ALMOÇO / CONVÍVIO

ALMOÇO / CONVÍVIO

Os futuros almoços/encontros realizar-se-ão no primeiro Sábado do mês de Outubro . Esta decisão permitirá a todos conhecerem a data com o máximo de antecedência . .
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SUBINDO À JANELA

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C O M E N T Á R I O S :
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Maria Manuela Gama Vieira comentou a foto:
Parabéns.Uma fotografia muito sugestiva, gostei imenso! :-)

JJ disse:
O seu a seu dono, a excelente fotografia é do Padre Xico. Desde que a vi pensei publcá-la isoladamente e não apenas acrescentá-la aos álbuns.
Queremos agora identificar os protagonistas desta aventura, julgo reconhecer o João Miguel mas mais ninguém…. Aguardemos.

J M Azevedo Santos disse:
Tenho dificuldade em reconhecer-me neste cenário. Nem me lembro da aventura, nem do local ...
A figura que está no centro da janela recorda-me o Carlos Orlando Castro e Sousa Rodrigues (licenciado em história, Professor de infantes e morador em Óbidos). mas tinha ideia de o ter «apanhado» no colégio mais tarde.
Não faço ideia de quem seja o acrobata. nem o terceiro ocupante da janela.
Abraço
JMiguel
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À JANELA DA D. CLARISSE

Fotos de Paula Nascimento
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Esta é a fotografia da turma da D. Clarisse no dia 28 de Junho de 1972, à janela da sua sala de aulas .
Quem são estas meninas e estes meninos ? Que é feito deles ? São leitores do Blog ?

Esta é a turma que iniciou a 1º classe em 1968/1969.

Pedro Vaz Pato, João Carlos Marques, Luis Correia, Jorge Humberto Arroja, Paulo Tuna, Miguel Crespo, Outro Tuna?, Olga Pinto, D. Clarisse, Margarida Feo e Torres, Ana Gama, Paula Nascimento, Helena (Nico) Gama, Isabel Ballu Loureiro, Isabel Canela Lopes, Teresa Paiva e Sousa, Sami Figueiredo Lopes
Adicionada por Paulo Caiado para o grupo EU GOZEI A MINHA ADOLESCÊNCIA NAS CALDAS DA RAINHA NOS ANOS 70 E 80

After school is over you're playing in the park /Don't be out too late, don't let it get too dark



Nesta foto:

João Carlos Marques, Miguel Crespo Caetano, Jorge Humberto Rosário Teixeira, Pedro Vaz Pato, D. Clarisse, Luis Correia, Manuel Tuna, Paulo Tuna






Isabel Canela Lopes , Teresa Paiva e Sousa, Pedro Vaz Pato, João Carlos Marques, Miguel Crespo Caetano, Paula Nascimento, Luis Correia, Jorge Humberto Rosári Teixeira, Ana Gama, D. Clarisse, Helena (Nico) Gama Homem de Barros, Manuel Tuna, Isabel Ballu Loureiro, Paulo Tuna, Olga Pinto, Margarida Feo e Torres, Sami Figueiredo Lopes

Paulo Caiado disse:

O Blog dos ex. Alunos do Externato Ramalho Ortigão constitui hoje o maior depositário das memórias da juventude caldense dos anos 50 a 70.

São testemunhos fantásticos de uma cidade em parte já desaparecida e de um tempo regido por outras realidades sociais, politicas e económicas.

Através de crónicas, descrição de pequenos episódios, poemas, citações e de pequenos comentários ,uma vezes mais humoristicos outras vezes mais emotivos e acompanhando-os por videos de músicas muito ilustrativos, é um retrato fiel de uma parte (a estudantil) da juventude caldense que nos precedeu.

No fundo os ex. Alunos do ERO são os nossos colegas mais velhos. Se todos estivéssemos agora no liceu eu diria que nós somos os caloiros e eles os finalistas.

Mas há muito que as crónicas postadas no blog extravasaram o seu âmbito, muitas das estórias aí contadas são contemporâneas ao Colégio mas não tiveram ligação com este e hoje em dia o blog dos ex. Alunos do Externato Ramalho Ortigão é um espelho da juventude caldense daquele tempo sem qualquer limite que o reporte exclusivamente ao tema Colégio.

