ALMOÇO / CONVÍVIO

ALMOÇO / CONVÍVIO

Os futuros almoços/encontros realizar-se-ão no primeiro Sábado do mês de Outubro . Esta decisão permitirá a todos conhecerem a data com o máximo de antecedência . .
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AS FOTOS DA INÊS (1969 / 2009 )
































































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C O M E N T Á R I O S :
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João Jales disse:
Cara Inês
Não sei se já se apercebeu bem das saudades que deixou nos alunos do ERO, não houve nos comentários exageros nem adulações.
Em pleno Summer of Love a sua forma de ser, estar e dar aulas em conjunto com o seu look, a sua idade e o contraste com os restantes professores fizeram de si " the right girl in the right place at the right time". Irrepetível, não programável, um acontecimento cósmico que desafia análises. Ou uma inevitabilidade histórica. Conforme as convicções de cada um.
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São Caixinha disse:
Foi um prazer ver as enternecedoras fotografias dos meninos, o resguardado jardim do colégio e o laboratório de Fisíca e Quimica (sim, ainda um prazer recordar a magia daquelas aulas, visto que o professor era o Dr. Serafim, de outro modo asseguro-vos que nunca poderia de algum modo associar a palavra "prazer" com lições de Quimica!!!)
E, finalmente, apreciaram como está surpreendentemente bem conservado o Sleepy?! Como se o tempo tivesse ficado parado à sua volta! Curiosamente... quase como a nossa professora!!! Por tudo isto e muito mais um beijinho de saudades para ela. Creio que vou ler tudo outra vez!!
"Goodnight, goodnight! Parting is such sweet sorrow, that I shall say goodnight till it be morrow." (Juliet)
São Caixinha
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Inês disse...
Bem posso matutar como vou sair desta overdose de mimo… ó gente, vamos com calma… estou no blogue dos alunos do ERO descoberto por milagre no dia 3 de Fevereiro, que me encantou pela beleza e vivacidade dos textos e me conquistou pelas fotos a preto e branco. Aluna não fui, mas aquela barra lateral esquerda tinha um convite irresistível… este era o blog com que eu nem nunca tinha sonhado, o blog do regresso a casa. My homepage!
E agora, agora não sei mais! sei que tenho o coração a doer de cheio de gratidão. E que desta vez não consigo responder como devia...
( só à Julinha, porque é uma resposta técnica: ‘farófia’ é o nome de utilizador com que entro no ‘wordpress’ – eu devia assinar Inês, mas às vezes até me esqueço)~
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Isabel Caixinha disse:
Que extraordinária descrição que a nossa querida Dra. Inês faz da viagem que a levou ao ERO e como se iniciou como professora...Que bom seria ler um livro inteirinho com estes componentes... santa catarina pirilim pepe, a loja das malas Tentação (ou seria a Pauisa?), o Central, as livrarias ...tchsss está lá tudo!
Que melhor forma de aprender inglês ...não só podemos usufruir da sua sabedoria assim como do seu tão especial humor e amizade.
Embora o Padre Albino não me inspire "positividade" alguma tenho que admitir que a ameaça dele teve consequências maravilhosas...
Um beijinho querido à Dra Inês e um obrigado por ter partilhado fotografias tão lindas!Isabel Caixinha
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João Ramos Franco disse...
Cara Dra. Inês
É normal em mim, quando não conheço as pessoas, guardar o meu comentário para o final. Esperar que os meus colegas da época referida comentem, para que possa tentar sentir e conhecer através deles, as palavras que irei escrever. Com certeza que as palavras de um aluno do ERO que foi colega do Jaime Serafim, só teriam sentido agora.
A gratidão que expressa nas suas palavras aos seus alunos, sinto-a como uma continuidade dos valores humanos que vós, como Professores, souberam transmitir e perpetuar e que eu sinto cada dia, deixando aqui o meu testemunho de agradecimento.
João Ramos Franco
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farofia disse...
(comentário-resposta ao comentário do João Ramos Franco)
João, agradeço as suas palavras tão generosas expressivas do apego aos valores humanos que nesta nossa geração todos recebemos e passamos como numa corrida de estafeta :)
Parece-me este mundo virtual em que nos movemos cada dia mais ágeis muito estimulante. Renovamo-nos, reciclamo-nos,fazemos amigos a partir de amigos - isto em linguagem matemática tem um termo próprio, ... bem, varreu-se-me o termo... - como quando iamos ao Café e com uma simples bica saboreávamos as conversas, da nossa mesa ou das outras...:)
pois aqui, à mesa do ERO, passe-se a correr ou fique-se um bocado, o tempo é bem passado!

AUTO RETRATO COM AGUARELA (Inês)










I ACTO - A ingénua dramática



All the world is a stage and all the men and women are merely players (W Shakespeare)

No teatro da vida há papéis que não se ensaiam, como há peças em que nem sabemos como fomos parar ao palco.

