ALMOÇO / CONVÍVIO

ALMOÇO / CONVÍVIO

Os futuros almoços/encontros realizar-se-ão no primeiro Sábado do mês de Outubro . Esta decisão permitirá a todos conhecerem a data com o máximo de antecedência . .
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HOTEL CALIFORNIA

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Uma Roulotte em Caldas da Rainha,
por Fátima Clérigo



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Em primeiro lugar gostaria de agradecer ao JJ o convite para escrever um texto neste blog, a quem desde já envio um cumprimento especial pela vasta cultura musical, pela singularidade evidenciada nos relatos que produz e pelos excelentes dotes de repórter e de comunicador.



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Em segundo, é um privilégio e uma honra poder aceder a um "mundo" muito especial. Já conhecia o blog que traduz um espírito de amizade sincera e de nostalgia que parece unir os ex-alunos do ERO. Parece-me igualmente tratar-se de um conjunto de Pessoas muito interessante, em que as capacidades são diversas e o talento sente-se...
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Não sou Caldense, mas se fosse...como gostaria de ter pertencido ao ERO ! Tenho aí uma grande Amiga - a Emiliana.
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No entanto, desde muito pequenina que as minhas férias me ligam às Caldas e à Foz do Arelho – uma das praias da minha infância – a que mais destaco.

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Em terceiro, cá vai a minha história…
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Tinha dezasseis anos e, precisamente no mês de Julho “embarquei” numa aventura com 3 amigas… 2 semanas de férias nas Caldas da Rainha. Ficámos no ex Parque de Campismo da Orbitur numa espaçosa e acolhedora roulotte, a que desde logo apelidámos de “Nosso Hotel”.
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A excitação era imensa e os preparativos por si só, deixavam antever uma experiência inolvidável… Recordo que tinha uma vasta colecção de saias coloridas, algumas acabadas apressadamente, momentos antes de partirmos, confeccionadas por uma talentosa costureira considerada “muito à frente” para o seu tempo e que ficaram na história destas férias…diariamente disputadas entre as 4 amigas. Completava o décor outra colecção de sabrinas, cujas aplicações foram por mim elaboradas por forma a torná-las o mais versáteis possível, desde laços a botões forrados a tecido, aplicações metálicas…enfim…meia dúzia de sabrinas multiplicavam-se em outras tantas, parecendo sempre novas…
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Escusado será dizer que com tanta “encenação”, ao 2º dia de estadia já tínhamos alguns “amigos” a “gravitar” à nossa volta. Iniciámos então a nossa incursão pela cidade e a “noite” passou a ter um lugar de destaque nos nossos dias, sendo a discoteca “Queens” e o “ Ferro Velho” os locais de eleição das 4 amigas e de outros tantos “amigos”.
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E é aqui que entra a minha música…a que guardo numa das minhas gavetas das recordações e que me liga às Caldas – “Hotel California” dos Eagles.








