ALMOÇO / CONVÍVIO

ALMOÇO / CONVÍVIO

Os futuros almoços/encontros realizar-se-ão no primeiro Sábado do mês de Outubro . Esta decisão permitirá a todos conhecerem a data com o máximo de antecedência . .
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Setembro de 1964

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João Jales
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Esta fotografia é fantástica não só pelas qualidades técnicas que evidencia cinquenta anos depois, com uma luz, um contraste e um enquadramento sem paralelo nas restantes que fazem parte deste "lote" que agora recebi, como também pelas expressões dos retratados.
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O mais velho, que parecia aqui estar num intervalo das filmagens da Dolce Vita, é bem conhecido de todos, o mais novo é talvez um pouco mais difícil de identificar mas, nascido em Novembro de 1954, foi meu colega de turma durante a primária e os primeiros anos do Liceu no ERO. Em Outubro de 1971 reencontrámo-nos  em Lisboa, eu em Medicina, ele no Técnico.
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Sabem quem são eles?

comentários:



Anónimo disse...
Reconheço o Dario, como não podia deixar de ser. O mais novo não reconheço porque sou mais velha que ele. Mas, se me refrescarem a memória, sou capaz de lá chegar. O JJ é mais novo que eu e lembro-me perfeitamente dele no ERO, assim como da irmã. Aliás, nunca os deixei de ver pois, creio eu, estiveram sempre pelas Caldas, tal como eu. De facto, a fotografia está fabulosa!    Carmo Franco Lemos
Belão disse...
A foto é fantástica, sem dúvida. O mais velho é o Dario (Sr. Dario da secretaria). O mais novo penso que é o Zé Luís Azevedo. Acertei? Qual é o prémio?
Alentejano disse...
Conheço o mais velho pois claro mas o nome não me lembrava.
Anónimo disse...
JJ Eu, claro, não podia deixar de identificar ambas as personagens! Mas, há que reconhecer, os «concorrentes» a este acto de adivinhação, serão induzidos em erro, pois o mais novo NÃO foi teu colega de turma, NÃO se reencontrou contigo em Lisboa no Outono de 1971, e NÃO cursou o Técnico. Bom, e mais não digo para deixar algum suspense...    Zé Luis Veríssimo d'Azevedo

  • O Sr. Dario e um dos filhos do Dr.Azevedo.:-) Não me lembro do nome do pequenito..mas recordo-me bem daquela carinha traquinas...:-)
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    JJ disse...
    O mais velho é efectivamente o Dario, mas o Zé Luis tem razão, o mais novo não é ele. Calculei mal a idade, o Zé Luis era mais velho e mais alto nesta data.

PROFESSORES EM 63/64 e 64/65

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. Dr. Figueiredo Lopes, Prof. Bastos, Dra. Rita, Dr. Azevedo, Dra. Mª Palmira Azevedo e Castro (Papi), Drª Cristina Santos Marques, D. Anita Nascimento, Dr. Rocha, Dr. Horta, Pe. Albino e José Maria (da secretaria).


Olá João



Para não te queixares da minha falta de participação, aí vai uma achega: a lista dos professores que integravam o corpo docente do ERO nos anos lectivos de 63/64 e 64/65 (ao que parece, eram os mesmos):

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Matemática........................Dr. Azevedo e Dr. Figueiredo Lopes
Físico-Química..................Dr. Jaime Serafim
Geografia..........................Dra. Cristina, Dr. Azevedo e Dr. Figueiredo Lopes
Desenho...........................Dr. Figueiredo Lopes
Ciências Naturais.............Dra. Cristina e Dr. Figueiredo Lopes
Desenho à vista................Arq. Loureiro
Português.........................Pe. Renato, Dra. Cândida e Dr. Luís Canas Ferreira
Francês............................Dra. Cândida e Mme Nicole Loureiro
Inglês................................Dr. Luís Canas Ferreira
Alemão..............................Dr. Luís Canas Ferreira
Latim.................................Pe. Renato
História.............................Dra. Deolinda e Pe. Albino (em substituição de Pe. Salvado)
Filosofia............................Pe. Fernando Maria de Carvalho e Dra. Deolinda
OPAN................................Dr. Sanches
Religião/Moral...................Pe. Xico, D. Regina, Pe. Fernando Maria
Canto Coral.......................Pe. Renato e Pe. Xico
Educação Física................Prof. Bastos e D. Rosa
Lavores..............................D. Anita e D. Dora
Trabalhos Manuais............D. Regina
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Instrução primária:

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1ª e 3ª classes...................Esperança Carvalheiro
2ª e 4ª classes...................Margarida

Isabel V P
Dr. Figueiredo Lopes, Prof. Bastos, Pe. Albino, Dra. Rita, Drª Cristina Santos Marques , D. Anita Nascimento, Dra. Maria Palmira Azevedo e Castro (Papi), Dr. Rocha, Dr. Azevedo, Pe. Xico, Dr. Horta e José Maria.


