
Mas que giras... não me lembro nada desta festa ... a minha memória está a atraiçoar-me pois ainda estava no ERO ehehehe mas a médica é a Maria José .
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Eu estava lá no público, era uma das meninas da Profissão de Fé. Lembro-me bem da Mercês e da Mena Lourenço na "Música no Coração". Estiveram muito bem, gostei imenso, nunca mais me esqueci
FESTA DA JECF ( 8/12/67 no ERO )
"MEMÓRIAS" (Exposição de José Santa-Bárbara ) por José Carlos Faria
Para começo de conversa, permito-me, descaradamente, citar-me a mim próprio:
«Antes do mais uma declaração de interesse – José Santa-Bárbara tem para comigo a deferência de ser um amigo certo. Não por “interesse”, claro, de improváveis vantagens que a minha desprovida figura lhe poderia alguma vez causar, mas pela enorme generosidade que faz dele um homem bom. Confesso portanto a parcialidade arreigada que me vem de admirar a sua pessoa e nela a lucidez do cidadão e a qualidade estética do trabalho do Artista. (Chega-lhe de longe o talento, a romper entre as brumas da memória – do egrégio avô Ludovice, edificador de esplendores barrocos, lá por altura de Setecentos…).
Disse bem (e repito): Trabalho do Artista (pois, a criação nasce da “labuta que a pariu”); sobretudo quando neste jardim á beira-mar plantado, os que se reclamam desse estatuto parecem ser em maior número do que as obras de Arte. As do Zé Santa, essas, estão aí espalhadas na escultura, na pintura, no design, em Arte Pública, poderosas e impressivas».
Assim escrevi, já lá vai um tempo e não saberia agora, para estas «Memórias», dizer melhor. Perante Vocelências estão as obras em retrospectiva e são elas quem dá o melhor dos testemunhos, seja na intimidade de uma cumplicidade sussurrada ou erguendo a voz em gritos de alerta. Ouçam-nas pois, ao vê-las, que elas têm histórias para narrar e segredos para revelar. (Re)parem, escutem e olhem!
As capas do Zeca a cantar Liberdade! O ritmo dinâmico dos signos ferroviários, carris/engrenagens das sendas da vida, neste país de pouca-terra, pouco-chão. As «Vontades» de todos nós recolhidas por Blimunda nas sete luas do suplício de sangue dos flagelados, sete sóis (e muitos mais) de esperança magoada para a tela-novela dos «Quotidianos», do Belo/Negócio, da Democracia/Natureza-Morta, folhetins do precário pão nosso de cada dia, do patrão nosso de cada dia-a-dia nos livrai, fado vadio com nódoas de vinho e ais gemidos, borrões da paixão afogada na solidão colectiva. «A Curva da Estrada», ilustração implacável da traição aos ideais pelos parlapatões encartados, bedéis da renúncia, mestres supremos da renegação. O bestiário extravagante dos «Extravagários».
O Zé Santa-Bárbara não é artista de plástico («que era mais barato», como dizia o O’Neill) nem mesmo quando concebeu as excelentes cadeiras para o Pavilhão Atlântico dessa Expo do mar de ilusões a granel, navegadas à bolina por um povo em rota de escape; nem um troca-tintas, que disso o livra a sua postura vertical e íntegra perante o Mundo e a capacidade para sonhá-lo diferente (que dores para o pintar de outras cores, senhores…); e pés de barro (mas consistentes, está bem?), só nas formas elegantes e depuradas da sua cerâmica.
Como que animado por um espírito do Renascimento, há aqui uma busca versátil e conseguida, sempre prova consciente do que Bento Caraça afirmava: «A Arte coloca o Homem perante a sua própria dignidade».
Não é?
José Carlos Faria
(Catálogo da Exposição “Memórias”, José Santa-Bárbara, Anos 50 » 2010)
. Relembramos que a Exposição "MEMÓRIAS" está no Centro Cultural e de Congressos de Caldas da Rainha até 19 de Julho.
