ALMOÇO / CONVÍVIO

ALMOÇO / CONVÍVIO

Os futuros almoços/encontros realizar-se-ão no primeiro Sábado do mês de Outubro . Esta decisão permitirá a todos conhecerem a data com o máximo de antecedência . .
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I CAN'T LET MAGGIE GO (The Honeybus)

por João Jales
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Os “assaltos” de Carnaval eram crimes premeditados com antecedência e pormenor. A escolha do local era o primeiro problema, já que poucas casas reuniam as condições que os permitissem.
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A existência de um espaço relativamente autónomo, geralmente sótão ou garagem, restringia muito as alternativas, eliminando a maioria dos apartamentos em que vivíamos. Habitando um andar, e apesar de alguma permissividade dos meus pais (sempre houve bailaricos nas minhas festas de anos), nunca foi possível lá fazer bailes nocturnos no Carnaval.

Depois surgiam as questões administrativas, a burocracia necessária à realização do evento: licenças, autorizações, condições, regras, tudo sujeito a duras negociações, envolvendo cedências mútuas, com as autoridades locais, os donos da casa, pais da “vítima do assalto”.

Num dos Carnavais do final da década de 60 empenhei-me sobremaneira na organização de um desses eventos. A família da Aida, recém chegada às Caldas, não frequentava o Casino, pelo que um baile particular na sexta-feira de Carnaval era fulcral para uma aproximação que eu planeava há meses. Calma e calada, a garota que era alvo do meu interesse não demonstrava entusiasmo nem desagrado pelas minhas atenções, parecendo, mais que ignorá-las, não as perceber. Morava perto de mim, o que me permitia “encontrá-la casualmente” com frequência. Passei a visitá-la amiúde quando descobri que o seu irmão Jorge, um pouco mais velho que nós, e a irmã Mami, um ano mais nova, mantinham lá em casa frequentemente amigos a jogar, ler, ouvir música e estudar, o que fazia de mim apenas mais um. O Jorge era do tipo atlético, falávamos ocasional e amigavelmente, mas ele ligava pouco à música e aos livros, preferia andar de bicicleta (tinha uma que eu muito invejava), jogar futebol e principalmente correr, sem destino nem objectivo aparente, actividade cujo prazer eu não compreendia nem partilhava. A Mami, embora da estatura da irmã, era o oposto dela em tudo o resto. Os cabelos arruivados, curtos e revoltos contrastavam com a longa cabeleira “à Françoise Hardy” da Aida, tinha uma silhueta algo desengonçada enquanto a irmã era quase uma mulher, era faladora e metediça enquanto a outra era calma e calada.

A Mami absorvia tudo o que ouvia como uma esponja, chegou a discutir comigo os discos dos Beatles com os argumentos que me ouvira na conversa da véspera com um dos irmãos. Eu gostava de a irritar fingindo esquecer o seu nome e infantilizando-a:

- Oh Mámá, isto não são conversas para crianças…
Ou:
- Mámá já vestiste o pijama ao “chorão”? (um boneco espanhol muito popular nessa altura).

- Chamo-me Mariana, os amigos chamam-me Mami, mas para ti sou Mariana! E só tenho menos um ano do que tu, se sou uma criança, tu não és menos!

- Sim, Mimi, eu prometo lembrar-me disso…

Ela acabava por sair, furiosa, enquanto a Aida sorria, sempre plácida e tranquila, nunca interferindo nessas conversas, ouvindo-me depois falar-lhe de Jimi Hendrix, do livro da Pearl Buck que eu estava a ler, da transmissão do fantástico Beat Club alemão ao sábado na RTP… ela falava pouco, às vezes parecia gostar de me ouvir, outras parecia distraída e levantava-se para ir fazer outra coisa a meio de uma frase. Entre encorajadores mas enigmáticos sorrisos e momentos de desesperante alheamento, eu ia suspirando por acariciar aqueles sedosos e brilhantes cabelos que tanto me atraíam. Mas, ao longo de meses, ela continuava sem perceber, ou a fazer de conta que não percebia, as minhas atenções, e eu tinha decidido que esta questão não passava do Carnaval, época propícia à ultrapassagem destas indecisões.

- Estamos a organizar um baile de máscaras em casa da Isabel – disse-lhe, iniciando assim o meu plano – achas que podes ir?

- Julgo que sim, tenho que pedir à minha mãe…

- Eu também vou – decidiu a Mami – e escusam de começar com a conversa parva da minha idade!

