ALMOÇO / CONVÍVIO

ALMOÇO / CONVÍVIO

Os futuros almoços/encontros realizar-se-ão no primeiro Sábado do mês de Outubro . Esta decisão permitirá a todos conhecerem a data com o máximo de antecedência . .
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AS MEIAS VERMELHAS

Aqui estão 3 “ajudas” para identificar o dançarino de Hula Hoop:
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1 – Nova fotografia da mesma época com o autor sentado ao lado do Professor de Filosofia.
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2 – Texto sobre a mesma época. Ou como uma paixoneta por uma rapariga com meias vermelhas dá origem a uma aprendizagem intensiva de Hula Hoop.
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3 – Canção “chave” que desde essa mesma época (década de 1950) o autor elegeu como das suas preferidas. Trata-se do célebre tema Misty de Errol Garner, mas cantado pelo Johnny Mathis.
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“No ano lectivo de 1957-58 frequentava o liceu Pedro Nunes e, desde há cerca de 2 anos, vivia a descoberta de uma música estranha que ia crescendo e envolvendo a Juventude: o Rock´n Roll...

Sempre que passávamos por cafés perto do liceu, aproveitávamos para meter moedas nas "juke-box" para ouvirmos, deleitados, os discos de 45 rotações com as canções dos Everly Brothers, do Elvis ou do Paul Anka.

Ao fim de semana acorria aos bailes no Centro Recreativo perto de casa, onde assistia quer a exibições dos Conchas a cantarem adaptações (“Sonhos”, p.ex.) dos Everly Brothers, quer à Zezinha Meireles (nitidamente preferida pela organização) a interpretar a Malaguenha ou a Granada.

Depois havia o essencial: O Baile.

E aqui assistia-se também a uma competição entre a música “velha” e a música “nova”… Claro que sempre tentávamos influenciar quem controlava o gira discos para se ouvirem, em vez de Tangos e Passo dobles, as canções dos Platters ou da Connie Francis... Aos primeiros acordes musicais os rapazes lançavam-se em direcção às cadeiras onde as raparigas se reuniam conversando em pequenos grupos e… no caso de não se conseguir obter o par desejado, podia “marcar-se” uma dança com antecedência.

Ou seja havia uma verdadeira “lista de espera” para as jovens mais requisitadas, que usavam (grande moda) meias “collants” de cores fosforescentes (talvez para nos encandear…)… Azuis… Verdes… Amarelas, etc. Os rapazes ripostavam com camisolões vermelho vivo.

Num desses bailes, já perto do Natal de 1957, surgiu porém uma rapariga lindíssima e loiríssima com meias vermelhas (super fosforescentes claro) que “arrasou”… Ou seja a rapaziada fascinada queria dançar só com ela… E eram correrias e empurrões a ver quem chegava primeiro. Claro que eu nem me atrevia. Não só por timidez mas também porque não sabia ainda dançar. A timidez aliás fazia com que apreciasse em particular a canção "Misty" cantada pelo Johnny Mathis e com a qual me identificava – sobretudo nas horas mais melancólicas. Por exemplo quando durante a semana sonhava com a rapariga das meias encarnadas. Acho que cheguei mesmo a ter alguma febre, para a qual, o médico lá da rua, o Dr. Castilho, não conseguiu explicação. Claro que só eu sabia que a origem da temperatura excessiva era… vermelha…

Até que houve uma tarde de baile no Centro em que aconteceu algo totalmente inesperado. “Contra a corrente” e o hábito a rapariga das meias encarnadas – provavelmente intrigada porque só eu não a procurava para dançar – afastou meia dúzia de pretendentes e avançou até mim… Deu-me a mão e levou-me para o meio do salão… Atónito, senti o meu coração fazer BUMMMM, ao mesmo tempo que deixava de sentir as pernas e um calafrio me percorria o corpo… E agora??? Como fazer se não sabia dançar…. Resolvi andar ao ritmo da canção a ver se acertava… E de facto acertei... Mas foi com um sapato numa das meias vermelhas que se rompeu…

Tristíssimo com aquela tragédia e cada vez com mais “febre” resolvi aprender intensivamente a dançar, para mais tarde tentar resgatar-me perante a dona das meias vermelhas. Na altura (e como não tinha um tio como o João) a melhor professora de dança, recomendada por toda a rapaziada, era a empregada doméstica do tal médico lá da rua. Então durante semanas com o nariz encostado às nódoas do avental da Eduarda (assim se chamava a empregada do Dr. Castilho) lá ensaiei: um dois…. um dois… um dois três… Depois ainda de “treinar” também em frente ao espelho, e já me sentindo “apto”… lá fui ao baile – à reconquista da atenção perdida… já nos primeiros meses de 1958…. Esperava-me uma desilusão… A rapariga das meias cor de sangue já tinha, entretanto, encontrado um namorado com o qual dançava “em exclusividade”…

