ALMOÇO / CONVÍVIO

ALMOÇO / CONVÍVIO

Os futuros almoços/encontros realizar-se-ão no primeiro Sábado do mês de Outubro . Esta decisão permitirá a todos conhecerem a data com o máximo de antecedência . .
.
.

Mostrar mensagens com a etiqueta 1969. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta 1969. Mostrar todas as mensagens

BALADA PARA A DRA. INÊS

.
.
.
Este é o disco que a turma do 5º Ano de 1969 ofereceu à Dra. Inês no final do ano lectivo. Para a maioria destes alunos foi uma despedida da professora de Inglês, já que seguiram a Alínea F.

.

Expresso aqui um desejo: a de ter aqui uma curta frase de todos quantos assinaram esta capa, indicando o local onde consta o seu nome. Isso pode ser feito escrevendo um comentário a este post ou simplesmente enviando um email para ex.alunos.ero@gmail.com
.
.























.

.

Para visionar melhor a capa, cliquem sobre ela.
.
.
.
.
1- Zé Manel Simões 2- Tó Quim (?) 3-Madalena Amélia 4-Vitor Gil 5- João Jales 6- Fátima Gama Vieira 7-Lena Norte Feliciano 8-Cristina Rolim 9-Dália Saramago 10-Ana Luisa Agudo 11-Ana Isabel 12-Manuel Nunes 13-Rui Malaca 14- Luisa Pinheiro (?)15-Anabela Monteiro 16-Tó Zé Hipólito 17-Zé Neto 18- ??? 19-Luis António (Malinha) 20-Paulinha Pardal 21-Isabel Videira 22-Miguel B M 23-Zequinha Pereira da Silva 24- Rogério Teotónio (?) 25-Frederico Granja 26-Joaquim do Norte(?) 27-L F Flores 28-Carlos ? 29-São Moreira 30-Silvestre 31-Manuela ?
.
.
C_O_M_E_N_T_Á_R_I_O_S

.

João Jales disse:
Para dar o exemplo, aqui indico que a minha assinatura está no canto superior direito, abaixo do nome da editora. JJ

Maria Fátima Gama Vieira disse:
A minha assinatura está aqui sim, mesmo por baixo da do Simões. Reconheço a de muitos, nomeadamente a tua, e não só. Lindo,adorava enviá-la a mais colegas, mas e os contactos?
Vou maravilhar-me mais um bocadinho, em baixo e pela letra acho que é a assinatura da São Moreira, à esquerda em baixo na vertical é a da Isabel Videira, mais logo vou tentar identificar as rubricas. Fáfá

Ana Luísa Agudo disse:
Interessante ver a capa do disco e ler o meu nome que está por cima do nome do maestro.
Também li nomes de pessoas que não vejo desde esse ano, altura em que deixei o colégio. Dália onde andas?
João, mais uma, vez parabéns por nos mostrares memórias tão agradáveis.
Beijinhos. Ana Luísa

Miguel B M disse:
Johny
Como já vimos a minha assinatura está praticamente no centro da capa,ao lado do nome do Zeca. Por incrível que pareça não me recordo de termos dado o disco à professora, mas ainda bem que ela o guardou e se lembrou em boa hora de o enviar para o blog. Creio que é uma recordação preciosa e que deverá fazer parte de um eventual património vivo do mesmo. E tal como ela própria referiu ao descobrir o blog, também para nós estes episódos são injecções de vida e juventude.
Aproveito para te agradecer a magnífica exposição sobre o 1111,grupo que realmente marcou uma época. Ainda no seguimento da nossa última conversa sobre os mesmos, sempre fui à Cidadela em Cascais ver os Rockfellas ( o grupo que só toca anos sessenta e cujo baterista é o Michel ).São ótimos e a música é a nossa, o que me fez viajar mais uma vez no tempo. Foram mais de duas horas electrizantes e revigorantes. MBM

António Fialho Marcelino disse:
Penso que a minha assinatura está ao meio da capa, junto à do Neto.
Já agora, grande lição do JJ acerca do conjunto 1111!
Um grande abraço a todos
Tó-Quim

Maria Manuel Figueiredo disse:
uma delicia estes mimos todos.mas ela merece, digo eu que sou suspeita, mas não resisto.
a filha ( que também já pousou algures por este blog)Maria Manuel

Ana Carvalho disse:
A minha assinatura também lá está, mas eu não tenho ideia nenhuma disto... ai, ai, isto é muito difícil...mas também já se passaram tantos anos, eu devia andar distraída com outra coisa...Bjs PP

Victor Gil disse:
OK, a minha lá está, perto da do João Jales. VG

Anabela Afonso disse:
Apeteceu-me logo fazer um comentário. Mas não fui logo, e já estou atrasada.
A Dr.ª Inês era uma professora muito simpática. Mas a minha aprendizagem de inglês foi péssima, iniciou-se com o Dr. Luís. Desgraça!!! Aqueles papelinhos de frases idiomáticas, que detestei.
No ano seguinte, gostei muito dela, mas os antecedentes eram maus. Até hoje nunca mais recuperei!
O meu inglês limita-se à praia - "Put the cream "- "one beer"-"two beers".
Claro que a minha assinatura está lá, como já foi identificada.
Esta participação dos professores é muito engraçada, continuem....
Anabela

JJ disse:
Este “inglês de praia” da Anabela é delicioso! Eu ponho-me a imaginar onde acabaria um diálogo que se desenrola como ela descreve:
- “Put the cream”
- “One beer”
E, logo depois,
- “Two beers”…
A Anabela e a Paulinha têm recordações preciosas, deviam partilhá-las mais vezes com todos nós.

Fialho Marcelino disse:
A minha não é 14, mas entre 17 e 18.
Vou tentar descobrir a do meu primo.
Abraço
Fialho


José Cid disse:



Apanhado?

.
.
Esta não é a primeira mensagem que recebo com insinuações e interrogações sobre a verdadeira identidade do misterioso jovem que está na foto que me enviou a Ana Nascimento (e que está no artigo imediatamente anterior). Mas esta implicou um trabalho que me deixa surpreendido e me faz pensar, será que...
Alguém pode ajudar ?
JJ
...........................................................................................................................
Encontrei o vosso blogue por acaso. Andava à procura de histórias sobre dançarinos ignorados a fui ter aos antigos alunos do Externato Ramalho Ortigão. Vocês não calculam quantos talentos andam por aí. Já tenho uma colecção impressionante. Graças ao vosso blogue, a minha colecção tem aumentado bastante nos últimos tempos.
Mas agora quero contar-vos a surpresa que tive. Olhei para a fotografia colocada há dois dias e tive logo uma supeita. A princípio, porém, nem queria acreditar. Podia lá ser? Observei melhor. Aumentei a imagem. Não havia engano. Era mesmo. No meio daquelas meninas todas, com o seu eterno ar sério, empenhado, mas um pouco distraído. De bóia, na Foz do Arelho. Fantástico. Quem diria?
No blogue diz-se que não pertencia ao grupo, que foi apanhado por acaso. Quase de certeza foi. É o costume. Ele só se deixa apanhar por acaso. Então resolvi tirá-lo de lá. Não fazia sentido que continuasse ali assim, apanhado. Gostaria de vos oferecer então a foto verdadeira. Sem ele, pois.

Mas temos de ser justos. Ele passou por ali, de bóia. Portanto também faz parte do blogue. É por isso aqui fica, também. Mas fica sozinho. Apanhado. Alguém sabe quem é, qual o seu verdadeiro nome?

Diogo Viseu


...............................................................................................................................
C O M E N T Á R I O S

POSTAL DA FOZ (Ana Nascimento)

.
.
Da esquerda para a direita – Paula Nascimento, Guida Nascimento,
Rita Bonacho, Gaby Bonacho e a Mami (Marta Figueiredo).
O miúdo com a bóia não pertencia ao grupo, foi apanhado por acaso



Agosto de 1969



Estamos na Foz do Arelho …. são 10 horas … há sol… o mar está calmo e o banho irresistível…


Ouve-se o pregão da Sra.Guilhermina:


-“Há bolos da Frami


Logo seguido pelo do Justiça:


Vai já, vai já! Olha o Rajá fresquinho…. há frut'ó chocolate…. Olha a bola de Berlim e o pastel de nata….Vai já, vai já!”