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Fiz-me professora num dia de Agosto de 1967. Na véspera um telefonema mandava-me comparecer no Externato Ramalho Ortigão de Caldas da Rainha, para fazer parte do júri de exames de admissão. Entre comboios, foi na estação do Rossio que comprei um Guia de Conversação Inglesa perfeitamente inútil e, enquanto a paisagem do Oeste corria pela janela, esforcei-me por recordar como era ser aluno de inglês a fazer uma prova oral, para poder imaginar como seria representar o papel ‘do lado de lá’ da secretária. Foi horrível! Inglês?! e Português e Francês e História!!! eu não sabia NADA de História! Mas ali estava no meio do palco a contracenar com o dr Serafim. O improviso correu-me bem, excepto… quando no silêncio grave e solene da cerimónia o meu estômago reclamou sonoro da fome (estupor! eu lá ia lembrar-me de comer num dia de estreia ). Grande actor, o dr. Serafim continuou imperturbável o seu papel, e a partir daí eu sabia que podia contar com a sua discrição.

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Por um acaso, logo, logo eu quis sair do elenco e foi então que o contra-regra, Pe Albino, ameaçou que me punha um processo em cima por incumprimento de contrato. Aí contei com muito mais, com o apoio do dr Serafim e da namoradinha, Esperança. “Vai ver que vai gostar do Colégio” sorriam eles. Acertaram! Não há ó gente, ó não, externato como o Ortigão!

II ACTO - A receita secreta

… aí pelo natal de 67, terminadas as reuniões de avaliação houve uma festinha e para meu espanto a ‘seriedade’ foi substituída pela alegria. Quando o elenco em coro entoou o hino de Santa Catarina, prlim, prlim pé pé, aqui a ‘ingénua dramática’ percebeu que havia alma naquela casa austera.

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As férias deram tréguas ao trabalho violento do 1º período: não era ‘pêra doce’ ter 7 variedades de serviço, 33 horas de aula por semana, substituir um dr Luís excelente professor… e continuar viva!

Como as filhoses o colégio tinha uma receita secreta: havia um cérebro, o Pe Albino, uma coluna vertebral, a Secretaria, dois braços e pernas executivos, o Serafim e o Lopes, um coração, Pe Renato & Pe Chico, os órgãos internos cada qual com sua função, ‘ los maestros’ e as células, os alunos. Eles, elas, as células, eram a razão de ser daquele corpo social, a escola. Uma escola como outra qualquer no Portugal de 60-70, mas com uma particularidade: era a nossa escola! Surpresa das surpresas, o EXTERNATO RAMALHO ORTIGÃO continua nosso, como se vê, vivo e fresquíssimo neste blog.

III ACTO - O Padre Renato

Por causa de uma figueira que vejo da minha janela, todos os anos me ocorre o pesadelo do Padre Renato: ‘quando às figueiras começam a nascer as folhas é sinal de que os exames estão perto!’ dizia nervoso. Era um sensível, um artista! Um barco só no areal da praia, virado ao mar, pronto a partir, é assim que o vejo na aguarela que me ofereceu.




E é com “arte” que termino, mas antes deixo-me passear pelas Caldas: a rua das montras, com as preciosidades da Tália , a loja da malas em frente, não recordo o nome – podia chamar-se Tentação. E as livrarias! céus, eu amava de paixão entrar na Parnaso, na Tertúlia. O tempo parava assim que, subidas as escadas de madeira, a porta abria e soava aquela campainha. Podia lá ficar horas a namorar os livros e num ‘compro-não-compro’ frente às reproduções de pintura. Na Praça, frequentava o Café Central das janelas imensas e baixo-relevo na parede e isso chegou a merecer uma discreta censura, meios «mal frequentados» diziam, «coisa de artistas e de reviralho».
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“O vagabundo das mão de ouro”, de Romeu Correia, que o CCC representava por essa altura, começava assim a cena I do primeiro acto “Mestre Albino! Mestre Albiiii…no!…” Inesquecíveis, os dois! Com um pequenino esforço até dá para os confundir, salvo o imenso respeito e admiração que sinto pelo Padre Albino. Ele entende.
(FIM)

INÊS

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COMENTÁRIOS

Manuela Gama Vieira disse:
Li com imenso gosto este “olhar” sobre o ERO da Dr.ª Inês, a minha saudosa Professora de Inglês e Alemão nos 6º e 7º anos.
Ainda bem que não se foi embora e que o simpático e solidário casal Serafim a apoiou, a perda seria nossa! Além do mais, a sua ida para o Colégio contribuiu para alguma mudança, que também se vai promovendo com a “presença” de pessoas diferentes, com uma "atitude" diferente, foi o caso.
Uma Professora competente, dedicada, jovem, gira, “pequenina” mas… “as mulheres não se medem aos palmos”! Uma Mulher inteligente, como de resto se infere das intervenções que tem feito aqui no blog, e das “escolhas” que faz ao acaso, como diz, mas não por acaso, digo eu, nos posts do seu blog “para dar as Boas Vindas a quem chega do Externato Ramalho Ortigão:)”. Que simpatia, Dr.ª Inês.
Uma agradável presença, a sua, no ERO! O seu “look” tinha a ver com a minha geração! O seu penteado à Rita Pavone, a saia travada, acima do joelho, o traço de eyeliner na pálpebra superior dos seus bonitos olhos, a sua jovialidade, absolutamente inolvidável!
E como poderia eu ficar indiferente à referência que faz ao P.e Renato (outro Professor que não esqueço) e à sua sensibilidade, própria de um espírito genial como era o dele!
A Drª Inês consta da lista de Professores de quem guardo gratas recordações...de outros, guardo lembranças.
Manuela Gama Vieira

