ALMOÇO / CONVÍVIO

ALMOÇO / CONVÍVIO

Os futuros almoços/encontros realizar-se-ão no primeiro Sábado do mês de Outubro . Esta decisão permitirá a todos conhecerem a data com o máximo de antecedência . .
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A SUPER

Lembrada esta semana no nosso Blog a "Super" merece sem dúvida ser integrada na série "Professores e Personalidades". Grande professora de História, não tanto de Filosofia já que as dúvidas e interrogações sem resposta lhe eram estranhas e incómodas. Os apontamentos de que o Zequinha fala no texto abaixo, publicado no livro "Álbum de Figuras Caldenses 1990/1991" de Vasco Trancoso, eram bem o exemplo disso, um amontoado de certezas e afirmações categóricas para nós decorarmos, uma sui generis noção de Filosofia. Curiosamente aconteceu comigo o mesmo que com ele, tive sempre 14 como nota, antes e depois de saber antecipadamente os testes...
Acrescento, apenas porque ele o não recorda, que a Dra Deolinda colaborou em 1987 comigo e com o Pereira da Silva ( o "Sr das Cassetes", como ela lhe chamava nas aulas) num programa da Rádio Margem onde, aos Sábados à tarde , mostrava, falando da nossa região, aquilo de que realmente gostava e sabia: História.
É com saudade desse convívio que deixo aqui a sua recordação.
A minha “Super” amiga


