ALMOÇO / CONVÍVIO

ALMOÇO / CONVÍVIO

Os futuros almoços/encontros realizar-se-ão no primeiro Sábado do mês de Outubro . Esta decisão permitirá a todos conhecerem a data com o máximo de antecedência . .
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ERO , anos 70






A Ana Cristina, que frequentou a Escola Primária do Colégio no final da década de sessenta, publicou estas fotos na nossa página do Facebook.
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Procuramos saber quem são as pessoas que aqui aparecem e se estão disponíveis para retomar contacto com a Ana Cristina que, tendo ido viver para França, quer saber notícias dos seus antigos colegas.

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 COMENTÁRIOS:


Margarida Nascimento disse...
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Na 1ª foto está a Cristina e a Gatarra (Luísa Gama Homem de Barros). 
Na 2ª foto, à frente, a Ilda depois a Gatarra e atrás a Salete. 
Na 3ª foto ao centro a Cristina. Da esquerda para a direita, a Ilda, Fernanda Louceiro, Gatarra, Margarida Nascimento e Lurdes Luís. Atrás a Salete e a Marina Molares.  
Na 4ª foto, em baixo, a Cristina e a Margarida. Atrás a Salete, Lurdes, Fernanda e a Gatarra. 
 Na 5ª Foto, à esquerda a Marina, Fernanda, Ilda, Cristina, Gatarra, Lurdes e a Salete. 
 Na 6ª foto, esquerda à frente a Margarida, Ilda e Lurdes. Atrás a Marina, Fernanda,Gatarra e Salete.  
Que alegria ver estas fotos !!!! Devem ter sido tiradas em 1972/73. .  
Obrigada Cristina por partilhares estas lembranças. Um beijinho da amiga  
Margarida Nascimento

ROCKBALL

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Desde que não chovesse era certo e sabido! Chegado o intervalo grande, as meninas entregavam-se ao ringue, jogando ao «mata» e do lado de cá, esfolávamo-nos vivos (o asfalto do pátio era abrasivo), numa curiosa actividade desportiva (chamemos-lhe assim), vagamente parecida com o futebol e onde o próprio Fred Flintstone não enjeitaria utilizar alegremente a perninha troglodita (Yaabadabadoo!...). Expliquemo-nos:

Presumo que, por serem consideradas potencialmente mais perigosas do que os ringues, para a boa conservação dos vidros, não eram permitidas bolas no recreio masculino e pronto! Vai daí, perfilou-se a inevitável alternativa: ai não se pode com bolas? Então vai mesmo com calhaus!

Tabelas de básquete, velha aspiração do Prof. Silva Bastos, só apareceriam, finalmente, para aí nos idos do meu 5º ano; balizas de andebol, idem, aspas. Donde que nem sequer era muito de espantar a aversão do Director às redondinhas. A sina estava traçada: de pedras nos serviríamos, com pedras se jogaria. Os resultados não demorariam a fazer-se sentir. O primeiro deles manifestou-se logo nas contas de sapateiro a aumentar exponencialmente. Eis porquê botas resistentes (de ilhós, de cano alto, de salto de prateleira, etc.) eram tão indispensáveis e recomendadas como as blue-jeans. Em jeito de complemento, depois das aulas, também se disputavam, na Mata, assanhadas futeboladas, agora com bola e tudo, primeiro em regime de muda aos 5 e acaba aos 10, mais tarde com prévio ajuste da duração da partida. (O efeito combinado destas duas performances revelar-se-ia desastroso para os calcantes e para a economia familiar).

A evolução técnica intramuros não tardou: das rudes arestas do calcário de calçada passou-se para os seixos (a sonhar com a suavidade do couro ou da borracha), seixos esses nos quais dedicados garimpeiros tinham procurado a perfeição tendencial da esfera e uma consistência mineralógica imaculada, sem veios, apta a garantir que as pelotas não se fenderiam. (É de espantar como esta vocação recolectora não foi aproveitada, por exemplo, para aulas práticas de Geologia, mas enfim...)

