ALMOÇO / CONVÍVIO

ALMOÇO / CONVÍVIO

Os futuros almoços/encontros realizar-se-ão no primeiro Sábado do mês de Outubro . Esta decisão permitirá a todos conhecerem a data com o máximo de antecedência . .
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AS ÚLTIMAS FÉRIAS DO E.R.O. ( Junho de 1974)

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Chão da Parada , Junho de 1974


"O último dia de aulas do Ciclo Preparatório foi vivido normalmente, mas, ao terminar, lembrei-me de convidar alguns alunos para um breve passeio até junto de um moinho, no Chão da Parada, de que é testemunho uma fotografia que tive o cuidado de tirar sem que revelasse a ninguém as minhas intenções. Só pouco antes do ano escolar seguinte é que convoquei os encarregados de educação para lhes dar contar da decisão de fechar o Ciclo. Todos deploraram a situação ...."


PADRE MANUEL AUGUSTO NAIA DA SILVA


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Este é um excerto de um importante, e muito interessante, texto inédito do Sr. Padre Naia sobre o final do ERO como estabelecimento de ensino Liceal. Decidimos adiar a sua publicação integral para Setembro devido à sua relevância, não o incluindo numa altura em que as FÉRIAS! ocupam o espírito de todos.
Mas queria desde já dar conta da sua existência e da sua próxima aparição neste Blog.

JJ
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Padre Renato com uma das últimas alunas (não identificada) do Externato Ramalho Ortigão,

no início das Férias de 1974, último ano de funcionamento do Colégio.


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COMENTÁRIOS
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Manuela Gama Vieira disse:
Que saudades me deixou o P.e Renato!!! As suas inesquecíveis aulas de Latim,a sua sabedoria,o seu humor muito especial e inteligente! Quantas vezes me tenho lembrado dele! Claro que as aulas eram animadas pelo Zé Carlos Sanches!!!!
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Fáfá disse:
Não esquecendo o "Desenho à Vista", "Canto Coral" e o "Orfeon" excepcional.Recordo que numa aula do 1º Tempo da tarde nos contar que tinha tocado orgão numa Igreja em Óbidos, a convite de um grupo de japoneses.Este grupo esteve a realizar um documentário sobre Óbidos e convidaram o nosso Mestre, de quem ainda hoje guardo as mensagens e admiro o saber e a Arte. Genial .

ALGARVE 1973 (Zé Luis R Alexandre)


Depois de ter visto as fotos do JJ dum «Allgarve» actual, porque não outras dum Algarve em que a noite era passada embrulhado numa manta na borda da praia, com o ruído das ondas como som de fundo e sem risco de se fazer assaltar por desconhecidos nem sempre bem intencionados. Também não haveria grande coisa para levar, além de uma parte dos 500 Escudos com os quais passei na altura as férias que me deixaram até hoje, melhores recordações, apesar de trabalhar em turismo, com as múltiplas viagens que isso implica em 29 anos de vida activa.

A foto foi o culminar de uma viagem de moto (não numa Harley mas numa Casal de 50 cc e o meu colega na famosa V5 da época), que se iniciou no Chão da Parada, seguimos para passar a primeira noite no aquartelamento de Santa Margarida, graças à cunha de um amigo militar. Ainda no passado mês de Maio falámos disto em amena cavaqueira na praia do Salgado. Aqui comemos a única refeição digna desse nome durante a viagem. Seguimos pelo interior sempre dormindo ao relento, até ao Sul, e voltámos pelo litoral com a visita e pernoita nas diversas praias da costa alentejana.

Como tudo era belo e selvagem naquele tempo , mas Omnia mutantur , nos et mutamur in illis (Todas as coisas mudam e nós mudamos com elas).

Quanto aos presentes na foto, na esquerda, de pé, estou eu. Na extrema direita, 3 súbditos de sua majestade britânica (já por lá andavam), depois com a guitarra, que penso nem trabalhava, o meu amigo da minha aldeia, de quem perdi o contacto. Penso que vive em São Martinho. Ao lado de pé, um viajante solitário de Santarém. Os 2 à frente de joelhos eram do Porto e o que tem a guitarra, deliciava-nos com melodias maravilhosas. Uma dizia assim: « Era sempre, a mesma melodia, Salazar e a sua democracia; com Caetano é a mesma porcaria, tudo muda só a m....não varia». O autor do original tornou-se num dos meus favoritos da época e dá por nome de Luis Cilia. Andava na altura pela cidade Luz.