A Manuela falou da Rita Pavone? Aqui têm o inesquecível CUORE.
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J J disse...
A entrada da Drª Inês no ERO em 1967 (dois meses depois da edição de "Sgt Pepper's...") representou, como já aqui foi referido, a chegada do espírito dos anos 60 ao Colégio. Tal como a entrada do novo director, em 1963, tinha representado a chegada da era vitoriana.
Saiu em 1971 mas não a perdemos, a Drª Inês transformou-se na "farofia" que comenta, com sensibilidade e entusiasmo, no nosso Blog e com quem eu troco umas humoradas e joviais mensagens àquelas horas em que as pessoas com juízo normalmente estão a dormir.
Obrigado Inês por esta partilha de reclamações estomacais, da estrutura biológica do Colégio e do barco do Padre Renato. Vá aparecendo, contamos consigo para animar este espaço de convívio!
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Isabel X disse...
Foi com a Dra. Inês que me iniciei na aprendizagem da língua inglesa. Formavam, para mim, um óptimo conjunto: professora e disciplina. Gostava muito de ambas. É extremamente gratificante voltar a encontrá-la aqui, Dra. Inês, transformada em "Farófia", sempre doce, e usufruir do seu convívio agora na forma de comentários subtis e inteligentes.
A imagem que nos dá da sua chegada ao colégio, com recurso a várias artes, encanta-me pela rara sensibilidade que dela emana. É sempre útil confrontarmo-nos com o "outro lado", neste caso, o lado da professora que chega e acaba por ficar no colégio, vinda do Algarve. Tão longe, naquele tempo! Afinal, todos temos tanto que contar e que aprender ainda!
Beijinhos.
- Isabel Xavier -
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Luisa disse:
Começo pela aguarela do Padre Renato que me despertou recordações de grande ternura. Agradeço ter partilhado esta imagem connosco.
A Drª. Inês foi efectivamente uma lufada de ar fresco no E.R.O. naqueles tempos,guardo uma memória dela de alegria,simpatia e dedicação aos alunos.Gostei muito de saber os pormenores da sua chegada ao Colégio,gostaria de saber o que é feito de si,já que o seu blogue não diz!!! Beijinhos,Luisa
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vasco disse...
depois disto digam-me que haverá mais para dizer? belo, bellissimo!
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Deolinda Pereira de Barros disse...
Leio sempre tudo o que vem no nosso Blog e é como se, a partir de então, pudesse assistir às etapas que queimei quando, por opção minha, deixei o ERO.
Obrigada a todos os que dinamizam e se mostram no Blog. Estes rápidos flashes de histórias de vida permitem-me ser melhor pessoa e transmitir mensagens úteis a todos aqueles jovens e adultos com quem trabalho.
Deolinda Pereira de Barros
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Luis disse...
O Inglês ensinado pela primeira vez pela Drª Inês(não me esqueci dessa!)permitiu-nos naquela altura começar a compreender um mundo onde essa língua começava a ser universal.E claro que a professora ajudou,com a sua simpatia,figura e boa vontade a que aprendessemos mais e melhor!
Gostei de ler uma descrição do E.R.O. vista de um lado diferente,já com o Dr. Serafim tinha havido um pouco disso.Espero que a escritora não se fique por aqui e atenda o pedido do JJ para continuar a animar o nosso blogue.L
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Julinha disse.
E assim vou conhecendo a Inês....não fui sua aluna mas até já tenho pena! Que maneira engraçada de descrever a sua entrada e permanência no colégio! A receita secreta... com cabeça,tronco e membros está uma delicia, aliás como todo o texto. Aquele quadro do P. Renato é lindo! Gosto sempre muito das suas intervenções no blog, admiro-a.
Há algo que me intriga....ainda não percebi porque a chamam "Farófia", deve ser pela razão de a não ter conhecido.
Júlia R
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Ana Carvalho disse:
Não consigo dizer mais nada do que aquilo que já foi escrito aqui, uma delicia ...realmente uma maravilha.
Obrigada Drª Inês, estamos à sua espera em Novembro para conversar pessoalmente, acredito que vai ser uma reunião muito agradável, a Drª Inês , o Dr. Serafim, o João...enfim muita conversa e muita recordação...nem sei se um dia chega.
Bjs PP
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Anabela Miguel disse:
Quem não gostaria de ter tido, naquela época, uma professora tão jovem e moderna como a Dra. Inês? Era mesmo um privilégio!!!Espalhava frescura e jovialidade naqueles corredores não muito agradáveis do ERO,onde se sentia uma certa austeridade...
Recordo-a, com se fosse hoje, encostada à sua secretária com a sua barriguinha de grávida, graciosa nos seus mini vestidos.
Mais uma vez um beijinho de amizade para si.
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Fáfá G V disse:
Das muitas palavras que foram escritas, e que eu li, revejo-me no carinho que sinto por si, querida Drª Inês, consigo aprendi muitas coisas e ainda recordo muitas das suas aulas!
Consigo e com o Sr. Padre Renato a vida teve e tem, mais encanto, como a bela aguarela tão bem ilustra.
Até breve
M. Fátima Mendes Gama Vieira
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São Caixinha disse:
Li e reli os 3 magnificos actos da peça que a nossa querida Dra. Inês nos conta, onde, à sua frente, tivemos o previlégio de actuar no nosso papel de alunos!! E que inesquecivel actuação a sua!!
Eu diria uma inevitabilidade histórica João, mas o acontecimento cósmico a desafiar analises também faz algum sentido para mim...
Conta-nos com muito humor a sua chegada ao ERO, fala de pequenas preciosidades como a loja das malas, das livrarias onde todos adorávamos perder-nos e partilha connosco a aguarela do Sr. Padre Renato, que adorei ver.
Curiosamente numa passagem pelo blogue dos Antigos Alunos da Escola deparei-me há uns tempos com outro desenho seu. Para os interessados dentro do tema Documentos - Mais um quadro do Padre Renato - acompanhado da estória que lhe pertence.
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Inês disse...
Bem posso matutar como vou sair desta overdose de mimo… ó gente, vamos com calma… estou no blogue dos alunos do ERO, descoberto por milagre no dia 3 de Fevereiro, que me encantou pela beleza e vivacidade dos textos e me conquistou pelas fotos a preto e branco. Aluna não fui, mas aquela barra lateral esquerda tinha um convite irresistível… este era o blog com que eu nem nunca tinha sonhado, o blog do regresso a casa. "My homepage"!
E agora, agora não sei mais! sei que tenho o coração a doer de cheio de gratidão. E que desta vez não consigo responder como devia...
( só à Julinha, porque é uma resposta técnica: ‘farófia’ é o nome de utilizador com que entro no ‘wordpress’ – eu devia assinar Inês, mas às vezes até me esqueço )
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Isabel disse...
Olá Drª Inês. Foi minha professora de literatura inglesa e alemão. Foi realmenta uma lufada de ar fresco, como alguém disse, que entrou no nosso colégio. As idades aproximavam-se e, por isso, lembro-me das conversas e desabafos que tinhamos na nossa turma do 6º e 7º ano (apenas 7 alunos).Que saudades!Um grande beijinho. Isabel Corredoura.

