ALMOÇO / CONVÍVIO

ALMOÇO / CONVÍVIO

Os futuros almoços/encontros realizar-se-ão no primeiro Sábado do mês de Outubro . Esta decisão permitirá a todos conhecerem a data com o máximo de antecedência . .
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NOTAS DE UMA VISITA À EXPOSIÇÃO

por João Miguel Azevedo Santos



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A falta de rigor da Manuela é arrepiante, só desculpável por aquela simpatia agitada e agitadora! Mas há dois pontos que é imperioso clarificar:
-Não havia barrigudos no conjunto dos visitantes;
-A visita não «…foi especialmente agendada e meticulosamente preparada para os ex-alunos do ERO…», na base (da visita do dia 22) estavam os destinatários das sugestôes, o que inclui os ex-alunos do ERO. Mas o génio do Bonifácio excede a finitude destes grupos! Esta exposição é uma obra relevante da sua vida e é um legado à humanidade e, por um feliz acaso, teve a opotunidade de incluir uma estrangeira!

As notas que recolhi procuram registar os aspectos, as ideias, os vectores, as associações que o Bonifácio referiu e que emergem dos dois anos que dedicou ao «…estudo da figura de José Relvas, da Casa dos Patudos e de Alpiarça…», e que constituem a mais-valia de uma visita destas, pois não se podem captar, ou construir, numa visita vulgar:
-As varandas de José Relvas: a da Casa dos Patudos e a da Câmara de Lisboa!
-Vermelho e verde (foi uma hipótese de subtítulo da exposição): a agricultura e a revolução republicana, as grandes causas da vida de José Relvas;
-A determinação e empenho de José Relvas na revolução republicana: «…entre 1908 e 1910 fez tudo o que havia a fazer pela efectivação da revolução»
-A amizade com José Malhoa, demonstrada em dois passos, perdão, duas peças:
…..-Retrato do cão («Um frete que só se faz a um grande amigo» comentário do Bonifácio)
…..-Retrato de Velho - Malhoa desabafou «Como és como um irmão, a ti posso contar a verdade. O quadro foi recusado» (julgo que o Bonifácio estava a citar uma carta) e José Relvas comprou-o de imediato!




-A amizade com Rafael Bordalo Pinheiro, ilustrada em duas peças:
…..-Jarra Beethoven (em 1896 Relvas ainda não tinha casa para albergar a peça original, 2,8 metros, acabou por ficar com a réplica reduzida, em 1902)
…..-Busto de Rafael Bordalo Pinheiro – comprado, ao filho, no dia seguinte ao falecimento
-Como ministro das Finanças José Relvas abriu os quadros da Função Pública às mulheres e instituiu o Escudo como unidade monetária
-José Relvas foi embaixador em Madrid (cargo difícil, a revolução republicana era um mau exemplo e havia a tentação de a contrariar), mas reunia três condições essenciais a um bom desempenho (fortuna pessoal, fluência em francês e castelhano, uma mulher apresentável – o Bonifácio mostrou que sabe não ser sisudo…) e centrou a sua actividade em três vertentes:
…..-Informações – estabeleceu um corpo consular (pago, em grande parte, por ele) para acompanhar movimentos de tropas e financiamentos hostis
…..-Relacionamento Cultural – promoveu exposições de artistas portuguese em Madrid e trouxe artistas espanhóis a Portugal
…..-Celebração de um Tratado Comercial – «para evitar que a economia servisse de pretexto à política» (estas foram as palavras do Bonifácio; não sei se estava a citar alguém)
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J M Azevedo Santos
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COMENTÁRIOS
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Aluna do ERO- Republicana disse:
Será que o tema da República não é suficientemente importante, sugestivo e actual, para merecer os nossos, antigamente tão assíduos, comentários?Não desiludam a República nem o "conspirador contemplativo" José Relvas!
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João Jales disse:
Esta exposição é um SUCESSO! Reacendeu os fervores republicanos, mesmo na presença da nossa Princesa, reuniu os ex EROs , atraiu visitantes de longínquas paragens nórdicas, mostrou que o Bonifácio sabe não ser sisudo, acendeu mortais polémicas sobre as barrigas deles e a elegância delas, mostrou a versão cronista rigoroso (embora um pouco barrigudo...) do João Miguel, manteve o Nuno Mendes calado e, en passant, obrigou-nos a conhecer melhor um conspirador contemplativo (ou dois?).
Suponho que a ardente republicana ao escrever "os antigamente tão assíduos comentários" se refira aos comentários da semana passada. Tempus fugit...
Já disse ao João Serra, no seu blogue "oqueeuandei", o quanto apreciei a visita guiada, resta-me agradecer ao João Miguel e à Manuela os seus relatos, diferentes e complementares, dessa sua mesma experiência. Um abraço a todos. JJ
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Luis disse:
Talvez seja a dimensão ética e a coerência política de José Relvas que mais marcam a diferença para os actuais governantes. Os diplomas "novas oportunidades" obtidos por Sócrates e Lurdes Rodrigues, as "actividades" de Dias Loureiro, Jorge Coelho, Ferreira do Amaral, Pina Moura, etc, mostram bem uma "nova forma" de estar na política.
Não sei se este comentário passa, que é que achas, oh JJ? Luis