Como tinha acabado de sair o Hula Hoop cantado pela Teresa Brewer, resolvi aprender todos os truques com o arco e tornar-me campeão para ver se chamava de novo a atenção da rapariga dos meus sonhos… De facto conseguia ganhar, pouco depois, os frequentes concursos de Hula Hoop (e mais tarde de Twist) que se realizavam com frequência. Mas a dona das meias só a consegui reencontrar cerca de 5 anos depois.

Entretanto chegaram as férias grandes, que duravam uma eternidade, numa praia que não se chamava S. Martinho. Foi tempo de regressar a calma e a poesia do “Misty”…

Durante o Verão seguinte esqueci a “febre vermelha” enquanto tudo em volta parecia estar em harmonia. Muito sol, muito azul e o aroma morno dos pinheiros nos fins de tarde, a servirem de fundo a novo romance de Verão, acompanhado de mil borboletas a agitarem as asas dentro do meu peito... Na praia acompanhado com namorada nova comia umas deliciosas "Bolas de Berlim", vendidas por mulheres negras enormes e gordas. Em alternativa havia o homem branco dos barquilhos… O Estado Salazarista parecia apostado em que nos sentíssemos como num Paraíso artificial… Em que tudo estava aparentemente bem…

Tempo de longos passeios ao longo da praia, com o eco encantado do mar ao meu lado e de descobrir os reflexos especiais das gotas de água salgada no cetim da pele de Verão...

Acima de tudo era tempo em que era capaz de sentir com facilidade as coisas mágicas em volta...

As palavras mais importantes, e as letras das canções, eram simples, tinham ligação directa ao coração e genuinas... e diziam com uma força e certeza interior inexplicáveis: "forever", "only you", "I love you sincerely"... Porque "a força estava connosco"...

Apaixonava-me com a voz especial do Nat King Cole ao ouvido ("when I fall in love") e após contemplar "nel blu di pinto di blu" , lia Rimbaud, Baudelaire e outros poetas malditos, à tarde na praia, por entre troncos ressequidos que a maré deixava.

Não sabía então que um dia, mais tarde, como já referi, cerca de 5 anos depois a voltaria a encontrar. Numa viagem de autocarro da carreira para Sapadores (era então finalista do liceu Gil Vicente – para onde tinha sido transferido), reparei numa mulherzinha baixinha e gorda com uma criança ao colo. Com cabelo castanho escuro e vestindo modestamente revelava traços de cansaço no rosto. A vida que atravessara tinha sido, certamente, dura. Durante a viagem não pude de deixar de ficar intrigado de onde conheceria tal pessoa já que nada me identificava, aparentemente, com a personagem… Só após abandonar o autocarro consegui relacionar as fisionomias e perceber que tinha estado em presença da rapariga das meias encarnadas…

A par do Hula Hoop, do Twist ou do Madison, aqueles tempos eram sobretudo feitos de desencontros…
C O M E N T Á R I O S

Diogo Viseu disse:

O rapaz é, toda a gente sabe, o Vasco de Noronha Trancoso. Campeão. Mas quem é o tipo do lado, o professor de filosofia? Diogo Viseu

Carlos Gouveia disse:
Será o Dr. Vasco Trancoso? Ele não é das Caldas, mas creio que de Lisboa, deve estar cá há 30 anos, é conhecido de todos e guarda certamente os recortes dos jornais.Um abraço Carlos Gouveia
RESPOSTA:
BINGO!


JJdisse:

Como vêem, e respondendo a duas “insinuações” que recebi, o artigo de jornal é genuíno e o texto foi escrito pela pessoa que está nas duas fotos, há quase trinta anos residente nas Caldas e conhecido por muitos (todos?) os caldenses.
Falamos do meu amigo Vasco Trancoso, que se dispôs a participar nesta pequena brincadeira, trazendo-nos simultâneamente memórias de um tempo (década de 50) que tem estado aqui algo ausente, por culpa dos colegas mais velhos.
Eu tinha 5 anos em 1959, tenho muita dificuldade em fazer qualquer apreciação aos aspectos não musicais do “retrato de época” que aqui é apresentado. Só posso dizer que gostei muito de o ler, mas aguardo comentários dos contemporâneos do autor.
Sobre a música, omnipresente como é habitual nos melómanos quando recordam alguma coisa, acrescento duas notas:
1-"Misty" é uma balada, um clássico do “easy listening”, composta por um dos mais dotados pianistas de Jazz de sempre, Erroll Garner. Não sabia ler uma nota de música mas compôs e interpretou canções sem fim ao longo das décadas de 40, 50, 60 e 70, chegando a gravar três LPs num dia!
Johnny Mathis é um “crooner”, com formação vocal de ópera, surgido com grande êxito em 1957. É curioso ser aqui referido como fazendo parte dos gostos de um teenager, já que a sua música foi sempre dirigida ao mercado adulto, rivalizando com Frank Sinatra e Nat King Cole, por exemplo.
2 – Representam musicalmente a época efectivamente Elvis Presley, Paul Anka, Connie Francis, Teresa Brewer, Everly Brothers, todos brancos, e os negros “bem comportados” J Mathis, Nat King Cole e Platters, que o autor cita no texto.
Os génios negros que “inventaram” o Rock (Chuck Berry, Little Richard, Fats Domino, Bo Diddley), vítimas do boicote do “music business” norte-americano, só a partir de 1964, depois das declarações e afirmações reverentes dos grupos britânicos, veriam o seu talento reconhecido. Eram, nesta altura, desconhecidos fora dos círculos musicais dos negros norte-americanos.
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Manuela Gama Vieira disse:
Seja quem for o autor, um conto muito giro e bem escrito.Manuela Gama Vieira
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Guida S disse...
Nunca dancei o Hula Hup, não sou desse tempo! - mas não me parece que fosse muito romântico , pois não?Mas lembro-me do Twist claro nos bailes particulares e no casino,quando estive nas Caldas. Não faço ideia quem seja o autor,mas é alguém mais velho que eu, eu tinha 3 anos em 1958!!!A ideia das mulheres que casam e têm filhos ficarem feias e gordas não me agradou muito - principalmente porque se ele era finalista eles tinham para aí só 18 ou 19 anos!!!
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Luisa disse:
Gostei de ler esta história dos anos 50 cheia de canções e artistas que não conheço, tirando o Elvis. Mas achei o "misty" assim um bocadinho meloso demais para o meu gosto...
Não consigo identificar o autor, mas há muitos anos que só passo curtas férias aí.Quem ai mora é que deve conhecer!
É bom que estas histórias vão aparecendo no blogue. Bjs.
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Fernando Jorge disse:
Conheço bem o autor, a quem aqui mando um abraço, porque sou seu amigo. Autor que, aliás, é identificável pelo estilo.
Quanto à rapariga das meias vermelhas, não a conheço, não conheci, nem sou, moral ou materialmente responsável pelas desgraças que lhe tenham acontecido; do que posso fazer fé publicamente, lavrar em acta, ou notarialmente, ou, e se algum dia for para o governo (o que, obviamente, nunca acontecerá!), mandar publicar um desmentido.
Quanto ao Vasco, já não ponho as mãos no fogo por ele... (será possível, 5 anos passados, já não se lembrar?!). FS
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Nota final sobre o caso das “Meias Vermelhas”


Em primeiro lugar um grande abraço ao JJales pela parceria e ao Carlos Gouveia a quem felicito pelo raciocínio….

Tudo começou, ao ler o Blog da ERO cujo link o amigo Jales teve a amabilidade de me enviar, alertando-me para canções nele publicadas… e ao deparar com um texto sobre o Twist e o Hula Hoop em que não era feita justiça ao meu amigo João Serra – sempre com grande rigor naquilo que escreve. Não fiquei indiferente e mostrei o “recorte” ao Jales como prova que o João tinha razão…. Daí até engendrarmos também uma situação semi-misteriosa com intenção de divertir – foram poucos minutos.

Depois surgiu o texto à laia de “pista” já que o “Caso das Meias Vermelhas” tinha sido contado aos microfones da saudosa Rádio Margem à qual estiveram ligados alguns ex-alunos do ERO.

E acerca do texto podemos desvendar que “O Centro” era o Centro Recreativo do Bairro da Calçada dos Mestres, bairro então apelidado de “moradias económicas”, e onde as “famosas organizações Limão” produziam os bailes. Aliás faziam-no em diversas associações culturais e recreativas da Lisboa do final década de 1950 e início da de 1960, como a Casa do Algarve, Casa do Alentejo, etc.

