ALMOÇO / CONVÍVIO

ALMOÇO / CONVÍVIO

Os futuros almoços/encontros realizar-se-ão no primeiro Sábado do mês de Outubro . Esta decisão permitirá a todos conhecerem a data com o máximo de antecedência . .
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Monólogos na aula de Matemática

por sousalaurinda@live.com.pt
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- Quem é que se está a rir?

O professor espreitava por trás do Júlio, de onde tinha vindo um movimento.

-Ah, és tu?

O professor tinha visto o Zé a tentar esconder-se.

- Vem cá meu “lindo”…

O Professor apontava para o Zé com a mão estendida e um sorriso nos lábios, como se fosse para o encorajar a aparecer.

- Sim tu. Não te escondas! Já te vi, chega aqui ao pé de mim.

O Zé não teve outro remédio. Levantou-se e foi até ao estrado. Quando passou perto do professor apanhou um “caldo” no pescoço. Encolheu-se, e apressou o passo para fugir do alcance da mão do professor e evitar outro “caldo”.

- Pega no giz!

Ordem peremptória e proferida em voz alta e firme.

- Agora escreve: cinco xis ao quadrado, mais três xis igual a dois. Hum. Eu disse ao quadrado…

“Carolada” na cabeça do Zé, com o ponteiro!

- É assim que se escreve? Apaga!

O Zé não sabia o que apagar e olhava espantado para o que tinha escrito.

- Não ouviste?

“Carolada”.

- Apaga, disse eu!

A turma, em silêncio inquieto, concentrava-se na cena. O Zé, aflitíssimo, enganava-se a todo o momento. Quando apagou o xis apanhou uma “carolada”, quando apagou o três apanhou outra. Já não sabia o que apagar. Algumas meninas rezavam para que ele acertasse, pondo um fim àquele suplício.

Mas o professor continuava:

-Então não sabes? Nem isto ao menos tu sabes?

O Zé finalmente acabou por ver que não tinha escrito o dois em cima do xis e, a muito medo, levou a mão até lá para finalmente o apagar e pôr em forma de potência. Às vezes quando íamos para emendar apanhávamos com o ponteiro nos dedos… Bom, desta vez, ao menos isso não aconteceu. Mal escreveu o xis ao quadrado e o resto da equação, ouviu-se:

- Está bem!

Acto contínuo, o professor virou-se de costas para o Zé (uma folga para ele, que soltou um pequeno suspirou de alívio) e dirigiu-se à secretária onde se sentou.

-Resolve!

Disse ele, enquanto se sentava cruzando as mãos sobre a barriga, sem olhar para o Zé.

Passados poucos segundos dirigiu-se a nós:

- E vocês também, ou o que é que julgam que estão aqui a fazer?

Olhava-nos ameaçador.

-Se vejo alguém sem estar a escrever vou até lá dar um “caldinho”! Sabem como são os meus “caldinhos”, não sabem?

Sabíamos… uns melhor que outros, mas todos sabíamos. Por acaso, o Zé era o que costumava levar mais “caldos”. As meninas levavam muito menos. O professor continuava com aquele sorriso trocista.

- Pois então façam! Resolvam a equação!

E logo a seguir:

- Que é que estão a olhar para mim? Sou bailarino? Não sou pois não? Sabem o que é que eu sou, não sabem?

A turma em silêncio aguardava a resposta, que viria do próprio professor, como de costume.

- Sou pequenino…

E continuava a sorrir e levantava as sobrancelhas realçando a evidência!

Ninguém tirava os olhos dos cadernos. Mesmo que não soubéssemos que volta havíamos de dar à equação, tínhamos que estar a olhar para baixo. Todos conhecíamos de cor a frase emblemática daquele professor: “homem pequenino, ou velhaco ou bailarino”…

sousalaurinda@live.com.pt
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COMENTÁRIOS
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JJ disse:
Este depoimento foi-me enviado por correio electrónico.
O email é a única assinatura que obtive, pelo que a utilizei no texto, depois de confirmar que existe e responde às mensagens.
O nome do professor não constava no original, que é publicado sem uma só vírgula alterada.
Comentários?
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São Caixinha disse:
(...) fartei-me de rir com todos os depoimentos sobre o Azevedo e a excelente caricatura do Licínio mas, na minha opinião, os Monólogos superaram tudo! Eu não me lembro mas creio que sim...que seriam exactamente assim as aulas com este professor. Que extraordinária personalidade!
Coibi-me de comentar porque, como na realidade nunca nos entendemos muito bem, o que retenho das lições de matemática é mesmo apenas a memória do disparatado medo que me possuía durante aquelas longas e opressivas horas! Neste ponto devo contudo fazer justiça à verdade, e não posso deixar por dizer que eu era má aluna nesta disciplina. Ou melhor...era péssima aluna! Embirrei com os números desde sempre e a tudo a que deram origem, com as elevações a potências, com eu sei lá que equações... aquilo absolutamente tudo e com o professor também! Pois bem, no meu caso particular, os seus intransigentes métodos talvez tivessem alguma justificação!!! Eu era mesmo como se dizia um zero à esquerda...ou é à direita o zero? WHATEVER!
Bjs São
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João Ramos Franco disse:
Não arrisco nomes, devido ao comentário anterior,em que confessei que era "marreta" a Álgebra, mas a cena parece-me passada com o outro personagem de que falei. Pelo menos ele era muito parecido com este...João Ramos Franco
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Ana Luisa disse:
O Professor é o Azevedo, não tenho qualquer dúvida.Quem é a Laurinda,duvido que alguém saiba,já telefonei a colegas mais velhos,ninguém sabe.Mas o Zé e o Júlio,é possível saber os apelidos?
Como relato é muito bom,de um realismo impressionante,até eu torci para ele acertar!AL
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Guida Roberto disse:
Esta abundância de caroladas e caldinhos só pode ser do Dr. Azevedo numa qualquer segunda feira depois de uma derrota do Benfica. Parece que estou a vê-lo na sua batinha branca desabotoada e com aquela careta de dor por causa dos "bicos de papagaio" que o atacavam mais naquelas alturas. Wicca