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Em noites de discoteca, recordo como momento mais aguardado, o dos “slows”,e os acordes das violas e o timbre peculiar da voz do vocalista, presentes nesta música, colocavam em riste o mais obediente dos cabelinhos (que me perdoe o JJ se proferi alguma atrocidade musical). E assim, no início dos “slows” os pares “faziam-se à pista” e “dançavam”, praticamente sem sair do mesmo sítio… Recordo que “ do meu metro e meio”, a que se juntavam apenas alguns solidários centímetros, me esforçava diariamente para alcançar os cerca de 20 centímetros a mais do “meu par”…Por altura dos ditos “slows” o meu pobre nariz embatia no seu peito, impregnado de “Old Spice”, esbracejando aflito, clamando oxigenação – valeu-me a apneia treinada diariamente nas águas da Foz do Arelho…ou hoje não estaria aqui para contar a história…
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Para concluir, esta aventura não se ficou por esta música, mas quando ainda há pouco a ouvi de novo, é de facto a que me traz à memória o aroma das árvores do Parque de Campismo, o canto dos pássaros ao acordar e por vezes ao deitar, e o entediante “Old Spice” (memória que refuto de bom grado, porque nunca mais tolerei o aroma) e bem ,os cabelinhos continuam obedientes, isto é, o efeito da música mantém-se, (agora que abri a “tampa do alçapão”)…como que a querer dizer “Welcome to Caldas da Rainha, Such a lovely place…Such a lovely place…”
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Bem, o que é certo é que contrariei a máxima de que “Nunca voltes ao local onde um dia foste feliz.” e, desde há 21, anos voltei às Caldas da Rainha para iniciar a minha vida profissional e para residir.
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Um beijinho a todos e um voto de que mantenham essa união...tão rara nos dias de hoje.
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Fátima Clérigo
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C O M EN T Á R I O S
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Manuela Gama Vieira disse:
Tem toda a razão a Fátima, que não tenho o prazer de conhecer, quando enaltece as múltiplas qualidades do João Jales.
Muito agradável também, a apreciação que faz do blog do ERO. Gostei muito do seu texto "Uma Roulotte em Caldas da Rainha"....com quatro teen-agers.Da descrição do "décor" às vivências na "boîte", como na altura se dizia, encontrei imensa graça nos pormenores que refere.
Quanto ao tema dos Eagles, “Hotel California”, nem de propósito, apropriadíssimo ao "Nosso Hotel"- a espaçosa e acolhedora roulotte- que lhe proporcionou umas férias agradáveis e divertidas.
Manuela Gama Vieira
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São Caixinha disse:
Li com muito prazer o Hotel California e começo por agradecer á Fátima as simpáticas palavras que escreve sobre o nosso Blog!
Este texto cuidadosamente escrito evoca com presição e humor as sempre desejadas férias de verão!! Participei em suficientes bailes para me poder reencontrar nesta estória! Eram mesmo assim, os preparativos para a festa...e os "slows" com a excitação e a ingenuidade que os acompanhava!
Podia acrescentar a lista com alguns titulos mas para mim o absolutamente numero um era "A Whiter Shade Of Pale"! Nunca consegui compreender a letra, o titulo sim e ainda o acho lindo, como a melodia...e a fragância que lhe correspondia!
Eu faço um voto para que a Fátima nos surpreenda com outras estórias!
São Caixinha

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VT disse...
Parabéns à Fátima pelo excelente texto de estreia que faz muito bem o retrato de uma época. Sobretudo a criatividade da escrita e o detelhe surpreendem quem não conheça já os seus textos. Ficamos todos à espera de continuação como quando no final de um episódio de uma história pedíamos: e depois...


BjsVT
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António disse...
A abertura do blogue a autores fora dos alunos ERO é um enriquecimento deste espaço.Especialmente quando nos apresentam prosa que nos agrada ler pela qualidade da escrita e a capacidade de despertar as nossas melhores memórias.

Hotel California é uma música que nunca deixei de ouvir e apreciar e que acompanha muito bem este relato adolescente,sob o ponto de vista de um rapariga,o que é sempre interessante.
Obrigado e parabéns à Fátima Clérigo!A
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Anabela M disse:
Parabéns à estreante Fátima pelo seu encantador texto e música que me fez sonhar, como se eu fosse ainda uma adolescente.........
É interessante ver que pessoas, embora não tendo sido alunos do Ero, estejam a aparecer e a colaborar com uma escrita tão boa que torna o blog muito mais rico e atractivo. Continuem a aparecer, por favor, pois só assim e com a forte boa vontade e disponibilidade do João, o nosso blog pode continuar em "chama".
Um abraço
Anabela Miguel
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MJoaoGomes disse...
Pois é Fátima, depois destes comentários que corroboro, só posso dizer-te: bem-vinda.

Bjs MJoaoGomes
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João Ramos Franco disse...
Uma árvore que teria 22/23 anos de idade estava presente nesse Parque, a observar a vossa juventude, eu plantei-a lá logo que pude, não queria partir e deixar de estar presente...

