AS ROCHAS (Foz do Arelho)
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Aproveitando a maré vazia ser ao meio-dia, fui hoje até à Foz do Arelho tentar ver as Rochas.
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Apesar de a altura do mar não ser tão baixa como eu esperava, foi possível passar para as primeiras praias e tirar algumas fotografias para partilhar com aqueles que, como eu, viveram ali dias felizes e despreocupados...
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Apesar de a altura do mar não ser tão baixa como eu esperava, foi possível passar para as primeiras praias e tirar algumas fotografias para partilhar com aqueles que, como eu, viveram ali dias felizes e despreocupados...
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Levei comigo uma pequena máquina portátil (o risco de lhe acontecer alguma coisa impediu-me de usar outra melhor) e o dia estava um pouco enevoado, pelo que as imagens não têm a qualidade que o local certamente merece. Mas são as possíveis, até outra oportunidade .
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Espero que gostem.
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Abraço.
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JJ
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Espero que gostem.
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Abraço.
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JJ
comentários:
Gostei, estão muito bonitas as fotos,há umas verdes, lindas... continuas um artista...
Bjns
Melita
Ana Paula Carvalho disse:
Eu adorei ver as fotos obrigada JJ. Beijinhos
Obrigada João, são lindíssimas! Ai que nostalgia…
Beijos
Conceição Moreira
Olá João
Fiquei entusiasmadíssima a ver e a reconhecer os sítios onde hoje, entre as 12,30 e as 13, 30 andei a passear e a tomar banho.
Ana Paula Carvalho disse:
Eu adorei ver as fotos obrigada JJ. Beijinhos
Obrigada João, são lindíssimas! Ai que nostalgia…
Beijos
Conceição Moreira
Olá João
Fiquei entusiasmadíssima a ver e a reconhecer os sítios onde hoje, entre as 12,30 e as 13, 30 andei a passear e a tomar banho.
Um beijo e OBRIGADA
Ana
Luíza Gama Santos
Que belas fotos!!! Só lhes achei dois defeitos: são secas e falta-lhes o perfume do mar.
Beijos agradecidos.
Luiza VP
Fernando Santos disse...
Obrigado J.J. por me fazer recordar os meus tempos de jovem. Tal como agora vejo nas fotos (creio), só podíamos passar para esse lado com a maré baixa. Lembro-me de algumas vezes com o encher da maré voltar com as ondas a rebentar em cima das rochas. Agora não sei como é.
Abraço. Fernando Santos.
Luíza Gama Santos
Que belas fotos!!! Só lhes achei dois defeitos: são secas e falta-lhes o perfume do mar.
Beijos agradecidos.
Luiza VP
Fernando Santos disse...
Obrigado J.J. por me fazer recordar os meus tempos de jovem. Tal como agora vejo nas fotos (creio), só podíamos passar para esse lado com a maré baixa. Lembro-me de algumas vezes com o encher da maré voltar com as ondas a rebentar em cima das rochas. Agora não sei como é.
Abraço. Fernando Santos.
vasco disse...
maré de 0.71 se queres mais baixa aguardas pelo fim do ano aí tens marés de 0.31. As fotos possíveis são excelentes, parabéns o motivo é desde sempre inesgotável, diferente cada dia de maré para maré.......
Antonio Jose Neto disse...
Captaste aquela beleza natural que os Japoneses procuram e cultivam com os seus jardins de rochas, musgo e gravilha. Yin e Yang estão presentes aí, da água salgada e fresca à rocha irregular. É também um convite a descobrir o que está à volta do nosso quotidiano atarefado, numa experiência de tranquilidade absoluta.
António José Neto
Guida disse...
Que maravilha! As rochas são sempre lindas. Há sempre uma magia no ar. Já lá não vou há dois anos mas, ao ver as fotografias, fiquei com vontade de lá voltar.
