ALMOÇO / CONVÍVIO

ALMOÇO / CONVÍVIO

Os futuros almoços/encontros realizar-se-ão no primeiro Sábado do mês de Outubro . Esta decisão permitirá a todos conhecerem a data com o máximo de antecedência . .
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SUZANNE

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SUZANNE

Music & Lyrics - Leonard Cohen

(from the album 'SONGS OF LEONARD COHEN' - 1967)


Suzanne takes you down to her place near the river
You can hear the boats go by
You can spend the night beside her
And you know that she's half crazy
But that's why you want to be there
And she feeds you tea and oranges
That come all the way from China
And just when you mean to tell her
That you have no love to give her
Then she gets you on her wavelength
And she lets the river answer
That you've always been her lover
And you want to travel with her
And you want to travel blind
And you know that she will trust you
For you've touched her perfect body with your mind.

And Jesus was a sailor
When he walked upon the water
And he spent a long time watching
From his lonely wooden tower
And when he knew for certain
Only drowning men could see him
He said "All men will be sailors then
Until the sea shall free them"
But he himself was broken
Long before the sky would open
Forsaken, almost human
He sank beneath your wisdom like a stone
And you want to travel with him
And you want to travel blind
And you think maybe you'll trust him
For he's touched your perfect body with his mind.

Now Suzanne takes your hand
And she leads you to the river
She is wearing rags and feathers
From Salvation Army counters
And the sun pours down like honey
On our lady of the harbour
And she shows you where to look
Among the garbage and the flowers
There are heroes in the seaweed
There are children in the morning
They are leaning out for love
And they will lean that way forever
While Suzanne holds the mirror
And you want to travel with her
And you want to travel blind
And you know that you can trust her
For she's touched your perfect body with her mind.


CANNES , JULHO DE 1969

por Inês Figueiredo

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BREVES NOTAS


Malcom McDowell e Lindsay Anderson fariam em conjunto, depois deste magnífico e perturbante "If...", "Oh, Lucky Man" em 1973. Em 1971 Malcom seria o psicopata de "A Laranja Mecânica", de Stanley Kubrick, baseado numa novela de Anthony Burgess. É difícil imaginar um início de carreira mais auspicioso mas o actor desbarataria tudo isto não conseguindo mais nenhum grande papel. Acaba recordado pela novas gerações por ter representado o Dr. Tolian Soran e assassinado o Capitão Kirk num dos inúmeros Star Trek (em 1994). Não foi um Lucky Man...
Outro filme premiado foi "Z", uma alegoria à ditadura militar grega, do francês Costa Gravas que, com um cinema engagé, seria um dos nomes grandes da 7ª arte na década de setenta. Mas após "A Confissão"(1970), "Estado de Sítio"(1972)e "Missing" (1982) viu o seu empenhamento político sair dos favores do público e da crítica.
Vanessa Redgrave é outro caso. Apesar da sua pública militância trotskista, oposição à guerra do Vietnam e apoio à causa palestiniana (que a transformou num ódio de estimação dos sionistas), a sua carreira é artisticamente brilhante, sendo aqui recordada a sua participação em "Blow Up" de Antonioni, O Melhor Filme dos Anos 60 (votado por mim) e um dos grandes filmes do Séc. XX (votado por quase toda a gente). "Isadora Duncan" é um filme sobre a grande bailarina e valeu-lhe um prémio no Festival de Cannes, em 1977 Julia (com Jane Fonda) valeu-lhe o Oscar. Tem hoje 72 anos e continua a representar e a bater-se pelas suas convicções. Uma mulher notável.
Alguém quer acrescentar alguma coisa? JJ
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João Ramos Franco disse...
Comentar os filmes do Festival de Cannes, Julho de 1969, é um pouco arriscado, apesar de ter visto os filmes mencionados no recorte jornal.
Apenas uma opinião, os actores mencionados abrem o caminho para um novo rumo do cinema que se retrata em filmes mencionados pelo João Jales, dos quais cito quatro como exemplo: "If..." e "A Laranja Mecânica" no caso de Malcom McDowell e Lindsay Anderson, Vanessa Redgrave em "Blow Up" e "Isadora Duncan".
Um abraço
João Ramos Franco
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farofia disse...
JJ, venho acrescentar links de 2009, para 'dar cor' ao recorte de 1969, esperando que funcione :)
Z
if...

YOU'VE GOT MANY FRIENDS...


RESPOSTA DE ISABEL CAIXINHA AOS COMENTÁRIOS DE "YOU'VE GOT A FRIEND"

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Quero agradecer aos nossos colegas e amigos os carinhosos comentários... ainda não estou em mim!!! Não estava de maneira nenhuma à espera..era só um texto simples!

