ALMOÇO / CONVÍVIO

ALMOÇO / CONVÍVIO

Os futuros almoços/encontros realizar-se-ão no primeiro Sábado do mês de Outubro . Esta decisão permitirá a todos conhecerem a data com o máximo de antecedência . .
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O "MISTÉRIO" DOS ENCONTROS

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Estiveram enterradas na tundra árctica durante anos mas viram finalmente o sol lusitano. São uma colecção de fotografias que contém algumas relíquias dos anos 50 (finalmente!) mas também imagens de encontros de ex-alunos do ERO no final da década de 80 que temos alguma dificuldade em situar. Das mais antigas falaremos depois.
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Apesar de datadas de 1988 as fotos hoje apresentadas não são seguramente do encontro de Janeiro desse ano, que tem já um álbum próprio, e que aqui foi já objecto de uma evocação a propósito de uma carta do professor Rosa Bruno, agradecendo o convite para esse evento.
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As vestes dos participantes são de Verão, as pessoas que aparecem nas fotografias são de um grupo etariamente restrito, o que me leva a pensar que, nesse mesmo ano de 1988, se realizou certamente um segundo encontro, só para alguns alunos. Eu estive presente no primeiro mas não neste segundo. Peço pois às pessoas que aqui constam que nos forneçam os detalhes possíveis e, claro, uma identificação dos retratados e das "actividades" que parecem ter animado os participantes.
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O Fernando Manuel Fontinha e eu em 1º plano, atrás o Jorge Calisto com ...? 
Não reconheço mais ninguém, mas foi o 1º encontro depois de tantos anos! 
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Aqui conheço a Teresa Capristano,a Teresa Vieira Pereira,
a Isabel Vieira Pereira e a Isabel Albuquerque.
  • Eram das mais bonitas do Ero quando o frequentei.
    •  Pois sobre a reunião não sei nada mas que a Isabelinha está igual à D. Irene , ai está está ... linda, com um sorriso igualzinho à mãe ...Nesta foto a primeira menina é a Zézinha Pais d Almeida e Silva, filha do Sr. D. Fernando que foi presidente da Camara das Caldas 
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      Ah!Ah!Foi assim há tanto tempo? Nunca mais soube nada da Zézinha nem da Teresa Capristano. 
      Sabem? A Ana M.Nascimento tem uma memória incrível!
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A numeração destina-se a facilitar os comentários e a identificação que aguardamos.
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João Miguel :
Isto é «rapaziada» doutro escalão! Assim, a contribuição é modesta, mas segura:
Identifico o Honório (de bigode) na foto 2 e na 18 (de cócoras à direita); o Morais (de barbas) na 2; a Isabel T. Albuquerque na 10 (Casino) e 11.
Abraço
JMiguel
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  • Isabel Trüninger de Albuquerque
    Analisando melhor concluo que as fotos se referem todas ao nosso 1º encontro, penso que no início de Outubro num dia lindo que começou de manhã com várias actividades desportivas no ringue de patinagem, almoço na esplanada do parque e à noite fomos dançar ... para onde?
    Organizou-se uma excursão de autocarro para quem ia de Lx , fui com a Madre de Deus que já não via há anos. Reencontrámos alguns dos nossos ex-namorados. A Madre de Deus e eu até corámos, uma emoção, não digo os nomes respectivos,claro.
    Conheces esta sala, onde dançámos, Casino? Esplanada? Foi a 1ª vez que nos revimos depois do ERO, salvo algumas excepções. O 2º onde tb estive foi em 89/90? Não me lembro. Mas o Fontinha sabe, era ele que os organizava. O 2º foi então em Janeiro, acho.
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  • Júlia Ferreira  
  • Deste grupo, só conheço a Teresa Vieira Pereira, que conheci como Teresa Gonçalves (esta mania das mulheres em mudarem de nome!...), não nas Caldas, mas como colega de trabalho numa escola de Lisboa.

  • Concordo com a Júlia em relação a alienação dos nomes pessoais. Tenho dificuldade em explicar.
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    Jose Sanches  
    Casino,quase de certeza!
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    João Ramos Franco  
    Não é quase, é de certeza, a porta que se vê é do Salão de Baile do Casino .
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    Ana Paula Carvalho 
  • É no Casino sem dúvida, mas não estou é a conhecer ninguém... Nas que foram anteriormente publicadas há umas no parque, lembrei-me se serão do 1º almoço do ERO... Esse almoço acabou no Casino, já à noite...
Isabel Trüninger de Albuquerque 
‎João R F, foi neste encontro que estive a jogar xadrez contigo na minha agenda electrónica. Das 1ªs que apareceram por aí. Ou foi no 2º encontro? Ou não foi contigo? Começo a perceber que a memória falha.