Licenciada em Ciências Histórico-Filosóficas pela Faculdade de Letras de Coimbra em 1945, tendo defendido como tese “ A acção da Rainha D. Leonor na Vida Portuguesa”.
Especializada como Bibliotecária Arquivista em 1947, investigou na Torre do Tombo até 1952.
Colaborou com artigos de investigação sobre o concelho das Caldas da Rainha no “Boletim dos Bibliotecários”.
Exerceu a docência em disciplinas de História e Filosofia como Professora Efectiva do Ensino Secundário.
Havia para muitos da minha geração, os que prosseguindo estudos se aventuravam pelos segundo e terceiro ciclos do ensino secundário, técnico ou liceal, um obstáculo que uma quase lenda fazia deslizar pelo tempo e que se dava pelo nome simples de Doutora Deolinda ou mais comummente de “Super”. O seu campo de minas era para todos a História e para alguns a Filosofia. Aí se dariam os confrontos em que mortos e feridos a “chumbo” coleccionariam os eventos que dariam continuidade à lenda passando-a a vindouros.
Filha única, Deolinda Ribeiro estaria por certo destinada à continuação duma casa de lavoura se fosse homem. Sendo mulher quis assumir esse e o seu verdadeiro destino: o da inquietação perante os factos e os seus porquês. Ambos cumpriu.
Aqui reside o carácter extraordinário desta mulher, impregnada de terra e de saber, cuja força à natureza deve e à natureza sempre quis pagar, dedicando-se-lhe no trato e amanho com o mesmo entusiasmo que às coisas da sua real vocação, os estudos e investigação histórica, toda a vida dedicou. A sua forma de estar na vida, com simplicidade e rigor aprendeu-a, por certo, nas muitas horas passadas ao cheiro da terra aberta para as sementes e no segredo de como nascem as coisas, na ordem que a mão lhes dá e no favor da natureza.
Conheci-lhe o segredo de duas paixões: D. João II e os automóveis. Estes eram o seu calcanhar de Aquiles e uma “deixa” bem metida em qualquer aula permitiam-nos, uns cinco ou dez minutos de conversa outra que não de História ou Filosofia. O seu Cortina branco era um modelo que naquele tempo tinha fama de “bomba” e o Tomás Baptista, grande entusiasta e especialista dos desportos motorizados, era por norma o interlocutor mais activo espevitando-lhe o entusiasmo.
Estes faits-divers tinham particular interesse e eficácia por altura da Teoria do Conhecimento, capítulo da Filosofia que Deolinda Ribeiro ministrava “por conta própria”através duns famosos apontamentos (famosos no distrito e mesmo em Santarém), só que os apontamentos eram ditados à velocidade do dizer e o castigo durava um período inteiro. Memoráveis aulas para os antebraços que, sacrificados , pelo menos no meu caso, impunham ao meu cérebro, por reflexo condicionado, obviamente, a proibição quase absoluta de se debruçar sobre tais e assim transmitidas matérias.
A Dra. Deolinda tinha uma didáctica muito sua e baseada, quase sempre, numa sinopse introdutória que funcionava como esqueleto da dissertação que salpicava com o seu vasto conhecimento dos episódios paralelos e com os quais afastava a monotonia em que, pelo menos nas matérias filosóficas, facilmente se poderia cair. Natureza e método conjugavam-se, porém, na maneira como interpretava e impunha a disciplina, assunto em que o seu lema me parece sempre ter sido “as coisas como são, sempre foram e serão”.
A minha irreverência desses anos sempre me antagonizou à Deolinda Ribeiro de uma forma intensa mas leal, existindo até um episodio, que só agora ela ficará a conhecer, que o pode retratar. A partir de determinada altura do 7º ano, salvo erro, descobrimos que as revisões antes dos pontos eram feitas com algumas perguntas apontadas num caderninho que ela guardava na sua pasta de cabedal. As sextas feiras a aula de Filosofia era de duas horas seguidas, logo depois do almoço. Durante o intervalo, os professores iam até a sua sala e nós descíamos ao pátio, sendo interdita a permanência nos corredores. Iludida a “segurança” (a cargo dos contínuos Ulisses e Zé Caixinha) um grupo “comando” e voluntário em que eu estava obviamente incluído, resolveu consultar o misterioso caderninho. O espanto e alegria anularam o tremer das pernas que o risco justificava. Em caligrafia bem conhecida o que ali se achava reproduzido era o texto integral do próprio teste.
A Filosofia passava a ter para nós um novo aliciante. Conjugando um bom comportamento nas aulas com a demonstração de um renovado interesse pelas questões postas na aula, facilmente se justificariam os resultados que doravante iriam aparecer, pelo menos em quanto a indiscrição não viesse a ser descoberta e o esquema pudesse funcionar. Funcionou duas ou três vezes que me lembre. Nunca consegui com ele beneficiar e nas entregas dos pontos, à minha vez o anuncio continuou a ser o mesmo de sempre : “Senhor Pereira da Silva… 10!!! Ó homem já era altura de começares a estudar alguma coisa”. É que para mim o difícil era não querer as questões ao contrário do que eram postas e as nossas discussões acabavam, por vezes, com o meu pedido, em antecipação ao seu veredicto, abandono da sala, alias sempre concedido.
Foi sem dúvida este capital de lealdade e respeito mútuo construído durante os anos em que nos aturámos que se transformou no prazer que ambos sentimos quando, anos passados, nos reencontrámos como colegas de ofício na Bordalo Pinheiro. E foi no convívio do trabalho, e fora dele, que construímos uma grande amizade que me levou a descoberta e ao reconhecimento dos “porquês” da sua pedagogia e da sua didáctica. Com a experiência de uns bons anos de ensino já me deram sou obrigado a reconhecer que a minha “Super” amiga tinha razão!!!
E a emoção que todos sentimos aquando da sua despedida foi uma justa homenagem a carreira de uma exemplar e à vida de uma mulher simples que sempre soube manter os princípios como superiores guardiães da sua integridade moral e intelectual. E nesta sua lição eu não cabulei.

José Manuel Pereira da Silva

Desenho e texto extraídos do livro de Vasco Trancoso
"ÁLBUM DE FIGURAS CALDENSES 1990/1991" , editado em 1992

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Esta é uma "repescagem", este post apareceu pela primeira vez no Blog em Dezembro de 2007, mas pensei que fazia todo o sentido integrá-lo na actual série.

