ALMOÇO / CONVÍVIO

ALMOÇO / CONVÍVIO

Os futuros almoços/encontros realizar-se-ão no primeiro Sábado do mês de Outubro . Esta decisão permitirá a todos conhecerem a data com o máximo de antecedência . .
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MAIS UM RENAULT (em jeito de resposta a CAIXA DE QUATRO OU CINCO VELOCIDADES?)

por Oscar Oliveira

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Pois, o Renault Dauphine e o Renault Gordini eram, de facto, os modelos mais conhecidos.

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Mas havia ainda um terceiro modelo, que o meu pai comprou, um Renault Ondine (não me perguntem as diferenças), de cor ligeiramente azulada e metalizada, no qual chegámos a fazer, em 1967, um interminável passeio ao sul de Espanha, atingindo impressionantes velocidades de cerca de 90 Km/hora.

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Apesar de modesto, como o passeio foi no Verão, com as temperaturas características da época e da zona para onde fomos, o nosso Ondine acabou por passar melhor no teste do que outros carros bem mais sofisticados, como era o caso do nosso parceiro de viagem, que foi o que era considerado um autêntico "espada" à época, um luxuoso Ford Taunus 17M, que teve que parar por diversas vezes para arrefecer o motor, com o radiador quase a explodir.

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Oscar Oliveira



C O M E N T Á R I O

Julinha disse...
Mais uma estória contada pelo Óscar que, assim, me vai divertindo e relembrando aquelas intermináveis viagens nos automóveis da época, mas que naquela altura nos davam muito prazer. Estou a imaginar os jovens de agora a 90Km/hora...morriam de tédio! Mas nós também...
Júlia R

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Luis disse:
Tem razão a Julinha(?),estamos a coleccionar(morte ao acordo)não só aventuras mas também cromos de automóveis antigos.E,pelos vistos,havia três renaults aparentemente iguais.
A malta de ciências sempre foi mais generosa com os números do que com as palavras e o Óscar não é excepção(morte ao acordo)mas gostei de ler esta "very short story".
Abraço.Luis
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JJ disse:
Gosto, como quase toda a gente, das estórias em que o David (o pequeno Renault) vence Golias (o grande Taunus), como aqui aconteceu.
Também tenho achado graça à colecção de cromos que o Blog está a fazer.Há mais alguém que queira contribuir?
Um abraço para ti Oscar, vai aparecendo.
JJ
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UM PAI DISTRAÍDO

