ALMOÇO / CONVÍVIO

ALMOÇO / CONVÍVIO

Os futuros almoços/encontros realizar-se-ão no primeiro Sábado do mês de Outubro . Esta decisão permitirá a todos conhecerem a data com o máximo de antecedência . .
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Ao Zéquinha, com os melhores cumprimentos

Esta vida de assistente de editor está afinal a transformar-se numa actividade profundamente incompreendida, mal remunerada e de risco eminente para a minha periclitante saúde mental.
Eu explico. O Zèquinha produziu em devida altura um artigo eloquente sobre a saudosa Drª Ermelinda, a inesquecível Super das aulas de Filosofia das Sextas-Feiras à tarde,
dando início ao que parecia ser uma colaboração regular que desde logo nos deixou em justificada expectativa.
Os dias e as semanas passaram vagarosamente, o Natal viu renascer o Deus Menino e 2008 entrou pela porta do costume no dia 1 de Janeiro, mas do Zèquinha... népias.
Finalmente no dia 3, uma mensagem ao cuidado do Editor que passo a r
eproduzir:

Eh Malta...só agora é que me dei conta de não ter enviado uma mensagem de Boas Festas e de Bom Ano....imperdoável.
Para que no próximo ano esta fita não se repita.....quero desejar, desde já a todos os Ramalhões e Ramalhonas, Ortigalhos e Ortigonas um excelente Natal em 2008 e um Próspero Ano de 2009
Zeca Pereira da Silva

Quis a ironia do destino que à hora da chegada desta mensagem estivesse reunido no éter o putativo Conselho Editorial, tendo este humilde colaborador acatado de imediato a orientação do seu superior hierárquico para produzir uma reacção compatível com o nível de indignação em que acabáramos de cair.
Transcrevo a seguir a mensagem singela que enderecei ao Zéquinha, cumprindo a missão que me acabara de ser confiada:

Acabo de ser incumbido pelo Administrador do Blogue de proceder à mais veemente crítica pela demissão inqualificável das responsabilidades que te estão acometidas!
Ficamos assim à espera que te retrates e recuperes a imagem imaculada que indiciaste com o artigo da Super!
Bom ano 2010 também para ti!
LFS

Qual não é o meu espanto quando, em lugar da retratação que esperávamos inferir da surpresa de um novo artigo que nos reconduzisse às memórias preclaras do nosso amigo Zèquinha, somos invectivados despudoradamente com a prosa destas linhas:

Acabo de ser zurzido por um tal Luis Filipe Santos que me acusa de demissionário em responsabilidades que não me lembro de ter assumido ou se assumi, melhor fora que não assumisse tal é a vergonha que tenho de convocar a uma já tão fraca memória episódios inenarráveis por bocas minimamente decentes e decorosas.....agora não, mas depois de despachar umas tretas do doutoramento, hei-de vir aqui contar...custe o que custar e ainda que tal mais me aproxime do inferno...a famosa estória duma cafeteira de esmalte, do seu conteúdo e das patifarias que alguns daqueles que hoje se escondem sob nomes que ninguém identifica ou atrás de pesadas cortinas de respeitabilidade, com essa cafeteira e seu conteúdo, conseguiram concretizar.
O JJ é mesmo mauzinho e continua a querer presentear-me com qualidades que nunca descobri...eu que talvez seja desta, pelo que se vê, notável geração o único que faz do socrático preceito uma norma de vida....isto cheira-me a vingança tardia, só ainda não consegui foi descobrir o nome dela....
Com os melhores cumprimentos,
Zeca Pereira da Silva

Não irei comentar a linguagem hermética nem o tom insidioso da respectiva argumentação. O melhor juízo será feito pelos leitores.
Deixo aqui apenas duas perguntas que porventura possam vir a ter resposta do Zèquinha, para esclarecimento de todos e benefício do nosso equilíbrio mental:
Como é que o paciente de “uma já tão fraca memória”, que não se lembra de ter assumido ou se assumiu melhor fora que não tivesse assumido, tem cabeça para andar a “despachar umas tretas do doutoramento”?
Que traumas longíquos terão persistido ao longo de tantos anos para invocar “patifarias que alguns daqueles... conseguiram concretizar”?


E agora por falar em patifarias, estou a dar voltas à cabeça e não consigo lembrar-me de um só momento em que o Zèquinha, quando as houve, lhes não estivesse associado...