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João B Martins disse:
Olá caro João Jales.
Não nos conhecemos pois somos de gerações diferentes. Chamo-me João B. Martins. Sigo o blog há tempos e se agora escrevo é por causa do Dr. Azevedo. Este homem foi, para mim, um excelente professor e um bom amigo.
Deve ter sido o professor que mais anos leccionou no ERO. Por coincidência foi, ao longo do curso liceal, o primeiro e o último professor de matemática. Entrei para o Colégio em 1949 e tive-o logo como Prof. de Matemática. Em 1954 vim para Lisboa para fazer o terceiro ciclo no Liceu Passos Manuel mas como chumbei a Físico-químicas e Matemática, em 56/67 voltei às Caldas e ao ERO para as repetir. Foi então que de novo o Dr. Azevedo me voltou a ensinar Matemática. Trabalhamos muito nesse ano mas mereceu a pena. Por exemplo: quer eu quer o Nozes tiramos 17. Para quem tinha tido 5.4 no ano anterior foi bem bom. Como disse, trabalhámos muito. Até em muitos sábados de manhã íamos para o colégio para fazer exercícios. Tivemos aulas práticas de Trigonometria no Parque para onde ele levava um teodolito.
Foi no 2º ciclo professor de Ciências, Geografia e, salvo erro, até de História Universal (pelo menos em parte do 3" ano). Criou as sabatinas que nos ajudavam a consolidar a matéria de empinanço, pois era assim naquela época. Tinha com ele um senão: não havia caldaços mas um par de chapadas apenas a um aluno - dizia-se que a mãe o havia autorizado. Aproveitava-se de todos os pretextos para o fazer.
Em 1957 voltei para Lisboa e os meus regressos às Caldas passaram a ser raros. Só voltei a estar com o Dr. Azevedo 2 vezes: no princípio dos anos 60 no velório de minha avó Maria José e depois na grande reunião de antigos alunos de 1988, a que fui arrastado pelo meu primo Fernando (Figueiredo). Neste encontro apanhei-o junto com o Dr. Luís Rosa Bruno e perguntei a ambos quem eu era. –Olha é o Martins ! Passados tantos anos ainda se lembravam de mim. Curioso.

Um abraço. Até sempre.
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Manuela Gama Vieira disse:
Nunca imaginei que o Prof. em causa, até me custa dizer o nome- não lhe conheci esta faceta- fosse capaz de actos de tortura; deculpem-me, mas o que é descrito tem o nome de TORTURA!Faz-me lembrar outros tempos e situações vividas nesse tempo no Portugal salazarento, de tão má memória!
Fiquei absolutamente chocada e, por solidariedade, não posso deixar de saudar os meus colegas vítimas destes execráveis métodos!
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Óscar Oliveira disse:
Julgo que alguns ainda se lembrarão de outro tipo de "tortura" (a ironia tem a ver com os tempos presentes, onde os professores até podem levar dos alunos, mas ai deles se, nem que seja em legítima defesa, tocarem num cabelo dos meninos) do dr. Azevedo.
Só não me lembro quem era o "mártir" dessa actuação, mas tenho a sensação que era um colega nosso precocemente desaparecido, o Joaquim do Norte (a alternativa que imagino só podia ser o Zé Carlos Faria...).
Então não é que o dr. Azevedo, quando queria aplicar um enxota moscas na cara, para que o aluno em causa não pudesse fugir, tinha o cuidado de, antecipadamente, lhe pisar a ponta do sapato, só o largando quando a mão dele atingia o objectivo?
Julgo que existirão outros colegas a lembrar-se desta particularidade.
Oscar
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João Ramos Franco disse:
Caros colegas se a verdade é para se dizer, existiram na realidade dois professores que ensinavam "torturando-nos": o Dr. Perpétua (na sala de aula pairava o medo) e o Dr. Azevedo, com as atitudes de já falaram.João Ramos Franco
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jorge disse...
o j r franco pergunta se a verdade é para se dizer?que blogue seria este se não fosse?
se o licinio fez uma grande caricatura,está aqui um belo texto.devias ter juntado os dois oh jj. jorge

OH DR AZEVEDO !

por Júlia Ribeiro

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Oh Dr. Azevedo!





Com que saudades o recordo....Tive-o como professor de Matemática do 1º ao 7º ano, de Geografia no 3º e de Desenho em vários anos.

Recordo-o como um grande e bom professor e como pessoa. Estou a vê-lo entrar na sala de aula, com a sua batinha branca pendurada no braço ou já vestida, umas vezes bem disposto, outras nem tanto... e o seu estado de espirito era imediatamente perceptivel.
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Desculpem-me mas não consigo resistir a reviver alguns episódios passados com ele. Nos primeiros anos, como fazia colecção de lápis de propaganda (sim, agora são esferográficas, naquela altura eram lápis), não podiamos levá-los para as aulas que ele logo os surripiava.

Os "caldos" que os desgraçados dos rapazes levavam.....Coitado do João Mário Anjos, muitos levou! Segundo me informou a Drª Alda, como não podia "bater"nos alunos, dizia: "Olha que levas um caldo" e já estava dado...

Tantas estórias do Dr. Azevedo! Fazia-nos patifarias e divertia-se com isso, mas sem nos prejudicar, pelo contrário. Julgo que nos aproximava ainda mais!

No primeiro dia de aulas, no 4º ano, quando pensávamos que iríamos ter uma aula de apresentação, para irmos rápidamente para o recreio, como era habitual, tivemos um ponto de revisão de toda a matéria do 3ºano de Matemática. O resultado, como era de esperar, foi catastrófico: um Doze, quatro Quatros e os restantes tiveram todos Zero. Como foram notas no fim do período? O Dr. Azevedo conhecia-nos e, já nessa altura, nos dava as notas por uma avaliação continua, por isso essas notas iniciais não nos prejudicaram em nada, apenas serviram para percebermos que tínhamos que estudar !

No 5ºano as turmas eram separadas, meninas e meninos. Ao sábado os rapazes tinham Matemática na 1ª hora da manhã no anfiteatro e nós na última hora na sala de aula em frente ás escadas. Neste intervalo, tinhamos Religião e Moral e Canto Coral com o Padre António Emilio. Está-se mesmo a ver que muitas destas aulas eram substituidas por grandes jogos de ringue "ao mata". Ora num desses sábados o Dr. Azevedo resolveu fazer ponto de Matemática aos rapazes. Os pontos não eram avisados mas quando uma turma tinha ponto, a outra, quase de certeza que tinha também. Imaginem-nos então a estudar, talvez a ver o maldito Palma Fernandes, dum lado para o outro no nosso recreio e o Dr. Azevedo a gozar o panorama.... Uma característica do Dr. Azevedo era que escrevia o enunciado dos pontos no quadro e, nesses dias, já estava na sala quando nós entravamos. Nesse preciso sábado, enquanto íamos subindo as escadas, já estávamos a vê-lo na sala. Casualmente, eu era a primeira e olhei para o quadro, pensando vê-lo com polinómios, equações e outras operações. Mas o quadro estava pretinho, sem qualquer amostra de giz. Todas iamos entrando e imaginem as nossas caras! Que estranho! O Dr.Azevedo perguntou com aquele seu ar: "Mas o que se passa? Estão com medo de entrar?" Foi mais uma das suas partidas....Fazia-nos destas, mas eu sempre as interpretei como mais uma "brincadeira à Dr. Azevedo"...

