ALMOÇO / CONVÍVIO

ALMOÇO / CONVÍVIO

Os futuros almoços/encontros realizar-se-ão no primeiro Sábado do mês de Outubro . Esta decisão permitirá a todos conhecerem a data com o máximo de antecedência . .
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À JANELA DO DARIO EM 1971

Ainda a propósito do Borlão
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Em Junho de 1971 inaugurou-se uma estátua na Praça Marechal Carmona.













(fotos de Dario Manso)

.C O M E N T Á R I O S

diz o que te vai na alma disse...  
imagens que são o espelho duma época opressiva. Ordem (imposta pela força) e povo à distância desejada...
Belos registos.
Dalila Garcia
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Artur Henrique Ribeiro Gonçalves ‎disse (FB):
Estátua vai, estátua vem, o que é que o Dario verá agora na praça do Borlão? Se bem me recordo, da última vez que por ali passei a peanha continuava à espera de ocupante...
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Luis disse:
Esta é a tal estátua do Carmona que viria a criar enorme polémica?Lembro-me melhor do derrube da estátua,julgo que em 1975.
Tempos diferentes dos que vivemos hoje : digam o que disserem não estamos bem mas estamos melhor!!!L
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Luis Eme disse... .
Lembro-me da "festança", sou uma das crianças de bibe branco, junto à igreja.
Fiquei com a ideia de que a fita tinha sido cortada pelo Almirante Tomás, mas não tenho certezas...

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Tonya disse...
Sou uma antiga aluna do ERO e caldense de nascença.
Só queria avivar a memoória do João Jales é que nunca houve a Praça Dr. Oliveira Salazar, mas sim a Praça Marechal Carmona, a qual foi construída e inaugurada aquando do centenário do nascimento daquele militar, pelo Presidente da Câmara de então Eng. Paiva e Sousa.
As obras não se limitaram ao espaço entre a igreja e o tribunal, mas prolongaram-se pela Av. da Independência Nacional.
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Anónimo disse...
Sinceramente, vejo mais pontos de contacto que de divergência. Talvez nestas fotos antigas a multidão seja maior que os assistentes das inaugurações socráticas ou das homenagens saramágicas. Só que nestas fotos não havia o grande plano que tudo amplia, até o embuste de transformar em multidões meia dúzia de indefectíveis.
Sem saudades do outro tempo, sem orgulho do actual, continuamos cantando e rindo, levados, levados sim...
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JJ respondeu:
Quebrei aqui uma das regras deste Blog publicando um comentário anónimo.
Não é grave, mas penso que não custa nada acrescentar o nome no final do comentário ou, em alternativa, escrever um email identificando-se para ex.alunos.ero@gmail.com
Obrigado.

A PROPÓSITO DOS "WE"

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Olá,
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Estou a enviar mais umas fotos do meu baú de memórias. Desta vez trata-se do conjunto WE numa matinée infantil no Casino. Foi no verão de 1974. Embora fosse já depois do 25 de Abril, ainda não era Casa da Cultura. O Prof. Calheiros Viegas foi o animador dessa matinée. Podemos vê-lo numa das fotos rodeado de crianças. Será que alguém se reconhece nessas crianças?
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Do conjunto WE podemos ver o Luís Silva (meu irmão), o Jaime Saez Salgado, o António João Freitas e o Carlos Silva ou Cazé (meu irmão). Em algumas fotos encontramos também o Carlos Sena, já falecido, que participou na actuação. Ele vinha do conjunto Pentágono, anterior ao WE. Na última foto estou eu e a Ana Saez Salgado, irmã do Jaime.
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Bj
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Carmo Franco Lemos
 


