ALMOÇO / CONVÍVIO

ALMOÇO / CONVÍVIO

Os futuros almoços/encontros realizar-se-ão no primeiro Sábado do mês de Outubro . Esta decisão permitirá a todos conhecerem a data com o máximo de antecedência . .
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POSTAL DA JOÃO GOMES (EM MOÇAMBIQUE)



Olá pessoal,

Não estou de férias, tão pouco é Verão aqui.

6 da manhã de um domingo radioso e vislumbra-se um dia de praia. Destino Sul 25º 06’ Este 33ª44’ - Xai Xai. Para os mais distraídos, estou a falar de uma das muitas praias de Moçambique, esta na província de Gaza.


Saí de casa . O Kumbe já me esperava (calma........ é o motorista), indicações no GPS, pelo sim pelo não, e durante 3 horas passei por mercados, autênticos arraiais, paisagens luxuriantes, novas formas de marketing (sacos de plástico que nascem nas arvores, prometo um dia destes documentar) e, quase me esquecia, a entidade mais importante destas picadas, o “Chapa”, uns caixa aberta, outros fechada e outros nem por isso, mas sempre “Chapa”. Confesso que não estava preparada para, ao fim de 200 Km e 3 horas, ser brindada por uma praia imensa, bordejada de floresta e águas transparentes.


Com uma temperatura ambiente de 29º, uma água de 23º, uma brisa qual Foz ou S.Martinho, no pino do Inverno, corri para o mar e mergulhei.

A tolha esperava-me, sim porque não desisti de criar algum bronze, e o tempo foi passando entre baleias, tubarões, pescadores e casamentos, estava-se bem, tão bem que senti a falta do Azarias (meu mainate), para me servir ali mesmo as lagostinhas, pelo que fui à procura de onde comer.


Imaginem uma cubata dentro da praia, onde me serviram umas virtualhas de ir às lágrimas. Pedindo-me desculpa, a empregada ficou triste por não me servir o café e eu tive de partir em sua busca. Sorte a minha, porque na encosta um “resort” serviu-me uma bica (tinha no mínimo 2dl), mas a paisagem era soberba e tudo o mais passou a bom. Mas era tarde e havia que voltar.



Já sentada na minha sala, e querendo partilhar convosco este meu primeiro dia de Inverno no Xai Xai, escrevi estas linhas que documento fotograficamente.


Bjs
MJoãoGomes
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COMENTÁRIOS
08-07-2008
João Jales disse:
Magnífico local, belas fotografias, que inveja! Só fiquei surpreendido com a "bica" que lhe serviram no "resort", não parece nada a chávena de café a que estamos habituados no nosso país...
Espero que mais colegas sigam o exemplo e nos enviem também um "postal" do local onde estejam a passar férias.
A foto da João pode ser comparada com a que serve de cabeçalho a este Blog. É incrível como,todos estes anos depois, ela está na mesma!
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09-07-2008
Manuel Agudo disse...
Isto sim, é que é "colidade" de vida!
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09-07-2008
Zé Carlos Faria disse:
Estou a ver! A bica da Jotinha é assim a modos que mais parecida com a Laurentina ou a Mac Mahon (popularmente conhecida por 2M), afamadas «bejecas» Moçambicanas. Querem ver que desenvolveram uma gama com travo de café? Não deixava de ter o seu chic... Até porque ir à praia com motorista e saudades do mainato Azarias (azar dele que a patroa não o integrou no séquito) parece ser coisa de gente fina.
Tanto quanto me lembro, em Maputo vai-se «ali» ao Xai-Xai e até já, sim? A Macaneta é mais perto, mas está só a quarenta e tal quilómetros e, a partir do momento em que os hipopótamos emigraram, não tem o mesmo charme...O Xai-Xai é uma praia fabulosa! Porém, desde que um admnistrador colonial teve o capricho de dinamitar a barreira natural, das bandas do mar começaram a aparecer umas visitas sem convite, os Tubas, uns esfaimados sem maneiras, sempre com os dentes à mostra e a comer o que lhe passa pela frente; parece que é particularmente difícil fazer-lhes compreender que não são bem vindos e que devem partir. No entanto, quando chegam, a sua presença não passa despercebida e há mesmo quem guarde deles a recordação profunda e indelével da intensidade com que estabelecem contacto. Quando lá fui, ainda tive a oportunidade de os avistar ao longe, mas não fomos apresentados...
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JJ respondeu ao Zé Carlos:
O dinamitar da barreira pelo administrador colonial não foi um capricho, e sim o cumprir de uma ordem. Dinamitou-se a barreira para permitir que o Presidente da República, sr. Almirante Américo Tomás, pudesse visitar a praia sem ter que sair do barco em que viajava desde Lourenço Marques. O "cabeça de abóbora", como era carinhosamente conhecido o nosso Almirante, parece que nadava pouco (ou nada) e temia transbordos para barcos mais pequenos, onde, ainda por cima, enjoava... Enfim, um episódio digno do chefe um povo de marinheiros!
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Z C Faria acrescentou:
Desconhecia essa proeza náutica do Venerando Almirante Américo de Deus.
Não resisto a transcrever um excerto de um seu discurso de 1965, onde é bem evidente a vocação marítima que o assistia:
«V. Exª referiu-se ao meu passado marinheiro. Lembrou uma vida toda ela dedicada ao mar e à Nação. E eu, quando estava ouvindo V. Exª , lembrei-me que o mar do Algarve não é para mim desconhecido. Aqui trabalhei, durante muitos meses no levantamento da carta hidrográfica».
Era o que, com propriedade, se podia chamar um marinheiro de água doce...
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08-07-2008
Jorge disse:
Mas se não está de férias que faz a nossa colega nas praias moçambicanas? Ainda lhe pagam para lá estar? Tem razão o Jales, que inveja! E essas do almirante até vieram a propósito...
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09-07-2008
Anabela Miguel disse:
Acabei de ver as fotos da João Gomes. Lindas como todas as fotos de África. Senti saudades da terra africana que conheci há muitos anos atrás.
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10-07-2008
São disse:
"Sã Inveja !??!"
Olá João!Aqui também já começou o verão, Haia 52´ 05´N / 4´ 19´E... e deixa-me dizer-te que gozamos diáriamente de infindáveis fantásticas chuvas torrenciais...extraordinárias trovoadas com sumptuosas desgargas eléctricas ... e da benévola frescura de 15 graus...e como se isto tudo não bastasse ainda somos cada vez mais frequentemente obsequiados com uma sobrenatural chuvada de granizo do tamanho de bolas de ping-pong que nos deixa os carros cheios de mossas!! Pffff...inveja!??!
Tenho apreciado os teus comentários...e gostei de te ver... estás óptima! Bjs SãoX
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10-07-2008
Miguel B M disse:
"Roão, com aquele look, tem cuidado com algum canibal" (Nota-Roão é como a minha filha lhe chama)
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11-07-2008
João Gomes disse:
1-O objectivo foi cumprido, criar alguma sã inveja nos meus leitores, e dar um laivo colonialista à coisa. Mas vocês merecem que eu confesse. Levar motorista, eu, "a Joãozinha Fitipaldi"??? Estar naquela praia e lembrar-me do mainato, eu???
2-Isto de ter amigos é mesmo uma coisa muito boa. Eu já sabia, mas a 10 mil Kms de distância tem outro gostinho, obrigada por estes momentos. PS: até estas da “gente fina” e do “canibal” eu sei que são um “carinho”, e quem como eu os conhecer bem, sabe que o são.
MJoãoGomes
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13-07-2008
Anónimo disse:
A João é uma sortuda. Vezes sem conta fui ao Xai-Xai e nunca tive o privilégio de ver as baleias. Se tivesses olhado mais para Sul, aposto que ainda vias o "adamastor"! Adoro o Xai-Xai ao amanhecer.
(NOTA DA REDACÇÂO: este anónimo poderá, por favor, identificar-se ?).
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16-07-2008
Belão disse:
Grandes vidas, menina João!E ainda recebes para viver assim!Tal como o resto do pessoal estou cheia de inveja. Na volta ainda tenho de te visitar! Bjocas e saudades
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17-07-2008
Nela disse:
Joãozinha só agora consegui algum tempo para, com calma, ver o blogue. Está FANTÁSTICO!!! Continuem.
Vê-se bem que estás bestial. Também gostei imenso de ver o Miguel BM na sua visita ao Brasil. Fico muito contente por estar bem.
A tua afilhada Raquel ficou muito entusiasmada com todo esse ambiente e gostaria muito de te fazer uma visita! Até pode ser, quem sabe!!Junta o trabalho ao lazer e continua a disfrutar dessa beleza natural fantástica!!! Beijocas para ti
Nela Joana e Raquel
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17-08-2008
JJ disse:
Com todo o pessoal que "ameaça" visitar-te aí em Moçambique é melhor começares a pensar se fazes obras de ampliação em casa ou se instalas um parque de campismo no jardim... Vai ser uma festa!
Espero que nunca te arrependas desta divulgação do teu Paraíso...
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M João respondeu:
Se a “ameaça” se concretizasse, então sim, era o “meu paraíso”!