Estas foram algumas das muitas "maldades" que nunca esqueci, mas perdoo-lhas todas, pelo prazer de o ter tido como professor durante os 7 anos que frequentei o ERO. Com certeza o Dr. Azevedo não podia deixar de ter também uns versos feitos pela nossa poetisa da turma, a Manuela Carvalh
Dr.Azevedo, muito obrigado por tudo o que me ensinou. Fui para um curso de Ciências e a si lhe devo muito do que sou.


Júlia R
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COMENTÁRIOS
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João Ramos Franco disse:
Sei que tive um professor a Desenho Geométrico que era muito exigente na limpeza e manutenção do equipamento do estojo de Desenho. Não te recordas se seria o Dr. Azevedo? Um abraço. JRF
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João Jales disse:
Não posso responder ao João R F porque não tive o Dr. Azevedo como prof de desenho. Mas o dr. Lopes também era muito exigente com a manutenção do material, suponho que fizesse parte da função impedir que o desleixo natural dos adolescentes degradasse os transferidores,compassos e tira-linhas.
Quanto ao texto parece que a Júlia vai tirando memórias da "cartola" cada vez com mais facilidade e as vai partilhando com um também crescente à vontade. Esta série vai ficar a dever-lhe muito, tanto em colaborações como em entusiasmo e empenho.
A recordação da Júlia é muito cor-de-rosa, nem todas as "maldades" do Dr. Azevedo (como ela diz) teriam o tom recreativo em que são aqui descritas. Virá a propósito reler um texto anterior em que isso é referido :
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Luis António disse:
Revejo melhor o Dr. Azevedo no depoimento da Júlia do que na descrição daquelas aulas de Matemática em que os alunos resolviam problemas do Palma Fernandes enquanto o professor se embrenhava num mapa da Rússia...só faltava ouvir os passarinhos lá fora!Não estará o João Licinio a fazer confusão,não seriam essas pacíficas aulas em Faro ou Setúbal?
A Júlia,que não conheço,tem sido uma das tuas melhores colaboradoras,já realcei na altura o belo escrito sobre a Praça da Fruta.Parabéns.
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Manuela Gama Vieira disse:
Resta dizer, relativamente ao Dr.Azevedo, que foi meu explicador e guardo dele as melhores recordações, nunca lhe conhecemos, eu e meus irmãos, a faceta dos "caldos".
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DR AZEVEDO

por João Licínio




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O Dr. Azevedo foi um professor de que gostei muito. Eu não morria de amores pela matemática, mas ele era uma personagem "cool ",com ele os senos e os cosenos da trigonometria tornaram-se-me agradáveis e até achava graça à demostração de que um mais um eram dois, da aritmética racional. Ele dava a matéria de modo leve e rápidamente, sem massacrar, e o resto do ano passávamo-lo a fazer exercícios do Palma Fernandes. Enquanto tentávamos nas carteiras resolver os exercícios que nos atríbuia, o Dr.Azevedo entretinha-se em actividades estranhas (o que me seduzia) e "inúteis" (as mais interessantes!), como por exemplo fazer fichas de milhares de povoações e lugarejos que ele procurava em mapas. Ainda estou a vê-lo com um um grande mapa da Europa estendido na sua secretária,e ele curvado com uma lupa sobre a Rússia, arquivando uma qualquer povoação. O Dr.Azevedo viajava sem sair das Caldas! Ele já devia estar a prever a estopada da maioria das viagens de hoje, com magotes de gente nos aeroportos, confusão nas longas filas de check ins, pessoas entaladas nos aviões, malas extraviadas, hordas de turistas nos locais de visita......
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O Dr. Azevedo não apreciava a actividade balnear e fez-nos a confidência de que quando tinha mesmo que ir à Foz do Arelho, refugiava-se o tempo todo dentro da barraca pois era muito friorento, e que nem pensar em tomar banho!Só entraria mar adentro se a temperatura da água fosse o mínimo necessário para cozer uma lagosta!....








Julgo que foi a sua não apetência pela praia que me fez desenhar uma caricatura sua que foi um sucesso, a ponto de ele, ao ter conhecimento da sua existência, numa aula diante dos outros, me obrigar a mostrar-lha. Lá a tirei timidamente do bolso...Receei a sua reacção e a sua futura atitude para comigo mas o Dr. Azevedo, personagem "cool" e gentleman, depois de ver o desenho olhou-me com um largo e prolongado sorriso e fez-me uma calorosa festa no pescoço!....
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Aliás recordo com saudade a maioria dos professores do ERO, incluindo o director, Pe Albino! Para quem como eu, aterrava no ERO , vindo sucessivamente dos Liceus de Setúbal e Faro, de ambientes duros, agrestes e repressivos, o ERO (incluindo o seu director) foi um oasis de suavidade.
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João Lícinio da Gama Vieira




