ALMOÇO / CONVÍVIO

ALMOÇO / CONVÍVIO

Os futuros almoços/encontros realizar-se-ão no primeiro Sábado do mês de Outubro . Esta decisão permitirá a todos conhecerem a data com o máximo de antecedência . .
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Uma visita a “José Relvas, O Conspirador Contemplativo”

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por Manuela Gama Vieira
Apresso-me a descansar o Jales, que pensa que a Sertã se situa por trás-do-sol-posto … cheguei sã e salva!
Um dia de sol quente e radioso este o da visita à Exposição, até S. Pedro colaborou.
Quanto à Exposição, fantástica! O Comissário, João Bonifácio Serra, guiou-nos através do percurso da interessante vida de José Relvas: inteligente, revolucionário, contemplativo, e de requintado bom gosto!Percebo agora melhor, porque….contemplativo. Conspirativo, já sabia, e fiquei a saber muito mais, pelas palavras do nosso colega e ilustre historiador/investigador.

Fui também em funções “institucionais”….A família paterna de José Relvas é oriunda de Relvas, freguesia de Ermida, concelho da Sertã.O Presidente da Câmara da Sertã, um ilustre autarca de quem o Concelho bem se pode orgulhar, ao saber que eu ia visitar a Exposição, pediu-me que fosse portadora de alguns livros editados pela Câmara, para oferecer ao João Serra. Pedido irrecusável, que de imediato aceitei, com honra e orgulho (apesar do peso do saco…)!

Passo agora à parte do “matar as saudades!” A vida ensinou-me a não chorar por alegrias…por isso não chorei…nem parti nenhuma costela à “princesa”- Anabela Miguel, nem à Luísa Nascimento, com o esfusiante e apertado abraço de saudade que lhes dei, onde couberam(?) 40 anos!!!

Quanto a ex-coleg(os)… estavam lá: O simpatiquíssimo e bem-disposto João Miguel, que escrevinhava muito e tirava fotografias. Interessadíssimo e atento visitante e também, pareceu-me, repórter, de bloco de notas e máquina fotográfica em punho. O Nuno Mendes que reconheci depois de olhar bem para ele, ao vê-lo caminhar, com “aquele arrastar de pés”, o estilo de há 40 anos.

Duas características tinham eles em comum: mais barrigudos….do que há 40 anos…a simpatia, essa, a mesma!

O João Serra que não conhecia pessoalmente, tem que mudar de fotógrafo! Nas fotografias que tenho visto dele, aparenta ser bastante forte e afinal não é assim (tão) gordo.
Balanço: as raparigas ao pé deles….elegantíssimas; eles…continuam simpáticos e charmosos como eram, até se esquece a barriga….
Uma nota final e, por ser final, não menos importante, muito pelo contrário: A falta que o João Jales lá fez; assim como a de todos os outros(as) ex-colegas, o único lamento. Afinal, esta visita foi especialmente agendada e meticulosamente preparada para os ex-alunos do ERO, um privilégio e uma honra, convenhamos!

Ao João Bonifácio Serra, um agradecimento especial! É que, não obstante a sua agenda ocupadíssima neste dia, como se dispusesse de todo o tempo do mundo para nós, não deixou de, serenamente, nos explicar tudo, e é tanto, o que os “objectos” de José Relvas encerram: a VIDA de um homem notável!

Ao João Jales e ao João Miguel Azevedo Santos, muito e muito obrigada, pelo empenho esforçado na preparação e concretização da visita


Manuela Gama Vieira

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COMENTÁRIOS
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Anabela Miguel disse:
Tendo feito parte dos visitantes do Ero à exposição de "José Relvas, o Conspirador Contemplativo", e sentindo-me uma privilegiada, não podia deixar passar sem enviar um muito obrigado a todos os que organizaram esta bonita e cultural visita. Visita esta que me fez conhecer melhor este grande homem e parte do seu enorme e rico espólio.
Um agradecimento muito especial ao João Bonifácio Serra, pela sua disponibilidade, simpatia, empenho e principalmente a serenidade que transmitiu em toda a visita.......numa tarde linda de Outono, que não irei esquecer.........Anabela Miguel.


VIAGEM DE FINALISTAS DO ERO A ESPANHA EM 1965

VIAGEM DE FINALISTAS EM 1965, por Júlia Ribeiro
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O texto é da autoria da excursionista Júlia Ribeiro, com a colaboração da sua "empresa", aqui retratada em plena laboração...