Na esplanada do parque ao fim da tarde.

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Fernando Figueiredo possui aquele jeito singular do contador de histórias.Cada um de nós julga adivinhar nas suas palavras um sentido particular.Quando termina, é em nós que elas continuam o seu trajecto. Por vezes parece que o andar se desviou do caminho, mas não. Tratou-se apenas de uma pequena paragem destinada a ganhar fôlego para a etapa final. Ao fim da tarde, na esplanada do Parque, na sua voz grave evoca as passadas largas do seu irmão, a quem se refere simplesmente como “o padre”. Sorrimos, enternecemo-nos, sofremos, revoltamo-nos, julgamos adivinhar as perplexidades e os entusiasmos, nas gestos e nas palavras do Fernando, do “padre”, do Padre António Emílio.

Não sei se o Fernando tinha alguma intenção precisa, para além de nos desvendar um pouco da outra história desse padre que marcou gerações de caldenses. Mas o eco que nos quis transmitir, se interpreto bem, é o de alguém que sempre se viu como aquele que ajuda a encontrar caminhos, aquele que dá passagem.

O debate sobre os sinais que queremos deixar nas esquinas da cidade não é um debate ocioso. Objectei à atribuição que a Assembleia Municipal fez de um fragmento de rua ao nome do Padre António Emílio, em termos de uma racionalidade epidérmica.

Uma outra perspectiva é possível, no entanto. O que Fernando Figueiredo me fez ver foi que o local indicado para inscrever na cidade o nome do “padre”, mais do que uma rua ou uma avenida ou uma praça, é uma ligação entre espaços, um traço de união, uma passagem. Aquela que a Assembleia decidiu, sem o saber, é afinal tão boa como qualquer outra.

João Serra
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C O M E N T Á R I O S


15-06-2008
Belão disse:
Ainda lá estaria a esta hora, não fora o adiantado da hora e também os compromissos previamente assumidos. Que maravilhoso fim de tarde passámos na esplanada do parque com o Fernando Figueiredo!
Confesso que antes de o ouvir partilhava da maioria das opiniões, no que se refere à localização da futura Rua Pe.António Emílio. Mas o Fernando falou, falou, contou, explicou,... e nós, os presentes neste agradável fim de tarde, ouvimos, questionámos, sorrimos... ficámos a conhecer um pouco mais do "padre" e sobretudo do Homem. O suficiente para não mais questionar a localização/dimensão da rua.
Um beijinho,Fernando.
Belão
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15-06-2008
João Ramos Franco disse:
Na verdade, João Serra, o teu testemunho sobre o vosso encontro com o Fernando Figueiredo fala-nos do que ele é: ele "Possui aquele jeito singular do contador de histórias. Cada um de nós julga adivinhar nas suas palavras um sentido particular. Quando termina, é em nós que elas continuam o seu trajecto".
Já depois de ter comentado a localização da Rua Padre António Emílio, peguei no telefone e falei com o Fernando sobre o assunto. Claro que ele me deu a sua opinião e eu acabei por concordar com ele. No entanto nada disse e esperei fosse ele a dizer alguma coisa.
É para mim um privilégio ter entre os meus “Amigos” o Fernando Figueiredo. O nosso companheirismo, desde alunos do ERO até trabalharmos na mesma instituição, permitiu-me conhecê-lo bem. Ao longo deste anos temos conversado muito. Habituei-me a encontrar nele o equilíbrio para o ponto certo que eu gostaria de atingir.
João Ramos Franco
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18-06-2008
Fernando Figueiredo disse:
Amigos:
Sou eu que vos estou grato pelo bom bocado que passei convosco... e, mais do que isso, pela paciência de me escutarem. Fiquei muito contente porque perceberam a minha mensagem.As fotos estão óptimas... a Guidó é uma artista!... Parabéns.
Só que fizeram de mim uma espécie de protagonista desta história toda... coisa que não desejo nem nunca quis assumir.O verdadeiro protagonista, pelo que representou e representa para todos vós e para nós também, é e será sempre o meu irmão, Padre António.Mas fiquem certos ... ele está presente em todos estes momentos...
Abraços, FF

A Rua Padre António Emílio

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Deu o Blog, em primeira mão, a notícia da votação na Assembleia Municipal da atribuição do nome de Padre António Emílio à rua que une o Hemiciclo João Paulo II à Miguel Bombarda, por trás da Igreja Matriz.

