ALMOÇO / CONVÍVIO

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Os futuros almoços/encontros realizar-se-ão no primeiro Sábado do mês de Outubro . Esta decisão permitirá a todos conhecerem a data com o máximo de antecedência . .
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A DRA. MARGARIDA E EU (Jaime Serafim)

.por Jaime Serafim
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Apesar de ter nascido em Lisboa, eu sou de famílias desde sempre ligadas ao mundo rural e foi numa aldeia perto das Caldas da Rainha que fui criado, brinquei e frequentei a escola primária.
Ainda hoje não sei a razão de, desde muito pequeno, apesar de não saber o que mais tarde queria ser, eu sabia que não queria ser agricultor. Será porque achava muito penosas as tarefas da agricultura? No entanto elas eram as minhas únicas referências, a não ser…
A não ser o que fazia o Sr. Francisco – ele tinha uma padaria, cozia um pão estaladiço, leve e cheiroso, andava sempre limpo, uma camisa branca impecável, cabelos lavados, levemente empoados de farinha….
Já sei! Quero ser padeiro!
Entretanto, com a entrada na escola, vi que a professora, uma senhora já bastante idosa, tinha uma vida limpa, interessante… e sabia tantas coisas! Eu achava que ela sabia tudo! Toda a gente a cumprimentava respeitosamente, com alguma cerimónia, e ela tinha sempre uma douta palavra, própria para cada momento.
Agora é que sei! Quero ser professor!
O problema é que, para ser professor, tinha que ter estudos para além da quarta classe. Nunca ninguém da minha família, nem naquela terra, tinha ido mais além nos estudos. Como havia de ser?
Na altura era impossível uma criança deslocar-se diariamente da aldeia para a cidade – em alguns dias de inverno, até de burro era quase impossível. Das conversas com os meus pais, a propósito da minha ambição, resultou que decidiram mudar de vida e passarem a residir em Caldas, onde o meu pai procurou trabalho, passando de proprietário, como na altura se dizia, a trabalhador por conta de outrem, como hoje se diz.
Fiz a admissão ao Liceu em Lisboa, no Liceu Camões e, em Outubro de 1953, mudámo-nos para Caldas e fui matriculado no Externato Ramalho Ortigão, a única instituição que ministrava o ensino liceal. As mensalidades eram caras para as nossas posses, mas com uma espantosa gestão dos meus pais, conseguiram uma harmoniosa tranquilidade e bem-estar familiar, onde os afectos estiveram sempre presentes, para que eu pudesse concretizar o meu intento. Tive os melhores pais do Mundo!
Nos dois primeiros anos, os estudos correram bem, dentro da normalidade, sem nada de especial a assinalar. Tive bons professores, muito empenhados, simpáticos e competentes. Apenas me vou referir, pela negativa, à professora de Português que tive no primeiro ano – a Dr.ª Lúcia. Muito competente certamente, mas muito ríspida e, quando se desagradava por algo menos bom, ela, que já não era bonita, fazia uma cara feia e franzia o lábio superior, acentuando ainda mais a negritude do generoso buço. Exibia um ar feroz e eu, coitado de mim, ficava secretamente horrorizado…
Mas foi a partir do 3.º ano que o meu futuro se começou a delinear mais claramente. A Dr.ª Margarida Ribeiro Rodrigues iniciou funções no Externato – estávamos em 1955. Por minha sorte, foi minha professora de Matemática, Físico-Químicas e Ciências Naturais. Naquele tempo era assim, os professores tinham que leccionar em áreas adjacentes à da sua formação.
Foi com o desenrolar das aulas da Dr.ª Margarida que eu comecei a aprender que o Mundo que me rodeava era muito mais rico e interessante do que eu alguma vez poderia imaginar. As transformações que se observavam, mesmo que simples, tinham a sua interpretação e explicação. Era possível relacionar fenómenos que aparentemente pareciam díspares… Descobri o fascínio do raciocínio matemático, que tão tranquilamente nos fornecia previsões, conhecimentos, ajudava a estabelecer relações e era, só por si, algo de maravilhoso.
Naqueles tempos, o estudo da Física e da Química era feito pelo livro, sem qualquer apoio experimental. Os ensaios práticos eram lidos ou explicados pelo professor. A Dr.ª Margarida, apesar do reduzido material de laboratório de que o Externato dispunha, sempre acompanhou as suas aulas com os ensaios experimentais possíveis de realizar. Eu vi e cheirei cloro, observei a sublimação do iodo, assisti ao precipitar do sulfato de bário, vi água a transformar-se em oxigénio e hidrogénio… experimentei tantas coisas, tantas… era um Mundo novo que se me abria!