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Comentários:

João Ramos Franco disse...
“E nesta sua lição eu não cabulei.” Após o que li, teria piada dizeres que tinhas cabulado. Desculpa a brincadeira, gostei do que escreveste, a carga humana da visão passado/presente, tem para mim, um sentido muito especial…
Um abraço João Ramos Franco
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18 Dezembro, 2007
Miguel B M disse:
Foi com muita saudade que li o artigo sobre a Super. É pena ela já não poder lê-lo pois certamente ficaria uma fã do blogue e certamente uma assídua colaboradora. Eu era muito seu amigo e até foi por causa dela que uma vez fui corrido de uma aula de Física. Era habitual ela fazer uma perscrutação digital à sua cavidade nasal. Quando encontrava um corpo estranho mirava-o e remirava-o, avaliava as suas características físicas (consistência, viscosidade, densidade, elasticidade) e depois decidia degluti-lo ou deitá-lo para um lenço enrodilhado que sempre a acompanhava. Era para esse mesmo lenço que ela impulsionava estrepitosamente um volumoso escarro ( atenção para que não haja dúvidas, este termo é técnico em termos de pneumologia ).Ora eu tinha como desiderato imitar nas aulas esse mesmo impulso .Como os serviços de inteligência da turma já tinham alertado o corpo docente para este facto, ainda eu estava a começar e já o Jaime Serafim me estava a expulsar sem a mínima hesitação pois obviamente já sabia o que se passava e quem era o prevaricador. Este comentário serve ainda para confirmar não só o que o ZCFaria muito bem escreveu mas também para reforçar aquilo que eu próprio disse acerca desse mesmo artigo. Miguel B M

1º ENCONTRO DE BLOGUISTAS DO ERO - FOTOS E REFERÊNCIAS

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Há uma ENORME quantidade de novas fotografias do 1º Encontro de Bloguistas num novo álbum em:
Estas são todas da Margarida Araújo.
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Aguardamos mais comentários, mas respondo desde já a várias perguntas, e até protestos, que recebi nestes dois dias. Esta reunião foi exclusiva para os colaboradores do Blog dos Ex-ERO e nada tem a ver com os encontros de Antigos Alunos.
Foi uma reunião de trabalho, apesar do ar jovial dos convivas, que se destinou a reflectir sobre os primeiros 16 meses de Blog e sobre as estratégias para os próximos 16 meses.
A próxima RGA mantém-se pois para 14 de Novembro, conforme tem sido aqui amplamente referido. JJ

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Há uma referência a este encontro em:
e outra em:
e ainda outra em:
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COMENTÁRIOS
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Luisa disse...
Já consultei e comentei nos outros dois blogues onde se relata este encontro.Todos os antigos sentimentos em relação ao colégio e aos colegas renascem na leitura do blogue,no ver as fotografias,no prazer das crónicas do João Serra(ultimamente mais raras,porquê?)nas "estórias" de amor do JJ e nas de escárnio e maldizer do Faria.Todos os dias abro o blogue em busca de uma alegria!Hoje foram estas fotografias.Luisa
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NB disse:
Estive perto, ao lado, muito, muito próximo. Parabéns pela insistência e mobilização.A História escreve-se com vidas e chamas acesas....assim vale a pena.
Parabéns, peregrino da vossa festa vivencial.NB
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Amélia Teotónio disse:

Foi com enorme prazer que participei neste evento tão cheio de memórias, emoções, alegrias e... calorias!!!
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O dia estava lindo e a boa disposição era geral. Para além dos bloguistas, e alguns nem frequentaram o ERO, outros amigos e familiares se nos juntaram para partilhar a magia destes nossos reencontros, bem como aquela “mão cheia” de professores(mais 2, desta vez), que muita alegria nos deram ao responderem à “chamada”.

Profs que outrora nos viam com olhos de adultos, sendo nós crianças, e que hoje, esbatidos que foram os anos ao longo dos tempos, nós vimos e olhamos, nós meninos de então virados homens, eles profs que sempre o foram, com muita ternura, afecto e alguma cumplicidade; quiçá um misto de saudade do tempo dos “pontos e chamadas” e vontade de que este rio chamado vida tivesse caminhado mais devagar.


Foi muito completo e bem organizado este nosso encontro... pois para além da degustação, e do convivio, tivemos também a parte dos discursos, que não poderiam faltar, já que havia entre nós eméritos oradores.

Ao Jales, grande dinamizador e “Criador“ deste espírito ERISTA que vai crescendo cheio de força e vitalidade e à Júlia R e Isabel X, que em boa hora se lembraram que seria engraçado conhecermo-nos todos, um grande Bem Haja.