Uma visita a “José Relvas, O Conspirador Contemplativo”

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por Manuela Gama Vieira
Apresso-me a descansar o Jales, que pensa que a Sertã se situa por trás-do-sol-posto … cheguei sã e salva!
Um dia de sol quente e radioso este o da visita à Exposição, até S. Pedro colaborou.
Quanto à Exposição, fantástica! O Comissário, João Bonifácio Serra, guiou-nos através do percurso da interessante vida de José Relvas: inteligente, revolucionário, contemplativo, e de requintado bom gosto!Percebo agora melhor, porque….contemplativo. Conspirativo, já sabia, e fiquei a saber muito mais, pelas palavras do nosso colega e ilustre historiador/investigador.

Fui também em funções “institucionais”….A família paterna de José Relvas é oriunda de Relvas, freguesia de Ermida, concelho da Sertã.O Presidente da Câmara da Sertã, um ilustre autarca de quem o Concelho bem se pode orgulhar, ao saber que eu ia visitar a Exposição, pediu-me que fosse portadora de alguns livros editados pela Câmara, para oferecer ao João Serra. Pedido irrecusável, que de imediato aceitei, com honra e orgulho (apesar do peso do saco…)!

Passo agora à parte do “matar as saudades!” A vida ensinou-me a não chorar por alegrias…por isso não chorei…nem parti nenhuma costela à “princesa”- Anabela Miguel, nem à Luísa Nascimento, com o esfusiante e apertado abraço de saudade que lhes dei, onde couberam(?) 40 anos!!!

Quanto a ex-coleg(os)… estavam lá: O simpatiquíssimo e bem-disposto João Miguel, que escrevinhava muito e tirava fotografias. Interessadíssimo e atento visitante e também, pareceu-me, repórter, de bloco de notas e máquina fotográfica em punho. O Nuno Mendes que reconheci depois de olhar bem para ele, ao vê-lo caminhar, com “aquele arrastar de pés”, o estilo de há 40 anos.

Duas características tinham eles em comum: mais barrigudos….do que há 40 anos…a simpatia, essa, a mesma!

O João Serra que não conhecia pessoalmente, tem que mudar de fotógrafo! Nas fotografias que tenho visto dele, aparenta ser bastante forte e afinal não é assim (tão) gordo.
Balanço: as raparigas ao pé deles….elegantíssimas; eles…continuam simpáticos e charmosos como eram, até se esquece a barriga….
Uma nota final e, por ser final, não menos importante, muito pelo contrário: A falta que o João Jales lá fez; assim como a de todos os outros(as) ex-colegas, o único lamento. Afinal, esta visita foi especialmente agendada e meticulosamente preparada para os ex-alunos do ERO, um privilégio e uma honra, convenhamos!

Ao João Bonifácio Serra, um agradecimento especial! É que, não obstante a sua agenda ocupadíssima neste dia, como se dispusesse de todo o tempo do mundo para nós, não deixou de, serenamente, nos explicar tudo, e é tanto, o que os “objectos” de José Relvas encerram: a VIDA de um homem notável!

Ao João Jales e ao João Miguel Azevedo Santos, muito e muito obrigada, pelo empenho esforçado na preparação e concretização da visita


Manuela Gama Vieira

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COMENTÁRIOS
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Anabela Miguel disse:
Tendo feito parte dos visitantes do Ero à exposição de "José Relvas, o Conspirador Contemplativo", e sentindo-me uma privilegiada, não podia deixar passar sem enviar um muito obrigado a todos os que organizaram esta bonita e cultural visita. Visita esta que me fez conhecer melhor este grande homem e parte do seu enorme e rico espólio.
Um agradecimento muito especial ao João Bonifácio Serra, pela sua disponibilidade, simpatia, empenho e principalmente a serenidade que transmitiu em toda a visita.......numa tarde linda de Outono, que não irei esquecer.........Anabela Miguel.