Mais tarde, reconheci que, em qualquer destas disciplinas, há temas pesados e difíceis, mas enquanto as aulas foram dadas pela Dr.ª Margarida, não dei por isso. Era tudo tão bonito e fácil!
Provavelmente, por imperativos de distribuição de serviço, no 5.º ano, em Ciências Naturais, a Dr.ª Margarida foi substituída por outro professor. Esta disciplina perdeu o encanto, tornou-se difícil e muito maçadora. Mas, felizmente, a nossa turma continuou a ter aulas de Matemática e de Físico-Químicas com a mesma professora.
Agora sei! Quero ser professor de Físico-Químicas! Ou de Matemática?
Infelizmente para nós, a Dr.ª Margarida deixou-nos no final do 5.º ano (1958). Decidiu, e muito bem, enveredar pelo ensino oficial.
Nos 6.º e 7.º anos tive outro professor de Físico-Químicas e outro de Matemática. A diferença era abissal. O empenhamento, a alegria da leccionação e a força que a Dr.ª Margarida imprimia na dinâmica de uma aula foram substituídos por matéria dada a velocidade de tartaruga, num caso e a velocidade da luz, no outro. Foi um desconsolo.
Mas não importa, o gosto pelo conhecimento, a beleza da Ciência e o tornar acessível o que parecia difícil, já estavam interiorizados – a Dr.ª Margarida tinha-me marcado para sempre! Restava-me, quase sozinho, dar conta do recado. E dei!
Terminado o 7.º ano, fui ver os elencos das cadeiras dos cursos entre os quais hesitava. Verifiquei que em Ciências Matemáticas apenas tinha uma cadeira de Física e outra de Química, mas em Ciências Físico-Químicas tinha muitas cadeiras de Matemática, para além das muitas de Física e de Química.
Então, finalmente, decidi: Quero ser professor de Físico-Químicas!
Anos depois, estreei-me, como professor, no Externato Ramalho Ortigão. Eu, que apenas tinha frequentado, como aluno, o Externato no “prédio do Crespo”, encontrei no novo edifício excelentes salas de aula, laboratórios muito mais bem equipados e uma confortável sala de professores. O ambiente também já era outro – tudo era muito mais organizado, aprumado e formal, direi mesmo requintado para a época. Eu tinha 21 anos, era um rapazeco, sentia-me um pouco constrangido, mas fui sempre muito bem tratado e respeitado por todos: Director, colegas, empregados, alunos e pais.
Foram-me atribuídos 5 níveis para leccionar. Tive de trabalhar muito. Na preparação das lições, procurando qual seria a melhor estratégia para a leccionação de cada tema, quantas vezes recorri ao que vi a Dr.ª Margarida fazer nas aulas. Recordava-me perfeitamente da forma como a Dr.ª tinha leccionado, das estratégias que tinha usado, e tentava seguir-lhe as pisadas. Foi, sem que o soubesse, a minha primeira metodóloga.
Como se pode perceber, eu não podia deixar passar a excelente oportunidade que este maravilhoso blogue me dá, para prestar um preito de homenagem a esta QUERIDA SENHORA que tanto me marcou e influenciou tão positivamente toda a minha vida. Bem-haja Dr.ª Margarida Ribeiro!
Era (e ainda é) uma senhora de apresentação sempre muito bem cuidada, bem penteada, saltos altos e que deixava à sua volta um perfume que nunca esqueço – quente e suave. Usava sempre a mesma marca (Boalis). Um dia perdeu uma luva e, quem a encontrou, foi devolver-lha, porque de imediato reconheceu, pelo perfume, a quem pertencia.
Em 1970 (ou 71?) Dr.ª Margarida, agora docente do quadro da Escola Secundária de Rafael Bordalo Pinheiro, voltou ao Externato para leccionar, em regime de acumulação, algumas turmas de Matemática. Imagine-se a minha honra, alegria e satisfação em poder ter a meu lado uma pessoa que tanto admiro.




