ALMOÇO / CONVÍVIO

ALMOÇO / CONVÍVIO

Os futuros almoços/encontros realizar-se-ão no primeiro Sábado do mês de Outubro . Esta decisão permitirá a todos conhecerem a data com o máximo de antecedência . .
.
.

Drª Irene Trüninger de Albuquerque

.
Com a devida autorização da sua filha Isabel, publicamos hoje quatro fotografias da professora do ERO, Drª Irene Trüninger de Albuquerque.
Não tendo sido seu aluno, cedo a palavra aos que foram.
.




C O M E N T Á R I O S
.
Alberto Barbosa :
Já falei por várias vezes desta grande senhora, especialmente em comentários com a sua filha Isabel e nalguns posts de trabalhos feitos nas suas aulas. Foi sem dúvida a professora que mais influenciou a minha cultura. É com muita saudade que a recordo.

.
Alice Ventura:
Foi minha professora de Francês e devido aos seus ensinamentos e à diversidade das suas aulas, continuo ainda hoje a gostar muito da língua francesa. São pessoas como esta que continuam a perdurar na nossa memória.
.
Maria Salvador:
Lembro as suas aulas de Francês e do que nós aprendíamos com ela, sendo os melhores alunos a nível do Distrito. Ainda hoje as minhas bases são sólidas e gostei logo dessa língua.
Recordo-a com nostalgia e saudade.
.
Guida Carvalho da Silva:
Sem dúvida uma grande senhora e uma excelente professora.
.
Olga Pereira:
Recordo-a com saudade e agradecimento por tudo o que me ensinou. Foi minha professora no ERO e mais tarde na Faculdade de Letras, onde sempre me conhecia e me dava a sua amizade. Obrigada, será sempre para mim uma referência na minha vida.
.
Maria Helena Figueira:
Recordo-me muito da Drª Irene como minha professora no ERO e também na faculdade de Letras em Lisboa. Uma óptima professora e muito afável. Nesta fotografia, está como a recordo no ERO. Saudades!!!
.
Júlia Ribeiro:
A Madame Irene Albuquerque foi minha professora de Francês e Inglês no 3º e 4º anos do liceu. As primeiras palavras de Inglês aprendi-as com ela.....sempre adorei as suas aulas..
Foi com muita pena que a vi partir até á Faculdade de Letras onde, mais tarde, estando eu já em Lisboa a estudar, a encontrei casualmente e verifiquei que ainda me conhecia .
Recordo-a, com saudade, como uma excelente professora e uma grande senhora.
.
João Ramos Franco:
Em 3/12/2009, no post da Júlia Ribeiro que relembra a Drª Irene Truninger de Albuquerque , escrevi: “Já pensava que só eu é que me recordava... Era uma boa professora e uma "grande senhora. É uma pena que os filhos, o Pedro e Isabel, não colaborem, poderíamos escrever muito mais.”

Tenho agora o prazer de reencontrar a Isabel e o Pedro na nossa comunidade do Facebook e no blogue, e relembrar os momentos da nossa juventude. Eles pertencem (em mim) àquele grupo que está sempre presente.
Um abraço amigo
.
Frederico Moniz Galvão :
Alem de ter tido uma vaga ligação familiar com ela,o que me deixou o prazer do seu contacto familiar desde criança,foi minha professora no I.S.L.A., o que me deixou um enorme capital de saudades!
Um beijo á Isabel e um abraço ao Pedro por terem deixado publicar estas fotografias,que não percebi bem de quem são mas são lindas.
.
Isabel VP :
Que emoção ver as fotografias da Senhora que conheci e da menina que nunca tinha imaginado.
A Sra. D. Irene foi minha professora de francês, de inglês e de alemão. Foi a professora que mais me marcou na minha vida de estudante e a quem devo muito do que sou hoje. Soube transmitir-me o seu gosto pelas línguas (com ela nem a gramática me assustava), o que muito lhe agradeço. Foi talvez por causa dela que, mais tarde, aprendi espanhol e italiano e recentemente me pus a aprender dinamarquês.
Já agora, gostei muito do aparecimento da Isabel aqui no blog; muitas vezes me tinha interrogado sobre o que seria dela.
IVP
.

