ALMOÇO / CONVÍVIO

ALMOÇO / CONVÍVIO

Os futuros almoços/encontros realizar-se-ão no primeiro Sábado do mês de Outubro . Esta decisão permitirá a todos conhecerem a data com o máximo de antecedência . .
.
.

Mostrar mensagens com a etiqueta 1965. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta 1965. Mostrar todas as mensagens

PROFESSORES EM 63/64 e 64/65

.

.

. Dr. Figueiredo Lopes, Prof. Bastos, Dra. Rita, Dr. Azevedo, Dra. Mª Palmira Azevedo e Castro (Papi), Drª Cristina Santos Marques, D. Anita Nascimento, Dr. Rocha, Dr. Horta, Pe. Albino e José Maria (da secretaria).


Olá João



Para não te queixares da minha falta de participação, aí vai uma achega: a lista dos professores que integravam o corpo docente do ERO nos anos lectivos de 63/64 e 64/65 (ao que parece, eram os mesmos):

.
Matemática........................Dr. Azevedo e Dr. Figueiredo Lopes
Físico-Química..................Dr. Jaime Serafim
Geografia..........................Dra. Cristina, Dr. Azevedo e Dr. Figueiredo Lopes
Desenho...........................Dr. Figueiredo Lopes
Ciências Naturais.............Dra. Cristina e Dr. Figueiredo Lopes
Desenho à vista................Arq. Loureiro
Português.........................Pe. Renato, Dra. Cândida e Dr. Luís Canas Ferreira
Francês............................Dra. Cândida e Mme Nicole Loureiro
Inglês................................Dr. Luís Canas Ferreira
Alemão..............................Dr. Luís Canas Ferreira
Latim.................................Pe. Renato
História.............................Dra. Deolinda e Pe. Albino (em substituição de Pe. Salvado)
Filosofia............................Pe. Fernando Maria de Carvalho e Dra. Deolinda
OPAN................................Dr. Sanches
Religião/Moral...................Pe. Xico, D. Regina, Pe. Fernando Maria
Canto Coral.......................Pe. Renato e Pe. Xico
Educação Física................Prof. Bastos e D. Rosa
Lavores..............................D. Anita e D. Dora
Trabalhos Manuais............D. Regina
.
Instrução primária:

.
1ª e 3ª classes...................Esperança Carvalheiro
2ª e 4ª classes...................Margarida

Isabel V P
Dr. Figueiredo Lopes, Prof. Bastos, Pe. Albino, Dra. Rita, Drª Cristina Santos Marques , D. Anita Nascimento, Dra. Maria Palmira Azevedo e Castro (Papi), Dr. Rocha, Dr. Azevedo, Pe. Xico, Dr. Horta e José Maria.


.........................................................................................................

COMENTÁRIOS E LEGENDAGEM DAS FOTOS
.
João Jales disse:
Agradeço a contribuição mas verifico que alguns dos professores que estão nas fotografias não constam na lista. Apelo aqui aos bloguistas que a completem usando as fotografias e, obviamente, a memória.
A Isabel enviou também, já há algum tempo, um jornal do Colégio e algumas fotografias. Uma delas é uma das mais bonitas (e misteriosas) que tenho para publicar. Nada está esquecido e surgirá no devido tempo.
.
Manuela Gama Vieira disse:
Esta varanda assusta-me! Tenho vertigens com as alturas!
Se a memória me deixar, colaborarei dizendo quem foram os meus professores nas diversas disciplinas, já as datas/anos...mais difícil!Por acaso alguém viu o P.e Renato naquela "engalanada" e colorida varanda?Manuela Gama Vieira
.
Anónimo disse:
Legenda das fotografias:1ª: Dr. Figueiredo Lopes, Prof. Bastos, Dra. Rita, Dr. Azevedo, Dra. Mª Palmira Azevedo e Castro, ?, D. Anita Nascimento, ?, Dr. Horta, Pe. Alnino e José Maria (da secretaria).
2ª: Dr. Figueiredo Lopes, Prof. Bastos, Pe. Albino, Dra. Rita, ?, D. anita Nascimento, Dra. Maria Palmira Azevedo e Castro, ?, Dr. Azevedo, Pe. Xico, Dr. Horta e José Maria.
.
jorge disse:
Os ??? da anterior identificação(porquê anónimo,porque não assina?)são a Cristina e o Rocha.Mas há mais em falta na lista,vou tentar completar.
jorge

SALA DE AULAS (1965/1966)

