ALMOÇO / CONVÍVIO

ALMOÇO / CONVÍVIO

Os futuros almoços/encontros realizar-se-ão no primeiro Sábado do mês de Outubro . Esta decisão permitirá a todos conhecerem a data com o máximo de antecedência . .
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Sra. D. Irene T Albuquerque (3)

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Eu também me lembro muito bem da Sra. D. Irene Albuquerque.Conheci-a quando teria uns 4 anos, pois, com as minhas irmãs mais velhas, frequentei o jardim escola que abriu na sua casa. Lá estavam também a Isabel (não me lembro se o Pedro), os irmãos Vítor e Zé Luis Bernardo, o manos Monte Pereira (Manel e Quico, pois a Madredeus era mais velha) e uma certa Inês que se assumia como minha protectora e se sentava em cima da plasticina para a amolecer e me facilitar o trabalho de a moldar.
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Já no Colégio, a Sra. D. Irene foi minha professora de francês (4º e 5º anos) e de inglês (do 3º ao 5º). Vim a tê-la outra vez no ISLA, em alemão.
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As minhas memórias desta "grande Senhora", como diz o João Ramos Franco, são das melhores que alguém pode ter de um professor.Também me lembro das cantigas que nos ensinava, dos desenhos que fazia no quadro, das fábulas de La Fontaine que nos fazia decorar (belo exercício para a memória!), etc.
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Sempre tive com ela uma excelente relação, mesmo quando uma vez me apanhou com uma cábula na algibeira num ponto de geografia no 3º ano, estando ela de costas a escrever no quadro uma pergunta ilegível no enunciado do ponto (lembram-se dos pontos policopiados a stencil?).
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Julgo ter sido ela quem fez despertar em mim o gosto pelas línguas, se calhar porque fazia da sua aprendizagem uma mera brincadeira…
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Isabel VP
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Drª Irene Trunninger Albuquerque (2)

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Ao ver a foto do artigo anterior no álbum da Esperança, reparei na pessoa que estava ao piano e pensei: conheço alguém parecido, mas não liguei mais. Agora constato que conhecia mesmo e muito bem.

Também tive o privilégio de a ter como professora de Inglês e Francês no 3º e 4º anos.Foi com ela que aprendi as primeiras palavras de Inglês,disciplina de que sempre gostei.Lembro os exercícios de gramática e principalmente da conjugação dos verbos que era facílima comparada com a de Francês, e que adorava fazer.

Era uma boa professora e uma "grande senhora".Tive pena quando nos deixou e foi dar aulas para a Faculdade de Letras de Lisboa,onde ainda tive o prazer de a encontrar uma vez,pois não era local que eu frequentasse habitualmente.Disse-me nesse dia: "conheço-a e continua com esse olhos azuis..." Não a voltei a encontrar.

Tenho dela uma recordação que aqui venho partilhar, o autógrafo que lhe pedi em 1962. Não me lembro exactamente em que circunstâncias mas certamente porque sabia que era alguém que iria recordar toda a minha vida. Era uma pessoa maravilhosa!




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Júlia Ribeiro
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COMENTÁRIOS
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João Ramos Franco disse...
Júlia :
Já pensava que só eu é que me recordava... "Era uma boa professora e uma "grande senhora"".
É uma pena que os filhos, o Pedro e Isabel, não colaborem, poderíamos escrever muito mais.
João Ramos Franco
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Jaime Serafim disse:
Fui aluno da Dr.ª Irene Albuquerque. Foi a única professora de línguas que tive – Francês do 1.º ao 5.º e Inglês do 3.º ao 5.º. Nascida na Suíça, era uma senhora elegante, de vasta cultura e com um finíssimo e inteligente sentido de humor. Era muito competente, simpática e sempre bem-disposta.
Sabia tocar piano, ensinava-nos canções, recitávamos poesias e fazia desenhos engraçadíssimos para ilustrar as suas lições. Era um encanto ser aluno desta Senhora.
Nas aulas, não gostava que a chamássemos de Dr.ª, mas sim de Mme Albuquerque, nas aulas de Francês, e de Mrs Albuquerque, nas de Inglês .
Muitos anos mais tarde, vi colegas, professores de línguas, utilizarem estratégias, como se fossem uma grande inovação, mas a Mme Irene Albuquerque já as usava no meu tempo!
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JJ disse:
Posso assegurar que muita gente recorda, nos mesmos termos que a Júlia e o João R F, a Drª Irene. Ouvi sempre o seu nome citado como uma das melhores recordações dos alunos do final da década de 50, início de 60.
Devemos dar mérito a Júlia pela preservação do livro de autógrafos (há mais para mostrar) e pelo testemunho, como habitualmente caloroso e pessoal, que nos transmite.