Recordações maravilhosas, de um periodo maravilhoso da vida. O terminar de uma época de irresponsabilidade, e de pequenos erros sem consequências de maior, e o entrar num outro em que tudo tem de ser pensado e repensado. O findar da adolescência e o inicio da vida de adulto.

José Luis Reboleira Alexandre
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COMENTÁRIOS
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JBSerra disse:
Que mundo de evocações nos traz José Luís Alexandre, desde o Chão da Parada até ao Algarve: as motos Casal e V5, o quartel de Santa Margarida, noites dormidas (?) nas praias, a presença da guitarra, o Luís Cília das canções de protesto. Também eu rumei ao Algarve nesses anos. Em 1972, fiz 5000 quilómetros (de Honda 360), entre Vila Real e Sagres, ainda no princípio da invenção inglesa do actual Allgarve.
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João Jales disse:
Escrevi na mensagem que enviei ao Zé Luis: "As tuas colaborações são sempre bem vindas porque sempre muito a propósito, dentro do espirito das séries"! Mais uma vez temos uma fotografia , um texto e uma memória nessas circunstâncias.
Conheci o Algarve, mas não de moto, no virar da década ( 60/70) onde conheci uma Praia da Rocha que era uma língua de areia que "desaparecia" na maré alta.Onde as estradas para as praias à volta de Portimão e Lagos eram de terra batida. Onde encontrávamos meia dúia de estrangeiros onde hoje não há onde estender uma toalha. Onde não encontrávamos um bar onde hoje estão colmeias de apartamentos. Onde ainda não existia Allgarve, enfim...
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João Ramos Franco disse:
Recordações maravilhosas, de um período maravilhoso da vida. Que bom poder ler as tuas palavras alegres desse teu tempo. Dez anos antes (1963-serviço militar) tiram-me essa alegria de viver, no Algarve.João Ramos Franco
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Luisa disse:
Gostei de ler este ""Easy Ryder"" à portuguesa (como disse o Jales no artgo da São)!!!Só conheci o Algarve muito depois, já com construção desordenada. Mas a costa alentejana ainda tem locais bem preservados.Não me lembro do Zé Luis mas daqui lhe mando um abraço e o desejo de Boas Férias! L
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Ana Carvalho disse:
Belos tempos, ainda se podia dormir na praia e andar à vontade sem olhar por cima do ombro com desconfiança, hoje nem dormir de dia na praia se pode.
A viagem era também uma aventura, uma emoção, saíamos de madrugada e chegávamos muitas horas depois estafados, a morrer de calor. É certo que de mota era mais arejado mas devia demorar ainda mais tempo...
Não me lembro do José Luis mas espero vir a comhecer numa próxima reunião dos ex alunos. Bjs PP

Noite extraordinária







João Bonifácio Serra





Foi arrancado ao sono por um chamado insistente. Tinha o sono pesado, próprio de um rapazito de 8 anos, e certamente levara algum tempo até despertar por completo. Agora estava sentado na cama, um pouco inquieto, quando ouviu de novo a voz que lhe pareceu da mãe. O chamado era entrecortado, como se ela respirasse com dificuldade. Abriu a porta e entrou no corredor. Viu luz no quarto dos Pais e disse: estou aqui, Mãe. A porta estava encostada mas ele não chegou a empurrá-la porque a Mãe lhe ordenou: não entres aqui, vai depressa chamar a tua Avó.

Nem um momento duvidou de que a situação era grave. Qualquer coisa naquela ordem da Mãe lhe dizia que não havia tempo a perder. Mas o problema aí estava: como ir sozinho de noite a casa dos Avós? A distância não era grande, percorrida de dia, mas àquela hora parecia-lhe impossível de vencer.