    A BONECA ESBOTENADA

    Luís Jales de Oliveira
    A boneca esbotenada
    Pairava como um fantasma, revelada nas vidraças daquela varanda da Praça. Branca, alheia, possuída, envolta num longo xaile cujas pontas se entrelaçavam. Embalando, no regaço, uma boneca esbotenada.
    Tentei descobrir a história que estaria por trás daquele xaile, daquela boneca e por trás daquelas vidraças misteriosas. A família, conceituada, tinha tentado apagar todos os rastos…
    Filha única, menina prendada, prometida a um absurdo casamento. Engravidou. Não se sabe de quem e não se sabem as circunstâncias. Engravidou e o drama começou a desenhar-se por entre os espasmos familiares. Fecharam-na durante nove meses. No parto roubaram-lhe a criança e ela então endoideceu. Agarrou-se àquela boneca que passeia pelo quarto durante as vinte e quatro horas existenciais. Como se fosse de carne, a carne da sua carne. E passa, sorrateiramente, pelas vidraças da Praça.
    Sucederam-se os anos até que o fogo eclodiu. Numa noite povoada de gritos e correrias, de sinos tocando a rebate e de chamas descomunais. E ela junto às vidraças, serpenteavam labaredas pelas pontas entrelaçadas daquele xaile carmesim. Beijou, desesperadamente a boneca e quando os vidros explodiram atirou-a da varanda. Morreu com a certeza que tinha salvo a sua menina.
    Alguém levou e guardou a sobrevivente do drama. A tal filha verdadeira, transvertida de boneca, na prateleira dos livros. Triste, só e esbotenada, ao lado de bugigangas.
    Há quem murmure, baixinho, que um xaile em labaredas vasculha os cantos da Praça em noites de escuridão.

    PS – Há tempos perdi a vergonha e pedi que me deixassem ver a tal prateleira dos livros. Convidaram-me a entrar, apesar da boneca ter desaparecido sem concreta explicação: - “Talvez os netos na brincadeira…”.
    Cheirava tanto a queimado que eu iria jurar que o fogo estivera ali.
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    C O M E N T Á R I O S 
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    JJ disse:
    O meu primo Luis foi aluno do ERO na primeira metade da década de sessenta (consta até numa foto que publiquei no post sobre o Borlão). 
    Vive actualmente em Mondim de Basto, onde nos encontramos sempre que lá vou (menos vezes do que gostaria) e, além de professor, é escritor. Roubei do jornal da terra este texto que espero que apreciem.

    Suzel Almeida  
    Já li o texto, e gostei muito da história que por ser verdadeira demonstra bem a sociedade demagoga em que muita gente se escondia... Parabéns ao autor!
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    Entrei para o ERO em 1960 portanto devo ter conhecido o Luis,mas mão me lembro.Gostei da sua crónica,muito bem escrita.

    Já li e gostei muito. Parabéns.
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    mariaclara disse...
    EU ANDEI LÁ NESSA ALTURA! Mas não te reconheço, eu era sobrinha da D. Dora, lembras-te ? .Eliminar
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    Ani Braga disse...
    Gostei muito do texto do Luís. Bem escrito e comovente, tanto mais que sabemos serem reais estas histórias e não tão distantes no passado - algumas datam dos tempos das nossas avós, quando as famílias preferiam "matar" a alma e o corpo de uma jovem apaixonada, ou mudarem-lhe inexoravelmente o destino, a morrerem eles próprios de uma vergonha tacanha e mesquinha. A história é triste e fez-me lembrar os romances ingleses do século XIX. Agradeço também ao João Jales ter-me dado oportunidade de conhecer o primo, através da sua escrita tão sensível. Ani Braga .

    • Alice Ventura Frequentei o E.R.O a partir de 1960, mas não me lembro deste colega.Contudo,dou lhe os meus parabéns pelotexto. Comovente.
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    .Maria Do Rosário Pimentel 
    Uma estória muito bem construída sobre um arrepiante drama humano numa sociedade de hipocrisia...!Parabéns ao Autor.
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    Laura M:
    Olá João
    Cá estou novamente!
    Gostei muito do texto do teu primo.