Curiosamente convergiam para os bailes do Centro jovens de todos os grupos sociais. Desde o filho do Dr. Castilho até ao do Marceneiro lá do bairro. Aconteciam com frequência paixões impossíveis porque contrariadas mais tarde pela família que impunha destinos diferentes a quem vinha de classes sociais também diferentes. Uns teriam que ser doutores ou engenheiros enquanto outros não passariam de marceneiros ou pedreiros.

Foi no contexto dessa amálgama de jovens com origens e destinos diferentes que se deu o encontro com a menina das meias vermelhas que, para além de não ter eventualmente conseguido fugir ao destino que tinha marcado era, julgo, alguns anos mais velha do que eu… Aliás era um “clássico” as paixonetas por raparigas mais velhas – e que por vezes eram retribuídas. Quantas paixões pelas explicadoras de Inglês ou Português… Haverá certamente razões que esclarecem a atracção entre jovens adolescentes de 15 anos e raparigas já com 20-25 anos. Este tema é, aliás, magistralmente tratado no excelente filme “Verão de 42”.

Como tentativa de explicação da transformação radical verificada mais tarde na dona das meias encarnadas, e sabendo que eu era finalista, com 20 ou 21 anos – dado que chumbei 2 anos no liceu Pedro Nunes… (por isso me transferiram para o liceu Gil Vicente - que acolhia os casos difíceis)… podemos pensar que, em consequência, a menina nessa altura já poderia ser uma senhora talvez com cerca de 25 anos (nunca soube a idade)… Acresce que, embora não sendo obrigatório que as mulheres que casem e tenham filhos engordem (acho difícil alguém ter essa opinião)… isso pode acontecer – tal como nos homens. Por outro lado, poderíamos admitir que, enquanto mais jovem, a dona das meias vermelhas teria um cuidado especial em se arranjar, maquilhar e colorir o cabelo, apresentando um “brilho” talvez artificial, aos meus olhos de adolescente, que se desfez com o passar do tempo e com eventuais problemas que enfrentou…. Se em vez de um cabelo louro e comprido surgir a verdade de um cabelo castanho escuro e curto bem como a ausência de “pinturas de guerra” no rosto e ainda por cima existir uma dieta desregrada e um certo desleixo no vestir, a somar ao facto de que, é frequente as raparigas tornarem-se adultas e mais responsáveis muito mais cedo do que muitos rapazes… poderá ajudar a explicar a transformação…. Na altura muitas jovens, pressionadas pelo ambiente familiar, procuravam casar-se cedo “arrumando-se” como se dizia. Só que algumas deixavam de se cuidar a partir desse momento porque o objectivo para elas estava atingido.

Sabendo que há pessoas que envelhecem precocemente perante os dramas presentes na sua vida, também podemos admitir que algo de grave tenha acontecido à rapariga das meias vermelhas. Na altura não era nada fácil a sobrevivência económica das famílias mais modestas.

Por outro lado, ainda, acontecia que por vezes quando reencontrávamos antigas paixões, perguntávamos aos nossos botões: como tinha sido possível ter sentido tanto por uma pessoa que se transformou afinal num estupor ou num mau carácter.
É claro que tudo isto é especulativo, pois nunca saberemos as razões da transformação da rapariga das meias encarnadas.

Agora sabemos sim que eu era – e sou – muito distraído… sobretudo num primeiro olhar. Acontece inúmeras vezes passar por mal criado ou arrogante por não cumprimentar de imediato pessoas que conheço ou com as quais conversei algumas vezes. Assim também pode ter acontecido que não tenha prestado minuciosa atenção, nos primeiros momentos, à mulher do autocarro… Estou certo que outros espíritos mais atentos fariam diferente se estivessem no meu lugar….

Parece-me interessante partir de um texto para comentar sobre o contexto social da altura. O retrato de época como o Jales refere.

Ainda bem que o Blog do ERO passou das bolas de Berlim da praia de Magoito que eu frequentava para as da Foz do Arelho transportadas pala sra Guilhermina e pelo Justiça.

Quem se lembra de outros pregões e vendedores (estica ó chocolate, etc). E acerca dos jogos de praia. As meninas eram especialistas no “Mata” com o “ringue” e as senhoras mais velhas davam cartas no jogo do prego…

Afinal há muitos ex alunos de muitos Ramalho Ortigão espalhados pelo país.

VT

PS: Há outros blogs criados por outros ex alunos de outros liceus? Seria interessante a articulação ou intercâmbio…
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Manuela G V disse:
Em as "As Meias Vermelhas", a época e respectiva contextualização, subjazem ao conto e são perfeitamente perceptíveis ao leitor.De qualquer modo, o comentário veio ajudar os "menores de cinquenta, quiçá, de quarenta"... a situar todo o cenário!

