ALMOÇO / CONVÍVIO

ALMOÇO / CONVÍVIO

Os futuros almoços/encontros realizar-se-ão no primeiro Sábado do mês de Outubro . Esta decisão permitirá a todos conhecerem a data com o máximo de antecedência . .
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Paulo Caiado - esta é a minha homenagem ao Rui:




Esta semana morreu-me um amigo que não conhecia.
Por vezes acontece-me isto. Morrem-me pessoas que me são queridas e que contudo eu não conheço pessoalmente mas sei quem são, onde vivem, com quem se dão. Que sei tudo acerca deles, o que fizeram na vida.
Pessoas que à boa maneira da minha cidade eu cumprimentaria se o encontrasse fora dela, com um aperto de mãos até, se fosse no estrangeiro, mas que nem sequer um sorriso ou um olhar nos olhos daria se nos cruzássemos nas ruas.
Sei que o contrário seria também verdadeiro. Que ele me cumprimentaria fora do nosso contexto habitual e que sentiria a minha morte como se de um amigo se tratasse.
O Rui era uns bons anos mais velho do que eu mas apesar da diferença de idades  frequentámos em simultâneo  o Externato Ramalho Ortigão  durante quatro anos.
Depois, a proximidade das residências, os locais de convívio comuns, o Casino, os courts de ténis, a Zaira, a Foz, o Ferro Velho e a Azenha e todas as outras dezenas de locais, a relação de cordialidade e amizade entre as famílias, a minha amizade com os irmãos e irmãs mais novos dos seus maiores amigos, tudo contribuiu para que nos víssemos com frequência durante longos anos.
A existência do Rui paralela à minha própria tornou-o uma figura sempre presente nas várias etapas da minha vida e na realidade o que recordo com carinho nestes amigos que me morrem ou que ainda se mantém à distância da minha vida são os seus rostos, os seus sorrisos, as suas falas largas e altas acompanhadas de graças e gargalhadas que marcaram muitos dos meus momentos.
Eles datam-me e são como marcos fundamentais da minha existência. À distância foram testemunhos do meu crescimento e podem afiançar por mim. Eles podem dizer que eu existo ou que eu existi durante tantos anos.
A sua presença, como a do Rui, pode apenas fazer-se sentir a espaços, por vezes com intervalos de anos, mas estão por cá e eu sei que posso contar com o reencontro mais tarde ou mais cedo. Ambos sabemos quem é o outro e podemos falar dele com amizade perante terceiros. Poderão nos apresentar, nos avalizar, e nos recomendar sem nunca ter tido contacto directo nem nunca necessitando de o ter.
Basta estarmos.
O Rui morreu e com ele desaparece uma parte da minha vida, pois esta é feita de pessoas, locais, eventos que nos formam as boas recordações, nos trazem felicidade nas memórias e nos aconchegam para o futuro pois sabemos que não estamos sós. E que mesmo estes amigos que não conhecemos estarão para nós se a eles apelarmos.
Eu não conheci o Rui e no entanto durante mais de quarenta anos ele fez parte da minha vida. Agora sinto tanto a falta dele como se um amigo pessoal se tratasse. Custa-me pensar que não o verei mais, que não verei o seu rosto anguloso, a barba de loura de três dias, os olhos claros e demasiado juntos e o seu sorriso permanente.
Quando li uma vez umas histórias engraçadas da sua juventude contadas por um amigo comum, ri-me e pensei que aquilo era mesmo típico do Rui. Não o conhecia pessoalmente mas já o conhecia tão bem! Se me contassem algo a seu respeito eu sorriria a confirmar que era mesmo do Rui ou me surpreenderia por não ser nada o seu género. E no entanto eu não o conhecia pessoalmente.
Eu vou sempre sentir a sua falta. É uma parte de mim, um testemunho que poderei dar e um testemunho de mim que alguém poderia dar que se perde. Um dia desapareceremos todos. O Rui, eu e os amigos comuns, os que nos conheciam pessoalmente e os que eram nossos amigos sem nos conhecer. E nessa altura então, desapareceremos. Morreremos de vez, pois não haverá ninguém que nos recorde e a nossa existência será ignorada como se nunca tivesse existido. E ninguém saberá como marcámos os outros, como o Rui nos marcou.
Escrevo para que outros o leiam, para que saibam.
Que saibam que o Rui tinha amigos que não conhecia. E que a amizade conhece várias formas, uma delas pode ser através de um escrito arrancado a lágrimas, de saudade, de omissão.
Estranho esta nossa forma de ser. Podemos estar anos sem ver alguém de que sabemos onde vive, o que faz, mas apenas quando nos apercebemos da possibilidade de nunca mais o ver, por ter partido para paragens distantes ou partido para lugares de onde o retorno é muito incerto sentimos então saudades. Eu estava anos sem ver o Rui e apenas constatava o facto, agora o Rui partiu há poucos dias e eu já sinto saudades.
Paulo Caiado