LFS

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Comentários:
10 Janeiro,2008
Zequinha disse:
Afinal o tal LFS...por extenso Luis Filipe Santos...desvendou-se no mais recente e-mail...és tu, só podias ser tu, Flores. Só não percebo, agora que deixas cair o indigno "quasianonimato", porque é que te disfarças de Pai Natal no posting de quarta-feira 9...vê lá se tens coragem para pôr uma foto das tuas?!...mas minhas, com montagem e tudo, são logo 3 não vá a malta ter dúvidas sobre quem foi afinal o desgraçado que se esqueceu de enviar a tempo os votos de boas-festas.
Mas deixa estar que a vingança será terrível...e muitas hão-de ser as histórias passadas no teu sótão que aqui hei-de vir contar para tua....e nossa glória.
Por exemplo quem é que hoje acreditaria que passámos 4 dias e 4 noites, a fio e em branco, para fazer as frequências do 6º ano? Com intervalos só para café e uma rápida escapadinha ao pão quente do Teixeira ou do Morgado? Que heróis.....Ah...a propósito, sabes que já anunciei revelar o mistério da cafeteira de esmalte?...isso, vai tremendo
Beijinhos para as Ramalhonas...
Zeca Pereira da Silva
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10 Janeiro,2008
JJ disse:
1-A identidade do LFS só pode ser desconhecida de alguém muito distraído....Várias vezes foi escrito neste Blog que é o Flores.
2-São as fotos do Zequinha que estão no artigo porque são essas que as fãs querem ver, não outras.
3- E mais não digo, porque uma estória que envolve estes dois durante 4 dias e 4 noites num sótão, não tem mesmo nada a ver comigo...
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16 Janeiro, 2008
Miguel B M disse:
"Noites de estudo em casa do Flores"
Eram "famozérrimas" as sessões de estudo no sotão da casa do LFS precisamente do final do 6º ano. Lembro-me de chegar lá às duas da manhã ( depois de umas horas de sono ), ficarmos a estudar até de manhã e irmos directamente para as aulas. Isto apesar da minha mãe ficar a mandar vir disparatadamente - " vais chumbar se continuares nisto !".Uma noite o Vítor Gil encheu completamente um frasco com urina e escondeu-o debaixo de um sofá .Semanas mais tarde o dito recipiente foi encontrado pela mãe do LFS que, intrigada, resolveu averiguar que líquido misterioso era aquele, já que tinha uma tonalidade mto escura. Quando o cheirou, a pobre senhora caiu redonda com a agressividade do odor. Noutra noite ( foram muitas as noites de "estudo") o mesmo Vítor Gil teve súbita cólica e como não havia casa de banho no andar, optou pela tradicional folha de jornal após o que a atirou pela janela, vindo esta mais o seu conteúdo a aterrar em cima do vidro dianteiro de um carro que estava justamente estacionado sob a janela do referido sotão. Como não tivéssemos achado que o vidro tivesse ficado suficientemente sujo o proprietário da embalagem veio cá abaixo e acabou da espalhar o conteúdo sólido sobre toda a superfície do vidro que obviamente ficou completamente opaco.
E "prontos" eram estas as "noites de estudo " em casa do LFS. Não admira que o Gil tivesse lerpado no 6º ano, o que na altura deveria ter entrado para um eventual livro de recordes.
Um abraço M

A MOCIDADE PORTUGUESA NO EXTERNATO RAMALHO ORTIGÃO



Escrevo aqui uma pequena nota sobre a questão da Mocidade Portuguesa no Externato Ramalho Ortigão, levantada pela crónica do Faria. Estive para integrar esse assunto na história do Colégio mas não o fiz porque parece não ter tido entre nós a MP uma presença visível, marcante, como tinha na Escola, por exemplo. A única coisa para mim certa era o pagamento de uma anuidade de 20$00 para os mais novos e 30$00 para os mais velhos, conforme prova em anexo. Para quê, não sei.



Diz o João Bonifácio Serra “ao contrário do que escreve o Carlos Faria, a Mocidade Portuguesa funcionou no Colégio, pelo menos durante alguns anos. Em 1964 ou 1965, foi sendo substituída pelos Cavaleiros de Santo Graal (para rapazes) e pela Guias (para as raparigas), organizações formadas em 1962.” E junta notícia do “Despertar” em que se relata um dia de festa dos Cavaleiros : "creio que o Despertar, o jornal do ERO poucas edições terá tido. No ano de que lhe enviei um recorte, o Jornal era patrocinado pela MocidadePortuguesa. Não guardei o jornal, mas encontrei a ficha técnica, e mando-a em anexo" (seria para isto que serviam os nossos 30 paus?).


Após um curto inquérito junto de colegas mais velhos fiquei a saber que efectivamente já na década de 50 alguns alunos integraram a Mocidade Portuguesa mas nessa altura “as actividades eram coordenadas e realizadas no exterior, não eram incluídas nos horários e planos curriculares, como nos estabelecimentos oficiais”. O principal aliciante parecia ser a participação nos acampamentos, forma de escapar durante uns dias à rotina familiar e ao controlo paterno.
Mas depois da passagem para a Diário de Notícias:
1 - “M.P. funcionou de forma efectiva e oficial apenas nos anos lectivos de 60/61 e 61/62” .
2- ” Sim, a MP funcionava com características de obrigatoriedade, tive (tínhamos) farda. Era dirigida pelo Chefe de Secretaria Bernardo Rodrigues que tinha o posto de Comandante de Castelo e julgo que tinha compensações externas ao ERO por essa actividade” .
3 - “Os Cavaleiros e as Guias começaram em 62/63 sob a direcção do diácono/padre Luís Moita (61/62) e o sub-diácono António Monteiro Afonso (62/63) mas, ao contrário da Mocidade, a adesão era facultativa “.
4 – “Sim – pertenci a MP e Cavaleiros; tive farda em ambas “.
5 - "Pertenci às Guias durante parte do meu 1º ano e parte do 2º ano. A minha Guia chefe era a Lena Vieira Pereira, nunca tive farda e não me consigo lembrar porque acabou, pelo menos para mim. Lembro-me que havia a obrigação de ir , diariamente , à missa das 08h00 e eu não cumpria esse requisito."
Houve respostas curiosas a algumas perguntas:
6 – P: Alguma vez tiveste algum contacto com a organização da Mocidade Portuguesa enquanto aluno do ERO? R: “A leitura da "Menina e Moça" - só agora descobri que era da MP”.
7 - Em que anos lectivos pertenceste à MP? R: “61/62 e 62/63 - com o padre Albino acabaram estas actividades extra-curriculares”

Efectivamente parece ter sido o Padre Albino que acabou (ou deixou ir acabando) todas estas acções de enquadramento juvenil no sistema, o que é motivo de reflexão. O que julgaria ele ainda mais importante?