VAMOS LEGENDAR AS FOTOS?

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De trás para a frente e da esquerda para a direita:
1ª:
– D. Regina, ?, Manela VP, Manela Carvalheiro, Melita, Júlia, Lucília, Esperança Carvalheiro.
– Lena VP, Laura, Lourdes Serrazina, Fátima Rosado, Isabel VP, Fernanda Casimiro
– Bia, Mercês, Anabela (da Foz), “Barata Loira”(Maria do Carmo), Olga “das tranças”, Graça Fêo e Torres, Nani Barosa, Madalena Pimenta de Castro, Ramira, Guida Cássio, Nami Caldeira e Clara Teodósio.
2ª:
De pé: Isabel VP, Fátima Rosado, Manela Carvalheiro, Elvira .... , Isabel Corredoura, Guida Cássio, Mercês, Lena VP .
Sentadas: Madalena Pimenta de Castro, Manela VP, Graça Fêo e Torres, Conchita Pimenta de Castro, ?, Nani Barosa (quando usava tranças), Olga, Olga das Tranças e Lucha Fêo e Torres .
3ª:
De pé: Lena VP, Pe. Xico, Laura, Manela Carvalheiro, Tamé, Lucília, ? .
Sentadas: Melita, Bia, Fátima Rosado, Lourdes Serrazina.
4ª: As mesmas pessoas da anterior.
5ª: Nem é preciso legendar! (Laura, Manela, Júlia)
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Esta primeira contribuição é da Isabel V P . Há agora uns pontos de interrogação para substituir.
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Mais alguns nomes foram fornecidos pela Manela VP, já há poucas interrogações.
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Desta vez foi a Ana Nascimento (quem se lembra dela?) que preencheu mais algumas lacunas...

O ERO NA DÉCADA DE SESSENTA (Manuela Carvalheiro)

É espantoso como o meu cunhado, Jaime Serafim recorda tudo em detalhe. Os professores ano a ano, os episódios cómicos e Leiria e os seus exames.

Para mim e para outros que iniciamos o colégio alguns anos mais tarde, na Rua do Jardim e depois nas novas instalações na Encosta do Sol, que fomos inaugurar, só alguns desses professores foram também nossos professores. Lembro-me da D. Dora, D. Anita, D. Rosa, Mme Irene Albuquerque, Dr. Azevedo, Dr. Jaime Umblino, Dr.ª Maria do Rosário Leal, Dr. Valente Sanches. Outros vieram, como a Dra Alda Mouga, Dr Caldas Lopes, Drª Cremilde, o então Padre Luís Moita, o Padre Renato, o Padre Xico e o Jaime Serafim nosso professor no 7º ano, entre outros.



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Os 7 anos vividos no ERO, foram anos de transição, tal como a época que se vivia a década de 60. Passámos dum Colégio laico tipo Cooperativa, para um Colégio do Patriarcado de Lisboa, que embora igualmente laico, tinha obrigatoriamente como Director um padre, iniciando essa dinastia o Padre António Emílio substituído, no Verão de 1963, pelo já muito comentado Padre Albino, destacado sabe-se lá porquê da Casa Pia.