Não percam !
EXCURSÃO A ESPANHA (1969)

Lembro-me de alguns nomes, começando por cima:
Amílcar, Zé Manel, Amélia, Anabela Pimpão, Padre Albino, Luís Rolim, Isabel Corredoura, Teresa Grais, Olga, D.Anita,Mercês, Anabela,Benilde, Luísa, Ana Maria, Salete, Nuno Mendes, Leonor...- Vou citar mais alguns nomes de colegas que estão aqui no grupo: Fátima Vieira Lino, Manuel Lino, Medina, Isabel (do Bombarral), Martinho (doCadaval) e a Dra. Deolinda.Há ainda um colega ou dois cujos nomes não me lembro.
Já vim espreitar...gostei!!! Espero que se tenham divertido tanto nesta viagem, como eu na minha.:-)
"MEMÓRIAS" - Exposição de José Santa-Bárbara
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Inaugurou ontem No Centro Cultural e de Congressos de Caldas da Rainha a Exposição "Memórias" , uma retrospectiva da obra de José Santa-Bárbara desde os anos 50 até hoje. A exposição estará patente até ao dia 19 de Julho.
José Santa-Bárbara foi professor de Desenho no Colégio até à chegada do Padre Albino, que dispensou os seus serviços em Setembro de 1963. Um episódio nunca esclarecido.
As capas para os LPs de Zeca Afonso contribuíram certamente para a popularidade de Santa-Bárbara. Aqui estão elas, expostas na parede à direita da fotografia.
Muita gente esteve presente na inauguração mas quem não pode comparecer tem ainda mais de um mês para o fazer e deixar aqui as suas impressões e comentários.
(As fotografias são da Guidó)
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C O M E N T Á R I O S
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C O M E N T Á R I O S
- Eu estive lá e gostei, o José Santa - Bárbara é o máximo.
- Estive na inauguração da exposição do Zé Manel Santa-Bárbara. Gostei muito. Dou conselho a todos que vão vê-la. Para além de uma pessoa maravilhosa, o Zé Manel é um artista de obra diversificada, consolidada, que nos desperta e inquieta, como se espera da arte. . Com a grandeza de sentimentos que lhe é própria, Santa-Bárbara dedica a exposição (segundo o catálogo): "À Amizade e à Té. Minha companheira de 50 anos. Minha primeira crítica." Lindo! Ternurento!
.Um exemplo de que é possível!... Muitos parabéns! - Isabel Xavier -.Santa-Bárbara disse...Mais uma exposição do Mano, que vi com grande orgulho e satisfação! Muitos parabéns!.Luisa disse....Também já fui ver,não estava livre no dia da Inauguração!Conhecia as capas dos discos do José Afonso mas não os extraordinários quadros.Parabens!.José Carlos Faria disse:Para começo de conversa, permito-me, descaradamente, citar-me a mim próprio:«Antes do mais uma declaração de interesse – José Santa-Bárbara tem para comigo a deferência de ser um amigo certo. Não por “interesse”, claro, de improváveis vantagens que a minha desprovida figura lhe poderia alguma vez causar, mas pela enorme generosidade que faz dele um homem bom. Confesso portanto a parcialidade arreigada que me vem de admirar a sua pessoa e nela a lucidez do cidadão e a qualidade estética do trabalho do Artista. (Chega-lhe de longe o talento, a romper entre as brumas da memória – do egrégio avô Ludovice, edificador de esplendores barrocos, lá por altura de Setecentos…).Disse bem (e repito): Trabalho do Artista (pois, a criação nasce da “labuta que a pariu”); sobretudo quando neste jardim á beira-mar plantado, os que se reclamam desse estatuto parecem ser em maior número do que as obras de Arte. As do Zé Santa, essas, estão aí espalhadas na escultura, na pintura, no design, em Arte Pública, poderosas e impressivas».Assim escrevi, já lá vai um tempo e não saberia agora, para estas «Memórias», dizer melhor. Perante Vocelências estão as obras em retrospectiva e são elas quem dá o melhor dos testemunhos, seja na intimidade de uma cumplicidade sussurrada