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COMENTÁRIOS
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Manuela G V disse:
Tenho que saudar o meu talentoso irmão, perdoem-me a "vaidade"!Só a do P.e Albino é que me deixou...!!!!!!!!!Aqui, no blog, todos temos o direito às nossas diferenças...ainda que entre irmãos...e esta diferença é apenas de pormenor.
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João Jales disse:
Lembro-me do apelo da Ana Nascimento para que o João Lícinio colaborasse no Blog e verifico que tinha razão. O desenho revela talento (ambos os personagens são bem reconhecíveis) e é uma preciosidade com mais de 40 ano, já pensaram bem?
O texto mostra que além de escrever com facilidade, o João tem boa memória. Seria lamentável se a sua colaboração acabasse aqui.
Discordamos em relação ao Padre Albino, claro, mas é para isso que este espaço serve.
Oh João, tens a certeza que vinhas dos LICEUS de Setúbal e Faro e não das respectivas Colónias Penais? Para achar "suave" o nosso director...
Vai aparecendo. Um abraço. JJ
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Jorge disse:
gand'a caricatura,se é realmente de 1966!é mesmo o Azevedo chapado. não terás aí outras que estejas a esconder?tu sempre foste cheio de truques...
tem razão a Ana,tu deves lembrar-te de mais histórias.jorge
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Júlia Ribeiro disse:
Colega João Licinio
Esta caricatura está um espanto !Pensava que só tinhamos uma caricaturista (a São Caixinha), mas vão aparecendo outros talentos, ainda bem....dou-te os meus parabéns .
Nunca imaginei o Dr. Azevedo na praia e tão bem acompanhado !!!!!!!!!!´
Foi um dos professores que muito admirei e me marcaram.
Júlia R
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João Ramos Franco disse:
Não ponho em questão o seu valor nem a amizade pelos alunos, mas entre mim e ele existia um problema do tipo “marretas”. Até ao 2º ano tudo bem, a Matemática era só com algarismos, mas no 3º ano na Álgebra começamos a substituir os números por letras e aí tudo mal, este rapaz quer que o bom do Dr. Azevedo lhe explique por miúdos como é que se faziam contas com letras e ele era da opinião que eu devia encontrar essa explicação no que tinha estudado até aí. Tudo bem no 3º e 4º anos, não havia exame e eu cheguei ao 5º, aí tira-se o resultado. Faço o quinto de Letras e como era de esperar chumbo a Ciências (com menos 5 valores a Matemática) e o resultado foi repetir a Secção de Ciências.
Uma coisa é verdade: com o Cap. Dário como explicador e como aluno assistente no ERO, passo no 5º de Ciências e consigo ao mesmo tempo tirar 4 Cadeiras do 7º ano (para Direito).
Se me perguntarem hoje, não sei se a falha foi minha ou dele e a única resposta que tenho é que sou bacharel em Informática.
Talvez fosse da idade que tinha quando que isto se passou?...
João Ramos Franco
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Manuela Gama Vieira disse:
Bem, já passaram tantos anos, que uma cirurgia plástica às recordações, tornando-as mais "cool"...já não deve "fazer mal" a ninguém.
Claro que agora espero por um artigo teu, acerca de um personagem igualmente "COOL"...O Director, que tanto apreciaste. MGV
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Isabel Esse disse:
A ideia da Manuela(irmã do João?)parece-me uma grande ideia,um artigo em que o autor nos relembre a suavidade do nosso director,já que acho que é uma qualidade que todos nós esquecemos!O depoimento está bem escrito,a caricatura e´notável,mas a memória tem o filtro do tempo,não é bem destas aulas que eu me lembro...
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Laura Morgado disse:
Não me lembro do João Licínio, pois deve ser um pouco mais novo do que eu.Só pode ser assim, para dar tempo a que o Padre Albino se tornasse num homem dócil...
No entanto, não quero deixar de lhe dar os parabéns pela bela caricatura que fez do Dr. Azevedo.

PROFESSORES ENTRE 1965 E 1972 (em forma de diálogo)

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Estamos em busca de uma listagem completa dos professores entre 1945 e 1973. Identificámos já a maioria dos professores entre 1958 e 1965. Alargamos aqui a lista ao período 1965 e 1972, mas faltam nomes, continuo a acrescentar depoimentos.
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Continuemos então o esforço deste puzzle de memória:
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1 - O Dr. Serafim foi professor de Ciências no 1º ano (1965/66). Excelente professor, também nesta disciplina. Lembro-me de ter ficado fascinado com o resultado das, para mim inéditas, observações no microscópio. Era quando ainda se falava de «ficção científica»; agora é mais ciência fictícia, como dizia um cómico brasileiro. O Óscar não está recordado mas posso garantir que o Dr. Lopes foi o Professor de Geografia do nosso 3º ano (1968). Assim, fui o primeiro a ser chamado ao quadro logo no início e mais tarde apanhado num aviltante copianço, estória já relatada neste prezado sítio.
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2 - A tal de Lígia, se calhar era Lídia. Já não sei! O Alberto veio reavivar a memória desses extraordinários percursos que, pouco a pouco e com suaves deslizadelas das carteiras, num dado momento, se encontrava toda a gente apinhada ao fundo da sala como sardinhas em lata, enquanto um vasto deserto se estendia até ao estrado, ermo onde a dita cuja profa perorava bacoradas perante uma turma que oscilava entre a indiferença hostil e o gozo geral, rebolado e assanhado. O Mário Xavier tem uma história, para contar aqui, sobre estas peripécias...
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3 - A Drª Helena, que o Miguel BM muito bem lembrou, veio a casar com o Zé Maria, (uma das pessoas que tinha vindo para o ERO com o Padre Albino, e que trabalhava na Secretaria), tendo ido depois viver para Setúbal.
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4- Creio que quando a Drª Inês teve o primeiro filho, num curto período tivemos a Drª Isabel Sá Lopes como professora de Inglês.
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5- Difusamente, e agora que o Óscar mencionou o assunto, surgiu-me uma vaga idéia de o Dr. Sanches ter decidido (e bem) que não estava mais para nos aturar e ter sido substítuído já na ponta final do ano. Alguém confirma, desmente ou esclarece?
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Zé Carlos Faria
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Oscar disse:
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Ora então, tentando avivar a memória, aqui vai o meu contributo para a lista do Zé Carlos Faria, pela ordem das disciplinas que ele refere:
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Matemática
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Tudo certo, à excepção do 1.º ano (65/66), que foi o dr. Figueiredo Lopes.
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Físico-Químicas
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Quem fez a alínea f), seguiu com o dr. Serafim até ao 7.º ano (71/72).
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Geografia
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1 - O dr. Domingos Garcia Domingues (O JJ tem razão... um notável arabista, natural de Silves, cujo nome, naquela data, já constava da Enciclopédia Luso-Brasileira) só foi nosso pofessor de História, julgo que no 5.º ano (69/70);
2 - Num dos anos, presumo que no 4.º (68/69), o professor foi o Padre Renato. Recordo que, com as suas principais preocupações centradas na língua portuguesa, fizémos um ponto em que ele, com alguma antecedência, nos deu as perguntas e respectivas respostas, cuidadosamente redigidas. O desafio consistia, por isso, na integral reprodução das respostas que o Padre Renato tinha fornecido;
3 - Também não me recordo do dr. Figueiredo Lopes me ter dado Geografia, até porque tenho a ideia que ele esteve fora do país nos nossos 3.º, 4.º e 5.º anos (1967 a 1970).
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Desenho
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1 - Até ao 5.º ano só tenho a certeza que no 2.º (66/67) foi o escultor (como gostava de ser chamado) Loureiro;
2 - Quem fez a alínea f) teve o dr. Figueiredo Lopes no 6.º ano (70/71) e o arq.º José de Sousa no 7.º (71/72).
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Ciências
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Que me recorde, julgo que a professora foi sempre a dr.ª Cristina, nunca tendo sido o dr. Serafim.
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Francês
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Era uma daquelas que me parecia concordar inteiramente com o ZCF, mas o comentário do Miguel BM trouxe-me à ideia, de facto, uma dr.ª Helena, pelo que tenho dúvidas.
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Inglês e Educação Física
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Concordância integral com o ZCF.
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Alemão e Latim
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Como escolhi a alínea f), não tive.
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História
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1 - Já atrás falei do dr. Garcia Domingues;
2 - Confirmo a dr.ª Ermelinda, quase de certeza no 4.º ano (68/69);
3 - Não tenho ideia de quem deu o 3.º ano (67/68).
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Filosofia
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O ZCF só tem razão na dr.ª Deolinda no 7.º ano (71/72).
No 6.º (70/71), o professor foi o Padre Xico.
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Português
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Nem de algumas coisas que o ZCF diz me recordo e já falei atrás da dr.ª Helena, que o Miguel BM lembrou. A dr.ª Júlia, penso que não foi minha professora, pelo que terá sido dele nos 6.º e 7.º anos (70/72).
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Lembram-se que quem ia para Ciências, o Português acabava no 5.º ano (agora têm todos, no mínimo, mais 3 anos, não se percebe bem para quê, tal é a forma como alguns escrevem...).
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Religião e Moral
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Nunca tive o Padre Albino como professor (pelo menos que me recorde). Além do Padre Xico, lembro-me do Padre Vicente, que era de cor.
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OPAN
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À semelhança da Filosofia, o ZCF tomou a parte pelo todo. O dr. Sanches só foi nosso professor no 6.º ano (70/71), já que no 7.º (71/72) foi a dr.ª Noémia.
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Foi um enorme gosto efectuar este exercício de memória e só espero que ma vão avivando e, eventualmente, emendando algumas das afirmações que fiz atrás que, embora para mim me pareçam verdades absolutas, até podem não ser.
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Oscar
NOTAS:
1 - O Dr. Lopes esteve no Colégio entre 1967 e 1970 e deu até Geografia em 1968. Tenciono abordar esse tema num artigo separado.
2 - O Dr. Sanches foi sempre o prof de OPAN, ninguém corrobora essa tua memória da Noémia a dar a disciplina.
3 - Sim, o Padre Xico deu Filosofia a esse 6º Ano. Mais precisamente Psicologia, que constituía a matéria. Eu, que tive a Super, garanto-te que não perdeste nada...
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Alberto Reis Pereira disse:

À lista do Zé Carlos Faria acrescentaria:

O Arquitecto José de Sousa foi Professor de Geometria Descritiva do 7º ano em 71/72

O Padre Xico foi Professor de Filosofia do meu 6º ou 7º ano; a Dr.ª Deolinda também o foi num destes anos, não me recordo quem foi quem em que ano. (Xico no 6º, Super no 7º. JJ)



O Dr. Serafim foi Professor de Matemática e Fisico-Química em 70/71 e 71/72 dos 6º e 7º anos.

A Dra. Cristina continuou a ser Professora de Ciências Naturais nestas mesmas circunstâncias do Dr. Serafim.

O Dr.Garcia Domingues creio que era mais conhecido por "pancinhas" se não estou equivocado. Depois de se ter a Dra. Ermelinda como Professora nos 3º e 4º anos, apanhá-lo no 5º foi dose....

A Dra. Lígia era qualquer coisa. O Zé Carlos Faria foi muito, mas mesmo muito, simpático nos adjectivos.
Talvez ele se recorde da "movimentação" das carteiras da frente para o fundo da sala ao longo daquelas interessantíssimas aulas.
Além disso esta Senhora tentava assustar-nos garantindo que sabia linguagem labial, por isso nada lhe escaparia; não sei se a sua curta passagem pelo ERO teve a ver com este facto, o certo que tal habilidade, a existir, muito deve tê-la incomodado pelas palavras não ditas, apenas articuladas, que a partir daí perpassaram pelos lábios do pessoal.

Um abraço
Alberto

(Nunca conheci essa Dra. Lígia, parece-me um cromo interessante que me ficou a faltar na colecção...JJ)

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Zé Carlos Faria disse:

Então cá vai o que me lembro (espero não estar a fazer confusão):

MATEMÁTICA - Dr. Azevedo (1965/67), Dr. Jaime Serafim (1967/70)

FÍSICO-QUÍMICA - Dr. Serafim (1968/70)

GEOGRAFIA - Dr. Figueiredo Lopes, Dr. Garcia Domingues(?)

DESENHO - Dr. Lopes

CIÊNCIAS NATURAIS - Dr. Serafim (1965/67), Drª Cristina (1967/70)

DESENHO À VISTA - Padre Renato, Prof. Loureiro

FRANCÊS - Drª Cândida (1965/67), Mme Nicole Ballu Loureiro (1967/70)

INGLÊS - Drª Inês (1967/70)

ALEMÃO - Drª Cármen

LATIM - Padre Renato (1970/72)

HISTÓRIA - Drª Noémia, Padre Albino (?), Dr. Garcia Domingues. Houve uma outra cujo nome não recordo (Ermelinda?) cujo namorado implementava rutilante Lotus azul metalizado. Disso não me esqueci!

FILOSOFIA - The one and only _Su_per!

PORTUGUÊS - Padre Renato, Drª Cândida, Drª Lígia (uma verdadeira peça de artilharia com a sensibilidade de um penedo), Drª Júlia

RELIGIÃO & MORAL - Padre Xico, de certeza. Creio que também Albino, mas não estou seguro. Felizmente agora deixou de ser obrigatória a dita cuja, tendo em conta a laicidade do Estado Português.