    Estou como a Maria Clara (Clarinha), andei no colégio na mesma altura mas não me lembro dele.
    Mas para compensar lembro-me muito bem da Clara  sobrinha da D. Dora. Olha Clara, espero que também te lembres de mim!
    Um beijinho para ti.
    Laurinha
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    J.L. Reboleira Alexandre disse...
    Um belo texto, curto qb, no qual o autor retrata maravilhosamente e com uma sensibilidade que toca as nossas emoções, vivências duma época cheia de dramas similares. 
    Felizmente já é passado distante.

    CADERNOS DE FRANCÊS (1955-1956)

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    O "artista" continua a ser o Alberto Barbosa e a professora também é a mesma, Drª Irene Trunninger Albuquerque, mas desta vez a língua é Francês. A caligrafia, os desenhos, o cuidado evidente na concepção e realização destes trabalhos são, para mim,  motivo de admiração.
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    Lembro a todos que podem procurar artigos anteriores sobre esta professora através da caixa PESQUISAR NESTE BLOGUE, na banda esquerda. Basta escrever Irene Albuquerque para obter posts, comentários e fotos em que a senhora surgiu recordada por vários dos seus alunos ( e já agora ficam a saber como funciona a pesquisa neste Blog....).
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    Todo este material surgiu simultaneamente na página do Facebook dos Antigos Alunos ERO, que vos convidamos também a visitar e onde a vossa participação é bem-vinda. Se já estão no Facebook, acrescentem-nos aos vossos "amigos".



    C O M E N T Á R I O S

    Drª Irene Trüninger de Albuquerque

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    Com a devida autorização da sua filha Isabel, publicamos hoje quatro fotografias da professora do ERO, Drª Irene Trüninger de Albuquerque.
    Não tendo sido seu aluno, cedo a palavra aos que foram.
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    C O M E N T Á R I O S
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    Alberto Barbosa :
    Já falei por várias vezes desta grande senhora, especialmente em comentários com a sua filha Isabel e nalguns posts de trabalhos feitos nas suas aulas. Foi sem dúvida a professora que mais influenciou a minha cultura. É com muita saudade que a recordo.

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    Alice Ventura:
    Foi minha professora de Francês e devido aos seus ensinamentos e à diversidade das suas aulas, continuo ainda hoje a gostar muito da língua francesa. São pessoas como esta que continuam a perdurar na nossa memória.
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    Maria Salvador:
    Lembro as suas aulas de Francês e do que nós aprendíamos com ela, sendo os melhores alunos a nível do Distrito. Ainda hoje as minhas bases são sólidas e gostei logo dessa língua.
    Recordo-a com nostalgia e saudade.
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    Guida Carvalho da Silva:
    Sem dúvida uma grande senhora e uma excelente professora.
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    Olga Pereira:
    Recordo-a com saudade e agradecimento por tudo o que me ensinou. Foi minha professora no ERO e mais tarde na Faculdade de Letras, onde sempre me conhecia e me dava a sua amizade. Obrigada, será sempre para mim uma referência na minha vida.
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    Maria Helena Figueira:
    Recordo-me muito da Drª Irene como minha professora no ERO e também na faculdade de Letras em Lisboa. Uma óptima professora e muito afável. Nesta fotografia, está como a recordo no ERO. Saudades!!!
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    Júlia Ribeiro:
    A Madame Irene Albuquerque foi minha professora de Francês e Inglês no 3º e 4º anos do liceu. As primeiras palavras de Inglês aprendi-as com ela.....sempre adorei as suas aulas..
    Foi com muita pena que a vi partir até á Faculdade de Letras onde, mais tarde, estando eu já em Lisboa a estudar, a encontrei casualmente e verifiquei que ainda me conhecia .
    Recordo-a, com saudade, como uma excelente professora e uma grande senhora.
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    João Ramos Franco:
    Em 3/12/2009, no post da Júlia Ribeiro que relembra a Drª Irene Truninger de Albuquerque , escrevi: “Já pensava que só eu é que me recordava... Era uma boa professora e uma "grande senhora. É uma pena que os filhos, o Pedro e Isabel, não colaborem, poderíamos escrever muito mais.”