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Como recordar é viver..... aqui vai

A nossa excursão terá sido uma das primeiras viagens ao “estrangeiro”....
Para mim foi .....e para muitos dos meus caros colegas também, pois naquela altura era mais difícil sair do País porque....... era necessário ter passaporte....!!!!!..

Assim, lá fomos com passaporte colectivo (se alguém fugisse ficava tudo preso na fronteira....) e durante uma semana lá andámos por terras espanholas (nunca havíamos visto tantos “hermanos” e “hermanitas” juntos..!!!!.).
Eu não tenho o Roteiro da viagem (será que alguém tem ?) mas recordo Madrid, Toledo, Segóvia, Escorial, Vale dos Caídos como locais principais do nosso itinerário.
Lembro com alegria alguns episódios engraçados que aproveito para partilhar com os colegas (nessa altura as Ramalhonas e os Ortigões ainda não tinham sido criados....)

Iniciou-se a excursão no Largo da Igreja. Os lugares foram distribuídos pelo Director Padre Albino, com indicação expressa de não haver trocas..... Na frente ficaram o Director e Professores (Dª .Anita, Dr. Azevedo, Padre Xico, Drª Regina e Drª Cândida) logo seguidos pelas raparigas, sendo os lugares do fundo reservados aos rapazes (nada de misturas...).

Houve colegas do sexo masculino que, com muita mágoa deles e nossa, não puderam ir por terem sido “apanhados” pela papeira e havia que tomar cuidados... com a papeira não se brinca ....
Como ilustram algumas fotos, podemos ver que há um “menino” de cachecol bem enrolado ao pescoço.... situação que nos leva a supor, passados estes anos todos, ter sido uma medida de prevenção para qualquer recaída.......!!!!!!!!!!

Segundo indicações da Direcção, os horários teriam que ser cumpridos à risca, as meninas só poderiam sair à noite quando acompanhadas pelos professores. Os rapazes já o poderiam fazer, provavelmente sem tantas restrições....
Não me recordo de alguma vez ter saído à noite, será que alguém se lembra?, dêem uma ajuda...
Aliás, saí sim... mas apenas no regresso.... foi no último dia e graças ao meu paizinho, que “morto de saudades da sua filhinha”, estava em Badajoz à nossa espera e me levou, depois do jantar, a dar uma volta pela cidade com algumas colegas.
Diga-se a propósito, que a comida em Espanha era horrível e esta foi uma das poucas refeições em que se comeu bem, porque.... era cozinha à boa maneira portuguesa......

Em Segóvia também almoçamos bem, tão bem que todos os colegas com quem falei se lembram da "Mesón de Cándido" (obrigada sr. Cândido...).
Neste restaurante a determinada altura foram avistadas umas canecas estrategicamente colocadas num tabuleiro, em local de passagem. Alguns mais atrevidos não se contiveram e desviaram uma para o bolso....mas ao chegarem à camioneta, qual não foi a sua decepção quando descobriram que, por baixo dos preciosos objectos, estava escrito “Roubado na Mesón de Cándido"......

Na cidade de Madrid, ficaram instaladas as meninas num hotel e os rapazes noutro, sitos na Calle José António, os dois frente a frente para melhor controlo não fosse alguém escapulir-se para a noite espanhola. ...
Dessa estadia, consta que os rapazes no regresso de uma saída à noite, ao chegarem ao hotel, depararam-se com a porta já fechada, provavelmente os horários tinham sido esquecidos ... Pernoitariam na rua se alguém não tivesse tido a brilhante ideia de começarem todos a bater palmas. Foi sorte serem ouvidos pelo porteiro que lhes abriu a porta, safando-os assim de um provável ralhete do Padre Albino.
Conclusão, a sorte estava com eles, sempre foi foi melhor dormir em cama dura do que dormir ao relento.

Esta nossa deslocação a terras de Espanha teve um cariz essencialmente cultural e histórico pois não houve igreja, sé ou catedral que não fosse visitada ... mas não ficou por aqui... também os museus do Oriente e do Prado, em Madrid, constaram no roteiro.
Estas visitas muitas vezes prolongavam-se no tempo sem que houvesse respeito pelo horário dos nosssos estômagos......o que nos valia eram uns chocolatitos e uns caramelos que iam mitigando a nossa fome ......