A nova imagem do Blog faz parte de uma série de 5 fotografias tiradas pelo padre Xico à turma do sexto ano do ERO em 1965/66. Pertencem à colecção de uma antiga colaboradora deste Blog, a Ana Nascimento, hoje já retirada.
Procuro uma legenda para a turma inteira. Ou por filas de carteiras ou por fotos, conforme preferirem. JJ


Com a colaboração de todos foi possível chegar aqui:
Manuela GV:
Foto 1:1ª fila à direita: Canhão (de mãos cruzadas em cima da carteira)

Deolinda Monteiro disse:
À frente está o marido da Emiliana que também era desta turma. A Guida, que vivia numa vivenda quase em frente aos manos Vieiras Pereiras, é essa última encostada à parede com a mão na cara. À frente dela está a Ilda Lourenço, de cabelo armado. À frente da Ilda, está a Ana e ao lado dela, está a Amélia. O irmão dela também era da mesma turma. O mais robusto era o Ganhão (?). Há muita gente, nomeadamente a Helena Arroz que também não aparece, capazes de identificarem todos. A Isabel Castanheira era desta turma. Não sei já os apelidos. Desta turma era também a Eduarda Rosa que provavelmente já tinha vindo para Lisboa. O ano deve ser 1966 ou 67... Tenho também algumas fotografias. Quando for a Almeida vou trazê-las e mando para o Blog.
.
Isabel Xavier disse:
À esquerda é o meu irmão Luís. O de óculos e pose esquisita não sei quem é. À frente desse é o Tozé Rêgo Filipe.
Manuela GV disse:
Foto 3 - 3º aluno da fila dos rapazes, o Luís Sério, dos Baraçais, Bombarral
Aqui vai o meu modesto contributo, tirando a Ana Nascimento que já identificaram, não reconheço à primeira vista, mais ninguém .


Guida Roberto Santos disse:

Acho que posso dar uma ajuda na identificação do pessoalzinho das fotografias:

Na fila junto das janelas, a começar do fundo, está a Isabelinha do Bombarral, à frente a Ana Vieira Lino. Na fila do lado, também a começar do fundo, estou eu, Guida Roberto Santos (a tal da vivenda +/- em frente das manas Vieira Pereira); logo a seguir a Graça Soeiro, a nossa açoreana "corisca mal amanhada" de totó no alto da cabeça (Não, Deolinda, essa não é a Ilda Lourenço. Andas com falta de memória, minha querida!). Logo a seguir está a Ana Gil.


Na 3ª fila, estão o Rego Filipe, João Manuel Toscano, António Manuel Canhão, Amélia Teotónio e Nicolau.


A 4ª fila começa com o João Licínio, Luis Xavier e Fernando Preto Ramos.


Na fila seguinte temos o Tó Zé Canhão, o Araújo e o Vítor Coutinho.


No último lugar da fila junto à parede, ao fundo, está o Xico Zé Fêo(?) e Torres.


A primeira da frente junto da janela é a Manela Vieira Pereira seguida da Ana Nascimento.Dos outros não recordo os nomes. As minhas desculpas. Guida Roberto Santos

CAMPISMO, VERÃO DE 1965

Lena Arroz

No Verão de 1965 a Lagoa foi um local de férias de alunos do ERO . No grupo que se formou não havia ainda aventuras com namorados. Nem havia namorados...

Essas aventuras com quase todos nós passaram-se mais tarde, depois de termos deixado as Caldas e o ERO. Os locais em que vieram a ocorrer podem eventualmente ter sido a Lagoa, o mar da Foz e a Aberta, com a sua areia grossa a cheirar a maresia e o Gronho, imponente, ao fundo a definir a linha do horizonte… mas não nesse Verão.

Se calhar, por não haver namoros, é que os nossos pais nos deixaram fazer o acampamento sozinhos.

Para além disso estavam lá os pais de uma das “campistas” cuja tenda, na primeira fila, tinha vista directa para a Lagoa.

Havia mais duas tendas, a minha, onde dormíamos três ou quatro raparigas e uma outra, montada em frente onde dormiam os rapazes, não me lembro se três ou quatro.

Os pais revezavam-se para nos levarem os almoços e os jantares. Comíamos juntos e os rapazes ajudavam a lavar a loiça e a arrumar o sítio.

De manhã não faltávamos à cerimónia da chegada da camioneta das dez para vermos que colegas vinham ter connosco em cada dia. Vinha sempre alguém.

De bicicleta vinham também quase sempre dois ou três rapazes.