Ali são descritos lugares, pessoas e acontecimentos iconográficos daqueles anos e surpreendente é verificar que a maioria desses locais e dessas pessoas foram também nossas contemporâneas e que os hábitos dos jovens também não sofreram muitas mutações. Constatamos assim que as Caldas pouco mudou durante todos esses anos e que de repente nos finais dos anos 90 tudo se alterou.

Pessoas e locais de referência desapareceram em poucos anos e as Caldas perdeu com isso muito da alma que tinha e que lhe dava uma identidade própria.

Infelizmente o pouco que começa a restar da identidade caldense enquanto diferenciada de qualquer outra localidade de provincia começam a ser estes espaços virtuais e as nossas memórias que contribuem para manter a mística caldense.

Paulo Caiado

C O M E N T Á R I O S

Isabel Ballu Loureiro Raimundo disse:
Ai que saudades... da minha inocência e alegria de viver...

José Mota
hehehe, o João Carlos, a Sami, Jorge Humberto de camisola verde, Isabel Balú Loureiro e claro a Paula Nascimento ... alguns não me lembro dos nomes.

diz o que te vai na alma disse...
estas fotos são uma delícia. Uma revisita ao passado cheia de emoções para os seus protagonistas. É incrível como se compararmos fotos dessa época parecemos todos iguais...apesar das diferenças existentes...Obrigado por partilharem momentos tão íntimos e creio que intensos nas vossas memórias.

Paulo Caiado disse...
Olá, eu conheço a maioria dos alunos. São do ano imediatamente anterior ao meu. Vou colocar no grupo do FB mas entretanto vou legendando os que me lembro.Paulo Caiado (Facebook)

Isabel disse...
É engraçado que conheço vários, até suponho que era a minha turma da quarta classe. Mas eu não estou....Isabel Canela Lopes (Facebook)

Ana disse...
Ai estão tão giros... mas a minha boa memória só identifica 4 meninas.
Ana Nascimento

Julinha disse...
Ana! Só 4 meninas!!Não posso crer...tu,a mulher que conheçe toda a gente! Eu conheço muito bem a professora,tinha 6 anos quando a conheci.....foi a minha professora de instrução primária em Óbidos.Júlia Ribeiro

Z C Faria disse...
Ò p'ra ela, a minha querida avó! ☝♥☺♫☼José Carlos Faria

Manuela disse...
Reconheço apenas a saudosa Professora,a Senhora D.Clarisse :-)
Maria Manuela Gama Vieira