Meu Deus ..por onde começar..Vou começar pelo princípio...! (Esta foi boa!)

Agradeço ao João Ramos por me ter chamado a atenção que um amigo não se perde, porque fica dentro de nós.E lá estava! E que relaxing que é agora ter consciência deste facto.

Ao Vasco agradeço a tão generosa apreciação que fez do texto que escrevi. Dificil encontrar as palavras que demonstrem o meu reconhecimento! O Vasco diz que eu e a São somos uma das boas surpresas que 2009 lhe trouxe, e eu desejo muito que assim continue a ser. Da mesma forma conhecer o Vasco foi para mim como que abrir uma infinita janela para outras vivências e um bálsamo para o espírito. Obrigado não é bem a palavra..eu bem disse que era dificil achá-las...

À Luísa e ao Jorge agradeço a ideia que vamos estar juntos em Novembro e que é bom saber dos amigos.

Ao Reboleira quero dizer que acho curiosa a sua observação sobre as razões da partida do meu amigo A. Desde que saí das Caldas (1974) nunca mais o vi ou soube notícias dele. Considerei a vaga hipótese que ele pudesse aparecer por aqui e ele próprio contar os motivos da partida e o lado dele da estória, mas, tal como eu receava, era só uma vaga hipótese...

Ao JJ agradeço porque me fez parar e ver que todos os momentos passados da minha vida estão associados com música... curioso como nem sempre me apercebi!Sem dúvida esta está no Top Ten.

E à Isabel posso dizer que o meu amigo A. era mesmo só um amigo. Um amigo muito querido que me sabia como ninguém fazer me rir e que pôs música na minha vida!
Obrigado a todos