Durante 15 dias tivemos mais um companheiro cujos pais passaram férias na FNAT.
Quando o grupo estava completo íamos todos até à Aberta para tomar banho de sol e de mar. Voltávamos às tendas para as refeições.

Depois do jantar fazíamos um passeio a pé, com aquele ventinho marítimo oestino a fustigar-nos a cara. Umas vezes íamos ao Hotel do Facho, onde se tomava café ou jogava cartas, e onde se viam turistas, geralmente estrangeiros. Outras vezes, o passeio era uma subida à FNAT onde se jogava pingue-pongue ou se ouvia música.
Naquele improvisado parque de campismo não havia sanitários e por isso usávamos a casa de banho do Félix e tomávamos duche de mangueira, o que era muito divertido!

De vez em quando passeávamos de barco e apanhávamos berbigão.

Nestas férias que duraram um mês inteiro e de onde voltámos completamente pretos e mais amigos, os nossos pais confiaram em nós. Fomos bastante livres e estivemos aliviados daquela sensação de sermos o alvo de uma permanente observação crítica, por parte da sociedade caldense.
.
Lena Arroz
.......................................................................................................................
C O M E N T Á R I O S
.
JoãoRamos Franco disse:
"Fomos bastante livres e estivemos aliviados daquela sensação de sermos o alvo de uma permanente observação crítica, por parte da sociedade caldense."
Ao ler estas palavras, sinto algo que também era extensivo a nós, rapazes. O teu sentir também era o nosso, nos anos 1958/59, e a parte da “permanente observação crítica, por parte da sociedade caldense” estava sempre presente e não olhava ao feminino ou masculino.
Eu, o Samagaio, o José Saudade e Silva o Chico Castro e mais alguns, que não me recordo, acampávamos no Gronho. Só o estarmos ali, longe de tudo, era como que um grito de independência.
João Ramos Franco
.
Jorge disse:
Estou a ver que a velha coscuvilhice caldense afectou mais as pessoas do que eu julgava! eram só umas senhoras de idade que não tinham nada que fazer, a Helena e o Ramos Franco (de que não me lembro) exageram.
Esta recordação do antigo parque de campismo está muito gira, e as relações rapazes/raparigas eram assim mesmo muito inocentes, hoje ninguém acredita!jorge
.
João Jales disse:
Esta recordação da Lena do acampamento de 1965 é mais um texto em que, de uma forma simples e eficaz, nos surge toda uma época de uma forma muito clara.
Há uma claro sentimento de "claustrofobia" em relação à sociedade caldense da altura, que o João Ramos Franco corrobora e o Jorge (mais novo) contesta um pouco. Um sinal de que as rápidas mudanças da década de sessenta, até nas Caldas se faziam sentir?
.
Luis disse...
Escrito de uma maneira que parece simples mas não é , esta história da Lena ( que só conheci de vista porque era mais novo) mostra o que eu senti quando acampei, no mesmo sítio anos mais tarde. E também sem namoradas, não era um namoradeiro como o Jales ... Que saudades!!!

FOTOGRAFIAS DA TURMA DE FINALISTAS DE 1965 (RUI MOUGA)


.
De acordo com o teu pedido,vou tentar indicar os nomes dos vários colegas nas fotos que enviei.


A primeira da equipe tem a seguinte constituição, partindo da esquerda para a direita em pé:

Artur Mata Carlos,Vitor Correia, ??,Santa Barbara,Vitorino,Rui Mouga.

Na mesma ordem mas de joelhos:

Carlos Calisto,??,Gil(Tatu),Eladio(Lecas),João Mário eRigor.

Da esquerda para a direita temos:
- sentados o Matias(Caturrinha) e o Eládio (Lecas)
-no friso das meninas temos a Graciete, a Guida, a Mélita Teotónio, a Isabel Conceição e a Bia Teotónio.
- a seguir o Alberto Mil-Homens (já falecido) e o Rui Mouga
-junto ao Patrono temos o Eduardo Carvalho da Silva( irmão da Guida, conhecido pelo "Canino") a seguir também não me ocorre o nome mas conhecido pelo "Cai Nelas". Por último o nosso amigo Sérgio Liberman.


A terceira são os elementos da anterior, mais o Luis Faria.



Temos depois a equipe dos "Alfas" com Veiga,João Mário e Castanheira(Irmão da Isabel da Livraria) em pé.De joelhos o João Santa Barbara,Rodrigues Lobo e Rui Mouga.


A quinta foto e da esquerda para a direita temos o Veiga,Castanheira,Rui Mouga,Alberto Mil-Homens e, encoberto, o Campos.Ao fundo podemos ainda ver a carrinha do colégio.