Calçou os chinelos e foi até à cozinha. Abriu a porta da rua e perscrutou a noite. Depois de jantar dera uma volta com os Pais no caminho em frente da casa. Estava uma noite quente, era Agosto, de luar cheio e luminoso. Mas, entretanto, a lua tinha-se deixado ocultar e tudo lhe pareceu impenetravelmente escuro. Desceu as escadas e tomou o caminho até às adegas e abegoarias. Ia devagar, para não sair do centro do caminho e dar tempo a que os olhos se habituassem à escuridão. Ia atento aos mínimos ruídos. Entre as abegoarias, havia um serra da estrela, preso, cuja corrente corria ao longo do pátio. Chamou-o: Tejo, sou eu, bom cão, sou eu, com medo que o animal o não reconhecesse. O Tejo surgiu de repente e deu-lhe um encontrão amigável, mas ele estremeceu de susto, antes de respirar de alívio. Havia, a seguir, uns galinheiros semi-abandonados que lhe pareceram particularmente ameaçadores. Vinha depois uma ponte, que atravessou ansioso sabendo que, ultrapassado aquele ultimo obstáculo, poderia embalar a correr na descida só parando em casa dos avós. Quando chegou aqui estava ofegante, mas recuperara a confiança. Tinha ainda de vencer um último obstáculo: ser ouvido por alguém da casa. Bateu à porta e chamou. Bateu também nos vidros e chamou.

Foi o avô, de sono mais leve, que o ouviu. Veio pela marquise, com um candeeiro a petróleo na mão, tentando ver através dos vidros quem é que estaria a chamar àquela hora. És tu, rapaz. Dize lá o que se passa (o avô era beirão e não perdera o sotaque apesar das várias dezenas de anos de aculturação estremenha). É a minha mãe, disse o rapazito. Pediu para chamar a Avó.

A Tia, solteira ainda, levantara-se também e vestira um roupão para vir à marquise. Vieste sozinho? perguntou. Rapaz corajoso, deves estar cansado. Vou-te fazer um chá de tília. Em casa daqueles avós bebia-se chá de tília a seguir às refeições e em todos os momentos em que era justificado disponibilizar algum conforto. Enquanto esperava o chá, o miúdo viu a Avó, já vestida, reunindo panos, um alguidar, diversos utensílios, antes de sair para a noite na companhia do Avô.

Agora vens comigo, ordenou a Tia. Ele sentiu-se, finalmente em sossego, naquela cama relativamente estreita com a Tia ao lado, velando pelo seu sono. Adormeceu.

Foi despertado pela vozearia no corredor. A Avó estava de regresso e sorria para ele da porta do quarto. A minha mãe? perguntou. Está bem, respondeu. E já lá tens uma irmãzita.

JBSerra
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C O M E N T Á R I O S
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Margarida Aaújo disse:
Ainda cheguei a tempo de dar os parabéns à irmãzita. Um conto real cheio de afecto de uma vida.Bj João . Guidó
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João Ramos Fanco disse:
Existem nas tuas palavras a realidade, a sensibilidade e beleza descritiva, com que relatas esta “Noite extraordinária”, no seu sentido humano.
Para ti escolhi um pensamento de Gabriel García Márquez : "Daría valor a las cosas, no por lo que valen, sino por lo que significan."
João Ramos Franco
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Jorge disse:
a história é muito bonita e bem contada... eu leio com prazer em qalquer altura, mas este dava era um bom post para o natal, não te parece? jorge
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Anabela disse:
Noite Extraordinária – mais uma vez a escrita de João Bonifácio Serra a deliciar-nos.
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Luisa disse:
É sempre um prazer ler os textos do João Serra. Parece sempre que ele tenta ser muito cuidadoso com o que escreve mas mostra sempre emoção. Este é mesmo o nascimento da irmã dele? Luisa
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João Jales disse:
Tem razão a Luisa, há sempre nos textos do Serra um "receio" de exposição pessoal que os caracteriza mas que faz parte do prazer que dá lê-los. Como se ele os esculpisse a partir de um enorme bloco de palavras até as reduzir ao mínimo essencial. Vale a pena dizer que são sempre muito bons?
Vou revelar um segredo, mas não divulguem! Há mais de onde este veio, para publicar até ao final do Verão. João Jales
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Manuela Gama Vieira disse:
Este belo conto tocou-me em especial!
Também eu, na minha adolescência, fui "tocada" pelo nascimento de um irmão!
Curiosamente,meu irmão nasceu no Montepio, nas Caldas, no dia 25 de Abril de 1966,uma segunda feira.
Mais curioso ainda, eu e mais sete colegas do ERO, nesse dia, estávamos a cumprir um dia de suspensão-ISSO MESMO-castigo aplicado pelo Director, Pe Albino, pelo facto de nos ter "apanhado"sentadas na relva, no dia 23, sábado!
Alguém se lembra dessa "exemplar" punição?
Despropocionada, parece-me, relativamente ao infringido; absolutamente "a calhar" para mim, disponível para ir ver meu irmão acabado de nascer
!!!
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Luis António disse:
( .....) Este conto também está no tal livro que te pedi? É muito bonito e está muito bem escrito.
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São Caixinha disse:
(....) As mesmas qualidades, limpidez, doçura, perfeição, a fartar-nos os sentidos, tem NOITE EXTRAORDINÁRIA do João Serra!! Admirável...e tudo isto ainda enriquecido por interessantes comentários e deliciosas fotografias! Estou aqui para ficar!! São Cx

