ALMOÇO / CONVÍVIO

ALMOÇO / CONVÍVIO

Os futuros almoços/encontros realizar-se-ão no primeiro Sábado do mês de Outubro . Esta decisão permitirá a todos conhecerem a data com o máximo de antecedência . .
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COMENTÁRIOS A "O PROFESSOR DE GEOGRAFIA"

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Ana Luisa disse:

Olá João
Quando comecei a ler o texto, nem sequer me lembrava de que tínhamos tido um professor diferente para "substituir" na disciplina de Geografia.
A prosa está de tal forma bem escrita que o ambiente foi de imediato recriado na minha memória.A luz acendeu-se quando li a palavra Uagadugu.....
Parabéns João. Estás perdoado pelos "ai" que me fizeste soltar quando sentia o "meteorito" na cabeça.Eu estava lá...Continua nessa forma.
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José Carlos Faria disse:
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Notas dispersas sobre o "Professor de Geografia":
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1 - Belo texto!
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2 - Sobre as vantagens de uma postura não crispada na aprendizagem, já aqui escrevi (curiosamente sobre o Dr. Lopes e o ensino da Geografia). Vejam o filme «A Turma»; é extraordinário verificar como a sensibilidade pessoal dum professor pode influenciar tão fortemente a qualidade de ensino, mesmo com o sistema em colapso.
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3 - Uagadugu; Para quem ouve pela primeira vez, parece que fica no meio dos confins de nenhures! Já lá estive, na pista do aeroporto, durante uma hora, em escala técnica. Melhor é dizer que dei uma Volta por Alto, assim ao jeito do voo do pássaro. O que trouxe nos olhos foi a lembrança de uma única avenida asfaltada, com edifícios em betão de ambos os lados,. rodeados por uma imensidão, a perder de vista, de casas com tecto de zinco em ruas de areia.
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4 - Curiosa, a referência ao Steiner até porque coincide estar neste momento a trabalhar num espectáculo («Uma noite na Biblioteca» de Jean-Cristophe Bailly) onde «O Silêncio dos Livros», bem como textos do Barthes e Harold Bloom têm constituído recorrente material de trabalho dramatúrgico.
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5 - A Geografia é muito mais que saber o nome de capitais, rios e montanhas, diria o senhor de La Palisse, se para aí estivesse virado. Mas se pensarmos, por exemplo no Mediterrâneo e o estudarmos como uma realidade integrada e não dispersa, perceberemos bem depressa que estamos muito mais perto, cultural e sociologicamente, do que se imagina. Mesmo com três religiões sob o signo da Cruz, do Crescente e da Estrela de David....
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João B Serra disse:
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Olhando para trás, sob a inspiração da história tão bem evocada pelo João Jales, perscrutando a minha aprendizagem de Geografia, é uma espécie de buraco negro que encontro. Não vejo lá episódios, pontas soltas de emoções ou saberes, experiências pessoais que tivessem sobrevivido, fios condutores,mesmo que dispersos, muito menos luzes esclarecedoras, mas sim um imenso vazio. Dali só chega um fumo de tristeza. A incómoda impressão do tempo perdido. Da inutilidade de uma aprendizagem realizada sem imaginação, sem atracção, sem sentido. Sem vocação, sem gosto.
Foi a História, na Faculdade, que me mostrou o tremendo erro do ensino da Geografia no ERO, pondo a descoberto não apenas a minha formidável ignorância, como uma aversão à disciplina quase impossível de vencer. Mesmo ao lado, outros colegas frequentavam o Curso de Geografia. Muitas vezes me perguntei que espécie de masoquismo ou castigo os tinham conduzido até ali. De facto, se o ensino da Geografia era entregue no ERO ao acaso, penalizando o último professor a entrar ou aquele a quem faltavam tempos para acomodar o horário, que podíamos esperar?
Esta desvalorização científica e pedagógica da Geografia era um sinal: um sinal de um tempo fechado no seu próprio espaço povoado de mitos, que serecusava a ver, e sobretudo a viver, para lá das fronteiras do seu suposto "império pluricontinental". As consequências estão à vista: mais tarde,tivemos de aprender tudo à nossa custa e andar mais depressa, queimando etapas e vencendo as barreiras que nos tinham erguido. Porque a Europa e o Mundo não esperaram por nós e o preço que pagámos para tentar acertar a nossa geografia com a do resto foi elevado.
Evidentemente que houve excepções. Estudantes que venceram a aspereza dos muros e olharam para o outro lado, ajudados por ambientes familiares e sociais onde se respirava cosmopolitismo. Mas a geografia do Carvalhal Benfeito tinha por centro Caldas da Rainha e não Lisboa. Paris era uma terra para onde se emigrava para fugir à miséria e à tropa e não para ver a Torre Eiffel ou visitar o Louvre. Em suma, para mim, certamente para muitos de nós, as aulas de Geografia foram uma extraordinária oportunidade perdida.
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Júlia R disse:
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Recebi um email dizendo que este artigo aguardava comentários. Mas quem os aguarda? O Prof de Geografia ou o Autor do Artigo??? É que é diferente e estou na dúvida.....Se é o Prof de Geografia, não acredito que o Dr. Lopes esteja à espera de comentários, a não ser que lhe diga: coitado do senhor..... lá teve que estudar o Manual de Geografia, não lhe chegava aturar aquelas " pestes" nas disciplinas de Desenho e Matemática !! Estou mesmo a ver a cara dele com o sorriso que lhe é caracteristico.
Se é o Autor, já chega de dizer que mais uma vez me encantou com a sua maneira de escrever....consegui ler tudo até ao fim sem me cansar, para chegar à conclusão de quem seria o Professor de Geografia que em tão BOA HORA chegou para a aula de substituição...Quem diria que em 1967/68 já existia uma Maria de Lurdes Rodrigues !!! Júlia R
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António disse:

Ninguém falou ainda do Steiner que aparece citado no final do texto. Não estou bem certo de ele dar razão a esses métodos de ensinar Geografia do nosso amigo Figueiredo Lopes mas como ainda não li O SILÊNCIO DOS LIVROS, não posso dizer nada. Mas sinto-me mais concordante com o João Serra em relação à Geografia, até o Azevedo deu Geografia no Externato!!! Era quem calhava…. O Figueiredo Lopes era um Excelente professor mas de Matemática e Geometria Descritiva.
O Jales é também um Excelente escritor, coisa que eu desconhecia, mas que tenho vindo a apreciar no blogue. Repararam como só na última linha soubemos quem eram os professoress substituído e substituto? Tó
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Isabel X disse:
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O texto do Jales está muito bem escrito, como sempre. Não há dúvida que o marcou aquele método de ensino baseado na competição desenfreada mas, mesmo assim, com algumas regras: "não tirar olhos!"
Quanto a saber com o "coração" é fundamental, já o tenho defendido publicamente, a memória deve ser privilegiada, nomeadamente enquanto se é novo, senão é uma oportunidade perdida! Eu nem sequer me lembro de quem foram os meus professores de Geografia, mas também há professores de quem me lembro pelas piores razões, por isso, talvez não seja tão mau sinal para a disciplina como isso...
- Isabel Xavier -
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jorge disse:

estes métodos não eram bons nem maus,eram o que havia e eram eficazes para os objectivos.hoje dão-se mapas com todas as indicações para os meninos colorirem e explicam-se obscuras noções climatéricas com equações e tudo!depois perguntem a um menino do 12º ano onde é a palestina ou a venezuela e ele aponta para a austrália,como é que depois podem perceber as notícias?não são só os americanos, como mostra o célebre video no youtube que são ignorantes.mais um bom post do jj gostava de escrever com essa lógica e capacidade de exposição e descrição.o dr lopes era um dos melhores profs do ero mas nunca me deu geografia.jorge
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São Caixinha disse:
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Li com muito prazer a tua estória sobre a Geografia! Eu tive sempre o Dr. Lopes como professor e, por consequência, só boas recordações dessas aulas... apesar das "capitais dos países Africanos"!!! Bjs. São
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vitor b disse:

Este post é divertidissimo,com uma construção e um ritmo imbatíveis,l^e-se de um fôlego,como diz a Julia.Temos aqui novamente o JJ em grande forma!
Porque será que o dr.Lopes proporciona melhores memórias que o dr.Luis?
Apesar de bom professoe nem o dr.Lopes conseguia evitar que a geografia fosse uma seca!!!Parabéns,Vitor.
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“O Professor de Geografia”. Um ao acaso? Que bom retrato nos dás. Dos meus nesta disciplina, um deles foi o Dr. Azevedo, (pau para toda a obra, na secção de Ciências) quando faltava um professor lá entrava ele, porta da aula dentro…
A geografia decorada, palavra a palavra, como estava nos manuais, irritante, como tudo aquilo que éramos obrigados a decorar. Não era compreendida, como se não existissem causas para que as fronteiras dos países estarem desenhadas naquele local do mapa, isso não interessava manual é manual, (Livro Único) e o que lá está é para decorar porque sai no exame.
João Ramos Franco
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O SORRISO DA DRA. CREMILDE

por João Miguel Azevedo Santos
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Dra. Cremilde em Óbidos, 1963


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O meu contacto com a Drª Cremilde limitou-se à disciplina de francês no 2º ano (1962/3), mas inclui uma história que, pela sua singularidade, decidi partilhar.


Sendo um crónico desastre a “Letras”, os meus Pais aproveitaram a febre pelo jogo do Monopólio para mo proporem como prémio, caso tivesse “…um bom a Francês”.Esfarrapei-me todo na preparação do último teste do primeiro período (por esta ocasião do ano) e quando da distribuição das provas corrigidas, e classificadas, lá estava: “b-“ (bom pequeno menos!)!Foi um delírio! O pessoal caiu-me em cima (um moche, dir-se-ia hoje)! Foi um festejo superior a qualquer marcação de um golo (também não marquei muitos…)! Mas, no meio daquela sublevação que eu provocara, olhei para a Drª Cremilde. E lá estava ela! De pé, junto ao quadro, de braços cruzados, com um imenso sorriso muito complacente e (suspeito agora) cúmplice.








por J M Azevedo Santos



(ao centro na foto)

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COMENTÁRIOS


E quem são as meninas?
Isabel VP


Júlia R disse:
João, porque não respondes tu? Não sabes quem são? Então pões uma foto no Blog sem saberes de quem é e sem a devida autorização?????
Eu julgo que as" pequenas" não se devem importar.....até porque eram bonitinhas!!!! E simpáticas, para se deixarem fotografar com alguém que não conheciam, apenas viram naquele dia. Seria o sorriso da Drª Cremilde que as teria cativado? Provavelmente sim.
A que está à direita da Dr.ª Cremilde é a Filipa Ribeiro que aparece em grande quantidade de fotografias no Álbum de Recordações, mas aqui com uns anitos a menos.....À esq. é a Isabel Ribeiro que andou no Colégio até ao 2º ano e transitou depois para o Liceu, onde foi "baptizada"por Becas.
Isabel V P, estás esclarecida?
Beijinhos. Júlia


Isabel X disse:
Ah! São as manas da Júlia. Tão novinhas, só mesmo a mana mais velha para as poder identificar! Não conheci a Dra. Cremilde, mas deve ter sido uma professora meiga, tendo em conta a fotografia e o testemunho do João Miguel.
-Isabel Xavier -


Laura Morgado disse:
Que engraçado, o que se aprende neste blog. Fiquei aqui a saber que a Júlia tinha duas manas, pois eu achava que ela só tinha uma, a Filipa. Desculpa Júlia, nunca dei conta da tua maninha mais nova.
O João Miguel descreve bem o perfil da Dr.ª Cremilde, para ele os meus parabéns. Laura


Ana Luísa disse:
É muito curioso e enternecedor este episódio, seria engraçado (seria possível?) saber se a Dra Cremilde se lembra dele.
Sempre ouvi falar do João Miguel (e da sua irmã Olga) como um dos melhores alunos do colégio, não sabia que não era assim nas “línguas”.
Muito giro! ALuisa

Isabel X disse:
Então e o mano Jorge não conta? Também era muito bom aluno! Pelos vistos ninguém sabe nada dos manos mais novos...
-Isabel Xavier -

D. JUAN ... MANUEL NUNES

Dr. João Manuel Nunes ...................................................por Júlia Ribeiro


Quando conversei com a Dra. Alda Lopes, soube que esta era prima do Dr. Nunes. Assim, consegui saber algo em relação a um professor que, embora tivesse estado muito pouco tempo no ERO, muitos recordarão, porque era natural das Caldas e porque foi um professor que julgo ter qualquer coisa de especial....... como se verá mais adiante......!!!