Na número seis, a que dei o nome "descansando no Parque", temos sentados no chão o Vitor Correia o Santa Barbara e o Rodrigues Lobo.Em pé o Rui Mouga carregando o João Mário e o Mário Sequeira.


Na sétima foto como podem ver é a equipe "Alfas" à paisana.junto do gradeamento do colégio lado das meninas.




Por fim a oitava inclui os mesmos colegas da segunda e terceira fotos, embora por ordem diferente.
.
RUI MOUGA

--------------------------------------------------------------------------------------

COMENTÁRIOS

.
30-06-2008
JJ disse:
Queixou-se o Rui Mouga, num comentário recente, da pouca participação dos seus contemporâneos neste Blog. Têm aqui a oportunidade de "aparecer", já que os pretextos para comentários são muitos nesta série de fotografias. Poderá o Rui esclarecer se são todas de 1965?
.
30-06-2008
Isabel V P disse:
Aí vai uma pequeníssima achega: na 1ª fotografia, o 1º futebolista da esquerda, de cócoras é o Carlos Calisto. Lamento mas não consigo identificar mais niguém.Um abraço, em especial para o Rui Mouga, que não vejo desde essa altura. Isabel V.P.
.
30-06-2008
Rui Mouga disse:
Caro João Jales
Obrigado pelos mails enviados e pelas fotos publicadas. De acordo com o pedido sobre o ano em que as fotos foram feitas, penso que sejam de 1963 ou 1964, pois tenho vaga ideia que andavamos no 5ºAno. Mas poderá acontecer que alguns dos fotografados possa dar uma achega.
Quero daqui também enviar um abraço à Isabel V.P. . Pode ser que no próximo encontro ERO em 2009 lá nos encontremos. Boas férias para vocês.
.
30-06-2008
Júlia Ribeiro disse:
Não te perdoamos não estarmos em nenhuma dessas fotografias, nem eu, nem o mê "Jaquim" (o Oliveira)..............pelos vistos iam todos para a "borga" e só agora é que descobrimos, estes" Amigos da Onça" !!!
Só estás perdoado desde que vás ao próximo almoço, mas antes disso já está combinado, há algum tempo, encontrarmo-nos algures, não é???
Vais ter uma foto surpresa......
Um abraço

Júlia e Oliveira.
.
30-06-2008
Laura Morgado disse:
Os meninos passeavam muito...não convidavam nem contavam!!!No parque era à hora de almoço, enquanto eu tinha que ir a casa.Na Usseira era outra coisa, no intervalo do estudo... decerto. Eram todos muito aplicados.Estas fotos enchem a minha alma de recordações...Tirando o Rui Mouga que vi no Sanguinhal há um ano, nunca mais vi ninguém.Beijinhos para todosLaura
.

Comentários a "Salazar No Café Lusitano"

Começando pela data, estamos em 1961 ou 1962. Se for 61, a manif teria como pano de fundo o “regresso” do Santa Maria após o seu desvio por Henrique Galvão ou eventualmente a derrota do golpe de Botelho Moniz. Em conversa com pessoas mais velhas é no entanto sempre referida como mais provável uma “manifestação espontânea” organizada em 1962 para mostrar o apoio a Salazar, à sua política ultramarina e ao envio de tropas para Angola . Esta é a única que se lembram ter tido transmissão directa na TV. Em qualquer dos casos, a necessidade destas demonstrações é já um sinal de fraqueza de um regime sem soluções e de um Salazar desgastado por trinta anos de poder.
.
O local está descrito, ao fundo da Praça. Lembro-me dos Grandes Armazéns do Chiado como uma exibição inesgotável de TUDO. Se os visitasse hoje, numa Máquina do Tempo, veria seguramente uma drogaria grande, mas na altura, aos olhos de uma criança, era uma Catedral do Consumo à medida das Caldas.
.
Dos três senhores apenas me foi “apresentado” aqui no Blog o Sr. Carlos Silva, professor de Canto Coral no Colégio, elogiosamente referido pelo Zé Carlos no seu depoimento e pela generalidade dos seus alunos noutros artigos.Está até nalgumas fotografias. Sei que era da família do nosso colega Pardal e tinha uma colecção de tinteiros muito cobiçada.Ainda gostava de saber o que lhe aconteceu (à colecção, claro).
.
O Sr. Forsado era da família Nascimento, um dia que a Ana regresse poderá dizer-nos algo sobre ele.
.
O Zé era o sr. José, pai do Zé Maria, que foi jogador do Caldas e empregado bancário. Era um homem baixo, sempre muito bem penteado e cujo cabelo ficou sempre preto. Transferiu-se posteriormente do Lusitano para o Central.
....................................................................................................................................
comentários:
.
2008-03-19
São Cx disse:
Do café Lusitano já tinha ouvido falar...mas fiquei hoje a conhecer pela mão do J.B.Serra! Há também uma enorme suavidade na forma como ele nos leva através das suas histórias...admirável!!! Aguardo com expectativa a continuação!!Bjs São X