UMA JANELA SOBRE O MAR

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Madrugada. A Nascente o Sol desponta e espreita timidamente por sobre os picos mais altos da Serra de Aire. No céu pequenos nimbos de nuvens sob um azul claro e vivo de luminosidade prenunciam uma manhã calma e amena. As águas da baía vão formando pequenas ondas a um ritmo certo, que vêm rebentar sobre o areal e nele espairecerem numa monotonia melódica neste despontar do dia e ouve-se imperceptivelmente o marejare o pipilar dos pássaros, ao longe, nas árvores do largo, como que dando alegremente bênçãos ao céu numa ininterrupta dança sem rumo e uma cantilena que, por serem aos milhares, quase se torna, quando ouvidos mais de perto, ensurdecedora.
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O cais dos pescadores, de embarque e desembarque para os barcos,pequenas chavascas a remos, feitas de madeira, pesados e de fundo chato com saliências para melhor equilíbrio e evitar o desgaste docasco quando arrastadas pela areia, vai-se compondo de vida e azáfama preparando-se para mais um dia de faina. Os pescadores caminham ao longo e para o fim do cais transportandoconsigo as canas de pesca, o balde e a sacola com os parcos mantimentos que irão digerir durante o dia em pleno mar alto e que, na maioria das vezes, não passa de um naco de pão cozido na véspera ou, antes disso, umas postas de peixe frito e azeitonas, bem como uma garrafinha de vinho tinto, ideal para amenizar os enjoos, aquecer as entranhas e alegrar um pouco a vida soturna e áspera que levam consigo, e uma garrafa de água para mitigar a sede.Os rostos sulcados por profundas rugas em pele dura e áspera ganhas não só pela idade mas, e principalmente, pelo bater da brisa ou venton orte e frio que corta com dor, juntamente com o sol abrasador que,e spelhado pela água do oceano, se intensifica, fere os olhos e seca o sal, não só do mar como também do suor. Roupas grossas - o que tapa o frio tapa o calor - retesadas pela água e pelo sol, cinzentas, como cinzenta é a vida deles, e que ferem ac arne do corpo devido ao roçar e ao suor. Na cabeça um chapéu de pala em pano, estilo francês, comprado numa qualquer feira de uma qualquer aldeia dos arredores que de tanto servirem para limpar o suor dorosto, pescoço e testa, adquiriu uma cor indefinida.Mãos calejadas, grossas e com feridas do passado recente que o tempo ajudou a sarar, unhas grossas e cinzentas sem corte definido mas desbastadas pelas grossas cordas de cânhamo da amarração das embarcações às poitas ou ferros de ancoragem. Caminham apressados pois não querem perder a maré e ei-los que embarcam e com vigorosas braçadas remam rumo á barra e ao mar aberto.
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O sol já desce para poente e de repente um bando de numerosas gaivotas, como que vindas do nada, esvoaçam por sobre as águas da baía. Voam em círculos com esporádicos pousos sobre a água e sobre o areal de um amarelo dourado e areias finas. A ondulação na baía tornou-se mais forte e as ondas mais altaneiras e barulhentas. A preia-mar está no seu auge e a água já beija a superfície do cais. Pela barra nota-se, no horizonte longínquo, a formação de nuvens negras que rapidamente caminham para terra. Vem aí borrasca e da grossa e elas, as gaivotas, são as primeiras a saberem e, por isso, recolhem a terra muito antes do homem sequer desconfiar desta mudança repentina da atmosfera. Os barcos vão entrando na baía já com alguma dificuldade para vencerem as ondas da barra.


.Os pescadores, um a um, põem os pés em terra e ali ficam a ver os outros chegarem. O alerta soa nas mentes de cada um. Falta o barco doti’Joaquim.