AS FOTOS DO PADRE XICO

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Teresa Caldeano,Fátima Vieira Lino e Padre Xico.
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"Apareceram" finalmente as fotografias do Padre Xico, que há um ano esperávamos. Desde já aqui deixo um agradecimento público ao fotógrafo por nos disponibilizar a sua colecção e à Júlia Ribeiro por ter posto a sua integridade física em risco para as fazer chegar ao Blog. Um episódio heróico, para contar noutra oportunidade.

Conforme já sabíamos, grande parte das fotografias do Colégio eram dele, pelo que muitas já aqui apareceram, trazidas pelos colegas por ele fotografados. Mas há bastantes inéditas, pelo que preparem as lupas, há muita gente para identificar! E, seguramente, muitos momentos para recordar... Esperemos que todas essas recordações e emoções evocadas nas imagens cuja publicação hoje iniciamos sejam partilhadas e que se "soltem" os bloguistas mais contidos.

A imagem de hoje foi captada no Carnaval de 1964, não sei por quem nem onde, nem quem são as duas ouvintes do baladeiro. Alguém sabe?

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COMENTÁRIOS

Manuela Gama Vieira disse:
Bem, já foram referidas inúmeras e inquestionáveis qualidades do Sr. P.e Chico, designadamente eu, num dos meus comentários, há dias atrás.
Contudo, falta dizer uma coisa:
QUE HOMEM BONITO ERA O SR. P.e CHICO!

Júlia Ribeiro disse:
Quero esclarecer que ao pôr a minha integridade física em risco, não pensem que o P.Xico me queria dar alguma tareia depois de tanta insistência do Jales! Coitado do Sr, não faz mal a ninguém, nem a uma mosca!!!
Eu esclareço:ao ir buscar as ditas fotos quase fiz um torcicolo.....imaginem porquê? Vão vendo, à medida que aparecerem as surpresas.
Quando as fui entregar ao Jales, foi ele que me valeu com toda a simpatia e cordialidade própria dum cavalheiro que ao pensar que ia ficar com uma das" bloguistas" lesionada foi ter comigo ao carro para que tal não acontecesse.
Ficaram com certeza esclarecidos e, por favor não atirem as culpas ao coitado do P.Xico....
Beijinhos e que esta nova série nos traga momentos de Saudade.. Alegria.. Recordações.. enfim tudo a que o Jales e todos os colegas nos habituaram.
VAI ACONTECER!!!!!!!!!!!
Júlia

Manuela G V disse:
Fez bem a Júlia em esclarecer, não achava o Sr. P.e Chico capaz de qualquer acto violento, mas confesso que fiquei intrigada...
Já agora, também fiquei curiosa: o que é que "VAI ACONTECER!!!!!!!"?.

JJ disse:
O que “VAI ACONTECER”, na opinião da Júlia, é que a nova série nos vai trazer recordações, bem como momentos de alegria e saudade, como tem acontecido anteriormente neste Blog. É o habitual optimismo da Júlia a manifestar-se, bem como a sua confiança na participação de todos.
Já agora, ninguém conhece as duas ouvintes que estão na fotografia?

Ana Nascimento disse: Olá Joãozinho (.......) quanto à foto do P. Xico não consigo perceber quem são as meninas.

JJ disse: Publiquei o comentário da Ana Nascimento para encerrar o assunto, porque se ela, que conhece TODA a gente, não sabe quem são as maninas na fotografia é porque NINGUÉM sabe.

Guida disse:
Acho que é a prima da Ana e do Francisco Vieira Lino, a Fátima Vieira Lino.

Manuela V P disse.
Parece-me que sim! A de trás, junto à janela, julgo ser a Fátima Vieira Lino. A outra, tendo uma cara algo familiar, não estou a ver...(ela que me desculpe, mas a luz não ajuda...)
Manela

Fátima Vieira Lino disse:
Soube agora que estou na fotografia da janela (fotos do Padre Xico) pela Isabel X.
Que bom que é ver-me com a Teresa Caldeano a cantar para e com o Padre Chico.
Sempre adorei música e cantar em coro.
Éramos inseparáveis para o bem e para a desgraça.
Tempos idos nem sempre saudosos e gostaria de saber quem tem tão preciosa fotografia. Obrigado pelo vosso trabalho.
Quanto ao Padre Renato, era para mim uma referência.
Nota-se, não é? Fátima Vieira Lino

ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS DOS ANOS 70

Clica sobre a foto para a ver em "Full Screen"
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4ª Fila : Bibu, Margarida, Cristina Palma, Rita Crasto, 5?, Isabel Guimarães, Teresa Ferreira, Pedro Valente, Zé Ricardo Nunes, Carlos Alves .
3ª Fila: Luis Valério, 2?, Filomena Ramos, LaiLai Canela Lopes,Teresa Vaz Pato, Cláudia Gouveia, 7?, 8?, Pedro Ferreira, Nuno Morgado.
2ª Fila : Ricardo Ferreira, Luis Paiva e Sousa, Isabel Tirran, João, Mário Dias ("sem pescoço"), Tó Gama, Fatinha Antão, 8?, Blica Crespo, 10?, Alexandre, Carlos Garcia.
1ª Fila : Teresa Caiado, Luís Filipe Gama Vieira, Fernando Duarte, 4?, Isabel Nunes, 6?, Paulo Monteiro, Paula Alves (irmã do Carlos).
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José Ricardo Nunes disse:
Lembro-me bem desta fotografia...Todos aqueles de que me lembro estão já identificados.Desconhecia por completo o blog. Ideia soberba. Parabéns
Peço-te que juntes com os meus cumprimentos a todos.
José Ricardo Nunes
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Pedro Valente disse:
Olá, eu sou o Pedro Valente, fiquei contente em rever todas estas caras conhecidas sendo a ideia excelente. De todos a unica com quem ainda vou mantendo algum contacto é, e por uma questão profissional, a Teresa Ferreira, vou dar-lhe a conhecer esta iniciativa e pedir a sua colaboração. Dos que ainda recordo os nomes já todos foram identificados no entanto o Carlos da Residencial Irmãos unidos era o meu grande amigo Carlos Alves e a sua irmã é a Paula Alves.
O 4º da 2ª fila era o João.
Vou estando em contacto. Um abraço. Pedro Valente
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Isabel Xavier disse:
O rapaz ao lado direito da senhora (na perspectiva de quem vê) é o meu sobrinho Pedro Valente. Também reconheço uma garota no meio, mas não tenho a certeza: Será a tua cunhada Cláudia, salvo erro?
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João Jales disse:
Vamos considerar 4 filas, e contar a partir de baixo para cima e da esquerda para a direita.
Sim, de gola alta e fita larga na cabeça, a 6ª na 3ª fila, é a Cláudia. A 3ª da 4ª fila (em cima), é a Cristina Palma. O Pedro Valente será, assim, o 8º da 4ª fila (a D. Clarisse não conta).
Ninguém tem os contactos deste grupo para os desafiar a completar a legendagem?
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Luís Filipe Gama Vieira disse:
Olá Jales,
Sou irmão da Manuela, Fátima e João Gama Vieira e visitante frequente do vosso blog que me faz recordar tempos tão genuínos como os das décadas de 60 e 70. Chamo-me Luís Filipe Gama Vieira e trabalho nos USA na sede mundial de uma multinacional Americana. Ja estou fora de Portugal há 12 anos tendo vivido na Holanda, Espanha, Brasil e, desde 2004, em Chicago, nos USA.
Em relação a esta foto, lembro-me bem dela (penso que tenho uma cópia em Portugal). Eu sou o segundo a contar da esquerda na fila da frente. O Paulo Monteiro – um dos meus melhores amigos na altura (com quem perdi o contacto totalmente depois de ter ido viver para Coimbra em 1975, julgo que ele ainda vive nas Caldas) - é o segundo a contar da direita também na fila da frente. Lembro-me bem de muitas caras (especialmente das raparigas...) mas não me recordo dos nomes. Seria magnífico se mais aparecessem no Blog e pudéssemos restabelecer o contacto! Agradeço-te antecipadamente se me enviares para este endereço de e-Mail qualquer informação/contacto que receberes de alunos da Dona Clarisse (1a/2a/3a classes, entre 1972 e 1974), professora inigualável que recordo com muita saudade.
Continuem com o Blog que constitui para mim uma ponte tão "saborosa" com o meu Pais que tanto amo e nunca esqueço.
Um abraço amigo, Luis.
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Paulo Monteiro disse:
Olá Luis Filipe, foi com muita emoção que hoje descobri este blog e vi a fotografia que tirámos em Outubro de 1972, penso que foi o nosso primeiro dia de aulas.
Na nossa primeira classe eramos apenas seis rapazes, o Tó Gama, Tó Castro, Fernando Duarte, Mário Dias e nós os dois. Na foto reconheço a Teresa Ferreira, Isabel Nunes,Paula (da Residencial Irmãos Unidos), Alexandra e Cristina Palma, Belica Crespo, Bibu, Bébé Gomes, Nuno Morgado.