PROFISSÃO DE FÉ



Este é um grupo para recordar, estão aqui muitos dos elementos da grande colheita de 1954, ano em que nasceram grandes "artistas" do ERO, como todos sabem (eu sei que há alguns retardatários de 53, mas são poucos). Estão aqui na ritual Profissão de Fé, em Novembro de 1965. Como tem sido habitual nas fotografias vou deixar a legendagem para os comentadores.
.
Adianto desde já que há um elemento que nem eu (que estava lá) consigo reconhecer: a jovem imediatamente à frente do Padre Albino (e não sou o único). É estranho como num grupo tão pequeno é possível ninguém se lembrar, ou até haver identificações erradas. Se os testemunhos de participantes e intérpretes das situações têm erros e omissões destas passados poucos anos (só 42!), como será com testemunhos mais antigos ou quando não há testemunhos directos ? Dá que pensar...

A foto tem uma dedicatória, que todos podem ler, do Padre Xico para o Miguel B M, que a guardou cuidadosamente todos estes anos.

Os jovens alternam entre o laço e a gravata, elas parecem ter ido todas ao mesmo pronto a vestir.

Aguardo as identificações e aproveito para perguntar: alguém sabe da Isabel Videira que está aqui ao meio na primeira fila? É rapariga que não vejo para aí há 40 anos, gostaria de a convidar para o próximo encontro.





................................................................................................................................................................

Comentários

2008-02-24
Zé Luís Azevedo disse:
A propósito da foto, eu também lá estava! O jovem do canto superior esquerdo é sem dúvida o EDUARDO, irmão da MERCÊS. A menina penso que seja a LUISA PINHEIRO. Reconheço todos os outros figurantes mas os 300 caracteres do comentário não permitem nomeá-los aqui. Abraço para ti/todos Zé Luis

2008-02-25
Luísa Pinheiro disse:
Olá meninos!
Na verdade eu tambem fiz a Profissãode Fé, sou de 1954, mas não me lembro em que ano foi. E a da foto não sou eu. Eu sempre tive o cabelo comprido, lembram-se?
Beijocas para todos
Luísa

2008-02-25
Miguel B M disse:
Legendagem: Cima para baixo, esquerda para a direita 1-Eduardo,D.Esperança, D. Dora 2-JJ, Granja, F Castro, Nunes, Manuel Teixeira 3-Antero, Tó Morgado, MBM, JLAzevedo, P Chico 4-Fátima Angélico ,P Albino 5- São Moreira, Lena Norte,? 6-Cristina Rolim ,Isabel Videira, Lena Xavier / Se conseguires saber o nome da menina que falta diz-me pois estou cheio de curosidade em saber quem é. Um abraço. M

2008-02-26
Ana Nascimento disse;
Será que a menina que falta é a Lóló Costa ?

2008-02-26
JJ disse:
Parece, mas a Lhó Lhó está noutra Profissão de Fé posterior. Só se a fez duas vezes o que, mesmo sendo a família muito religiosa, não me parece provável. Talvez a irmã, a Manuela...

2008-02-26
Miguel Bento Monteiro disse:
A hipótese Costa é pertinente,pois a Manuela deve ser da nossa idade e como era de uma família muito crente e praticante as coisas batem certo.