O CAMPEÃO DE HOOLA HUP

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A propósito da recordação da febre do Hoola Hup recebemos um curioso recorte do Diário Popular (em 1959), que junto reproduzimos. Aproveito para fazer duas pequenas considerações :


1 - O recorte de jornal está degradado pelo tempo e a humidade e não é legível o nome deste "Campeão" . Sabemos que reside há muitos anos nas Caldas, embora tenha nascido e estudado (como se pode ler) em Lisboa. Parece ser ainda hoje bom dançarino, mas é mais conhecido por outros talentos e actividades.


2 - A propósito de uma recente controvérsia sobre as mal sucedidas aulas de hoola-hup do João Serra, este recorte parece dar-lhe razão. Uma curta pesquisa permite situar a "febre" desta moda entre 1957 e 1959, quando o nosso colega teria 8/9 anos. É pois pouco provável que o Tio César desperdiçasse aulas de dança com tão jovem sobrinho. Seria outro o aluno do tio César, talvez alguma "sobrinha" de que ainda não ouvimos falar...

Quem é que consegue dar um nome ao "Campeão" ?
Clica sobre a imagem para a veres no seu tamanho original.
Envia o teu palpite para ex.alunos.ero@gmail.com

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PALPITES
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João Fernando Orozco Paneiro (Neco) palpitou:
Dr. Leonel Alexandre Tomás Cardoso (Néné)

RESPOSTA:
Estava à espera que dissessem esse nome, mas não é... O Néné era um pouco mais novo em 1959, se fizeres bem as contas.
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António disse:
Cá para mim é o Neco, a identificação dele, tão rápida, foi só para despistar. A propósito, quem te fez chegar o recorte foi o próprio?
RESPOSTA:
Não, não é o Neco.
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JB Serra disse:
Não arrisco um palpite (a menos que o editor do blogue nos dê, como nos concursos, 3 hipóteses), mas arrisco um comentário.
Em primeiro lugar para agradecer ao (por enquanto anónimo) autor deste post a oportunidade de me justificar perante a acusação infundada de que eu não teria contado toda a triste história do meu insucesso na aprendizagem para dançarino.
Em segundo lugar, para me associar, com 50 anos de atraso, ao merecido elogio ao acrobático e perseverante aluno do Pedro Nunes que conseguiu ficar 3 horas de braços levantados a fazer rodopiar 5 argolas, suponho que sem paragens técnicas e sem prémio à vista.
Em terceiro lugar para sugerir que para o tal dia de Novembro de 2009 desde já se contrate este performer guinessiano para competir com o meu Tio, pelo menos no Hula-hoop. Creio que todos me concederão neste caso uma justificada dispensa. João Serra
RESPOSTA:
Vou ponderar a hipótese de fornecer ou mais alguma pista ou uma lista de nomes. Mas penso que não será necessário, já que o "artista" é bem conhecido de todos. Vamos aguardar.
Quanto à dispensa do Hoola-Hup do Serra, embora reconhecendo alguma razão ao seu pedido, encaro-a como um lamentável empobrecimento lúdico do nosso próximo encontro...
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João Ramos Franco disse:
Também não arrisco um palpite, mas apesar de alguns veraneantes tentarem introduzi-lo no nosso meio, o Hoola Hup não teve muitos aderentes (que me recorde). O Twist sim, esse toda a malta dançava.
Nós não tínhamos o Tio do João Serra como professor, mas tínhamos o Toni Vieira Pereira que, quando nós íamos ao bar molhar a goela, cansados, dizia:
-Isto de dançar tem os seus princípios filosóficos e já que Jean Jacques “Rousseau” nós devemos continuar…
João Ramos Franco
RESPOSTA:
Se bem percebi o comentário, o pouco êxito do Hoola Hup nas Caldas deveu-se, na opinião do J R F , à grande distância que o arco impunha entre os dançarinos...
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Carlos Gouveia disse:
Será o Dr. Vasco Trancoso? Ele não é das Caldas, mas creio que de Lisboa, deve estar cá há 30 anos, é conhecido de todos e guarda certamente os recortes dos jornais.Um abraço Carlos Gouveia
RESPOSTA:
BINGO!

AS FÉRIAS DA GUIDÓ NAS CALDAS (4º episódio)




Postais das Caldas IV

Olá

Já consegui escrever este postal com ajuda dos meus pais. Fiz uma cópia ao lado e vai com linhas, senão não sou capaz.