Começaram também as excursões de finalistas. Era uma alegria. A preparação o entusiasmo, mas também a realidade chata das longas explicações históricas em cada monumento. Lembro-me muito bem da ida a Madrid, com alguns professores, entre eles a minha irmã Esperança, sob o comando do nosso Director o Padre Albino.

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Mas, também a transição se manifestou na relação professor/aluno. Refiro-me especialmente à Drª Alda e aos Padres Luís Moita (ex) e Padre Xico. Pela primeira vez a relação era diferente. Mais intima, com a Drª Alda, mais aberta e moderna na linguagem e no pensamento com o Luís Moita, mais amiga e fraterna com o Padre Xico.


Outra mudança importante foi o local dos exames. Acabou a ida a Leiria, onde fomos mais ou menos felizes (eu fui feliz) e começou Leiria a vir a Caldas da Rainha. Sim, nós deixámos de nos deslocar e deslocavam-se os Professores de Leiria ao Colégio, para nos fazer os exames. Era mais cómodo, mas as regras continuavam diferentes das regras existentes nos Liceus. Não podíamos dispensar aos exames escritos, só às orais de acordo com as notas e tínhamos de continuar a ser examinados por Professores estranhos ao nosso quotidiano. Acabou-se a Pensão Central, vigorava a casa paterna.

Com certeza de muita coisa me esqueci. A minha memória é menos factual e picaresca que a do meu cunhado. Penso que a lista dos nossos professores, já publicada pela minha contemporânea Júlia, complementa de certa forma este meu depoimento.

Espero que a Laura, colega minha e da Júlia durante 7 anos no ERO, onde fomos todas muito felizes, esteja atenta e complete alguns aspectos deste período que terminou em 1965, marcando para sempre a nossa juventude






Manuela Carvalheiro


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C O M E N T Á R I O S
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Julinha disse:
Este bichinho do blog tem-me acompanhado por terras um pouco distantes. Num dia de chuva, mas com a mente repleta de paisagens lindas, chego a casa da minha amiga São e deparo-me com um texto da Manela a pedir a minha ajuda...aí a minha mente vai até à década de 60 e os exames na "casa paterna" trazem-me à memória terríveis professores que vinham de Leiria até às Caldas. Nomeio os mais marcantes: o de Ciências, Dr. Sílvio (se bem me lembro chamávamos-lhe "o bexigoso") e a de Filosofia, uma das manas Carvalhão. Que horror! Lembro-me como se fosse hoje da minha prova prática de Ciências...pecopteris....neuropteris…não é que o senhor faz uma das suas e, se não fosse a minha memória visual da imagem do dito fóssil no livro, teria tido uma valente negativa? Tais foram as minhas dúvidas que não mais esqueci tais nomes, aliás os únicos que retenho!
Mas pergunto à Manela se, ao falar no Dr. Caldas Lopes, não quereria dizer Dr. Figueiredo Lopes? É que não me lembro do primeiro ser professor do Colégio.
Foram 7 anos óptimos, fomos companheiras de liceu sempre, até na baliza do campo de futebol da mata....reencontrámo-nos no blog...que maravilha !!!
Então, daqui da Holanda, mais precisamente de Haia, vai um grande beijinho para todos os colegas, muito especialmente para a Laura e Manela.
Júlia R

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Laurinha disse:
Olá Manuela
Que mais poderei dizer depois da tua narrativa tão completa?
Já que estamos numa de recordações, vou lembrar que nessa época de mudança, começaram também os Bailes de Finalistas no ERO. O nosso foi na FNAT (agora INATEL) na Foz do Arelho, alguém se lembra?
Foram grandes os preparativos e preciosa a ajuda das mães de alguns de nós para que a noite do baile corresse muito bem. Este tinha por fim, além do divertimento, angariar algum dinheiro para ajudar as despesas da nossa viagem a Espanha.
O baile foi correndo o melhor que se possa imaginar mas, no pico do entusiasmo, e antes das 3 da manhã (se a memória não me falha), o Padre Albino subiu ao palco onde o conjunto estava a tocar e disse: “acabou o baile”. Foi como se desabasse o mundo sobre nós. Alguém tentou reclamar, mas o Sr. Director respondeu de imediato: “uma festa deve acabar no seu auge, pois assim será sempre recordada com saudade”. Ninguém conseguiu demover o Padre Albino, e fomos todos para casa muito tristes.
Enfim…épocas!!!!!
Realizou-se uma outra festa, no Ginásio do Colégio, organizada pela nossa turma de Finalistas com a ajuda dos professores, que teve também por fim arranjar um dinheirito para ajudar a fazer face às despesas da viagem a Madrid. Já vimos aqui no blog um convite dessa festa, guardado pelo Rodrigues Lobo. Faço-lhe aqui um desafio para, com um pequeno exercício de memória, nos contar como tudo aconteceu.
Juntando os lucros das festas à generosidade dos pais lá fomos na Viagem de Finalistas de que falas e que recordo com saudade, mas ainda vou sentindo as dores no pescoço de tanto olhar para os tectos dos monumentos…. Durante as explicações históricas valia-me o Padre Xico, que se punha à minha frente para eu poder comer um bocadinho de chocolate, sem que o Director visse.
A nossa juventude foi já um pouco marcada pelo clima de mudança da década de 60, mas nós fomos felizes pela nossa convivência e amizade durante os 7 anos passados no ERO. E esta memória inclui a tua irmã Esperança que, apesar de ser um pouco mais velha, foi sempre nossa cúmplice.
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João Ramos Franco disse...
De 1960 a 1962 (época em que ainda estou no ERO) existem, quase que com certeza, fotografias com rapazes e raparigas juntos. A sua publicação agora, penso que seria oportuna e actuaria como geradora para melhor reconstruir essa época.Principalmente aquela em o Padre António Emílio foi director.
João Ramos Franco
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maria teresa disse...
Ora viva, Manela Carvalheiro!!!Não fora este blog e eu nunca mais falaria contigo...À data desta fotografias, eu já não estava no Colégio, já tinha vindo para Lisboa, mas ainda reconheço muitas das "meninas" dos grupos. Entre elas, encontro, por exemplo, as minhas irmãs mais novas.
Vê se descobres (ou tu ou outras pessoas) fotografias mais antigas. Curiosamente, vejo aqui fotografias do tempo do meu irmão ou então posteriores. Do meu tempo, nada. É, aliás, o que pede o João Ramos Franco.
Um grande abraço para ti, Manela, e talvez até ao dia 14.
Teresa V.P.
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O PROFESSOR