Isabel Trüninger de Albuquerque:
 Fico em lágrimas e sem palavras, é lindo o que dizem sobre a minha Mãe. Estou grata ao Alberto Barbosa, ao João Ramos Franco e ao João Jales por me terem trazido até aqui. Quando acreditamos genuinamente que as pessoas são o centro das instituições, preocupamo-nos em contar a sua história. E a sua história não é mais do que a memória colectiva, que existe, porque alguém teve a generosidade de dispor do seu tempo para dar voz a quem aqui estudou, riu, chorou, brincou num dos períodos mais significativos das nossas vidas - A Adolescência - quando nos tornamos raparigas e rapazes, cidadãos responsáveis. São estas memórias que vão contribuir ano após ano, dia após dia para dar corpo, alma, personalidade própria, prestígio, honra, espírito de corpo ao ERO, e se transmitem como verdadeiros valores a todos os que lá vivem no presente. Honra-nos deixar um passado rico de histórias, alegria, solidariedade, beleza, saber, calor e generosidade que exige aos presentes o compromisso de o manter vivo, acrescentar, desenvolver e honrar. Amanhã serão os presentes a continuar a dar vida ao ERO. Obrigada ao JJ e a quem mais de perto tem contribuído para esta belíssima obra.
.

Antigos Alunos Ero :
O Blog faz tanto mais sentido quanto mais colectivo for. Uma pessoa solitária não evoca aquela época e são estes momentos de encontro de várias pessoas que fazem valer a pena mantê-lo.
.
Isabel Trüninger de Albuquerque:
Instituições sem história, ou são recentes ou se não são e não têm memória, ficarão mortas, sem alma. Acreditamos e repetimos isto. Mas quem verdadeiramente passou à acção dando início ao percurso foste tu, João Jales. Presumo que sabias que havia gente como nós ávida de colaborar, contar, recordar e construir assim a memória colectiva em que com emoção, espontânea e entusiasticamente nos divertimos a participar. Só podemos mais uma vez estar gratos. Tenho reflectido sobre esta obra desde que tive contacto contigo e percebi a importância e significado desta iniciativa. E mais, arrancar e pôr de pé a ideia é uma pequena parte, mantê-la, desenvolvê-la e sustentá-la é mesmo obra para corredores de longo curso.
.

CADERNO DE INGLÊS (1956)

..


.
Trabalho de Inglês com a Prof. D.ª Irene Albuquerque.
A primeira imagem é a capa e as seguintes duas das
páginas interiores (1956) .

Alberto Barbosa
.
C O M E N T Á R I O S
.
Maria Do Rosário Pimentel:
Um trabalho exemplar!
.
Júlia Ribeiro:
Oh.... quanta dedicação à disciplina de Inglês! Ou à professora.... !
Abri o Blog e pensei :
 -Quem seria nesta data ?
Esta maravilha é do colega Alberto Barbosa, que julgo não conhecer. Parabéns Alberto e obrigada por mais este contributo para enriquecer o nosso Blog.
.
Laura Morgado:
Um trabalho de um aluno muito aplicado...lol..
Está fantástico!
.
João Ramos Franco:
Como somos da mesma época, confesso-te que este Dicionário e os teus trabalhos, para mim, são uma homenagem merecida à Drº Irene Trunniger de Albuquerque
Um abraço amigo
.
Artur Capristano:
Belo documento, que letra tão bonita que tinha o Alberto.
.
São Caixinha:
Very nice!!! :)
.
Isabel Noronha:
Uma beleza, full of dreams ! Também nós, os mais novinhos, fizemos trabalhos lindíssimos em Inglês.
.
Artur Henrique Ribeiro Gonçalves:
Good old times :)))

CADERNOS E CADERNETA (anos 50)

.
Muito bem preservados, não aparentando o uso que seguramente tiveram, estas são imagens dos Cadernos (diários e de exercícios) usados por um aluno do ERO no final da década de 50 (prédio do Crespo).
.
Também da mesma colecção temos uma carta convidando os alunos com mais problemas pedagógicos a frequentarem aulas extraordinárias para melhorarem o seu rendimento escolar e uma caderneta que, misteriosamente, só tem páginas em branco... Gostariam de ler as páginas desaparecidas ? Eu também, mas não devemos ter sorte nenhuma...
.
.
C O M E N T Á R I O S
.
Isabel Trüninger :
Que piada! O caderninho do Tó com uma letra toda direitinha. Quem vê ainda pensaria que era de um menino todo bem comportadinho, que nunca punha um pé fora do risco...como as aparências nos podem iludir!
.
Júlia Ribeiro :
Ontem vi no blog...de noite sonhei com o colégio !
.