- Mémé, não sejas assim, o baile é só para pessoas mais crescidas, não é para ti – respondi-lhe.

- Isso é que vamos ver. E é Mami, o meu nome é M-a-m-i.

Mas continuou calmamente o jogo de damas, as minhas brincadeiras já não a incomodavam tanto, principalmente quando jogávamos. A Aida não apreciava qualquer jogo e era a irmã que eu defrontava, até xadrez me obrigou a ensinar-lhe (e que fraco professor eu era…), nalgumas agradáveis tardes que lá passei em casa. Era inteligente, aprendia depressa e jogava tudo bem.

Ir ao baile implicava a escolha de uma máscara, o que era, para as raparigas, um assunto importante. Para a maioria dos rapazes não, qualquer trapalhice com a cara tapada servia. Eu, mais alto do que os meus colegas, nunca tive verdadeiramente hipótese de enganar ninguém mascarado pelo que não ligava ao assunto, usando uma máscara só para mostrar espírito carnavalesco. Mas a Aida, as amigas e as colegas levavam isso muito a sério, não deixando os rapazes, nem os irmãos, ver o que iam usar. Claro que o facto de lá ir a casa com frequência e a cumplicidade da Mami acabaram por me permitir ver o segredo da Aida, um vestido antigo a que tinham sido acrescentados uns folhos em papel celofane cor-de-rosa, imitando um vestido de "dama antiga". Vazio e pendurado num cabide era pouco convincente, como fez notar a desdenhosa Mami, perante a única fúria da Aida a que assisti!

- Tenho a certeza que, vestido por ti, será a toilette de uma verdadeira princesa! E essa caraça, tipo Maria Antonieta, fica aí "a matar"! - disse-lhe, para a acalmar.

Obrigou-me a prometer que não a desmascararia durante o baile, o que fiz sem qualquer reserva, já que tencionava obviamente guardar a informação só para mim!
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Nessa semana que antecedia o Carnaval os preparativos aceleraram e as dúvidas dos pais da Isabel em ter um “assalto” em casa aumentaram, quando alguém se ofereceu para levar umas cervejas como contribuição para a festa… Afastado, sob palavra de honra, o espectro do álcool em sua casa, os senhores voltaram a autorizar.
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Fiquei “pendurado” na tarde da quarta-feira anterior (a única que o horário nos deixava quase livre) por causa desses últimos preparativos. Joguei crapaud com a Mami, que ia massacrando a mãe com pedidos insistentes para ir também ao baile. Paciente mas firmemente, ela foi sistematicamente contrariando os variados e mirabolantes argumentos da sua filha mais nova, enquanto eu as ouvia, divertido. A senhora, que simpatizava comigo (talvez por entreter algumas horas por semana a sua problemática filha), ia-me pedindo auxílio na discussão, o que eu fiz com gosto. Mas foi o Jorge, recém-chegado de um dos seus corta-matos, que terminou a discussão:

- Nem te preocupaste em arranjar máscara, não podes ir a nenhum baile de Carnaval! - o que, sendo verdade, constituiu um argumento final e lhe valeu um olhar assassino….

Quase não vi a Aida e fui para casa sem conseguir dizer-lhe nada do que tinha planeado como introdução a uma declaração mais formal, dois dias depois. Quinta-feira, no Colégio, não foi igualmente possível fazê-lo porque nunca consegui estar a sós com ela, além de que ela estava constipada; um nariz entupido e avermelhado e uns olhos lacrimejantes não são propícios ao romance...

Sexta-Feira trocámos poucas palavras:

– Então e a constipação? – perguntei.

– Estou felizmente melhor, mas o meu pai, logo à noite, vai-me levar e buscar no carro dele, para não apanhar frio.