- Quem estava com ele? - perguntam uns para os outros.
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-Estavamo ti’Toino e ti’João e deviam estar com sorte pois notava-se o carrego do barco. Deviam estar a fazer uma bela pescaria.
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Alguns em passo apressado resolvem subir a escadaria que os leva ao farol e à capelinha e de lá avistam o barco do ti’Joaquim tentando uma aberta para entrar. São várias as tentativas e desistências e o mar de minuto a minuto mais se encrespava e no lago já as ondas se enrolavam e rebentavam. No cais as ondas já o varriam em todo o seu comprimento e vinham bater com força nos quebra mar que protegiam as casas. A água já entrava pelos quintais e invadia os jardins frontais. Espuma amarelada de barrenta ficava depositada na terra. Quem diria que numa manhã tão calma o dia se transformaria assim de um momento para o outro?
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Homens e mulheres, alheios ao perigo corriam para chegar aos Socorros a Náufragos na tentativa de ajudar fosse no que fosse. Ao largo o ti’Joaquim faz a derradeira tentativa para entrar na baía. Acontecesse o que acontecesse, ali não podiam ficar e aconteceu o pior, o mar parecia estar desejoso por saborear carne viva e palpitante de vida, medo, terror e ansiedade, atira-se encarniçadamente contra o bote, envolvendo-o, partindo-o em estilhaços, enrolando-o num abraço fatal atirando para a morte os seus ocupantes. Luta-se com todas as forças que o desespero dispensa aos homens na sua ânsia de viver mas os esforços são diminutos contra a atroz força das águas enraivecidas e leva-os para o fundo. O resto do barco acaba por embater com extremaviolência contra as rochas do penedo e ti’Joaquim, ti’Toino e ti’João não mais são vistos.
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Nesse resto de tarde, noite e seguintes dias, a praia é calcorreada pelas pessoas da aldeia, pescadores e outros, todos se solidarizam nas buscas e vigília, na esperança de que, pelo menos, o mar devolva os corpos para que se pudesse dar-lhes o eterno descanso. As mulheres choram um pranto sonoro com gritos de desesperança, lamentos, pragas, injúrias contra o mar que lhes tinha roubado os entes queridos e as tinha atirado para as incertezas do futuro com a falta daqueles que lhes punham o pão nosso de cada dia na mesa. Mas o mar, soberbo e altivo guarda-os só para ele e não os devolve.
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Hoje apenas são recordados e servem de alerta para os actuais espíritos mais aventureiros fazendo-os recuar nos seus intuitos de saírem a barra com condições de tempo adversas ou simplesmente incertas.
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Mas da minha janela também se vêem coisas lindas e outras deslumbrantes… principalmente no Verão.
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A.Justiça
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C O M E N T Á R I O S
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Isabel X disse...
Comovente este testemunho trazido pelo Justiça, bem como o modo como o conta neste texto. Lembro-me do Justiça, de quando éramos mais novos, de S. Martinho, mas nessa altura só o conhecia "de vista" (como se costuma dizer). Mais tarde vim a conhecê-lo como colega na Escola onde ainda lecciono e da qual o Justiça já se aposentou.
Mas, reconheço, não o conhecia... Não imaginei nele esta rara capacidade de descrição do sofrimento, com dignidade, com humanidade. Gosto de conhecê-lo deste modo novo.
O caso de vida que o Justiça aqui traz faz-me lembrar uma canção de Patxi Andion, belíssima, cheia de força, cujo nome não me ocorre, que fala de um "marino", a quem foram morrendo todos os companheiros da faina, e que se refugia na bebida. Termina a canção, referindo-se-lhe como "un marino", "un borracho com toda la mar detrás".
Muito grata!
- Isabel Xavier -
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Júlia disse...
Um texto muito bonito, mas triste, aquele que o Alfredo Justiça nos traz aqui. Descreve a vida árdua de homens que lutam pela sobrevivência,que se fazem ao mar....um mar, por vezes traiçoeiro, que vai acabando com a vida de muitos seres humanos.