O Dr. Nunes era licenciado em Farmácia e tinha acabado de chegar de Angola, onde esteve a cumprir o serviço militar. Leccionou Ciências Naturais no início do ano lectivo de 1963, tendo permanecido no colégio apenas alguns meses, porque, entretanto, foi para o Laboratório Luso-Fármaco, em Lisboa.

Não há muito para dizer. Infelizmente, faleceu em 2006, e limito-me a transcrever o que a sua prima me disse: que ele gostou muito do contacto com os alunos.

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A Dra. Alda lembra as muitas vezes que entrava no café Lusitano e lá estava o Dr. Nunes a corrigir pontos e rodeado de meninas por todo o lado!!! Ela emitiu uma frase muito espontânea: “era um inspirador de paixões”…

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Como tínhamos a poetisa da turma que, já sabem, era a Manela Carvalheiro, guardámos uns versos, a ele dedicados, que acho transmitirem um pouco do que foi o Dr. Nunes.


Em Ciências, este ano
Há um professor sem par
E nem sei se houve engano
Em ele vir cá parar.

Anda sempre a querer dizer
Qualquer coisa que não diz
E para se entreter
Anda sempre com o giz.

Do cabelo, é um crime
Que a gente diga mal,
Pois só em Brilcream
Ele gasta sem igual.

O seu olhar, que colosso
Até nos faz sentir mal,
Com o seu anel d’osso
Que coisa fenomenal.

Para a São a coisa é rara
Nas aulas da criatura
Ao ver de perto a cara
Atingiu tal ventura.

A Lucilia bem quer ver
Se ele lhe liga alguma
Finge então não entender
Mesmo coisinha nenhuma.


Armanda, Alda Lopes, J M Nunes, Cremilde



(Após sair do ERO e ser substituído pela Drª Cristina)

Alma minha gentil que partiste
Tão cedo deste colégio, infelizmente,
Repousa no laboratório bem contente
Enquanto a gente fica nas Caldas sempre triste.

E se lá nesse lugar onde subiste
Memória das tuas alunas se consente
Lembra-te deste amor ardente
Que em todas nós tão puro viste.

E se acaso possa merecer-te
Alguma coisa, a dor que nos fica
Da tua partida de repente

Roga a quem esse emprego te arranjou
Que bem depressa nos deixe ver-te,
Tão depressa como de nós te levou.