Podemos pois concluir que a presença da MP no ERO foi efémera, entre Outubro de 1960 e 1963, notando-se uma clara falta de empenhamento da hierarquia católica e docente do Externato na sua acção. Fique registado, pese embora o carácter informal do inquérito, que colegas da mesma turma deram respostas diferentes. Esta falta de uma memória colectiva coerente parece demonstrar (além da previsível Alzheimer) , que a MP marcou pouco a maioria dos nossos colegas.



Durante a minha estadia no Colégio (1962-1971) não participei em qualquer estrutura, organização, acção de formação ou doutrinação que remotamente pudesse sugerir a Mocidade Portuguesa ou os Cavaleiros do Santo Graal. De fardas ou outros símbolos, nem rasto.



A única actividade que poderia ser relacionada com tudo isto era uma hora do Sábado de manhã passada na Mata a jogar à bola e à “barra do lenço”, jogos displicentemente supervisionados por um tal Mário, playboy simpático que passou uns tempos no Colégio com um cargo indefinido e um cigarro na boca. A meio desse ano (67 ou 68) ter-se-á casado em Lisboa e desapareceu. Dizia-se que essa hora estava inscrita curricularmente como sendo da M.P. e era uma espécie de “tapa a boca” para não dizerem que não havia nenhuma forma de integração da juventude no “espírito do regime”… As nossas colegas tinham simultaneamente uma outra actividade qualquer (sábado das dez às onze, salvo erro), seria Lavores ou algo relacionado com as Guias? Se alguma ler isto, talvez possa elucidar-nos.



Depois do “desaparecimento” do tal Mário, o Padre Albino organizou uns seminários vagamente político-religiosos nesse horário mas, para eterno prejuízo da minha formação, fui convidado a abandonar logo no primeiro evento. Após alguma incompreensão por parte dos meus pais na aplicação de um eventual castigo por indisciplina numa actividade cuja integração no currículo do ERO era nebulosa e discutível, fui “dispensado” de lá voltar juntamente com o Miguel BM, Hipólito, Matias, Rogério, enfim, os “suspeitos do costume”, tudo pessoal que mais facilmente seria admitido nas fileiras dos “Companheiros de Baal” do que nos “Cavaleiros do Graal”. Alguns colegas que continuaram a frequentar essas “sessões” viveram tempos de revelação e transfiguração mística renegando, durante alguns meses, uma anterior vida dissoluta e pecaminosa marcada por uns cigarros, umas imperiais, umas noites escaldantes com anúncios de lingerie e umas lerpas ocasionais. Outros abraçaram, simplesmente, mais ou menos curtas carreiras de acólitos. Penso pois que essas acções fossem mais religiosas que para-militares e políticas, como deveriam ser as da M.P.


Lembro-me de voltarmos para a Mata para jogar umas futeboladas nas restantes manhãs de Sábado desse ano. Só que desta vez sozinhos, esporadicamente visitados pelo Sr. Ulisses.


Os que lêem estas coisas transversalmente não reparam nos importante nacos de informação que lhes são proporcionados. Aposto que poucos, como eu, se encantaram com a parte da reportagem da Festa de S. Paulo em que se lê “um lauto copo-de-água abrilhantado com o eficiente serviço das Guias que foram sem dúvida incansáveis. A elas se deve grande parte do brilhantismo da festa“. Ficámos assim a saber que estas Guias estavam muito mais adiantadas na sua educação do que as estudantes da nossa geração que nunca, que me lembre, nos serviram nem um copo de água quanto mais um copo-de-água, assim se vendo a falta que lhes fez a Mocidade Portuguesa!
JJ




NOTA: Agradecimentos especias aos colegas, e foram praticamente todos os que contactei, que me deram informações preciosas num espaço de meia-dúzia de horas, bem como ao João Serra que, com o seu email e os seus recortes, despertou a minha curiosidade. Um abraço a todos.
Os comentários, como habitualmente, estão à espera dos vossos testemunhos, concordâncias, rectificações, discordâncias, invenções, descobertas, críticas…

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Comentários
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8 Janeiro, 2008
Miguel B M disse:
Com efeito a MP passou-nos totalmente ao lado embora estivéssemos obrigatoriamente filiados.Tivémos algumas sessões, felizmente mal sucedidas, de catequização na mata, e que terminaram invariavelmente em futeboladas de boa memória. Nós nunca tivémos que comprar sequer a farda da MP mas lembro-me perfeitamente do Zé Sancho fardadinho (era um querido) quando estava no 2º ano e nós no 1º. Tal cm referiste, e bem, as coisas eram muito a sério na Escola. Fui muitas vezes assistir a paradas verdadeiramente paramilitares, com grande pompa, em que havia um comandante de castelo e até o posto mais elevado na hierarquia da MP,o comandante de quina,que era o Micael. A minha mãe chegou a ser nomeada comissária distrital da MP feminina mas era um cargo apenas administrativo, em que se limitava a receber ordens de Leiria da famosa Ofélia Carvalhão, que chegou a fazer exames verdadeiramente pidescos no ERO no 5º e 7º ano. Ainda me lembro da existência de "Guias" mas não me lembrava de todo dos C.Graal. Acho que mais uma vez é um assunto interessante e pertinente para ser falado e sabendo das convicções políticas do editor da revista a teorização a que foi sujeito só teve efeitos contra producentes.Thanks and goodbye. M