A MOVIDA CALDENSE


Sinto que não devo terminar esta incursão pela memória do espaço e da sociedade caldense da minha adolescência, sem referir sumariamente, em duas ou três pinceladas rápidas, o movimento cultural local.
A «movida» caldense dos anos 60, se é que me posso exprimir assim (ressalvadas evidentemente as distâncias entre as Caldas dos anos 60 e a Barcelona da década de 80), era demográfica e socialmente alimentada pelos bandos familiares que aportavam à cidade no Verão e pelos militares do RI 5 que se renovavam em sucessivas levas de recrutas, tinha como pólos dinâmicos o Conjunto Cénico Caldense e a Tertúlia Artes e Letras (a que me referi em crónica anterior) e como pontos obrigatórios da noite tribal e boémia o «Ferro Velho» e o «Inferno da Azenha».
A instalação de veraneio nas Caldas durante um, dois ou mesmo três meses, constituía prática antiga, remontando pelo menos ao século XIX. Na altura, era a corte e a fina-flor aristocrata e burguesa que vinha a banhos. Os periódicos locais anotaram cuidadosamente, desde o seu nascimento em 1884, as chegadas dos membros dos clãs, assomando primeiro os avós acompanhados dos netos, preparando os cómodos para a vinda dos filhos. Mas, nos anos 60, os apelidos sonantes que aportavam às Caldas contar-se-iam pelos dedos de uma só mão, arrastando ignotos vestígios de uma antiga grandeza. As Caldas do Verão tornara-se território das novas classes médias, que apreciavam o clima ameno e a abundância de camas, disponibilidade de praias e a facilidade de abastecimentos, a qualidade do comércio e dos serviços e o ambiente desenvolto que se respirava na cidade.
Há quem defenda, com oportunidade que não sei discutir, que essa «abertura» sentida na cidade pelos forasteiros, em contraste com o muro de reserva e desconfiança característicos dos meios pequenos e fechados sobre si próprios, se ficou a dever a convivência com refugiados judeus, residentes temporários nas Caldas na década de 40. Seja como for, a imagem externa da cidade na década de 60 entre as classes médias lisboetas era muito favorável e desse facto se orgulhava justamente parte da elite local.
Falo de um tempo anterior ao turismo de massa e à devastadora descoberta do Algarve, que desviou as Caldas da rota desse turismo relativamente culto e exigente, que fazia vida na cidade (e não em apartamentos ou aldeamentos), partilhava as preocupações dos caldenses com os seus equipamentos urbanos, animava os espaços públicos da cidade e trazia fôlego novo aos momentos conviviais da sociedade local. Falo de um tempo em que os nossos veraneantes apelavam ao que de melhor as Caldas podiam oferecer e se sentiam tão responsáveis pela cidade como os caldenses que aqui viviam todo o ano.
Falo de um autêntico glamour caldense, que a cidade irradiava com orgulho, de que seus frequentadores habituais tinham plena consciência e buscavam todos os anos reencontrar. Era um sopro, uma aura, um toque cosmopolita no seu provincianismo, uma subtileza cultural provavelmente ímpar. Como eu gostaria de a saber evocar aqui, essa subtileza, nas suas contradições e cambiantes, agora que me parece definitivamente enterrada!


João Bonifácio Serra

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

NOTA: Esta crónica foi publicada originalmente na Gazeta das Caldas e consta na recolha "CONTINUAÇÃO". Publicada aqui agora porque penso que expressa bem uma certa atmosfera caldense evocada no artigo anterior, a propósito da fotografia em 62. JJ

