ALMOÇO / CONVÍVIO

ALMOÇO / CONVÍVIO

Os futuros almoços/encontros realizar-se-ão no primeiro Sábado do mês de Outubro . Esta decisão permitirá a todos conhecerem a data com o máximo de antecedência . .
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JANTAR/CONVÍVIO DOS AMIGOS DA FOZ DO ARELHO (2011)

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A Foz do Arelho é uma praia mágica, pelas circunstâncias geográficas da junção da Lagoa e do Mar mas sobretudo pelo espaço que ocupa no imaginário e nas recordações de todos quantos a frequentaram como praia, como local de diversão nocturna e de convívio, como catalisadora de amizades eternas e amores fugazes.
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Já há alguns anos que um grupo de antigos e actuais "banhistas" se reúne num jantar de confraternização, e também reencontro, entre os que ficaram a residir nas Caldas e os que foram viver para longe (alguns bem longe !). Há quatro anos que esse jantar se tornou público e aberto a todos os que gostam, frequentam e se interessam pela Foz.
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O Encontro deste ano realizou-se no passado Sábado, 6 de Agosto. Começou às 18h30m com uma visita guiada à Exposição de Postais "A Foz do Arelho Desde Há Cem Anos" (amável colaboração da Junta de Freguesia da Foz do Arelho), a que se seguiu um jantar volante no restaurante do Inatel e um café (com muitas conversas) na sua esplanada. Uma "late drink" no Trombone  não estava no programa mas já faz parte da tradição...
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A iniciativa foi apoiada por vários Blogues e páginas do Facebook dedicadas a esta praia, bem como pela Junta de Freguesia e pelo Turismo da Foz do Arelho e teve a colaboração do Miguel Chaby, impulsionador da Exposição de Postais.
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Há quatro álbuns de fotografias que ilustram o evento e que todos poderão ver clicando em:

Álbum nº 1 


Álbum nº 2   
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Álbum nº 3  
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FALECEU O NOSSO ANTIGO PROFESSOR - O DR. SANCHES

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Faleceu hoje, 4ª feira dia 3, o Sr. Dr. Manuel Valente Sanches (86 anos). Estava doente e internado no Montepio há algum tempo.
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Foi professor no ERO durante as décadas de 60 e 70 e era pai dos nossos colegas Antonieta (Eca) e José Carlos Sanches, a quem enviamos um abraço de condolências e solidariedade.
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Recordo o pai dos meus colegas como uma pessoa sempre gentil e afável, um professor sempre paciente apesar da aridez da O.P.A.N. que me leccionou entre 1969 e 1971 (ele perdoar-me-ia a "aridez"). Obtive quinze no exame, penso que ambos cumprimos a nossa tarefa.

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Muito conhecido e estimado nas Caldas, desempenhou vários cargos de serviço público, de que publico um curto resumo retirado de um PDF publicado pelos serviços da AR (peço desculpa por qualquer lapso, a que sou alheio).
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Data de nascimento
1925-01-20.
 
Localidade
Aldeia da Ribeira / Sabugal / Guarda.


Habilitações literárias
Licenciatura em Direito.


Profissão
Advogado;


Carreira profissional
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Preceptor da Casa Pia de Lisboa;

Aspirante de Secretário do Asilo da Mendicidade de Lisboa (Alcobaça);

Professor no Externato Ramalho Ortigão nas Caldas da Rainha;

Chefe da Secretaria do Hospital Rainha D. Leonor, na mesma cidade;

Membro da Mesa da Santa Casa da Misericórdia das Caldas (1965);

Presidente da Comissão Instaladora do Centro Hospitalar das Caldas da Rainha.

Deputado na Assembleia Nacional

 

Carreira parlamentar
Legislaturas

Círculo



Comissões
X Legislatura (1969-1973)


Leiria



Trabalho, Previdência e Assistência Social.
XI Legislatura (1973-1974)
Leiria
Trabalho, Previdência e Assistência Social. 

COMENTÁRIOS

Maria Helena Arroz disse...
Ao meu amigo Sanches um grande abraço, neste dia triste. Lena Arroz 
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Anónimo disse...
À Antonieta e ao Zé Carlos envio os meus sentidos pêsames.Recordo também com saudade o meu prof de organização política. Luis
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    • Isabel Trüninger de Albuquerque


      Que notícia tão triste. Adorava o Dr.Sanches, criou em mim uma paixão pela filosofia e nessa altura não havia meios áudio visuais a não ser o quadro. Nada mais fazia falta ao Dr.Sanches. Nem a nós. Passeava, relacionava, levantava questões, interrogava-se e interrogava-nos com um entusiasmo sem fim. As suas aulas eram um verdadeiro prazer. Um amigo e uma excelente pessoa, com um sentido de humor inteligente, fino...a minha mãe falava do Dr Sanches com tanta admiração a afecto. Fico muito triste porque na minha imaginação iria reencontrá-lo um dia destes, digo baixinho, a 8 de Outubro...estou triste...muito triste. Um beijinho e abraço à Eca e ao Zé Carlos. Felizmente um Pai permanece nas nossas vidas para sempre, mas a perda e o sofrimento por mais que formulemos argumentos intelectualmente complexos ou simples, são uma dor imensa...


    • É sempre triste ouvir estas notícias,especialmente quando se referem a alguém com quem privámos e que contribuiu para a nossa formação académica.Relembro as suas aulas na disciplina de O. P. A. N. ao Sábado de manhã.
      Lamento a sua perda e envio aos seus familiares "sentidos pêsames"

    • A Todos os Familiares os meus sentimentos.


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António Fialho Marcelino disse...