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COMENTÁRIOS E LEGENDAGEM DAS FOTOS
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João Jales disse:
Agradeço a contribuição mas verifico que alguns dos professores que estão nas fotografias não constam na lista. Apelo aqui aos bloguistas que a completem usando as fotografias e, obviamente, a memória.
A Isabel enviou também, já há algum tempo, um jornal do Colégio e algumas fotografias. Uma delas é uma das mais bonitas (e misteriosas) que tenho para publicar. Nada está esquecido e surgirá no devido tempo.
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Manuela Gama Vieira disse:
Esta varanda assusta-me! Tenho vertigens com as alturas!
Se a memória me deixar, colaborarei dizendo quem foram os meus professores nas diversas disciplinas, já as datas/anos...mais difícil!Por acaso alguém viu o P.e Renato naquela "engalanada" e colorida varanda?Manuela Gama Vieira
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Anónimo disse:
Legenda das fotografias:1ª: Dr. Figueiredo Lopes, Prof. Bastos, Dra. Rita, Dr. Azevedo, Dra. Mª Palmira Azevedo e Castro, ?, D. Anita Nascimento, ?, Dr. Horta, Pe. Alnino e José Maria (da secretaria).
2ª: Dr. Figueiredo Lopes, Prof. Bastos, Pe. Albino, Dra. Rita, ?, D. anita Nascimento, Dra. Maria Palmira Azevedo e Castro, ?, Dr. Azevedo, Pe. Xico, Dr. Horta e José Maria.
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jorge disse:
Os ??? da anterior identificação(porquê anónimo,porque não assina?)são a Cristina e o Rocha.Mas há mais em falta na lista,vou tentar completar.
jorge

O PRIMEIRO ANO DO CICLO (1964/1965)

Recentes conversas com antigos colegas do ERO revelaram que temos diferentes recordações dos tempos que passámos juntos. Não falo de perspectivas ou análises, falo da recordação de acontecimentos concretos. Fico muitas vezes a tentar perceber porque é que durante a nossa infância e juventude determinados momentos e pessoas se cravam tão fundo na memória de uns enquanto na de outros parecem desvanecer-se sem deixar traço. E as conversas são: lembras-te deste ou daquele, de ter dito ou feito… e não, o outro lembra-se bem, mas de outros ditos e feitos ou de diferentes circunstâncias. Muitas vezes mas não sempre, já que há muitas memórias comuns que provocam sempre explosões de alegria cúmplice. Na sua maioria vagamente entre o iniciático, o escatológico e o criminal, essas não são habitualmente passíveis de ser contadas fora do círculo dos eleitos (claro que é um exagero mas nós gostamos de as recordar assim, boys will be boys…).


Tudo isto a propósito de uma época de que me lembro bem, a passagem da 4ª classe para o 1º ano do Ciclo, porque constituiu para mim um choque. Não tanto pela mudança de matérias, talvez só a introdução do Francês fosse algo de significativamente diferente, mas fundamentalmente pela sua divisão em aulas com professores diferentes. Esta nova compartimentação da aprendizagem incluía um enorme esforço de adaptação a oito matérias e oito professores com diferentes métodos de ensino, gestão disciplinar e até de relacionamento pessoal com os alunos. Não façam esse ar incrédulo, eram oito sim, recapitulem comigo: Língua e História Pátria, Francês, Ciências Geográfico-Naturais, Matemática, Desenho, Religião e Moral, Educação Física e Canto Coral. É óbvio que as três últimas não contavam para a famosa Média, pobres formações, física, moral e musical… mas aos dez anos todas eram aulas “novas” e todas eram encaradas com respeito e algum temor.


Penso que nesse primeiro ano de fraca diferenciação sexual as nossas queridas colegas ainda não tinham as misteriosas aulas de Lavores, que só começaram no 2º ou 3º Ano. Essa iniciação algo tardia no verdadeiro mister feminino e, suspeito (apenas suspeito, porque ausente), a pouca atenção dispensada a tão importante área pedagógica por alunas e professoras, viriam a contribuir decisivamente para as fracas prestações da maioria dessas jovens nesta área, como constatariam os seus futuros maridos.