Aqui e acolá, entre o mar e a lagoa, pequenos grupos de banhistas desfrutam desta manhã sem nevoeiro



Julho de 2008


Estamos na Foz do Arelho…. são 10 horas… há sol …. o mar está calmo e o banho irresistível….


Não se ouvem pregões…. as bolas de Berlim e os pastéis de nata só existem nos bares…


A praia está repleta de gente … como iremos encontrar os banhistas de 1969 no meio desta multidão ? Onde estarão as manas Bonacho, as manas Gama Vieira ?


Apareçam e venham desfrutar desta manhã sem nevoeiro…..


Ana Nascimento


.............................................................................................................................

COMENTÁRIOS


Bryan Adams disse:

João Jales disse:
Lembro-me perfeitamente da Guilhermina e do Justiça a vender bolos, gelados, percebes, pevides, etc., na praia. As Bolas de Berlim vinham polvilhadas com mais ou menos areia, conforme as condições climatéricas.

O Justiça gritava o seu pregão "Vai já, vai já" com uma urgência que sugeria estarem vários clientes a reclamar os seus serviços simultâneamente, o que raramente, ou nunca, era o caso. Mas eu, ao ouvi-lo ao longe, parecendo tão atarefado, temia sempre que se tivesse esgotado o bolo que eu queria antes de ele chegar à minha barraca...

Manuela Gama Vieira disse:
Só vos digo, em manhãs de nevoeiro, ainda que nas Caldas estivesse um sol radioso, constituía tarefa árdua...convencer meus Pais a ficar na praia!
Hoje até concordo com eles, mas naquele tempo não havia vento nem nevoeiro que nos demovesse de desfrutar de uma manhã de convívio com colegas do ERO.
Têm dúvidas?
A actual foto do blog ilustra isso mesmo!
A escolha musical do João Jales, primorosa como sempre!!!

Júlia disse:
"Vai já, vai já!"
Uma Bola de Berlim agora (meia-noite...), se calhar não caía muito bem!
Mas este ano no Algarve, lá no Vau, havia Bolas de Berlim e eu comi uma. Mas as do nosso tempo eram melhores e lembrei-me, inclusive, da chegada dos tabuleiros com aquelas Bolas maravilhosas, no Colégio, com a Menina Alda a não dar conta do recado, connosco quase todas a pedi-las ao mesmo tempo no intervalo. Aí disse: minhas ricas Bolas ao pé destas!
Mas ainda bem, porque assim não voltei a tentar-me...

ANNA KARENINA (Férias de 1969)

por João Jales



- Sim, a Anna Karenina suicida-se no fim do livro, mas eu penso que mais por causa das críticas da sociedade do que por remorsos…

Foi com esta ideia, e estas palavras, que iniciei um provavelmente pretensioso resumo do famoso livro de Tolstoi, que um preguiçoso Julho de 1969 me tinha permitido ler. O Agosto estava mais preenchido e prometedor, como mostravam os luminosos olhos da Lucha, que me analisavam, enquanto ela ouvia as minhas impressões sobre o livro.

Conhecera-a na véspera. Como a sua família tinha casa na Foz há já alguns anos, tinha-me cruzado várias vezes com ela ao longo dos anos sem a ver; mas aos quinze anos as garotas crescem dez anos entre dois verões, e este ano eu tinha-a visto… Na véspera a Ana, amiga comum, tinha-nos deixado à beira-mar a conversar e hoje já estávamos aqui os dois, perto da bandeira, representando um para o outro os dois adultos intelectuais que ambos fantasiávamos ser.


- Tens que me emprestar esse livro, só trouxe de Tomar umas revistas – respondeu a Lucha, “pendurada” nas minhas palavras sobre os amores adúlteros de Anna.


Eu tinha desistido da habitual futebolada junto à aberta para ficar aqui, hipnotizado por aqueles difusos olhos azuis… verdes… ou cinzentos… a minha falta de visão deixava-me na dúvida e obrigava-me a uma aproximação talvez exagerada da minha interlocutora, que ela parecia não estranhar nem recear.


Sou muito míope desde os dez anos, idade em que comecei a usar sempre óculos. Mas não na praia, onde esses incómodos adereços deixam brancas marcas indeléveis no carregado bronzeado da Foz do Arelho (dizia-se na altura que esse intenso “bronze” era da praia ter muito iodo, sabemos hoje que eram a névoa e o vento que nos permitiam estar horas sem fim ao Sol sem uma rápida sensação de desconforto). De qualquer forma a ausência dos óculos transformava a realidade circundante, melhorando-a, não me permitindo ver as imperfeições e obstáculos (eu pisava invariavelmente a nafta que ficava na linha da maré alta, chegando sempre a casa com os pés “alcatroados”) ou obrigando-me, como era o caso, a ter o nariz em cima do que queria ver bem. Ainda hoje tenho esse hábito, não usar óculos na praia, e estranho muito quando, com eles postos e no pleno uso das minhas faculdades visuais, visito as praias que frequento habitualmente, descobrindo sujidade na areia, horríveis construções nas arribas, atentados arquitectónicos variados e a celulite da maior parte das veraneantes que se passeiam em trajes reduzidos. O mundo é muito mais belo visto através do manto diáfano da miopia, acreditem.


Continuámos a falar dos clássicos russos, com que o meu Pai este ano me enchera a estante do quarto, embora eu ainda só tivesse lido A Mãe de Gorky e algum Tolstoi. Dostoievsky (Os Irmãos Karamazov, Crime e Castigo) aguardava a sua vez, talvez lá mais para o Outono.


Entretanto era quase meio-dia, decididamente hora de ir ao mar, mas a zona de banho estava invadida pelo Dr. Calheiros Viegas, orientando com um apito as matronas caldenses no seu banho terapêutico, que incluía mergulhos, gargarejos e inalações. O habitual bando de garotos rodeava-o, divertindo-se a aliviar disfarçadamente as bexigas na água em que ele realizava estas manobras em prol da saúde orofaríngica.

Algumas amigas da minha irmâ dirigiam-se para o banho como se preparassem uma travessia Foz do Arelho-Berlengas. Com as toucas postas, constituíam um espectáculo inolvidável!

Os “futebolistas” tinham entretanto terminado o derby e mergulhavam ruidosa e espalhafatosamente nas ondas, brancas com a espuma da rebentação (quem não gosta de ondas vai para S. Martinho, o ”bidé das marquesas”, como é aqui conhecida a baía). As raparigas que, pressentindo a sua chegada, se tinham entretanto também aproximado da beira-mar, fingiam-se indignadas com os salpicos de água fria ou por serem levadas ao colo para dentro de água. A escolha das vítimas destes actos não era inocente, e configurava verdadeiros rituais de acasalamento dos adolescentes envolvidos, o desenrolar do Verão iria mostrá-lo.
A combinação da turma de ginástica aquática com as previsíveis “bocas” a que iria ser sujeito por parte dos meus amigos, ao ir ao banho com uma nova companhia, fizeram-me olhar para as rochas. Do lado oposto à “aberta”, a maré baixa, como era o caso hoje, deixa até seis pequenas praias consecutivas, em que a ondulação é quebrada por anéis de rochedos circundantes, proporcionando pequenas baías naturais que quase parecem piscinas. Normalmente duas ou três estão acessíveis, só nas marés vivas é possível chegar à sexta.

-Queres ir às rochas tomar banho? – perguntei

-A maré está a encher ou a vazar? Temos que ver se dá para passar – respondeu ela.
E lá se deixou convencer, sem grande esforço, a acompanhar-me nessa excursão, fingindo até algumas pequenas surpresas com anémonas, polvos e peixes que lhe fui mostrando e que ela, como veraneante habitual, deveria conhecer perfeitamente. Teve até dificuldades (in)esperadas para ultrapassar alguns obstáculos, obrigando-me a auxiliá-la, enquanto explorávamos a verdadeira maravilha que são, efectivamente, “as rochas”.

Algumas colegas do ERO, um pouco mais mais velhas que eu, posavam para uma fotografia enquanto aproveitavam, como nós, os prazeres do local. Ficámos um pouco a olhar para elas, mas não nos ligaram qualquer importância, aparentemente mais interessadas, quais sereias, em encantar a fotografia (ou o fotógrafo, não sei).