por João Jales
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Li com grande prazer as memórias do Dr. Jaime Serafim, relatando a sua passagem pelo Colégio na década de 50. Ele foi um dos melhores professores que tive no Externato Ramalho Ortigão depois do seu regresso, desta vez como professor, em 1964 e que coincidiu com a minha entrada no 1º Ano. Lembro-me do seu brio profissional (nunca o vi dar uma aula sem estar seguro da matéria), capacidade para transmitir os seus conhecimentos (vi-o explicar a mesma coisa de duas e três formas diferentes) e gosto por dar aulas (ao contrário de outros professores, ele apreciava o protagonismo do estrado). Um professor empenhado.
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Conheci um episódio que mostra o que afirmo e de que, passados tantos anos, poucos se lembrarão. Estou por isso certo que nenhum dos intervenientes levará a mal a sua divulgação.
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Um dos últimos sétimos anos do ERO teve como alunos o Manuel e a Teresa. Ambos bons alunos, com passagens pelo quadro de honra do Colégio, durante grande parte dos sete anos que o frequentaram. O Manuel, provavelmente pelas solicitações da idade e um espírito inquieto, começou mal esse ano, mais interessado nas matérias da boa vida que nas matérias de estudo… A Teresa esteve doente, não sei exactamente com quê, mas isso prejudicou-lhe o rendimento, principalmente nas cadeiras de Físico-Químicas e Matemática, em que a compreensão das matérias anteriores era fundamental para a evolução dos conhecimentos.
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Os dois jovens tinham sido namorados no ano anterior, zangando-se no Verão por um daqueles motivos idiotas típicos da idade, sendo a simultaneidade dos maus resultados uma coincidência, já que não mantinham qualquer contacto (contam os colegas que nem se falavam!).
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Nas disciplinas de Ciências Naturais, OPAN, Filosofia e Geometria Descritiva foi possível a ambos recuperar com mais ou menos dificuldade, estudando um pouco mais no segundo período, embora obtendo notas mais baixas do que o habitual.
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O professor de Físico-Química e Matemática era o mesmo (Dr. Serafim) e teve com ambos uma longa conversa. Conhecendo-os bem, decidiu dar-lhes uma nota que lhes permitia ir a exame à primeira cadeira, baseado em que acreditava que com um pequeno esforço no terceiro período ficariam aptos; mas não a Matemática, em que ele achava não ser possível nenhum deles recuperar um atraso tão grande, já que tinham problemas para resolver noutras cadeiras. Tinham que anular a matrícula e pensar fazê-la na 2ª época, em Setembro.
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Não sei bem o que aconteceu nessa Páscoa entre o Manuel e a Teresa mas o frio silêncio dos meses anteriores transformou-se, de novo, num apaixonado romance. Só eles saberão o turbilhão de palavras, sentimentos, recriminações, recordações e alegrias que foram essas férias. Todos (famílias, professores, colegas) se convenceram que esta relação iria arruinar definitivamente o ano escolar de ambos. E era natural que assim acontecesse, imaginem o impacto deste reencontro, após meses de afastamento e fingida (e sofrida) indiferença, tendo os intervenientes dezassete anos.
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Mas, inesperadamente, talvez reencontrando um equilíbrio emocional que lhes faltava, o terceiro período correu-lhes bem e, embora não fazendo Matemática, ambos passaram às outras cinco disciplinas com boas notas, dispensando da quase totalidade das orais.
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As famílias, apesar de tudo aliviadas, foram falar com o Dr. Serafim no sentido de garantir orientação no estudo de Matemática durante o Verão. Ele aceitou, mas não admitiu que esse trabalho fosse pago, e foi marcado um mapa com uma ou duas explicações semanais, ninguém recorda bem esse pormenor.
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Mas o Manuel era um espírito inquieto,
como já disse, e o Verão trazia muitas tentações às Caldas e à Foz…
Ninguém sabe bem como, nem ele próprio, o Manuel encontrou-se nos braços de uma jovem e cosmopolita veraneante lisboeta, abandonando a Teresa, pela segunda vez num ano. Ela, apesar de naturalmente triste e abalada, continuou a ir às explicações mas ele, algo arrependido e envergonhado, não a querendo enfrentar, nunca mais lá foi… Passadas duas ou três semanas, o Dr. Serafim, estranhando a ausência do Manuel, e sabendo certamente alguma coisa pela Teresa, procurou-o e falou com ele, dizendo-lhe que, mesmo não indo às explicações, tinha que seguir o plano pré-estabelecido de estudos ou seria obrigado a dizer aos pais o que se passava. E lá teve o Manuel que ir a casa do bom do professor uma dúzia de vezes, à noite, depois de jantar, mostrar os exercícios e problemas que ia fazendo, conferir a correcção e receber novas orientações de trabalho. A Teresa continuou, sozinha, o plano inicial das explicações diurnas.
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Em relação a todo este caso o Dr. Serafim actuou bem para lá da sua obrigação, adaptando a sua capacidade pedagógica a circunstâncias que outros teriam ignorado. Ao longo do ano, incluindo as férias de Verão, teve razão em todas as análises, intuição para a melhor solução e capacidade e empenhamento para “obrigar” os alunos a adoptá-la.
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Eu fui seu aluno sete anos e tive sempre boas notas nos exames das suas disciplinas (2º, 5º e 7º Ano). Mas não é por isso, e sim pelas qualidades de professor que lhe reconheço, e atrás afirmei, que decidi aqui recordar um episódio que as ilustra.
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Ah, é verdade, esqueci-me da Teresa e do Manuel: reencontraram-se apenas em Leiria no exame de Matemática, em Setembro, obtendo ambos a mesma nota (catorze) e dispensando da oral. Rara e fugazmente se voltaram a ver ou falar durante os últimos quarenta anos.
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João Jales
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A ilustração é um postal da colecção do Miguel Chaby,
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COMENTÁRIOS
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João Ramos Franco disse...
A imagem que retratas do Dr. Jaime Serafim é-me grata em todas as vertentes que possas colocá-la,o meu colega, o homem e o teu Professor...
João Ramos Franco
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Luis disse...