ou erguendo a voz em gritos de alerta. Ouçam-nas pois, ao vê-las, que elas têm histórias para narrar e segredos para revelar. (Re)parem, escutem e olhem!As capas do Zeca a cantar Liberdade! O ritmo dinâmico dos signos ferroviários, carris/engrenagens das sendas da vida, neste país de pouca-terra, pouco-chão. As «Vontades» de todos nós recolhidas por Blimunda nas sete luas do suplício de sangue dos flagelados, sete sóis (e muitos mais) de esperança magoada para a tela-novela dos «Quotidianos», do Belo/Negócio, da Democracia/Natureza-Morta, folhetins do precário pão nosso de cada dia, do patrão nosso de cada dia-a-dia nos livrai, fado vadio com nódoas de vinho e ais gemidos, borrões da paixão afogada na solidão colectiva. «A Curva da Estrada», ilustração implacável da traição aos ideais pelos parlapatões encartados, bedéis da renúncia, mestres supremos da renegação. O bestiário extravagante dos «Extravagários».O Zé Santa-Bárbara não é artista de plástico («que era mais barato», como dizia o O’Neill) nem mesmo quando concebeu as excelentes cadeiras para o Pavilhão Atlântico dessa Expo do mar de ilusões a granel, navegadas à bolina por um povo em rota de escape; nem um troca-tintas, que disso o livra a sua postura vertical e íntegra perante o Mundo e a capacidade para sonhá-lo diferente (que dores para o pintar de outras cores, senhores…); e pés de barro (mas consistentes, está bem?), só nas formas elegantes e depuradas da sua cerâmica.Como que animado por um espírito do Renascimento, há aqui uma busca versátil e conseguida, sempre prova consciente do que Bento Caraça afirmava: «A Arte coloca o Homem perante a sua própria dignidade».Não é?José Carlos Faria(Catálogo da Exposição “Memórias”,José Santa-Bárbara, Anos 50 » 2010)
- Estive na inauguração da exposição do Zé Manel Santa-Bárbara. Gostei muito. Dou conselho a todos que vão vê-la. Para além de uma pessoa maravilhosa, o Zé Manel é um artista de obra diversificada, consolidada, que nos desperta e inquieta, como se espera da arte. . Com a grandeza de sentimentos que lhe é própria, Santa-Bárbara dedica a exposição (segundo o catálogo): "À Amizade e à Té. Minha companheira de 50 anos. Minha primeira crítica." Lindo! Ternurento!
CINE-TEATRO PINHEIRO CHAGAS (1943 )
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A título de curiosidade, venho mostrar-lhe fotos no mesmo cenário, no mesmo Teatro Pinheiro Chagas... só que 10 anos antes, com outros actores e outros quadros: "Feira das Caldas".
Penso que isto não tem interesse no Blog do colégio por não passar de uma curiosidade. Faz anos copiei do programa original estas informações :
Penso que isto não tem interesse no Blog do colégio por não passar de uma curiosidade. Faz anos copiei do programa original estas informações :
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«Feira das Caldas - 1 e 2 de Dezembro de 1943
Autorizado em 20/10/1942 pelo Vice - presidente da Câmara, Botelho Moniz
Revista de costumes populares em 2 actos e 8 quadros. Original de Filinto Elísio de Sousa Figueiredo, Música do Capitão Chefe de Banda Armando Fernandes
Com 20 números de música, originais, do distinto maestro Capitão Armando Fernandes»
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Sei que foi à cena no Pinheiro Chagas, porque existem estas fotos (disse-lhe que reconheci nas fotos do blog um cenário e o palco, com a caixa de ponto). De resto, nomes e circunstâncias não lhe sei dizer. Apenas que eram usuais as revistas de costumes nessa época, por alturas de Dezembro, em muitas localidades do país. Nasciam nas tertúlias onde aparecia um ‘autor’ que escrevia, um maestro que musicava, um encenador, uns actores de mérito reconhecido, e a revista à portuguesa ganhava cor local.