– Até logo, sendo assim encontramo-nos em casa da Isabel…
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Fui jantar e vestir-me.Uma complicação familiar, envolvendo uma outra festa onde ia a minha irmã e a saída dos meus pais, atrasou-me imenso e cheguei muito mais tarde do que tinha programado. Mas felizmente a tempo já que, quando cheguei à porta, ainda correspondi a um aceno do pai da Aida, que se afastava no seu automóvel.
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Entrei sem tirar a máscara, os pais da Isabel, que vigiavam a entrada, reconheceram-me e cumprimentaram-me imediatamente! A sala tinha as habituais serpentinas nos candeeiros e nos cortinados, confettis no chão e uma mesa com uma enorme toalha branca com os contributos dos convidados. Pousei uns croquetes e uns rissóis que a minha mãe me entregara e vi que o baile estava animado; procurei a Aida e vi que a minha "dama-antiga" dançava já umas brasileiradas na improvisada pista de dança. Enquanto esperava uma oportunidade de lhe falar, fui negociar com o Paulo, meu parceiro na tarefa de pôr discos, ficar livre neste início da noite, substituindo-o só depois de a Aida sair. Combinámos também que, mal eu conseguisse dançar com ela, ele poria a tocar “I Can’t Let Maggie Go” dos Honeybus, um slow irresistível que eu tivera o cuidado de incluir entre os discos disponíveis.
Aguardei uns minutos, a folia abrandou, a Aida reconheceu-me (porque eu lhe mostrara a minha caraça e pela altura, claro) e veio ter comigo, dando uma graciosa e inesperada volta à minha frente, mostrando-me como estava realmente elegante, mesmo vestida de celofane! Mal me aproximei dela o Paulo pôs a tocar a música combinada e eu descobri que ela era uma graciosa dançarina, mais disponível do que de costume para ouvir os meus elogios, que foi recebendo com alguns risos. O meu plano corria bem, o espírito de Carnaval e as máscaras desinibem sempre as pessoas! Outro slow se seguiu (o Paulo era um bom amigo), e outro, sem que ela fizesse qualquer menção de querer trocar de par, mas a pressão dos foliões acabou por obrigar o regresso da música mais animada. Nesse momento a Aida deu-me o braço e fez sinal de querer beber, era impossível falar porque o Paulo, terminados os slows, tinha outra vez a música muito alto, os donos da casa não tardariam em protestar. Eu conduzi-a em busca de um refresco, feliz com este inesperado e promissor início de festa (finalmente ela mostrava nítido prazer na minha companhia). Junto à mesa estava o seu irmão, o Jorge, que reconheci porque tirara a caraça para poder comer vigorosamente o que me pareceram os meus croquetes, e eu disse-lhe (ou melhor, gritei-lhe), apontando a Aida:

- Está muito bonita a tua irmã nesta máscara!

Ele aproximou-se do meu ouvido, para se fazer ouvir, e respondeu:

- Sim, fica-lhe realmente muito bem. E teve pouco tempo para se vestir, só à última hora eu convenci a minha mãe a deixá-la vir comigo, aproveitando o vestido da Aida, que ficou de cama, cheia de febre….
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João Jales
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COMENTÁRIOS
Isabel X disse...
Mais uma interessantíssima história de amores adolescentes aqui trazida pelo Jales, desta vez a propósito do Carnaval. Está a ficar um especialista. Um interesse amoroso deslocado do verdadeiro alvo, mas que as circunstâncias (o destino?) acaba por colocar no caminho certo, é um tema que dá que pensar... Aqui tratado magistralmente, de modo a prender a atenção de quem lê e sabe o desfecho ao mesmo tempo que o protagonista-narrador, tão equivocado quanto nós, seus atentos leitores! O efeito é literariamente muito bem conseguido, tal como a descrição de toda a envolvência do acontecimento central. Parabéns JJ!
- Isabel Xavier -
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Ana Carvalho disse:
Olá João como sempre outra das tuas encantadoras e maravilhosamente escritas histórias, sempre me saíste um romântico....quem havia de dizer que por baixo dessa tua ironia toda havia uma pessoa sensivel e doce, capaz de escrever estas coisas lindas...que sorte tem a tua Paula e a Marta . Bjs PP.
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Luis disse:
Conheço a primeira parte desta história, mas os "assaltos" de que me lembro em casa da Isabel Videira,na R. Leão Azedo são anteriores a isso.Fico pois um pouco baralhado!Pormenores à parte é um relato que não consegui parar de ler embora, quando comecei, pensasse que o ia deixar para depois... Muito bem escrito,sem arabescos(nada a ver com a Dra Inês!) nem figuras de estilo,só história(e música).Acabaram as Annas Kareninas?Abraço-Luis
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Belão disse...
Ó João, que conto!Falando sério, já pensaste em escrever um livro de contos? É que prendes tão bem o leitor, que talvez conseguisses contribuir para elevar algumas percentagens no que se refere à leitura. Consegues um misto de romance e humor....muito interessante!Adorei.
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São Caixinha disse:
Olá João!!!Outra estória tua de extraordinária qualidade! Este enredo está simplesmente fenomenal! Adorei ler e envolver-me nesse formidável ambiente, que só suspeito que deve estar descrito muito de acordo com a realidade, visto que eu, como a Júlia, também ficava fechada...num castelo!!
E a canção...ai...ai...também me traz doces recordações! Bjs, São
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zemass disse...
Não costumo escrever,esta é a 2º vez,mas leio sempre com gosto.Só quero dizer que há aqui uma relação entre esta música que nos evoca tão boas recordações e a história que o Jales conta.E não é só o facto da música tocar no baile.Claro que gostei muito.
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Isabel Knaff disse:
I Can’t Let Maggie Go, é uma maravilha... que inesperado desfecho!Quando finalmente já estava a ficar animada e a pensar que finalmente esta estória ia acabar bem...Zás...de repente “puxaste-me o tapete debaixo dos pés”. E deixaste-me na expectativa ... E depois? Gostava tanto de saber mais...não tem mais episódios...?
Eu nunca tive autorização para ir a assaltos de carnaval e a ver pelas vossas descrições deviam ter sido divertidíssimos. Que pena!Se estivesse mais perto juntava-me à Julia e, conhecendo-lhe o talento para planear festas, até me está cá a parecer que podíamos juntas organizar um...
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Margarida Araújo disse:
Revi Carnavais passados, assaltos sem ser à mão armada, mascarices, bailes. Os meus sempre foram aqui nas Caldas. Começaram timidamente em bailes de máscaras para crianças no casino. Lembro que havia prémios e que uma vez fui de minhota. Original, não? Ainda tenho o coração de filigrana que usei e que resistiu à "limpeza" que houve em minha casa. Lembro-me da Belica Crespo com uns 4 anos vestida de espanhola, com um grande sinal e aquela cara de boneca que ainda hoje tem. Um ano já não sei quem vestiu-se de Sindy, uma boneca vestida à anos 60, calças, camisola às riscas e cabelo com fita larga. Muito francesa. Lembro-me de termos achado muito original. Mas destas festas não guardo a ideia de grande animação. Essa era na Quinta de St.º António, a remexer nas arcas dos antepassados e a dar voo à nossa liberdade. Muito brincadeira , muita tropelia e, à noite, pais e tios alinhavam tanto ou mais do que nós.
Um ano o Henrique Sales, o Carlos Gouveia e nós, a catraiada miúda, fizemos uma assalto à casa da Madame Nicole e penso que depois passámos para a casa do Miguel Bento Monteiro. Eu teria uns 12 anos e lembro com se fosse hoje, eles vestidos de ceroulas e de cartola, estavam hilariantes.
Depois, já mais crescidos, os bailes começavam no Casino, passando a meio da madrugada para o Hotel Lisbonense e muitas vezes acabavam no Casino Mangueira (os animados bailes dos Bombeiros). Depois houve um tempo em que O Inferno da Azenha e o Ferro Velho jogaram ao despique. Mas penso que, de uma modo ou de outro, se corriam os dois lugares.
Mascarava-me sempre, mas de forma trapalhona. O objectivo era a não descoberta e a troca de indentidades, que o teu texto conta de forma tão divertida.
Quase me esquecia de referir, em relação ao teu texto, a música linda e com um título que não posso ignorar...
Já sei se vir por aí um mascarado alto és tu!!!! Guidó
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farofia disse...
Com que então, JJ, aluno ‘espevitado’ e alegre, mais respeitador do que tímido, dedicava-se a actividades extra-curriculares de organizador de festas e criador de enredos! Distraído? pudera! aquele coração tiquetava em sons musicais e batia por amores mais ou menos inquietos e desencontrados.
Que desfecho tão fantástico o desta história de romance, intriga e suspense ! O romance enternece-nos, a intriga surpreende-nos de tantas cumplicidades e o suspense, ah! esse dá cabo de nós até ao último momento da narrativa.
E depois? Será que a Madalena se desmascarou sempre a rir? Será que o João recuperou do choque com elegância cavalheiresca? eu queria um final feliz para este qui pro quo
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farofia disse...
que me perdoe a Mariana, chamei-lhe Madalena, pura distracção!
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vitor b disse...
Começa com romance e algumas boas observações e acabamos em surpresa e suspense.Concordo com a Isabel Caixinha e a Farófia tem que ter uma continuação,a história não acaba aqui(quem é a Farófia?muito giro o seu comentário!)
Parabéns J.J. esta é uma excelente história.
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farofia disse...
(resposta ao vitor b: farófia é bolinha de sabão assoprada por este blog)
Trago aqui uma historinha de Caldas num carnaval uma dúzia de anos mais velho: o meu ‘herói’ chama-se Luís Filipe. Caldense de gema, foi ao baile de máscaras num edifício (que acabou destruído por um incêndio) ao lado das antigas Faianças Germano, frente ao Parque. Logo, logo, encantou-se com uma Máscara, dançaram, dançaram, e dançaram naquele ‘tásse-bem’… “Tira a máscara!” pediu ele - “Não”, recusava a dama. - “Tira!” - “Não, vais ficar desiludido!” - “Tira, vá lá!” … e ela tirou… e era menos charmosa do que ele espectava e uma singela vendedeira da Praça da Fruta. [Pá, Luís, o que é que tu espectavas? a Bela Adormecida em pessoa?! ]
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João Ramos Franco disse...
Desta vez o João Jales, que já nos habituou como um bom contador de histórias, traz-nos o Carnaval.
Falar-vos sobre carnavais, os quais na nossa cidade gozei em plena juventude, frequentando tudo o que havia no meu tempo e pregando tantas partidas (principalmente pelo telefone). Só de recordar o que fiz, aos 66 de idade parece-me ter 100 de carnavais… João Ramos Franco
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Júlia disse:
João!
Ontem só cerca da meia noite vim espreitar o blog. Deparo-me com um enorme texto teu e logo pensei que aquela hora tardia não seria a ideal, teria que ler e reler, mas hoje também não pude deixar de o fazer. Ler e voltar a ler....não só porque quase me senti envolvida naqule ambiente carnavalesco,mas para confirmar o final !!!!!!!!!! Que pena me fez....imaginei a tua cara de desilusão....mas como já estavas habituado,foi mais uma ....Coitadinho do então jovem "pinga-amor" !!!!
Tu continuas a revelar-te como um extraordinário Contador de Histórias....a maneira como descreves, consegues envolver-nos e deliciar-nos de tal maneira que me atrevo a lançar-te um desafio. Porque não escreveres um livro de contos?
Aceitam-se palpites para o "título".
Muitos Parabéns, Bjs. Júlia R
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Ana Nascimento disse:
Parabéns João
Que texto bonito e que linda música…. Como tu retratas tão bem o ambiente das festas de garagem que se vivia nessa altura !!!!!!!
Cada vez gosto mais do que escreves…como diz a Julinha tens que te aplicar na “feitura “ dum livro de contos….
Um beijinho grande da
Ana
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Luisa disse...
Como os artigos não têm data não sei com que atraso estou a ler o blogue.Mas não podia deixar em claro este maravilhoso conto de carnaval.Li duas vezes seguidas para ver se descobria o truque mas fiquei tão deleitada que não descobri nada!!Suponho que a Isabel Xavier tem razão,a narração e a acção são mesmo ao mesmo tempo.Parabéns João!Luisa