Jales agradecia-lhe que reencaminhasse este comentário para o meu amigo Luis Filipe.
Obrigado.Um abraço,Paulo Monteiro
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JJ disse:
Já estão em contacto, trinta e tal anos depois, estes dois amigos. Agora preciso que alguém ponha estes nomes nas caras que estão na foto. Por lugar na fila, por favor.
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Anónimo disse:
Tenho uma "estória" deliciosa, hilariante, com o Luis Filipe Gama Vieira. Anos 70 na Foz do Arelho, estava um grupo a conversar. Eu, o Pimenta, o Nicolau, mais alguns que não recordo e também a Fátima Gama Vieira. Começamos a comer batatas fritas e quando oferecemos à Fátima o puto Luís Filipe dispara: "Não comas, pode ter droga!"O Luís Filipe, não se tinha esquecido das recomendações caseiras...
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Luis Filipe G V disse:
36 anos depois, é magnífico "estar de volta" às Caldas da Rainha e ao Externato Ramalho Ortigão! O mundo é bem mais pequeno e menos complicado do que por vezes somos levados a crer. Querem melhor prova do que este Blog que tão bem "saboreia" o passado para bem do presente e do futuro?
Abraços a todos & keep in touch from the USA (GO GO OBAMA, GO!). Filipe
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Afinal a BéBé Gomes não está na fotografia:
Olá
Não sei se por ser a 3ª de 4 irmãos não tive direito a andar no Ramalho Ortigão, mas tive pena.Tentei mas não conheci identificar ninguém.A ideia é gira. Um abraço Bébé
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Fernando Duarte disse:
Olá a todos
Ontem, com grande alegria, recebi uma chamada do Paulo Monteiro a referir este Blog. Eu já cá tinha vindo antes mas não tinha visto as "Classes da D. Clarisse" cujos "R's" acentuados bem me lembro.
Eu sou o 3º da primeira fila, mesmo ao lado do Filipe.
Pois a minha evolução profissional foi anos depois ligada à formação e gestão de pessoal em Lisboa e também um pouco em Espanha e Inglaterra. Estou agora a trabalhar na Clinica Dentária do Montepio, aqui mesmo nas Caldas.
É bom voltar a ver estas caras.
Um abraço
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Paulo Monteiro disse:
Vamos continuar a preencher a legendagem dos alunos da D. Clarisse.
4ª fila - 7-Teresa Ferreira
3ª fila - 10-Nuno Morgado
2ª fila - 5-Mário Dias (sem pescoço), 6-Tó Gama
1ª fila - 4-Tó Castro, 5-Isabel Nunes, 8-Paula.
Um abraço Paulo Monteiro.
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Blica Crespo disse:
Tenho algumas dúvidas sobre os nomes mas reconheço quase todos...
Vamos lá ver:
Fila de cima:
Bibu, Margarida (não é a Alexandra Palma. A margarida era minha vizinha mas não me recordo o 2º nome. Tenho a certeza que é ela!!),Cristina Palma, Rita Castro, (???), Isabel Guimarães(não tenho a certeza), Teresa Ferreira, Pedro Valente, Zé Ricardo Nunes, Carlos (da residencial olhos pretos).
2ª fila a contar de cima:
Luis Valério (???), Filomena Ramos, LaiLai Canelas Lopes, (...), Teresa Vaz Pato, Claudia, (...) , (...), Pedro Ferreira, (...)
3ª fila /(a contar de cima):
Ricardo Ferreira, Luis Paiva e Sousa (de certeza !!), Isabel Tirran, (...) Mário sem pescoço, Tó Gama, (...) , (...) , Blica , (...), Alexandre, Carlos Garcia.
4ª fila:
Teresa Caiado(??), Manuel Feo Torres (??), (...), (...), Isabel Nunes, (...), Paulo Monteiro, Irmã do Carlos da residencial.
Voilá!!
Reconheço mais alguns mas não sei os nomes.
Obrigado, foi um prazer rever os colegas!!!
Fogo, passaram uns anos !!
Bjs. Blica
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Ana Nascimento disse:
Na foto data da turma da D. Clarisse a 7ª menina na 2ª fila é a Fatinha filha da Manuela Antão (cujo irmão é o Fernando Antão, que ensaiou a revista das Caldas e que foi apresentada aqui no Maria Matos ou no Tivoli) e afilhada da Laura Carvalho (mais conhecida por Pombinha ). Não me lembro qual é o parentesco dela com o Antãozinho que foi meu colega mas penso que são primos.Beijinhos. Ana
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louis disse...
A menina ao lado da Cláudia Gouveia penso que é irmã do Luis Filipe. Ele e eu éramos alunos da Dª Esperança
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Está já disponível um álbum com as fotografias dos dois últimos anos do Externato Ramalho Ortigão.