8 Janeiro, 2008
Z C Faria disse:
Parece-me que há aqui um mal entendido.
Relendo o que escrevi, creio ter afirmado que na altura em que entrei para o ERO, a MP não tinha qualquer presença efectiva (o que o João Bonifácio Serra confirma) e que dela sobravam uns trastes esquecidos, sinal duma presença anterior, pelos vistos efémera e que nunca gozou de grande dimensão. Dos Cavaleiros de Santo Graal confesso nem sequer me ter apercebido da sua existência. Recordo sim uma tentativa, em 1966, para formação de um grupo de escuteiros (sem farda, sem tendas, sem cordas, sem nenhuns meios), que ainda fez uns arremedos de actividade na Mata e que rapidamente desapareceu.
A propaganda do anterior regime foi ao longo dos anos retocando a imagem da sua organização para a Juventude, desde o carácter inicial paramilitar, moldado no perfil adoptado na Alemanha de Hitler e na Itália de Mussolini, até aos aspectos sobretudo de prática desportiva, dos seus últimos dias. Mas no Externato já nada disto existia. A Mocidade Portuguesa era já apenas um fantasma de outros tempos...

8 Janeiro,2008
Ana Nascimento disse:
Oi , bom dia Joãozinho
1. Pois então o Bonifácio está completamente enganado no que respeita à substituição da MP pelos Cavaleiros e pelas Guias. ( o rapaz tb não pode lembrar-se de tudo … e como é artista põe sempre mais uns pós… é uma chatice pois eu eu cá sou de ciências … )
O Padre António Emílio criou as Guias e os Cavaleiros com o mesmo espírito e objectivos dos Escuteiros criados por Baden Powell, no meu 2º ano (ano lectivo de 1961/62 ). A saudação entre nós era exactamente a saudação dos escuteiros . Estes grupos não foram oficializados (era intenção do padre António integrá-los nos escuteiros) e só duraram até 1963, altura em que o padre António foi transferido para a Casa Pia. Com a entrada do Padre Albino para director os Grupos morreram, o novo director não lhes deu seguimento.
A orientação dos grupos pelo padre Luís Moita sim, lembro-me, mas apenas alguma, porque era o padre António que normalmente reunia connosco e nos ensinava a fazer os nós, os sinais de bandeiras, como fazer uma pista e segui-la, etc….
Quanto às fardas existiam sim… ainda tenho alguma coisa vou procurar logo que possa
2. "Pertenci às Guias durante parte do meu 1º ano e parte do 2º ano. A minha Guia chefe era a Lena Vieira Pereira, nunca tive farda e não me consigo lembrar porque acabou, pelo menos para mim. Lembro-me que havia a obrigação de ir , diariamente , à missa das 08h00 e eu não cumpria esse requisito."
Isto não é bem assim, a pequena deve ser mocinha da minha idade e tb está um bocadinho esquecida…
A Lena V. ser a chefe do grupo sim está correcto, lembro-me que eu pertencia ao grupo das formiguinhas. Agora quanto à obrigação de ir à missa às 8 da manhã é de rir…. As aulas no colégio começavam às 9h e a missa era no intervalo grande ou seja às 11h e só ia quem queria,…. nunca ninguém foi obrigado a ir…(eu era uma das que só ia pontualmente….)
As fardas só se recebiam ao fim de um tempo de aprendizagem e para isso era necessário estarmos presentes nas reuniões e sermos empenhadas no que fazíamos, e termos sempre presente a generosidade e a ajuda ao próximo… (esta agora foi bonita !!!)
Mocidade Portuguesa
Não tive nada de actividades da MP quando entrei para o colégio… lembro-me que apenas que o equipamento de ginástica, ou seja a dita saia calça e a t shirt , tinha que obedecer a determinadas regras estabelecidas pela MP. Agora fico por aqui . Bjs . Ana

9 Janeiro, 2008
João B Serra disse:
Olá Ana!
Obrigado por aquelas magníficas recordações da excursão de finalistas de 66.A primeira (e, para mim, durante muito tempo, a única) vez em que saimos de Portugal. Guardei algumas coisas e lembranças dessa viagem: por exemplo, a compra das minhas primeiras calças jeans e de um secador de cabelo (nessa altura ainda tinha aplicabilidade), coisas difíceis de adquirir ou de preço proibitivo no nosso país. Mas fiquei muito invejoso do teu Guia. Eu,que sempre gostei de guardar papéis, não tive o privilégio de ter um desses preciosos exemplares. Talvez não o tenham distribuido aos alunos. Quanto à questão das organizações de juventude (adolescência) do colégio na primeira metade da década de 60, devo-me ter enganado, sim. Mas não por ser artista - que não sou (neste caso, engano teu). Estou aliás absolutamente convencido que os artistas até se enganam menos, felizmente para a Humanidade, que os cientistas como eu e tu.Talvez os "cavaleiros" e as "guias" não tenham substituido os "lusitos" da MP. Mas acho que queriam. A verdade é que o movimento escutista cristão já existia em Portugal desde os anos 20. Baden Powell, por outro lado, criara um escutismo não-politico e não-confessional. A minha pergunta então é: para que criar no ERO um escutismo cristão com uma designação tão"militar" como "cavaleiros" quando bastaria criar uma organização de escuteiros cristãos filiada no movimento existente? Que te parece?João Bonifácio Serra