Cá estamos outra vez na Foz do Arelho. Da esquerda para a direita a Ciló, a Anico, o Janeca, que dizem que é meu gémeo, porque nasceu no mesmo dia do que eu, eu (caíu-me um dente ontem, não doeu nada), o Té, o Rogério (Geroca, como vês continuamos amigos) e um menino que não me lembro o nome.

Estamos em cima de um colchão de praia que está mais vez na areia do que no mar, é como já disse, aqui é perigoso.

Acho que à noite as minha mãe e as amigas vão ao Casino. É o baile do 15 de Agosto. Gosto de a ver arranjar-se. Eu só conheço o Casino das matinés de Carnaval. É bonito.

Beijinhos da vossa amiga

Guidó
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COMENTÁRIOS
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João Jales disse:
Os correios andam sempre atrasados, o postal do 15 de Agosto da Guidó só chegou hoje. Alguém reconhece o menino em falta na identificação? Penso que é possível, apesar do nevoeiro...
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Ana Luisa disse...
Mas qual Té? Só conheço o Milhomens e não me lembro nada dele assim!
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Guidó respondeu:
Ana Luisa: Alguém me disse que era ele, mas não me lembro quem. Também não estou certa. Alguém pode dar uma ajuda? O próprio talvez. bj Margarida

Comentários Finais do Tio e do Sobrinho

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Este são os comentários finais aos artigos e comentários
anteriormente publicados, que poderão ser consultados em :
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1 - O TIO (César Pratas)
Obrigado bloguistas


Depois de lidos os comentários o que é para mim curioso é que os textos foram entendidos no preciso significado do que do está escrito e do que não está e se adivinha. Os meus Amigos viram por detrás dos textos e interpretaram os sentimentos e foi uma alegria de alma lê-los a todos. Mas devo fazer uma referência especial ao modo como o João Jales dissecou o meu texto e o tratou confrontando o João. Foi exímio e o resultado agora é que o João vai ter que explicar muito bem explicadinhas algumas contradições evidenciadas.

O tradicional conflito de gerações ( que no caso nem o chegou a ser) parecia muito mais evidente entre o tio e os Pais do João do que entre o João e o tio.

E por isso se adivinham outras histórias porque afinal a relação entre as duas gerações (tio e sobrinho) era complementar e não oposta. E na verdade tais histórias existem e até, se calhar, vale a pena contá-las.

Não consultei o João antes de remeter o texto. Quis fazer-lhe uma surpresa. O João disse-me, por SMS, que se lembrava das caldeiradas mas não do “Hula hup”. Mas que lhe tentei ensinar tal ritmo, lá isso tentei.

Quero ainda referir que o Pai do João, Eurico Bonifácio Serra que já não está entre nós mas cuja memoria guardo viva no coração, era um homem muito culto com quem tinha uma excelente relação. Usei e abusei da sua hospitalidade sendo sempre recebido com genuína alegria. Muitas vezes, à noite, deliciava-me a discutir com ele filósofos ou os clássicos da literatura. Escrevia correctamente e publicava os seus textos regularmente na Gazeta das Caldas. E do seu carácter ressaltava uma honradez quase feroz. Ao falar na sua reacção às lições de dança não ponho em causa a grande amizade e respeito mútuo que entre nós existia.

Finalmente se for entendido que mereço estar presente no jantar, pois que venha esse convite que mandarei o meu manager combinar as condições da deslocação sendo que metade da factura será depositada numa conta off shore. Estou a preparar um carnet para tomar nota das inscrições para o "Dança Comigo"... comigo.

Pedi a um amigo para me obter alguns arcos para o “Hula hup”, que após a dança serão sorteados pelos presentes, sendo o respectivo montante destinado a erigir uma estátua ao Dr. Fernando Costa quando comemorar o primeiro centenário como Presidente da Câmara em exercício.

Fiquei atento ao sorriso de Belão e não calculam o gozo que me deu ter descoberto que sobre tal sorriso não há incidência de IRS.

Se me derem licença voltarei certamente ao Blog. Afinal eu não fui aluno do Ramalho Ortigão mas frequentei assiduamente as suas proximidades o que não sendo a mesma coisa também ajuda.

E não se iludam senhores bloguistas quando pensam que o tio ensinou o sobrinho. Leiam outras histórias e verão.