Guida
ANIVERSÁRIO DE MÁRIO BRAGA (2)
No dia em que o meu pai completa 91 anos, de boa saúde e
óptima disposição, embora sofrendo de alguns achaques próprios de quem já
percorreu um caminho tão longo, achei que seria interessante recordar e
festejar esta data no blog do ERO, com um texto cheio de humor, que ele
publicou no desaparecido Diário Popular, algures entre 1980 e 1986, período em
que colaborou regularmente com aquele vespertino, escrevendo uma crónica
semanal.
Descansa em Paz
Aqui há tempos, certo amigo mandou-me a fotocópia das páginas
onde vem a minha nota bio bibliográfica no Pequeno
Dicionário de Literatura Portuguesa que a Editora Cultrix publicou, em
1981, na brasileira cidade de S. Paulo. A princípio, ainda supus que fosse uma
simples brincadeira, mas, depois de a ter lido, fiquei na dúvida: existo ou não
existo? Não serei já apenas um desses hectoplasmas dos espíritas? Eis como
principiava o artigo, tal qual, até com a azarenta cruzinha da praxe: «BRAGA,
Mário Augusto de Almeida (14/7/1921; †Coimbra, 1970), Licenciado em Ciências
Histórico-Filosóficas pela Faculdade de Letras de Coimbra, exerceu o magistério
secundário e morreu como editor da revista Vértice,
cargo que ocupava desde 1947…» E, após tão dicionária certidão de óbito que,
não sei se por acaso, até coincide com o «falecimento» de algumas amizades e
convicções, lá se segue, mais ou menos certinha, a resenha das minhas terrenas
obras literárias. O curioso, porém, a dar-se crédito ao necrológico, é que
algumas delas são duplamente póstumas, uma vez que, não só as devo ter
publicado já depois de falecido, como as escrevi muito tempo após me haver
ausentado deste vale de lágrimas. Como? Mistérios do Além!
O certo é que, embora eu, até essa altura, nunca tivesse
desconfiado da minha realidade física, as dúvidas, a partir daí, começaram a
acometer-me. Ainda tentei tranquilizar-me repetindo com Descartes: «Cogito,
ergo sum!» Mas, recordando-me de que, não só os solipsistas, mas também Platão,
Berkley e Leibniz, entre muitos outros, negaram a existência da matéria,
garantindo que tudo é espírito, voltou a assaltar-me a angustiante indecisão:
«Apesar do Dicionário me ter dado por morto, de facto continuo vivo? Os
sentidos dizem-me que sim, no entanto… Talvez eu não passe disso a que os
nominalistas chamavam flatus voci…
«Mas logo um aguerrido coro, soando do lado oposto do Parlamento Filosófico, no
qual se distinguiam Empédocles, Locke e Karl Marx, me gritou: «Não te deixes
ludibriar por esses malditos idealistas! Eles querem mas é assassinar-te! Não
há alma, não há ideias inatas, não há espírito, não há Deus! Só tens corpo,
portanto, se comes e bebes, existes!»
Farto dessa erudita chinfrineira, fui espairecer para o
Rossio, não apenas as minhas metafísicas dúvidas, mas também o «ferro» que
sentia cá dentro por ter dado aquele antecipado gostinho aos meus colegas
literários. Via-os já a esfregar as mãos de contentes, enquanto diziam lá
consigo: «Menos um para nos fazer concorrência!»
Eis senão quando me sinto abraçado por uma espécie de urso
humano que, depois de quase me ter esmagado contra o peito, afastando-se um
passo, me berrou num vozeirão cordial:
- Eh, pá! Estás na mesma! – Ao aperceber-me, porém, de que eu
não o reconhecia, trovejou, abespinhado: - Então não sabes quem eu sou!? Parece
impossível, caramba! Eh, pá! Sou o …
E, com atónita surpresa, ouvi-o atirar-me à cara com o nome
de um colega do liceu que não via desde os meus vinte e tal anos. Tínhamos sido
inseparáveis enquanto condiscípulos, sobretudo nas estroinices. Ele, péssimo
aluno e grande amigo da borga, mas sempre sem vintém, passava a vida a cravar
os colegas, principalmente a mim, que era o mias lorpa e íntimo. Até que a vida
nos separou. Eu, depois de conquistado o «canudo», deixei-me ficar em Coimbra,
feito escritor e manga-de-alpaca; ele. Com o sétimo incompleto, foi obrigado
pela família a ir trabalhar para Angola.