Embora não tivesse exprimido pessoalmente qualquer opinião sobre o local escolhido, rapidamente vários colegas apontaram três ordens de razões para não apoiar a proposta:

1- A rua tem nome, já que é o final da R. Coronel Andrada Mendonça.

2- Mesmo que não seja assim considerado, a rua quase não existe, quer pela sua pequena dimensão quer porque as edificações surgidas de ambos os lados a desfiguraram e tornaram pouco mais que uma passagem.

3- A figura do Padre António Emílio está ligada à construção do Externato Ramalho Ortigão e não da Igreja Matriz, pelo que deveria ser escolhido uma artéria na zona onde o Colégio foi edificado.

Confesso que os argumentos me pareceram racionais e procedentes.

Mas outros colegas, que curiosamente não escreveram a sua opinião, contrapuseram que o local é muito central e de passagem para muita gente. Por outro lado o Padre António Emílio assistiu à construção do edifício da Igreja, com o qual, sendo padre, estava relacionado.
Finalmente o Fernando Figueiredo, num magnífico fim de tarde no Parque (que o João Serra tão bem descreve), veio-nos relembrar que a figura do "padre", o seu irmão, nada tinha a ver com estas questões e ultrapassa os vulgares espaços físicos em que se centrou a discussão. Que fique esta a Rua Padre António Emílio, não quero discordar dele.

JJ

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Mensagem de A J F Lopes

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No computador da Elisa conseguimos ler a maioria, se não todas as mensagens. Penso que todas. Por vezes foi como entrar numa máquina do tempo e recuar para a década de 60/princípios de 70, recordando algumas situações que a vida complicada e intensa que se seguiu tinha apagado temporariamente da minha memória.
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Não sei como agradecer tantas e tão agradáveis referências vindas de tantos (elas e eles) e algumas de muito longe. Eu sei, todos sabemos, que o passar do tempo tende a esbater o menos agradável e a conservar o mais agradável. É por isso que algum desconto tem que ser dado a tantos comentários positivos quer dos que estiveram presentes, quer dos que me telefonaram (e vários o fizeram), quer dos que se exprimiram através da NET.
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Gostaria de voltar a agradecer a todos pessoalmente, principalmente aos que me chegaram através da NET e não estiveram presentes no nosso tão agradável almoço. Senti que valeu a pena ser professor, que valeu a pena o esforço e valerá sempre a pena qualquer esforço se isso contribuir para ajudar a formar, por um pouco que seja, os alunos (mais tarde amigos) com que convivemos diariamente, durante uma período especialmente sensível das suas vidas.
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Um agradecimento muito especial ao culpado do costume, o João Jales (não sei quem foram os cúmplices), ao Zequinha P. Silva pelo seu discurso, e pelo compêndio de desenho de 1868 (que espectáculo), que me ofereceu pessoalmente, ao Mário Gonçalves pelo seu discurso de amigo de sempre, e às amigas e amigos dos tempos idos da minha juventude, cuja amizade sempre se manteve ao longo da vida e que me deram a grande alegria de estarem presentes.
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Os livros que me ofereceram serão a recordação perfeita de uma tarde para mim inesquecível. A todos um grande abraço.
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António J. Figueiredo Lopes
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Nota: No artigo abaixo estão links para três álbuns com mais de trezentas fotografias do encontro, a maioria delas já legendadas.

O almoço de homenagem e as fotografias


Realizou-se hoje, dia 7 de Junho o almoço com que amigos e antigos alunos quiseram homenagear António José Figueiredo Lopes. O pretexto foi a atribuição da Medalha da Cidade no passado dia 15 de Maio, mas o verdadeiro motivo da homenagem foi a personalidade do homem e do professor.

Estiveram presentes mais de sessenta pessoas num convívio muito animado, em que até as condições climatéricas ajudaram, já que um magnífico dia de sol interrompeu duas semanas de uma invernia tardia.

Três discursos, do aluno Zé Manuel Pereira da Silva (num tom “náutico”), do amigo Mário Gonçalves (num registo inesperadamente “traquinas”) e do homenageado (entre o comovido e o jovial), foram devidamente saudados e aplaudidos por todos os presentes.

As recordações oferecidas pelos convivas foram essencialmente constituídas por livros, mas “brilhou” uma caricatura da autoria da São Caixinha.

As fotos podem ser vistas e descarregadas nos três álbuns abaixo, basta clicar sobre eles para os abrir. Podem ver e fazer download das que vos interessarem. Quem quiser cópias em papel a partir dos originais, em melhor qualidade, pode contactar a Margarida Araújo, directamente ou através do Blog.

Durante o Almoço

António José Figueiredo Lopes

Caricatura feita pela São Caixinha na Holanda, texto enviado pela João Gomes de Moçambique, artigo editado nas Caldas da Rainha, para os leitores de todo o Mundo.
Este é finalmente o Blog Global!
Não se esqueçam de ler os outros comentários abaixo, actualizados todos os dias.
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Que pena, não poder ter lá estado, a distância não mo permitiu. Um grande beijo António José, e obrigado pelos ensinamentos académicos e pelas lições de vida.

Foi o professor que recordo com mais saudade. Sempre teve a capacidade de me fazer sentir o respeito que, à época, se devia ter por um professor e o carinho que se tem por um amigo.

Tenho vários episódios, nas aulas de Matemática e Desenho geométrico, dos quais me recordo com um sorriso.Não consigo passá-los para o “papel” de modo a darem uma daquelas estórias divertidas com que nos presenteiam alguns dos meus amigos, mas ao meu jeito, aqui vão.

Na disciplina de Matemática eu era aluna regular, mas com uma particularidade: exercícios com todo o raciocínio e cálculos a efectuar perfeitos, e as contas todas erradas! De tal forma isto era habitual que, na entrega dos pontos, ele dizia: “quando te formares ofereço-te uma Tabuada do Ratinho encadernada”.
Enfim, promessas … ainda hoje estou à espera dessa lombada para completar a minha biblioteca (se ficaram com dúvidas, claro que sim, isto é uma cobrança).

O facto de eu ter tido aulas de Desenho Geométrico, por estranho que pareça, teve um grande contributo para a disciplina de fisico-química ou ciências, já não me lembro bem em que cadeira é que o assunto era estudado, mas assumamos que era fisico-químicas.

No Desenho Geométrico o material, compasso, tira-linhas, etc, deveria chegar ás aulas devidamente preparado e limpo, sob pena de termos falta de material. Um belo dia numa inspecção do material antes de dar início à matéria, o Dr. Lopes encontrou o meu tira-linhas enferrujado e aí começou o inquérito:” o que é isto? Como que é que deixas que isto aconteça? É um Kern, lavaste-o com água?” E eu, penso que atrapalhada, mas incapaz de deixar alguém sem resposta, em tom de grande erudita sobre a matéria expliquei:” não, nem pensar, até tive mais cuidado do que habitualmente, depois de fazer o TPC, fui limpar o material e até usei água oxigenada, que é melhor que o álcool para desinfectar as feridas. Aí sim, o Dr. Lopes inicia uma dissertação sobre a “oxidação”, qual Serafim, terminando: “agora perceberam, o tira-linhas da João é o exemplo de uma oxidação” (escusado será dizer que, de presumível versada sobre o assunto, tinha passado a ignorante “bombo da festa”).