Texto: Júlia Ribeiro(2008). A foto também é da sua colecção.
Versos: Manuela Carvalheiro (1963)
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COMENTÁRIOS
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Manuela Carvalheiro disse:
Como o tempo passa. Ao que parece ficámos todas embeiçadas pelo Dr Nunes e a sua brilhantina à Travolta ou mais exactamente pré-Travolta. Fico espantada! Quantos versos meus a Júlia ainda terá para tirar da cartola? Acreditem que, talvez por ser pouco saudosista (ou será Alzeimher?), não me recordo da figura nem dos versos. Sinto-me uma poetisa de meia tigela claro.
Já estou a pensar em editar um livro de poesia light mas com estilo. Que tal chamar-lhe "Poetry in the sixties. By Manuela Carvalheiro one of the Ex ERO". Foram bons tempos. A alegria e o convívio eram o nosso entretenimento. Tempos saudáveis, sem crises e com muita amizade.
Manuela Carvalheiro
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A J Figueiredo Lopes disse:
Acabo de ler o “Blog” e descobri duas coisas, uma das quais me deixou bastante triste. Descobri que o João Nunes tinha sido professor no Colégio e descobri que morreu. Com efeito reparo agora que já não o via há muito tempo, nem tinha qualquer contacto, mas nunca pensei que tivesse morrido. Julgo que sabem que ele foi aluno do Colégio Caldense/Ramalho Ortigão, e embora mais novo (e portanto de outro ano) fomos colegas de colégio, tendo sempre mantido ao longo dos anos algum contacto.Um abraço A. J. F. Lopes
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Isabel disse:
A história já eu conhecia, mas não a fotografia nem os versos. Lembro-me muito bem dele, filho do Sr. Nunes da Farmácia Branco Lisboa.Não tenho ideia nenhuma da Mª Armanda ter aquele aspecto; em compensação, reconheci logo a Dra. Cremilde — era mesmo qssim que me lembrava dela. E, já agora, parabéns à prosadora (que de nada fez uma história) e à nossa poetisa de serviço. Isabel VP
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JJ disse:
Já aqui escrevi que o êxito desta série deve mais à Júlia e ao seu contagiante entusiasmo do que a qualquer outro factor.
Concordo com a Isabel que a autora tem vindo, com cada vez mais facilidade, a conseguir cativar-nos com a forma como partilha as suas memórias connosco.
Desta vez percebi os versos todos sem qualquer dificuldade, evitando a indignação das amigas e colegas da poetisa...
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Laura disse:
Gostei muito de recordar o Dr. Nunes e as suas aulas. Foi um professor bom e jovem, que de certo não deixou nenhuma das suas alunas indiferentes.
A sua qualidade pedagógica e a motivação que incutiu no espírito dos seus alunos, foi excepcional. Estudei Biologia, com o maior empenho, para tentar chamar a atenção do professor e conseguir um pouco da sua admiração. Valeu a pena, pois aprendi mesmo a sério toda a matéria leccionada, apenas com o intuito de lhe agradar e impressionar.
Fiquei triste ao saber da sua morte precoce, pois foi uma grande perda.
Um muito obrigado à Júlia e ao João Jales, por nos proporcionarem recordações tão boas.
Laura

PROFESSORES E UM PASSEIO (Década de 50)

por Clara Frias
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Vou tentar recordar-me dos nomes dos professores e de episódios passados entre os anos 1955 e 1962, no ERO.

Alguns Professores:


Português- Drª Maria Armanda

Ciências Naturais- Drª Margarida (1º Ciclo)
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Francês e Inglês- Madame Albuquerque

História- Padre Luís Moita

Matemática- Dr.Azevedo

Geografia- Drª Maria Alda (?)

Fisico-Química- " O Serôdio" (não me lembro do nome)

Desenho-Eng. Cabral

Trabalhos Manuais- Prof.Mateus

Religião e Moral- Padre António Emílio

Lavores Femininos- D. Anita Nascimento

História- Dr. Sanches (2º Ciclo)

Fisico-Química- Dr. André (2º Ciclo)

Ciências Naturais- Drª Maria do Rosário

Naquele tempo,de uma maneira geral, os alunos eram bem comportados nas aulas, não havendo grandes episódios, que me lembre, com excepção das aulas de Fisico-Química, cujo professor era "O Serôdio". Nestas aulas, excepcionalmente, era "O Fim da Macacada"!As perguntas dos alunos eram as mais disparatadas, não tendo nada a ver com a matéria que se estava a dar, ao que ele respondia com palavrões, gritava, dava murros na secretária, expulsava alunos da aula ao pontapé, etc. Por vezes adormecia nas aulas e nós virávamos a sala de aula "de pernas para o ar"!



Piquenique a Salir do Porto, com o Grande Amigo e
Saudoso Padre António Emílio e a tão conhecida D.Dora



Saímos do Colégio,que na altura, era na Rua do Jardim (por cima do "Mário das Espingardas"), para apanhar o comboio até Salir.

A alegria foi constante, para esta turma do 2º Ano do Liceu.Chegados a Salir, fomos até à ponta da barra, pelos montes, cujo acesso era bastante difícil, sempre a cantar, aos saltos e com muita alegria.
Chegada a altura de decidir onde fazer o piquenique, cada um dava a sua opinião. Não se chegando a nenhuma conclusão, o Padre António Emílio disse que quem escolhia era ele!