Hoje a árvore já tem 66 anos, raízes mais profundas, mas continua a ser a mesma, eu, que teimosamente não me afasto, de onde nasci e estudei…Quando vou às Caldas, visito-a sempre, e ela conta-me as histórias a que eu não assisti…Uma delas foi a da Fátima e de mais três amigas. A coincidência entre o que conta e o que ela me contou é tal que até do Hotel Califórnia me falou…
Não, não arrisco a comentar, o que conta aqui é belo e aquela árvore do Parque, que aí continua, é testemunha das suas palavras…
Bem vinda ao blogue, o amigo
João Ramos Franco
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Isabel Cx disse:
Que excitante deve ter sido para 3 meninas viveram esta aventura tão engraçada!
Tambem gosto muito desta canção e ainda hoje é me muito bem-vinda. Gostei particularmente das memórias que a Fátima descreve sobre o guarda-roupa de então, e acima de tudo das sabrinas! Oh.. as sabrinas... como eu gostava daqueles sapatinhos de princesa... ainda hoje os acho tão amorosos.
Interessante como um perfume pode materializar tão fielmente emoções e imagens...pena neste caso a fragância ser ... "Old Spice"...
E uma vez que o alçapão da Fátima se abriu, deixou no ar a vontade de mais episódios!
Obrigada pelo momento e pelas tuas simpáticas palavras .
Beijinho e até breve
Isabel Caixinha
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Laura disse:
Parabéns à Fátima, que não conheço, pelo texto que trouxe até ao blog do ERO. Descreve as suas férias com uma clareza e beleza fantásticas. Ao abrir a sua gaveta cheia de recordações, de onde saiu esta música e a lembrança da dança num espaço diminuto, reporta-me a uma época muito especial que recordo com saudade. Atrevo-me a dizer que passou assim a fazer parte desta família que são os ex-alunos de um colégio com muita história. A partir de agora contamos com a sua colaboração, pois na gaveta mais contos devem existir.
Faço daqui um apelo à Emiliana para dedicar umas palavrinhas à sua grande amiga.
Para si, Fátima, um beijinho de agradecimento pelos elogios que faz aos colaboradores deste blog.
Fica-me a esperança de um dia a encontrar na minha cidade.
Laura
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jorge disse...
excelente post,magnífica música,deliciosas recordações.
este blog continua em grande forma para além de todas as expectativas,nunca pensei que isso fosse possível durante os dois anos de intervalo entre os encontros.há alguém que merece os louros por esta constante renovação de colaboradores...jorge
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João Jales disse:
Esta colaboração saiu de um desafio que eu fiz à Fátima quando percebi que uma pessoa como ela, cheia de energia, alegria de viver e genuína simpatia, teria certamente episódios da sua vida para partilhar. E foi essa a minha única participação (e o meu único mérito) neste post, que animou o Blog e que eu também espero que tenha continuação!
Bjs. JJ
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Julinha disse:
Já atrasada, e após vários comentários com os quais me sintonizo, tenho que salientar o prazer que tive ao ler o artigo da Fátima, que não conheço, mas de quem provavelmente já ouvi falar nas palavras da "nossa amiga em comum" Emiliana.
Gostei muito e é sempre muito grato saber que alguém de fora nos vem fazer companhia e com palavras tão agradáveis neste blog em que um" Amigo" conseguiu criar uma Amizade!Achei imensa piada às toilletes de Verão, á maneira como nos reporta àquela época e faço uma pequena ideia do sucesso que teriam tido as 4 meninas....imaginem !!!! E o aroma do Old Spice,o perfume que ainda perdura em todos os supermercados, isso então" está de morte ".
Fátima, seja muito bem vinda ao Blog dos amigos do ERO e aguardo mais histórias saídas dessa gaveta de boas recordações. Obrigada, e espero conhecê-la pessoalmente num dos nossos encontros.
Júlia R
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Ana Carvalho disse:
Muitos parabéns pelo texto,muito bem-vinda a este maravilhoso blogue, esperamos mais textos como este que tão bem escrito estava.
Beijos PP
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Fátima Clérigo respondeu:
Pois...Bastou um primeiro "Molhar de Pés" nesse "Oceano Magnífico", para ser brindada com uma "Onda Gigante" de mimos...À medida que ía lendo cada um dos vossos gentis e acolhedores comentários, foi-se instalando em mim uma imensa "Ternura" e retribuo assim o brinde, com uma citação de Júlio Machado Vaz (presença assídua na minha mesa de cabeceira), alusiva a essa mesma ternura:
“Há na ternura uma constância impossível na paixão e finita no amor romântico, que nela desagua muitas vezes. É um carinho rumorejante, oficialmente pouco ambicioso, mas capaz de resistir às mirabolantes tropelias do coração. Porque nem o ressentimento mais azedo pode garantir a sua morte, ela sobrevive, com doce arrogância, em meia-dúzia de neurónios fiéis depositários de recordações politicamente incorrectas. Também nasce de amizades, surpresas e indiferenças "definitivas". Tudo isto sem alarde. Mas deixando marcas; pistas; tiros de partida; promessas de chegada...”
O ponto de partida está estabelecido…que à chegada sejamos Felizes…
Muito obrigada e um beijinho a todos
Fátima Clérigo
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MARABOUT JUNIOR