As fotografias disponíveis não são da minha autoria pois na época poucos seriam os que teriam máquina fotográfica. Muitos dos nossos Pais também não, e se a tivessem não nos entregariam um objecto tão valioso. O fotógrafo de serviço foi o Padre Xico, não me lembro se mais alguém terá contribuido para esta reportagem, mas se algum dos colegas as encontrar no baú, partilhem-nas ......
Filmes ??? oh oh ..... será que alguém já dispunha de tal equipamento ????? (só se fosse o João Jales que pela certa estaria já a dar os primeiros passos nesta área .....!!!!!!!!!!)

E por falar em filmes, chegámos ao fim deste... que se calhar nem existiu .... ou então existirá apenas nas nossas cabeças
Vendo as fotografias será mais fácil cada um de nós idealizar o seu próprio.
Pelo menos, estou certa de que nesse filme, as imagens mais marcantes serão as da alegria, amizade, companheirismo e saudades duns ”pedacitos” das nossas vidas.

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comentários :
2008-03-03
Isabel V P disse:
Obrigada, Júlia & Cia., pelo vosso relato; fez-me voltar atrás e acabou por me recordar episódios esquecidos. Por exemplo, em relação à comida, o nosso primeiro jantar, em Salamanca: como prato principal, feijão verde cozido acompanhado de cenouras cozidas (ou vice-versa) e, para sobremesa, os imprescindíveis e omnipresentes "melocotones".
No almoço de Segóvia, estando todos sentados à mesa, um criado tentava passar por entre as cadeiras dos comensais e, aproximando-se do Pe. Albino, disse qualquer coisa como: "Por favor, Señor puede apretar su silla?". Resposta: uma gargalhada geral. É que todos associaram aquela "silla" à cilha que passa por baixo da barriga do animal de carga e serve para segurar a sela ou a albarda; nem nos passou pela cabeça que ele se referia à cadeira do Pe. Albino, que o impedia de passar. Até o próprio Pe. Albino achou graça!
Agora só falta mesmo é identificar as pessoas. É que há caras em quem já não consigo pôr nome.

Vale dos Caídos

Vale dos Caídos

Pico da Serra de Guadarrema

Talavera de La Reina
Escorial

Toledo

Madrid

Madrid-Jardim botânico

Madrid

Aranjuez
Ávila


Segóvia

Vale dos Caídos

ESTE É O NOVO ÁLBUM NO ARQUIVO DO ERO. É SÓ CLICAR PARA VER TODAS AS FOTOS DA EXCURSÃO.

EXCURSÃO DE FINALISTAS 1965

Fotos 2

Além da Júlia, forneceram fotografias a Isabel V P , o Dario e o João Rodrigues Lobo. Todas as fotos estão já no Álbum EXCURSÃO DE FINALISTAS 1965, separado de todas as outras fotos (podem vê-lo clicando na fotografia colorida acima).
O objectivo de as mostrar temporariamente no Blog é obter as identificações e legendagens com que estarão no referido Álbum . Espero pois os vossos emails com todas as informações possíveis, indicando claramente a que foto pertencem (a 1 é a Primeira, 2 a segunda, etc.)




























VEM AÍ MAIS UMA EXCURSÃO!

Chegaram mais duas fotografias da Excursão a Ceuta em 1966, num
momento em que preparamos já a apresentação da Excursão dos Finalistas de 1965.
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Excursão de Finalistas de 1966 . Sierra Nevada, 15-04-66, esta é uma
parte do grupo subindo, a pé, a estrada interrompida pela neve.
Excursão de Finalistas a Ceuta em 1966. (13-04-66)


(Fotografias da colecção da Manuela Vieira Pereira)
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A Excursão de 1965 foi alvo de muita curiosidade e atenção já que se dizia ter sido a primeira viagem dos finalistas do ERO a Espanha (veremos mais tarde que não é assim, há pelo menos uma viagem de finalistas a Espanha nos anos 50).
A expectativa com que é aguardada prende-se com o facto de ser, entre todas as viagens documentadas, a que tem mais fotografias disponíveis, graças às colaborações da Júlia Ribeiro, Dario, João Rodrigues Lobo e Isabel Vieira Pereira, cuja “chegada” ao Blog quero aqui saudar. Junta-se à irmã Manela, que colaborou no texto que vai acompanhar as referidas fotos e que (um pouco atrasada…) juntou mais duas fotos da viagem a Ceuta (e que abrem este artigo).