C O M E N T Á R I O S
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Jaime Salgado disse...
Bom, já foi há quase 40 anos...mas de certeza absoluta que esta festa na qual estive presente, penso que terá sido em 1973 e isto porque no Verão de 1974 eu estava em Luanda; hoje estou um pouco diferente, não tenho um aspecto tão "rockeiro"; a seguir ao Beatles e Rolling Stones não estávamos assim tão mal classificados.
 Um abraço para o António João, Luis e Cazé e um beijinho para ti Carmo.
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Luis disse:
Que saudades do Casino, um espaço insubstituível de convívio da juventude caldense. Este deve ter sido o último ano em que funcionou!
O Jaime Salgado é mais velho que eu, lembro-me bem dele mas fui mais próximo do António João. Que é feito de todos eles?
Um abraço.
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Carmo disse...
Jaime, é bom saber de ti depois de tantos anos! Nunca me esqueci de ti nem dos teus irmãos, a Ana, o Carlos e também o Xavier com quem tive menos contacto. Eu continuo nas Caldas, assim como os meus irmãos, o Luís e o Cazé. E vocês, por onde andam? Este blog tem destas coisas, consegue reencontrar pessoas e memórias de outros tempos! Um grande beijinho para ti e também para os teus irmãos.
Carmo Franco Lemos
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diz o que te vai na alma disse...
Para quem gosta de fotografia (como eu), estas são uma delícia.
Permitem voltar ao passado em poucos segundos e ver como a vida era tão cheia de cumplicidades, partihas e alegria, mesmo num tempo incomparavelmente mais difícil.
Esta geração marcou uma vida. Não tenho dúvidas. Obrigado pela partilha destas pequenas-grandes maravilhas.
Dalila Garcia
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maria joão disse...
E o famoso Xaranga?
Xarhanga Beat,no Casino das Caldas anos 70,que tocava os êxitos da época .
Com o Carlos Cavalheiro, Rui Venâncio, Júlio Pereira (o do famoso cavaquinho) e Carlos Patrício ?
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O Xaranga está em:
O CASINO (Belão), é só clicar.
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Artur Henrique Ribeiro Gonçalves ‎(no FB) disse...
Então como agora, o inglês a marcar a moda. Creio que nunca os vi atuar ou ouvido uma qualquer gravação. Seria interessante postá-la aqui caso exista. Reconheço o Tó, o dos braços abertos, e tenho uma vaga ideia do guitarrista. E é tudo......
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Margarida Araújo disse (no FB)...
António João Freitas de braços no ar e as outras caras lindas?
A figura central em destaque sempre é Calheiros Viegas (Pai).
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Rosario Mota (no FB)...
é pá k saudades destes tempos......
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Paulo Caiado disse...
Os We (sem o Jaime, que esteve ausente por motivos profissionais) tiveram um enorme gesto de amizade para com todos nós e reuniram-se ao fim de 30 anos para nos dar um concerto memorável numa noite memorável. Vejam as fotos através dos posts...

AS FOTOGRAFIAS DE UMA VISITA (Carmo Franco Lemos)


Tratava-se de um grupo ligado à Igreja que apoiava famílias carenciadas. A família em questão, que também se vê na foto, era um casal e um filho. Não me lembro do nome deles, sei que moravam numa casa de madeira ao pé do cemitério.
Aqui vão as fotos que eu tenho do grupo que visitou essa família carenciada.



Zé Canhão Veloso

Manela Vieira Pereira

Salete

Alberto Lemos (da Escola Comercial)

António Canhão Veloso

Alcides

Fonseca (trabalhava na Papelaria Silva Santos e foi para a Cartuxa de Évora)

Zé Maria (da secretaria do ERO)

Roberto Ornelas

António Carrilho


Bj



Carmo Franco Lemos

A Praia de Mira!

por Ana Braga


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Ao ler o post da minha irmã Isabel e o comentário de alguém que lamenta tão triste recordação de Mira, devo confessar que percebo e comungo desse sentimento que nos assaltou, quando mudámos, repentinamente de praia. Foi um sentimento avassalador, agora diluído no nevoeiro do tempo, nevoeiro quase tão espesso como o tal que se abatia todas as noites sobre aquela orla da costa, mas que ainda me permite vislumbrar algumas vivências dessa época.
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Todos sabemos qual a importância do grupo para qualquer adolescente, e a mudança da Figueira da Foz para aquela praia praticamente desconhecida, onde costumávamos ir fazer piqueniques em pequenos, embora muito bonita, com a sua mata fresca e a barrinha de águas mansas, não tinha os requisitos que nessa altura considerávamos fundamentais – faltava-nos a companhia dos amigos, e sem eles sentíamo-nos francamente desasadas.