Falámos ao telefone há uns dias. Fiquei feliz por saber que se encontra bem, mantendo o mesmo espírito elevado e alegre, tão característico das pessoas inteligentes e boas, que sabem dar tanto e tanto têm para dar.
Para si, Dr.ª Margarida, um beijinho de muita amizade e gratidão e um abraço do tamanho do Mundo.
Ah, é verdade… essa ideia de ser padeiro nunca me abandonou de todo. Ainda hoje sinto um fascínio enorme perante um forno de lenha a arder. Não é, Manela?

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Jaime Serafim




COMENTÁRIO FINAL DO DR. JAIME SERAFIM

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Realmente sou muito maçarico nestas coisas dos blogues…

Só ontem me apercebi de uma quantidade de comentários ao texto e à caricatura que a Isabel Xavier e a São Caixinha tiveram a gentileza de dedicar à minha pessoa, tendo-o feito com cores, pinceladas e traços e muito vivos, muito marcantes para mim – não é de mais voltar a agradecer-lhes.

Mas queria agradecer também à Manuela Gama Vieira o poema que me ofereceu e que, como seria de esperar, foi escolhido com grande sensibilidade e mestria entre os tantos e tão belos poemas que nos deixou o meu metodólogo e poeta preferido, Dr. Rómulo de Carvalho/ António Gedeão. Lembro-me muito bem de si, sempre muito empenhada, muito colaborante, com uma forma de estar irrepreensível, fruto da excelente educação familiar, que foi extensiva aos seus irmãos João e Fátima, que também foram meus alunos e amigos. Obrigado Manuela!

As palavras da Manuela, do Óscar, do Zé Carlos, da Paulinha Pardal, do Jales, da Júlia, da Laura, da São, da Guidó e as da Isabel, claro… comoveram-me mesmo… ai que estou a ficar tão velho… mas confesso-vos que foi muito bom. Obrigado a todos pelo vosso carinho e amizade.

É muito gratificante, depois de tanto tempo, verificar que alguns dos meus alunos apreciaram o meu trabalho e perceberam que procurei dar tudo o que podia e sabia – não era muito, mas era feito com muito empenho, muita alegria e com a melhor boa vontade. Na altura ainda não tinha uma verdadeira formação pedagógica – trabalhava por intuição e muitas vezes baseava as minhas estratégias nas que tinha observado, quando aluno, nas aulas da GRANDE professora que tive e que me marcou para sempre – a Sr.ª Dr.ª Margarida Ribeiro. Espero ainda escrever um texto sobre esta Senhora, que leccionou no ERO e que, na minha óptica, foi das maiores competências, científica e pedagógica, que por lá passou, para além de ter uma sensibilidade e forma de estar que sempre mereceram o respeito e a admiração dos alunos que tiveram a sorte de lhe passar pelas mãos.

E agora uma palavrinha para a minha Querida Amiga Inês Querido, que já não vejo há tantos anos e de quem tenho tantas saudades. Que bom que a Inês tenha descoberto as "traquinices" do João Jales! Tal como muitos de nós, espero a sua colaboração no relato de situações tão interessantes que se passaram durante os quatro anos em que esteve connosco.