FOZ DO ARELHO , 1969 (Anabela Miguel)


Começo por identificar as pessoas – Elisabete Bicho, Fátima Gama Vieira, Luísa Nascimento, eu (Anabela Miguel), Ana Nascimento, Manela Gama Vieira e os pequenitos são a Margarida Nascimento e o Filipe Gama Vieira.

Já legendei a foto, conforme me foi pedido, agora quanto a um comentário, que poderei dizer? Bem, primeiro gostava de saber como apareceu esta foto, pois julgava ser a única possuidora dela. Tenho a sensação que houve a mãozinha do João, acertei?

A fotografia foi tirada na zona do mar da “nossa” bela praia da Foz do Arelho, numa bela manhã de Agosto de 1969.


Faz-me recordar uma juventude muito boa em que a amizade com algumas das retratadas dura até hoje e será para o resto da vida, enquanto com outras, infelizmente, perdi o contacto. Sei no entanto que a Manela está na Sertã e a Fátima em Coimbra.

Agora digam lá se não está um friso de moçoilas bem jeitosas com os seus fatos de banho bem discretos, pois naquela altura era assim. Um pouco mais tarde, não muito, os biquinis começaram a aparecer.
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Anabela Miguel

(foto fornecida pelos Arquivos Nascimento,
que muito têm contribuído para o êxito deste Blog)

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C O M E N T Á R I O S


Beach Boys disseram:


Manuela Gama Vieira disse:
É com imenso prazer que aqui deixo o meu comentário!!!Tenho ideia desta foto,mas não sei onde estará, se em casa de meus pais ou em posse da minha irmã. Realmente a "compostura" dos maillots...salta à vista!!!Umas meninas muito recatadas.....
Oh Anabela,que bom teres respondido ao meu apelo via mail. Muito obrigada ao João que tem (re)criado e (re)construido verdadeiras "pontes de afecto"da nossa juventude!Como já tive oportunidade de comentar,tu estás tal e qual,tal como a Ana Nascimento,o tempo não passou por vocês!!!O mesmo não poderei dizer de mim...já vou avisando...
(...)
Vou encaminhar o teu mail, e respectiva foto, para o meu irmão mais novo, Luís Filipe,que reside e trabalha em Chicago.Vai ser uma bela surpresa para ele.
O João Jales teve a amabilidade de me comunicar que irá haver novo convívio de ex-alunos do Colégio,no dia 14 de Novembro.Tudo farei para não faltar.Agora que nos reencontrámos,não vamos perder-nos de novo!
Relativamente à foto do album de recordações,intitulada "Baile de Finalistas/1970"o facto é que foi tirada no dia seguinte ao do baile.Ao Baile fomos todos(as) vestidos a rigor!Lindíssimos e chiquérrimos!
Gostaria imenso de saber do Sancho,do Sanches(este sei que é advogado aí),com quem nunca mais tive contacto e por quem nutria muita simpatia e amizade. O Sancho um rapaz muito ponderado, o Sanches um brincalhão! Que saudades, enfim!!!! Um abraço enorme!
Manuela Gama Vieira
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João Jales disse:
Curiosa coincidência este "reaparecimento" da Manuela precisamente na altura em que reaparece também a sua fotografia, com a irmã e amigas, há quarenta anos atrás.
Seria bom ter aqui uma palavra de cada uma das pessoas retratadas. Será possível?
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Fernado Santos disse:
Obrigado Anabela por nos trazeres uma foto de férias dos anos 60, e ainda por cima com a identificação das retratadas.Os (banhadores) eram bem bonitos, e tinham a vantagem de nos levar a imaginar o que ficava por mostrar.
Obrigado João pelo comentário feito através dos The Beach Boys que me fazem recordar a minha juventude.
Boas férias para todos.
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Luis António disse:
Poder voltar por uns momentos a 1969...à Foz o Arelho...voltar a ter 17 anos...apaixonar-me por uma daquelas garotas... tu matas-me,JJ !!!
E os BeachBoys!!É a segunda fotografia seguida que acertas em cheio na música!!! Devias usar mais vezes os teus conhecimentos musicais,qe todos sabem ser muitos.Beijinhos às garotas e abraço para ti. Luis
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Ana Nascimeno disse:
Ao abrir o blog deparei-me com uma fotografia da nossa Foz do Arelho e qual não é o meu espanto ao ver que a dita pertence ao meu álbum de recordações….
Aqui para nós nunca pensei ser cabeça de cartaz !!!!!….mas convenhamos que é um grupo muito giro e que valoriza imenso a paisagem !!!! … as pequenas estão lindas.. e vistas com a distancia de quarenta anos ainda mais me convenço que de facto nós éramos muito giras (gaba-te cesto…. Ihihihi !!!!! )
Engraçado… não tinha pensado que é de facto uma foto de férias de alunos do ERO … salvo o Filipe, que era muito pequeno para estas lides, a minha irmã Guida também era aluna, tinha entrado para a primária no ano anterior.
Como dizia a Anabela, além de nos unirem laços de família ou a frequência do mesmo Colégio, também nos unia uma amizade que permaneceu até hoje. A Beta e a Belinha são amigas bem presentes e tenho pena que as manas Gama Vieira estejam um pouco mais longe … Perdi-as completamente, soube noticias há uns quatro anos pelo João Licínio mas apenas que estavam bem….
Fiquei muito contente Manela com a tua chegada ao Blog… e não é por achares que eu estou na mesma (obrigada pelo piropo ….eheheheh) é por saber de ti ao fim de tanto tempo …..
Espero que os teus irmãos se entusiasmem e resolvam também colaborar neste reviver de momentos tão ricos da nossa juventude.
Penso que esta foto foste tu que a tiraste, não te esqueças de procurar no teu baú mais preciosidades destas para partilhares connosco….
Beijinhos e um abraço
Ana
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Manuela Gama Vieira respondeu:
À Ana:
Oh Ana,bem se vê que estás(estamos todos...)com mais 40 anos em cima!Quem tirou a foto não me lembro,mas que não fui eu,lá isso não fui,pois sou uma das moçoilas da foto!Quanto ao meu irmão João,é um rapaz muito lacónico...também não te lembras disso?O que o BI nos faz!O Filipe,que vive em Chicago, achou imensa graça à foto(ele tinha 3 anos,eu era a nurse dele...)!Enviei-lha por mail e já lhe disse que fosse ao blog.Ele frequentou o Colégio,da 1ª à 3ª classe,foi aluno da SrªD.Clarisse.Bjos de saudades
Ao Jorge:
Oh Jorge,agora é que se lembrou que queria andar 40 anos para trás?Andava distraído naquele tempo...agora olhe,já é tarde!
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Anabela Mguel disse:
Quanto à foto mais nada tenho a acrescentar, apenas dizer o quanto fiquei feliz pelo “reaparecimento” da minha querida amiga Manela Gama Vieira. Espero que a Fátima também faça o mesmo.
No almoço de Novembro passado vocês foram faladas, mas não havia contacto algum, felizmente que existe o blog que tem feito maravilhas nesta área.
Vou entrar em contacto contigo, um grande beijinho.
Boas férias para quem não as teve ainda.
Um abraço
Anabela Miguel
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Laura Morgado disse:
As moçoilas estão todas muito bem apresentadas…Não quero deixar de felicitar a Ana Nascimento, porque continua bonita como era.Parabéns Ana! Tens que dar a receita milagrosa… Beijinhos da Laurinha

FÉRIAS !

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A nossa proposta de Verão para este Blog é a publicação de fotografias e textos relativos às férias.