ENCONTRO DE 1989

Esta é a medalha do Encontro de Antigos Alunos do ERO , que se realizou no Carnaval de 1989.

COMENTÁRIO À FOTOGRAFIA DO ENCONTRO DE 1988 (Ani Braga)

.
Ao olhar para esta fotografia, apenas identifico duas pessoas: o Dr. Rosa Bruno, já falecido, e o meu pai (Mário Braga), felizmente ainda vivo, embora padecendo de algumas mazelas, próprias de quem vai fazer 90 anos.



Perante a imagem destas duas pessoas, curiosamente, apercebi-me de que achava uma delas bastante marcada pela implacável passagem do tempo, o Dr. Rosa Bruno, e a outra muito nova, neste caso, o meu pai.

É que o primeiro nunca mais o vira desde os meus 14 ou 15 anos (hoje tenho 59), altura em que ele ainda era um homem cheio de energia, de olhar vivo e discurso solto. Durante um curto período da sua vida viveu perto de nós, nos arredores de Coimbra e nessa altura convivemos bastante, pois ele e a família eram visitas assíduas lá de casa.

Quanto ao meu pai tenho-o, naturalmente, acompanhado e vou-me apercebendo com tristeza, dos “estragos” que as marcas dos anos vão deixando.

Aqui, nestas fotografias, em 1988, com a sua cabeleira farta e patilhas a condizer, de acordo com os ditames da moda - e que tão mal lhe ficavam -, ainda era uma pessoa muito dinâmica, com uma crónica semanal no Diário Popular, uma saúde de ferro e uma vida profissional e social que lhe ocupava os dias e, por vezes, também as noites.

Ontem, passei a tarde com ele, tentando fazer-lhe a companhia que julgamos ser salutar, mas para a qual ele nem sempre está disponível. Levei as fotografias, guardadas no meu portátil, aumentei-as até ao limite, antes daquela fase em que ficam completamente desfocadas, mas não foi capaz de vê-las – os olhos já não lhe permitem -, fez vários esforços, até que desistiu.

No entanto, felizmente a memória mais longínqua não se apagou, pelo menos essa, fá-lo viajar no tempo e trazer à tona as recordações de um outro tempo e de um outro espaço. Lembra-se bem desse encontro com antigos colegas e alunos e referiu-me até alguns pormenores. Penso que, de qualquer modo, foi bom ter levado as fotografias comigo, esse gesto serviu de mote para uma conversa e deixei-o a pensar em tempos idos, quando os seus olhos e a sua cabeça adornada com uma cabeleira ainda aloirada, guardava no interior um cérebro bem oleado.

Um beijo para ti, pai. E para si, Dr. Rosa Bruno, onde quer que esteja, um beijo, também, daquela adolescente que gostava de o ouvir falar dos mistérios da Química, enquanto observava o seu olhar vivo e penetrante.

Ani Braga
.
C O M E N T Á R I O S
.
suzel disse...

Bela homenagem que se pode fazer a um pai... Quem me dera ter o meu... Mesmo com os estragos do tempo!
.
Maria do Rosário disse...
 Li e reli o comentário da Ani ...!Quantas tardes passadas em circunstâncias tão idênticas.

Retribui-se o Amor que se recebeu!

Maria do Rosário Pimentel
.
Guida Sousa disse...

Magnífica e comovente homenagem a um Pai que,possa ou não lê-la ficará certamente orgulhoso e emocionado.

Vale sempre a pena voltar a este blogue!

Abraços.
.Júlia disse...

É um texto ternurento, que me comoveu.

Ao lê-lo, lembrei-me muito do meu pai, quando ainda queria, mas já não podia...

Na foto, reconheço a querida D. Anita, que de quem fui contemporânea nos dois anos de trabalho no ERO, de boa memória.

Júlia Ferreira