OPAN - Dr. Sanches. A farsa começava logo na 1ª linha do livro: Portugal era uma República «democrático-orgânica» (como eufemismo não estava mal) .

EDUCAÇÃO FÍSICA - Prof. Silva Bastos

E pronto.

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João Jales disse:


José Domingos Garcia Domingues era professor de História. Um dos mais conhecidos professores do colégio, parece que um notável arabista, passou por lá algo despercebido. Deu-te Geografia além de História?

A Ermelinda, grande professora de História e Português, namorava efectivamente o dono de um Lotus Elan (eu nem ligo muito, mas aquele era um carro lindíssimo). Foi minha profa. Também não sabes o apelido?

Não te lembras se o Albino te deu História? Não é possível não te lembrares, tal a "seca" que as aulas constituíam: era uma experiência traumática e inesquecível! Se não te lembras, é porque não a sofreste.

A Lígia é que eu não sei quem é. Em que ano(s) esteve lá?

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Zé Carlos Faria disse:

Se não estou em erro, o Garcia Domingues (1910/1989) foi meu professor nas duas disciplinas. Tinha sido Inspector Nacional de Educação e figura grada do Regime, quando o Marcelo era Comissário da MP e depois caído em desgraça política. Quando o apanhámos, coitado, as ameaças de caquexia já se faziam sentir. Encontrei em Évora um dos seus livros («Portugal e o Al-Andalus») que me apressei a comprar e que continua a ser uma das abordagens essenciais para a compreensão daquele período histórico.

A dita Lígia foi uma presença fugaz (para aí em 68-69), incompetente sem remissão, e, com o devido respeito, assim com um look piroso para além do que era suportável.
Estou de acordo – a Ermelinda era grande professora e capaz de lidar com os alunos de forma deslocada e descolada da ortodoxia vigente.

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São Caixinha disse:
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É inútil tentar preencher a lista de professores porque vejo que a Júlia, a Isabel V.P. e o José C. Faria já o fizeram e muito mais correctamente do que eu alguma vez o faria. Fico verdadeiramente surpreendida com a extraordinária memória de alguns ex-colegas!!
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Curiosamente, apesar do pouco que retenho no que se refere a nomes e datas, consigo recordar-me de duas professoras da Instrução Primária que não foram mencionadas. Em 1960 quando entrei para a escola a nossa primeira professora era a prof.Joana! Dela recordo apenas o nome e que, como personalidade, era no que me diz respeito uma verdadeira peste! "Embirrou" tão sériamente comigo que depressa fez despertar em mim um desmedido medo da sua indesejável presença e tal aversão pela aprendizagem que os meus pais se viram forçados a tirar-me da escola a meio do ano!! Começei bem, como vês!!
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Lembro-me ainda de alguns colegas desse primeiro (meio!) ano de escola, como o Zé Luís Azevedo ,que não se inibia de um condescendente comportamento que me proporcionou valioso conforto naqueles dias amargos e um rapazinho que se chamava Luís, filho do Sr. Henrique que prestava em part-time serviços de manutenção das instalações do Colégio e que por "coincidência" também era vitíma dos discutíveis métodos didácticos da prof.Joana!
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No ano seguinte, quando reentrei para a escola, tive como professora a D.Manuela (já mencionada no blogue, mas não nesta lista) uma senhora idosa que tranquilamente soube restaurar (pelo menos em parte) a minha confiança no corpo docente.
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Já agora, e apenas por curiosidade, menciono a D. Margarida, óptima professora do ERO que, mais tarde, na 4a classe, também dava explicações em sua casa ( morava no Borlão) a um grupo de alunos que me íncluia!
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Por agora é tudo! Beijinhos e até breve!
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São Caixinha
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Miguel Bento Monteiro disse:
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Em relação a lista de profs que o JCFaria elaborou falta a Helena que nos deu francês no 5º ano.Creio que tb lecionava português, mas a outros anos.
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Manuela Gama Vieira disse:
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Dos meus Professores do Colégio já falei daquele que me marcou profundamente, o Senhor P.e Renato; aquele de quem até já me esqueci a "pessoa" que era...:o P.e Albino, por sinal meu prof. de História. A ele devo ter detestado a cadeira de História, um bonito serviço, não acham? Gramei, desculpem-me o termo, 3 anos de história com ele. A ouvi-lo falar das fantásticas viagens que fazia e dos esplêndidos hotéis onde ficava, com vistas já nem sei para onde!
A D. Margarida, sim senhor, lembro-me muito bem dela, não como Professora no Colégio, mas como minha explicadora. E mais...no dia 25 de Abril de 1966, ao sair da explicação, ao chegar a casa, já não encontrei a minha Mãe! Tinha acabado de ir para o Montepio, o meu irmão Luís Filipe estava com pressa de nascer. A minha "tarde extraordinária", associada à Senhora D. Margarida que muito me ensinou, a quem tanto devo,recordo-a com o maior carinho, gostava de saber dela!
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Manuela Gama Vieira
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Dra. Cremilde Palma e Dr. André Gonçalves

pel' "A Embaixada da Boa Vontade"...



Depois de mais de 40 anos, fomos encontrar um simpático casal de antigos professores do ERO, que aí começaram com as “ameaças de o ser”, conforme mais adiante se verá.


Foi o acaso que levou a que se encontrassem no colégio e aí o cupido se encarregasse do resto… “o amor andava no ar”, transparecia nos seus rostos que se ruborizavam a qualquer momento! e serviu de inspiração à poetisa da turma, a Manela Carvalheiro, que, numa das aulas, lhes dedicou uns versos.


Trata-se da Dra. Cremilde Palma e do Dr. André Gonçalves, que prontamente se disponibilizaram a receber esta “embaixada de boa vontade” que pretendia recolher as suas recordações, vivências e episódios mais relevantes da sua passagem pelo colégio. O vaticínio da poetisa deu certo e o namoro começou mesmo ainda no colégio. Casados pelo então Padre Luís Moita, em 1965, residem em Lisboa desde essa data.






O destino estava traçado! A Dra. Cremilde sendo natural de Évora, onde fez todo o seu percurso escolar até ir para a faculdade, via ao longe na rua, de passagem, aquele que mais tarde viria a ser seu marido.