JANTAR/CONVÍVIO DOS AMIGOS DA FOZ DO ARELHO (2011)

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A Foz do Arelho é uma praia mágica, pelas circunstâncias geográficas da junção da Lagoa e do Mar mas sobretudo pelo espaço que ocupa no imaginário e nas recordações de todos quantos a frequentaram como praia, como local de diversão nocturna e de convívio, como catalisadora de amizades eternas e amores fugazes.
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Já há alguns anos que um grupo de antigos e actuais "banhistas" se reúne num jantar de confraternização, e também reencontro, entre os que ficaram a residir nas Caldas e os que foram viver para longe (alguns bem longe !). Há quatro anos que esse jantar se tornou público e aberto a todos os que gostam, frequentam e se interessam pela Foz.
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O Encontro deste ano realizou-se no passado Sábado, 6 de Agosto. Começou às 18h30m com uma visita guiada à Exposição de Postais "A Foz do Arelho Desde Há Cem Anos" (amável colaboração da Junta de Freguesia da Foz do Arelho), a que se seguiu um jantar volante no restaurante do Inatel e um café (com muitas conversas) na sua esplanada. Uma "late drink" no Trombone  não estava no programa mas já faz parte da tradição...
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A iniciativa foi apoiada por vários Blogues e páginas do Facebook dedicadas a esta praia, bem como pela Junta de Freguesia e pelo Turismo da Foz do Arelho e teve a colaboração do Miguel Chaby, impulsionador da Exposição de Postais.
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Há quatro álbuns de fotografias que ilustram o evento e que todos poderão ver clicando em:

Álbum nº 1 


Álbum nº 2   
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Álbum nº 3  
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FALECEU O NOSSO ANTIGO PROFESSOR - O DR. SANCHES

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Faleceu hoje, 4ª feira dia 3, o Sr. Dr. Manuel Valente Sanches (86 anos). Estava doente e internado no Montepio há algum tempo.
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Foi professor no ERO durante as décadas de 60 e 70 e era pai dos nossos colegas Antonieta (Eca) e José Carlos Sanches, a quem enviamos um abraço de condolências e solidariedade.
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Recordo o pai dos meus colegas como uma pessoa sempre gentil e afável, um professor sempre paciente apesar da aridez da O.P.A.N. que me leccionou entre 1969 e 1971 (ele perdoar-me-ia a "aridez"). Obtive quinze no exame, penso que ambos cumprimos a nossa tarefa.

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Muito conhecido e estimado nas Caldas, desempenhou vários cargos de serviço público, de que publico um curto resumo retirado de um PDF publicado pelos serviços da AR (peço desculpa por qualquer lapso, a que sou alheio).
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Data de nascimento
1925-01-20.
 
Localidade
Aldeia da Ribeira / Sabugal / Guarda.


Habilitações literárias
Licenciatura em Direito.


Profissão
Advogado;


Carreira profissional
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Preceptor da Casa Pia de Lisboa;

Aspirante de Secretário do Asilo da Mendicidade de Lisboa (Alcobaça);

Professor no Externato Ramalho Ortigão nas Caldas da Rainha;

Chefe da Secretaria do Hospital Rainha D. Leonor, na mesma cidade;

Membro da Mesa da Santa Casa da Misericórdia das Caldas (1965);

Presidente da Comissão Instaladora do Centro Hospitalar das Caldas da Rainha.

Deputado na Assembleia Nacional

 

Carreira parlamentar
Legislaturas

Círculo



Comissões
X Legislatura (1969-1973)


Leiria



Trabalho, Previdência e Assistência Social.
XI Legislatura (1973-1974)
Leiria
Trabalho, Previdência e Assistência Social. 