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O Miguel B M não me fez chorar com o seu post. Apenas espirrar. Passo a explicar porquê.
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Henri Vernes, pseudónimo literário de Charles-Henri Dewisme , é o “pai” de Bob Morane, nascido em 1953 a pedido do director literário das “Editions Marabout”.

O autor tinha abandonado os estudos em 1937 (com 19 anos) e passeara pela China e o Oriente até ao final da 2ª guerra. Tentava, sem sucesso, uma carreira de escritor quando a Marabout Júnior é lançada como um conceito inovador: livros de bolso para jovens com aventuras bem escritas e integrando os progressos tecnológicos da altura.
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A partir de Abril de 1953 um novo livro aparecia todos os meses, sempre mais apaixonante e com um enredo mais complicado que o anterior … Numa cadência infernal, viriam a ser publicados 215 aventuras de Bob Morane! Sempre acompanhado pelo fiel Bill Ballantine, o aventureiro defrontava os eternos inimigos Ombre Jaune, Orgonetz, Miss Yalang-Ylang, etc. Mas outros adversários esporádicos apareciam, abundando cientistas loucos, selvagens canibais ou “redutores” de cabeças, assassinos de nacionalidades misteriosas (e inventadas, claro) e até um homem invisível!
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Outros autores e heróis apareceram nesta colecção de enorme sucesso mas só talvez André Fernez , com o espião Nick Jordan, suscitasse o mesmo tipo de entusiasmo, embora em muito menor escala.
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Em Portugal foram apenas editados três dúzias de livros da Marabu Júnior, metade dos quais de Henri Vernes. Quem gostava de Bob Morane, como eu e o Miguel B M, era pois obrigado a encomendar e ler em Francês. A Tália chegou a ter vários em stock, mas o Sr. Diogo tinha uma lista onde ia riscando os que nós dois comprávamos, o que me leva hoje a crer que não haveria muito mais clientes interessados nos originais belgas.
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As imagens que publico são da minha colecção, enchi-me de pó e fartei-me de espirrar ao fazer scans de livros guardados há quarenta anos… Portanto, caro Miguel, se os teus netos efectivamente os quiserem, tenho aí umas largas dezenas de volumes com que posso contribuir para essa futura colecção!
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João Jales


1ª edição do nº 1 da Marabu Junior em Portugal.



1º livro de Nick Jordan (de Andre Fernez) traduzido para português.


A 1ª aventura de Bob Morane Vs. L'Ombre Jaune



Mais Bob Morane Vs. L'Ombre Jaune...