Lembro-me, como se fosse hoje, das aulas de OPAN, que achávamos uma grande chatice e que eram dadas com muita convicção pelo Dr. Sanches. Os Sentidos pêsames a toda a família, em especial ao Sanches.
 Tó-Quim






  •  Apesar do Dr. Sanches não ter sido meu professor, recordo-o com simpatia. Que noticia triste. Os meus pêsames aos familiares e amigos.


  • Julinha disse:
    Ao abrir hoje o blog ficámos muito tristes... faleceu o Dr Sanches . Sempre o recordaremos com muita saudade, foi nosso professor de OPAN no 6º e 7º ano e as suas aulas deixaram-nos boas recordações. 
    Enviamos sentidos pêsames a toda a Família e em especial aos nossos colegas e amigos Eca e Zé Carlos.

    Júlia R e Oliveira

    FORMOSAS MAS NÃO SEGURAS

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    Em cima do carrinho de mão, no meio da verdura, estão certamente formosas mas não parecem seguras ...
    (1963?1964?)



    C O M E N T Á R I O S
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    IsabelS disse...
    A da esquerda é uma das Vieira Pereira,a outra não sei quem é.Tens razão,estão muito formosas nesta fotografia!Boas férias para ti e todos os colegas.

    AS MENINAS NA ESCADA

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    Aqui estão mais duas fotografias, que me foram entregues sem data nem identificação. Assim de repente pareceu-me reconhecer duas VPs (Manela e Lena), a Mercês, a Monserrate e a Lurdes Canhão, a Lena Arroz ... Mas, como habitualmente, vou esperar que quem lá estava diga mais alguma coisa, e que confirme se isto é na escadaria da Igreja do Pópulo.
    Como já vem sendo hábito, podem também usar a nossa página do Facebook .


    C O M E N T Á R I O S
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      Não conheço esta foto, mas identifico algumas colegas:Ilda Lourenço, Lena Arroz, Manela e Lena Vieira Pereira, Ramira Pimenta,Fátima Vieira Lino, Olga Pereira, Olga( irmã do Miguel), as irmãs Canhão Veloso, as manas Fêo e Torres e não sei mais.
     
    Maria Do Carmo Lemos
    Efectivamente é uma foto tirada na escadaria da Igreja de N. S. do Pópulo. Consigo identificar muitas colegas. Eu própria também lá estou, logo abaixo da Ilda Lourenço. Depois reconheço a Lena e a Manela Vieira Pereira, a Olga Pereira do meu lado esquerdo, a Ramira a Lena Arroz, a Monserrate, a Mercês, a Fátima Vieira Lino. Conheço quase todas as outras mas, infelizmente, não me consigo lembrar do nome. Também não me lembro do que estaríamos a fazer ali nem a data em que foi tirada. Julgo que tenho esta foto. Se a descobrir, vou ver se está datada. Uma verdadeira relíquia!...
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    FOI NAS ESCADAS DA IGREJA DE N. S. DO PÓPULO, VINHAM AS MENINAS DA CATEQUESE?

    MÁRIO BRAGA - O ALMOÇO (post 9)

    Mário Braga com as filhas, Ana e Isabel
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    por Isabel Braga


    O meu Pai comemorou hoje 90 anos rodeado de amigos, num almoço no Círculo Eça de Queirós, no Chiado.
    Eugénio Lisboa, antigo adido cultural da embaixada de Portugal em Londres e crítico literário, fez a surpresa de comparecer e teceu um rasgado elogio às qualidades do Pai, não só humanas como literárias, sublinhando a sobriedade e concisão exemplar dos seus contos, em que não há uma palavra a mais. Recordou também o contributo para a cultura portuguesa que ele deu enquanto editor na Vértice durante cerca de vinte anos. “Tentei escrever os nomes dos autores que colaboraram na revista, nesse período, mas vinte páginas não chegavam e desisti”.
    Quando o Pai estava já colocado em Lisboa, como director-geral da Divulgação, e ele necessitava de material para as novas funções que se preparava para assumir, em Londres, foi pedir-lhe ajuda. “Não esqueci, até hoje, a forma como fui recebido. Não conhecia pessoalmente o Mário Braga, mas ele foi extraordinariamente cordial e generoso. Saí do Palácio Foz carregado de livros que me foram muito úteis”, recordou.
    O meu Pai gostou muito de rever Eugénio Lisboa, que reconheceu de imediato, e agradeceu as suas palavras, fazendo votos para que voltassem a ver-se dentro de “dez anos”. “É muito atrevimento, não é? Devia ter dito só um ano”. Também gostou muito de ver a sua antiga secretária, hoje com 60 anos, que atravessou meia Lisboa para ir dar um beijo ao “melhor patrão que tive em toda a vida”.
     Os amigos que compareceram no almoço eram cerca de 30 e encheram o Pai de chocolates, bolachinhas para o chá, flores e sabonetes bem cheirosos.  Não houve presentes de livros, que ele certamente teria preferido, mas há mais de 15 anos que não consegue ler, por sofrer de graves problemas de visão. Apesar do confinamento intelectual a que está obrigado há tanto tempo, o seu raciocínio permanece arguto e o sentido de humor também. Continua ainda a ser o mesmo mandão de sempre. Estar com ele, conversar, ouvir as suas opiniões, são um prazer, a maior parte das vezes. Não sei que mais se pode desejar de um pai com 90 anos.
    O dia de hoje foi feliz, para ele e para mim, que assisti a uma homenagem muito sincera ao meu Pai. No carro, a caminho de casa, ele reconheceu isso, mas nunca foi de grandes sentimentalismos. Por isso, comentava, com um sorriso malandro: “Que grande festa me fizeram. É obra! É que ninguém tinha nada a ganhar com isto”.
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    Isabel Braga