Estes homens sofrem e lutam pelo sustento da mulher, dos filhos que aguardam pelo seu regresso,e é uma vida inteira assim.
É triste, por vezes! Quantos ti'Joaquins, ti'Toinos neste nosso País tão pequenino, partiram com a esperança de voltarem e por lá ficaram.
Obrigada, Alfredo Justiça.
Júlia R
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diz o que te vai na alma disse...
Outros tempos. As mesmas incertezas e angústias. Vidas difíceis que o tempo não apaga. Muito belo e triste.
Dalila Garcia
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Alfredo disse...
Isabel Xavier
O nome não me é totalmente estranho pois de algum modo está ligado a recordações instaladas no meu cérebro que o relacionam com S. Martinho e ao tempo de Escola nas Caldas embora, lamentavelmente para mim, não o consigo ligar com a sua fisionomia de então e, claro, muito menos com a de agora, passados mais de 45 anos. Isto tudo para que não fiquem personalidades trocadas sobre o Alfredo Justiça, eu, e o Justiça, seu colega professor da Proença, meu irmão, ligeiramente mais novo.
Agradeço-lhe as palavras simpáticas a propósito do texto que escrevi sobre o tema "das Janelas" e só a última parte do seu comentário me levou a escrever este esclarecimento para reposição da verdade. No entanto, ainda assim, atrevo-me a dizer, e desde já peço desculpa se assim não fôr, que este relacionamento do seu nome está também ligado á Isabel Veiga, Monserrate, Magda e outras meninas dos anos 60 e naturais, ou pelo menos residentes, em S. Martinho.
Uma vez mais, grato pela atenção que dispensou ao meu escrito e ao comentário que teve a amabilidade de lhe dispensar.
A. Justiça
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Isabel X disse...
Peço desculpa pela troca de "Justiças", altamente injusta aliás, que aqui fiz. Logo que vi que a Júlia se referia ao autor do texto chamando-lhe Alfredo, vi que me enganara.
Do Alfredo, a quem de facto se referem as minhas palavras, não me lembro. Mesmo o "outro" Justiça é mais velho do que eu. Lamento, mas as pessoas a quem me relaciona, Alfredo, são-me completamente estranhas. Nasci em Dezembro de 1957.
Desde que nasci, e até casar, em 1976, quando ainda tinha dezoito anos, fui sempre passar os verões a S. Martinho . (Já agora, divorciei-me aos trinta e seis, estado civil de que sou fervorosamente militante)
Sem desprimor para o próprio, não podia ser mesmo o "Justiça" que eu conhecia. Há aqui um travo feliz de verdade reposta e, por isso, de justiça reposta também.
Parabéns pelo seu texto, Alfredo Justiça. Gostava muito de o conhecer. Peço-lhe desculpa.
- Isabel Xavier -
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J L Reboleira Alexandre disse...
O Alfredo traz-nos, com uma sensibilidade que lhe é própria, mais uma bela narrativa da praia que foi a dele e de muitos de nós.
A minha atenção foi no entanto desviada para a segunda fotografia. Quantos momentos inesquecíveis passou o autor, passàmos todos nós, que frequentàvamos a baia, naquele local, há já tantos anos. Sobretudo no Verão!
Hoje em nome duma massificação do turismo, lá estão todos aqueles blocos de cimento, bem em frente à areia da praia, no género do que pior se faz em muitos outros locais da nossa costa e de outras costas afinal.
Obrigado meu caro.
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Maria João disse...
Boa tarde, Papá!Este texto é muito bonito! Apesar de "nascida e criada" em São Martinho, nunca vejo da minha janela estas histórias que no fundo marcam quem as Gentes são.Obrigada por esta visão :)
Beijos muito doces!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
MJ
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João Ramos Franco disse...
A janela de que olhamos traz-nos por vezes as realidades tristes, aquelas que existem mas que nós não gostamos de aceitar que façam parte do nosso arquivo… Para bem, ou mal, não as conseguimos apagar e elas perpetuam o nosso consciente.
Parabéns, A. Justiça, por este retrato da vida…
Um abraço amigo.
João Ramos Franco