A imagem que eu tenho do Dr. Serafim corresponde ao que é aqui descrito.Sem datas é difícil saber mais sobre esta história,só provavelmente os colegas de turma poderão identificar o casal de namorados.Os namoros desta altura eram feitos de encontros,desencontros e reencontros.
Todos conhecemos romances destes mas não os sabemos contar assim:a deixar este sabor amargo e doce quando a história acaba de ser contada.....Luis
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Julinha disse:
O João relata-nos mais uma situação referente ao Dr. Serafim, e muito bem como já é seu hábito. Obrigada, gostei de ler!
Dia após dia,vamos tendo conhecimento de episódios que o retratam de tal maneira que cheguei à conclusão que não conhecia o Dr. Serafim ... Há pessoas formidáveis e ele é uma delas.
Custou a chegar ao blog mas, com toda a sua força, estímulo, vontade e memória permitiu-me conheçê-lo melhor e contactar mais de perto com uma pessoa tão especial como o senhor.
Muito Obrigada,Dr.Serafim por me ter proporcionado momentos inesquecíveis.
Um grande beijinho. Júlia R
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Anabela disse:
Eu aposto que conheço os personagens da história mas já que o autor prefere usar nomes fictícios não sou eu quem vai revelá-los...
Nem é preciso dizer que o romance é bem contado - parabéns ao JJ!!! - e que o Dr. Serafim era um grande professor, que fazia sempre o melhor pelos seus alunos, embora eu nessa altura já não o tivesse como professor.
Toda esta série sobre os professores foi uma boa ideia e foi muito participada por muita gente. Qual é a próxima???
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Laura Morgado disse:
João
Como já vai sendo hábito é um encanto ler os teus textos, tens a arte de cativar o leitor.
O teu professor de Físico-Química e Matemática (Dr. Serafim) foi também meu professor, mas apenas de Físico-Química, e uns anos antes.A maneira como o retratas reporta-me às minhas aulas, ele era um professor que não deve ter deixado indiferente nenhum dos seus alunos, um Pedagogo que marcou e deixou saudades.
A história de amor entre a Teresa e o Manuel acabou como era costume naquela época.Só faltou saber se o amor de Verão do Manuel ficou “enterrado “na areia da praia ou se teve um final feliz... Oh João, será que nos podes esclarecer?
Já me esquecia, como é nostálgico o postal da Foz do Arelho daquele tempo!
Laurinha
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jorge disse...
tenho que começar pelo postal da foz que é muito bonito e me deixou a olhar para ele montes de tempo antes de começar a ler...a história mostra um professor interessado nos seus alunos,que eu conheci também assim,mas mostra outra coisa que ninguem ainda comentou:a vida que a proximidade das praias e os veraneantes que elas atraíam traziam à nossa cidade.não havia namoro caldense que aguentasse a concorrência!são estes pormenores dos contos do jj que têm sempre o condão de nos fazer regressar à época.jorge
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António disse:
Caríssimos bloguistas
Com a leitura do belíssimo texto literário e histórico do João Jales o copo de água das emoções transbordou. Porque, tal como acontece com outros blogs, não se prevê a passagem destes maravilhosos textos a papel, apesar das novas tecnologias, ainda hoje o melhor e maior meio para a divulgação do que foi o ERO e, também a melhor forma de perpetuar os famosos escritos dos antigos alunos do nosso colégio? Apesar de saber da dificuldade de passar ao prelo todos os textos, penso que deverá haver um bloguista, pelo menos um, ligado à problemática da edição livreira.
Já agora, o texto de JJ a descrever a elevada qualidade humana do nosso professor Serafim é mais um grande pilar literário da grande construção que estamos a fazer da nossa juventude.Ajudo no que puder para a passagem a livro. Espero que outros que sabem disso a potes agarrem esta ideia.
António Fialho Marcelino
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Ana Carvalho disse:
Olá João
Apreciei o artigo " O Professor ", que só agora li porque estive a fazer de avó uns diasitos enquanto os pais das crianças foram arejar... enfim coisas que nos dão imenso prazer mas que nos desviam das nossas rotinas, como ir ao blogue diáriamente por exemplo!
Concordo contigo na análise que fazes do Dr. Jaime Serafim, um belissimo professor e um excelente ser humano, como nos vem demonstrando com as estórias que chegam até nós através deste blogue.
Escusado será dizer que a qualidade do texto é excelente como já vem sendo habitual em ti, continuo a dizer que devis escrever um livro...quanto à foto , palavras para quê? A nossa Foz do Arelho é a praia mais linda do mundo e arredores!
Bjs PP
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Jaime Serafim disse:
Olá João Jales
Obrigado por tudo o que escreveu sobre mim. Sei que em boa parte é justificado pela sua simpatia e pela boa empatia que sempre tivemos um pelo outro. Nunca convivemos muito, mas mantivemos sempre um sentimento mútuo de respeito e de boa amizade.
Mas mais uma vez – e vou repetir-me – verifico que não só o Jales, como muitos outros alunos que tive, reconhecem o meu esforço e empenhamento sincero que sempre tentei pôr nas minhas actividades lectivas. Tudo o que se relacionasse com educação foi (e é) para mim um prazer. Eu sinto que nunca trabalhei, mas que a minha vida foi sempre uma sucessão de hobbies, por isso, e apesar dos muitos revezes que tive, ainda me considero uma pessoa feliz e de bem com a vida. E são testemunhos, como os seus, da Júlia, da Laura, da Manuela, da Paulinha, da Isabel, da Ana, do Jorge, do Flores e tantos, tantos mais, não esquecendo a nossa farófia (a querida Inês Querido), que me ajudam a sentir vivo e com vontade de viver.
Mas tenho ainda de lhe dizer que é um prazer enorme ler os seus textos. Muito vivos e expressivos, usando uma linguagem ricamente adjectivada, mas sem recorrer ao pretensioso, são uma leitura que nos transporta logo para cenas ao vivo com cenários e personagens a representarem para nós.
E a propósito de personagens… Eu identifiquei a Teresa e o Manuel. Só que a Teresa não se chama Teresa, nem o Manuel se chama Manuel, mas foi uma maneira inteligente de, sem se comprometer, relatar vivências juvenis daqueles tempos, que, no fundo, não são assim tão diferentes das vivências de tempos mais recentes e também de tempos mais antigos, mas têm sempre um cunho muito próprio da época e que, para os dessa idade, sabe sempre bem recordar, especialmente se essa recordação for evocada de forma tão brilhante.
Obrigado e parabéns, Jales!
Jaime Serafim