E quão jovem e impressionável eu era! (Estou a referir-me novamente ao Ciclo, as lacunas da educação feminina e os seus efeitos perniciosos no casamento ficam para outra altura). Marcaram-me nesse ano todas as figura dos homens e mulheres que foram ocupando o palco que o estrado constituía. Lembro-me de ficar surpreendido com o Dr. Azevedo (Matemática), pareceu-me de repente mais sisudo, com uma voz mais forte e sincopada, muito diferente do homem que eu conhecia cá fora como Pai do Zé Luís; assustado pelo fanatismo e intolerância que pressenti sempre no Padre Albino; cativado pela seriedade e rigor usados pela Dra. Cândida mesmo ao dar aulas (Francês e Português) a miúdos tão pequenos; “desarmado”e encantado pelo Padre Renato (Canto Coral) de quem não sabia bem o que pensar, como se tivesse descoberto que, entre os professores, afinal havia gente como nós, com dificuldade de se integrar no Mundo; entusiasmado com o Dr. Lopes, que quase me convenceu que um dia eu poderia desenhar; desiludido pelo prof Silva Bastos, foi claro para mim e para ele, desde a primeira aula, que eu nunca seria um ginasta; e, pasmem como eu pasmo ainda hoje ao lembrar-me, claramente seduzido pela Dra. Cristina (Ciências), ela que iria assombrar os meus piores pesadelos durante os sete anos seguintes! A minha Mãe fez sempre questão de mo relembrar, irónica e cruelmente, vezes sem conta: “gostavas tanto dela…”. (Era loura, terá sido por isso, nessa altura não resistia à visão de uma loura. O Zéquinha ainda hoje é assim, escreveu-o nos seus comentários sobre o almoço de 17-11; a mim, já me passou).

Todo este conjunto de novas matérias, novos colegas e multiplicidade de professores gravou na minha memória imagens que nunca esqueci.

JJ
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Nota: As ilustrações são ambas de 1964: um grupo de amigos (todos alunos do ERO) nas traseiras da Igreja Matriz e um Caderno Diário de Moral.
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comentários:
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24 Dezembro, 2007
São Caixinha disse.
Reencontrei-me um pouco ,por entre linhas, na tua artigo sobre o primeiro ano do ciclo! É como ler uma história onde de súbito também sou personagem...!!! Dão-me muito prazer estas viagens ao passado perdido pelo tempo e pelo espaço!!! Obrigada João! Obrigada a todos!
FELIZ NATAL! São Caixinha

CORRESPONDÊNCIA , por João Bonifácio Serra

Janeiro e Fevereiro de 1964: durante aqueles dois breves meses, Mário e Eva, alunos do 5º ano do Externato Ramalho Ortigão, corresponderam-se intensamente. Separados por turmas, corredores, recreios e horários, recorriam à escrita para comunicarem, animando o sentimento forte que os tocara. Faziam-no às ocultas – dos professores, dos contínuos, dos pais – servindo de intermediário um colega do 3º ano (onde a separação de alunos por sexo ainda não se processara). Extractos da correspondência trocada entre os dois jovens:
De Eva para Mário: «Hoje na aula de Geografia, o Dr. Lopes disse que houve um problema qualquer que só tu conseguiste resolver. Toda a gente olhou para mim e eu senti-me muito corada. (…) A Júlia faz colecção de fotografias assinadas e conseguiu uma do Dr. Kildare. Estou a pensar escrever a pedir uma do Bonanza, que achas?»
De Mário para Eva: «No próximo sábado, na Tertúlia, o poeta David Mourão-Ferreira vai dizer poemas. A Dr.ª Rita falou-nos disso na aula. Gostava de ir, mas à noite não tenho transporte. (…) Hoje saio às 4 e meia. Talvez pudéssemos encontrar-nos na Tália, por volta das 5.»
De Eva para o Mário: «Este fim de semana vai no Ibéria um filme com a Marisol. Vais? Eu já vi, quando fui a Lisboa, não achei muita graça, mas vocês rapazes é que gostam muito dela… Hoje, no intervalo grande, estivemos a falar do Carnaval. Parece que há um grupo que quer preparar um assalto a casa do Vasco. Que é que vocês rapazes dizem?»
De Mário para Eva: «Vou mandar-te um poema que fiz esta manhã na aula de História ( estavam todos a bocejar enquanto o Meia Leca soletrava o Mattoso). O Carnaval não é a minha especialidade. Diz a malta do 6º e 7º que os bailes do Lisbonense são os mais divertidos (provavelmente porque os pais preferem os do Casino…)»
De Eva para Mário: «Ontem à tarde fui a casa da Júlia estudar para o ponto de inglês e estivemos a ouvir discos no gira-discos que o Pai lhe ofereceu no Natal. Ela tem o último disco dos Shadows, que é bestial. Já ouviste? Ou tu és daqueles que só gostam de Sylvie Vartan?»
PS. Recebi os teus versos. Mas já me disseram que há uma outra rapariga aqui na aula que recebeu versos teus e não tenho a certeza se isso me agrada».
De Mário para Eva: «Não leves muito a sério nem os versos nem a nossa correspondência. Dos primeiros não ficará nem uma palavra na tua memória e da segunda não rezará história alguma».
.João Bonifácio Serra
Nota: Publicado na Gazeta das Caldas e incluído na compilação de crónicas de 50/60 "Continuação" de João Bonifácio Serra. A página do autor pode ser consultada em http://www.cidadeimaginaria.org/
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comentários
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5 Dezembro, 2007
Margarida Araújo disse...
Afinal parece que não terá sido bem assim. Das palavras talvez tenham ficados algumas na memória da tal "Eva" e agora ficam certamente na nossa. Da correspondência terá rezado por certo uma bonita história.
A quem ainda não leu as crónicas do João Serra, na Gazeta, ou depois compiladas em livro que aqui se cita, fica a garantia de uma escrita viva e as recordações de uma memória comum. Fiquem atentos!
Beijos da Guidó