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Guida C.S. disse...
A belíssima descrição do Alfredo sobre o drama dos pescadores levou-me a mim também a esse passado já tão longe, mas estranhamente as fotos insistem em me fazer regressar ao presente... a última vez que estive em S Martinho (e já foi há mais de 40 anos) as urbanizações ainda não estavam lá!
É mega surrealista estar a ver uma imagem completamente diferente da que temos na memória quando lemos uma estória que aí se encaixa perfeitamente!
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Joaquim disse...
Justiça, gosto das estórias que tu contas, tanto do tempo do serviço militar como a mostrar o teu mundo e como o vias.
Apesar de não ser de "São Martelo", nome dado pela malta dos anos 50s, quando havia uns trocados ia até lá na automotora e gostava de atravessar o túnel com os colegas (agora é perigoso), alguns de São Martinho e de Salir, e ver como alguns deles ganhavam uns "cobres" na faina de apanhar o limo, que segundo se dizia era para fins medicinais.
Talvez te encontre no almoço da Foz, que para mim continua a ser "a minha praia".
Joaquim
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Alfredo disse...
As janelas
Caros amigos e amigas de eterna juventude, que recordaram e nos transmitiram recordações de outrora e julgadas esquecidas, mas que afinal apenas estavam arquivadas e adormecidas nesta indecifrável, complexa e, por vezes, inexplicável memória que com extrema facilidade guardou lembranças de um passado já longínquo e por outras esquece as de ontem.
Li e reli, por diversas vezes, os posts e respectivos comentários sobre as janelas que o Vasco Trancoso nos “obrigou” a abrir com a sua “janela”.Vou ousar, e perdoem-me a ousadia, eleger o post que mais me impressionou e ao qual nem me atrevi a comentar pois entendi que quaisquer palavras seriam muito pobres perante a franqueza e verdades simples nele retratado.Todos os posts estão soberbos e, perdoem a imodéstia, o meu também pois retrata um acontecimento verídico do inicio dos anos 50 embora os nomes dos intervenientes sejam forjados porque ainda são vivos os descendentes directos da estória trágico-marítima contada e seria impensável trazer-lhes à memória tamanha tragédia.
O texto que mais me marcou foi o da São Caixinha. Humilde e modesto, sonhador e real, genuíno e puro, descrito com força e descritivo da simplicidade que o nosso mundo de então estava impregnado.Foi realmente a janela que, mesmo difícil de abrir, mais revelou a ternura e emoções sentidas na descoberta do espaço exterior pejado, bem sei, de agruras, e não da beleza pueril visto pelos olhos de uma criança, mas que gostaríamos que assim continuasse a ser por todo o nosso sempre.
Parabéns a todos. Foi um dos momentos mais altos e dignos do blog, repletos de ternura e de recordações de uma época, locais e vivências, demonstrativos de pertencermos à última geração de românticos (ousada esta afirmação? Talvez! Mas atendendo ao que nos rodeia…).
Abraços amistosos.
A.Justiça
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Tó Quim disse:
O maravilhoso texto de Justiça, ao mesmo tempo com pedaços de tristeza, faz com que a minha memória me traga à luz alguns momentos passados em São Martinho.
Nos pequenos momentos em que podia ir para São Martinho, sempre de comboio do Paul (Bombarral) ia para casa da minha tia que era, na altura a governanta da casa do sr. Engenheiro, que é hoje a casa de chá e o hotel situado na marginal.
Lembro-me de querer brincar com os “meninos” desta casa apalaçada e só podia ver. Eu pertencia ao povo e o povo não podia brincar com estes “meninos” Refira-se que tinham a mesma idade que eu.
Também me vem à memória a minha tia, juntamente com as criadas, levar o chá e uns bolinhos às senhoras que estavam nas barracas da praia.São momentos que nunca nos esqueceremos e que marcam o nosso saber para o resto da vida.
Agora, a fotografia do café do facho lembra-me já outros tempos, os finais de tarde com aquele poderoso pôr do sol...
Mais uma vez um grande abraço ao pai deste blog pela vontade de ele existir e a todos aqueles que o alimentam com grandes textos.
António Fialho Marcelino (Tó-Quim)