E lá fomos para o cimo das dunas, onde dançámos, cantámos, ouvimos música e por fim "piquenicámos" o que, para nós, era o menos importante, pois o que queríamos era a brincadeira!

Depois dos "comes " o Padre António Emílio propôs que descessemos as dunas a rebolar e que haveria um prémio para quem conseguisse chegar lá abaixo. Todos o desafiámospara rebolar também e não é que ele aceitou o desafio, rebolando melhor do que qualquer um de nós! Claro que ganhou o prémio , que de imediato quis repartir por todos, o que nós não aceitámos, já que era um saco de bombons e rebuçados, o que foi mesmo a calhar, pois ele era guloso!

Agora, era a hora de regresso e lá fomos todos tristes para a Estação, apanhar o comboio para as Caldas.Tristes por o dia ter terminado, mas muito alegres pelo maravilhoso dia bem passado, apesar de cansados e cheio de areia.


Clara Frias

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COMENTÁRIOS

Isabel X disse:
É sempre mais feliz quem tem episódios felizes como este para recordar, que é o que acontece à Clara. Parabéns!
Este alegres convívios, apenas pelo convívio alegre, com menos objectivos, menos descritores, etc., talvez faltem agora às escolas. Também é muito positivo que o Padre António Emílio, a quem não conheci, surpreendesse desta maneira (rebolando) os alunos! Ah! é verdade! Salir era um lugar mágico para passeios deste género: junto à baía de S. Martinho do Porto...
- Isabel Xavier -


Luís disse:
Embora o tenha conhecido em miúdo,há uma vivência com o Sr. Padre Emílio que eu não tive, já que entrei para o E.R.O. no tempo do Padre Albino que não rebolava em lado nenhum,não encorajava e proibia todas as brincadeiras.Se até por pisar a relva se apanhavam dias de suspensão!!!
Parabéns e obrigado Clara por trazeres aqui memórias de um tempo anterior ao meu.
Luis
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João Jales disse:
As memórias da década de 50 têm aparecido, embora não com a frequência que todos gostaríamos.
A lista de professores, ao ser acrescentada a outras já publicadas, permitirá uma mais fiel reconstituição do corpo docente do ERO ao longo dos anos. Mas há aqui pistas para esclarecimentos de outros contemporâneos: o Dr. Sanches também foi professor de História? Quem era o neolítico professor Serôdio?
Obrigado Clara por mais esta colaboração que evoca um tempo no ERO, como realça o Luis, com um ambiente diferente dos "anos de chumbo" do Padre Albino. Ficamos à espera de mais! JJ
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Maria Helena Arroz disse:
Adorei recordar com a Clara os passeios às dunas.Lembrei-me de uma colónia de férias em Salir do Porto, em que as raparigas do ERO, passaram 15 dias de Verão numa grande barraca montada no sopé das dunas. Quando terminaram os 15 dias das raparigas, começaram os 15 dos rapazes.
Neste local verdadeiramente mágico passaram-se grandes aventuras. Seria muito giro ver alguma foto destas férias.Alguém tem uma?
Lena Arroz
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Júlia R disse:
Olá Clara!Esta tua descrição do passeio a Salir veio recordar-me mais um dos muitos bons momentos que passámos com o nosso querido Padre António Emílio. A 1ª vez que subi as dunas de Salir foi precisamente num passeio com o P. António em que fomos no comboio do "correio" cerca das 10h30m da manhã ,com a sacola e respectiva comidinha para o famoso piquenique.Subimos as dunas e recordo-me da sensação que tive ao descer e ao rebolar por elas abaixo. Posteriormente, todas as vezes que as subia, pensava: custa a subir mas é tão agradável descer que vale a pena....por um lado a sensação de rebolar,por outro a lembrança da 1ª vez que por elas rebolei ......
Obrigada e um beijinho. Júlia R
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João Ramos Franco disse:
Parece-me que na lista de professores existem dados que não estão correctos (ver BREVE HISTÓRIA DO EXTERNATO RAMALHO ORTIGÃO 1945-1973 1ª parte ):