Por falar em viagem a Ceuta, já alguém reparou que esse filme ultrapassou os QUATROCENTOS visionamentos no You Tube? E sabiam que, além de o verem, podem acrescentar comentários? Chamo a atenção para isto porque os excursionistas não o têm feito, deixando espaço a alguns “garotos” mais novos para mandarem umas bocas parvas… É bem feito, para aprenderem a ser mais participativos. Ainda estão a tempo, basta irem a

e escrever o que entenderem apropriado, em vez das “baboseiras” que lá estão.


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Se tenho direito a um momento de nostalgia pessoal (integrando-me no que chamam, com graça, "light Blog"), direi que a grande satisfação de ter aqui a colaboração da Manela e da Isabel V P tem uma explicação antiga, bem expressa nesta fotografia, tirada há 51 anos. JJ


"Excursão a Ceuta 1966" - FINALMENTE O FILME !

ESTE É FINALMENTE O FILME DA EXCURSÃO A CEUTA EM 1966, AQUI COLOCADO GRAÇAS À “MAGIA TÉCNICA” DO VASCO BAPTISTA.
EM ARTIGO SEPARADO (IMEDIATAMENTE A SEGUIR) A NOSSA ENVIADA ESPECIAL CONTA TUDO!
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QUANDO INTERROGADA SOBRE O FILME UMA DAS PARTICIPANTES, QUE EXIGIU O ANONIMATO, DISSE :
"E há um filme??? dessa é que eu não me lembro…. Será que tem cenas eventualmente chocantes??? Não me ocorre nada … só a São Quintas e a Lucília a fazerem ginástica no quarto depois de um jantar muito bem regado …. Bem e há outra … eu completamente grogue, não do vinho, mas de uns desgraçados duns comprimidos, de seu nome Vomidrine, que tomei antes de fazer a travessia de barco para Ceuta pois o medo de enjoar era mais que muito…."
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SAIBA TUDO, É SÓ CLICAR NO PLAY :
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O BARCO DO AMOR

Foi publicada aqui no Blog uma crónica sobre a viagem de Finalistas de 1966 . Podem lê-la em:


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Posteriormente a Ana Nascimento acrescentou as legendas das fotografias e algumas notas pessoais que constituem esta crónica. Os comentários aguardam impressões de outros excursionistas.


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ABRIL DE 1966 - VIAGEM A CEUTA

CURIOSIDADES QUE HÁ 40 ANOS PERDURAM NA MEMÓRIA DE UMA EXCURSIONISTA

Meus queridos amigos, gloriosos excursionistas de Abril de 1966,
Para já deixem-me que vos diga que este pequeno apontamento é escrito ao correr da pena, sem qualquer intenção que não seja a de recordar e partilhar convosco os bons momentos que passámos. Espero que a Drª Maria Armanda, minha querida professora de português e madrinha nas Guias, não me apareça a corrigir o texto, senão estou feita…
Esta excursão foi de facto um espectáculo pois para muitos de nós, era a primeira vez que saíamos do país e foi vivida com muita intensidade, aproveitando todos os momentos e valorizando imenso aqueles em que o “programa das festas” nos deixava livres. ….

Lembro-me com muita ternura da alegria, camaradagem e de algumas vivências, cenas engraçadas que vou passar a contar:

1. As refeições
A comida em Espanha era horrível, então quando nos davam um sumo de tomate em vez da sopinha a que estávamos habituados aqui neste cantinho,…. era de vomitar …..o que se aproveitava era mesmo a sobremesa… um “helado” pequenito mas que se degustava com algum agrado..

2. Os lugares marcados no autocarro.
O JJ falou com muita graça sobre a “dança das cadeiras” , devidamente anotada no Guia da viagem pouco tempo antes do embarque …
Todas as suas suposições se confirmam… alguém pertencente à “organização” viu que ia uma rapariga e um rapaz sentados lado a lado, e isso era impensável num Colégio em que os recreios eram separados… a ser tolerado, só poderiam ser irmãos ou então casados …..assim a troca sobrou para os manos Vieira Lino.
Para mim sobrou a distribuição pelos quartos, como éramos dezassete raparigas e os quartos normalmente eram duplos tive que ficar várias vezes no quarto da Tia Anita. Claro que gosto imenso dela…mas, com 16 anos, queria era ficar com as pequenas da minha idade para poder brincar e rir daquelas parvoíces que faziam parte da nossa adolescência. …. Só estava dispensada desta situação quando existia um quarto triplo…