Aqui chegados, como descrever a saga de épicas batalhas campais, sem limite de intervenientes nos dois campos que se enfrentavam? Estes confrontos, do género «mais velhos contra o resto do mundo», e que apelavam a um misto de futebol, rugby e luta livre, eram pretextos para exercícios auto-regulados (não havia árbitro), de rija e democrática pancadaria, disfarçados de actividade lúdica em que todos molhavam o bico, com doses maciças de adrenalina e testosterona à solta. Porém, no meio desta barbárie, emergiram os virtuosos de inato talento, capazes da façanha de recolher no ar o «esférico» e pelo ar o cruzar para a zona de área, a cuja, em boa verdade, já que não havia guarda-redes (pudera!), era mais uma convenção mental do que espaço definido, uma espécie de terra-de-ninguém ou de toda a gente, tudo à molhada e fé em Deus, que, entre vivos e mortos, alguém há-de escapar! E claro, do projéctil pelos ares, mais a fúria assassina emprestada aos lances, resultaram os primeiros feridos em combate - cabeças partidas, dentes quebrados, pernas fracturadas... Os vidros de portas e janelas, no entanto, permaneciam impecáveis, testemunhas eloquentes, dando fé da não ocorrência de danos patrimoniais. As sacrossantas vidraças, preservadas como se de vitrais de igreja se tratasse, eram a prova provada do receio manifestamente exagerado que tinha presidido à interdição da «chincha» nos nossos folguedos. As ventanas estavam bem; cabeças, dentes, pernas, joelhos, canelas e artelhos, por acaso (só por acaso), nem por isso, mas não passavam de meros danos colaterais.


Evidentemente, quando o número de baixas declaradas se tornou gritante, o Director apercebeu-se de que tinha que tomar medidas quanto antes, dado que a situação passara a ser insustentável. Que diabo, se a coisa se soubesse na sua verdadeira dimensão na cidade, como é que se iria justificar a proibição de rapaziada nova jogar à bola, mais a mais no recreio? Complicado!... E as consequências catastróficas originadas pelo absurdo veto? Muito complicado!... De igual modo, não se podia perder a cara, porque a Autoridade estava, evidentemente, acima de tudo. Como proceder? Muito, muito complicado!... (É nestas conjunturas que se pode avaliar melhor, coitados deles, a angústia dos detentores do Poder - «se soubessem o que custa mandar, gostariam de obedecer toda a vida», como dizia o Manholas de Santa Comba). A solução, inspirada e Providencial (seja aqui permitida a maiúscula), rompeu como a luz nas trevas, sob a forma de um objecto da família das raquetes, que apresentava a peculiaridade de lhe ter sido introduzido um buraco destinado a licenciar apenas e tão só as bolas que passassem pelo seu interior. Aquele aro com punho era pois um instrumento aferidor e teve direito a périplo pelas salas de aula com exibição, explicação e demonstração abrilhantada pelo Padre Albino. Era a pequena bitola da grande Ordem instituída. Forçada esta a ceder, mitigava o que era possível, esforçando-se por nunca perder o pé... Sabe-se que o ridículo mata, mas infelizmente os seus efeitos letais não são fulminantes. Portanto, lá se teve que aguentar durante uns tempos tão obnóxio dispositivo, o qual viria a desaparecer rapidamente de cena, tal era o desajuste com a realidade. Da dimensão e das implicações desta inegável vitória creio que nem nos apercebemos muito bem. A gente só queria poder jogar em paz e até isso, pelos vistos, constituía um potencial delito!




Hoje em dia, quando se abusa do mais despudorado e imbecil recurso à violência gratuita através de videojogos, talvez se pudesse adaptar e transpor para as consolas, esta nossa prática, sem dúvida bem mais inocente e excitante, comercializada com um título apelativo: «Rockball - A Street Game»! Se calhar, era a nossa fortuna...