A PROPÓSITO DE "I Can't Let Maggie Go"

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"I CAN'T LET MAGGIE GO" de Peter Dello, gravado pelos Honeybus, é um dos mais geniais singles editados no final da década de sessenta (Março de 1968)

A começar pela letra:


She makes me laugh, she makes me cry
With a twinkle of her eye


Chorus:

She flies like a bird in the sky
She flies like a bird and I wish that she was mine
She flies like a bird oh me oh my
I see her sigh.
Now I know, I can't let maggie go


We walk here, we walk there
People stop, and people stare

(chorus 3x)

Ooh

Não é preciso mais.

Melodia inesquecível, ao nível do melhor que os Beatles ofereciam na altura, e um arranjo despretensioso mas irrepreensível, colocam esta canção na pequena galeria das "Teenage Symphonies to God" (como lhes chamava Brian Wilson) dessa época.
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Vou ouvir outra vez...

*+*+*+*+*+*+*+*+*+*+* C A R N A V A L ! *+*+*+*+*+*+*+*+*+*+

Estes convites para um "assalto de Carnaval" em 1965 voltam à sua função original, desta vez não para vos convidar a usar uma máscara ou a dar um pezinho de dança mas para enviarem para este blogue recordações dos carnavais dos vossos tempos de estudantes.
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A série sobre os professores tem aqui umas curtas férias de uma semana e será retomada na quarta-feira de cinzas, prolongando-se até meados de Março, quando uma nova série, já em preparação...
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Mas disso falaremos depois, para já quero estórias, episódios, fotografias, convites, anúncios, descrições, notícias dos carnavais da vossa juventude.Como sempre neste espaço, o desafio é para todos os leitores, não só para alunos do ERO.