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COMENTÁRIOS
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farofia disse...
Fartou-se de espirrar (santinho!) mas valeu a pena! Há livros assim, lidos e relidos… lindos de morrer. Têm assim os cantos, dobrados de tão folheados. Livros desconjuntados de tão emprestados. E ainda assim quase a-cair-de-podres, não há coração que resista a mandá-los fora.
Agora entendo o título do post do Miguel!
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Ana Carvalho disse:
Como é evidente um homem não chora....mas tem direito a dizer que deu uns espirros tão fortes tão fortes que até lhe vieram as lágrimas aos olhos!!!!Larga lá os livres poeirentos e vai buscar uns lenços de papel e então sim podes começar a assoar o nariz nos lenços e não na manga da camisola, e ao mesmo tempo limpa lá mais uma lágrima muito pequenina que teima em saltar do olho.
Mas um homen não chora, só espirra .
Bjs. PP
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Miguel B M disse:
Mais uma vez estiveste ao teu nível.
Também nunca pensei que um simples texto suscitasse comentários tão curiosos e agradáveis.Realmente, lembrando a esta distância aquelas velhas histórias, e adicionando os pormenores que acrescentaste, não há dúvida que foi uma boa opção literária que tomámos há cerca de quarenta anos. Espero ( sem qualquer tipo de convicção, este "espero" é apenas uma maneira de falar ) que uns prováveis meus netos ainda façam uma pesquisa na tua biblioteca.Que mais não fosse porque seria um facto com um significado muito especial para mim.
Quanto à raquete, e só para elucidar a Dra Inês, trata-se de um dos ícones da hístória do ténis (é uma Slazenger Challenge nº1) e que escapou por milagre à extinção, pois a Paula Gouveia pensou várias vezes em deitá-la fora ( "um mono " dizia ela ),ideia essa que me pôe os nervos em franja só de pensar no assunto.
Ab M
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farofia disse...
Um ‘mono’ aquela Slazenger Challenge nº1 ?! Que susto!
Eu sei que nós mulheres temos dias assim em que sonhamos com a tecla DELETE para arrumar a casa, mas não clicamos sem aviso prévio… :)
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ESPERO QUE CHORES UM POUCO...

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O prometido é devido.Espero que chores um pouco...
Um abraço
Miguel
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Tento sempre resistir mas o poder persuasivo do meu amigo JJ consegue invariavelmente convencer-me a escrever algo.
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Sendo assim, é essencialmente com uma sensação de bem estar que recordo alguns livros e filmes do nosso tempo.Lembro-me perfeitamente de uma colecção de cromos fantástica que o arquibloguista tinha, e espero que ainda a conserve, do mesmo modo que conservou uma relíquia (uma raquete) que me ofereceu. Tratava-se da “Conquista do Oeste “, sob a forma de dois sumptuosos álbuns, que faziam as minhas delícias sempre que tinha o prazer de ir a casa da família Jales.
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Também havia outra colecção de livros,muitos deles em francês no original, que ambos colecionávamos e por vezes trocávamos.Era a colecção Marabu Júnior,uma excelente colectânea de livros de aventuras juvenis , em que se destacavam títulos como "A RAF Resiste “( um relato da batalha de Inglaterra )mas principalmente as aventuras do comandante Bob Morane ,de Henri Verne. Títulos apelativos como “A Serpente Marinha”, ”O Cemitério de Elefantes” ou a ”Organização Smog” correspondiam a outras tantas histórias bem conseguidas. Mas eram principalmente as aventuras de Bob Morane contra o Sombra Amarela ( Ombre Jaune no original já que nunca foram traduzidos, tanto quanto sei) que constituiam o prato forte da série. Conservo religiosamente todos os livros e ainda espero que os meus futuros netos tenham paciência para os ler, já que os meus filhos os ignoraram.
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E BD? Dois nomes que marcaram a infância de muitos de nós: Mundo de Aventuras e Falcão. Quem não se lembra do agente Ene 3 ( David Doughty) e especialmente do Major Alvega ( Jaime Eduardo de Cook e Alvega), o ribatejano luso-britânico que combateu por Inglaterra durante a 2ºguerra mundial? Este já foi protagonista duma excelente série televisiva e curiosamente tanto nos livros como na TV trata-se de personagem fictício baseado numa pessoa real, filho de um português e de uma inglesa,natural de Alverca do Ribatejo e que foi piloto aviador na força aérea britânica durante o referido conflito.
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E o Fantasma e o Mandrake... E o Zorro.... Muitas destas histórias estão zelosamente guardadas na minha garagem e relê-las é voltar um pouco para trás.Ao fim e ao cabo é o mesmo que me acontece ao abrir o blog.