A reportagem fotográfica está muito bem realizada e estão de parabéns os artistas, só tenho que conversar com o autor das legendas, porque afinal, cadê a coroa?

Um grande abraço para todos

Amélia Teotónio
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Júlia R disse:
Caros Amigos!Como foi bom aquele dia 14/11/09 ,até com um sol radioso! Mais um marco a somar a tantas recordações na minha memória(que já não é famosa) e que são tantas e tão boas que qualquer dia" dá o berro"......Correu tudo sobre rodas"e bem oleadas"(não sei se o JJ teria feito alguma das dele nas bebidas)e nas comidas .....porque estava tudo tão bom ! Ambiente óptimo,conhecemos algumas das caras que estavam apenas nos bastidores e com quem trocávamos ideias, opiniões, episódios de morrer a rir, enfim, tudo o que tem sido maravilhoso neste Blog e nos tem levado a um passado longínquo, ao mesmo tempo presente mas muito frutuoso.
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Agradou-me também muito, disse-o pessoalmente perante a" partida" que o JJ me pregou(que ainda estou a pensar se lhe perdoarei... ),mas não posso deixar de o voltar a referir para os colegas que não puderam estar presentes, que me foi muito grato ter ali pessoas que foram marcantes para a nossa vida. Falo dos nossos Amigos e Queridos Professores. Uma palavra muito especial para a D.Anita, a única pessoa que conheceu todas as gerações do ERO, que nos honrou , de uma maneira muito simpática e calorosa com a sua presença.
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Quero prestar a minha Homenagem aos colegas, professores e directores que já nos deixaram , e que, à sua maneira , contribuíram para o que hoje somos e talvez a razão deste Encontro. Resta-me agradecer à Isabel Xavier, que foi quem deu o "mote", ao Amigo João, grande responsável, animador e dinamizador deste Blog, à Paula Gouveia pela sua "disponibilidade" e a todos os colegas e familiares, não esquecendo os bloguistas que não frequentaram o ERO. Imaginem que encontrei um antigo colega de Medicina, o Vasco Trancoso!
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Estamos Todos de Parabéns. Um Grande Abraço
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Júlia R.....Julinha....
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Laura Morgado disse:
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Será sem dúvida inesquecível, o dia 14 de Março de 2009. Parabéns à Júlia e a todos que ajudaram a organizar este encontro. Penso que saímos daquele almoço/ convívio, com o objectivo cumprido, conhecermo-nos uns aos outros e recordarmos antigas vivências.
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Concordo com a Belão de que é simpático o "estás na mesma”, mas é verdade que não funciona. No entanto, achei que estamos todos óptimos.Tal como ela, mas em sentido inverso, gostei de conhecer os colegas mais novos. Os que entraram quando eu já estava no 4º ano, e nos quais reparava pouco, todos os outros que nunca cheguei a encontrar no ERO e até os bloguistas que não o frequentaram.
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Foi um almoço muito bom, onde se gerou um ambiente divertido e de amizade.Para o João Jales um agradecimento especial, por toda a paciência que tem connosco, e a forma como organiza e ajuda a elevar o nível do nosso blog.
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Uma nota final para todos os fotógrafos, pois as fotografias estão excepcionais.
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Laura
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JJ disse:
Fui tentar descobrir junto dos colaboradores que legendaram as fotos como é que os "títulos" surgiram. Dizem-me que a "coroação" da Mélita como "Rainha da Festa" e da Julinha como "Alma da Festa" foram expontâneas e resultado consensual das conversas e comentários que nestes grandes acontecimentos são inevitáveis... Mas não sei mais pormenores!
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farofia disse...
VIVA!!! A ilustração fotográfica do Encontro de Bloguistas do ERO está um espanto!Parabéns aos incansáveis fotógrafos e aos que acrescentaram as preciosas legendas, num perfeito Quem é quem deste blogue.Obrigada a todos por 'darem a cara' :)) Inês
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Emiliana disse:
Gostámos muito de participar neste almoço e de rever professores, colegas e amigos.As fotos estão um espanto e o almoço foi delicioso, principalmente por ser saboreado em boa companhia.
Um agradecimento também nosso às organizadoras,Isabel e Júlia. Não há dúvida que o entusiasmo da Julinha é contagiante! Mas para o Jales,pelo seu incansável trabalho diário (a maior parte das vezes já a horas tardias) vai também da nossa parte um OBRIGADO muito especial.Um abração para todos e um até já, porque afinal,hoje uns, amanhã outros, todos os dias nos vamos encontrando através do nosso blog.
Emiliana e Rego Filipe