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COMENTÁRIOS

Laura Morgado disse:
João
Foi grande a emoção ao rever este convite de Carnaval. Tenho um igual, e fui a este baile! Lembro-me como se tivesse sido ontem…
Este blog faz milagres, consegui relembrar como foi feliz a minha juventude, com um toque emocional no ano de 1965.
Beijos para todos os que participaram nesta festa de Carnaval, e que ainda estão entre nós.
Laura

Isabel Esse disse...
Lembro-me de um ou dois assaltos em casa da Isabel Videira, de um no sótão das Nascimentos e de dois na garagem do Zé e Fernando castro. A vantagem é que toda a gente se conhecia, tudo corria sobre rodas e os pais deixavam-nos ficar até mais tarde do que noutros locais!!! Tenho muitas saudades... Isabel

Maria Helena Arroz disse:
Há números de telefone dessa época de que ainda me lembro. Estes que aqui estão neste convite são dois deles. Também não admira, eram os números das minhas amigas e companheiras mais próximas, a Ilda e a Emiliana.
Os bailes de Carnaval na garagem da Emiliana eram fantásticos. Com grande antecedência preparávamos as máscaras, com todo o cuidado e imaginação. Cada um levava alguma coisa para se comer e beber. Juntávamos os discos para reforçar o stock da Emiliana e depois durante toda a noite dançávamos, e brincávamos. Alguns dos nossos colegas vestiam-se de mulher e eram geralmente grande motivo de risota.
Na minha garagem também houve um ou dois bailes de Carnaval muito divertidos.
Tenho aqui uma foto, que gostava de mostrar, mas hoje não tenho scanner.
Beijos
Lena Arroz

JJ disse:
Cara Lena:
Pode ser que apareçam mais fotos desses “assaltos” para mostrar aqui no Blog. É tudo uma questão de vasculhar o baú certo… E é Carnaval até à próxima 4ª Feira.

Júlia Ribeiro disse:
Seria eu um "bicho do mato" .....ou o motivo seria não residir nas Caldas.?...É que. conforme mencionei noutra série do blog, os meus colegas nunca me convidaram para a ginjinha do Montês em Óbidos.....Já não percebo !!!!! E a Laura e a Emiliana num Assalto de Carnaval em 1965 não sentiram a minha falta? Amigas da onça.........se eu adivinhasse não tinha feito tanto esforço para reencontrar a Laura há algum tempo atrás....
Laurinha, estás dispensada de me enviares um email a pedir desculpa, estás mais que desculpada, desde que me faças um "Convite Especial" para um futuro Assalto de Carnaval !!!
Eu, de Carnaval, tenho muito pouco para contar, apenas que me irritavam aqueles esguichos de água que apanhava na Rua das Montras e, como se não fossem estes suficientes, os meninos da Escola Comercial aguardavam-nos junto ao Chafariz das Cinco Bicas a atirar mais umas bisnagadelas e os estalinhos (será este o nome ?),mas também se não fossem estes incidentes, o que teria eu agora para dizer?
Assim o Jales não me ""chateia"" a perguntar se não tenho nada p´ra contar......
Um bom Carnaval para todos e que se divirtam muito.
Um abraço
Júlia R

Laura Morgado disse:
Julinha não fiques triste, claro que sentíamos a tua falta. Mas estas festas eram feitas durante as férias de Carnaval, quando tu estavas em Óbidos...
Era difícil eu não ir às festas na garagem da Emiliana, pois morava em frente à casa dela, e éramos amigas quase de nascença.
Os convites nunca foram feitos por mim, eu era apenasconvidada. Por isso estou mais que desculpada!
As tuas festas como eram? Também podias contar.
Beijinhos e bom Carnaval.
Laurinha

A Direcção disse:
Esta polémica que envolve os “amigos” da Júlia é querela antiga, já aqui referida em
OS AMIGOS DA ONÇA . Isto sem querer, claro, reabrir velhas feridas...

Neco disse...
...e o a mousse de chocolate que as manas Nascimento levavam? Será que alguém se lembra?Neco

PROFESSORAS EM 1962/1963

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1962/63-Drª M. Armanda,Drª Cremilde,Drª M.Rosário Leal,Drª Alda Lopes,D. Anita.
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