10 Janeiro, 2008
Ana Nascimento disse:
Olá Bonifácio
Fico muito contente por esta partilha de recordações.
O guia está à tua disposição, mas acho que o JJ já fez o trabalho de casa… já o copiou para ser distribuído pelos interessados.
Oh rapaz eu embora sendo de ciências tb sou artista ( ….é mais a dança… não é a história, em que tu és um “expert” …) claro que percebeste que eu estava a brincar…
Acho a tua pergunta pertinente mas tanto quanto conheço o Padre António, estou certa que foi um projecto que ele não sabia se teria pernas para andar, por falta de adesão ou pela sua disponibilidade (ele em 1963 foi para a Casa Pia). Quanto ao nome de Cavaleiros do Santo Graal penso que não seria sua intenção ter conotação “militar “ …(nessa altura com 11 anos nem me aperceberia de tal… ) mas como te digo, conhecendo o Padre António como um homem idealista e sempre voltado para a ajuda do próximo, o que pesou na escolha de tal nome, seguramente, foi apenas por nele estar implícita a procura da perfeição. Mas isto somos nós no “suponhamos”… e cada qual tem a sua opinião….. Olha… quem nos poderá esclarecer será o próprio Padre António Emílio, que soube há pouco tempo estar aí na Misericórdia.
E voltando às recordações da viagem a Ceuta, será que te lembras de algum episódio engraçado no período em que vocês estavam autorizados a sair sozinhos e nós só acompanhadas pelos professores ?Beijinhos
Ana

10 de Janeiro, 2008
Manela VP disse:
Eu gostava muito de ajudar, mas como te disse, não tenho memória de actividades da MP no Colégio. Das Guias sim, mas não tinha nada a ver: Tal como a Ana disse tratava-se de um grupo a ser integrado no CNE (Escuteiros) e que acabou (acho eu ) com a saída do P. António. Depois, houve ainda um significativo núcleo da JEC, cujas presidentes (no meu tempo) foram sucessivamente a minha irmã Teresa, depois a Manela Carvalheiro e depois a Lena (tb minha irmã). Manela

10 de Janeiro, 2008
João B Serra disse:
Resposta a Ana
Talvez tenhas razão, Ana. Cavaleiros e Guias parecem de facto não passar de “criaturas” do Padre António. Ele sentiu necessidade de uma organização que enquadrasse jovens numa perspectiva religiosa. Não quis recorrer aos escuteiros católicos nem à Acção Católica. Também não o satisfaria a MP. “Inventou” alguma coisa entre isto tudo.
Quanto a saídas nocturnas, em Espanha, só me lembro de uma ida a uma casa de flamenco. As meninas não foram também? Não deve ter sucedido mais nada de excitante. Ou eu não me lembro. A Espanha era muito pacata. E eu um rapaz pacatíssimo.
João

15 Janeiro, 2008
Miguel Bento Monteiro disse:
Já agora vou mandar umas achas para a fogueira a propósito de:
"Escuteiros"
Como bem relembrou o ZCFaria houve uma tentativa, felizmente sem êxito, de introduzir novamente o movimento escuta no colégio nos anos sessenta ( andávamos precisamente no 3º ano ) .Mas não se tratava de alunos normais, eram os alunos do ERO. E quando o orientador (Padre ?) perguntou ao próprio ZCF qual o lema que escolhia para orientar a sua vida no futuro e este respondeu "vencer ou morrer " ,creio que as coisas acabaram por aí.
(Com este lema o ZCF nunca poderia ter jogado ténis minimamente a sério porque senão estava feito, nem que fosse um gato se safava.)

ALUNOS E PROFESSORES EM 1948/49





Prometemos esta semana, e correspondendo a alguns pedidos e interrogações ( a sério!), publicar um pequeno texto em que se fará uma abordagem da história do ERO, com a sucessão cronológica dos locais e acontecimentos que marcaram os quase trinta anos da sua existência. Durante a nossa pesquisa têm “aparecido” várias fotografias dos seus primeiros tempos, como a que aqui apresentamos. Se na excursão a Ceuta em 1966 eu andava de calções, imaginem nesta, no ano lectivo de 1948/49… não me lembro de nada!


Mas dizem-me que é uma imagem de professores e alunos no recreio, nas traseiras do nº 56 da Rua Miguel Bombarda, e sei que nela está o mais carismático dos professores dessa época. Refiro-me a Rosa Bruno, alentejano nascido no Redondo em 1917, licenciado em Matemáticas pela Universidade de Coimbra, professor de Matemática e Físico-Química, mas homem multidisciplinar, apaixonado pelas artes, entusiasta de Teatro, poeta, todos os seus alunos falam dele com os olhos a brilhar. Continuo à espera que um deles, e são vários, pegue na pena e brinde todos os leitores deste Blog com as mesmas palavras e sensações de entusiasmo, admiração e carinho que me transmitiu oralmente e que eu, que não tive essa convivência, não consigo reproduzir.