Depois do banho e uns poucos minutos ao sol voltámos, a maré subia e podia tornar efectivamente perigoso o regresso.



As “bocas” habituais nestas circunstâncias, que tinha evitado indo tomar banho longe dos meus amigos, tinham sido apenas adiadas, já que o regresso ao nosso poiso habitual foi seguido por vinte ou trinta pares de olhos e igual número de línguas afiadas, que nos esperavam no local habitual, junto à bandeira e à bóia do ISN. Não pareceu nada intimidada a Lucha, que ficou entre eles, enquanto eu fui negociar à barraca familiar a permanência na Foz até ao final do dia, em vez do regresso com eles para almoçar nas Caldas. Apesar da praia ser grande, as pessoas são poucas e a bisbilhotice muita, pelo que o meu pedido foi recebido com largos sorrisos…


-Então não ias jogar ténis hoje?


-Amizades novas?


-Não te vi no banho…


Ignorei, claro. Concordei que, se perdesse a última camioneta, às seis e meia, deveria telefonar do Hotel do Facho para o meu Pai me vir buscar. E regressei ao grupo, entretanto reduzido, a maioria tinha ido almoçar a casa. Os “donativos” da família, amigos e vizinhos de barraca, tinham-me garantido várias sandes, fruta e sumos, que fomos comendo durante a tarde, sempre em pequenas quantidades, para poder ir tomando sempre banho.


O gravador/leitor de cassetes portátil da minha irmã, uma novidade na altura, tocava incessantemente baladas românticas que eu gravara para ouvir nas férias: “Hello How Are You”, dos Easybeats, “Melody Fair” dos Bee Gees…
...ainda me lembro do conteúdo da fita. Que, nessa altura, era monofónica e com pouca qualidade. Só dois anos depois, em 1971, os aparelhos de cassetes estereo revolucionariam definitivamente a nossa forma de ouvir música.


- Não sei onde pus as uvas…


-Espera, parece-me que estão aqui.


Uma desajeitada oferta de fruta acabou num entrelaçar de dedos, e depois mãos, supostamente com discrição sob a toalha de praia, mas realmente motivo de atenção e galhofa entre todo o grupo presente. O Verão é muito curto, todas as cerimónias da corte têm que ser abreviadas e as reservas, normalmente femininas, devidamente atenuadas, não temos nesta altura longos meses de Inverno pela frente…


E o Verão é mesmo muito curto! Os dias na Foz eram passados em intermináveis conversas sobre a chegada da Apollo 10 à Lua (tinha sido em Julho, incredulamente encarada por alguns) mas também sobre os últimos discos dos Beatles ("Get Back", "Ballad Of John And Yoko"),especulações sobre se o lançamento do single "Give Peace A Chance" por John Lennon no princípio de Julho prenunciava o fim dos Fab Four (prenunciava mesmo). "Mais populares que Jesus Cristo" os Beatles eram um assunto importante, nunca antes ou depois um grupo musical teve tal influência na forma de viver, pensar, vestir e agir da juventude. Eu esperava ansiosamente a saída do LP "Abbey Road", anunciada para Setembro.

Tenho uma ideia de tentar perceber, das conversas dos mais velhos, o que significavam as demissões de De Gaulle em França e Dubcek na Checoslováquia, amplamente relatadas na imprensa nacional, sempre empenhada em mostrar a "agitação" que se vivia no estrangeiro por contraste com a "paz e ordem" nacionais. A RTP tinha dedicado um "Títulos de Caixa Alta" precisamente à Checoslováquia, onde pela primeira vez ouvi o "Hino a Jan Pallach", uma canção da ultra-direita portuguesa (normalmente pouco dada às artes musicais...). Tudo isto era tema de conversa no círculo dos meus pais, mas eu era novo de mais para compreender o que se passava.

Soube, com espanto, que a minha Mãe tinha simpatias monárquicas quando a ouvi, nesse Verão, aplaudir a nomeação, por Franco, de Juan Carlos para seu sucessor. Para mim, isso dos reis era coisa do passado. Para o meu Pai também, pelo que fiquei a conhecer "ao vivo e em estereo" os diversos argumentos da polémica monarquia/república.

A falta de mais encontros, apenas a dois, entre mim e a Lucha era substituída por longos olhares, mudos mas supostamente significativos (que eu imitava dos filmes do Omar Sharif, muito em em voga na altura), mas havia sempre alguns momentos de ternura roubados ao convívio do grupo (que reagia sempre mal e de forma ciumenta aos namoros externos, que lhe roubavamm unidade e estabilidade).

À festa de anos da Lucha desse ano foram alguns dos meus amigos, aumentando uma lista já muito sobrecarregada de convidados. Mas isso não pareceu perturbar a sua família, cosmopolita e habituada a receber, que se mostrou até agradada com o acréscimo de animação que nós levámos à festa e ao baile, para o qual contribuí, como habitualmente com a minha colecção de singles e EPs (os LPs, os poucos que tinha, não os levava a festas, em resultado do que ainda hoje os posso ouvir).

Houve ainda algumas, poucas, noites em conjunto no Casino. Mas tudo acabou no final de Agosto.

Em Setembro fui para Mondim de Basto, em Trás-os-Montes, e só regressei às Caldas uns dias antes do reinício das aulas. Três semanas a banhos no Tâmega e a tentar ler “clássicos”, que abandonava um após outro. Com o coração destroçado, como só é possível aos quinze anos, só a sugestão da minha tia Teresa para ler Pitigrilli me tirou desse bloqueio. Não sei com que prazer leria hoje “A Decadência do Paradoxo”, mas esse livro salvou a minha vida em Setembro de mil novecentos e sessenta e nove! Juntamente com as cassetes que levei para mostrar aos meus primos as novas músicas que me apaixonavam: Beatles, Jimi Hendrix, Cream, Jefferson Airplane, Byrds, Bob Dylan , Leonard Cohen … sempre Cohen, que ainda hoje ouço, e leio, em todos os momentos de solidão ( With Annie gone / Whose eyes to compare / With the morning sun / Not that I did compare / But I do compare / Now that she’s gone ).

Uma longa carta para o meu amor de Verão não tinha recebido qualquer resposta, mas ao regressar às Caldas obtive um número de telefone que me permitiu saber que a sua família passava este final de férias em S. Pedro de Moel.

O meu Pai, que só reabria o consultório em Outubro, condoído pelo meu sofrimento (ou farto de aturar um adolescente insuportável), ofereceu-se para passar um dia nas famosas piscinas de S. Pedro. Acompanhados pelo meu amigo Tó Zé Hipólito, lá fomos os três no Citroen DS, mania e orgulho do meu Pai, que teve sempre carros desses enquanto conduziu. E que muito satisfeito ficou com os elogios do Tó Zé, eterno amante de automóveis, à excelente suspensão do Citroen, que nos permitia circular no péssimo piso da florestal do Pinhal de Leiria como se estivéssemos numa auto-estrada.

Havia pouca gente na piscina, nessa manhã já de Outono, e da Lucha nem sinal. Almoçámos no restaurante do complexo e deixámos o meu Pai a ler o seu “Primeiro de Janeiro” (hábito de homem do Norte), enquanto fomos ao Bambi, um café existente no parque, onde nos tinham dito que "toda a gente" ia tomar café depois de almoço. Mas também aí não tivemos sorte e regressámos para dar um último mergulho. Subitamente o Hipólito puxou-me o braço:

-Olha a Luxa, ali sentada naquela espreguiçadeira!

Eu olhei e vi-a, até me pareceu que lia o “Anna Karenina” que eu lhe emprestara! Com o coração aos saltos, descalcei-me e despi-me, ficando apenas com o fato de banho, entreguei a trouxa ao meu amigo e corri para a Luxa. Lá chegado disse:

-Ainda não acabaste o Tolstoi ? Que é que tens andado a fazer?