    Tenho agora o prazer de reencontrar a Isabel e o Pedro na nossa comunidade do Facebook e no blogue, e relembrar os momentos da nossa juventude. Eles pertencem (em mim) àquele grupo que está sempre presente.
    Um abraço amigo
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    Frederico Moniz Galvão :
    Alem de ter tido uma vaga ligação familiar com ela,o que me deixou o prazer do seu contacto familiar desde criança,foi minha professora no I.S.L.A., o que me deixou um enorme capital de saudades!
    Um beijo á Isabel e um abraço ao Pedro por terem deixado publicar estas fotografias,que não percebi bem de quem são mas são lindas.
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    Isabel VP :
    Que emoção ver as fotografias da Senhora que conheci e da menina que nunca tinha imaginado.
    A Sra. D. Irene foi minha professora de francês, de inglês e de alemão. Foi a professora que mais me marcou na minha vida de estudante e a quem devo muito do que sou hoje. Soube transmitir-me o seu gosto pelas línguas (com ela nem a gramática me assustava), o que muito lhe agradeço. Foi talvez por causa dela que, mais tarde, aprendi espanhol e italiano e recentemente me pus a aprender dinamarquês.
    Já agora, gostei muito do aparecimento da Isabel aqui no blog; muitas vezes me tinha interrogado sobre o que seria dela.
    IVP
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    Isabel Trüninger de Albuquerque:
     Fico em lágrimas e sem palavras, é lindo o que dizem sobre a minha Mãe. Estou grata ao Alberto Barbosa, ao João Ramos Franco e ao João Jales por me terem trazido até aqui. Quando acreditamos genuinamente que as pessoas são o centro das instituições, preocupamo-nos em contar a sua história. E a sua história não é mais do que a memória colectiva, que existe, porque alguém teve a generosidade de dispor do seu tempo para dar voz a quem aqui estudou, riu, chorou, brincou num dos períodos mais significativos das nossas vidas - A Adolescência - quando nos tornamos raparigas e rapazes, cidadãos responsáveis. São estas memórias que vão contribuir ano após ano, dia após dia para dar corpo, alma, personalidade própria, prestígio, honra, espírito de corpo ao ERO, e se transmitem como verdadeiros valores a todos os que lá vivem no presente. Honra-nos deixar um passado rico de histórias, alegria, solidariedade, beleza, saber, calor e generosidade que exige aos presentes o compromisso de o manter vivo, acrescentar, desenvolver e honrar. Amanhã serão os presentes a continuar a dar vida ao ERO. Obrigada ao JJ e a quem mais de perto tem contribuído para esta belíssima obra.
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    Antigos Alunos Ero :
    O Blog faz tanto mais sentido quanto mais colectivo for. Uma pessoa solitária não evoca aquela época e são estes momentos de encontro de várias pessoas que fazem valer a pena mantê-lo.
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    Isabel Trüninger de Albuquerque:
    Instituições sem história, ou são recentes ou se não são e não têm memória, ficarão mortas, sem alma. Acreditamos e repetimos isto. Mas quem verdadeiramente passou à acção dando início ao percurso foste tu, João Jales. Presumo que sabias que havia gente como nós ávida de colaborar, contar, recordar e construir assim a memória colectiva em que com emoção, espontânea e entusiasticamente nos divertimos a participar. Só podemos mais uma vez estar gratos. Tenho reflectido sobre esta obra desde que tive contacto contigo e percebi a importância e significado desta iniciativa. E mais, arrancar e pôr de pé a ideia é uma pequena parte, mantê-la, desenvolvê-la e sustentá-la é mesmo obra para corredores de longo curso.
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    CADERNO DE INGLÊS (1956)

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    Trabalho de Inglês com a Prof. D.ª Irene Albuquerque.
    A primeira imagem é a capa e as seguintes duas das
    páginas interiores (1956) .

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    C O M E N T Á R I O S
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    Maria Do Rosário Pimentel:
    Um trabalho exemplar!
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    Júlia Ribeiro:
    Oh.... quanta dedicação à disciplina de Inglês! Ou à professora.... !
    Abri o Blog e pensei :
     -Quem seria nesta data ?
    Esta maravilha é do colega Alberto Barbosa, que julgo não conhecer. Parabéns Alberto e obrigada por mais este contributo para enriquecer o nosso Blog.
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    Laura Morgado:
    Um trabalho de um aluno muito aplicado...lol..
    Está fantástico!
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    João Ramos Franco:
    Como somos da mesma época, confesso-te que este Dicionário e os teus trabalhos, para mim, são uma homenagem merecida à Drº Irene Trunniger de Albuquerque
    Um abraço amigo
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    Artur Capristano:
    Belo documento, que letra tão bonita que tinha o Alberto.
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    São Caixinha:
    Very nice!!! :)
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    Isabel Noronha:
    Uma beleza, full of dreams ! Também nós, os mais novinhos, fizemos trabalhos lindíssimos em Inglês.
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    Artur Henrique Ribeiro Gonçalves:
    Good old times :)))