CAROCHINHAS À JANELA

por M Rosário Pimentel




- Novamente as tagarelas! -exclamava, em voz sonora, a Maria, que acabara de abrir a janela da casa da sua patroa, a fim de implicar com as "lourinhas", como costumava dizer quando se referia a nós. Afinal, que vinha ela fazer para a janela se não tinha brinquedos para mostrar? Tagarelar....
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Nesse dia, estávamos atarefadas a colocar as mobílias das nossas bonecas sobre os parapeitos das respectivas janelas. A seguir à secretária, estante e cadeirão do escritório, continuei a dispor a mesa da sala de jantar com as cadeiras ao redor, o aparador, lareira e candeeiro de pé alto, quando lançando o olhar para a janela oposta, me senti fascinada pela linda mobília de quarto e, para melhor a visualizar, coloquei-me em bicos de pés!...catrapus!
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Um automóvel parou bruscamente e o condutor saiu, apanhando, na estreita rua central dessa vila do Oeste, um par de cadeiras em madeira, por sinal pouco danificadas. Desci as escadas a correr, receando que o senhor batesse à porta, denunciando o que acabara de acontecer. Na véspera, ao ouvir o meu Pai regressar a casa, correra a contar-lhe as grandes novidades, mas ele disse que a Carochinha é que se põe à janela....
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Desde que a Balbina fora ao mercado, como era hábito, e regressara com os géneros alimentícios e as notícias frescas e, nesse dia, muito interessantes para mim, que eu não parara de bambear as cortinas das janelas, para grande arrelia da minha Mãe, a fim de observar a casa em frente.
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A Teresa, recém-chegada de Lisboa, não conheceria outras crianças e, sendo filha única teria que brincar sozinha, tal como eu! Mas os nossos Pais nunca se tinham encontrado e os adultos são muito complicados!
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- Dois tostões de rebuçados. - pedi a um dos empregados da mercearia da minha rua.Com a recomendação materna de não me demorar, saía apressadamente do estabelecimento quando reparei na Teresa à porta de sua casa ,na companhia da empregada. Impulsivamente, corri a oferecer-lhe alguns dos meus rebuçados. Ambas sorrimos e trocamos os nossos nomes.
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No dia seguinte, as nossas janelas abriram-se pela primeira vez. Aos cinco anos, não podia saber que seria o primeiro passo para a futura construção do maravilhoso pilar da AMIZADE.
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Maria do Rosário Pimentel
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C O M E N T Á R I O S
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São Caixinha disse.
Assistimos ao desenrolar de um emaranhado de enternecedores acontecimentos, que nos fazem regressar á essência de ser criança! E que gratificante reencontro!!
Encantadora a sua Janela, os meus parabéns Maria do Rosário!
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Infância
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Sonhos
enormes como cedros
que é preciso
trazer de longe
aos ombros
para achar
no inverno da memória
este rumor de lume:
o teu perfume,
lenha
da melancolia
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Carlos de Oliveira in "Cantata"
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São Caixinha
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Alfredo disse...
Enlevo.
É o que sinto ao ler esta descrição da “lourinha” apesar do súbito “catrapus” que me levou a ler mais depressa e em diagonal pensando que a “carochinha” tinha caído, mas afinal tinham caído apenas as cadeiras, obrigando-me a voltar atrás e recomeçar.
Até o pormenor da “galinha da minha vizinha é melhor que a minha” na descrição do fascínio sentido quando viu a mobília da amiga e a complicação dos adultos em entenderem o pensamento e desejos de uma criança.Os dois tostões de rebuçados comprados na mercearia fizeram-me recuar aos que outrora também comprava, na taberna da “gorda”… e que saborosos eram. Eram diferente nessa altura e nessa idade e não mais comi outros assim.
Sim… sem o sabermos na altura, muitas amizades começaram assim e perduram para o resto da vida sem que as janelas se fechem.
A.Justiça
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Filha disse...
Gostei muito, Mãe! Aqui está uma outra área por onde poderias enveredar... relatar as memórias passadas...
Nunca é tarde para nos descobrirmos a nós próprios. Espero um dia também o conseguir.
Continua.
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jorge disse...
delicioso.enternecedor.
é mesmo assim a infância e não é fácil um adulto retratá-la.
só não fiquei a saber onde é esta casa,tão tradicional.
parabéns.j
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Isabel disse:
Reza a história, bem velhinha,
que havia uma Carochinha,
que por ser engraçadinha,
teimou que haveria de casar.
Certo dia, quando estava a varrer a cozinha,
encontrou uma moeda de cinco réis
e correu para ir dizer à vizinha que já não tinha de esperar.
Felizmente,e apesar do acidente das cadeiras,esta nossa "carochinha" acabou a história em beleza,ou melhor,em amizade.
Muito bonita a casa e a fotografia.Onde é?
Bj. IS
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Artur disse...
As grandes histórias contam-se com palavras singelas, como é o caso desta carochinha revisitada e adaptada a uma situação de infância, simultaneamente distante e contígua...
Artur Henrique Ribeiro Gonçalves
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Cristina disse...
Que lindo edificio, bela arquitectura portuguesa e que mundo, história e vidas devem ter existido no seu interior!
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Júlia Ribeiro disse...
Que linda esta História da Carochina ! E assim se constrói uma AMIZADE...
Retratei-me aqui porque fui filha única até aos 8 anos. Umas férias conheci a Balia na Nazaré,tínhamos 6 anos e não mais nos vimos até ao dia em que nos reencontramos no mesmo local. Tinham passado 6 anos e a partir daí algo foi crescendo... uma Amizade muito forte, que se mantém .
Obrigada Maria do Rosário e Parabéns.
Um beijinho
Júlia R
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Manuela disse:
Admirável,a sensibilidade criativa das Carochinhas!Não se enfeitaram para ir para a janela, nem procuravam o joão ratão…mas uma "irmã".
O olhar ditou a empatia, os brinquedos a linguagem, as mobílias estateladas na rua despertaram o carinho de quem passava e os cinco“réis” concretizaram o doce sentimento da partilha. Que delicioso rebuçado!
As crianças são simples, não calculam os seus gestos, não têm artimanhas, buscam tesouros…intangíveis!
A Maria do Rosário leu-nos a história que ela própria e a Teresa umdia escreveram.Gostei muito de vos ouvir "tagarelar”....
As crianças não sabem ESCREVER histórias?
Manuela Gama Vieira

GATOS À JANELA (Guidó)

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Gatos à janela é coisa comum, mas nas Caldas para além dos verdadeiros de carne, de osso e pêlo ainda existem os de cerâmica.
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Num dos Museus, ou em casas particulares, ainda nalgumas lojas, encontramo-los contemplativos, descansados e às vezes até assanhados.
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À janela os felinos aquecem-se ao sol. Outros, já quentes do forno, de barro cozido, ficam imóveis, fitando o tempo que passa, eles próprios parados no tempo.