3. Horários e saídas à noite.
A excursão estava bem organizada, até existia uma escala de cronistas e os horários tinham que se cumprir … a palavra de ordem era : Todos presentes e à mesma hora !
Quanto a saídas à noite, as meninas só saíam acompanhadas pelos professores e os rapazes podiam ficar por sua conta mas tinham que entrar no hotel até à uma hora da noite.
Em Ceuta, ninguém teve autorização para sair, estávamos todos avisadíssimos que não poderíamos fazê-lo pois era muito perigoso. Não me lembro qual seria o perigo… mas talvez assalto … rapto…. sei lá…pode ser que algum dos excursionistas se lembre e me dê uma ajuda.…

4. O amor pairava no ar
Alguém mencionou recentemente que, nas crónicas da época, constava que o autocarro em que viajámos não tinha sido um autocarro vulgar mas sim um verdadeiro Barco do Amor.
Pensando sobre o assunto constatei que de facto havia algum fundamento, pois vários casais surgiram após esta excursão. O Bonifácio nessa altura acho que já andava a arrastar a asa à Lena Arroz (não creio que ela confesse… isto é um pessoal muito contido…). Além deles o Dr Serafim e a D. Esperança bem como a Emiliana e o Rego Filipe também viriam a casar. Lembrei-me agora de mais um amor que estava em vias de pairar no ar e também acabou em casamento (digo em vias pois ainda não se dava por nada, acho que já estavam na faculdade quando isso aconteceu), a Ilda Lourenço e o Zé Tó Ribeiro Lopes.Entre a Lena VP e o Pestana também havia algum encantamento, provavelmente nascido nos ensaios da peça de teatro que representaram no Ginásio do Colégio ...


Conclusão…. O Cupido também tinha ido connosco… mas clandestino… só assim poderia ter escapado à perspicácia do Padre Albino !... .
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5. Granada – espectáculo nas “Cuevas”
Fomos assistir a um espectáculo de flamengo nas Cuevas, sempre acompanhados pelos professores, como mandava o figurino…
As bailarinas não deviam nada à beleza, eram feias e gordas, sem graciosidade e ao movimentarem-se exalavam um odor pouco agradável …acre…. direi mesmo …a cebola….
Recordo que o espaço se assemelhava a um túnel, abobadado, com um pé direito baixo e algo apertado onde as bailarinas rodopiavam e nos tocavam com as saias, quase dançando ao nosso colo. …
Foi uma risota ver o ar apreensivo do Padre Albino enquanto que o nosso Padre Chico com aquele seu jeito que todos conhecemos, dizia muito sério :


- Então, todos os lugares têm que ser santificados !!!!
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Ida ao Flamenco, episódio descrito pelo Maduro
1- Em Sevilha o grupo teve uma saída nocturna para assistir a danças e cantares sevilhanos.
2- Nos intervalos havia possibilidade de se dançar.
3- Como é compreensível, e em defesa dos “Bons Costumes” não houve permissão para se dançar. As alegações para a situação tiveram como base o facto de “desconhecidos” poderem ter contactos mais “próximos” com as Alunas do ERO ( dançar sem misturas não estava garantido !! ).
4- À meia noite, e para que os “Bons Hábitos” não se perdessem, toca a recolher.
5- Chegados ao hotel foram dadas instruções ao porteiro para não permitir saídas.
6- Um conjunto de “revoltosos”, incluindo a minha pessoa, reuniu num quarto do R/c, que tinha grades, para delinear uma estratégia que permitisse furar o esquema.
7- Entretanto, apanhei o porteiro distraído e dei o salto.
8- No exterior esperei pelo resto dos “revoltosos” que, tanto quanto me lembro, não tiveram hipótese de sair.
9- Criada a situação resolvi regressar ao Club onde tínhamos estado anteriormente.
10- Às quatro da matina chego ao hotel, toco a campainha, sou reconhecido pelo porteiro ensonado, disse-lhe que tinha tido permissão para ficar até mais tarde e deitei-me com a esperança que nada chegasse aos ouvidos do nosso Padre Albino.
11- Passadas que foram as primeiras horas da manhã, concluí que me tinha safado!!
Nota : Já não me lembro bem dos” revoltosos” mas penso que seriam, entre outros, o Xico V. Lino, o Vítor Henriques e o saudoso João Lourenço. Não será difícil confirmar.