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Ao ler esta engraçadíssima estória (Um Anglia em Óbidos) ri-me com os meus botões, pois também connosco aconteceu um episódio semelhante.
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Já a minha irmã entrara no clube dos encartados quando, numa das nossas saídas semi-furtivas, tivemos um ligeiro acidente que apenas afectou a chapa do Honda N 360. Com receio da reacção paterna, conseguimos convencer o bate chapas lá da aldeia a consertar a viatura, de forma mais ou menos clandestina.
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Passo a explicar: a minha irmã arrumou o carro na garagem, de modo a que o nosso distraidíssimo pai não desse pela coisa – inclusivamente, de manhã entrava com ele lá dentro, conversando muito e desviando-lhe a atenção. Entretanto, o nosso generoso cúmplice ia arranjando o carro aos poucos, tendo até de fazer alguns serões para o efeito, comprometendo-nos nós a pagar o arranjo às prestações - tratava-se de um rapaz novo que nos achava uma certa piada e que, solidário, lá nos fez o jeito. E o certo é que a empreitada chegou ao fim sem que ninguém desse por nada. E o Dr. Ramos Franco alguma vez se apercebeu da falta do pára-choques? Como descalçaram a bota?
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Uma outra interrogação me ocorre. Perante todas estas aventuras ao volante, cujos protagonistas eram menores, pergunto-me o seguinte:
- Onde estava a polícia?
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No meio de todas essas viagens clandestinas, em que a adrenalina corria velozmente pelas veias, nunca houve ninguém que tivesse sido interceptado por um agente? Pelo menos das inúmeras vezes que saí com o meu irmão, ainda imberbe mas já um exímio condutor, nunca passámos por essa situação assustadora.
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Uma última palavra a propósito do automóvel: - Foi infame terem deixado de fabricar estes Hondas, sobretudo os 600. Aquilo é que eram máquinas! O que eu andei no meu e tanto que me diverti!
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Lindos meninos que nós éramos! Coisas da juventude! Porque, agora, somos todos gente honesta.
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Ana Braga
C O M E N T Á R I O S
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João Ramos Franco disse...
Eu fugi a contar como o meu Pai enfrentou o assunto, mas se vos disser que ele não passou dos conselhos paternais, de uma reprimenda verbal e de um corte no horário de chegada à noite a casa, é a realidade.
No meu blogue conto um pouco das minhas relações paternas, se forem ler vêem que tudo se passava como aqui digo.
Quanto ao assunto da polícia, limitava-se a alertar os nossos pais e nada mais fazia…outras épocas!!!
Um abraço amigo
João Ramos Franco
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JJ disse:
A Ana é já uma das grandes aquisições do Blog para esta época! Relatos bem escritos, demonstrando muita capacidade de observação, boa memória e humor. A entrada da irmã na garagem distraindo o pai é um pormenor delicioso.
As suas estórias são também uma excelente demonstração de que as vivências do ERO que aqui vamos descrevendo são comuns a uma geração e não apenas da juventude das Caldas da Rainha.
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jorge disse...
passo aqui sempre a correr,mas passo sempre!o comentário do jj permitiu-me verificar que esta ana é também a autora da divertidissima historia do ruy que passou a rui,pelo que todos os elogios são poucos.jorge
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Julinha disse.
Realmente que bela aquisição para o nosso blog! A Ana com o seu modo de contar estes percalços engraçadissimos vai-me deliciando.....aquele jeitinho de distrair o Pai foi fabuloso! Também vamos assistindo a uma colecção (coleção pelo novo acordo ortográfico) de carros antigos,o que se torna muito interessante.
Obrigada Ana! Mais uma vez, gostei muito.
Júlia
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UM ANGLIA EM ÓBIDOS

por Fernando Santa-Bárbara



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Ao dar volta ao meu sotão (leia-se caixa dos pirolitos), lembrei-me de uma história passada aí há uns 50 anos, comigo, João Ramos Franco (João Traga Balas) e o Clóvis Remígio de Sousa.
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Então foi assim (como agora se diz):
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Estávamos, uma bela noite e devia ser numas férias, pois eu só cá vinha de férias, a pensar o que iríamos fazer!

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Conversa para aqui, conversa para acolá, até que o João disse:

- " E se fôssemos dar uma volta no Anglia? " (O Anglia, era o carro do Pai - Dr. Ramos Franco, Médico-Veterinário em Caldas da Rainha).
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Claro que ninguém tinha carta, mas dissémos logo que sim! Fomos direito à garagem, que servia também de consultório, buscar o Anglia.
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Onde vamos, onde não vamos e lá fomos até Óbidos! Durante a viagem não houve qualquer problema. Chegados a Óbidos entrámos e fomos direitos ao Largo da Igreja de Santa Maria que, salvo erro, tinha umas escadas em vez de rampa.
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Aqui, eu e Clóvis saímos do carro, para o João mostrar os seus dotes de condutor! Arranca para a frente e resolve fazer de seguida marcha atrás, esquecendo-se que estava um "senhor plátano" nas suas traseiras! E zás, traulitada no plátano e pára-choques metido para dentro!
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Claro que nós dois partimo-nos a rir a ver a cena e a imaginar o momento em que o Dr. Ramos Franco visse o carro!