Mesmo sem óculos, mal ela levantou a cabeça, percebi que aqueles olhos negros não eram os da Lucha (e o livro era da Pearl Buck, muito popular na época, como vi mais tarde). Sem saber bem o que dizer, embrenhei-me numa titubeante desculpa em que referia o empréstimo de “Anna Karenina” a uma amiga. A Teresa, soube entretanto o seu nome, conhecia a obra e sabia até haver um filme, que terminava em suicídio da heroína por causa dos seus sentimentos de culpa. Subitamente interessado, sentei-me na cadeira ao lado e, mergulhando lentamente naqueles olhos negros, comecei a contar-lhe:

- Sim, a Anna Karenina suicida-se no fim do livro, mas eu penso que mais por causa das críticas da sociedade do que por remorsos…
.
João Jales
.
Pode ler a 2ª parte em : ANNA KARENINA 2 ( Regresso às aulas)
...........................................................................................................................
Comentários: clique em » COMENTÁRIOS / CONTRAPONTO

EU CONFESSO (comentário do Tó Zé Hipólito a ANNA KARENINA)

António José Hipólito


Eu confesso que não tencionava fazer comentários, pois sempre fui pouco dado a escrita, mas o JJ insistiu, principalmente agora por ser referido no “Anna Karenina“, e também num episódio com uns pastéis de nata quentinhos (recordo-me das mesmas corridas no intervalo grande para a Floresta, onde se jogava dois jogos de matrecos e voltava-se ladeira acima para não chegar tarde as aulas. Só de pensar nisto já estou cansado).

Eu confesso que a estória narrada pelo JJ se passou conforme a narrativa, mas eu não era tão míope como ele e portanto distinguia perfeitamente, a 50 metros, se uma rapariga era loura ou morena, se bem que fisicamente até existissem semelhanças. No entanto depois de um dia de espera desesperada para encontrar a Lucha e ele já com o lábio inferior a parecer-se com beicinho, resolvi picá-lo, para ver se lhe passava a telha. E não é que resultou, se bem que não me lembro se houve continuidade de relações com a dita Teresa, nem tinha que saber.
.
Eu confesso que essa ida as piscinas de S. Pedro de Moel me agradou bastante, tendo lá voltado várias vezes em verões posteriores, quando já tinha um glorioso 2CV, sempre com mais gente do que a lotação permitia ( hoje seria impossível).

Eu confesso que as minhas preferências literárias abarcavam outros “clássicos”, como o Jules Verne, Conan Doyle, toda a colecção Emílio Salgari, Marabout e até, depois de ter passado o então 5º ano e por já não estar sujeito a obrigatoriedade, os Lusiadas, que me deram um gozo nunca experimentado nos anos de tortura do Português. Também os nossos autores Camilo, Eça, Alex. Herculano, Ant. Sérgio, Júlio Dinis, enfim o que havia lá em casa. De notar que li o livro “Despertar dos Mágicos”, que com 15 anos achei uma maravilha. Até me recordo da banda desenhada do Hugo Pratt, onde o autor refere os conflitos existentes nos Balcãs, Turquia, Grécia e zonas adjacentes e que ainda hoje não tiveram solução, passado um século.

Eu confesso a minha total concordância com o Xico Cera nas suas saudades das Caldas doutras eras, pois toda a Vida que, principalmente no verão, aqui existia, e se centrava na zona histórica da cidade, Hospital Termal, Parque (onde se realizaram as melhores feiras da fruta e da cerâmica), Casino, Lisbonense e Praça da Fruta, desapareceu. É que hoje as Caldas morreram, são um mero jardim para construtores civis plantarem dormitórios. Paz a sua alma.

Eu confesso mais uma vez, e não é por ter sido aluno do ERO e este ser do patriarcado, pois nunca me confessei e nem a 1ª comunhão fiz (façanha rara!) , sendo a única actividade + ou – religiosa por mim praticada a ida ao santo sacrifício da saída da missa de domingo, antes da 1 hora e por razões óbvias: Não tenho realmente veia para escrita, definitivamente sou mais como aquele brinquedo espanhol que dizia “habla comigo”.

Peço desculpa ao senhor francês que começava todas as frases do seu panfleto com “J´accuse“, mas não resisti a copiar a ideia.

A. H.


......................................................................................................................
COMENTÁRIOS
.


JJ disse:
O Hipólito não é uma testemunha mas sim um cúmplice activo de tudo quanto vivemos nesses anos, daí o facto de tentar trazer as suas memórias para o Blog. Essa da "veia", que eu nem sei o que é, não serve de desculpa, esperamos mais confissões.
Quanto à questão da Teresa, que o Tó Zé, a Luisa e a Isabel Caixinha levantaram, terão a resposta em devido tempo...
.
Isabel Caixinha disse:
Li o artigo do Hipólito que me deixou intrigada. Esta "falta de vista" comum aos cavalheiros da época, intrigou-me. Dei comigo a analisar, com lupa, os meus conhecidos ou possiveis "amores" de então, tentando reconhecer estes sintomas na distância que nos separaria...Huummm...Curioso, como nunca me ocorreu antes...
Gostei muito da forma directa como o Tó Zé escreve também. E mais livros...desta vez "O Despertar dos Mágicos". Bom livro. O mais curioso é que eu lia ao mesmo tempo "As Aventuras dos Cinco", com o mesmo interesse!
.
Manuela Gama Vieira disse:
O(s) matar(es) de saudades às Caldas...levam-me a concordar em absoluto com o Hipólito: a beleza do centro das Caldas desapareceu! Que tristeza me deu olhar a degradação da "praça da fruta" e zona circundante. Mudam-se os tempos... infelizmente,nem sempre para melhor! É o caso!!!
.
António disse :
Caros colegas:
As Caldas têm--se realmente apagado e desaparecido debaixo das horrorosas construções com que destruíram a avenida da estação, a antiga quinta dos canários (é um atentado), as novas construções na Foz, onde era a Pensão Portugal (lembram-se?), parecem ser um caso de polícia, aquilo não pode ser legal. Ninguém faz nada, ninguém diz nada?
Gostei da história do Jales, mesmo sem a confirmação do Hipólito dava para ver que eram memórias verdadeiras. O Jales já sabia que era escritor, o Hipólito foi uma surpresa.
.
Fátima Vieira disse:
Sou visita habitual do Blog.
Vivo com encanto, alegria e algum saudosimo cada história cada cantinho, as canções ,as nossas memórias.
.
João respondeu:
Fáfá:
Fico satisfeito com o teu "aparecimento" ... Vai-te mantendo em contacto. Demasiados leitores mantém uma atitude passiva, gostaria de ver mais a comentar o que aqui se publica, como tu fizeste.
.
J.Carlos Abegão.
Gostei do artigo do Tó-Zé Hipólito, sobre as nossas Caldas, está lá toda a verdade.
Cumprimentos. JCAbegão