José Carlos Faria
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COMENTÁRIOS
05-06-2008
Guidó disse:
Fortuna a nossa ler este magnífico "relato"
Quem era melhor em campo no jogo "pedra parada"?
Por quem era composto o "onze"?
Quem marcava quem?
Quem detinha mais tempo a posse do "cubo"
Creio que seria difícil o "pontapé de baliza"....
Haveria livres???A barreira deveria morrer de medo!!!!!
Pela carinha que o Zé Carlos tem na fotografia, nesse dia o Benfica devia ter ganho.
Gostei muito
Guidó
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05-06-2008
João Jales disse:
A proibição da utilização de bolas no recreio é talvez um dos exercícios de autoridade mais idiotas a que assisti na minha vida no Colégio. A quebra eventual de um ou outro vidro não justificava que se privassem uma centena de rapazes do direito de jogar futebol nos intervalos. Fechar os olhos a que isso se fizesse com pedras não tem adjectivos…
O texto do Zé Carlos é realmente muito divertido e retrata bem o que se passava. Espero que lho digam, para que ele atenda mais vezes os pedidos de colaboração.
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05-06-2008
Fernando disse:
Não conheço o José Carlos Faria, mas com este texto demonstra ser um bom e bem humorado prosador..
Felicito-o e pode continuar que os leitores agradecem.
Fernando Santos.
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05-06-2008
Alberto Reis Pereira disse:
Brilhante, simplesmente brilhante!
Alberto Pereira
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06-06-2008
Fialho Marcelino disse:
Esta prosa do Zé Carlos Faria fez-me recordar os grandes bons velhos tempos em que eu, gordinho como sempre fui, tinha que jogar à bala, isto é à pedra, a guarda-redes. Não esquecer que chegámos a jogar com as balizas nos bancos de madeira que estavam debaixo do alpendre. Era aí que me sentava a fazer de guarda-redes.Coitadas das minhas canelas e das minhas botas! Quando chegava a casa levava com grandes sermões e, quantas vezes, algumas bofetadas.
Esquecia-me de me identificar, ou talvez já não seja preciso, tal a minha descrição de que sempre fui gordinho. Sou o Tó-Quim.
Parabéns a todos os que têm escrito grandes textos que me fazem recordar todos os tempos que eu passei nas Caldas e em que todos os dias ia para casa de comboio.
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06-06-2008
Anabela disse:
Parabéns Zé Carlos e continua a colaborar pois a tua prosa delicia-nos.Um beijinho. Anabela Miguel
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06-06-2008
São disse:
O Zé Carlos lembra-nos com o seu excelente texto e com notável humor, momentos menos positivos da nossa história colectiva, para a manter de acordo com a realidade...aconselhável pedrinha de sal nos nossos momentos nostálgicos! E já agora, lembro-me muito bem do Tó Quim...porque era tão simpático!! Mas exatamente também a defender "o banco"! Bjs, São X
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06-06-2008
Miguel B M disse:
Fiquei siderado com o que o ZCFaria escreveu. Mas o ERO não era aquele sítio em que só havia betinhos, meninos copo de leite e mariquinhas (além de futuros fachos)? Que nos intervalos faziam costura e discutiam roupas? Pensei que esse desporto tivesse sido praticado na Escola, por verdadeiros machos, pés descalços e esfomeados (em quem é que me inspirei para escrever isto?).
ZC, estiveste brilhante. O teu texto relata bem as sevícias a que fomos sujeitos e a absurda autoridade que existia na altura. Mas os alunos do ERO afinal de mariquinhas não tinham nada e se houvesse dúvidas bastava ler o que escreveste. Não eram quaisquer uns que tinham cabedal para aguentar aquela violência, continuar inteiros e no dia seguinte estarem prontos para mais. Acrescento que em minha casa também houve aumento da conta do sapateiro onde a minha mãe encomendou inclusive um modelo de botas reforçado especialmente para o efeito.
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06-06-2008
Maria João Gomes disse:
“Cada terra com seu uso”
Na falta de bola, nas Caldas usavam-se bolas de pedra e, segundo consta aqui em Maputo, o Eusébio usava bolas de trapo.
Gostei muito Zé, já tinha saudades da tua escrita, tens que te tornar um “escritor” mais assíduo. Bjs. MJoãoGomes
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06-06-2008
Isabel disse:
Queria dizer ao José Carlos que gostei imenso de ler o "Rockball".Com o seu excelente sentido de humor e requinte, conseguiu dar a esta prática tão barbárica e primitiva de futebol, um carisma muito humorístico e caricato. Que talento! A associação aos Flinstones está perfeita !
E que corajosos todos os "Tó Quins" que depois de tal "desporto" ainda chegavam a casa e eram premiados com um par de tabefes!!!Dificil de imaginar estes métodos educacionais trazidos para os dias de hoje...
Bjs. Isabel Caixinha
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07-06-2008
Óscar Oliveira disse.
Terá sido pelo facto de já não aguentar das canelas a guarda-redes que o Tó-Quim depois se dedicou à actividade de árbitro? E com tanto desvelo que não se livrou de outras "caneladas", estas verbais e em bom português vernáculo, inclusive minhas, que acabei por reconhecer (algum tempo depois, diga-se em verdade) que o Tó-Quim dominava as regras, ao contrário de mim e que, regra geral, tinha razão.
Quanto ao texto do Zé Carlos, mais não é do que o retrato fiel de uma época e da forma como nós, adolescentes de então, torneávamos com bastante criatividade algumas regras que nos eram impostas e que não tinham qualquer sentido.
Ah, é verdade... nem vos digo das contas do sapateiro nem dos raspanetes (não me lembro se acompanhados de um ou outro tabefe) que apanhei dos meus pais.Um abraço. Oscar