Foi já acrescentado à lista de Álbuns do Colégio que permite o acesso a todas as nossas fotografias, na banda lateral deste Blog.


Alguém pode ajudar também na legendagem destas imagens?


Clica sobre a imagem para ver o álbum

ANNA KARENINA 2 ( Regresso às aulas)























por João Jales









O facto de o meu Pai ter um consultório em Leria, onde se deslocava duas vezes por semana, permitiu-me visitar a Teresa uma dúzia de vezes no ano lectivo de 69/70. Tínhamo-nos conhecido em S. Pedro de Moel, no fim do Verão (*).



Ela estudava no Liceu de Leiria, cidade onde o pai era funcionário das Finanças ou do Tribunal, não me lembro (ou talvez nunca tenha sabido).



Leiria era muito diferente das Caldas. O ambiente era menos sofisticado, apesar da maior dimensão da capital de Distrito, o comércio menos atractivo, os espaços de convívio, como o parque e os cafés, menos animados, com menos gente nova e uma diminuta presença feminina. Uma aldeia grande, de abastados proprietários rurais, com vivências e costumes condicionados pelo bispo e a proximidade de Fátima.


Encontrávamo-nos habitualmente na Praça Rodrigues Lobo, já que o consultório do meu Pai se situava numa pequena transversal, a R. da Graça. Foi a existência desse consultório que motivou a instalação de duas lojas de óculos, que ainda hoje lá estão, uma na própria rua e outra na esquina. Logo a seguir havia o café Lereno, com uma esplanada sob as arcadas. Também continua no mesmo local, embora completamente remodelado e com outro nome. Nunca lá ficávamos muito tempo, a Teresa não queria ser ali vista comigo.


Atravessávamos a rua e íamos até ao parque, meia-dúzia de canteiros com duas ruas no meio e dois campos de ténis do outro lado do rio. Havia uns barcos para alugar e até alguns pescadores mas, em 1969, o Liz já estava muito poluído devido aos curtumes instalados a montante da cidade. Só mais tarde foram desactivados, mudando-se para a zona de Alcanena. Havia pouco que fazer naquele espaço, a “esplanada” existente por trás do edifício do Turismo era ao nível dos “tábuas” que eu costumava ver nas praias e tinha como clientes dois ou três idosos etilizados. O ténis estava habitualmente deserto, como confirmavam o Tó Zé Hipólito e o Jorge Pedro, habituados a jogar nas Caldas, onde os campos eram disputados e marcados com dias de antecedência; aqui bastava aparecer e jogar.


Os motivos de interesse em Leiria resumiam-se quase só ao castelo, que estava nessa época em muito mau estado de conservação, com pedras caídas e ervas por todo o lado. Depois de visitar um desolado salão e subir a duas muralhas, nada mais havia para ver. Tenho ideia de estar entregue ao exército, já que havia sempre soldados por todo o lado. Era um dos destinos dos nossos passeios.


As nossas conversas incidiam sobre as nossas leituras, éramos ambos leitores compulsivos, e sobre as músicas que ouvíamos … para ser mais exacto sobre música falava eu, já que a Teresa nem se atrevia a dizer o que ouvia e do que gostava, depois de ter sabido as minhas extremas e radicais opiniões sobre o que passava no Rádio Clube Português ou na Emissora Nacional em Onda Média. Só em FM se ouvia boa música mas, nessa altura, pouca gente tinha acesso à Frequência Modulada, à sua qualidade de emissão e melhores programas. Falávamos também das aulas, dos professores, dos colegas, dos estudos. Soube com espanto que o Liceu de Leiria não tinha turmas mistas, excepto nalgumas disciplinas do 6º e 7º Ano, que tinham muito poucos alunos. Soube, mais tarde, que só após o 25 de Abril esta prática foi abandonada, o que mostra o conservadorismo reinante na capital do distrito. A Teresa nem queria acreditar que num colégio “de padres”, como o Externato Ramalho Ortigão, eu nunca tinha conhecido turmas unisexo, enquanto ela, no Liceu, nunca tinha estado numa turma mista!

Nunca soube exactamente onde morava, ela fugia dessa área, com medo da família e dos vizinhos, passeávamos sempre na zona central, lanchando ocasionalmente na Pastelaria Soraya, com um ambiente bem diferente da Zaira apesar da presença de algumas senhoras, e onde rareavam, ou nem existiam, casais da nossa idade. Mas, diga-se em abono da verdade, nunca me pareceu sermos alvo de qualquer curiosidade ou coscuvilhice dos frequentadores, talvez o facto de sermos ambos desconhecidos naquele meio nos fizesse passar despercebidos. Só o velho empregado, fardado, parecia exibir delicadezas e cerimónias exageradas, mas éramos imunes a esse tipo de ironia, motivada pela nossa idade.