You´ve got a friend...my friends

Com um beijinho
Isabel Cx

YOU'VE GOT A FRIEND

por Isabel Caixinha

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Eu frequentava ainda o Colégio em 1971. Quando tinha a possibilidade de descer a ladeira e ir “à cidade” encontrava-me por vezes com um amigo, que não andava no Colégio.
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O A. era sempre uma companhia agradável, possuidor de um particular sentido de humor, que usava perfumes maravilhosos e falava nervosa e rapidamente. Tinha as unhas pequeninas, roídas, decerto consequência do seu nervosismo. Nos nossos sempre curtos e bem dispostos encontros falávamos sobretudo de música.
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Um dia inesperadamente contou-me um segredo. Ia ter que se ausentar para o estrangeiro por um período ainda indefinido de tempo. Fiquei preocupada, e sobretudo triste, com a ideia de‘perder ‘um amigo, ainda que fosse temporariamente.
Fez me um pedido um pouco estranho, mas a que achei difícil recusar .
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Se lhe podia guardar a colecção dos seus Long-Plays enquanto ele estivesse ausente. Na verdade foi com muito prazer que me dispus a ajudá-lo porque, como tínhamos o mesmo gosto musical, podia ao mesmo tempo desfrutar da música que há tanto tempo era o tema das nossas conversas.
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Passado pouco tempo combinamos encontrar-se e ele apareceu no Café Central com os discos. Disse-me que a partida estava planeada para essa noite e tinha pouco tempo, porque ainda tinha coisas a tratar.
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Mais nervoso que o habitual despediu-se e ali fiquei eu com um braçado de discos sem saber bem o que pensar.
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Ao chegar a casa fui imediatamente e com extremo cuidado guardar aquele “ tesouro” que me tinha sido confiado. não fosse o meu pai descobri-los e fazer perguntas a que eu não saberia responder.
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Tinha agora comigo todos os discos de que falávamos nos nossos encontros, entre eles um disco que me chamou a atenção, o meu favorito.. James Taylor , You’ve Got A Friend !
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Sem hesitar liguei o gira discos e deixei-me absorver pela música…esta canção fazia agora mais sentido que nunca para mim. Sem o conseguir substituir no gira-discos, ali ficou desde que o meu amigo partiu até ao seu regresso .
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Ficou como o disco que mais ouvi durante a minha vida e ainda hoje me traz fielmente à memória a presença do meu carismático amigo A.
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Isabel Caixinha
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C O M E N T Á R I O S
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João Ramos Franco disse...
A Isabel Caixinha traz-nos um tema que retrata um sentimento que me é muito querido, “Amizade”. Uma semente que sempre cultivei e dela guardo os frutos, com todo o carinho…
Só um pequeno comentário à tua tristeza, “medo de com a ideia de‘perder ‘um amigo”, mesmo que nunca mais o visses ele “existia” para sempre em ti… As tuas palavras de hoje dão-nos essa realidade.
Um abraço amigo
João Ramos Franco
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VT disse...
Quero dar os parabéns à Isabel pelo interessantíssimo texto que nos trouxe e que nos merece alguns comentários.
Em primeiro lugar não posso deixar de assinalar e compreender que alguém, mesmo roendo as unhas, tenha o bom gosto de considerar a sua colecção de discos (provavelmente de boa escolha a julgar pela amostra)como "tesouro". Estou certo que o meu amigo João Jales faz coro comigo a este respeito.
Depois esse amigo confia, plenamente, na Isabel... ao ponto de lhe depositar nas mãos o acervo de que tanto gosta.
É quase uma parábola que define a própria Isabel. Ou seja: desde muito cedo as pessoas confiam nela - como uma "guardadora de tesouros". É esta a sensação que tenho desde que, recentemente, a comecei a conhecer.
Aliás, aproveito para referir que o relacionamento que iniciei com a Isabel e com a São Caixinha - via Blog - é uma das boas surpresas que 2009 me trouxe. Sente-se, ao longo da participação constante neste Blog, que ambas irradiam uma enorme simpatia, tendo sempre palavras sinceramente agradáveis para todos.Com Sensibilidade e simplicidade aliadas a um espírito (e coração) ainda com a "força" da Juventude que tanto prezam e que cultivam diariamente frequentando este Blog - são muito estimadas por todos.
Já tive ocasião de referir que as excelentes caricaturas da São, merecem publicação. Têm personalidade própria e qualidade técnica qb (é muito mais difícil caricaturar alguém de frente - em vez de perfil).
Mas a história também revela outra característica (quanto a mim fundamental) e que se mantém nos dias de hoje: a capacidade de "ver" as outras pessoas. São atentas aos outros - mas no bom sentido. Isto é, com disponibilidade para descobrir - sobretudo as qualidades nos outros, e não o contrário, como geralmente acontece.
Ou seja não são só guardadoras de "tesouros".O "Tesouro" também está dentro delas próprias.
Bj
Vasco
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Luisa disse:
A canção é lindíssima e,se me permitem,diria que expressa o sentimento deste blogue-tantos amigos que nós tinhamos e não sabiamos onde estavam.Vamos estar todos juntos no próximo dia 14 de Novembro?Espero que sim.
Parabéns Isabel pela tua participação e entusiasmo no "nosso" blogue.Beijos . L
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J.L. Reboleira Alexandre disse...
A Isabel conta-nos num Português simples (e como diria a minha companheira, sem aqueles «floreados» tão habituais noutras narrativas) uma história maravilhosa. A história da amizade entre dois jovens, um que fica e outro que parte, num até não sei quando. As razões dessa partida não são aqui desvendadas,e acrescenta um cheirinho de mistério delicioso. Atendendo à época em que estavamos, quase que as conhecemos. Ou talvez não ! A música de James Taylor (como está diferente hoje em dia, como todos nós afinal!) não era propriamente uma das minhas favoritas. Obrigado Isabel!
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jorge disse...
a música do james taylor era muito bonita,penso que ele tem dois ou três discos muito bons ali um pouco antes de 1974.esta história da isabel é um bom exemplo dos desencontros daquela época,de pouca liberdade e mobilidade,principalmente das raparigas.obrigado pelas memórias que despertaste.jorge
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João Jales disse:
Concordo com o José Luis na admiração pela forma simples como a Isabel conta uma estória pessoalmente complicada, como se adivinha.
Esperava este contributo da autora já que, como eu, todas as suas recordações aparecem sempre ligadas a músicas e intérpretes que a acompanharam durante a adolescência e juventude.
Partilho também da visão do Vasco em relação à Isabel e à São, nem me atrevo a dizer mais nada. Estou também de acordo com ele na apreciação do talento do James Taylor (e recordo, já agora, que a música não é dele mas da Carole King).
Obrigado Isabel por este depoimento, esta é seguramente uma das músicas da tua vida.
Vai aparecendo!
JJ
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Isabel Esse disse...
Não sei se gostei mais de recordar a música do James Taylor ou as histórias dos amores escondidos... Estas "amizades" eram muitas vezes romances envergonhados.
Como já disse antes a Isabel tem sido uma grande impulsionadora deste blogue.
Parabéns!
Isabel S

ET LA MAIN DANS LA MAIN

por J M Azevedo Santos
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As canções que retive do tempo do colégio são maioritariamente francófonas (o francês era a língua estrangeira principal do ensino secundário da minha geração) e estão associadas às recordações dos «Bailes de Garagem» da primeira metade dos anos 60. A simplicidade melódica, a “candura” dos textos e o facto (descoberto mais tarde) de algumas serem versões de originais ingleses tornavam-nas pouco merecedoras de menção.
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Mas, lembrei-me de: Tous les Garçons et les Filles de Mon Age, cantado pela Fr
ancoise Hardy !