Mas o acontecimento foi de grande utilidade para todos porque, no ponto de Física que se seguiu a este evento, na pergunta “dê um exemplo de uma oxidação”, houve quem doutamente respondesse “o tira-linhas da João”.Ainda hoje não percebo porque que é que os compêndios o não referem…Quem sabe se não foi pela brilhante explanação do Dr. Lopes sobre a matéria, que alguns dos que tiveram o privilégio de terem sido figurantes nesta comédia são hoje ilustres engenheiros da nossa praça.

Ainda sobre as aulas de Desenho Geométrico há que dizer que o Dr. Lopes não tinha uma plateia fácil de gerir, as réguas, os esquadros, os bicos dos compassos e as ferramentas afins eram usados em “troca de mimos” entre colegas, de que eu o Gérinho éramos bastas vezes protagonistas. Isto para não falar da “troca de carinhos” em que os protagonistas eram dois rapazes.

Quando os as estrelas da companhia eram os filhos dos amigos, o que lhe permitia agir como se seus filhos fossem, as coisas eram rápida e sabiamente sanadas:
- Não quero ouvir nem mais uma mosca.
No microsegundo seguinte ouvia-se o estalar da minha régua em cima da cabeça do Gérinho. Acto contínuo um caldinho na João e um caldo no Gérinho; enfim, vantagens de ser mulher…

MJoãoGomes

C O M E N T Á R I O S :
A HOMENAGEM E O HOMENAGEADO


08-06-2008

Guidó disse:
Gostei muito de ter estado no almoço do "Jeca". Estava ali por duas razões.
A primeira por ser sua amiga. Uma amizade que vem do tempo da infância, recuada num tempo que me era contado (colega da minha mãe no 6º e 7º ano do Colégio Ramalho Ortigão e amigo do meu tio).
Do que o Zéquinha falou - discurso admirado por todos - relembrei a faceta do António José Lopes de "homem do mar", velejador, de como conjugou bem as artes de velejar com as artes da vida. O Zéquinha relembrou como se "navega à bolina": procurando vento de feição, ziguezaguendo contra o vento, procurando seguir um rumo.
Na vida como no mar!
Não sabia que António José era um formidável contador de histórias. Contou humildemente a sua. Houve lágrimas e sorrisos. E risos, muito risos. Até ficámos a saber que o Mário Gonçalves tinha desperdiçado uma carreira de Boxeur!?
A segunda razão da minha presença era, e foi, para ajudar em campo o João Jales na área de registo fotográfico. Como dizia um fotógrafo que admiro muito "fotografar é reconhecer, ao mesmo tempo e numa fração de segundo, um evento e a organização rigorosa das formas percebidas visualmente e que expressam esse evento. É reunir, no mesmo ponto de vista, a cabeça, o olhar e o coração" (Cartier-Bresson).
Espero que as fotografias que poderão ver amanhã reflictam o meu ponto de vista e o coração de todos nós.
Um beijo especial ao "Jeca", à Elisa Maria, Paula e Sami e a toda a restante familía.
Um beijo carinhoso a todos os amigos que estiveram presentes.
E outro ao João Jales que sabe tão bem trabalhar com a sua "quadrilha" (Magister
António José Lopes dixit).
Foi assim uma coisa simples e boa e...
....preciosa!

Guidó (Margarida Araújo)

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08-06-2008
João Serra disse.
Também me associo ao agradecimento público ao João Jales e a esta iniciativa de homenagem ao Dr. Figueiredo Lopes. Como disse o Pereira da Silva, o professor Figueiredo Lopes representa o que de melhor houve no ensino que pudemos ter. Como disse o Dr. Mário Gonçalves, o Dr. Figueiredo Lopes representa o que de melhor a natureza humana tem para oferecer. Foi um privilégio estar presente naquela celebração. Ouvir o Dr. Figueiredo Lopes foi ouvir uma lição de clareza e simplicidade, de generosidade e gosto pela vida (e que vida!). Um abraço. João Serra
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08-06-2008
Higino Rebelo disse:
Não me foi possível ir ao almoço de homenagem ao Sr. Dr. Figueiredo Lopes mas bem gostaria de ter participado nele e ter podido dar-lhe um sentido abraço. Não foi meu professor mas mesmo sem saber quem eu era e por que acompanhava com os seus alunos sempre me tratou com cordialidade. Cordialidade com que igualmente me veio a tratar quando fomos contemporâneos na "AUDIO MAGNETICS". Mais tarde fomos vizinhos e uma sua neta é amiga da minha filha Noémia. Posso mesmo dizer que o Sr. Dr. Figueiredo Lopes foi sempre para mim um modelo de cidadão a seguir. Por tudo isto deixo-lhe aqui a minha pública homenagem e um sentido abraço.
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08-06-2008
Óscar disse:
Dia em cheio que me levou a lamentar ainda mais não ter podido estar presente no almoço de Novembro passado.
A par da merecidíssima homenagem ao dr. Lopes, brilhantemente ilustrada pela oratória do Zequinha e pela afectuosa intervenção dodr. Mário Gonçalves, tive a oportunidade de (re)conhecer alguns colegas do colégio, em relação aos quais, muito sinceramente, poderia cruzar-me com eles sem os cumprimentar por não fazer a mínima ideia de quem eram. Em relação a outros tive aquela pouco cómoda sensação de não ser capaz de colar os respectivos nomes às fisionomias de que me lembrava muito bem.
Como a consulta diária do blog se tornou uma rotina imprescidível, fico a aguardar novas iniciativas do género, permitindo-me sugerir que um próximo homenageado pudesse ser o Padre Xico.
Parabéns e obrigado ao núcleo duro do blog e em especial ao João Jales.
Bem hajam
Oscar Oliveira