JOGOS , por João Bonifácio Serra




Havia aspectos das novas instalações do Externato Ramalho Ortigão que não estavam concluídos quando foi inaugurado, em 1960/61. Os recreios, por exemplo, não estavam pavimentados. Aqui e ali, amontoavam-se alguns restos dos materiais usados na construção. O terreiro ficava, quando chovia, pouco transitável e os contínuos procuravam evitar que a rapaziada se aventurasse pelas veredas de lama, entre charcos e pedras. Com pouco êxito.

Uma das áreas que mais que mais interesse suscitava era a barreira sobre a qual fora erguido o muro do lado norte do pátio dos rapazes. Não tendo sido ainda regularizada, servia de rampa de saltos, escorrega e outras acrobacias que a imaginação e as capacidades atléticas ditavam. Foi ai que me fixei. Descobri um bom motivo para intervir numa brincadeira cujas regras dominava (como se verá, nada tinha dos jogos usuais do meio urbano) e assim forjar o meu primeiro grupo de sociabilidade.

Num dos pontos em que a barreira se apresentava com uma concavidade, alguém iniciara uma escavação que rapidamente abandonara. Apliquei nesse local todo o meu engenho de pequeno construtor e, com a ajuda de um grupo reduzido, fui escavando uma galeria. Trouxe de casa, escondidos na pasta, os instrumentos que me pareceramm adequados: um sacho de jardim, uma espátula, um martelo de pedreiro e aproveitava os furos no horário para avançar naquela tarefa. A gruta era conhecida de poucos e a entrada ficava disfarçada, sempre que tínhamos de interromper os trabalhos. Os instrumentos eram resguardados no interior, de um dia para o outro. Que objectivo me animava naquela empreitada? Não me recordo bem, mas não é de supor que se tratasse de um refúgio. A verdade é que, quando a autoridade académica descobriu a galeria e ordenou que parássemos, lá dentro cabiam já, convenientemente enlatados, três miúdos de onze anos.

Foi lenta e difícil a aprendizagem dos jogos urbanos e do tipo de destreza que eles exigiam. Para mim revelou-se sobretudo muito complexo o contacto com os jogos de grupo, pois os entretenimentos que estavam ao meu alcance na aldeia eram basicamente solitários. Por outro lado, eu só sabia utilizar os brinquedos feitos por mim. Sabia, por exemplo, fazer um batoque de pau de salgueiro, extraindo o interior do pequeno tronco, que projectava uma pequena rolha de cortiça à distância, e diversos brinquedos engraçados compostos a partir de cana verde ou seca. Sabia escolher uma haste de vime para fazer um arco e atirava razoavelmente flechas feitas de varetas de chapéu de chuva. Sabia fazer e manejar fundas para atirar seixos, e compor armadilhas de vime ou cana para apanhar pássaros vivos. Sabia conduzir com um pau um aro improvisado e com ele saltar obstáculos complexos, sem perder a direcção. Sabia calcular as doses da argamassa de pedreiro e assentar tijolo, ou erguer um canteiro em pedra e rebocá-lo. Sabia deitar o pião, mas não sabia jogar ao ringue, ao berlinde, à cabra cega, saltar ao eixo. Tive que aprender isso tudo quando cheguei à cidade.