Oh Inês… e os belos tempos em que tínhamos um colega arabista e que nós, para não ficarmos mal vistos, até "falávamos em árabe"! Ainda se lembra como se dizia "director", "contínua", "Lídia", "rapaz" ,"supositório"… ? E as ordens de serviço que nos eram fornecidas, por escrito, na portaria, como eram designadas?

Jaime Serafim
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COMENTÁRIOS
Inês Figueiredo disse.;
Serafim!!! desde 3ªfeira à tarde que o João Jales transformou a minha vida. Irresistível este rapaz! (mas o JJ fica para depois)
tsch...o arabês! :))) foi um momento solene em que o Padre Albino nos apresentou oficialmente um sénior e conspícuo Dr.Garcia Domingues (que salvo erro veio substituir em História a nossa jovem e bem-amada Ermelinda) como o "maior especialista em assuntos árabes da península ibérica". Aí, você ('tsch! tsch!') abriu o coração ao recém-chegado, acolhedor que sempre foi, e 'entregou o ouro ao bandido'. Andávamos por essa época animadíssimos a 'reconstituir' a língua árabe. Vinha que nem canja, para integrar o novo colega, SE pela mente do Dr Garcia Domingues pudesse passar a hipótese de alguém brincar durante a sua cerimónia de investidura :)) foi um momento falhado porque o sábio senhor 'vivia a presença árabe na Península'! Se os deuses ajudaram talvez ele pensasse simplesmente que não falávamos um árabe erudito...
Respostas: "director" era Al-bino, "contínua" (passo), "Lídia" (passo), "rapaz" era al-moço,"supositório" era al-coentre!
Yah!! ordens de serviço confesso que não me lembro, seria 'al-pistas'?...
Agora sou eu que pergunto: "carvão", "janela", "gato","cara" e "mala" ?
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Jaime Serafim disse...
Venho só para recordar à Inês que, em arabês, contínua era Al-da, Lídia era al-drabona e rapaz também se dizia al-uno. Quanto às ordens de serviço, eram entregues na portaria pelo Sr Carias, sempre muito educado e cerimonioso - eram-nos dadas por Carias...
Das que pergunta, só me lembro de cara, al-face e gato, al-quimia...E em Inglês, Pardal lia-se paadell...Um beijinho para si Inês!Estamos à espera de um texto seu!
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farofia disse...
Jaime,dado que me sinto demasiado comovida (alquebrada),deixo o meu texto para amanhã :)Mas 'first things first': "carvão" era alcateia, "janela" era almirante, e "mala" era alcofa.Outras: "rua" era alviela, "salário" era alvíssaras,"sapato" era alpargata e "professor" era ... algoz.
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João Jales disse:
Mas isto é o fim de todos os fundamentos da minha vida escolar! Então os professores eram tão (ou mais!) irreverentes que os alunos no ERO? Mas se Director em "arabês" era Al-Bino e supositório Al-Coentre entre estes senhores que brincavam durante a investidura do "maior arabista da Península Ibérica" , então nós eramos "meninos de coro". Dra. Inês e Dr. Serafim, estou profundamente chocado com estas revelações (e quero MAIS!).
Exijo uma urgente revisão de toda a História do Externato Ramalho Ortigão, pelo menos na década de sessenta, na Assembleia Geral da nossa agremiação, a realizar no próximo 14 de Novembro.
Tenciono "vingar-me" da Dra. Inês muito brevemente. "Wait and see..."
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farofia disse...
Resposta ao João Jales:
Sim, os professores eram tão irreverentes como os alunos no ERO, mais seria impossível. Considero que não passava de um simples contágio, do tipo bexigas loucas, mas o Serafim deve ter uma explicação científica, uma Teoria Quântica ou uma Reacção em Cadeia aos "meninos de coro".
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Luisa disse:
Mas não é posdsível acompanhar o ritmo actual deste blogue!Cada vez que o abro para ver melhor ou terminar um artigo qualquer há algo de novo para ver.
Escrevi há dias que a Dra Inês era das melhores professoras do colégio e,pelo que percebo,ela está aqui a comentar e a recordar esses tempos connosco...E chama-te irresistível,JJ!E és mesmo!Um beijinho grande para a Inês,o Serafim e para ti.L
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João Ramos Franco disse...
Dr. Jaime Serafim:
Tudo o que tenho lido durante estes dias transmitiu-me a imagem de um Professor do ERO, que deixa nos seus alunos tudo o que tinha de bom e de humano para transmitir.
Foi com agrado (como ex ERO, já com 66 anos) que li as boas recordações dos seus alunos e leio o seu comentário final.Apesar de não ter sido seu aluno, presto homenagem a um professor que deixa a sua presença marcada por a amizade que deu.
João Ramos Franco
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farofia disse...
Acto de Contrição:
eu, abaixo assinada, confesso que pequei por omissão. E comprovo a verdade absoluta da apresentação do Padre Albino, com este link:
basta clicar . O Dr. Garcia Domingues é uma figura importante da nossa cultura.Fico a torcer pela minha redenção, perdão! perdão!
Inês
(mas lá que o arabês era 'bué' de curte, antes da chegada do erudito, isso é verdade, não é Jaime?)
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Oscar Oliveira disse:
Aguardo ansiosamente as cenas dos próximos capítulos do bate papo entre o dr. Serafim e a dr.ª Inês a propósito das traduções para árabe de algumas palavras.
Santa ingenuidade, também a minha, que me levava a julgar que só nós é que expressávamos alguma irreverência (à boca pequena, como tinha que ser naquela época) mas, pelos vistos em relação ao mestre de árabe, pelo menos alguns professores também não eram propriamente reverentes, apesar da diferença de idades.
Mas esta troca de palavras não me revelou algo que gostava de saber. Como desde que saí do colégio apenas vou esporadicamente a Caldas, não acompanhando os percursos da maior parte das pessoas, desconheço o paradeiro da dr.ª Inês, alguém que incluo no restrito grupo dos melhores professores que tive. Recordo o primeiro ano em que foi minha professora (1967 - penso também que o primeiro ano em que deu aulas...), com a sua pequena estatura e aspecto de ter pouco mais idade do que os nossos colegas mais velhos do colégio, o período em que não deu aulas por ter sido mãe e que, segundo julgo, morava muito perto do colégio.É bom reviver o passado e o nosso blogue é um veículo extraordinário para isso.
Já agora, para o dr. Serafim, recordo que, com a sua refinada ironia e em virtude do meu nome não ter assento no "O" (Oscar, e não Óscar), me chamava frequentemente de «Oscár», como se de uma palavra aguda se tratasse, mas com o "O" também aberto, assemelhando-se a uma pronúncia afrancesada.
Oscar Oliveira
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Júlia disse:
Cada vez que venho ao blog algo me surpreende...... cheguei à conclusão de que não conheci o Dr.Serafim !!! Estou a conhecê-lo agora, ao fim destes anos todos.
Eu pensava que tinha tido um professor muito sério, muito caladinho, muito compenetrado no seu "papel de professor"....uma pessoa que nunca partiria um prato e agora deparo-me com um Senhor que é capaz de partir a loiça toda!!! Será isto possivel?
Dr. Serafim não imagina a alegria que sinto ao vê-lo juntar-se a esta Familia do ERO! Mais uma vez lhe agradeço o ter acedido ao desafio que lhe lancei.
Um beijinho. Júlia R
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farofia disse...
"por-carias" ah!ah!ah!
xiiiii! eu... sou... lenta! (não era assim que dizia o Bonacho?) :)
só à 3ª leitura é que reparei que não era arabês, nem lapso!
e então?! uma gargalhada vem sempre a horas!