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08-06-2008
Isabel disse:
Acabei de ver as excelentes fotografias do almoço .
Mesmo longe consigo "provar" do ambiente acolhedor e amigável que predominava .
Gostei imenso de ver o D. Lopes e a sua Familia , assim como muitos ex-colegas e pessoas conhecidas, que há já muito tempo não via.
A mesa das prendas, as flores, a fotografia da condecoração, a caricatura... tudo a contribuir para um acontecimento, que vai ficar no Quadro de Honra das memórias do ERO.
"Top" classe!Adorei!
Bjs
Isabel Caixinha
P.S. E para acabar o dia na perfeição tivemos aquela bem merecida vitória de Portugal no futebol!!!
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09-06-2008
Guida Barreto disse:
"Dr. Figueiredo Lopes,
Foi consigo que aprendi a gostar de Matemática, principalmente Álgebra. Lembro-me do seu entusiasmo nas aulas, a paixão com que ensinava e a facilidade com que nos transmitia os conceitos básicos do raciocínio matemático, tão importante em todas as áreas da Vida.
Muito por sua causa, "quase" fui para um curso superior na área da Matemática. Apenas porque uma nova paixão, transmitida por professor igualmente inspirador, apareceu no 6ª ano - a Psicologia - optei por um Curso Superior nesta área.
Bem Haja! Um abraço amigo
Com admiração,
Margarida Barreto"
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09-06-2008
Tó-Quim disse:
Este almoço teve dois grandes objectivos - a homenagem ao Dr. Lopes, que muito nos ensinou matemática e geometria descritiva e voltar a ver colegas do ERO.
Só não esperava é que voltasse às minhas antigas funções - ser tesoureiro - tal como o fiz quando fomos finalistas.
Não quero deixar de dar os parabéns ao Jales pela brilhante ideia de organizar estes almoços de homenagem e confraternização. Já agora, como foi já foi dada a ideia, fazer uma grande homenagem ao Padre Xico.
Também quero dar os parabéns ao Zeca Pereira da Silva pela grande lição que nos deu no seu discurso de homenagem.
António Fialho Marcelino - Tó-Quim

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09-06-2008
Zé Carlos Faria disse:
O Dr. Lopes foi um dos primeiros professores que tive no ERO; primeiro em Desenho Geométrico, mais tarde a Geografia. Nas duas disciplinas retive dele uma capacidade pedagógica notável, que se manifestava mesmo em pequenos detalhes. Apenas um exemplo: apanhado eu em flagrante e descaradíssima (de tão canhestra) tentativa de copianço, fui naturalmente repreendido, mas pude concluir o «ponto» na condição de vir a ser chamado na próxima aula. Como é óbvio, tive que estudar tudo muito bem e de cabo a rabo, desde logo porque para triste figura minha já bastava o sucedido!... Em vez da anulação pura e simples do teste e da aplicação até às últimas consequências do regime de magister dixit, optou astuciosamente por um expediente que me obrigou a ficar a saber de vez a matéria.
Porém, no meu caso particular, onde mais alto brilhou a intervenção didáctica do mestre, foi, sem dúvida, no Desenho. Levar um pobre desajeitado e descoordenado motor que nem eu, suposto de lidar asseada e correctamente com régua e compasso, esquadro e transferidor, que induziam traços rigorosos por afiadas minas de grafite e tira-linhas impregnados de tinta-da-china, a um nível de execução não conspurcado por um rasto de asneiras conceptuais e borrões instrumentais, foi Obra! E se no Desenho à vista estaria safo (tive 18, então!) já na vertente Geométrica o caso era diferente para muito pior. Os, à partida, altamente improváveis 15 valores do exame oficial (cotação equivalente ao cume do Everest na planura com vales que era o gráfico da minha caderneta escolar) demonstram, com clareza, a qualidade extraordinária do ensinamento a que fui sujeito. Tarefa espinhosa, acredite-se: assim como treinar um amblíope para uma medalha no tiro aos pratos!...
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09-06-2008
Belão disse:
Se houve professores que marcaram pela positiva os alunos do ERO, um deles foi sem dúvida o Dr. Lopes. Positiva é que já não era a minha prestação a Matemática. Mas com a sua paciência e o seu saber de como lidar com a petizada, lá me foi incutindo aquela velha máxima " na matemática é mesmo preciso trabalhar, fazer exercícios". E aprendi. Aprendi matemática e aprendi que ensinar é muito mais que transmitir conhecimentos.
Ainda hoje recordo o dia em que ao receber um ponto, ouvi: "finalmente positiva"! Era um 11! Mas era positiva. Acho que ele a festejou mais entusiasticamente que eu. Felizmente que no Desenho Geométrico a conversa era outra e desenrascava-me bem.
O tempo passou, não segui Matemática após o 5º ano (como era de prever!) mas hoje sou professora e devo dizer que, embora com alunos de palmo e meio a quem também ensino Matemática, recordo muitas vezes o amigo António José Lopes, o professor Dr. Lopes e aquela frase " na Matemática é mesmo preciso trabalhar, fazer exercícios".
Obrigada professor.Obrigada amigo António José.
Um beijinho
Belão

11-06-2008
Luís disse:
Lamento não ter podido estar presente no almoço de homenagem ao Dr Lopes.
Sei que serei apenas mais um, como será mais um também este pequeno contributo no meio do surpreendente número de testemunhos já publicados no Blogue, para além dos que certamente se fizeram sentir durante o evento.
À distância de 30 anos, para além de uma memória concreta que relatei numa das minhas primeiras intervenções no blogue, relativa à forma como o Dr Lopes nos mergulhou no universo do espaço multidimensional e nos levou à compreensão dos conceitos usando linguagem e imagens simples, confesso que não consigo reproduzir factualmente, e sobretudo com a riqueza dos detalhes, episódios como os tão bem relatados pelos comentadores que me antecederam.
Mas sinceramente não é essa a vertente que me motivou a escrever estas linhas. O que me toca profundamente, e é afinal denominador comum de todas as intervenções, é que o Dr Lopes faz parte daquele reduzido número de pessoas que temos oportunidade de encontrar na fase mais sensível da nossa formação escolar e humana e deixa uma marca indelével pela vida fora.
Não foram apenas os conhecimentos que nos transmitiu ou o maior ou menor sucesso que nos ajudou a ter nas disciplinas que leccionou que nos avivam hoje a memória no momento de o reconhecer publicamente. É sobretudo a lembrança de alguém que nos ajudava a ter gosto por aprender, evitando a pose magistral tão típica daquele tempo. Numa época em que rigor era confundido com distância e frieza, disciplina com privação e inflexibilidade, aprendizagem com aceitação sem sentido crítico, o Dr Lopes foi o agricultor que deitou à terra muitas das sementes mais estimulantes que viriam a germinar muitos anos mais tarde em cada um dos que tiveram o privilégio de ser seus alunos.
Até pelos longos anos em que os nossos caminhos não se cruzaram, não desperdiçarei agora a oportunidade de lhe deixar uma palavra justa que talvez nunca lhe tenha dirigido:
OBRIGADO!
Luís Filipe Flores A. Santos