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A inegável beleza natural do lugar, o ar saudável do pinhal que se estendia por quilómetros a acompanhar a beira mar, a extensão das dunas com a sua flora exótica e a sua mistura de odores quentes e almiscarados, a prática milenar do arrastar das redes carregadas de peixe, ao fim da tarde, numa árdua tarefa partilhada entre os bois e os pescadores, muitas vezes ajudados pelos veraneantes, os típicos “palheiros”, como se designavam as casas dos habitantes da aldeia - agora infelizmente, quase todos destruídos -, nada disso, à primeira vista, constituía qualquer atractivo para duas miúdas em plena “crise” da adolescência marcadas pela dependência de um bando de jovens como elas, habituados às mesmas rotinas, aos mesmos passatempos e à frequência de certos lugares divertidos e que estavam na moda.
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Através desse nevoeiro da distância, consigo agora perceber que nos assaltava, como acontece habitualmente com os jovens, um medo inconfessável de perdermos a ligação ao grupo se nos arredássemos deles nem que fosse por quinze dias. Ficaríamos, quem sabe, desactualizadas, deixaríamos de partilhar uma qualquer experiência marcante, o que nos afastaria definitivamente desse tronco!? E como sofríamos com tal insegurança!
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Mas cada uma aguentava à sua maneira e, enquanto eu sofria mais calada, a Isabel, a mais rebelde dos irmãos, manifestava-se ruidosamente, o que lhe valeu uma dose reforçada de castigos e tabefes.
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Eis-nos, pois, em Mira. Que fazer? Chorar e refilar todo o tempo ou procurar uma maneira airosa de nos safarmos? Depressa descobrimos novas companhias e formas divertidas de passar o tempo. Encontrámos colegas do Liceu, fizemos novos amigos, aprendemos os rudimentos da vela, frequentámos os bailes do Mirasol, uma espécie de terraço coberto de um restaurante, onde havia bailes todas as noites, namoriscámos…
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Foi por essa altura que tive um dos encontros mais bonitos da minha vida de adolescente, sem consequências no futuro, mas que me fez crescer e sentir importante. Foi esse rapaz que me deu a conhecer, entre outras obras de referência da época, o “Quarteto de Alexandria” de Lawrence Durrell, que eu li de um fôlego. Foi ele que me levou a procurar e a perceber algumas mensagens que se escondiam nas entrelinhas dos textos.
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Em Coimbra, além de estudar Direito, fazia parte de um dos grupos de teatro de então, e em Mira, declamava poesia para mim, na praia, ao pôr do sol, de livro em punho. Como eu gostava desses fins de tarde poéticos, mas a Isabel achava-o pedante e enterrava-lhe os livros de poesia na areia, quando o apanhava distraído.
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Foi ele que me fez sentir tão responsável e digna de confiança, a ponto de me comunicar o segredo da sua fuga para a Bélgica, antes que a guerra o levasse para outras paragens mais longínquas. Foi uma despedida à laia de “filme – que - não – acaba – bem”, no parque da cidade, em Coimbra, com o cair da folha, um chão atapetado de tons castanhos e vermelhos, em que jurámos uma amizade eterna e em que deixámos no ar a hipótese de um reencontro algures no mundo.
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Mira não se resume apenas a más recordações, não é, Isabel? A curta estadia do João Calheiros naquelas paragens, se bem me lembro, foi mais um contributo que ajudou a ultrapassar aquele sentimento de revolta que nos levava, inicialmente, a isolarmo-nos do resto do mundo, nessa fase em que íamos para a praia por atalhos, com caras de poucos amigos, um guarda sol, um transistor e os habituais livros policiais.
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Mas depois soubemos dar-lhe a volta e até nos tornámos mais independentes do grupo do costume – felizmente, nunca tivemos dificuldade em fazer amigos.
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Um beijo
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Ani

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C O M E N T Á R I O S
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Isabel Esse disse...



Só conheci a Praia de Mira de raspão nos anos 70.Lembro-me sobretudo da água fria,mas eu ia e regressava a casa dos meus avós,não conheci a "sociedade" local.


Bom texto como é habitual nos posts da Ana Braga.


Beijos,boas férias para todos e também para o JJ que tenho visto no Facebook em grande no algarve!!!IS
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Luis disse...


Tendo conhecido,por opção paterna,diversas praias do Oeste,desde Peniche até à Figueira sei bem o que é que a autora refere como um desenraizamento,já que em todas as povoações se criavam grupos de Verão constituídos por pessoas que se conheciam já de uns anos para os outros.E nem sempre era fácil entrar nesses grupos,até porque tínhamos saudades dos amigos do ano passado.


Não é fácil ser adolescente,ao contrário do que algumas crónicas aqui publicadas dizem.Gostei muito de ler e achei muito curiosa a fotografia.L
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J J disse...


Este post encerra uma série de excelentes textos da Ana e Isabel Braga sobre o Verão e alguns episódios de férias passados em diversos locais do País.Repõe também a "verdade" sobre a praia de Mira, anteriormente "vítima" do negativo estado de espírito da Ana que preferia, por motivos óbvios, passar o Verão na Figueira.
De realçar a descoberta da poesia, da prosa de Durrell,da realidade da Guerra Colonial... Passámos todos por aí.
Obrigado, Ana, vai aparecendo. JJ

UM BARCO EM S. MARTINHO (3)








 C O M E N T Á R I O S
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Luis disse :
Se bem me lembro:
1ª foto (esq. para dir.) - Tó Morgado, Mendonça, Filipe Rego, Amália Mendonça, Zé Vieira Lino, Miguel Costa, Tony Gomez - o barco não se afundou???
2ª foto - Carapito
3ª foto (esq. para dir.) - Zé Vieira Lino (com um "estigma" no peito), Miguel Costa, Tony Gomez.
Luís Lamy
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Luis disse...
(Cont): rebobinando o filme, na segunda foto o homem-rã também pode ser o Ruca Gomes.
Luís Lamy