Dra. Irene Trunninger Albuquerque

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Foi, curiosamente, numa das fotografias que recebi durante a evocação aqui feita da D. Esperança que encontrei umas das professoras que mais vezes me foi referenciada como uma das mais marcantes dos anos 50: a Drª Irene Trunninger Albuquerque.
Aqui fica a referida imagem, bem como um curto texto que o João Ramos Franco escreveu.
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Sei que dois filhos da Drª Irene foram alunos do Colégio, será que algum deles vê o Blog e poderá contribuir com, pelo menos, mais algumas imagens? JJ
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A imagem que ainda mantenho presente é a de uma Senhora alta e elegante, com uma personalidade talvez um pouco afastada da sociedade em que vivia, mas que se dedicava com amizade aos seus alunos.

Escolher a Professora que do 1º ao 7º ano me acompanhou, em Francês, Inglês e Alemão, de entre todos os outros, durante a minha longa passagem pelo ERO, é o fruto da procura de alguém que esteve presente e me marcou pelo seu saber e o modo como o transmitia ao aluno.

Apesar de reter na minha memória muitas das palavras dela durante as aulas, (canções como “Frère Jacques” e outras que no 1º e 2º ano cantávamos na aula), transcrevê-las não é muito o meu modo de redacção, quando tento fazer o retrato de alguém que me marcou desde muito novo com o prazer de estar nas suas aulas. Aprendi, (talvez pelo modo como decorriam as suas aulas), com esta professora o que era compreender quase sem ter que se decorar. Em cada ano ela ia abrindo o livro do seu conhecimento e cultura e mostrava o quão fácil era aprender, mesmo não falando e escrevendo na nossa língua materna, nas suas aulas. Sentia as nossas dificuldades noutras disciplinas e fazia delas tema para o ensino do Francês ou Inglês, ajudando e indo ao encontro do aluno.

Falo-vos, hoje, de alguém que para mim foi um exemplo no bom modo e método de ensinar. Num amanhã próximo trarei outros professores.

João Ramos Franco
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COMENTÁRIOS
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Wicca disse:
Não foi só nos anos 50, ela foi minha professora de inglês e francês até ser substituída pela Papi a inglês e Madame Loureiro a francês.Alta, ruiva, carregava nos rrr e adorava tricotar quando tínhamos exercícios escritos, mantendo sempre um olho na turma. Se apanhava alguém a cabular, apontava uma agulha e dizia: "Considere-se com as orelhas puxadas!". Muito compreensiva e óptima professora. Despertou em mim o gosto pelas línguas.
E que dizer da nossa professora de educação física, mãe do Zé Carlos Faria, a elegante e distraidíssima D. Rosa? Uma ternura de pessoa. Guida
Roberto
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João Ramos Franco disse...
A Drª Irene Trunninger Albuquerque é a senhora que está a tocar piano na fotografia.
João Ramos Franco

COMENTÁRIO A D. ESPERANÇA

por Jaime Serafim
Eu, a minha mulher e o meu filho,
à sombra do ERO.
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Nunca imaginei estar constantemente a fazer intervenções. Não que o blogue não mereça, mas porque penso sempre que o que tenho a dizer é supérfluo e pouco interessante para quem o lê.

No entanto, como poderia ficar calado perante os desafios tentadores que o blogue me faz?

Agora é a minha mulher. Aquela que eu namorei e casei, sempre à sombra do Externato.

A São e a Isabel são mesmo duas Caixinhas de surpresa! Que texto tão bonito, Isabel - tão suave, pleno de cores, de cheiros, de afectos, muita ternura e tão verdadeiro. Que desenho tão perfeito, ao pormenor – não faltou a camisola fina com o casaco de malha igual, o colar, o cabelo tufado como se usava na altura - mas que memória fotográfica, São! Sim, porque não acredito que tenha fotografias de toda agente naquele tempo. Não sonham como me fez bem receber estes presentes tão valiosos. Muito obrigado, Isabel, muito obrigado, São! Um beijinho para cada uma – estão no meu co
Adoro falar e que falem da minha mulher. É uma forma de a manter viva e eu quero que continue viva. Tudo que a recorde - uma foto, uma jóia, um perfume – me dá um enorme prazer e bem-estar.

