeiro ou esplanada do Parque, serões loucos a “estudar” em casa dos que tinham sótãos ou caves mais reservados (lerpa, king, algum álcool e os primeiros cigarros), matraquilhos na Floresta e bilhar no Central. E, a seguir, 3 meses com os gostos e desgostos dos amores de Verão, praia de manhã, ténis ou cartas à tarde e Casino ou Ferro Velho à noite. Há lá Albino que estrague isto?

Os nossos quadros têm os mesmos motivos mas as cores são diferentes.... Quem tem razão? Os dois, claro. E é por isso que ambos os testemunhos fazem falta no Blog.

Um abraço

JJ

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comentários:

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11Dezembro , 2007

Alguém disse :
Classificação: Muito Bom

Guidó

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11 Dezembro, 2007

JJ disse:

Na ausência da Dra. Ermelinda, vou usar a tua classificação. Mas ela não seria tão complacente, tenho a certeza.

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11 Dezembro, 2007

Filipe disse...
Desculpem a intromissão de alguém que não andou no Ramalho Ortigão mas sim na Escola Industrial e Comercial, escola esta que fez muito mais do que que propiciar a possibilidade de honradamente os seus alunos terem emprego.Sendo o vosso blog público não levarão seguramente a mal o meu comentário.Nao vivi o ambiente do colégio mas convivi com alguns alunos ao tempo, e sinceramente nunca me apercebi de uma imagem tão negativa como o Faria transmite no seu texto. Talvez não seja essa a sua intenção nem o seu sentimento, mas parece-me existir alguma mágoa interiorizada a que ainda não conseguiu fugir.Revejo-me muito mais na imagem que o Jales transmite.

O v/blog está excelente, os meus parabéns.

Filipe Domingos

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11 Dezembro, 2007

E.R.O. disse:

É com ENORME prazer que acolhemos este comentário de um aluno de uma Escola onde sempre tivemos muitos amigos , apesar da existência de uma saudável rivalidade. E os magustos e festas da Escola Comercial, podemos reconhecê-lo hoje, eram muito mais divertidos que os do Colégio!

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12 Dezembro, 2007

Miguel B M disse:

Uma palavra sobre o comentário feito pelo aluno da escola.E é bom que elementos estranhos ao ERO mas nosos contemporâneos e com quem convivemos dêem a sua visão sobre aqueles tempos.É claro que nada transparecia para o exterior.Mas nós éramos jovens, despreocupados, visionários, e vivíamos a vida intensa e alegremente. E a rivalidade que havia com a escola era só nas diversas competições desportivas.Quanto ao mais apreciávamos imenso o convívio com os colegas da escola e especialmente com os borrachos que eram muitos e muito simpáticos.

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Dezembro 13, 2007

Alguém disse:

…..este texto é doce como hidromel, viciante como ópio e tóxico como absinto …. não sei se continue a ler a noite toda ou se deixe de vir ao blogue antes que fique dependente ….. Luisa

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Dezembro 13, 2007

JJ disse:

Se não desconfiasse que esta Luisa é um Luis travestido, ainda lhe dava o meu nº de telefone. Mas vivemos tempos duvidosos ...

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Dezembro 13, 2007

Miguel B Monteiro disse:

Em relação ao artigo do JJ subescrevo-o na totalidade.Felizmente a maioria das coisas que aconteceram foram boas e devemos recordá-las.Ainda para mais o JJ escreve cheio de nostalgia a que não posso ficar indiferente,senão sensibilizado.

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