COMENTÁRIOS / CONTRAPONTO

.
.
-.
João Serra disse:
Verão de 1969
(Contraponto ao Verão de João Jales)
A 27 de Abril de 1969, Alberto Martins, Presidente da Associação Académica de Coimbra interpelou o Presidente Américo Tomás no anfiteatro das Matemáticas. As consequências deste gesto projectaram-se até ao final desse ano lectivo. Os movimentos estudantis estavam de novo no centro da vida política, contestando o regime não democrático e suscitando a repressão das autoridades. Marcelo Caetano sucedera a Salazar e prometera alguma abertura política. Os estudantes punham à prova tais intenções.
Em Agosto de 1969, com 20 anos, concluido o 2º ano do Curso de História na Faculdade de Letras de Lisboa, as inquietações que partilhava com os meus amigos mais próximos giravam em torno de três questões: a Guerra, a União Soviética e o comunismo em geral, as eleições de Outubro. Estavamos ou não dispostos a cumprir o serviço militar e consequentemente a combater em África contra os movimentos africanos? – eram os termos do debate sobre a primeira questão. A segunda tinha que ver com a eclosão do conflito sino-soviético, com a invasão da Checoslováquia pelas tropas russas, com os novos temas lançados pela extrema esquerda francesa em Maio do ano anterior. O debate era aqui muito mais complexo e menos tolerante. As posições antagónicas originavam frequentes rupturas pessoais e políticas. A terceira questão, que também era atravessada pelas clivagens ideológicas presentes no debate da segunda, procurava resposta para a seguinte pergunta: devemos, apesar de sabermos que as eleições são viciadas, aproveitar a oportunidade para divulgar os nossos pontos de vista, ou, ao contrário, é mais eficaz denunciar a fraude, recusando esse jogo desleal?
Tentando vencer incertezas e dúvidas, lá fui optando: permanecer em Portugal, manter o não alinhamento com facções políticas pró-soviéticas ou pró-chinesas, colaborar na campanha eleitoral da CDE, no distrito de Leiria.
De modo que, em Setembro e Outubro (as eleições realizaram-se a 21 deste mês) estive presente, primeiro a convite e ao lado de Alberto Costa, mais tarde com Jorge Silvestre, em diversas reuniões para elaborar o programa eleitoral e sessões de esclarecimento. Alberto Costa, que eu conhecia desde os 17 anos, era natural de Alcobaça, tal como Jorge Silvestre. Em Lisboa, na Faculdade de Direito, que frequentei durante o primeiro ano, cimentara-se entre nós uma boa amizade. A Polícia Política deu uma informação negativa à candidatura do Alberto, pelo que à ultima hora teve de ser substituido nas listas do distrito. Jorge Silvestre frequentava o Instituto Superior de Agronomia, tal como José António Ribeiro Lopes, que nos apresentou.
Um dos tópicos vincados nas memórias do João Jales é a música. Também aqui, os 5 anos de diferença de idades são significativos, embora raramente sejam objecto de análise. Isso deve-se ao facto de ao longo destes últimos quarenta anos termos contruído um património comum de referências. Mas de facto, julgo que a segunda metade da década de 60 trouxe uma forte mudança: Paris e a França, com os seus “maitres à penser” e os seus autores/cantores de temas políticos e de crítica social foram substituídos por Londres e a Inglaterra (e a seguir os Estados Unidos) e a cultura hippie, onde a militância política era claramente secundarizada. Mário Vargas Llosa neste seu romance recentemente editado em Portugal (Travessuras da Menina Má) escreve: “Na segunda metade dos anos 60, Londres destronou Paris como cidade das modas que, partindo da Europa, se espalhavam pelo mundo. A música substituiu os livros e as ideias como centro de atracção dos jovens, sobretudo a partir dos Beatles, mas também de Cliff Richard, dos Shadows, dos Rolling Stones com Mick Jagger e outros grupos e cantores ingleses, e dos hippies e da revolução psicadélica dos flower children”. Estou basicamente de acordo com esta observação. Curiosamente, eu próprio tomei partido, em 1963 e 1964, no Diário de Lisboa e na Gazeta das Caldas, ao lado dos que julgavam possível impedir essa mudança cultural. Estava evidentemente enganado. Essa mudança era muito mais profunda do que eu na altura supunha. Podia voltar a citar Vargas Llosa, mas este comentário já vai longo e temo que a citação pudesse ser mal interpretada.
.
JJ disse:
Nada mais gratificante para quem escreve do que ver (ler,ouvir) a reacção de quem lê.
Em relação ao comentário do João Serra só acrescentaria que a substituição da música francesa de intervenção pelo Rock (já não o Rock’n’Roll) da segunda metade da década de 60 corresponde aos anseios dos jovens consumidores, não a uma mera questão de modas. E discordo da militância política ser, nesta música, secundarizada: a rejeição da guerra do Vietname, a defesa dos direitos das mulheres, dos negros e dos jovens, a recusa radical de um modelo económico e social de desenvolvimento são muito mais subversivos e revolucionários do que a defesa dos valores de uma esquerda presa ao esgotado modelo soviético como era feita pelos engagés francófonos. Woodie Guthrie, Pete Seeger, Bob Dylan, Phil Ochs, Country Joe McDonald, J Airplane, MC5 , Tom Paxton, Joan Baez, Marvin Gaye, Jimi Hendrix, são bons exemplos, mas há muitos mais. Os próprios Beatles foram declarados persona non grata por Nixon, que tentou várias vezes expular Lennon dos USA. Mas essa conversa pode ficar para outra vez, já que este é apenas um pequeno pormenor num comentário que muito me satisfez suscitar.
.
Manuela Gama Vieira disse:
Gostei muito do "Contraponto" escrito por João Serra.
Recordo o ano de 1969,o da crise académica de Coimbra, com particular acuidade. Daí em diante, nunca mais nada foi igual.
Costumo dizer que me orgulho de pertencer a uma geração riquíssima.
A geração que teve o atrevimento de se ATREVER!!!
.
João Ramos Franco disse:
Caro João Jales
O 2º comentário do Serra sobre 1969 é ele (estudante) a viver a “Primavera Caetanista”, com toda carga ideológica da sua geração.
Que poderei eu acrescentar, mais velho, que em1961 tive conhecimento da prisão de estudantes na Universidade de Lisboa, sendo alguns deles amigos e ex-alunos do ERO. A minha opinião sobre a música e a canção está mais perto da dele, apesar de modo nenhum desvalorizar a tua. Penso que cada geração tem determinados valores que se apoiam em variados modos expressão e um deles é precisamente esse.
Um abraço
João Ramos Franco
.
Luís António disse:
Não sei se era o que pretendias ao referir a Checoslováquia em 1968, mas é óbvio que esse foi um ponto a partir do qual não era mais possível defender o lado de lá… Mas só soubemos isso depois, lembro-me de discutir isso, mas já em Lisboa, em 73, 74,75… e , se bem me lembro, também não chegaste a passar pelo PC, pois não? Mas a geração do Bonifácio Serra sim, quase todos os que fizeram política.
.
Isabel Knaff disse:
Li LOGO a Ana Karenina que adorei...Tchhhhh Meu Deus, o que ali vai...nem sei por onde começar... são os tão familiares autores e os inúmeros livros que eu devorava, que saudades do entusiasmo e sede com que eu os lia , a música que entoava o que nos ia na alma , a Foz daquele tempo com, incrivelmente, todos os promenores que lhe estarão sempre associados (até as uvas!). O começo de inocentes namoros de adolescentes...o imitar dos olhares do Omar Shariff (escolha perfeita!)...tudo, mesmo tudo!
A honestidade com que o fazes é adorável.Como descreves e trazes toda a calma e ao mesmo tempo todo o movimento próprio da Foz nesta descricão é genial...até se sente a maresia.
E esta Teresa de olhos negros ...tem mais episódios..??? Junto-me ao "grupo" aguardando por mais encontros.
.
Isabel Silva disse:
Atrasadíssima! É como eu estou no que se refere a leituras de Verão.
Mas hoje voltei, vitoriosa de uma guerra com a Cabovisão que me impediu de manter a "escrita em dia" durante alguns dias.
Comecei pela Anna Karenina e devo dizer-te João, que por uns minutos me embrenhei neste magnífico conto. Para além do prazer que a tua escrita desperta, foi óptimo recordar os dias de Verão na Foz do Arelho, naquela inolvidável época: as idas às rochas, os banhos comandados pelo Calheiros Viegas, as idas ao colo para dentro de água... Mas o que me encantou mesmo foi a forma como relembras os amores da adolescência, fase da vida tão "gira" e bela, mas bem mais míope do que tu…
Um beijo. Belão
.
São Caixinha disse:
(....) Muito aconteceu no blog durante estas 4 semanas e entretanto já me parece despropositado enviar comentários! Creio até que pouco teria a acrescentar ao muito que já foi dito...contudo não posso deixar de dizer que a tua ANNA KARENINA me deixou impressionada! Na minha opinião a melhor das tuas estórias até agora... límpida doce e completa, a fartar-nos os sentidos como compete à verdadeira arte!
(....) Ohhh...quase que me esquecia! Não me lembro mesmo de nenhuma Lucha...ou era Tucha? Quem seria essa menina ?!...
.
Paulinha Pardal dsse:
Adorei a tua história, devias pensar em começar a escrever um livro, essa tua cabeça sempre foi muito boa a inventar...
Eu estou cada vez mais loira, será dos gargarejos no Hospital Termal? Não, isso é para a sinusite …ai meu deus que mal me estão a fazer os cabelos!!!! Queixas-te da tua miopia? Vê lá tu que fui comprar uns óculos novos, dos de ver ao pé, porque com os outros via muito mal tinha que aumentar a graduação, principalmente dum olho, cheguei à loja mostraram-me vários óculos mais graduados dos que eu trazia e eu pus e tirei ,pus e tirei, e digo:
-Ah realmente com estes mais graduados vejo muito melhor, os velhos, apesar da diferença não ser muita, via um pouco mal, principalmente com o olho direito.
Diz a empregada:
- A senhora desculpe mas por acaso já reparou que não tem uma lente?
Ah! Risos e mais risos...olha que isto foi verdade, não estou a inventar, é só para veres o estado em que está esta tua amiga, calhando esqueço-me de ir ao próximo almoço!
Bjs PP
.
Manuela Gama Vieira disse:
João,parabéns porque é belo:
-Não teres esquecido as "belíssimas"férias que descreves
-Os nossos Pais falavam de "coisas"de que, naquele tempo,nada pareciam dizer-nos...mas afinal de alguma "coisa"nos serviu
-O enlevo com que descreves o "romantismo" que envolveu o teu conto.
.
Margarida Araújo disse:
Parece que existe aqui um escritor merecedor de ser publicado: tu.
Bom conto a relembrar um amor de verão. Acompanhado com uma música que há tanto tempo não ouvia. Não foi música de um filme????
Bem, da fotografia que enviei posso dizer que são:
Paula Crespo
Ana Buceta
Eu (Margarida/Guidó)
Natércia Carvalho (Nami)
Essa de irmos até às Berlengas, é boa. Foi assim para a Paula e Nami, por via das barbatanas, eu e a Ana fomos dar ao Baleal e já cansadas apanhámos o burro das 13h30m e chegámos pelas 19h às Caldas da Rainha. No outro dia fomos esperar as duas amigas ao Cabo Avelar Pessoa, em Peniche (barco que fez e ainda faz as ligações marítimas à ilha).
Faço dois reparos: a minha ousadia citadina em relação ao recato das caldenses e as toucas, com farripas, acolchoadas ou em forma de bicho, do melhor.
Boas férias a todos (ah! a fotógrafa foi a minha mãe (Mila Marques ex-aluna do Ramalho Ortigão). M.
.
João Ramos Franco disse:
Os amores de um adolescente...
Uma historieta de Verão, mas muito bem contada. Consegues ao transportar-nos nos amores de um adolescente, (quem não os teve), fazer-nos passar por uma Foz do Arelho, (que recordo tal tu a contas), colocar-nos perante a literatura e os seus escritores (a influencia de aquilo que lemos tem em nós) e levar-nos até preferências musicais.
As conversas dos mais velhos (que citas), são uma fonte onde sem nos apercebermos, bebemos os valores que ainda hoje fazem parte de nós.
- Estes amores da adolescência, doíam muito e eram difíceis de passar… Mas naturalmente encontraste remédio, em S. Pedro de Muel…
João R F
.
Jorge disse:
continuamos a ler isto em folhetins, para quando a versão completa? Já pedi ( e não fui só eu!!!) várias vezes que escrevas um romance ou umas memórias sobre estes tempos… desta vez gostei mais do texto e da literatura que da música! jorge
.
João B Serra disse:
Esta história funciona como uma espécie de tratado sobre a visão. O autor inicia-nos nos segredos da miopia, para depois nos mostrar as armas mais subtis e eficientes que os portadores da dita desenvolvem. O que não descortinam ao longe observam bem de perto, do que confundem tiram imediatamente partido, o que não podem visualizar em pormenor percebem na globalidade. Enfim, o que não vêem ou julgam não ver, tocam, ouvem e por vezes imaginam.
JJ é um grande contador de histórias. Já o sabíamos. Confirmamo-lo agora nesta bela história de sedução que acrescenta a este summerblog novas geografias (a Foz do Arelho das praias intermitentes, S. Pedro de Muel, Mondim das terras de Basto) e novas cronologias (depois de 1957 e 1973, o ano viragem de 1969).
J. Serra
.
José Luis Reboleira Alexandre disse:
Ler estas férias do João é um pouco recordar as de muitos de nós da mesma altura com algumas «nuances», claro. A DS (continuo a usar o feminino desde esse ano de 69) no meu caso era o carro do pai da Martine que frequentou São Martinho em Agosto desse ano. O meu gosto pela bela lingua francesa vem talvez dessa altura. Hoje é a que mais se fala cá em casa.
A música já nessa altura era muito, mas muito mesmo, através das palavras do, hoje meu conterrâneo Montrealense, Leonard Cohen. Mesmo os escritores do realismo russo eram os mesmos.
O Give Peace a Chance foi para mim uma descoberta recente, por isso junto um link de um jornal local que irá acrescentar, estou certo, à cultura musical do JJ.
http://www.canoe.com/divertissement/musique/nouvelles/2008/07/11/6128166-jdm.html
O Ralph, jovem amigo que acompanhou Gail na aventura, não entra nesta história, e é pena, pois a versão dele é bem diferente.
4 anos mais tarde, foi do outro lado da baia na duna de Salir, que, ainda em francês, com salpiques da lingua de Camões, fiz «o tal encontro» que ainda hoje perdura.
Um abraço grande para o JJ pelo magnifico trabalho que é a manutenção do blog, e para todos os que aparecem por aqui. J. L. Reboleira Alexandre
.
Laura Morgado disse:
João os meus parabéns!!!!Consegues descrever com toda a clareza o ambiente vivido na Foz naquela época.Nada falha, desde a música aos comentários das notícias.Reportas-te aos teus 15 anos, mas com os de 20 o cenário era igual.Como já não é novidade para ti, gosto muito da tua escrita! Laura
.
Luisa disse:
(.....) Sabes que é que eu queria saber mesmo MESMO???? Saber o que é que aconteceu depois com a Teresa em São Pedro!!! Vou perguntar ao Tózé, ele deve saber.... Já disse vezes suficientes que gosto muito destes teu diários. L
.
Fernando Santos disse:
Penso que a estória seja verídica, mas quem sou eu para acrescentar qualquer comentário além do que já disseram João Ramos Franco, João B. Serra ou Reboleira Alexandre?
Apenas me surpreende o facto do Dr. Jales oferecer ao filho de 15 anos, clássicos de Tolstoi, Dostoievsky e Gorky. Os dois primeiros encontrava-os nas bibliotecas públicas que eu frequentava, agora a Mãe, de Gorky? Só o devo ter lido em 63 ou 64 e foi-me emprestado por um amigo, no maior secretismo.
Fernando Santos
.
JJ disse:
1-Esqueci-me de agradecer à Margarida Araújo e à Anabela Miguel as fotografias incluídas. Não as legendei na esperança de que alguma das retratadas o faça aqui nos comentários.
2-Agradeço todos os comentários, contactos e elogios. Aproveito para responder definitivamente a uma pergunta insistente: não há qualquer outro nome para a Lucha, esse é mesmo o nome do personagem, não tem outro.
3-Vou confirmar, logo que possível, o ano de edição do meu Gorki mas estou convicto de que é seguramente anterior a 1969. O Fernando escreveu um segundo comentário sobre este assunto, que julgo muito interessante, e que podem ler a seguir.
.
Fernano Santos respondeu:
Olá J.J.
Para mim não está em causa o ano da edição de " A Mãe" mas sim o facto de na época ser um livro proibido pela PIDE.
No início dos anos 60, eu e outro colega criámos uma pequena biblioteca na empresa onde trabalhámos, e isso foi suficiente para ser vigiado por informadores daquela organização. Posso até dizer-lhe que possuía alguns livros considerados perigosos, e com receio de ser apanhado, dei uma volta pelo campo e deitei-os fora.Mais tarde arrependi-me de ter cometido tal acto de estupidez, mas o mal já estava feito.
Alguns livros de Jorge Amado, Ferreira de Castro, Aquilino, Alves Redol, Soeiro Pereira Gomes e muitos outros, como sabe, eram apreendidos logo à saída das editoras. Lembro-me, que até a "Ciociara" de Morávia, me foi emprestado sub-repticiamente pela funcionária da biblioteca que eu frequentava, porque não tinha ordem de o colocar nas estantes.
Um abraço.
Fernando Santos.