João Bonifácio Serra
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Nota: Texto publicado na Gazeta das Caldas e incluído na compilação de crónicas de 50/60 "Continuação", de João Bonifácio Serra. A página do autor pode ser consultada em http://www.cidadeimaginaria.org/



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Mais duas para o Álbum de Memórias

Lembro-me bem do meu sogro, indefectível defensor do realismo na arte cinematográfica, sempre que num filme acontecia algo de mais improvável, menos verosímil ou menos conforme a realidade diária, comentar com o enfado de alguém a que tentaram, sem êxito, enganar: "Só os americanos!". Os filmes tinham, normalmente, uma ou duas hipóteses; se a cena era muito pouco plausível ou se reincidiam, ele abandonava. Mas há realmente coincidências incríveis, a vida é muito mais estranha do que a ficção.
Domingo, 9 de Dezembro de 2007, duas da manhã, eu o Vasco e o Flores conferenciávamos no Skype sobre as possibilidades de editar aqui neste Blog uma fotonovela com o que REALMENTE se disse, pensou e fez no convívio na Lareira (preparem-se para revelações escandalosas!), isto é , eles falavam sobre pps e ppt, video pro editor, medias converters, avis e outras abstrusidades, enquanto eu os ouvia como se eles falassem mandarim .... Para me integrar na conversa, o Vasco pergunta:"Ficaste com o contacto do Óscar Oliveira? Tenho umas fotografias para ele". Estava eu a responder que não sabia do Óscar há 36 anos quando "tlim!" a mensagem que se segue irrompeu no canto direito do meu monitor, introduzida pelo avisador do Gmail. Seria neste momento, indignado e incrédulo ao saber o nome do impossível remetente, que o meu sogro se levantaria e se iria embora. Espero que vocês fiquem e leiam.
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Olá a todos. Eu sou o Oscar (no ERO de 65 a 72).
Inscrevi-me no almoço do passado dia 17, passei a mensagem a algumas pessoas, mas à última hora não pude comparecer. Espero não faltar aos próximos eventos.
Só mais tarde vim a saber do blog, que tenho consultado religiosamente.
É giro rever as fotografias, quer as antigas quer as de agora. No entanto, alguma memória já vai faltando para associar uma ou outra fotografia ao respectivo nome.
De qualquer forma, fez-me apetecer desenterrar do baú das memórias algumas fotografias antigas, das quais, por agora, mando duas.
A primeira julgo datar do ano lectivo de 1969/70
(5.º ano), já que penso que o atleta que está ao meu lado (em baixo, à direita), que me parece chamar-se Virgílio, só frequentou o Externato nesse ano (tenho uma vaga ideia que tinha vindo do Seminário, mas não estou certo). Os outros são, em pé, da esquerda para a direita: João (Costa), Papoila, Zé Carlos Faria e António Rodriguez; em baixo, pela mesma ordem: Chico Carrilho, Alberto Pereira, eu e o Virgílio. Como é evidente, trata-se da fotografia de um jogo disputado no recreio dos rapazes, numa aula de Educação Física com o prof. Bastos.
A outra fotografia é do magusto de 1971 e vêem-se o Frederico Granja, o Silvestre, o Mário Pacheco e eu.
Deste magusto, tinha uma fotografias muito engraçada, com o Tó-Quim de garrafão à boca, mas não a encontrei para mandar.
Também tenho algumas fotografias engraçadas da viagem de finalistas de 1971, que mandarei em breve.
Há muitos colegas com quem continuo a manter contacto, até porque não estou longe. Depois de ter deixado de morar nas Caldas em 1972, estive 15 anos em Lisboa e desde 1987 que resido em Alcobaça.
Vou mantendo contacto e, naturalmente, a consulta do blog.
Beijinho e abraços
Oscar
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comentários
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9 Dezembro, 2007
E.R.O. diz:
Estas fotos são sempre benvindas e muito apreciadas por todos. É pena não haver mais colegas a enviá-las, particularmente de gerações anteriores. E estas duas são especialmente saudadas pelos editores porque vêm já com os nomes dos "artistas"e localização dos "eventos"!
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26 Dezembro, 2007
JJ diz:
A foto que o Óscar refere nesta mensagem não ter encontrado, foi posteriormente publicada no artigo "A FOTOGRAFIAS DOS MAGUSTOS" em 26 de Dezembro.