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Acabaram-se as habilidades e regressámos às Caldas. Depois foi só meter o carro na garagem mas de maneira que, quando o Pai entrasse, não desse com os estragos. E assim lá entrou de marcha atrás,o que não era habitual, pois o Pai metia-o sempre de frente!
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Para acabar a noite o João Traga Balas, ainda tentou endireitar o pára-choques com o cabo de uma vassoura a fazer de alavanca. Claro está que aquele se partiu e o bom do João bateu com os "costados" no chão!
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Imaginem esta cena e o que nós nos rímos!
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João, desculpa lá dar a conhecer esta História da Nossa Vida, mas nunca soube como foi o final, isto é, o que se passou a seguir?
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Com um abraço
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Fernando Santa-Bárbara


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Publicado em colaboração com o blogue Estar Presente (João Ramos Franco)
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C O M E N T Á R I O S
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João Ramos Franco respondeu:
A seguir a tu ires para casa, eu e o Clóvis (aluno da Escola Comercial), fomos até ao Marinto beber mais umas cervejas e jogar bilhar… sempre com ele a gozar comigo, cada vez que pegava no taco para dar uma carambola, ele dizia: vai mais uma volta do raly…
Esta e outras aventuras do João Traga-Balas, (João Ramos Franco) serão contadas, mas como não foram só vividas por mim, coloca-se o "conto eu, contas tu" e parece-me que dar a palavra aos amigos que também as viveram torna-as mais interessantes.
Obrigado, Fernando Santa-Bárbara!
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J J disse...
Este episódio, relatado pelo Fernando Santa-Bárbara, vem mostrar que diversas gerações de caldenses desviaram os carros familiares de forma a alargarem os seus horizontes e o seu campo de acção.
Uns mais discretamente do que outros...
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Julinha disse:
Se Óbidos "falasse" quantas estórias dos meninos do ERO teria para contar! Girissimos estes textos que nos contam estas aventuras.
Obrigada
Júlia R
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São Caixinha disse:
Divertidissimo...gostei muito!! ;))
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Isabel Esse disse...
Já repararam que nunca há raparigas convidadas para participar nestas aventuras?Porque será?
À parte isso a história é divertida,embora o João Ramos Franco não tenha respondido completamente à pergunta do escritor sobre o que se passou a seguir!IS
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Dalila Garcia disse:
Gostei do comentário da Isabel Esse, que até agora não teve resposta! :-)
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João Ramos Franco respondeu:
A Julinha disse que se Óbidos "falasse" quantas estórias dos meninos do ERO teria para contar! A resposta à Isabel Esse penso que está nas palavras da Julinha!?...
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M Rosário Pimentel disse:
O plátano no local errado e à hora errada e não teriamos mais uma estória divertida,por cujo final ficamos a aguardar com curiosidade...
MRosário Pimentel
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Fernando Santa-Bárbara disse...
Para responder à Isabel Esse, que não tenho o prazer de conhecer, só lhe quero dizer que, se as raparigas não faziam parte destas aventuras, a culpa não era nossa!
Já pensaram quais eram os Pais que, nos finais dos anos 50, as deixavam sair à noite, a não ser para irem ao Casino? Pois é, nós bem gostávamos de as ter como companheiras...
Bem, o João já contou o resto da estória!
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CORREDORA DE AUTOMÓVEIS

Este post é um comentário da Ana Lúcia, a que foram
acrescentadas duas imagens escolhidas pela autora.
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"O Peugeot da Avó" é uma fantástica narrativa. É um texto que deixa algumas saudades desses belos tempos de infância e, como alguém comentou, nos faz pensar que houve realmente gente que se divertiu à grande...