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
.
comentários:
.
2008/02/07
João Ramos Franco disse:
Evocar essa subtileza, nas suas contradições e cambiante, faz-me recordar como era difícil frequentar a Zaira e Casino (pólo da alta burguesia local) e o Café Central ponto de reunião dos pólos dinâmicos como citas. No dia seguinte éramos criticados pela alta burguesia da cidade, as palavras (ele dá-se com a aquela gente) saltava-lhes da boca e só não éramos excluídos da sua convivência devido ao nome de família. João Ramos Franco
.
2008/02/09
Isabel Vieira disse:
Os refugiados da guerra não foram só judeus e não passaram pelas Caldas em 40 só, muitos ficaram nas Caldas a viver e tiveram uma grande influência na maneira de cá viver. Penso que o autor desvaloriza isso um pouco, mas sem razão. Parabéms pelo Blog! Isabel
.
2008/02/10
JJ disse:
Não discordando do João Serra, que penso que se limita a não se pronunciar sobre o assunto, estou completamente de acordo com a Isabel em relação à enorme influência dos refugiados no modo de viver nas Caldas, principalmente na forma de viver e conviver das mulheres caldenses. Quem conheceu, como eu, Leiria, Torres Vedras, Alcobaça, Santarém, sabe que essas cidades tinham, nos anos 60, vivências muito mais "fechadas", tanto entre os residentes como em relação aos visitantes. É talvez tema para uma outra crónica.
.
2008/02/10
Pereira da Silva disse:
Seria uma pena que esta crónica do Bonifácio Serra se ficasse por um términus de "incursão" e por uma "referência sumária". Digo isto porque esse período histórico local, com poucos paralelos em termos nacionais para cidades de província, merecia registo e análise (para já não dizer teoria, por exemplo, na explicação da formação das elites locais).
O Serra identifica, com propriedade, duas instituições fulcrais: o CCC e a Tertúlia. Todavia, penso que se inserem, como vértices é certo, numa estrutura/textura convivial mais alargada em que (com algumas discriminações geracionais) se podem/devem incluir o Central, o Camaroeiro e o Clube de Inverno.
Incontornáveis para uma reconstituição de factos e ambientes são, em meu entender, o João Maria Ferreira, o Hermínio de Oliveira e o Tó Freitas. Bom...este blog está a tornar-se num caso sério...e ainda bem. José Manuel Pereira da Silva
.
2008/02/11
Zé Carlos Faria disse:
Caldas da Rainha foi fortemente marcada por uma tradição de convivência e fruição cultural gerada pela frequência termal da aristocracia e duma burguesia de posses, que para aqui se deslocava em vilegiatura. O delicioso escrito do «patrono» Ramalho Ortigão em «Banhos de Caldas e Águas Minerais» é, a este respeito, bem esclarecedor.
A vinda dos refugiados Judeus durante a II Guerra Mundial, parece ter reforçado essa característica. Tratava-se de uma elite cosmopolita, alguns deles em trânsito para os EUA (o famoso «avião para Lisboa» do filme »Casablanca»), que era obrigada, na fronteira, a fazer prova de possuir os meios que garantissem a sua subsistência futura. Talvez devido a este efeito conjugado, o estigma provinciano do imobilismo sufocante, surgia, em muitos aspectos, diluído: cafés cheios até tarde, as famílias, noite dentro, em alegre conversata durante ininterruptas «piscinas» de Verão no tabuleiro da Praça...
Contraste acentuado com o quotidiano de cidades como Évora, por exemplo, a qual, no início da década de 90 do século XX, ainda se assemelhava, sob múltiplos pontos de vista, ao que Vergílio Ferreira, em 1959, tinha descrito na «Aparição» - mentalidade fechada devido ao isolamento, mulheres tendencialmente em casa porque a presença numa esplanada, mesmo de dia, seria, de imediato, um escândalo inusitado, padrões de comportamento esclarecidos pela voz de uma das personagens: «Aqui, nem mais do que a 4ª classe, nem menos do que 400 porcos»!...
.
2008/02/11
João Bonifácio Serra respondeu:
Atenção. Este meu texto é tão só uma pequena crónica memorialística publicada na Gazeta das Caldas em 1998, que o João Jales achou oportuno republicar aqui! Talvez superficial, talvez injusta, decerto com omissões e até inexactidões. É só uma crónica. Não pretendi nem fazer, nem rever a história. E como escrevi na primeira pessoa, só me refiro ao que vivi. Não vivi na década de 40, não testemunhei a passagem dos refugiados, limitei-me, a este propósito, a repetir a explicação que muita gente dava. Não quero fugir à questão dos refugiados, que poderei discutir com base em dados mais objectivos do que as observações casuisticas sempre repetidas (mulheres que fumavam em público e frequentavam cafés, por exemplo), mas o tema central da minha crónica de há 10 anos era outro. A alteração dos fluxos turísticos e a crise do termalismo mudaram a "alma" das Caldas. Por outras palavras, deslocaram os seus centros de interesses. Talvez eu estivesse a ser dramático quanto à constatação do "enterro". Mas que a cidade é outra e o seu "glamour" está muito desmaiado é certo. Por vezes, assoma à janela um pouco desse antigo sopro sepultado com a chegada ao poder de um urbanismo preguiçoso e por vezes também inescrupuloso. Está nas iniciativas da “107”, em algumas performances da Esad, na criatividade do Ferreira da Silva, no regresso do “Teatro da Rainha”, no inconformismo de meia dúzia de resistentes maldispostos, nas memórias que ainda o são, no entusiasmo com que repentinamente discutimos supostas "inutilidades", neste blog, por exemplo. É possível que me tenha esquecido de mais alguns sobreviventes. Mas é pouco, acho eu. João Serra

O PRIMEIRO ANO DO CICLO (1964/1965)

Recentes conversas com antigos colegas do ERO revelaram que temos diferentes recordações dos tempos que passámos juntos. Não falo de perspectivas ou análises, falo da recordação de acontecimentos concretos. Fico muitas vezes a tentar perceber porque é que durante a nossa infância e juventude determinados momentos e pessoas se cravam tão fundo na memória de uns enquanto na de outros parecem desvanecer-se sem deixar traço. E as conversas são: lembras-te deste ou daquele, de ter dito ou feito… e não, o outro lembra-se bem, mas de outros ditos e feitos ou de diferentes circunstâncias. Muitas vezes mas não sempre, já que há muitas memórias comuns que provocam sempre explosões de alegria cúmplice. Na sua maioria vagamente entre o iniciático, o escatológico e o criminal, essas não são habitualmente passíveis de ser contadas fora do círculo dos eleitos (claro que é um exagero mas nós gostamos de as recordar assim, boys will be boys…).