Não tive irmãos, mas tenho duas irmãs do coração. Uma é a minha cunhada Manela. Apesar de diferente da irmã, tem muitas semelhanças - por vezes faz-me lembrar a Esperança. Por isso e porque muito me estima e considera, tenho por ela uma ternura infinita e uma amizade tão forte, como se de uma verdadeira irmã se tratasse.
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Jaime Serafim
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Um novo álbum com todas as fotos da D. Esperança está disponível em
(basta clicar sobre a imagem para ver):
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COMENTÁRIOS
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Amélia Viana disse:
........Quero também felicitar o Dr Serafim,que nos tem deliciado com os seus textos magníficos.Tem sido uma verdadeira surpresa ,a descoberta do seu fino humor e talento literário.
Só posso pedir-vos que não desistam e continuem a deliciar-nos com os vossos valiosos,excelentes, e assaz ternurentos contributos, para nosso gáudio e genuíno encantamento.
Um abraço. Amélia Teotónio
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João Ramos Franco disse...
Caro Dr. Serafim
É com alegria que leio os comentários de todos os que foram seus alunos. Um ex-aluno do ERO, já com 66 anos, sente nas palavras dos colegas o que partilhou com eles como Professor, deixando amizade retratada nas suas lembranças e nas deles.
Eu sou de certo modo um saudosista e ao ler tudo o que se tem escrito apenas lhe posso dizer: Bem-haja.Como gostaria de o ter tido como Professor…
Um abraço amigoJoão Ramos Franco

Dra. Inês / D. Esperança / D. Dora


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fotografia do arquivo de Inês Figueiredo, texto de Manuela Carvalheiro
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Não sei se esta foto interessa... mas como envolve a Dª Dora e a Esperança, faladas nesta altura do blog, sempre lha mando.

Muito gostava eu de me recordar da conversa que aqui estávamos a ter! e não consigo. Muito conversávamos nós. Inês.

. Dra. Inês / D. Esperança / D. Dora

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.Caros Colegas e amigos

Obrigada pelo texto cheio de carinho que escreveram e comentaram, sobre a minha irmã. A Esperança tinha cerca de 5 anos mais do que eu. Através dela eu via o mundo dos “crescidos” e nesse mundo entre outras coisas, estava o Colégio Ramalho Ortigão. As vivências, as conversas, as amigas, que tantas vezes iam lá para casa brincar no quintal, os professores, as aulas, os exames….era um mundo novo a que eu ansiava pertencer.



Nessa época eu frequentava o pseudo Jardim-escola da D. Perpétua na Rua do Jardim e depois a Escola Primária da D. Joaquina Rainho na nossa Rua, então rua da Electricidade. Mais tarde também foi a minha vez de ir para o Ramalho Ortigão e a Esperança dele sair para o Magistério Primário (a Universidade nunca a seduziu). Passados anos tudo se inverteu. Ela voltou, já como professora e eu saí, para Coimbra perseguindo o sonho da Medicina. Quase nunca nos encontramos no Colégio. Mas na realidade isso teve pouca importância porque se partilhavam as vivências.



Agora porém, de forma triste e definitiva, a vida não nos deixa encontrar nas memórias do blog dos Antigos Alunos.

Mas do muito que se vive, de forma mais ou menos paralela como acontece entre irmãs, resta sempre muito. Mas também resta e se aprofunda dia a dia a grande amizade com o meu cunhado Jaime Serafim, com os meus sobrinhos.

No fundo resta a vida

Manuela Carvalheiro


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COMENTÁRIOS

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Isabel Cx disse:

A fotografia da Dra. Inês está tão gira! A D. Esperança, uma noiva muito bonita, a Dra. Inês muito amorosa, como sempre, e a D. Dora com um "penteado de festa", sem dúvida um grande melhoramento... não percebo bem porque tem a mão esticada, tem algo que me faz lembrar as estátuas Gregas ou Romanas, nem sei! Isabel
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São Caixinha disse:
A D. Esperança nunca foi minha professora e na realidade só a conhecia através das palavras da Isabel que sempre a recordou com muito carinho! Contudo nunca me tinha contado nada das simpáticas visitas a que se refere , e compreendo agora ainda melhor a dimensão desse carinho.

Compreendo também a que se refere a Manuela quando fala das vidas paralelas entre irmãs e consigo imaginar a sua tristeza por não poder partilhar estes momentos com a sua. Também a mim me deixa um pouco triste e quero enviar-lhe um afectuoso abraço.

Como diz, "no fundo resta a vida"...e é isso que devemos celebrar neste momento, a vida, o valor da verdadeira amizade... e a magia deste blogue onde recordar não só nos permite desfrutar deliciosos nostálgicos momentos, mas frequentemente também reavaliar as dimensões do nosso crescimento!!

E que belas fotografias tanto a do casamento como a do jantar, obrigado a ambos os professores por as partilharem! E, já agora... obrigado também a todos pelas simpáticas e afectuosas palavras.Bjs São