1º ENCONTRO DE BLOGUISTAS DO ERO

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Realizou-se hoje, Sábado 14/03/09, o primeiro encontro de bloguistas do ERO. Uma ideia original da Julinha e da Isabel X, que lamentavam o facto de muitos dos que conviviam neste espaço não se conhecerem pessoalmente, foi hoje finalmente posta em prática. Mais de cinquenta pessoas, colaboradores dos Blog e alguns familiares, almoçaram na Lareira, trocando ideias, memórias e perspectivas sobre o Blog dos Antigos Alunos do Externato Ramalho Ortigão.

A troca de impressões alargou-se a todos os participantes, alguns ex-alunos do antigo Colégio e outros não, e houve intervenções públicas por parte dos bloguistas Zé Manuel Pereira da Silva, Jaime Serafim, Mário Xavier, Júlia Ribeiro, Vasco Trancoso e Guida Rego (esta na qualidade de Presidente da Associação dos ex-ERO).

Fico à espera que os participantes digam de sua justiça, é para isso que existem os comentários. As fotografias da Júlia, João Rodrigues Lobo, Ana Nascimento e JJ estão já num álbum especialmente criado para o efeito e podem ser vistas em:





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C O M E N T Á R I O S
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Isabel disse:

Imagino o que perdi!Será possível legendar as fotografias? Não reconheço senão meia dúzia de caras, apenas as que vi ultimamente, e gostaria de poder identificar as pessoas. Sempre era uma maneira de pôr uma cara aos vários nomes que vou lendo no blog.Isabel VP
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JJ respondeu:

A legendagem está a ser feita, mas demora sempre um pouco mais do que os nossos "assinantes" gostariam... E há mais fotografias para mostrar, da Júlia, do Flores e da Guidó. É natural que precisemos de dois dias para pôr tudo em ordem.
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Manuela Gama Vieira disse:

Mais um dia importante para este local de (re) encontro permanente que é o blog dos "Antigos Alunos do ERO"!Ah, para que conste, a Princesa deu-me a notícia de que a mesa dela esteve divertidíssima!

Oh Jales, sinceramente, que indiscrição a tua, pelas legendas das fotografias vejo que estiveste particularmente atento ao "assalto à mesa dos doces", isso é coisa que se faça? Olha o colesterol desta juventude!

O "Baú de Recordações" parece não ter fundo...mas confesso que gosto de o transportar para o presente e para o futuro de todos nós!

Manuela Gama Vieira
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Isabel Caixinha disse:

...... Sobre o encontro... ainda estou sob o mágico efeito!

Que privilégio poder voltar atrás no tempo e reencontrar colegas, professores, amigos e desta vez para poder disfrutar só a "parte boa" de outrora, sem pontos ou chamadas! Muito especial...disfrutar calmamente num ambiente tão amigável e pleno de humor da presença de cada um e de todos em conjunto!

Curioso como a recordar um passado colectivo e tão importante no crescimento de cada um, nos vem mais uma vez preencher outra fase das nossa vidas...parece que afinal só existiu uma pausa pelo meio, nada mais!A comparação que a Dra. Inês fez com os meninos no sotão mágico, não podia estar mais bem aplicada.

Um beijinho da agradecimento ao João Jales e Paula ( por prescindir dele grande parte do tempo!!) à Julinha e Isabel Xavier, que deram origem à ideia, e a todos os queridos amigos que estiveram presentes.Adorei revê-los a todos e viver em conjunto este momento alto do Blog.

Beijinhos. Isabel Caixinha
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Belão disse...