Além da Soraya havia o Lísea, em frente ao Parque, frequentado pelos proprietários rurais e políticos locais, mas não era um local para gente nova. O Café Santiago, com restaurante em cima, era semelhante no conceito, mas ficava a milhas da qualidade do “nosso” Capristanos! Situava-se na zona do mercado, para onde a cidade se começava a expandir. Em frente havia o Colonial, com bilhares, mas nunca lá fui com a Teresa, as meninas não jogavam bilhar.
A minha relação com a Teresa evoluiu de forma estranha já que as nossas cartas, frequentes, nos revelavam um perante o outro de uma forma que, cara a cara, nunca teria acontecido. Mas essa intimidade intelectual chocava com o desconforto físico das minhas raras visitas a Leiria. Eu lia nesse ano Dostoievsky (conforme previsto) mas começava a apaixonar-me pelos romances “góticos” de Anne Ward Radcliffe e Charles Maturin e os seus sucessores: “Dr. Jekyll e Mr. Hyde” (R L Stevenson), “O Retrato de Dorian Gray” (Oscar Wilde), “Dracula” (Bram Stoker), “Frankenstein” (Mary Shelley) e as novelas de Henry James, Hoffman, H.G. Wells, acabando no que se revelaram as minhas eternas paixões da literatura “negra”: H. P. Lovecraft e Edgar Allen Poe. A Teresa lia Pearl Buck e, aos “meus ingleses”, preferia Jane Austen; nunca percebeu como é que, quando se falava das irmãs Bronte, alguém (eu!) preferia o “Monte dos Vendavais” a “Jane Eyre”... E aqui, ao contrário da música, ela não cedia, e era destas discussões, escritas ou faladas, que se alimentava uma relação onde, notoriamente e da minha parte, pouca paixão existia (notoriamente digo eu hoje, na altura só sentia um inexplicável mas crescente desinteresse).

Leiria não ajudava. Não me lembro de haver um museu em Leiria, o parque era minúsculo e pouco frequentado, a sua esplanada era parecida com as barracas do Levy existentes no Parque D. Carlos I, nos anos 40, e que eu só conheci em fotografias, claro. Os cafés eram soturnos, ver montras era um exercício entediante, havia um só cinema (inaugurado em 66; quando lá fiz a 4ª classe, em 64, só existia um barracão de madeira). Diziam-me os amigos que lá moravam que às oito horas a cidade morria, não se via vivalma. Nunca fui obviamente aos bailes do Ateneu nem do Ginásio de Leiria (onde residia então o já famoso Orfeão, uma excepção numa cidade culturalmente adormecida). Mas todos me garantiam que esses bailes não tinham a animação e a frequência do Lisbonense e do Casino. Muitos leirienses faziam uma hora de caminho para os frequentar nas décadas de cinquenta e sessenta. Como vinham também às compras à Góia , à Tertúlia, à Tália e ao Turita, por exemplo.

A malta nova encontrava-se na sede da Mocidade Portuguesa, junto ao Hotel Liz, frente ao velho Hospital, do outro lado do rio. Muitos deles fardados, o que era, para mim, um espectáculo inusitado nessa época. Vi juntarem-se ali jovens do Liceu e da Escola, apesar da rivalidade que se dizia existir entre eles. Mas quando soube que se “insultavam” de “papo-secos” (Liceu) e “broas” (Escola), percebi que não era grave…
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Deixei de ir a Leiria, depois de lá passar uma última, e triste, tarde na Quinta-Feira da Páscoa de 1970. Era incapaz de sentir grandes emoções perante aqueles belos olhos negros e de apreciar, ainda menos elogiar, naquela idade, a ternura, a rara cumplicidade intelectual e a doçura de carácter da Teresa; eram difíceis para mim os elogios a aspectos que não a beleza física, os únicos que tinha aprendido como fazer nos livros e nos filmes. Acabei por desistir das minhas visitas, “regressando” a um mais tumultuoso amor caldense.