Comentário a "Os Locais do Mário Xavier", por Chico Carrilho




Chico Carrilho



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Muito bem Mário! Gostei muito de voltar a sentir, através das tuas palavras, o ambiente fantástico que partilhámos no MUCH. Acho que só te esqueceste de referir que, no ínicio, tínhamos lá uma mesa de pingue-pongue feita pelo teu pai onde treinámos bastante, mas, com o avançar das nossas idades e a inevitável atracção pelo sexo oposto, rápidamente passámos do desporto para outras actividades tambem elas muito suadas e, aí, o maior uso que ela teve foi servir de biombo (chama-se a isto aproveitamento dos objectos para diferentes fins). Para isso, levantávamo-la por forma a ficar assente sobre um dos lados e encostávamos os pés da mesa à parede criando um espaço reservado. Não quero adiantar muito mais, mas penso que no chão chegou a estar um colchão velho (para quem quisesse descansar...).
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Os bailes do MUCH eram famosos, como referiste e muito bem, e penso que uma das coisas que mais contribuiu para isso era o facto de um "slow" com uma determinada duração, no MUCH durava 4 a 5 vezes mais. O segredo consistia em(e aqui a cumplicidade masculina era fundamental ), quando a música estava a chegar ao fim, dar um toque no gira-discos de forma a que a agulha voltasse ao princípio. É claro que os sócios do MUCH eram os que tinham esta técnica mais desenvolvida, fruto de longas horas de treino. Também praticávamos a divisão de tarefas, assim as meninas levavam os "comes" e os rapazes os "bebes". No final, e depois de arrumada a "sede", quem é que comia e bebia o que sobrava, quem era?- os sócios do MUCH!
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Quanto à "jogatana", aquilo atingiu niveis indescritiveis, já que se chegava a jogar Poker "mano a mano". O Rogério tinha uma hora livre e aparecia lá para jogar com o Mário. Eu lembro-me de uma vez ter como opositor o saudoso Johnny (João Lourenço). Ainda hoje o Nuno Mendes é conhecido pelo "Mijinhas", devido à forma peculiar que tinha de apostar.
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Referes também que "diáriamente eu, o Xico Carrilho e o Faria". É verdade que nesses anos eu passava os dias em tua casa e gostava aqui de fazer um agradecimento público aos teus pais pela disponibilidade , paciência e carinho com que sempre me trataram ao ponto de a tua mãe me tratar por "sobrinho". Ainda outro dia comentei com a tua irmã Isabel que lhe hei-de fazer uma visita um destes dias.
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Apreciei, especialmente, a última parte em que referes que " independentemente das voltas que as nossas vidas tenham dado seremos sempre AMIGOS!" Pela minha parte não podia estar mais de acordo.
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Só queria dizer, e para terminar, como membro vitalício do MUCH MONEY GROUP, que, por mim, estou disponivel para a realização de uma Assembleia Geral com o ùnico ponto da ordem de trabalhos: proposta de entrada para sócio, após trinta e cinco anos em lista de espera, do meu bom amigo José Carlos Faria. Eu voto SIM!
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Um grande abraço
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Chico Carrilho
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Nesta fotografia estão alguns dos "suspeitos do costume" referidos nos textos do Chico e do Mário (e mais alguns). Foi tirada no Casino em 1970 e esta é uma boa altura para um dos retratados a legendar.


Belão disse:

Então ninguém legenda a foto da "matiné infantil"?Vou começar e haja alguém que termine!

Prima da João Gomes?; Belão; Nami; João Gomes; Luís Miguel; Anico; Tucha; João Ferreira; Mena Gomes; Rogério; Chico Carrilho(sentado); Rui Hipólito; Lipe Zé;Misá; Marta; Mena Pinheiro.

2ª fila- Aline?; Manuela; Gena ;?; Paula Jales;Clara; Guida Rêgo; Susana; Zé Carlos Faria; Zezinha.
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MJoãoGomes disse:
Prima da João Gomes não é. Conheço a cara, mas não me lembro do nome, deve ser do ADN (Antiguidade da Data de Nascimento), mas a Guida Rego ou a Paula Jales são rapariguinhas para saber.

Paulinha disse:
a prima do Carlos é a Misá , irmã do Janeca.

30-05-2008
Mª João Gomes disse:
O Xico referiu o carinho com que a D. Maria da Luz o tratava, mas não era só a ele. Havia aqueles miminhos:-meninas saiu agora um bolinho do forno, venham lanchar. E aí íamos nós todas contentes (ainda não tínhamos problemas de pneuzinho, colesterol trigliceridos, etc).Não sei mas acho que estes mimos eram só quando haviam meninas por perto, corrijam-me caso seja presunção minha. Um beijinho e obrigada D. Maria da Luz.

Os Locais do Mário João Xavier



Mário Xavier
















MUCH MONEY GROUP

Para que conste este era o VERDADEIRO nome de uma briosa Associação criada nos finais dos anos sessenta, em Caldas da Rainha, por alunos do E.R.O.

Tal nome, ideia do Costa segundo julgo lembrar-me, acabou por ser simplificado para o “internacionalmente” famoso MUCH.

Nessa época os locais de convívio dos jovens Caldenses eram limitados aos lugares já várias vezes referidos (Zaira, Central, Casino, Floresta, etc), mas nós pretendíamos um diferente, onde pudéssemos conviver sem gastar dinheiro e estar à vontade .

O meu irmão Luís , a residir em Lisboa, deu-nos a ideia e motivou-nos para fazermos uma pequena Discoteca. Essa era a ideia inicial.

A exemplo do que acontece muitas vezes a essa ideia foram-se acrescentando outras acabando por resultar em algo um pouco diferente do previsto.

Posto o desafio lançámos mãos à obra para concretizar tal projecto.

Eu – Mário Xavier, o Chico Carrilho, o António João Costa, o Rui Hipólito e o Rogério Matias avançámos com as primeiras iniciativas, a saber: eleger como Presidente “vitalício” Luís Xavier e declarar a indisponibilidade da Associação em, no imediato, aceitar como sócio o José Carlos Faria que, num exercício de maldade tão “querida” e própria dessas idades , ficaria em lista de espera a aguardar o honroso ingresso em tão nobre colectividade, quando tal fosse considerado oportuno.

Para além do Presidente distribuímos entre nós diversos cargos de grande gabarito e que nos elevaram aos mais altos patamares da vida social da época.

Ou seja todos nós éramos qualquer coisa como secretário, tesoureiro, vice-presidente o que para além de alimentar os nossos egos juvenis fazia do Much provavelmente a única colectividade cujos corpos gerentes constituíam a totalidade dos sócios.

É claro que o meu irmão Luís era solidário, dava as ideias, mas as suas funções eram algo limitadas pela distância a que se encontrava das Caldas e pela razoável diferença de idades. No entanto teve um papel aglutinador e dinamizador muito importante.

Para além dos corpos sociais uma colectividade que se preze necessita de um espaço próprio para desenvolver as suas actividades, aliás era esse o principal motivo da nossa mobilização – um espaço de convívio nosso.