6. Visita às Grutas de Aracena

As grutas de Aracena, conhecidas como as grutas das Maravilhas são famosas pela variedade das suas salas mas existe uma , a “ de los desnudos”, em que as estalactites e estalagmites são muitas semelhantes à loiça malandra das Caldas… autênticos símbolos fálicos em tamanhos pouco usuais !!!
Agora imaginem o nosso Director, Padre Albino, ao passar nesta sala … foi de chorar a rir ….. só nos pressionava para vermos tudo a correr pensando que talvez assim os ditos cujos passassem despercebidos aos olhos do grupo…e não parava de dizer: meninos, meninos, mexam o pé detrás, mexam o pé detrás que estamos atrasados…
Acho que conseguiu o objectivo pois já falei neste episódio a alguns colegas e eles não se lembram de nada !!!!.

7. Reportagem fotográfica
Na altura não tínhamos dinheiro para máquinas fotográficas, estávamos dependentes das máquina dos pais que também não arriscavam colocá-las nas nossas mãos. O fotógrafo deve ter sido o Padre Chico. Penso que foi ele o autor da maior parte das fotos colocadas no artigo sobre esta excursão.
Constou-me que existe também um filme, quem será a/o sortuda/o a quem o pai emprestou a dita câmara? Decididamente desta é que eu não me lembro !
Será que o dito filme tem cenas eventualmente chocantes ??? …nessa altura ? com tanta fiscalização à volta ? não é nada provável ….. mas …talvez….talvez apareçam imagens de duas meninas a fazer ginástica sem qualquer sucesso … os braços estavam tão pesados que mal os conseguiam levantar. Diga-se que esta cena foi passada depois do jantar, por certo tendo como objectivo provar que não seria preciso recorrer às pastilhas rennie para auxiliar a digestão … (Penso que o jantar em causa foi oferecido pelo consulado em Ceuta, num sítio lindo, onde comemos optimamente e bebemos ainda melhor…). Bem e há outra … eu completamente grogue, não do vinho, mas de uns desgraçados duns comprimidos, de seu nome Vomidrine, que tomei antes de fazer a travessia de Algeciras para Ceuta. Era a primeira vez que andava de barco e o medo de enjoar era mais que muito….andei todo o dia cheia de sono e perdi a maior parte do programa cultural…. a visita à Igreja de N.Srª.: de Africa passou-me ao lado, só tenho uma vaga ideia de um estandarte (ou seria bandeira ?) bordado pela nossa Rainha D. Filipa…..…
O que será que o filme nos reserva? Estou curiosa, mas…… lá terei que aguardar as cenas dos próximos capítulos para deslindar este mistério ….


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8. Conclusão
Depois deste esforço verdadeiramente hercúleo, atravessar 40 anos em busca de informação, só me resta apelar a todos vós meus amigos e excursionistas :


- ENVIEM AS VOSSAS RECORDAÇÕES !
Peço-vos que não se acomodem… apliquem-se….. remexam nos baús e mergulhem nos registos de vossa memória… acrescentem as minhas notas.
Façamos como os Mosqueteiros …”Um por todos e todos por um” para que estas linhas se possam transformar na

CRÓNICA DA VIAGEM DOS FINALISTAS DO ERO A CEUTA, EM 1966.

O meu abraço a todos

Ana Nascimento

FOTOGRAFIAS LEGENDADAS
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Eu desconhecia esta foto, é da ida às Cuevas, em Granada. O primeiro desconheço (não sei se seria outro turista como nós, ou o nosso motorista), depois vem o Chico Teodósio, Lopes, Dario, Eduardo, Vítor e Isabel Tomás.
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(NOTA: esta fotografia foi censurada e sonegada à redacção do Blog, que só a obteve após prolongadas e dispendiosas investigações. Será porque parece contrariar um pouco o estilo Walt Disney em que esta Excursão é sempre apresentada pelos intervenientes?)
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Da esqdª para a direita 1ª fila a contar de trás
Drª Deolinda (aplicadíssima lendo quiçá a historia da da chegada dos portugueses a Ceuta ….) Lopes, Bonifácio, Pestana ,Drª Cristina, Virgínia, Dr. Lopes,Dr. Azevedo, Tia Anita, Lena Arroz, Ana VL, Mª de s. José, Lena Magalhães, São Quintas, Nô Monteiro, Dr. Luís, Maduro, Dr.Serafim, Esperança, Eu, Lena VP
2ª fila
Ema Botelho e a mana Maria João, Manela VP, os tios da São Quintas, Padre Albino, Drª Cândida, Emiliana, Isabel Tomás e Lucília
3ªfila
Temos o friso dos rapazes interrompido apenas pela Ilda Lourenço, a saber:
Chico VL, Nascimento, Vítor Henriques (vulgo Vítor da pôpa) , Eduardo, Ilda, Jorge, Dario (trabalhava na secretaria) e o Chico Teodósio.