A fotografia oficial (?)

NOTA: Para melhor visionamento clique na imagem e obtenha-a numa janela isolada.


Este blog estimulante continua a ajudar-nos a desenrolar o ténue fio da memória, permitindo-nos reviver momentos incontornáveis da nossa história comum.

Acabo de descobrir a mais que provável fotografia oficial da Turma, seguramente tirada com a intenção de servir a posteridade com a magnífica colheita de 70-71!

O quadro não poderia ser mais fiel à memória daquele tempo em que o austero Padre Albino, ocupando o lugar central de grande educador, temperado na forja da ortodoxia cristã, velava pela prudente separação dos sexos, qual intrépido curador da castidade adolescente.

Por descobrir, a não ser que alguns dos próprios tenham agora a ousadia de desclassificar tal segredo, fica o critério de selecção dos sortudos instalados logo atrás do friso escaldante das nossas queridas colegas.

É fácil imaginar a excitação com que aqueles olhares conspícuos percorreram os pescoços torneados à distância de dois curtos palmos da vista; que movimentos aleatórios desenharam aquelas mãos irrequietas ajeitando a posição do corpo em frente, em benefício do enquadramento ideal; que piropos cirúrgicos terão brotado da imaginação momentânea em busca de um sinal de adesão na projecção do futuro...