Que magnífica ideia tiveram a Júlia e a Isabel Xavier.De facto nem todos nos conhecíamos. E aquela “coisa” do “Estás na mesma” não funciona para todos. É simpático, mas não passa disso. Claro que ninguém está na mesma! Uns melhor conservados que outros, estamos todos diferentes.... mas todos muito bons. Ficou provado!

Gostei de rever os conhecidos e também de, a partir de agora, poder identificar aquele pessoal um pouquinho mais velho com quem nunca me cruzei no ERO.

O convívio foi excelente e tudo “correu sobre rodas”- a comidinha, a bebida, os discursos, as fotos que já saíram... até o tempo esteve à altura deste encontro, presenteando-nos com uma bela tarde de sol.

Apesar de achar que estamos todos de parabéns, não posso deixar de mencionar, mais uma vez, as impulsionadoras deste evento (Isabel e Júlia) e claro, o João Jales, que tem feito deste “espaço” o ponto de encontro de todos nós, onde as recordações de bons velhos tempos ganham cor nas nossas memórias. E tem sido tão bom!

Beijos a todos os presentes e ausentes. Belão
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Ana Carvalho disse:


Olá João

Tu és muito eficiente, tu nem dormes! Ainda quase que nem tinha chegado a casa (pronto, é certo eu já não ando com a mesma rapidez de antigamente!) e já havia coisas sobre o almoço no blog.

Obrigado à Julia, que conheci ontem, e à Isabel Xavier, que já conheço há anos...nem digo quantos, pela ideia magnifica que tiveram e ao João pela excelente organização a que já nos habituou. Tal como alguém dizia nos comentários a mesa da Princesa estava muito animada ou não fosse a minha, da Anabela Castro, da Belão etc. Foi um almoço bem agradável e divertido. Quando é o próximo?

Espero que as fotos do Flores e da Guidó apareçam antes do próximo almoço (estou a brincar...). Beijos a todos. PP
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Anabela Miguel disse:

Realmente João Jales és de uma rapidez incrível, pois passado um bocado de estar em casa, resolvi ir espreitar o blog e para meu espanto já estava enriquecido com a notícia do almoço + fotos.
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Obrigada a todos que organizaram este simpático encontro, no qual me diverti bastante pois fiquei numa mesa com pessoal com muita graça e que contaram peripécias antigas de morrer a rir. De certo não passaram despercebidas as risadas da nossa mesa.....e depois aparecia sempre mais alguém para ajudar à festa.......
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Um grande abraço
Anabela Miguel

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Isabel X disse...
O "ataque à mesa dos doces", no meu caso, saldou-se por um prato cheio de fruta, se bem notaram.

Gostei muito de rever tantos amigos que há tanto tempo não via e de estar, também, com os amigos de sempre, de todos os dias. Tenho, no entanto, que destacar a Isabel Caixinha, sempre bonita, minha colega de turma e que, se não fosse este blogue, o mais provavel seria nunca ter voltado a ver!

Agradeço a quem me agradece a ideia do almoço, afinal partilhada com a Júlia - as boas ideias são sempre partilhadas - mas deve-se apenas ao facto de ser curiosa. Afinal, estamos todos de parabéns, a começar pelo Jales e pela Júlia, cujo entusiasmo é verdadeiramente contagiante! É disso que se trata neste blogue: um epidemia, por contágio, ainda que indirecto!
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Beijinhos!
-Isabel Xavier -
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JJ respondeu:
A frase "O ataque à mesa dos doces" só existe nas mentes culpadas, a quem o remorso fará talvez ler o que ninguém escreveu...
Nas legendas das fotografias está escrito "O assalto à mesa das sobremesas"... Podem confirmar, por favor.
Mas desde já saúdo a Isabel por ter resistido às tentações doces, eu não posso infelizmente dizer o mesmo!
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Isabel X disse...
O Jales alertou-me para o meu erro. Faço a correcção: "mesa das sobremesas" e não "mesa dos doces". Não sei porquê mas a expressão "ataque" fez-me pensar em doces!