Esta foto não conhecia….
Em pé, ao fundo e de óculos escuros a Maria João Botelho
Sentados – Zé Tó Ribeiro Lopes, Lena Magalhães, S. José, Lena Arroz (aplicadíssima a filmar), Vítor Henriques, Emiliana e Lurdes Serrazina.
O senhor ao lado da Lurdes, de boné e camisa aos quadrados e com uma “peuguette” às riscas , seguramente não era mocinho do nosso grupo. Poderão comprovar em fotos anteriores (por ex. na porta da Igreja de N. Srª de Àfrica) que os nossos rapazes estavam todos impecavelmente vestidos e engravatados !!!

Da esquerda para a direita:
Isabel Tomás, Eu , Maria de S. José, Lurdes Serrazina, Manela V.P.,Nô Monteiro, Maria João Botelho, Virgínia, Lena V.P., Ema Botelho, Lena Magalhães, Emiliana, Lena Arroz, São Quintas e Lucília.





Começando pela primeira fila a contar de baixo temos: Manela Vieira Pereira, Maria João Botelho, Ana Nascimento, Emiliana Pinto Nunes (agora Rego Filipe), Maria Ema Botelho (irmã da Maria João), Ilda Lourenço, Maduro, Eduardo, Chico Teodósio e o Director Padre Albino
2ª fila - Drª Deolinda, Lena Arroz Pinto Correia, Lena V.P., Lurdes Serrazina, Ana Vieira Lino, Lucília (não me lembro do apelido), Gina , Zé Manel Pais, Bonifácio (João José Bonifácio Serra)
3ª fila - Dr. António Zé Lopes, São Quintas, Pestana, Esperança, Dª. Anita, Drª Cristina, Dr. Serafim, Jorge e o Padre Chico
4ª. Fila - Nascimento (mas não é da minha família), Drª Cândida, Maria de S. José, Isabel Tomás, Zé Tó Ribeiro Lopes, Lopes (que salvo erro é da Nazaré) e o Dario.
5ª. Fila - Luís Ângelo, Lena Magalhães, Nô Monteiro, Dr. Azevedo, Chico Vieira Lino, Vítor Henriques (mais conhecido por Vítor da pôpa, graças ao penteado que ostentava com muito orgulho….) e o Dr. Luís.


As fotos estão, COM MUITO MELHOR QUALIDADE, no Álbum de Recordações
onde podem vê-las ou descarregá-la para o vosso computador.
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comentários



21 Janeiro,2008
Margarida Araújo disse.
Nunca fui a Ceuta.
Estes rapazes e raparigas não são da minha idade, mas conheço-os quase a todos. Fui-me encontrando com eles ao longo da minha vida. Fiz boas amizades com parte deles.
Deliciosa recordação cinematográfica (penso com realização da Helena Arroz, que reconheci com um lenço na cabeça e com aquele ar de menina que ainda hoje tem). Emocionei-me à séria. Um sentimento não lamecha, assim como um doce a rir.
Banda sonora bem escolhida, como seria de esperar.
Imaginei-me naquele barco, deitada nos bancos e a rir com todos vós.
Obrigada à Lena, ao João e ao João.


24 janeiro,2008
JJ disse:
Não vejo o João Lourenço nas fotos da Excursão, embora o Maduro o nomeie no episódio de Sevilha. Quem se lembra?


2008-02-03
Deolinda P. Barros disse:
Nasci aí, nas Caldas, passei por aí, pelo E.R.O., mas quando vocês partiam para a viagem de finalistas eu fazia as malas para ir para a guerra... Tem sido muito gratificante, mas de sentimentos indizíveis, o meu contacto com este magnífico trabalho do blog. Deolinda Pereira de Barros