E eu, pobre de mim, entalado entre o poder e os proscritos da sorte, estava longe de imaginar que, 36 anos depois, viria a ter o papel de editor daquele momento fugaz, mas tão simbolicamente captado.
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comentários
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Victor disse...
Luis
Penso que deve tratar-se do 6º ano 1969-1970 pois em 70-71 eu já não estava no ERO. Para obviar as traições da mamória(...) teria piada legendar a foto com referência aos artistas.
VG
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JJ disse :
Essa legendagem já está solicitada ao Miguel BM, que tem um disco rígido fiável e de grande capacidade. Esperamos que chova, para que um intervalo no ténis permita o serviço.
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Miguel BM disse:
Atrás,da esq. para a drt: J Jales, Rogério, Malinha, Tó Zé Hipólito , Miguel BM , Henrique, Nobre, Zeca, Guerra, Fialho, Zé Alberto, Rui Pila, Tomás e Semilha. Fila da frente - Luísa N, São M, Ofélia Patriarca, Anabela Garcia, Lena, Ana Isabel, Dália, Guida, Flores, Gil, Neto, Malaca e Matias.
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JJ disse:
1 -O ano da foto tem que ser necessáriamente 1969/70 mas tens razão, juntamente com a do baile de Finalistas, esta é a imagem mais completa da grande colheita de 1971 .
2- Estando eu "logo atrás do friso escaldante" tenho que perguntar à Luisa e à São, que estão à minha frente, se se lembram dos meus "olhares conspícuos, movimentos aleatórios ou piropos cirúrgicos" porque, se aconteceu como dizes (e acredito que sim!), a Alzheimer varreu-me tudo da memória...
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8 Dezembro, 2007
Miguel B M diz:
"O jogador"
O futebol,como fenómeno sociológico que é, não deixa ninguém indiferente ,quer se goste ou não. É um jogo delicado,praticado por rapazes bem formados que evitam a todo o custo tocar no adversário e que até chegam a equipar de cor de rosa. Pois eu tive o grande prazer de jogar com o jogador mais duro que encontrei.Este jogador costumava acabar os diversos verões de canadianas devido a uma sucessão de fracturas nos dedos dos pés provocadas por entradas pouco ortodoxas sobre as canelas dos adversários.Um dia fomos jogar pela turma do 7ºano ao Entroncamento contra o colégio local.Eu era o guarda-redes e durante o jogo levei um toque no braço perfeitamente normal.Nessa altura o protagonista da história disse-me com ar soturno " eu trato dele ".E então seguiu-se uma torrente vertiginosa de golpes de karaté,pontapés de kick boxing,golpes altos e baixos que terminaram com a impossibilidade do outro jogador comparecer no tradicional lanche de convívio inter turmas. Adivinhem de quem se trata.Era um jogador a sério.R:selaJ oãoJ
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Guida disse:
Que diabo de ideia essa! Não tens uma fotografia de grupo sem o "simpático" que está ao meio?
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Miguel B M disse:
Johny: O photoshop não consegue retocar a foto,de acordo com o comentário da Guida? Já o Estaline ia eliminando os seus inimigos das fotografias à medida que os eliminava na realidade ( porque será que me lembrei do Estaline ?) MBM
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Zé Carlos Faria disse: A foto, com o seu colorido «retro» de quase meio século, gera uma certa nostalgia. Pena é o borrão preto, mesmo ao meio... (ficava muito melhor sem ele!).
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Alfredo disse... Bonita fotografia da primeira metade da década de 60 do século XX. Bem vincada a separação entre rapazes e raparigas na chamada educação politicamente correcta de então. E para que isso não suscitasse dúvidas lá está o separador austero e rígido.
A.Justiça
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Guida Sousa disse...
Esta fotografia é um exemplo feliz (simbolicamente falando)do Externato Ramalho Ortigão numa época e num momento.É solene(e divertida) a pose de TODOS os fotografados. Proponho um jogo: onde está o JJ? Abraço a todos!
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Laura M disse:
Tenho pena que a foto da camioneta com colegas da minha turma tenha saído do blog tão rapidamente. Mas gosto muito desta e vou entrar no jogo proposto pela Guida Sousa. O JJ é o primeiro jovem que está atrás da irmã da Ana Nascimento (da esquerda para a direita). Bjs Laurinha
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Luisa disse:
O JJ é o primeiro à esquerda atrás!
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Luis A disse:
Bela fotografia! E que saudades... LA
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ENVIEM-NOS AS VOSSAS FOTOGRAFIAS

Estamos a reunir , em formato digital , todas as fotografias relacionadas com o Externato Ramalho Ortigão ao longo das décadas de 50 , 60 e 70 para as disponibilizar online para todos . Além de aulas , recreios , bailes , jogos , festas , convívios , excursões , concursos , almoços e jantares comemorativos queremos também fotografias relacionadas com as actividades dos alunos como por exemplo do Parque e Mata , das praias ( Foz do Arelho , S Martinho , Nazaré , Peniche , etc ) , dos bailes ( Casino , Lisbonense , Bombeiros , Pimpões , Columbófila , etc ) , festas particulares , etc .
Rebusquem no baú e enviem para
ex.alunos.ero@gmail.com . Se não puderem , souberem ou quiserem digitalizar as fotografias que tenham em papel basta dizerem e arranjaremos uma forma de o fazermos nós , sem qualquer prejuízo para as vossas recordações .
Podem ver algumas das fotos já reunidas em :
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comentários
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19 Novembro, 2007
E.R.O. diz:
Já agora, alguém sabe quem é a autora da magnífica foto que ilustra este artigo?
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20 Novembro, 2007
Paula Pardal diz:
Só podia ser eu!!!! o pior é que ainda hoje continuo assim maluca! Obrigado João Jales e Guida Rego pelo excelente dia que nos proporcionaram. Este sim foi para mim um verdadeiro almoço do E.R.O.