Em 1955 ainda o Dr. Perpétua é Director.
Perpétua – Língua e História Pátria 1º ciclo, restantes ciclos Português
A Dr.ª Maria Armanda só começa a leccionar no 1º ano da Direcção Padre António Emílio
Quanto ao “Serôdio” era mesmo o seu apelido, mais precisamente Tenente Serôdio, (já era uma pessoa de idade e só foi professor durante um ano), ela esquece-se de contar que ele estava sempre de cigarro na boca e sujava-se todo de cinza do tabaco, o que contribuía também para as risadas durante a aula (estão a ver ele a falar e ao mesmo tempo a sacudir a cinza).
Quanto ao Dr. Sanches ter leccionado História está correcto, foi durante um ano, antes da entrada do Padre Luís Moita.
Gostei imenso do que a Clara Frias nos recorda, até porque partilhei algumas destes momentos, apesar de mais velho.
Continua as tuas memórias Clara, tivemos amigos comuns (Quim Zé Correia), deves-te recordar de histórias minhas e eu sei que os colegas não contam por receio de que eu fique melindrado. Está à vontade, o João Ramos Franco que conheceste amadureceu muito e tudo o que vivi no ERO pode ser contado no Blog.
Foi com prazer que li as tuas palavras.
O sempre amigo
João Ramos Franco
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Júlia disse:
Há pelo menos um erro nas datas dos profs - A Drª Maria Armanda foi realmente prof de Português mas de 1960 a 1963, entrou no 3º ano da direcção do Padre António, no ano que começou a funcionar o colégio no edificio novo e esteve 3 anos. Bjs. Júlia

FINAL DO 1º PERÍODO

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Penso que esta fotografia é do final do 1º Período de 1964 , já no 2º ano em que o Padre Albino é Director do ERO.

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Reconheço o Padre Albino, a D. Dora, a Dra. Cristina e o Dr. Azevedo. O jovem mais alto, de costas, deve ser o Santa-Bárbara que era da zona do Bombarral, sem relação com o professor do mesmo nome que esteve no Colégio entre 1961 e 1963.

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O mais notável, na minha opinião, é a recordação da paisagem frontal ao ERO que tanto se modificou nos anos seguintes.

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C O M E N T Á R I O S

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Ana Nascimento disse:
Joãozinho
Cá vai uma achega para legendar a foto que está giríssima .. por essa “estrada” de terra batida íamos até ao Coto nas nossas “aventuras” das Guias..
Por trás do Padre Albino está o Sr. Madeira que controlava as entradas e saídas no Colégio (avô do Zé Jorge Melo Correia)
De costas – o primeiro penso que é o Quim marido da Júlia , depois não sei se é o Anacleto se o Morais pequeno, a seguir (o mais alto) dizes tu que é o Santa Barbara (não consigo identificar), junto a ele ,de camisola branca, é o Carlos Arroja (que faleceu no acidente da Tap na Madeira, era um dos comissários de bordo) e a seguir o Luís Saudade e Silva.
O rapaz de mão na cintura deve ser o Júlio Marques dos Santos, ele tinha muitas vezes esta postura…
Beijinhos
Ana

Isabel disse:
Ao lado do Pe. Albino, meio escondido, não será o Sr. Madeira? E, no extremo à direita, quer-me parecer o Luís Saudade e Silva. Será?Isabel VP

Júlia e Mélita disseram:
Não restam dúvidas que aquele que está com o livro atrás das costas é mesmo o Quim da Júlia. Acabámos de fazer o teste...pedimos-lhe que pegasse num livro atrás das costas e ele pegou exactamente como está na foto. A seguir até confirmou que aquelas orelhinhas e cabecinha eram mesmo dele. Fartámo-nos de rir com a brincadeira...
O que está à direita do Quim, segundo o mesmo refere, é o João Francisco que era dos lados do Bombarral (Adão Lobo). O da camisola branca, identificado como sendo o Santa Bárbara, parece-nos ser o Rui Mouga.
Júlia e Melita