Vosso
César Pratas
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2 - O SOBRINHO (João Serra)
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Caro João Jales, caro César, caros companheiros deste Ponto de Encontro: esta “short story” escrita, de cumplicidade com o JJ, com o único objectivo de preencher os tempos “mortos” do Verão, acabou por tomar um rumo imprevisto. Não posso correr o risco de fazer mais comentários. Que diz a 5ª emenda da Constituição americana, tantas vezes invocada nos romances policiais? – Posso permanecer em silêncio, para evitar que as minhas palavras possam ser usadas contra mim … Sem prejuizo, de, mais à frente, se aqui me quiserem acolher de novo, vir a contar mais histórias geradas por tão fértil imaginação como era a o meu Tio (e, a julgar pelo que agora conta, ainda é …)

Mas peço licença a todos para aqui publicar um texto relativamente antigo. Espero que ele nos ajude a perceber o que agora inesperadamente sucedeu. Endereço-o em especial aos bloguistas que mais se interessaram pelo tema da iniciação, a Guidó, o João Ramos Franco, a Manuela Gama Vieira, a São Caixinha.

RETRATO DE JOVEM TIO

“Num balanço sumário, só me lembro de um fracasso estrondoso: ensinar-me a dançar. As lições decorriam na sala de jantar, ambos de sapatos descalçados, enquanto ele entoava a música e procurava transmitir-me o sentido dos passos e a elegância das poses. Em vão: o pé de chumbo e a dureza de ouvido (meus) resistiram a tudo. Em contrapartida, um interminável conjunto de comportamentos, convicções, projectos foi o meu tio que soube inspirar, acarinhar, suscitar. Alguns exemplos: descobriu e incentivou em mim uma vocação literária; questionou as minhas conservadoras juvenis ideias feitas; orientou os meus contactos e preocupações intelectuais; conduziu-me à descoberta dos grandes valores do inconformismo face à prepotência e à injustiça e aliciou-me para o empenhamento no combate contra o autoritarismo.

Entre os 14 e os 17 anos, o meu jovem tio foi uma referência decisiva. Preencheu o espaço do irmão mais velho, do professor, do companheiro, do ídolo, do cúmplice, do mentor, do amigo. Tinha alguns anos mais, mas detinha sobretudo uma experiência intelectual e de vida que representavam uma segurança e uma força interior - tão reconfortantes para mim, pobre prisioneiro de dúvidas e inseguranças. A pequena diferença de idades facilitava a partilha do gosto da aventura (da caça e da pesca, por exemplo), da actividade física e desportiva (foi com ele que aprendi a nadar e a jogar pinguepongue), da irreverência da escapadela ou da mentirola inocente.

As alturas em que vinha passar férias connosco eram aguardadas com a maior das expectativas. Órfão de pai muito novo, o meu tio começara a trabalhar ainda na adolescência. Tinha sempre pouco dinheiro, mas a imaginação para tornear essa aparente dificuldade crescera em proporção. Lançando mão dos mais variados expedientes, o meu tio não deixava de ir à praia, de visitar as inúmeras e misteriosas namoradas, de ir às festas de alguns dos seus amigos e conhecidos das Caldas.

Para o adolescente rural que eu era, curioso mas relativamente isolado, aquele meu tio materno foi uma janela rasgada sobre um mundo fascinante: urbano, contestário, trepidante, agitado por combates arriscados e mobilizador de sentimentos fraternos. O contágio foi pois inevitável. O meu Pai presentiu-o, provavelmente inquieto perante a óbvia sedução que o perfume da grande metrópole, que se desprendia do cunhado, exercia sobre o filho. Viu-se, porém, derrotado pela jovialidade contagiante e a eficácia verbal do futuro advogado. A minha Mãe adivinhou-o igualmente, e certamente também se inquietou, mas como resistir à agitação efusiva e transbordante gerada por aquele meio-irmão mais novo, que em tantos momentos se confundia com o próprio filho?

O sebastianismo camponês alimentou o mito do tio que deixa inesperada fortuna. Ao meu jovem tio fico a dever muito mais do que isso: o encontro comigo próprio."