Nunca mais lhe pus a vista em cima, nem a ele nem ao dinheiro
que caíra na esparrela de lhe emprestar, até que, aqui há uns bons dez anos,
alguém me deu a notícia de que, tendo-se feito caçador profissional, o
desgraçado fora comido por um leão. Assim se compreende o meu sobressalto ao
ouvir aquela bisarma dizer-me quem era. Com esforço, lá recordei o rapazito
loiro, pálido, magrinho, enquanto que, agora, tinha na frente um homenzarrão
pigarço, rubicundo, pançudo.
- Então tu não foste comido pelos leões lá na África!? –
balbuciei eu.
Ele riu-se estrondosamente daquilo que supôs ser apenas uma
boa piada estilo colonial. Até que, fazendo aqueles olhos de cão rafeiro tão
meus conhecidos, zás-trás, cravou-me «dez continhos até ao mês seguinte».
- Bem vês, sou um pobre retornado a quem até a camisa
roubaram…
Apeteceu-me voltar as costas ao devorado amigo, mas a força
do hábito fez-me levar a mão ao bolso, à procura do livro de cheques.
Foi a quanto me soube a certeza de que, embora nos dêem por
mortos, podemos continuar vivos. Bem, a não ser que o Rossio seja o Inferno, já
que, para Céu, tem pregoeiros a mais e harpas a menos. Seja como for, pelo sim
pelo não, ao despedir-me do ressuscitado caloteiro, apenas lhe disse, como se
estivesse à beira da sua campa:
- Descansa em Paz!
Mário Braga
ANIVERSÁRIO DE MÁRIO BRAGA
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Faz hoje 91 anos o conhecido escritor e antigo professor do
Externato Ramalho Ortigão, Mário Braga.
A ele e a toda a família, que inclui duas colaboradoras deste Blog ( as suas filhas Ana e Isabel ) e o seu genro Virgílio Ruy (ou Rui...) Pestana, desejamos um Feliz Aniversário .
A ele e a toda a família, que inclui duas colaboradoras deste Blog ( as suas filhas Ana e Isabel ) e o seu genro Virgílio Ruy (ou Rui...) Pestana, desejamos um Feliz Aniversário .
Mário Braga
Escritor e jornalista português, Mário Augusto de Almeida Braga nasceu a 14 de julho de 1921, em Coimbra. Licenciou-se em Ciências Histórico-Filosóficas pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e lecionou durante alguns anos. Foi diretor-geral da secretaria de Estado da Comunicação Social, membro do Conselho Consultivo das Bibliotecas Itinerantes da Fundação Calouste Gulbenkian e tradutor de várias obras literárias (Elsa Triolet, Vercors, entre muitos outros autores). Foi, também, editor da revista coimbrã Vértice, de 1946 a 1965, aderindo ao grupo de escritores neorrealistas a ela ligados.
Estreou-se, em 1944, com o livro de contos Nevoeiro e, logo a seguir, a coletânea Serranos, vindo a confirmar a sua tendência para a narrativa breve, particularmente centrada nos dramas do trabalhador rural e nos seus conflitos sociais e económicos. Mais tarde, em Quatro Reis, O Livro das Sombras e Corpo Ausente, a temática dos contos evoluiu para um ambiente mais citadino, atingindo com O Reino Circular a alegoria e a sátira de feição ideológica. Nunca deixando de refletir no âmbito cultural e político, como testemunham os dois volumes de As Ideias e a Vida (1965), Braga escreveu ainda Momentos Doutrinais onde revela o seu percurso pela literatura e as ideias que juntou a partir das suas reflexões.
Como autor dramático, é autor de duas farsas em um ato (O Pedido e Café Amargo, 1966) e da peça em três atos A Ponte Sobre a Vida.
Mário Braga. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012. [Consult. 2012-07-14].
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