O local já estava escolhido desde o primeiro momento e, para quem não se lembre, o Much tinha a sua sede naquele prédio verde no Largo Conde Fontalva (vulgo Largo da Rainha) com o número 7, onde ainda hoje vive a minha mãe.

A casa tem outro prédio atrás separado do edifício principal por um pequeno quintal. No r/c desse segundo edifício funcionou a nossa associação.

Preparámos a sala para o efeito, decorando-a de forma a parecer uma discoteca.

Resolvemos tapar todas as paredes com papel de jornal, com um cartaz de cinema, julgo que de um filme italiano, a cobrir a parede do fundo, uma mesa baixa e redonda para jogar às cartas, candeeiros e outros adereços que acabaram por, no seu conjunto, resultar bastante bem.

Todos trabalhámos muito nessa transformação mas tenho de ser justo e realçar o papel desempenhado pelo Faria que foi incansável nomeadamente quando foi convencido a molhar as mãos em tinta preta e marcá-las no tecto, TODO!

A entrada da sala dava para o quintal e nós resolvemos dar um nome à mesma, com a tal tinta preta, tendo ficado escrito A TEIA, mas confesso que tal nome nunca teve qualquer sucesso ou significado para nós, caindo no completo esquecimento.

Acabadas as obras estava finalmente em funcionamento o Much Money Group(queríamos com isto dizer que se tratava de um grupo com muito dinheiro).

Decidimos pelo pagamento de uma quota mensal de 25 tostões, que só cumprimos nos primeiros meses.

Distribuímos as tarefas e iniciámos as nossas actividades.


Jogávamos às cartas todos os sábados à tarde, ao póquer e à lerpa, sempre a dinheiro se bem que esse raramente fosse visto em cima da mesa, ou seja todos tinham dividas uns com os outros que ainda hoje estão por cobrar. Gosto de pensar que ganhava mas julgo que estaria a faltar à verdade, penso que perdi mais vezes do que ganhei.

Eram saborosas essas tardes e noites do fim de semana em que nos juntávamos conforme a nossa disponibilidade , ouvíamos música, conversávamos, FUMÁVAMOS e jogávamos às cartas.

Pode parecer pouco mas resultou muito bem para nos divertirmos e conhecermos melhor uns aos outros.

Recordo com alguma saudade o Xico e o Faria a tocarem viola e cantarem. Do humor imenso do António João Costa. Da forma sempre alegre e participativa dos “putos” Rui Hipólito e Rogério Matias que com a sua acção contagiavam todos para festivais épicos, de boa disposição.

O Much era um Clube onde as meninas não eram sócias mas entravam, sendo memoráveis alguns dos diversos “BAILES” organizados pelo Much ( entretanto esse passou a ser o único nome por que era conhecido).

Felizmente a família Xavier é bastante numerosa o que deu origem a várias festas de aniversário , devidamente inventadas, e que serviam de justificação às miúdas para se deslocarem às nossas festas.

As minhas irmãs Helena e Isabel, a Fani, a Joana Ribeiro Lopes, a Paula Abreu, a João Gomes, a João Ferreira, a Nami, a Paula Jales, a Mena Gomes, a Belão, a Céu, a Guida Rego, eram, entre outras, as que mais frequentavam o Much.

No que ao lado dos rapazes diz respeito a lista é bastante maior mas vou arriscar recordar alguns tais como o João Jales, Henrique Conceição, Nuno Mendes, Pedro Nobre, José Carlos Sanches, Fernando Castro, Joca Ferreira, Cácá, Hilário e muitos outros que não recordo neste momento.

O Much só não funcionava nos meses de Agosto e Setembro, época em que a minha família se deslocava para S. Martinho do Porto.

Durante o resto do ano funcionava sem paragens e sem desânimo de qualquer espécie. Diariámente eu, o Xico Carrilho e o Faria encontrávamo-nos para ouvir música, fumar e conversar ( o José Carlos não fumava) e a partir de sexta feira já os outros elementos se juntavam a nós.

Acresce ainda esclarecer que o Much só funcionava com a cumplicidade dos meus pais que seguiam o sábio conceito de que era preferível ver o local onde nos divertíamos e convivíamos do que não saber onde poderíamos estar no decorrer das nossas actividades.

Se me perguntarem se tenho saudades desses tempos eu respondo que sim , por duas ordens de motivos, uma éramos novos e a outra é que construímos algo muito importante para o nosso futuro no que ao campo dos afectos diz respeito.


Julgo poder afirmar que, independentemente das voltas que as nossas vidas tenham dado somos todos, para sempre, AMIGOS.

Cimentámos a nossa ligação numa época das nossas vidas em que se constroem as verdadeiras amizades , sem subterfúgios e sem segundas intenções e isto faz de nós, irremediavelmente, membros vitalícios do MUCH MONEY GROUP.

Caldas da Rainha, 23 de Maio de 2008
(após insistência do amigo João Jales a quem agradeço a sua enorme PACIÊNCIA)

UM GRANDE ABRAÇO A TODOS

MÁRIO XAVIER

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Comentários

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24-05-08
JJ disse:
- Em termos de data o próprio texto aponta o final da década de sessenta, início de setenta.
- Os bailes do Much eram óptimos, boa música, o “who’s who” da nossa geração estava realmente lá, faltam nomes no texto, mas isso não é importante . Além dos citados lembro-me de lá ver, da minha turma, Miguel B M, Lena Feliciano, Dália, Guidá, Paulinha, Flores, Rui F S, mas também gente de outros anos: Luís e Teresa Machado, Eca, Zé Pereira, Eurico, Pardal…
- A batota, nomeadamente o Poker, atraía gente de idades diferentes. Hoje somos todos da "mesma idade" mas entre o Rui Hipólito e o Nuno Mendes deve haver uns cinco ou seis anos de diferença, não era vulgar este “abismo etário” em grupos jovens. Talvez nas lerpas entre os “directores” o dinheiro não mudasse de mãos, mas nos Pokers que lá joguei as coisas foram diferentes!
- A paciência foi do Mário, ele é que escreveu o texto. Eu limitei-me a esperar que ele o enviasse e isso não é paciência, é pura preguiça...
- E sim, somos amigos, sem necessidade de mais comentários. Já agora, só para saber, o Zé Carlos Faria já é sócio ou ainda não?