Essa eventual crónica tem aqui um espaço reservado desde a publicação das fotos do Dr. Lopes (que afinal não eram de uma excursão ao Norte em 1948, nem o teatro era de 1949, voltarei a este tema quando falar das suas aulas de Geografia, será a minha vingança por essa sabotagem…). O que me daria muito prazer seria ver aqui um ou mais textos de jovens septentões (inventei esta agora) antes de aparecerem as dos tímidos, e ausentes, cinquentões (esta já existia). Aqui fica o desafio.


Pensei que seria apropriado recordar aqui um poema de Rosa Bruno, precisamente sobre o Parque das Caldas, que a Guidó me disse estar no Blog da Isabel Castanheira (Cavacos das Caldas). Como a Isabel já me disse que não lê estas pepineiras nostálgicas, se vocês não lhe disserem, ela nem chega a descobrir que lhe roubei lá esta.



ACONTECER POESIA


de LUIS ROSA BRUNO



"O Parque é um tesoiro ..."


"Vulgar moldura ... casario tristonho,

Ao fundo a Mata, num perfil tristonho,

O Parque ao meio, assim guardado e posto,

Bucólico sossego, do meu gosto ...

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E algo que flutua, é no ar,

Que é leve, diferente, singular,

No sol tão claro, só de luz na cor

Doce que tudo tem, e no frescor ...
E é tão simples, isto ... Destes plátanos

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Guardam segredos as caladas sombras ...

E, mais além, num lago circular,

Uma ilha florida e uma ponte,

Patos de neve, em ronda, a navegar

Sobre azuis, brancos, malhados, vermelhos

Peixes alegres, às voltas, a bailar ...

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E há meninos rindo ... Se disserem

Haver melhor, eu ficarei pasmado ...

E uns barquinhos dormem ...

Que postal Inglês, romântico na paz claustral...

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Roseiras frágeis, enlaçadas, velam

Uma donzela em leitura calma,

Velhinhos, um caso, revivem alma

E amores, sós, em sonhos se desvelam ...

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Uma aguarela assim é raridade!

Ó Caldas da Rainha! Ó cidade

De Leonor e de Malhoa e outros

Que na pedra e no barro e no papel

Que nome alevantaram, a tão alto!...

Grito, princesa de viçosos bens:

O Parque é um tesoiro que tu tens!"


Luis Rosa Bruno
[Edição do Autor. Composto e Impresso nas Oficinas Gráfcas de "O Riomaiorense", Rio Maior. MCMLVII. 80 Páginas numeradas + capas.]



(Roubado no blog da Isabel, Cavacos das Caldas)

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1-Para visionar melhor a foto numa janela separada, cliquem sobre ela. Para voltar ao Blog usem « anterior. Ou podem ir ao Álbum de Recordações, onde consta com melhor resolução.
2-Só alguns dos retratados estão identificados, como em relação a todas as outras fotos ficamos à espera de contribuições dos colegas, não me digam que não navegam na Net porque eu sei que não é verdade.
3-Sei que Mário Braga também merece uma menção especial, descansem que o Blog não acaba hoje.


EXCURSÕES DE FINALISTAS 1 - CEUTA,1966

(As legendas de todas estas fotos estão num artigo da Ana Nascimento, juntamente com
algumas impressões pessoais como excursionista em: O BARCO DO AMOR )
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Não sei bem desde quando, mas provavelmente desde a fundação, como em todas as escolas do Mundo, realizava-se anualmente a Excursão de Finalistas do ERO. Momento de libertação, ritual iniciático de passagem à idade adulta, admissão tácita pela estrutura hierárquica de um novo estatuto dos Finalistas ou simples despedida de um grau de ensino rumo à Universidade, este foi seguramente um momento importante na vida de todos os estudantes do Colégio. Até porque nesses anos as questões económicas, uma cultura política de isolamento de um regime “orgulhosamente só” e a nossa situação geográfica faziam com que só os muito pobres, por necessidade, e os muito ricos, por gosto, viajassem para o estrangeiro. As saídas dos adolescentes machos eram até suspeitas e sujeitas a autorizações especiais, já que poderiam configurar uma fuga à guerra colonial. Só a evolução natural das condições sociais, económicas e culturais pós 25 de Abril veio facilitar e democratizar as viagens. Não posso garantir, mas desconfio que, mesmo num mundo de privilegiados como era o ERO, metade ou mais destes finalistas de 1966 estaria a sair do país pela primeira vez. Digo isto porque, cinco anos depois, em 1971 isso ainda seria assim.



Todo o material que aqui é apresentado, e já acrescentado ao Álbum de Recordações, é constituído por verdadeiras relíquias preservadas pela Ana Nascimento e que eu vou tentar acompanhar com algumas palavras que, se mais não fizerem, separam e realçam melhor as imagens. Tarefa que deveria ser outro a executar já que, enquanto a Ana e os colegas se divertiam nesta expedição africana, eu aproveitava as férias da Páscoa de 1966 para estudar para o temível exame do segundo ano de liceu, provavelmente ainda de calções.