João Serra
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3 - Os Outros!
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Belão disse:
É sempre um gosto ler o João Serra, nos seus vários registos. Desde as suas obras, que fizeram parte da bibliografia que me foi aconselhada pelo orientador (Mestre Pedro Flor) do trabalho final do Complemento de Formação que concluí na Univ. Aberta, até estas pequenas delícias com que nos tem presenteado, consegue sempre prender a minha atenção e sei que assim continuará.
Quanto ao seu tio César, achei imensa piada não só ao facto de surgir no blog "a ajudar à festa", mas também ao humor que da sua escrita emanou. E é verdade que ri bastante! E quero poder continuar a fazê-lo. Por isso, amigo César, é mesmo bom que venha ao próximo almoço do ERO e que esse "Dança Comigo" aconteça! Eu alinho! Bjo ao tio e sobrinho.Belão
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João Jales disse:
Concluo que "...e aos costumes disse nada", porque essa da 5ª Emenda é dos americanos, nós por cá gostamos de tudo explicado, tintim por tintim, preto no branco...
Eu fico convencido que, em todas estas questões, é o tio que diz a verdade e o sobrinho que se esconde atrás de artifícios legais. Ficamos à espera de mais informações sobre esses tempos, para podermos tirar mais conclusões.
A presença do tio no próximo encontro ERO parece agradar a todos menos ao sobrinho, seguramente receoso dos "esqueletos no armário" que o tio poderá revelar. Caro César, duzentos pares de ouvidos ansiosos esperam por si!
JJ
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Manuela Gama Vieira disse:
O João Serra trouxe a lume a vertente afectiva que,de resto,o leitor pressente, quer em "As aulas do meu Sobrinho", quer em "As aulas do meu Tio".Penso que foi igualmente retratada uma época em que:
-A criatividade era estimulada;neste caso, com imenso talento e muito diversificado:da dança ao ping-pong, até a culinária tinha o seu lugar,sem compras no hiper-mercado...
-A juventude tinha preocupações de ordem ideológica e intelectual,estava atenta ou...adivinhava a mudança de que seria protagonista
-Os "preconceitos" familiares,ou seria uma questão de pudor entre gerações?Os Pais não acharam a dança adequada,mas o facto é que,segundo o Tio,o João também não se sentia muito à vontade "exibindo-se"frente a seus Pais.
-A solidariedade familiar,bem patente no caloroso acolhimento ao Tio que..."se fazia anunciar"
Em suma:Uma FAMÍLIA deliciosa!
Ao João:
-Acho muito bem que recorra à Quinta Emenda da Constituição dos USA;afinal, "o feitiço pode virar-se contra o feiticeiro"....Os Tios sabem sempre mais,bem se vê que não esqueceu as abençoadas lições de seu Tio;...gato escaldado...
Ao Tio:
-Como nos velhos tempos,pela mão de seu sobrinho,lá vai ao jantar do ERO!!!Água mole em pedra dura...O prazo combinado relativo à "compensação",com que seu sobrinho o brindava (de que fala no texto das Aulas),se calhar foi vitalício!!!!E é convencido,ainda por cima!!!Com que então aceita inscrições???
Por fim...nem calculam como sei avaliar o que vos une!Mantenho uma relação muito semelhante com o meu irmão Luís Filipe,(nascido nas Caldas),mais novo que eu 14 anos!!!
Então,João e Tio,ainda têm 1 ano para se treinarem...
Relativamente a mais histórias...elas que venham,eu bem dizia que o ano lectivo ainda agora havia começado,atento o estrondoso êxito destes dois excelentes "cuidadores"da língua portuguesa.
Ao João Jales,um BRAVOOO!!!
A todos,um abraço!
Manuela Gama Vieira
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Luisa disse:
Há realmente muita ternura e cumplicidade nesta "troca de galhardetes", que não é só familiar, diz-nos respeito e traz-nos recordações a todos. Twist, Hula-Hup, os rapazes a mirarem as raparigas (na Ladeira), as festas, a praia, os divertimentos (sempre inventados com muita imaginação e pouco dinheiro).... Obrigado!!! Bjs. Luisa
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São Caixinha disse:
Tendo em vista que não receio que o João Jales alguma vez nos vá privar dos seus divertidos e perspicazes comentários passo a dirigir-me ao João Serra, para que este sobretudo não se deixe intimidar e nos queira continuar a contar as suas estórias ... qual 5a Emenda da Constituição Americana qual quê... a arte é uma interpretação da realidade! O artista é um filtro a deixar passar o que a sensibilidade lhe impõe... e a recriar a vida! (...e as omissões neste caso até parecem ter sido quase completamente responsabilidade da memória!!)
Dirijo-me ainda ao tio, a quem não fiz justiça na escolha do adjectivo com que o anteriormente caracterizei, visto que são muitas mais as qualidades! Fico feliz por o saber participante neste blogue e espero poder ter um lugar na sua lista de dança no próximo almoço... já agora...eu preferia o Foxtrot ao Twist...mas se tiver a disposição e a amabilidade de me dar alguma orientação neste último tenho a certeza que fico em estado de fazer a Uma Thurman passar ao esquecimento!! Obrigada a todos por uns bons momentos!
São Caixinha