FOZ DO ARELHO , 1969 (Anabela Miguel)


Começo por identificar as pessoas – Elisabete Bicho, Fátima Gama Vieira, Luísa Nascimento, eu (Anabela Miguel), Ana Nascimento, Manela Gama Vieira e os pequenitos são a Margarida Nascimento e o Filipe Gama Vieira.

Já legendei a foto, conforme me foi pedido, agora quanto a um comentário, que poderei dizer? Bem, primeiro gostava de saber como apareceu esta foto, pois julgava ser a única possuidora dela. Tenho a sensação que houve a mãozinha do João, acertei?

A fotografia foi tirada na zona do mar da “nossa” bela praia da Foz do Arelho, numa bela manhã de Agosto de 1969.


Faz-me recordar uma juventude muito boa em que a amizade com algumas das retratadas dura até hoje e será para o resto da vida, enquanto com outras, infelizmente, perdi o contacto. Sei no entanto que a Manela está na Sertã e a Fátima em Coimbra.

Agora digam lá se não está um friso de moçoilas bem jeitosas com os seus fatos de banho bem discretos, pois naquela altura era assim. Um pouco mais tarde, não muito, os biquinis começaram a aparecer.
.

Anabela Miguel

(foto fornecida pelos Arquivos Nascimento,
que muito têm contribuído para o êxito deste Blog)

.................................................................................................................................

C O M E N T Á R I O S


Beach Boys disseram:


Manuela Gama Vieira disse:
É com imenso prazer que aqui deixo o meu comentário!!!Tenho ideia desta foto,mas não sei onde estará, se em casa de meus pais ou em posse da minha irmã. Realmente a "compostura" dos maillots...salta à vista!!!Umas meninas muito recatadas.....
Oh Anabela,que bom teres respondido ao meu apelo via mail. Muito obrigada ao João que tem (re)criado e (re)construido verdadeiras "pontes de afecto"da nossa juventude!Como já tive oportunidade de comentar,tu estás tal e qual,tal como a Ana Nascimento,o tempo não passou por vocês!!!O mesmo não poderei dizer de mim...já vou avisando...
(...)
Vou encaminhar o teu mail, e respectiva foto, para o meu irmão mais novo, Luís Filipe,que reside e trabalha em Chicago.Vai ser uma bela surpresa para ele.
O João Jales teve a amabilidade de me comunicar que irá haver novo convívio de ex-alunos do Colégio,no dia 14 de Novembro.Tudo farei para não faltar.Agora que nos reencontrámos,não vamos perder-nos de novo!
Relativamente à foto do album de recordações,intitulada "Baile de Finalistas/1970"o facto é que foi tirada no dia seguinte ao do baile.Ao Baile fomos todos(as) vestidos a rigor!Lindíssimos e chiquérrimos!
Gostaria imenso de saber do Sancho,do Sanches(este sei que é advogado aí),com quem nunca mais tive contacto e por quem nutria muita simpatia e amizade. O Sancho um rapaz muito ponderado, o Sanches um brincalhão! Que saudades, enfim!!!! Um abraço enorme!
Manuela Gama Vieira
.
João Jales disse:
Curiosa coincidência este "reaparecimento" da Manuela precisamente na altura em que reaparece também a sua fotografia, com a irmã e amigas, há quarenta anos atrás.
Seria bom ter aqui uma palavra de cada uma das pessoas retratadas. Será possível?
.
Fernado Santos disse:
Obrigado Anabela por nos trazeres uma foto de férias dos anos 60, e ainda por cima com a identificação das retratadas.Os (banhadores) eram bem bonitos, e tinham a vantagem de nos levar a imaginar o que ficava por mostrar.
Obrigado João pelo comentário feito através dos The Beach Boys que me fazem recordar a minha juventude.
Boas férias para todos.
.
Luis António disse:
Poder voltar por uns momentos a 1969...à Foz o Arelho...voltar a ter 17 anos...apaixonar-me por uma daquelas garotas... tu matas-me,JJ !!!
E os BeachBoys!!É a segunda fotografia seguida que acertas em cheio na música!!! Devias usar mais vezes os teus conhecimentos musicais,qe todos sabem ser muitos.Beijinhos às garotas e abraço para ti. Luis
.
Ana Nascimeno disse:
Ao abrir o blog deparei-me com uma fotografia da nossa Foz do Arelho e qual não é o meu espanto ao ver que a dita pertence ao meu álbum de recordações….
Aqui para nós nunca pensei ser cabeça de cartaz !!!!!….mas convenhamos que é um grupo muito giro e que valoriza imenso a paisagem !!!! … as pequenas estão lindas.. e vistas com a distancia de quarenta anos ainda mais me convenço que de facto nós éramos muito giras (gaba-te cesto…. Ihihihi !!!!! )
Engraçado… não tinha pensado que é de facto uma foto de férias de alunos do ERO … salvo o Filipe, que era muito pequeno para estas lides, a minha irmã Guida também era aluna, tinha entrado para a primária no ano anterior.
Como dizia a Anabela, além de nos unirem laços de família ou a frequência do mesmo Colégio, também nos unia uma amizade que permaneceu até hoje. A Beta e a Belinha são amigas bem presentes e tenho pena que as manas Gama Vieira estejam um pouco mais longe … Perdi-as completamente, soube noticias há uns quatro anos pelo João Licínio mas apenas que estavam bem….
Fiquei muito contente Manela com a tua chegada ao Blog… e não é por achares que eu estou na mesma (obrigada pelo piropo ….eheheheh) é por saber de ti ao fim de tanto tempo …..
Espero que os teus irmãos se entusiasmem e resolvam também colaborar neste reviver de momentos tão ricos da nossa juventude.
Penso que esta foto foste tu que a tiraste, não te esqueças de procurar no teu baú mais preciosidades destas para partilhares connosco….
Beijinhos e um abraço
Ana
.
Manuela Gama Vieira respondeu:
À Ana:
Oh Ana,bem se vê que estás(estamos todos...)com mais 40 anos em cima!Quem tirou a foto não me lembro,mas que não fui eu,lá isso não fui,pois sou uma das moçoilas da foto!Quanto ao meu irmão João,é um rapaz muito lacónico...também não te lembras disso?O que o BI nos faz!O Filipe,que vive em Chicago, achou imensa graça à foto(ele tinha 3 anos,eu era a nurse dele...)!Enviei-lha por mail e já lhe disse que fosse ao blog.Ele frequentou o Colégio,da 1ª à 3ª classe,foi aluno da SrªD.Clarisse.Bjos de saudades
Ao Jorge:
Oh Jorge,agora é que se lembrou que queria andar 40 anos para trás?Andava distraído naquele tempo...agora olhe,já é tarde!
.
Anabela Mguel disse:
Quanto à foto mais nada tenho a acrescentar, apenas dizer o quanto fiquei feliz pelo “reaparecimento” da minha querida amiga Manela Gama Vieira. Espero que a Fátima também faça o mesmo.
No almoço de Novembro passado vocês foram faladas, mas não havia contacto algum, felizmente que existe o blog que tem feito maravilhas nesta área.
Vou entrar em contacto contigo, um grande beijinho.
Boas férias para quem não as teve ainda.
Um abraço
Anabela Miguel
.
Laura Morgado disse:
As moçoilas estão todas muito bem apresentadas…Não quero deixar de felicitar a Ana Nascimento, porque continua bonita como era.Parabéns Ana! Tens que dar a receita milagrosa… Beijinhos da Laurinha

FOZ DO ARELHO - 1969 ( Cristina e Paulinha)

.
Cristina Rolim disse:
.
Na foto na Foz do Arelho sou eu, a Paula Pardal,a Teresa Vieira Lino, a Anabela e a Fátima Vieira Lino.

Paulinha Pardal disse:

Eu não me lembro bem do sítio da foto, penso que foi na Foz, agora das "piquenas" lembro-me muito bem. Todas giras e novinhas, continuamos todas na mesma, giras é claro! Só temos é de tirar as fotos mais ao longe, não sei se me faço entender, por causa das rugas (shhhh) é claro. Naquela altura umas eram loiras outras morenas, hoje estamos todas loiras, deve ser do sol...