- Isabel Xavier -
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João Ramos Franco disse...
Não só "1º ENCONTRO DE BLOGUISTAS DO ERO". Todos os presentes nesta confraternização, que tinha como principal objectivo o conhecimento das caras de quem escreve no Blog, no meu sentir, foi ultrapassado pela amizade e sã convivência que espero ver retratada nas palavras que cada um de nós vai escrevendo. Do que vi e senti junto a vós, peço-vos licença, tentarei fazer um retrato no meu Blog. Mas estejam certos que o senti foi muito bom.

Um abraço para todos do
João Ramos Franco
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o das caldas disse...
Para mim foi uma tarde inolvidável que também me permitiu rever a Ana Nascimento, com quem não estava há, seguramente, 42 anos - as Caldas afinal já é uma cidade grande!
Aproveito para deixar o meu muito obrigado e este trio exemplar - Isabel Xavier, Julia e Jales e dois beijinhos à minha mais recente amiga - a Isabel Caixinha.-
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farofia disse...
VIVA!!! A ilustração fotográfica do Encontro de Bloguistas do ERO está um espanto!Parabéns aos incansáveis fotógrafos e aos que acrescentaram as preciosas legendas, num perfeito "Quem é Quem" deste blogue.Obrigada a todos por 'darem a cara' :)) Inês

Um COMENTÁRIO musical ao 1º Encontro de Bloguistas

Esta é a música que o Z C Faria cita no seu comentário. Podem ouvir enquanto lêm.
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José Carlos Faria disse:
Suscitado pelo comentário assertivo da Belão, permitam que traga aqui uma das «Histórias do Senhor Keuner» do B. Brecht, intitulada «O Reencontro»:
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«Um homem que já não via o senhor K. há muito tempo cumprimentou-o nestes termos:
- Você está exactamente na mesma.
-Ah! disse o senhor K. e empalideceu».
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Não, felizmente não ficámos imóveis no tempo, os tempos mudaram e nós fomos mudando com eles, que mudam-se os tempos mudam-se as vontades, ganhando sempre novas qualidades, como dizia o Camões, ainda que, bem vistas as coisas, após mudanças e mudanças, permanecemos mais ou menos aquilo que éramos (isto está num verso duma canção do Paul Simon. Ao menos hoje são só citações. É sempre a aviar!...).
Sermos fiéis a nós próprios, àquilo que faz a essência de cada um, sem fossilizar, disponíveis para a alegria e para Viver (com maiúscula, pois claro, se tal não nos for negado). Uma boa parte dos valores que dispomos (tal como o Mário Xavier muito bem lembrou), no melhor e no pior, foram adquiridos no E. R.O. Do júbilo fraterno e comovido do reencontro (mas também da descoberta de novos companheiros ligados nesta aventura) nem é preciso falar, de tão forte e evidente se revela.
O Blog, (que não é demais sublinhar, existe devido ao dinamismo e ao empenhamento do JJ) tem sido um tónus vivificador desta Amizade transversal e já deixou de ser uma manifestação de «Amigos de Alex» (aliás nada contra, se fosse apenas isso, uma evocação nostálgica) para se transformar num testemunho incontornável de uma cidade numa dada época e das gerações que a cruzaram.E não mitificando, sem perda de capacidade crítica para com as (raras) excepções que obviamente também existem mas que não são agora para aqui chamadas, (era só o que faltava!...De algumas até já escrevi e se calhar ainda lá voltarei...), é um orgulho afirmar que foi (continua a ser) um privilégio ter-vos como colegas, ter-vos tido como professores e, sobretudo, ter-vos a todos como Amigos no coração...
Geral cumprimento sob a forma de abraço apertado.
Z C Faria
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Não é esta a canção a que se refere o Zé Carlos no seu comentário,
mas é aquela de que eu me lembrei ao lê-lo... JJ
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Zé Carlos Faria respondeu:
Tenho que agradecer a excelente escolha musical (com grandes músicos, a nata dos session-men dos estúdios de Nova Iorque, a propósito e a saber: Richard Tee no piano, os manos Brecker nos sopros e presumo que, com esta formação seja o Steve Gadd na bateria. Um luxo!).
E eu, cá por mim, confirmo sem vacilar: Felizmente «Ainda maluco ao fim de todos estes anos»... Assim os Deuses me mantenham!