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Começo pelo livro (ia chamar-lhe folheto, mas não, é um verdadeiro Livro) distribuído a cada um dos alunos participantes, intitulado GUIA. Incluía conselhos, recomendações e ordens, mapa com o trajecto previsto, quilómetros a percorrer, planta dos lugares predestinados na viatura para os 40 participantes, ampla informação sobre os locais a visitar, metódica e exaustiva previsão da actividade diária, incluindo duas escalas: uma de cronistas, encarregues do registo para a posteridade do dia a dia da viagem (onde estará esse documento?), e outra do que hoje seriam Auxiliares Técnicos Superiores de Transporte e Armazenagem de Volumes em Trânsito (graças às Novas Oportunidades!) mas que, à data, eram apenas carregadores de malas. Não eram muito dotados, ou a tarefa era mais espinhosa do que eu estou a imaginar, já que eram necessários três alunos, um motorista e um professor para a prossecução do objectivo em vista (isso mesmo, arrumar as malas no autocarro!). Só aos homens eram reconhecidas competências nesta espinhosa tarefa, já que nem alunas nem professoras foram “escaladas”.




Vamos, por partes, à análise do Guia. Após a promessa, não cumprida, de “não fazer uma longa digressão especulativa acerca de passeios, visitas, excursões, tipos de excursão, classificando-os quanto ao modo, locais a visitar, pessoas agrupadas, etc…” ocupar três páginas, encontramos “algumas normas” (com aspas no original) que se resumiriam hoje a uma frase: todos juntos, na linha e a horas! Acrescenta-se depois que as alunas não podiam sair depois de jantar excepto se acompanhadas por professores, enquanto os seus colegas o poderiam fazer sozinhos até à uma hora da manhã. Bem podiam a Jane Fonda e amigas queimar o vestuário intimo que quisessem nos E.U.A. nessa altura, porque o feminismo e a igualdade ainda não tinham aqui lugar.



Com partida no Domingo de Páscoa, 10 de Abril, o “Programa da Excursão” (na página sete) propõe a visita a Sevilha, Granada, Córdova, Aracena e Ceuta, com regresso a Caldas no dia 17 de Abril, incluindo missa nos dois Domingos abrangidos, como é devidamente realçado no texto. Esta secção inclui então a previsão diária detalhada das actividades, visitas, almoços, jantares, visionamentos da paisagem, dormidas, tudo marcado com horas e meias horas! Bem como as tais escalas dos dois Cronistas e dos cinco (!) Bagageiros (o visionamento da paisagem com hora marcada era eu a brincar, mas o resto é tal e qual).



Entre a página treze e quarenta e três do “livro” estão profusas informações sobre os locais a visitar, incluindo detalhes históricos, números de habitantes, temperaturas e pluviosidade, hábitos, trajes, sangrentas batalhas e sanguinários mouros de tempos idos… Realmente fascinante, mas confesso que adormeci, só entreabrindo os olhos entre o Canto Jondo, o Bolero e o Flamenco, mas era só meia página, pelo que não posso adiantar mais nada. A Ana fornecerá cópias a quem desejar possuir uma inaudita densidade de informação inútil por centímetro quadrado de papel a respeito do Sul de Espanha.


Quando julguei que tinha acabado, descobri que o melhor estava no fim. Assinaturas de todos os participantes, incluindo alunos, professores e os Padres Albino e Xico (assim mesmo, com X), anteriormente apresentados como Director e Assistente Espiritual. Com 16,3cm de comprimento e 4,4cm de altura a assinatura do João Bonifácio Serra bate toda a concorrência, embora os 13,9cm por 2,1 cm da Ana Nascimento também sejam dignos de registo.










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Mas o sumo estava na página quarenta e quatro ( já repararam que só usei algarismos para as datas e medidas? Tudo o resto por extenso, como ensinava o Padre Renato). Aí vi a planta do autocarro. Notável o cuidado de marcar previamente todos os lugares, promovendo assim certamente “o respeito pelos princípios da Moral cristã”. E pese embora que “seria ter pouco ideal pretender-se reduzir o bem à proibição ou fuga do mal”, é sempre melhor prevenir (as citações são da página quatro do Guia). Sem espanto nem surpresa verifiquei que os professores e responsáveis estavam colocados à frente, as raparigas a seguir e os rapazes na parte traseira da viatura. Os Drs. Luís e Cândida, com um casamento abençoado pela Igreja (o que não impediria o seu breve fim), viajavam lado a lado. A minha curiosidade foi desperta pelos nomes riscados, como é que era possível algo tão laboriosamente planeado e elaborado ter sido emendado à mão e claramente à pressa? Ainda perguntei à Ana se alguém tinha faltado ou trocado à última da hora, mas não, era fácil verificar que os nomes eram os mesmos antes e depois, só os lugares mudavam. Então porquê a “dança das cadeiras”? Armado em Sherlock Holmes descobri uma solução lógica: como eram treze rapazes e dezassete raparigas era necessário que houvesse um banco duplo partilhado por um aluno e uma aluna na zona de transição dos sexos. A solução foi pôr lado a lado os dois irmãos Vieira Lino, anulando o arranjo inicial onde a Lena Arroz viajava ao lado do Joaquim G Lopes. Terá sido realmente assim?
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A Ana Nascimento acrescentou depois os bilhetes do espectáculo de Flamenco e o Bilhete das Grutas de Aracena, mas o anexo mais interessante é sem dúvida o delicioso recorte de um jornal de Ceuta onde se noticia a chegada do ilustre grupo excursionista. O señor Santos Lima aí referido, cônsul de Portugal em Ceuta, era irmão do conhecido empresário caldense Thomas dos Santos e portanto tio-avô da São Quintas, e estava radicado em Espanha depois de ter servido na Legião Espanhola, onde ficou conhecido por “Lusitano”. A sua residência em Ceuta foi determinante não só para a visita em si mas também para a forma como os caldenses foram recebidos e a sua presença noticiada.



