ALMOÇO / CONVÍVIO

ALMOÇO / CONVÍVIO

Os futuros almoços/encontros realizar-se-ão no primeiro Sábado do mês de Outubro . Esta decisão permitirá a todos conhecerem a data com o máximo de antecedência . .
.
.

CADERNOS E CADERNETA (anos 50)

.
Muito bem preservados, não aparentando o uso que seguramente tiveram, estas são imagens dos Cadernos (diários e de exercícios) usados por um aluno do ERO no final da década de 50 (prédio do Crespo).
.
Também da mesma colecção temos uma carta convidando os alunos com mais problemas pedagógicos a frequentarem aulas extraordinárias para melhorarem o seu rendimento escolar e uma caderneta que, misteriosamente, só tem páginas em branco... Gostariam de ler as páginas desaparecidas ? Eu também, mas não devemos ter sorte nenhuma...
.
.
C O M E N T Á R I O S
.
Isabel Trüninger :
Que piada! O caderninho do Tó com uma letra toda direitinha. Quem vê ainda pensaria que era de um menino todo bem comportadinho, que nunca punha um pé fora do risco...como as aparências nos podem iludir!
.
Júlia Ribeiro :
Ontem vi no blog...de noite sonhei com o colégio !
.


ENCONTRO DE 1989

Esta é a medalha do Encontro de Antigos Alunos do ERO , que se realizou no Carnaval de 1989.

COMENTÁRIO À FOTOGRAFIA DO ENCONTRO DE 1988 (Ani Braga)

.
Ao olhar para esta fotografia, apenas identifico duas pessoas: o Dr. Rosa Bruno, já falecido, e o meu pai (Mário Braga), felizmente ainda vivo, embora padecendo de algumas mazelas, próprias de quem vai fazer 90 anos.



Perante a imagem destas duas pessoas, curiosamente, apercebi-me de que achava uma delas bastante marcada pela implacável passagem do tempo, o Dr. Rosa Bruno, e a outra muito nova, neste caso, o meu pai.

É que o primeiro nunca mais o vira desde os meus 14 ou 15 anos (hoje tenho 59), altura em que ele ainda era um homem cheio de energia, de olhar vivo e discurso solto. Durante um curto período da sua vida viveu perto de nós, nos arredores de Coimbra e nessa altura convivemos bastante, pois ele e a família eram visitas assíduas lá de casa.

Quanto ao meu pai tenho-o, naturalmente, acompanhado e vou-me apercebendo com tristeza, dos “estragos” que as marcas dos anos vão deixando.

Aqui, nestas fotografias, em 1988, com a sua cabeleira farta e patilhas a condizer, de acordo com os ditames da moda - e que tão mal lhe ficavam -, ainda era uma pessoa muito dinâmica, com uma crónica semanal no Diário Popular, uma saúde de ferro e uma vida profissional e social que lhe ocupava os dias e, por vezes, também as noites.

Ontem, passei a tarde com ele, tentando fazer-lhe a companhia que julgamos ser salutar, mas para a qual ele nem sempre está disponível. Levei as fotografias, guardadas no meu portátil, aumentei-as até ao limite, antes daquela fase em que ficam completamente desfocadas, mas não foi capaz de vê-las – os olhos já não lhe permitem -, fez vários esforços, até que desistiu.

No entanto, felizmente a memória mais longínqua não se apagou, pelo menos essa, fá-lo viajar no tempo e trazer à tona as recordações de um outro tempo e de um outro espaço. Lembra-se bem desse encontro com antigos colegas e alunos e referiu-me até alguns pormenores. Penso que, de qualquer modo, foi bom ter levado as fotografias comigo, esse gesto serviu de mote para uma conversa e deixei-o a pensar em tempos idos, quando os seus olhos e a sua cabeça adornada com uma cabeleira ainda aloirada, guardava no interior um cérebro bem oleado.

Um beijo para ti, pai. E para si, Dr. Rosa Bruno, onde quer que esteja, um beijo, também, daquela adolescente que gostava de o ouvir falar dos mistérios da Química, enquanto observava o seu olhar vivo e penetrante.

Ani Braga
.
C O M E N T Á R I O S
.
suzel disse...

Bela homenagem que se pode fazer a um pai... Quem me dera ter o meu... Mesmo com os estragos do tempo!
.
Maria do Rosário disse...
 Li e reli o comentário da Ani ...!Quantas tardes passadas em circunstâncias tão idênticas.

Retribui-se o Amor que se recebeu!

Maria do Rosário Pimentel
.
Guida Sousa disse...

Magnífica e comovente homenagem a um Pai que,possa ou não lê-la ficará certamente orgulhoso e emocionado.

Vale sempre a pena voltar a este blogue!

Abraços.
.Júlia disse...

É um texto ternurento, que me comoveu.

Ao lê-lo, lembrei-me muito do meu pai, quando ainda queria, mas já não podia...

Na foto, reconheço a querida D. Anita, que de quem fui contemporânea nos dois anos de trabalho no ERO, de boa memória.