25-05-2008
Belão disse:

Ó Mário, que bom que foi o Much! Apesar de nós, as meninas, não o frequentarmos diariamente, os "bailes",os aniversários, foram de facto inesquecíveis.
Ao ler o teu texto consegui rever na perfeição a entrada pelo quintal, a decoração, as luzes (ou falta delas!). Consigo lembrar também a boa disposição e humor do Costa que conseguia sempre arrancar gargalhadas enormes aos presentes, sempre que abria a boca.
O duo Chico/Zé Carlos era fantástico. Lembro-me do Chico a cantar desde sempre. Chegou mesmo a aspirar ultrapassar o Joselito (isto antes do Much, claro)! No Zé Carlos, desde cedo se notaram também os seus dotes artísticos!
Mário, obrigada por me fazeres recordar com saudade mais um tão importante local da minha (nossa) juventude.
Ainda bem que o João te conseguiu arrancar esta pérola!
Um grande beijo
Belão

26-05-2008
Zé Carlos Faria disse:
A minha inclinação Marxista (tendência Groucho) leva-me a dizer o seguinte: «Eu não aceitaria pertencer a um clube que me aceitasse como sócio» (excepção feita ao glorioso Sport Lisboa e Benfica, claro).
Porém, naquele grupo do Much encontei eu amizades das mais sólidas e duradouras de uma vida que vai na casa 52. E isso (desculpem lá a pieguice) toca-me muito e bem no fundo.
Abraço fraterno! ZCF

30-05-2008
Mª João Gomes disse:
O Xico referiu o carinho com que a D. Maria da Luz o tratava, mas não era só a ele,
Haviam aqueles miminhos:-meninas saiu agora um bolinho do forno, venham lanchar.
E aí íamos nós todas contentes (ainda não tinhamos problemas de peneuzinho, colestrol trigliceridos, etc).
Não sei mas acho que estes mimos eram só quando haviam meninas por perto, corrigam-me caso seja presunção minha.
Um beijinho e obrigada D. Maria da Luz

Retrato de Família no Casino : ERO, ESCOLA E AMIGOS

Baile da Chita 1970
Então aqui vai :
Na mesa - Dr. Lopes
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Da esquerda para a direita
Sentados: António Elias, Anabela Elias, Anabela Ferreira, João Gregório Vendas, Chico Cera, Mário Zé Jordão, Teresa Elias, Gé (Eugénia), Zé Letras e Mariazinha Gregório
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De pé: Luisa Nascimento, Augusto Machado, Roberto Ornelas, Ana Nascimento, Salete Lourenço, Janja Salvador, Marques Filipe, Ana Margarida Lobo, Elsa Nogueira, Graça Jordão, ????, São Pina e Álvaro Lucas

Título, fotografia e legendagem de Ana Nascimento.

ANTÓNIO JOSÉ FIGUEIREDO LOPES

Conforme previamente anunciado aqui no Blog o antigo professor do ERO, António José Figueiredo Lopes, recebeu no dia 15 de Maio a Medalha da Cidade. Numa cerimónia muito concorrida, presidida pelo Presidente da Câmara das Caldas e o Governador Civil de Leiria, foi homenageado aquele que foi um dos mais queridos professores do Colégio, conforme várias vezes aqui foi referido por muitos dos seus alunos.

Nesta foto, além do Dr. Lopes, vemos o Luis Nuno Rodrigues, também distinguido na mesma cerimónia. O Luis é irmão da Marina, de que seguramente os leitores mais novos se lembram bem.


Encontrei na cerimónia a Família Pinto Ribeiro cujo Pai, infelizmente já falecido, foi também uma das figuras justamente distinguidas.
O João e a Isabel estudaram no Colégio, tivemos oportunidade de trocar breves impressões e recordar alguns colegas: Pardal, Joca Ferreira, Sanches, Zé Sancho, foi essa a turma de que fizeram parte. Tenciono convidá-los para o próximo encontro de ex-alunos do ERO, espero que tenham disponibilidade e aceitem.
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A lista de todos os medalhados pode ser consultada em :
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Aguardamos os vossos comentários.
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COMENTÁRIOS
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22-05-2008
Ana Nascimento disse:
O que será que eu estou a ouvir ? ai que é o segundo toque para a aula de desenho…... lá vou eu chegar atrasada….
Truz, truz…. Posso entrar Dr. Lopes ? já me marcou falta ?? espero que năo… estou aqui para lhe dar um grande abraço e dizer como estou orgulhosa por tę-lo como amigo e por ter sido sua aluna e também como fiquei contente por ter recebido a Medalha da nossa Cidade. O seu mérito foi reconhecido… os meus parabéns…
Um beijinho grande da Ana
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17-05-2008
Isabel disse:
Ao Dr. Lopes
Muitos parabéns ao querido Dr.Lopes. É com muito gosto e orgulho que vejo a cidade homenagear um dos seus notáveis cidadãos! Um beijinho de parabéns. Isabel Caixinha
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15-05-2008
Júlia Ribeiro disse.
Querido e Amigo Dr.Lopes
É com grande orgulho que vejo um Professor ,que a tantos nos marcou ,receber a Medalha da Cidade.Esse mesmo orgulho sinto-o de ter sido sua aluna e continuar a conviver consigo e com a Maria Elisa.
Muitos Parabéns Dr.Lopes. Um grande abraço,beijinhos
Júlia R
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15-05-2008
São Caixinha disse:
Há duas coisas particularmente curiosas que me ficaram do meu tempo de escola. Uma é a "Balada da Neve" de Augusto Gil, que frequentemente e com a maior naturalidade declamo na sua totalidade e sem hesitações, a outra é a frase do "Mar Português" do F. Pessoa que o Dr. Lopes com entusiasmo muitas vezes repetiu para nos estimular a ter mais iniciativa e a estar mais presente na classe - " tudo vale a pena se a alma não é pequena"!! Querido Dr. Lopes eu nem entendia bem o significado da frase então, mas ele foi se revelando através do tempo. Quando a repito lembro-me do seu espírito optimista e bem disposto. Tem sido o pequeno e mágico impulso que tem contribuído para que a minha vida seja mais significativa porque, independentemente do tamanho da alma, há tanto que realmente vale a pena, sem que isso seja inicialmente muito evidente. Faz-me muito feliz poder hoje e desta forma apresentar-lhe os meus agradecimentos! E muitos parabéns! Um beijinho São

ANTÓNIO JOSÉ FIGUEIREDO LOPES - 2

Estiveram presentes na cerimónia vários antigos alunos do Dr. António José Figueiredo Lopes, temos aqui a Margarida Rego (Presidente da Comissão Organizadora dos Encontros ERO) e o Alberto Reis Pereira. Ao centro o actual Director da Escola Rafael Bordalo Pinheiro, António Veiga (que não foi aluno do Colégio).

A sessão foi muito concorrida, a sala esteve cheia, ficando muita gente de pé.


A mesa que presidiu à cerimónia com a Vereadora da Cultura e o Presidente da Câmara de Caldas da Rainha, o Governador Civil de Leiria, o Presidente da Assembleia Municipal e a Directora do Museu da Cerâmica.


O Blog esteve na cerimónia, claro, representado pelo redactor/fotógrafo de serviço, acompanhado aqui por Antero Mil-Homens, genro do homenageado, Mário Pacheco e Néné.