Vamos pedir que nos enviem fotografias, textos ou outras recordações das vossas férias nos anos 50, 60 e 70, funcionando a publicação como um postal enviado a todos, e a que todos poderão responder.
Damos como exemplo a foto abaixo, do Padre António Emílio com um grupo de jovens, maioritariamente alunos do ERO, no início da década de 50. A identificação está no verso, por comodidade de visionamento aqui a transcrevemos:
Ajoelhados: João Calheiros Viegas, Rui Américo (Cospe Cospe), José Pratas e Sousa (Minhocas), Fernando Ludovice Santa Barbara, Fernando Figueiredo, Jorge Pratas e Sousa (Minhocas), Pe. António Emílio e Carlos Calisto

Deitados: Rui Ramos Franco, Jorge Calisto, João Ramos Franco e José Avelar

João Ramos Franco disse:

Ajoelhados: ainda não sei a ordem, alguém pode ajudar?
Deitados: Rui Ramos Franco, Jorge Calisto, João Ramos Franco e José Avelar

Ano: 1956 ou 57.
Meio de transporte: a carrinha VW do Dr. Asdrúbal Calisto.
Almoço: Sandes e Fruta.
Horários: manhã na praia e tarde no pinhal.
Recuar no tempo para recordar a minha presença nesta Fotografia e contar-vos os nossos tempos de Férias, é um prazer e uma responsabilidade perante a minha geração. Sem a amizade fraterna que nos une, ser-me-ia quase impossível.
Passeios como este, acompanhados do Pe. António Emílio, eram normais. Refiro-me não só aos presentes nesta fotografia, mas também ao grupo de rapazes e raparigas quase sempre mais numeroso. A existência de poucas máquinas fotográficas, naquela época, é o motivo de não existirem mais fotografias, em que estejam todos.
Se virem novamente a fotografia do Jantar de 1962 em S. Martinho do Porto (já publicada no Blog), vão encontrar nesse grupo muitos que só por simples acaso não estavam aqui neste dia.
Eu estou nesta fotografia, como estou em todas as outras, mesmo actuais, junto a eles. A amizade perdura no tempo, e esta fotografia é uma prova de há quanto tempo ela existe.

João Ramos Franco

O "eu" é o proprietário da foto, Fernando Ludovice, que disse:
Caro João Ramos Franco
Então não reconheces todos que estão na fotografia?Estás com a memória a falhar!
Não reconheces o João Calheiros Viegas,o primeiro de cócoras, à esquerda,nem pelas orelhas?
E não te lembras do Rui Américo,vulgo cospe-cospe? Ao lado do Jorge?
Entre o Fernando Figueiredo e o Pe António Emílio, penso que era um primo do Jorge, que tinha um irmão e eram conhecidos pelos "Minhocas". Pergunta ao Jorge se é verdade!
E do Zé Avelar, também não te lembras? É o 1º da direita,deitado.
E do Carlos Calisto?O 1º da direita.Já agora não te lembras de mim? De chapéu branco(panamá),o Fernando Ludovice Santa-Bárbara!
Olha, eu lembro-me bem de ti e das aventuras que tinhamos nas Férias, pois como se calhar não te lembras, eu só cá vinha nessas alturas, pois vivia em Lisboa.
Lembras-te das "saídas" com o Anglia do teu Pai?Uma vez fomos a Óbidos,à noite, com o Clóvis (que será feito dele?),no Anglia e tu bateste num plátano, no Largo da Igreja de Santa Maria, ao fazeres uma marcha atrás e o pára-choques ficou metido para dentro!
Aqui vai um abraço, deste, que ainda se lembra de algumas coisas, Fernando Ludovice Santa-Bárbara.
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João Ramos Franco disse:
Resposta ao Fernando Santa-Barbara
Fernando
A memória visual ás vezes falha (estou a fazer tratamentos às cataratas), a outra não. Reconheci quase todas as pessoas, mas não tinha certezas… Tu, com o teu panamá, vi imediatamente que eras tu.
Confesso que aqui houve um bocadinho de malandrice minha, conversei com o Fernando Figueiredo e fiquei à espera que aparecesses no Blog para completar o que faltava na fotografia.
Digamos, foi um puxar para que a malta da nossa geração participe mais. Desculpa, mas ainda faço destas brincadeiras. Tu e todos são bem-vindos, pela amizade que nos une e pela colaboração que podem dar às memórias da nossa juventude.
João Ramos Franco