Tudo isto a propósito de uma época de que me lembro bem, a passagem da 4ª classe para o 1º ano do Ciclo, porque constituiu para mim um choque. Não tanto pela mudança de matérias, talvez só a introdução do Francês fosse algo de significativamente diferente, mas fundamentalmente pela sua divisão em aulas com professores diferentes. Esta nova compartimentação da aprendizagem incluía um enorme esforço de adaptação a oito matérias e oito professores com diferentes métodos de ensino, gestão disciplinar e até de relacionamento pessoal com os alunos. Não façam esse ar incrédulo, eram oito sim, recapitulem comigo: Língua e História Pátria, Francês, Ciências Geográfico-Naturais, Matemática, Desenho, Religião e Moral, Educação Física e Canto Coral. É óbvio que as três últimas não contavam para a famosa Média, pobres formações, física, moral e musical… mas aos dez anos todas eram aulas “novas” e todas eram encaradas com respeito e algum temor.


Penso que nesse primeiro ano de fraca diferenciação sexual as nossas queridas colegas ainda não tinham as misteriosas aulas de Lavores, que só começaram no 2º ou 3º Ano. Essa iniciação algo tardia no verdadeiro mister feminino e, suspeito (apenas suspeito, porque ausente), a pouca atenção dispensada a tão importante área pedagógica por alunas e professoras, viriam a contribuir decisivamente para as fracas prestações da maioria dessas jovens nesta área, como constatariam os seus futuros maridos.


E quão jovem e impressionável eu era! (Estou a referir-me novamente ao Ciclo, as lacunas da educação feminina e os seus efeitos perniciosos no casamento ficam para outra altura). Marcaram-me nesse ano todas as figura dos homens e mulheres que foram ocupando o palco que o estrado constituía. Lembro-me de ficar surpreendido com o Dr. Azevedo (Matemática), pareceu-me de repente mais sisudo, com uma voz mais forte e sincopada, muito diferente do homem que eu conhecia cá fora como Pai do Zé Luís; assustado pelo fanatismo e intolerância que pressenti sempre no Padre Albino; cativado pela seriedade e rigor usados pela Dra. Cândida mesmo ao dar aulas (Francês e Português) a miúdos tão pequenos; “desarmado”e encantado pelo Padre Renato (Canto Coral) de quem não sabia bem o que pensar, como se tivesse descoberto que, entre os professores, afinal havia gente como nós, com dificuldade de se integrar no Mundo; entusiasmado com o Dr. Lopes, que quase me convenceu que um dia eu poderia desenhar; desiludido pelo prof Silva Bastos, foi claro para mim e para ele, desde a primeira aula, que eu nunca seria um ginasta; e, pasmem como eu pasmo ainda hoje ao lembrar-me, claramente seduzido pela Dra. Cristina (Ciências), ela que iria assombrar os meus piores pesadelos durante os sete anos seguintes! A minha Mãe fez sempre questão de mo relembrar, irónica e cruelmente, vezes sem conta: “gostavas tanto dela…”. (Era loura, terá sido por isso, nessa altura não resistia à visão de uma loura. O Zéquinha ainda hoje é assim, escreveu-o nos seus comentários sobre o almoço de 17-11; a mim, já me passou).

Todo este conjunto de novas matérias, novos colegas e multiplicidade de professores gravou na minha memória imagens que nunca esqueci.

JJ
.
Nota: As ilustrações são ambas de 1964: um grupo de amigos (todos alunos do ERO) nas traseiras da Igreja Matriz e um Caderno Diário de Moral.
-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
comentários:
.
24 Dezembro, 2007
São Caixinha disse.
Reencontrei-me um pouco ,por entre linhas, na tua artigo sobre o primeiro ano do ciclo! É como ler uma história onde de súbito também sou personagem...!!! Dão-me muito prazer estas viagens ao passado perdido pelo tempo e pelo espaço!!! Obrigada João! Obrigada a todos!
FELIZ NATAL! São Caixinha