Esta tradição não durou muito, porque nos anos 50 os textos eram 'aprovados com cortes da Censura' e perdiam sentido. Palavras, frases, 'quadros inteiros' eliminados pelo lápis não azul mas vermelho, com a chancela da Inspecção dos Espectáculos.
Bjs
Inês
C O M E N T Á R I O S
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Como a publicação das fotos demonstra discordámos da Inês sobre o interesse e oportunidade da publicação destas imagens no Blog. Elas mostram que as récitas do ERO no Pinheiro Chagas se inseriam numa tradição de apresentar espectáculos de Revista à portuguesa, de que esta é um exemplo.
Será possível haver alguma informação adicional? Como sempre, ficamos a aguardar.
Será possível haver alguma informação adicional? Como sempre, ficamos a aguardar.
JJ
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. Ana Nascimento disse...
Olá Joãozinho
Não estejas triste pois eu penso que posso dar uma dica sobre as 2 primeiras fotos, mas primeiro vai o meu obrigada para a Inês ... as fotos, são uma delícia minha querida doutorinha ....
A serem de 1953 eu teria 4 anos na altura e ,embora os meus tios me levassem para todo o lado,ainda não ia às recitas no Pinheiro Chagas mas reconheço na primeira foto o meu tio Zeca (na fila de trás, em pé, é o o 1º do lado esquerdo) que está lindo... um borracho... ou não seja ele irmão da nossa tia Anita eheheheh . Na foto seguinte o rapaz, tambem bem jeitoso por sinal , é o Herculano, pai da nossa Lena Magalhães. Na ultima foto não conheço ninguem, mas vou tentar que a Tia com a sua memória extraordinária nos dê uma ajuda.
Beijinhos
Anónimo disse...Belas fotos em plena II Guerra, o salão cheio que nem um ovo com famílias locais nas suas melhores roupas e refugiados nas suas únicas roupas em possível confraternização, bufos de olhar furtivo e gabardines espalham-se à mistura, autoridades, endinheirados e o padre são visíveis nos camarotes por cima do fumo do tabaco das províncias ultramarinas, era o belo Natal das Caldas.
LLamy
JJ,
Seria com muito prazer que teria comentado as fotografias publicadas no ERO. Acontece que, na maioria dos casos, não conheço os retratados, nem de vista. Em 53, mal tinha acabado nascer e não participava ainda nessas récitas. Noutras ocasiões de menor aperto académico, até teria dito umas palavras sobre o Teatro Pinheiro Chagas, como cheguei a fazer na ESCOLA, mas o tempo tem-me fugido com muita insistência. Lamento. Fica para a próxima, caso exista...
Abraço,
Artur G
Seria com muito prazer que teria comentado as fotografias publicadas no ERO. Acontece que, na maioria dos casos, não conheço os retratados, nem de vista. Em 53, mal tinha acabado nascer e não participava ainda nessas récitas. Noutras ocasiões de menor aperto académico, até teria dito umas palavras sobre o Teatro Pinheiro Chagas, como cheguei a fazer na ESCOLA, mas o tempo tem-me fugido com muita insistência. Lamento. Fica para a próxima, caso exista...
Abraço,
Artur G
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Não foi posta em causa a maravilha das fotografias. Mas sobre as récitas nada sei dizer! :-(((
Nessa época, eu era muito novinha...lol.. nem sabia que tinham existido festas do ERO no Pinheiro Chagas. Foi mais uma das muitas coisas que aprendi com o nosso Blog.
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Luisa disse:
Eu nem tinha nascido quando tiraram estas fotografias! Queres que diga o quê? Sigo sempre o blogue e lamento não ter dito nada sobre a fotografia da ladeira porque esses é que são do meu tempo!
Gosto de ver mas repito que não tenho nada para dizer...
Bjs. L
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