Júlia Ferreira

DIÁLOGOS NO FACEBOOK

.
 DIÁLOGOS NO FACEBOOK
(transcrição de uma troca de comentários no
mural dos Antigos Alunos ERO no Facebook,
conforme horas e datas indicadas)

Alberto Barbosa

Isabel Trüninger de Albuquerque

















o

Alberto Barbosa:
Sabem de onde é este mapa e o que ele apresenta na sua parte central?
o

Alberto Barbosa:
Então niguém responde?

10/1 às 17:49 •

o

Antigos Alunos Ero ‎.

O antigo "Crespo", visto de cima.

10/1 às 19:26 •
o

Isabel Trüninger de Albuquerque:
 É,é, com o pátio, as meninas do lado de cá e os rapazes do outro. Mas isto já não existe pois não? Como foste arranjar uma imagem destas?

13/1 às 1:21 •
o

Alberto Barbosa:
Esta foto é do google e este espaço ainda existe, com que fim, não sei .

13/1 às 12:36 •
o

Antigos Alunos Ero ‎.

Penso que é um prédio de habitação, como originalmente foi concebido.

13/1 às 21:42 •
o

Alberto Barbosa:

Certo. Aquele prédio pertencia à familia Serralha, que morava no ultimo andar. R/c era uma loja e no 1.º e 2.º andar era o colégio. O acesso dos alunos era por uma escada exterior lateral que dava para o páteo (Lado dos rapazes) e o das rap...arigas era pela escada principal do prédio. O páteo era dividido a meio com umas correntes apoiadas nuns prumos maciçados num bloco de betão.

Poderia fazer a descrição total do colégio, mas isso talvez não interesse à maioria dos amigos.
 
13/1 às 22:18 •
o

Isabel Trüninger de Albuquerque :
O prédio não pertencia à família Crespo? Lembro-me de ir algumas vezes lá para cima para o último andar, a Fernanda, a Júlia e a mãe Crespo davam-me bolinhos, chá e ajudavam-me nos lavoures eu gostava mas nem me lembro por que tinha essa f...amiliaridade devia ser pela minha mãe, lembro-me do Wilson que era jogador de futebol da Académica e namorava a Júlia, acho...era do terraço lá de cima que o Tinico e o Joca Calisto se queriam atirar de chapéus de chuva como se fossem pára-quedas cá para baixo...havia cada história de morrer a rir!!!


13/1 às 23:10 • 

o

Alberto Barbosa:
 Desculpem,mas troquei o nome da familia, é Crespo a Isabel tem razão.

13/1 às 23:16 •
o

Alberto Barbosa É verdade, como te lembras disso. E no inverno mais frio, iam ao tanque buscar gelo para atirar e meter nas costas das meninas.

13/1 às 23:19 •
o

Alberto Barbosa:
 Lembras-te das praxes? Medir o pátio a fosforos

13/1 às 23:21 •
o

Alberto Barbosa:
 E dos jogos de ring entre rapazes e raparigas?

13/1 às 23:22 •
o

Isabel Trüninger de Albuquerque:
 Como se fosse agora, revejo tudo com uma transparência, adorava o ringue e saltar à corda. E os fósforos! Essas coisas eram para os rapazes, nós éramos poupadas.

13/1 às 23:45 •

o

Alberto Barbosa:
 Mas por vezes levavam umas tesouradas no cabelo,principalmente as que tinham cabelo comprido.

13/1 às 23:46 •
o

Alberto Barbosa:
 Como a Madre Deus e a Tamé, entre outras.

13/1 às 23:47 •
o

Isabel Trüninger de Albuquerque:
 E as aldrabices da Madre Deus com o Luís Pereira para lhe apanhar uns dinheiros?!!...

13/1 às 23:50 •
o

Alberto Barbosa:
 E as patifarias que faziam ao contínuo, o senhor Madeira ?

13/1 às 23:55 •
o

Antigos Alunos Ero ‎.

Estamos deliciados a ouvir-vos ... ou a ler-vos .... continuem.

14/1 às 0:09 •
o

Alberto Barbosa:
 Lembras-te das récitas feitas nas aulas, onde se imitava os professores ou onde cantavamos trechos em francês.

14/1 às 0:12 •
o

Isabel Trüninger de Albuquerque:
 E o Serôdio lembras-te o desgraçado do Professor de Física e e Drª Beatriz. O que o Gil fazia à Drª Beatriz era quase incontável, ela punha-o na rua e ele tornava a entrar de gatas por trás das carteiras, sentava-se direito no lugar muito direito, quando ela olhava e o via quase desmaiava, como se visse um fantasma ...

14/1 às 0:17 •
o

Alberto Barbosa:
 Temos muito para contar, um rosário sem fim, mas para não te monopolizar mais ...por hoje vou deixar muito masi para amanhã, concordas?

14/1 às 0:21 •
o

Isabel Trüninger de Albuquerque:
 Bem,são já umas horas!..


(continua)

C O M E N T Á R I O S
.
Isabel cx disse...
Ohhhh...que pena que se fez tarde!
Como estava deliciada a "ouvir"...!!! Obrigada a ambos pelo nostálgico e absorvente dialogo!!!
Excelente apontamento!!!
São Caixinha
.
António disse:
Não sei o que mais elogiar:se as memórias em jeito de diálogo,se a ideia de trazer para o blogue o que se escreve no facebook.É bom que os colegas que frequentaram o Prédio do Crespo também colaborem e contem as suas histórias aqui!Abraço.