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Johny,um grande abraço para ti
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Miguel Bento Monteiro
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C O M E N T Á R I O S
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Guida disse...
Ainda tenho um caixote dessas revistinhas lá para o sótão.
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J L Reboleira Alexandre disse...
Conservo religiosamente todos os livros e ainda espero que os meus futuros netos tenham paciência para os ler, já que os meus filhos os ignoraram.
Eu acrescentaria: completamente!
Esta parte da mensagem do Miguel BM deverá aplicar-se a todos nós, que fomos a geração que fez «a ponte» entre os livrinhos de cowboys e os jogos electrónicos.
No meu caso tenho fundadas esperanças, até porque lá na casa do meu pequenito Antoine aquilo é só computadores e folhas de programação.Logo, nada mais natural que, numa atitude de revolta contra a geração paternal, se interesse pelos livrinhos que fizeram as delícias do avô e deixe um pouco (apesar de não os poder dispensar) os PC's do papá.
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Isabel Esse disse...
Será que o JJ chorou ao relembrar-se de tudo isto?
Esta é uma conversa de meninos,já que não me lembro das meninas fazerem colecções de cromos nem lerem o Marabu Junior.Mas gostei de ler nem que seja por estar a ouvir uma conversa entre dois amigos de há cinquenta anos,ainda bem que o Miguel se deixou convencer...IS
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João Jales disse:
Obrigado Miguel por, mais uma vez, teres participado.
Respondo-te amanhã a propósito do Bob Morane, de que já me lembrei mais do que uma vez durante esta série.
Um abraço. JJ
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João Ramos Franco disse...
Virtualmente vou continuando a encontrar-me com uma geração que não foi a minha, mas com a qual tenho o prazer de comunicar. É para mim, talvez o completar da vida, ler calmamente o que descrevem dum tempo que vivi, mas devido à diferença de idade não partilhei convosco.
Um abraço
João Ramos Franco
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farofia disse...
andava à espera de um post destes e ele chegou! fantástico! sabia que ainda faltava uma peça no puzzle dos livros das vossas vidas! era esta peça!
Só não entendi o título, de tão estranho. Será uma espécie de código secreto com que o Miguel, misterioso e sublime, ‘arruma’ o JJ, ao jeito (talvez) das «aventuras de Bob Morane contra o Sombra Amarela»!?
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farofia disse...
Esqueci-me de dizer que talvez fosse boa ideia ir buscar a raquette-relíquia lá onde pára a "Conquista do Oeste".

"Reloj no marques las horas" - Lucho Gatica

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Sim, é do meu primeiro amor que me recordo…
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A juventude, de coração aberto para amar e a beleza e dor de uma paixão pura, em que sentimos que o tempo não passa e este amor será para sempre.
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Começa por uma troca olhares de tímidos no meio do grupo, até sentimos que lhe queremos pedir namoro e aí encontramos a barreira, de como o fazer!?...
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Havia a verdadeira amiga, neste caso a Guida Rosa (colega do ERO), sabia que a … gostava de mim e eu dela, e ajudou o começo do namoro.
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Depois toda a beleza da nossa Cidade, onde um par de enamorados se perde e encontra numa música que aqui recordo.
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João Ramos Franco
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C O M E N T Á R I O S
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Laura disse:
O Ramos Franco relembra o seu primeiro amor com uma nostalgia contagiante.Um texto simples que serve a qualquer um de nós, todos tivemos um primeiro amor...
A música foi muito bem escolhida, conseguiu criar uma envolvente maravilhosa e ao mesmo tempo saudosista.
Já agora confessa, a Guida Rosa também foi uma boa escolha para começo de vida.Sinto-me à vontade para dizer isto, pois também conheci a Guida, como colega do ERO.
Laura
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João Jales disse:
Concordo com a Laura, a música e o texto mostram que o João é efectivamente o último dos românticos... E um activo colaborador desta série, onde tem partilhado algumas das pérolas com que brinda os leitores do seu blogue.
Um abraço. JJ
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João Ramos Franco disse...
Tens razão Laura. Havia amizades com as raparigas em que funcionei mais ou menos como confessor dos seus amores, era para elas um irmão mais velho, conselheiro… Tinha a experiência de namoricos passageiros, sem nunca ter sentido a pancada do amor com paixão.
A Guida era filha única e os pais dela encontram em mim o amigo que podia superar a falta do irmão.Podia ter escrito neste post muito mais do que escrevi, mas sempre respeitei muito o amor e a amizade… Este meu namoro era conhecido por todos os da nossa geração e até era falado devido ao par apaixonado que formávamos.
Um abraço, amigo do
João Ramos Franco