Em Fevereiro de 1971, quase um ano depois, um conjunto de circunstâncias colocou-me dentro do Fiat do João Manuel Sales, em direcção a um Baile de Finalistas em Leiria. Faziam parte da organização desse evento dois antigos colegas meus do ERO, entretanto emigrados para aquela cidade, o Zé Luís e o Jorge Pedro. O conjunto anunciado era o 1111, cujas “Balada para El-Rei D. Sebastião” e “Balada para D. Inês” tinham feito grande sucesso no final da década de sessenta. O seu primeiro LP, intitulado simplesmente Quarteto 1111, acabara de ser editado e imediatamente proibido pela Censura. Receio ter lá ido mais pelo grupo musical que pelos amigos organizadores, que me perdoarão seguramente esta tardia confidência. Fiquei com a ideia, durante trinta e sete anos, que o conjunto tinha sido trocado à última hora, mas sei hoje que foi o 1111 que actuou, só que sem o José Cid, vítima nessa altura do acidente rodoviário que o deixou sem um olho. Daí a minha impressão.



O Baile foi no Hotel Eurosol, que constituiu para mim uma das primeiras demonstrações de que Leiria crescia enquanto as Caldas começavam a estagnar. Uma magnífica unidade hoteleira, com boite, piscina e restaurante panorâmico surgia enquanto os hotéis caldenses começavam a ficar completamente decrépitos.


Entrámos, tinhamos viajado sete ou oito no sobrelotado Fiat 1200, e dirigimo-nos ao Bar, para “apalpar” o ambiente, como era habitual. Estava muita gente, quase todos, menos nós, de casaco e gravata. Leiria era mais formal, mesmo entre os teenagers, do que Caldas.
Ainda me lembro do Tó Zé Hipólito, sempre muito afoito nestas ocasiões, levar uma “tampa” ou duas antes de nós termos tempo sequer de pedir a primeira cerveja. Mas já dançava antes de nós a bebermos: a fortuna sorri aos audazes!
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Mais tarde, enquanto bebia mais uma cerveja junto ao Bar, ouvi alguém perguntar:

- Então hoje não tens ninguém a quem falar da Anna Karenina?

Voltei-me e dei de caras com a Teresa. Isto é, e para ser mais exacto, demorei vários segundos a descobrir que era ela. Vestida a rigor, com um fato comprido e escuro, os olhos negros mais risonhos e irónicos do que eu me lembrava de os ver, esta era uma versão verdadeiramente cinematográfica da minha apagada companheira de há um ano atrás. Arrastou-me para a pista de dança e lembro-me de ter lamentado as Jeans e camisa colorida que vestia, ela era uma boa dançarina e eu, aos dezassete anos, também não fazia má figura, mas ela merecia certamente um par com uma indumentária mais cuidada. Não pareceu ligar a isso e as horas seguintes passaram em minutos, com ela a incendiar em instantes um coração que, um ano atrás, longas horas de conversa e passeios não tinham sequer amornado…

Não houve muitas conversas nessa noite mágica, apenas me lembro de dançar e de lhe dizer coisas como:

- És tu a Anna Karenina, hoje sou eu que quero ouvir a tua estória! - e outras baboseiras desse género.

Ela respondia com graças e gargalhadas que nunca lhe tinha ouvido, nunca me permitindo saber o que se tinha passado durante este último ano e se a alegria de me rever era realmente o motivo da sua boa disposição. Mas os rapazes não têm software para compreender as modificações das mulheres, as suas transformações ao longo de um ano (nem de um dia...) ou para prever o que as leva às lágrimas ou à inexplicável alegria. Não percebia o que transformara a minha melancólica Teresa nesta radiosa Karenina (como eu insistia em chamar-lhe).

Fui arrastado mais tarde (pareceu-me pouco depois) pelos meus companheiros para o carro, não me lembro a que horas, mas demasiado cedo para a vontade que tinha de ficar!

Nos dias seguintes usei um telefone de contacto que tinha de outros tempos (um primo cúmplice) e deixei um recado. Como não obtive resposta, insisti. No final da semana recebi uma curta e delicada carta agradecendo-me a “esplêndida noite” e esperando que eu não tivesse ficado com uma impressão errada, porque só a ausência do seu actual namorado, devida a um mal-entendido passageiro, a tinha deixado livre naquele baile.
João Jales
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Leiria é uma ilustração de Rute Florlinha

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farofia disse...
oh! destino cruel, oh! coração estilhaçado! no, not again!
E não é que me deixei levar por estes amores doce-amargo, como se fora história a sério, o eterno retorno das Aventuras de Tom Sawyer e Huckleberry Finn, versão 1969 !!!De tantas e tantas pérolas incrustadas nesta jóia preciosa retenho que «os rapazes não têm software para compreender as modificações das mulheres, as suas transformações ao longo de um ano (nem de um dia...) ou para prever o que as leva às lágrimas ou à inexplicável alegria»...
Acrescento que nem as próprias mulheres trazem esse software incorporado, como se sabe.