A imagem da cantora é (era...) uma referência (revejam a fotografia da Nani Barosa publicada neste blog...)
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A canção está (na minha opinião) acima da média, mas foi a estrofe “… et la main dans la main….” que me levou a referi-la.
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Esta frase é (podia ter sido) um slogan onde se resumia um anseio, que poderá parecer irrisório nos tempos que correm, mas que correspondia a um fruto proibidíssimo na época. Pertenço a uma micro-geração que iniciou o colégio com o Padre António Emílio e que apanhou bruscamente com o Padre Albino. Foi uma passagem da Primavera para o pico do Inverno (houve turmas que terão tido uma transição menos brusca, já teriam atingido o Verão, tinham algum amadurecimento) tipificada por «passar a ser proibido» subir a «ladeira do colégio» aos pares! Claro que a proibição era frágil (à Padre Albino que abusava, desgastando, o estatuto para proibir a torto e a direito – recordem o fabuloso texto do João Bonifácio, sobre a proibição de escrever na Gazeta, publicada neste blog), mas lá que condicionava, condicionava! E então la main dans la main, é melhor não se falar...

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Ao escrever as linhas anteriores percebi que a frase, ou o gesto, tem uma força que excede as recordações de adolescência e que chegava a memórias relativamente recentes:

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· Alguns dos quadros de Niki de Saint Phalle são uma espécie de diários onde ela ia desenhando, escrevendo, pintando, desabafando ... e num deles, a propósito de uma relação que se esboroava, dizia: «já não damos as mãos…» (é um quadro de 1968; título: My love, we won’t; a frase: we won’t hold hands anymore)
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· Ao ver, num cinema, o Shine A Light, do Martin Scorsese, entusiasmei-me com uma das canções dos Rolling Stones (sim, evoluí um bocadinho) e habituado àqueles aplausos curtos aos solos de jazz, desatei a bater palmas...Perante o ridículo da situação, e para evitar a sua repetição, dei a mão à minha acompanhante... Recorrendo ao H. Bogart, já que se estava no cinema, diria que foi o início de uma bela (e muito feliz) Amizade (com maiúsculal!).

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João Miguel Azevedo Santos
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COMENTÁRIOS
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Nascida em 1944 Françoise Hardy "explode" em 1962 com um álbum notável (imaginativamente chamado "Françoise Hardy"), em que está incluído a canção aqui recordada.
Com temas profundamente românticos, como é tradicional na canção francesa, foram as melodias, os arranjos e a voz que constituíram a inovação e a novidade que fizeram dela um dos grandes nomes da música popular entre 1961 e 1966.
A direcção, mais mainstream, que a sua carreira toma a partir do final da década de 60 não permite a muitos apreciar a enorme qualidade do seu trabalho nestes primeiros anos da sua carreira.
Continua a cantar e gravar esporadicamente e aconselho-vos a investigar "La Question"(1971),"Message Personel"(1973), "Parenthèses"(2006), todos inesperadamente magníficos.
Está casada desde 1971 com Jacques Dutronc de quem tem dois filhos. Ela vive em Paris e ele na Córsega, continuando casados trinta e oito anos depois...Um motivo para reflexão. JJ
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João Ramos Franco disse...
Tous les Garçons et les Filles de Mon Age, cantado pela Francoise Hardy, penso que não pode ser reclamado por qualquer nós para a sua geração, uma canção romântica, que foi horizontal para todas. Quanto ao título do post, ET LA MAIN DANS LA MAIN, faz-me pensar e recuar no tempo. 1960. Fértil em recordações, faço 18 anos de idade, Padre António Emílio apesar de Director, é para mim como irmão mais velho e eu apenas como aluno assistente do ERO. Não me consigo ver a reagir perante as atitudes do Padre Albino, a minha alcunha de Traga-Balas, entre os meus colegas, tem um bocado a ver com o modo como reagia em determinadas situações, principalmente quando os assuntos iam para além das lições de moral, o qual eu entendia que a recebíamos em casa era suficiente…
Um abraço Amigo
João Ramos Franco
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João Jales disse:
Um incurável romântico evoca uma das mais belas canções de amor do século XX... E termina o post de mão dada com a Amiga com que foi ver o filme de um concerto dos Rolling Stones, filmado por Scorcese.
Passado entre 1961 e 2009, entre Françoise Hardy e os Stones, este texto faz-me acreditar que este é um Blog de todos os tempos!