Na altura em que eu era miúda, e na aldeia onde passei o tempo que vivi em Portugal, os meus pais eram dos poucos que se davam ao luxo de ter carro. Assim sendo, como podem calcular, o trânsito era mínimo.
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Eu, apesar de ser filha única e rapariga, fugia um pouco à norma, apesar de muita
gente se lembrar de mim como muito bem comportada e calada.
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Enquanto cresci, o meu pai tentou sempre ensinar-me a ser auto-suficiente. Dizia ele muitas vezes: - "hoje em dia as raparigas têm que saber defender-se e, se conduzem um carro, têm que saber como se desenrascar se houver uma avaria", parece que o estou a ouvir... E para tal era imperativo saber mexer num carro, motor e tudo o mais. Às escondidas, e muito contra a vontade da minha mãe, que achava que carros eram coisa de rapazes, o meu pai ensinou-me a guiar tinha eu os meus 12 anos. Assim cresceu o meu gosto por carros. Naquela altura tentava competir com o meu tio, somente mais velho que eu uns quatro anos, em conhecimento automóvel, sobre as últimas novidades em modelos, etc.
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Um dia, entre o casal que nós tínhamos e a casa onde residíamos, o meu pai deixou o carro por minha conta. Fez isso muitas vezes, embora o percurso não fosse nada fácil. Uns 2 quilómetros em estrada de terra batida com uma ladeira que, nos melhores dias, exigia geralmente duas ou três tentativas para subir. Com cuidado e muitas dicas do meu pai lá fiz a ladeira na primeira tentativa e, como calculam, fiquei muito orgulhosa de tal feito. Como já referi a estrada era de
terra batida mas só dava para um veículo; carro, mota, bicicleta, carro de bois, carro de mão, cavalo, etc., e, para agravar a situação, se dum lado havia uma valeta do outro havia um morro. Calculo que já estejam a ver a cena, para um veículo ou animal passar, o outro teria de parar ou abrandar. O que eu não vos disse ainda é que o carro em questão era um Citroen Ami 8, o meu pai adorava Citroens.
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Para quem gosta de carros franceses, este carro tinha algo de especial. O Ami 8 veio substituir o Ami 6. O primeiro carro que eu conduzira tinha sido o Ami 6 e, como devem calcular, conduzir um carro novo era algo muito especial. O Ami 8, além de todos os melhoramentos, carroçaria redesenhada, etc., etc., era o primeiro carro francês que utilizava injecção electrónica. Que bomba!
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Como disse, a ladeira foi um sucesso mas, numa das
curvas, sem visibilidade e comigo a acelerar um pouco, deparei-me com uma mota vinda em sentido oposto. Não, não bati em ninguém, não danifiquei o carro, mas algo bem mais incrível aconteceu naquele momento. Se eu conseguira dominar aquela máquina, com certeza que não teria o menor problema a conduzir veículos de alta competição! De repente cresceu em mim o desejo de ser corredora de automóveis...
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Um sonho que não se tornou realidade.... O ano passado quase me inscrevi na semana de treino do Clube Touareg, só não o fiz porque o meu trabalho não mo permitiu, mas o próximo provavelmente não escapa.
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O meu pai teria feito o possível para que o meu desejo se tornasse realidade mas com a minha mãe a caso foi bem diferente... Eu conto noutra altura.
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Ana Lúcia
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C O M E N T Á R I O S
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JJ disse:
Passadas as Santas Festas, estava o Blog em sossego com um bom lote de fotografias muito bem arrumadas e prontas para publicação, quando subitamente irrompem, pela pena do João Serra, o Virgílio Rui, perdão, Virgílio Ruy e o Luís Pinto Ribeiro num Mini (gamado à mãe deste) em trânsito para o Aeroporto!
Desde aí instalou-se a bagunça e a despudorada apologia da transgressão neste espaço: conduz-se sem carta, rouba-se o carro à avó, partem-se semi-eixos e caixas de velocidade, há pais que ensinam meninos de dez e meninas de doze anos a conduzir, a Julinha trocou os pés (ou os pedais?) na aula de condução… que mais revelações e confissões escabrosas irão ainda surgir?
E, como mostra este excelente relato da Ana Lúcia, receio bem que isto ainda não tenha acabado…