A REPRESENTAÇÃO DE NATAL NO ERO

E quem é que tem fotografias de umas peças tipo "Presépio de Natal", que se ensaiavam nesta altura para serem representadas no último dia de aulas do ano, pondo à prova a paciência e boa vontade de pais, professores e alunos ?

Decorria o memorável ano de 1964 e calhou-me (a mim!) o papel de S José. O cachet era tentador, a memória era outra (já nem me lembro como era ter boa memória), não tinha Blogs para escrever e lá fui eu para cima do palco, contracenando com a Ana Buceta no papel de Virgem Maria. Tinha a peça um narrador, misto de anão da Branca de Neve e Pai Natal, representado pelo Miguel BM que ia tentando contar a história enquanto engolia o algodão que lhe fazia de barba. Percebia-se mal o que ele dizia mas graças a Deus toda a gente já conhecia o enredo (para alguma coisa estávamos num colégio católico); o Miguel, contra todas as expectativas, sobreviveu à ingestão do adereço, acabando tudo em bem.

Embora me lembre de muitos burrinhos e vaquinhas da altura, não sei especificar quais representaram exactamente esses dois papéis na peça em causa. Penso que o Tó Zé Hipólito era um dos Reis Magos, talvez o Obélix (ou esse não era dos Reis Magos? esta memória...).

A Ana, o burro e a vaca estiveram bem, mas talvez por não terem qualquer deixa nem algodão para engolir, não puderam brilhar. Que me perdoem os restantes actores mas a minha interpretação e a do Miguel marcaram tão fortemente todo o espectáculo que todos os outros foram esquecidos!

Vamos ao que interessa, porque eu estou para aqui a divagar sem necessidade sobre coisas de que todos se lembram muitissimo bem, quando o que eu queria era uma fotografia para ilustrar esta evocação! Se possível dessa magnífica celebração da arte de bem representar em 1964 mas, caso não haja, terão de servir imagens de outras pálidas imitações que se realizaram noutros anos. Vão ao baú e vejam lá se descobrem .
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comentários
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9 Dezembro, 2007
Miguel B M diz:
" Os três pastorinhos"
Na peça de teatro referida havia três personagens principais:um palerminha que fazia de carpinteiro e que era interpretado pelo JJ,um patetinha que fazia de anão sabichão,o tal mutante de fada madrinha e bruxa velha,que era interpretado por mim próprio ,e um anjinho mto delicado que era interpretado pelo ZLAzevedo.Aqui a relação não é subvertida porque fazer figura de anjo qd é preciso não é defeito, é uma arte. No final do embuste ( não sei se cantámos o hino da mocidade ) e perante o gáudio da assistência, composta maioritariamente por mamâs comovidas e chorosas, lá saímos de mãos dadas e em fila indiana, ao estilo de "matámos todas as criancinhas em Mi Lai "Após o show ouvi alguém dizer aos pais Jales que o filho tinha muito jeito e que seria um grande actor no futuro.Não chegou a isso mas que me saiu um grande artista lá isso é verdade.