COMENTÁRIOS

Maria Helena Arroz disse...
Ao meu amigo Sanches um grande abraço, neste dia triste. Lena Arroz 
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Anónimo disse...
À Antonieta e ao Zé Carlos envio os meus sentidos pêsames.Recordo também com saudade o meu prof de organização política. Luis
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    • Isabel Trüninger de Albuquerque


      Que notícia tão triste. Adorava o Dr.Sanches, criou em mim uma paixão pela filosofia e nessa altura não havia meios áudio visuais a não ser o quadro. Nada mais fazia falta ao Dr.Sanches. Nem a nós. Passeava, relacionava, levantava questões, interrogava-se e interrogava-nos com um entusiasmo sem fim. As suas aulas eram um verdadeiro prazer. Um amigo e uma excelente pessoa, com um sentido de humor inteligente, fino...a minha mãe falava do Dr Sanches com tanta admiração a afecto. Fico muito triste porque na minha imaginação iria reencontrá-lo um dia destes, digo baixinho, a 8 de Outubro...estou triste...muito triste. Um beijinho e abraço à Eca e ao Zé Carlos. Felizmente um Pai permanece nas nossas vidas para sempre, mas a perda e o sofrimento por mais que formulemos argumentos intelectualmente complexos ou simples, são uma dor imensa...


    • É sempre triste ouvir estas notícias,especialmente quando se referem a alguém com quem privámos e que contribuiu para a nossa formação académica.Relembro as suas aulas na disciplina de O. P. A. N. ao Sábado de manhã.
      Lamento a sua perda e envio aos seus familiares "sentidos pêsames"

    • A Todos os Familiares os meus sentimentos.


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António Fialho Marcelino disse...



Lembro-me, como se fosse hoje, das aulas de OPAN, que achávamos uma grande chatice e que eram dadas com muita convicção pelo Dr. Sanches. Os Sentidos pêsames a toda a família, em especial ao Sanches.
 Tó-Quim






  •  Apesar do Dr. Sanches não ter sido meu professor, recordo-o com simpatia. Que noticia triste. Os meus pêsames aos familiares e amigos.


  • Julinha disse:
    Ao abrir hoje o blog ficámos muito tristes... faleceu o Dr Sanches . Sempre o recordaremos com muita saudade, foi nosso professor de OPAN no 6º e 7º ano e as suas aulas deixaram-nos boas recordações. 
    Enviamos sentidos pêsames a toda a Família e em especial aos nossos colegas e amigos Eca e Zé Carlos.

    Júlia R e Oliveira

    FORMOSAS MAS NÃO SEGURAS

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    Em cima do carrinho de mão, no meio da verdura, estão certamente formosas mas não parecem seguras ...
    (1963?1964?)



    C O M E N T Á R I O S
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    IsabelS disse...
    A da esquerda é uma das Vieira Pereira,a outra não sei quem é.Tens razão,estão muito formosas nesta fotografia!Boas férias para ti e todos os colegas.

    AS MENINAS NA ESCADA

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    Aqui estão mais duas fotografias, que me foram entregues sem data nem identificação. Assim de repente pareceu-me reconhecer duas VPs (Manela e Lena), a Mercês, a Monserrate e a Lurdes Canhão, a Lena Arroz ... Mas, como habitualmente, vou esperar que quem lá estava diga mais alguma coisa, e que confirme se isto é na escadaria da Igreja do Pópulo.
    Como já vem sendo hábito, podem também usar a nossa página do Facebook .


    C O M E N T Á R I O S
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      Não conheço esta foto, mas identifico algumas colegas:Ilda Lourenço, Lena Arroz, Manela e Lena Vieira Pereira, Ramira Pimenta,Fátima Vieira Lino, Olga Pereira, Olga( irmã do Miguel), as irmãs Canhão Veloso, as manas Fêo e Torres e não sei mais.
     
    Maria Do Carmo Lemos
    Efectivamente é uma foto tirada na escadaria da Igreja de N. S. do Pópulo. Consigo identificar muitas colegas. Eu própria também lá estou, logo abaixo da Ilda Lourenço. Depois reconheço a Lena e a Manela Vieira Pereira, a Olga Pereira do meu lado esquerdo, a Ramira a Lena Arroz, a Monserrate, a Mercês, a Fátima Vieira Lino. Conheço quase todas as outras mas, infelizmente, não me consigo lembrar do nome. Também não me lembro do que estaríamos a fazer ali nem a data em que foi tirada. Julgo que tenho esta foto. Se a descobrir, vou ver se está datada. Uma verdadeira relíquia!...
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    FOI NAS ESCADAS DA IGREJA DE N. S. DO PÓPULO, VINHAM AS MENINAS DA CATEQUESE?