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Se eu tivesse participado poderia certamente escrever algo de mais suculento sobre a viagem, género “tudo o que vocês sempre quiseram saber sobre a excursão de finalistas a Ceuta mas não sabiam a quem perguntar”. Pelo menos dois casais de
excursionistas acabaram casados entre si, apesar das precauções do Padre Albino, e um aluno tinha uma longa e sofrida paixão não correspondida por uma colega… mas não, lembrem-se que eu fiquei nas Caldas a estudar, não me façam perguntas que eu nada sei sobre isso. Talvez algum dos intervenientes nos diga mais alguma coisa nos comentários.




















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NOTA: Todas as imagens desta excursão, e não só as que aqui estão, podem ser vistas e descarregadas, COM MELHOR QUALIDADE, no Álbum de Recordações.

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comentários:
4 Janeiro, 2008
Manuela V P disse:
Só hoje é que vi a reportagem da viagem, mas terei que olhar com mais atenção - prometo que dou notícias. A verdade é que me lembro da excursão ter sido o máximo e sobretudo- lá está - era a primeira vez que saía do país!

O NOVO ANO - 2008

O novo ano, limpo e imaculado como a folha de papel onde vou escrever estas linhas, deixa todo o espaço do mundo para registar as mais infundadas esperanças e os mais irrealizáveis sonhos e aspirações (claro que não escrevo em papel, mas branco como o ecrã do meu LCD pareceu-me….sei lá, fica o papel). Rivaliza esta época com o início do Verão em termos de dietas, início de programas de ginástica, jogging, exercícios matinais (levantar cinco minutos mais cedo não custa nada…), nessa altura provocados pelas visões devolvidas, só de relance!, pelo espelho e o pesadelo da sua exposição pública nos areais da Foz do Arelho ou do Algarve. A um de Janeiro porque esperamos que o espírito de 2008 nos tire o gosto pelos doces, queijos, batatas fritas, chocolates, álcool, enfim tudo o que nos sabe bem e arruína a saúde. E depois descobrimos, sempre indignados, que o Ano mudou mas nós não! Continuamos a fumar, comer e beber (mal e demais) e a passar horas imóveis frente à TV ou computador .

Fomos sempre assim? Ou houve um tempo em que não um novo ano mas uma nova vida se estendia imaculada à nossa frente e a passagem de Ano era só mais uma festa, um pretexto para sair e beber um copo com os amigos já que não esperávamos do novo ano senão a continuação do anterior? É claro que tenho a ideia de desejar ter melhores notas e menos problemas no colégio, mas não me lembro de tomar nenhuma resolução de estudar mais ou comportar-me melhor nas aulas... É claro que desejava menos atritos familiares, mas nunca iniciei nenhum programa para chegar mais cedo a casa quando saía à noite ou adequar mais do que o estritamente necessário o meu comportamento às exigências e aspirações paternas... Fomos sempre assim? Penso que não, nessa altura esperávamos mudar o Mundo e não que ele nos mudasse a nós, isso é que era lógico! (como diria o Miguel BM)

Penso que já se tenham interrogado a que propósito é que estas reflexões surgem hoje, aqui (ou então estão a ler isto sem prestar atenção), porque realmente podem parecer desajustadas. Mas espero que não, já que a interrogação dicotómica sobre este ser um espaço de pura nostalgia ou de reflexão sobre um passado e uma identidade comum é, de forma mais ou menos explícita, sempre o tema deste Blog. A nossa forma de encarar 2008 é diferente daquela como encarámos 1948, 58, 68, 78? Aprendemos realmente alguma coisa, o ERO foi o início dessa aprendizagem e tudo faz sentido, ou as aspirações e os sonhos da adolescência foram o que de melhor produzimos e o dia-a-dia e a rotina vão calmamente anestesiando o menino que queria ser…
Ou esqueçam o que eu escrevi numa chuvosa tarde de feriado, tenham mas é um bom Ano de 2008, deixem de fumar, comecem aquela dieta, vão à ginástica e à natação, comecem a andar mais a pé e menos de automóvel e sejam mais felizes que em 2007. E peço desculpa por esta interrupção, o Blog segue dentro de momentos !
JJ

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Comentários:
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1 Janeiro, 2008

Margarida Araújo disse...
Boa reflexão, João. Eu comecei o meu ano a apanhar pinhas. Tarde triste, cinzenta, fria e chuvosa, esperando eu, que não seja pressagiadora de um ano triste. O mundo não anda bem, sabe-se. E não sei se é a idade que nos dá uma visão mais nítida das coisas, ou se de facto elas estão mesmo piores.De qualquer forma e como me tenho por optimista, enquanto apanhei pinhas soube-me bem a aragem e o fresco húmido deste primeiro dia do ano. Espero que este espaço seja um lugar de recordações e reflexões e de encontros e reencontros. Um grande e carinhoso abraço para todos, que mesmo não tendo sido meus colegas, foram e sei que são meus amigos. Fica também a promessa da minha colaboração sempre que seja solicitada pelo "Estado Maior" e sinceramente a minha amizade. Guidó

Parabéns ao João Alvorninha que faz hoje anos.