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Este, tendo vivido em Évora uma parte da sua adolescência, costumava passear de cavalo pelas calçadas da cidade onde imperava o silêncio das tardes quentes de verão, e, ainda hoje, a Dra. Cremilde tem no ouvido o som do trote do cavalo e a imagem do “cavaleiro andante”, à data ainda desconhecido. Não há dúvida de que as coincidências existem…

Licenciada em Românicas, começou a leccionar no ERO no ano 61/62, com 21 anos, estando ainda na faculdade a frequentar o último ano do curso (duas cadeiras e a preparar a tese).
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Havendo necessidade de mais uma professora para a disciplina de português, por a Dra. Armanda estar sobrecarregada com todas as turmas, o Padre António Emílio viria a convidar a Dra. Cremilde para o colégio, por intermédio da mesma Dra. Armanda, que a conhecia por ser colega de faculdade duma sua irmã.
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Quando o seu nome foi sugerido (parece que algo já estaria predestinado…) no meio da conversa, a dada altura, foi comentado pelo Padre António: «Vou levar uma namorada para o André».
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Só muito mais tarde a Dra. Cremilde teve conhecimento desta história, conforme referiu, e ainda bem, porque, caso contrário, não a teríamos tido como professora. Ela própria diz: «Não sei como fui parar às Caldas, como aceitei o convite». Será que havia uma força oculta a puxá-la para lá?, perguntamos nós!

Aos doze anos pensou que haveria de ser professora, gosto esse que viria a ser reforçado na faculdade ao ter como professores Lindley Sintra, Vitorino Nemésio , Jacinto Prado Coelho e David Mourão Ferreira.
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Desde o liceu que sempre teve um grande interesse pela língua francesa, motivada pelo professor, pessoa que muito admirava. Também Virgílio Ferreira, no sétimo ano, foi uma referência e uma motivação.

No ERO leccionou português e francês durante os anos 61/62 e 62/63, dos quais guarda boas recordações. Realça o convívio com os colegas e o bom ambiente vivido no colégio entre professores e alunos.

Deixou o colégio por sentir que ali não teria futuro a nível de carreira. Seria mesmo esta a razão, pergunta-se, ou teria sido uma outra? — conforme se verá no texto referente ao Dr. André… É que saíram ambos do colégio no mesmo ano…
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Foi para o liceu de Leiria (que muitos de nós lembramos bem…), tendo aí convivido com o Dr. Sílvio, de Ciências Naturais, a Dra. Ofélia Carvalhão e irmã, cujo nome não nos ocorre — alguém se lembra? — de má memória para todos nós enquanto alunos!!!

Passados todos estes anos é-nos grato recordar a Dra. Cremilde como professora e como pessoa.
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Parecendo algo tímida, tinha um ar cordato e sereno que inspirava confiança, respeitando sempre os seus alunos e transmitindo da melhor forma o seu saber, que a todos marcou, muito provavelmente.
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Da sua estadia no ERO ressalta a DEDICAÇÂO que sempre manifestou pelos alunos, talvez a mesma, conforme ela própria referiu, que sentiu por parte dos seus professores.

Como elo de ligação, eis os versos dedicados aos então jovens professores:

O amor anda pelo ar
Ouvimos pr’aí zumbir
E vem mesmo a calhar
Pr’os dois que anda a unir

Ela encarnada se faz
E da janela faz esteira
Para ver aquele ás
Chegar à hora primeira

Quanto a ele, desgraçado
Já parece um casa nova
Vai pr’ó cento, bem contado
E arranja sempre uma nova.

Mas, agora cá pr’a nós
Gostaríamos na verdade
De os vermos aos dois sós
Unidos pr’à eternidade.

Que se casem, ora vamos
Não sejam envergonhados
Pois que a Física gostamos
Com o Português ver amados.


O Dr. André, natural de Castelo Branco, sendo o pai juiz, passou a sua infância e adolescência a deambular por várias cidades. Iniciou os estudos nos Açores, passou por Évora, Viseu, etc., e acabou por terminar o liceu nas Caldas da Rainha (quem diria!!!!!! ninguém sabia pois não? Para nós também foi surpresa), tendo como Director nessa altura, o Dr. Júlio Lopes.

Aqui, foi aluno do Dr. Azevedo e colega da Dra. Maria do Rosário Leal (mais uma coincidência que desconhecíamos) e viriam mais tarde a encontrarem-se todos no ERO como professores. Classifica o Dr. Azevedo, já quando era seu professor, como um camarada. Realmente o mundo é muito pequeno…!!!! Todos a trabalharem uns anos mais tarde no mesmo local!
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Iniciou em Coimbra o curso de Ciências Biológicas. Desistiu deste por não querer ser professor e seguir a via do ensino, facto que o fez mudar para Ciências Geográficas, tendo concluído a licenciatura em 1959.

Permaneceu em Coimbra fazendo investigação no laboratório de Geologia. Como já tinha tido várias convites para ir trabalhar como geólogo para Moçambique, desta vez estava a preparar-se para não recusar mais um. Eis senão quando, estando calmamente no seu posto de trabalho, lhe aparecem — imaginem! — o Dr. Azevedo e o Padre António Emílio dizendo: «Precisamos muito de si!».
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A insistência foi tanta que acabou por aceitar ir leccionar Físico-Química, iniciando a sua actividade no ERO a meio do ano lectivo de 1959/60, ainda no edifício do Sr. Crespo.
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Nessa data decorria ainda a construção do novo colégio, cujas obras o Dr. André acompanhou com o mesmo entusiasmo daqueles que o tinham “ido pescar”.
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Foi igualmente colega do Dr. Fontinha, professor de português e pai dos nossos colegas Fernando e Aida Fontinha, com quem ainda trabalhou no ERO durante cerca de meio ano.
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Leccionou no colégio durante três anos e meio, sempre com imenso entusiasmo. Nunca demos conta de que não queria ser professor! Alguém notou?
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Mais uma novidade: sabem quem “arranjou” uma grande parte do material dos laboratórios de biologia e geologia? Pois imaginem que, durante muitos fins-de-semana, o Dr. André, era “metido” no carro do Padre António e ambos rumavam para as bandas de S. Pedro de Muel, percorrendo a costa desde aí até Salir do Porto. Com um martelo de geólogo na mão, e sempre muito entusiasmados, iam escavando, procurando e colhendo amostras, fósseis e não só... (aqui entra o gesso recolhido nas arribas de Salir do Porto). Nestas viagens acompanhava-os sempre o Dr. Azevedo, que era uma pessoa muito empenhada e interessada e, por isso, sempre deu a sua colaboração na causa do “enriquecimento dos laboratórios”.