João Serra disse:
O fascínio pelas máquinas e pela partida (aeroportos, horizontes abertos, viagens reais ou imaginárias) é nos portugueses coisa antiga e transversal. Entretanto a senda do bom humor prossegue no blog. Vem aí o Carnaval. Que mais irá acontecer?
JS
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Maria Manuela Gama Vieira disse:
Abençoado o comentário do JJ ...é mesmo fantástico que "isto ainda não tenha acabado"!
:-)
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Luis disse:
Se "isto" é o blogue, nunca mais deve acabar! Gostei especialmente da sucessão de histórias que uma recordação gerou,um pouco como aquelas conversas que se diz que são como as cerejas...
Pelo que percebo das meias palavras do JJ-que nunca nos conta tudo,como já repararam-ainda vai haver mais posts sobre os malucos dos automóveis!Espero que sejam tão interessantes como esta aventura da Ana Lúcia,já imaginaram bem uma miúda de doze anos a conduzir uma Ami por um barranco de terra batida acima?
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Isabel Esse disse...
Recordo-me efectivamente do Dr. Serafim ter num comentário anterior descrito a Ana como calma e sossegada ou coisa do género.Mas é uma verdadeira maria rapaz que aqui aparece nesta verdadeira aventura.Qual é a verdadeira Ana Lucia?
Gostei muito de ler,claro.Beijo.IS
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M Rosário Pimentel disse:
Gostei imenso de saber que não só os rapazes mas também meninas,como a Ana Lúcia,foram tão precoces nas artes da condução automóvel.
Com ela,só tenho um ponto em comum - o privilégio de um Pai que, no seu zelo pelo futuro dos filhos,para além de um Curso Universitário eles teriam,também,de tirar a Carta de Condução.Os meus Pais consideravam o primeiro como fundamental e indiscutível mas a segunda era como que um complemento.
Assim,um Domingo à tarde,como habitualmente,meu Pai dirigiu-se à garagem e perguntando-lhe pela Mãe,ouvi surpresa:
-Hoje não vamos passear.Vou ensinar-te a conduzir!
Maria do Rosário Pimentel
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CAIXA DE QUATRO OU CINCO VELOCIDADES?


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Renault Dauphine

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No inicio dos anos 60 o meu pai resolveu comprar um carro. Entre o Renault Gordini (4 velocidades para a frente e uma para trás), e o Renault Dauphine (3 velocidades para a frente e uma para trás), optou pelo segundo.

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Aspecto exterior igual mas de preço e performance diferentes.

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Um dia deixou-me conduzir um pouco e lá segui para Caldas. Primeira… arranco, entro na estrada principal, por alturas da saída de S. Martinho meto a segunda… e vai de acelerar… meto a terceira, apanho a recta da Caldeira e perto deste edifício… bem lançado… meto a quarta e… era uma vez um carro!!! Não chegou a Alfeizerão...
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Um abraço
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A.Justiça
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C O M E N T Á R I O S
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M Rosário disse:
Concluo que o Pai fez a opção de compra certa...!
MRosário Pimentel
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Manuela Gama Vieira disse:
Eu bem dizia que este blog tinha futuro...
Não percebo nada de carros,mas lembro-me bem do fascínio que as "máquinas" e a sua condução suscitavam na juventude do nosso tempo,um sucesso!
Diverti-me imenso com as peripécias trabalhosas e arriscadas descritas pelo Jales em "O carro da Avó",tal como me diverti com o A.Justiça que descreve a sua "breve" viagem como se de uma aula de dança se tratasse...os passos foram substituídos pelas mudanças...
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Guida Sousa disse...
AH!AH!AH! gostei!
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Julinha disse:
Se era de quatro,foi o que foi.....imagino se fosse de cinco !!!!!!
Muito engraçada esta descrição da viagem do Renaut Dauphine.
Júlia R
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J.L. Reboleira Alexandre disse...
Não duvido que os carros tinham algumas mudanças para a frente, uns mais que outros, mas pelo menos tinham em comum uma mudança para trás. Nada mudou neste aspecto. Ficou bem explícito no texto.
Não nos diz nada é sobre as outras opções. Volante eléctrico, telescópico, e mais não sei quê. Assentos programáveis e aquecidos, com diversos graus de temperatura. Nem falo no A/C automático. Sistema de navegação. Nada sobre os pneus igualmente, ficamos sem saber se seriam de 13 ou 20 polegadas.
Quero com isto dizer que o Justiça faz uma descrição sumaríssima do seu primeiro, imagino, automóvel. A única razão para tanta falta de informação, deve-se sem dúvida à memória que apagou todos os outros detalhes do pópó, de certeza....
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Alfredo disse...
Ó Zé Luís
O que achas que aconteceu ao carro depois de, em velocidade, ter metido uma quarta num carro de três velocidades para a frente?É claro que foi a marcha-atrás que entrou e a caixa de velocidades ficou em "fanicos".
Um abraço
A.Justiça
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