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António disse:
Caríssimos bloguistasCom a leitura do belíssimo texto literário e histórico do João Jales o copo de água das emoções transbordou. Porque, tal como acontece com outros blogs, não se prevê a passagem destes maravilhosos textos a papel, apesar das novas tecnologias, ainda hoje o melhor e maior meio para a divulgação do que foi o ERO e, também a melhor forma de perpetuar os famosos escritos dos antigos alunos do nosso colégio? Apesar de saber da dificuldade de passar ao prelo todos os textos, penso que deverá haver um bloguista, pelo menos um, ligado à problemática da edição livreira.Já agora, o texto de JJ a descrever a elevada qualidade humana do nosso professor Serafim é mais um grande pilar literário da grande construção que estamos a fazer da nossa juventude.Ajudo no que puder para a passagem a livro. Espero que outros, que sabem disso "a potes", agarrem esta ideia.
António Fialho Marcelino
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São Caixinha disse:
Estive uma boa semana sem acesso à internet e olha...tive que organizar uma tarde para poder "cacht up"...telefones sem som... cafézinho... "absolute blog"... e que prazer!
Li com muito interesse o teu texto sobre o Dr. Serafim que nos reafirma com quanto empenho e dedicação ele se entregava à sua função de professor... simultanêamente consegues mais uma vez deliciar com uma outra estória de encontros e desencontros de adolescentes apaixonados! Excelente.