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Gata "Pili"
finais do séc. XIX,
Rafael Bordalo Pinheiro
ass. com o monograma do autor: RBP
Fábrica de Faianças das Caldas da Rainha
colecção particular
Gato
séc. XX
José Belo
Caldas da Rainha
colecção particular

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POST E FOTOGRAFIAS DE MARGARIDA ARAÚJO, PUBLICADO
EM SIMULTÂNEO COM O BLOGUE DA AUTORA : 100SentidosComSentidos


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C O M E N T Á R I O S
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Ana Braga disse:
Que belas imagens de gatos!
Seres altivos, enigmáticos, dominando a paisagem urbana, vigiando de longe o seu mundo de telhados e recantos que só eles conhecem, inacessíveis aos homens.
Os gatos: seres de múltiplas facetas, ora roçando, submissos, pelas pernas dos donos, repousando na mansidão da sesta a aquecer o colo de uma velhinha, ora envolvendo-se em aventuras nocturnas inconfessáveis, arrastados pelo cio ou atraídos pelo desafio de uma caçada impiedosa.
Os gatos da imagem perpetuam a calma inspiradora daqueles momentos, em que os gatos de carne e osso retemperam forças e, de tão imóveis, parecem irreais, feitos de loiça.
A.B.
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Joaquim disse...
Foi a partir da "janela da minha infância" que varias janelas se abriram, umas pequenas, outras maiores e até uma a cumprimentar a Lua em forma de "sky light", todas bonitas e que nos levaram a pensamentos escondidos na memória...foi bom.
Achei muita graça às janelas com os gatos, pois eu tinha uns vizinhos que tinham um rapazito pequeno, um gato que parecia maior que ele e um pequeno cão, que passavam grande parte do dia à janela. Como o meu passatempo é fazer quase nada, fui até à beira do lago apanhar umas pedras que existem em ambulância nesse lago "Lake Ontário", fiz algo parecido com uma janela e nela tentei pôr os três personagens que viviam na minha frente. Quando for às Caldas em Julho irei dar os meus cumprimentos ao J. Jales e dar-lhe os parabéns pelo seu "blog" (apenas uma pequena ideia, alguém que escreva algo sobre as "portas") pois elas abrem-se e fecham-se para tantos... e são de lá que se parte para o mundo...
Joaquim
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Guida disse...
ADORO GATOS. TENHO TRÊS. DOIS DELES ADORAM ESTAR À JANELA. O OUTRO GOSTA MAIS DE ANDAR PELOS TELHADOS E QUINTAIS DOS VIZINHOS.
Guida Santos
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Luisa disse...
Que belos gatos,que belo post fotográfico,gostei muito de partilhar a janela da Guidó.
Bej. Luisa
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SucoDaBarbatana disse...
Magníficas fotografias,como já está habituado quem conhece a Margarida Araújo.Gostei muito destes GATOS,que ficaram muito bem nesta JANELA.
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J J disse...
Este post é mais uma colaboração entre os nossos blogs. Colaboração que, felizmente, tem sido apenas no bom sentido, isto é as fotografias da Guidó no nosso Blog e não ao contrário...
Falando a sério, a Guidó faz parte das pessoas que têm tornado possível que o Blog do ERO continue a existir, participando em diversas ocasiões e das mais variadas formas na sua publicação.
O post de hoje tem duas expressivas e originais fotografias e uma reflexão felina.
Obrigado.
JJ
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Sergio Lopes no Facebook :
Estas fotos de facto enchem o olho.
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Isabel X disse...
A Guidó que me perdoe, até porque a considero uma fotógrafa admirável e os "Gatos à Janela" uma ideia muito criativa, como lhe é peculiar. Mas não posso deixar de referir que, ao vê-los, me lembrei daquela canção do Rouxinol Faduncho, "Cães de louça", que acho bem gira.
Neste caso seria mais "gatos de louça", mas lá que se devia fazer uma canção que lhes fosse dedicada, disso não haja dúvidas!
Beijinhos,
- Isabel Xavier -
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