Perguntaste-me se éramos um grupo? Com a Cristina Rolim andávamos ocasionalmente, com a Fátima era só de vez em quando, porque ela era a mana mais velha, agora eu a Teresa e a Anabela andávamos sempre juntas, com a Luísa Santos (irmã do Manuel Luís) e, às vezes, a São Moreira, quando o Tomás deixava. Tás a ver estas cabeças a pensar ao mesmo tempo...era asneira que fervia! E encobríamo-nos umas às outras claro!

Quem tirou a foto não me lembro, vou perguntar à Anabela se tem alguma ideia de quem possa ter sido.

Bjs PP

...............................................................................................................................


C O M E N T Á R I O S


Andy Williams disse:

28-07-2008
Jorge disse:
Ena, o Andy Williams já comenta no Blog!!! E, apesar de eu ter a ideia do Andy ser algo foleiro ... aqui acertou em cheio!!! Uma escolha na mouche.

28-07-2008
Zequinha Pereira da Silva disse:

Oi, Paulinha...Querida

A lista de espera para uma intervenção oftalmológica deve ser dramática....Então não te lembras onde a foto foi tirada? Olha lá para o fundo...aquele edifício parecido com o Hotel do Facho é um famoso palácio monegasco...e a fotografia refere-se à vossa presença, a convite de S.A.R. Carolina, na 1ª Comunhão da Menina Stéphanie...lembras-te agora?
Tantos anos de praia e sempre a contemplar o mar?! Ah Carlos João, Carlos João que esta rapariga não tinha olhinhos para mais nada...Bjinhos do Zeca

28-07-2008
Paulinha disse:
Olá Zequinha
Tens toda a razão eu só tenho olhos para o Cajó!!! Sabes é que quando chego à Foz do Arelho ando sempre de olho no mar porque o Cajó adora água e eu tenho de ver se ele anda com as braçadeiras postas, é que ele é danado, mal desvio os olhos do mar, ouço o banheiro a apitar e lá vai ele direito às Berlengas!
Depois também há outra razão é que, sabes, eu tenho dias que já não tenho a certeza de nada e quando fiz o comentário da foto ainda não tinha ido de férias, estava cansada. Coisas dos 54.... Bjs PP

30-06-2008
Anabela disse:
Relativamente ao local da foto, claro que é na Foz do Arelho, no estrado da praia, com o Hotel Facho atrás.
Não me lembro de a ter tirado mas, analisando-a, poderá eventualmente ser numa das idas à Foz, com a mãe da Teresa e Fátima Vieira Lino (aventura automobilística, num SIMCA enorme, azul bébé).
O fotógrafo, deve ter sido o Zé Vieira Lino, irmão mais novo, que nos acompanhava naquelas odisseias.
Como a Paula referiu, ainda hoje se mantém o "Grupo", Paula, Teresa, Luisa e Eu. E, quando nos juntamos, as asneiras também.
Bjs
Anabela

Os Locais da Cristina Rolim

Cristina Rolim



Tenho lido quase diariamente o blog. As recordações sucedem-se e muitas vezes atropelam-se. Não vale a pena alongar-me nos locais já descritos. Nem todos frequentei tão assiduamente como alguns de vocês, como é o caso do Casino, onde só fui muito esporadicamente.
Fiz uma pesquisa nos meus álbuns de fotos e quero compartilhar algumas que retratam momentos muito engraçados.
Sempre fui uma "carnavalesca" assumida. Frequentei quase sempre os famosos bailes do Lisbonense. Vinham pessoas de quase todo o País. Fiz grandes amizades que ainda hoje mantenho. Mas acima de tudo sempre fiz os chamados "assaltos" em minha casa, junto à estação da CP. Seguem-se fotos da "malta" presente na altura e como se pode ver uma miscelânea dos alunos do ERO com os da Escola Comercial. Reconhecem-se? Um abraço a todos.
.
Cristina Rolim
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
As fotos devem ser, segundo a Cristina, de 1969. O desafio aqui é legendá-las, identificando os foliões. Se possível, gostaria de obter testemunhos dos participantes, já que estas festas privadas, em casa ou na garagem, foram muito pouco exploradas nos anteriores depoimentos. JJ

Zequinha Pereira da Silva disse:
Tu matas-me JJ...
Estas fotos são o melhor testemunho da "interacção" Escola-Colégio protagonizada pela nossa geração...se dúvidas houvesse...e estes bailes da Cristina o ponto mais alto do calendário convivial
Vamos lá ver se contribuo com algumas identificações....
Foto 1: o gajo com cara de parvo a dançar com a Mena, sou eu....à esquerda, ao fundo, de braço no ar a Teresa Constantino e à esquerda dela a Paula Pina.


Zequinha Pereira da Silva disse:
Foto 2: com o V.Gil ao centro (naquela época os gajos mais giros, os "borrachos", apareciam sempre ao centro das fotos)...à sua direita a Fernanda (?) que hoje, penso, trabalha no Centro de Saúde...o Tóino Elias e "meia" Fraça...em primeiro plano a Paula Pina, o Zé Manel e o João "Azeiteiro"...tive o enorme prazer de o encontrar hà pouco tempo na Avenida...está no Canadá há 30 anos...ao fundo o Tó João Freitas (famoso "Fantasma"...à direita estará "meio" Pedro Nobre.

Luís disse:
Não vejo ao centro da foto 2 o Vítor Gil mas o Hipólito. À esquerda o Adriano Bagaço (à frente do Fantasma) e à direita o Henrique .

A.J.F.Hipólito disse:
Oi
Tens razão, sou eu e não o Victor. No entanto não posso ajudar nas identificações que faltam pois, ou pela falta de vista ou devido à arteriosclerose, além das identificações já definidas, todos são absolutamente desconhecidos para mim.
É triste mas a PDI não perdoa…



Zequinha Pereira da Silva disse:
Notável, notável...o ar "certinho" do Henrique...
Para a Cristina um enorme beijo de gratidão...ela na altura não poderia saber...mas hoje já fica a saber que os seus "bailes" são um marco na nossa saudade e um grande pedaço da nossa felicidade individual e colectiva...e são estes os momentos recordados que, por vezes, nos fazem mais fortes perante a adversidade
Bjinhos

Luís disse:
… e na 4 pode ser a Anabela Garcia entre os cortinados lá atrás…



Victor Gil disse:
Estas fotografias acordaram-me a saudade. São fotos antigas, do tempo em que o Carnaval era mágico e os “assaltos” uma espécie de loucura contida, consentida e caseira. Os “assaltos” da Cristina Rolim, eram verdadeiros ícones e lembro-me bem da alegria com que a turba de foliões era recebida. Era só preciso guardar as pastas de recortes e fotos dos Beatles (era colecção ou paixão?) e o espaço estava pronto para a festa.
Na foto 5, de cima para baixo, eu sou o Mariacchi que canta a plenos pulmões, perante a alegria do Zequinha (o outro Mariacchi), o riso da Cristina, o espanto da Luisa Pinheiro (porque é que estavas em cima da cadeira?) e a distracção do Luís Flores (declamavas?). Tenho também esta fotografia e olho-a intrigado sem saber mais quem é a giraça boy-style-haircut de lenço ao pescoço que canta em dueto comigo: alvíssaras a quem descobrir!
Então, o tempo era eterno e os corações andavam à solta, bem diferentes dos que hoje, fraquinhos e sorumbáticos, ajudo a continuar batendo…
Abraços a todos! Obrigado Cristina!

Zequinha Pereira da Silva disse:
Foto 5: a miúda que elevou os níveis de testosterona do VGil (vai aproveitando...) parece-me a Bé Moita...


------------------------------------------------------------------------------------------------------------
C O M E N T Á R I O S
19-06-2008
F Santos disse:
Creio que a Cristina Rolim enviou a estória mais bem documentada (seis fotografias). Claro que é tudo pessoal mais jovem que eu, agora é pena que não apareça ninguém a identificar os foliões.
Parabéns Cristina, e manda mais fotos para ver se o pessoal acorda! Fernando Santos.
.
miniprofa disse...
Dou os parabéns à Grande Reportagem premiada! É tão perfeita a reconstituição fotográfica que consigo 'ouvir' a banda sonora.Que 'fixe'! até eu reconheci logo, logo o João Jales, o Tó Zé Hipólito e o Luís Flores. Pois e a Cristina Rolim, claro. Parabéns, Cristina!