Quantas histórias e episódios teriam estas paredes para contar! Desde o pombo da Ana, que ressuscitou... e fugiu pela janela, aos neuroptéris e pecoptéris de má lembrança, aqui para os “lados” da Júlia, que a iam tramando no exame...!!!!

Para quem não queria ser professor, até que se saiu muito bem… os alunos provavelmente também o ajudaram a aprender a gostar, julgamos nós! Nesta matéria só o próprio poderá dizê-lo… Nós, por acaso, não nos lembrámos de lhe perguntar!!!

Do Dr. André temos muito boas recordações. As suas aulas decorriam com muita serenidade, bom convívio com os alunos, mostrando-se sempre disponível para esclarecer qualquer dúvida e apoiá-los.


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O seu empenho e gosto por ensinar, que foi adquirindo com o passar do tempo, leva-nos a pensar que, afinal, bem lá no fundo, já existia alguma predisposição para “aturar” alunos, conseguindo até enfiar Físico-Química nas cabeças mais duras…!!!

Deixou o colégio em 1963, por sentir que, no ensino privado, não tinha futuro a nível de carreira. Foi leccionar para o Liceu de Oeiras, tendo acabado por fazer toda a sua carreira na área do ensino.

À Dra. Cremilde e ao Dr. André queremos transmitir o nosso carinho e a nossa admiração pela sua coragem em aceitar o desafio de, com vinte e poucos anos, se terem aventurado a irem dar-nos aulas, na sua primeira experiência como professores.


“A Embaixada da Boa Vontade”


Júlia Ribeiro
Melita Teotónio
Isabel V Pereira
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COMENTÁRIOS
João Jales disse:
Quero começar por pedir pessoalmente desculpa ao Dr. André e à Dra. Cremilde por, embora indirectamente, ter sido responsável pela visita destas “abelhudas” que queriam saber TUDO sobre a vossa vida! Devem ter “acampado" aí em casa durante uma semana ou mais, a julgar pelo volume de informação que recolheram….
Depois quero dizer às 3 meninas da Embaixada que levaram o seu papel muito a sério, gostei especialmente das fotografias mas também do romance "predestinado", do cavaleiro andante (com cavalo e tudo!), das forças ocultas, dos namoros, da poesia e dos poemas, do “amor no ar”, do poder do Destino, das surpresas e coincidências e, claro, do casamento. Uma versão moderna de Romeu e Julieta passada no ERO (e com a vantagem de um final feliz)!
Agora a sério: o Blog agradece ao simpático casal a colaboração e às autoras o esforço e dedicação, muito para lá do mero cumprimento do dever, que puseram nesta tarefa! Esperamos mais. JJ
Manuela Gama Vieira disse
A mana da Ofélia, não se chamava Helena?
Isabel Esse disse:
Isto é uma verdadeira Biografia!Infelizmente quando cheguei ao E.R.O. nenhum deles estava lá,pelo que não os conheci. Mas fiquei com pena,é muito simpática a imagem que nos transmitem as nossas três colegas detectives.
A fotografia do casamento é girissima,concordo com o Jales.Isabel
Anónimo disse:
Apenas um reparo: o prof Lindley, era Cintra. Um enorme professor e um grande democrata.
RESPOSTA:
Agradecemos a correcção do caro colega "anónimo" .
Cintra (Lindley) com C é sem dúvida o correcto. Damos a mão à palmatória......esse lapso passou também ao Revisor !
Já agora, só uma dúvida .Porque não assinou o seu "reparo" ? Porquê escrever sob a capa do anonimato ?????
Ficamos a aguardar uma próxima intervenção "assinada" ....
A Embaixada da Boa
Vontade
Ana Luisa disse:
Completíssima esta reportagem,embora sobre professores que não são do nosso tempo.Conheço melhor a lista do Zé Carlos,não haverá quem escreva sobre eles?
Gostei de saber que o laboratório de Ciências teve uma origem tão “caseira”, com os professores a passear pelas arribas em busca das pedras que lá conhecemos.
Parabéns às autoras que mostram aqui que não é só a malta mais nova que faz o blogue (embora agora somos todos da mesma idade!).
João R F disse:
Gostei muito do artigo sobre a Dra. Cremilde Palma e o Dr. André Gonçalves , pel' "A Embaixada da Boa Vontade", foram meus professores e guardo boas recordações deles.
Um abraço do
João Ramos Franco
Luís disse:
Este post devia chamar-se “Tudo O Que Você Sempre Quis Saber Sobre A Dra. Cremilde E O Dr. André E Não Sabia a Quem Perguntar”.
Posso encomendar um artigo? Ou a "Embaixada" só funciona em auto-gestão? Parabéns às autoras. L
Laura Morgado disse:
Parabéns às três meninas da Embaixada da Boa Vontade!
O texto e a reportagem fotográfica estão muito bons, pois fizeram um trabalho de pormenor.
Fiquei a saber coisas que nunca imaginei, como por exemplo o começo do Laboratório de Ciências.
Reportei-me à altura em que os versos foram feitos, (estes e outros) e que eram começados nas aulas e terminados no intervalo.Foi uma época fantástica.
À Dra. Cremilde e ao Dr. André muito obrigado por tudo o que fizeram pelos alunos do ERO, no inicio da sua carreira.
Foram professores que marcaram pela positiva os seus alunos e deixaram saudades.
Beijinhos para os dois.
Laura
Ana Nascimento disse:
Oh minhas amigas que rico trabalho vocês fizeram…concordo completamente com o Luís … uma biografia completíssima… vocês são o máximo !!!!
Até estou a imaginá-las …numa bela tarde reuniram-se e quais mosqueteiras, trocaram a capa e a espada pela caneta e pelo bloco de notas….. depois, acompanhadas não pelo d’Artagnan, mas pela digital, dirigiram-se velozmente para os Soeiros e “atacaram” a Dra. Cremilde e o Dr. André com tal jeito que os deixaram completamente rendidos…até a foto do casamento conseguiram !!!!! (diga-se que está uma delícia….)
Ambos foram meus professores e recordo com muita ternura o sorriso doce da Drª Cremilde e o ar sério e compenetrado do Dr. André ao entrar na sala de aula…. Um beijinho muito grande para vós meus queridos doutores, espero revê-los em breve….
E a vocês minhas mosqueteiras pergunto eu: - qual é o alvo que se segue???
Bjs
Ana