
A PROPÓSITO DE "I Can't Let Maggie Go"

*+*+*+*+*+*+*+*+*+*+* C A R N A V A L ! *+*+*+*+*+*+*+*+*+*+
Estes convites para um "assalto de Carnaval" em 1965 voltam à sua função original, desta vez não para vos convidar a usar uma máscara ou a dar um pezinho de dança mas para enviarem para este blogue recordações dos carnavais dos vossos tempos de estudantes..........................................................................................................................
COMENTÁRIOS
Laura Morgado disse:
João
Foi grande a emoção ao rever este convite de Carnaval. Tenho um igual, e fui a este baile! Lembro-me como se tivesse sido ontem…
Este blog faz milagres, consegui relembrar como foi feliz a minha juventude, com um toque emocional no ano de 1965.
Beijos para todos os que participaram nesta festa de Carnaval, e que ainda estão entre nós.
Laura
Isabel Esse disse...
Lembro-me de um ou dois assaltos em casa da Isabel Videira, de um no sótão das Nascimentos e de dois na garagem do Zé e Fernando castro. A vantagem é que toda a gente se conhecia, tudo corria sobre rodas e os pais deixavam-nos ficar até mais tarde do que noutros locais!!! Tenho muitas saudades... Isabel
Maria Helena Arroz disse:
Há números de telefone dessa época de que ainda me lembro. Estes que aqui estão neste convite são dois deles. Também não admira, eram os números das minhas amigas e companheiras mais próximas, a Ilda e a Emiliana.
Os bailes de Carnaval na garagem da Emiliana eram fantásticos. Com grande antecedência preparávamos as máscaras, com todo o cuidado e imaginação. Cada um levava alguma coisa para se comer e beber. Juntávamos os discos para reforçar o stock da Emiliana e depois durante toda a noite dançávamos, e brincávamos. Alguns dos nossos colegas vestiam-se de mulher e eram geralmente grande motivo de risota.
Na minha garagem também houve um ou dois bailes de Carnaval muito divertidos.
Tenho aqui uma foto, que gostava de mostrar, mas hoje não tenho scanner.
Beijos
Lena Arroz
JJ disse:
Cara Lena:
Pode ser que apareçam mais fotos desses “assaltos” para mostrar aqui no Blog. É tudo uma questão de vasculhar o baú certo… E é Carnaval até à próxima 4ª Feira.
Júlia Ribeiro disse:
Seria eu um "bicho do mato" .....ou o motivo seria não residir nas Caldas.?...É que. conforme mencionei noutra série do blog, os meus colegas nunca me convidaram para a ginjinha do Montês em Óbidos.....Já não percebo !!!!! E a Laura e a Emiliana num Assalto de Carnaval em 1965 não sentiram a minha falta? Amigas da onça.........se eu adivinhasse não tinha feito tanto esforço para reencontrar a Laura há algum tempo atrás....
Laurinha, estás dispensada de me enviares um email a pedir desculpa, estás mais que desculpada, desde que me faças um "Convite Especial" para um futuro Assalto de Carnaval !!!
Eu, de Carnaval, tenho muito pouco para contar, apenas que me irritavam aqueles esguichos de água que apanhava na Rua das Montras e, como se não fossem estes suficientes, os meninos da Escola Comercial aguardavam-nos junto ao Chafariz das Cinco Bicas a atirar mais umas bisnagadelas e os estalinhos (será este o nome ?),mas também se não fossem estes incidentes, o que teria eu agora para dizer?
Assim o Jales não me ""chateia"" a perguntar se não tenho nada p´ra contar......
Um bom Carnaval para todos e que se divirtam muito.
Um abraço
Júlia R
Laura Morgado disse:
Julinha não fiques triste, claro que sentíamos a tua falta. Mas estas festas eram feitas durante as férias de Carnaval, quando tu estavas em Óbidos...
Era difícil eu não ir às festas na garagem da Emiliana, pois morava em frente à casa dela, e éramos amigas quase de nascença.
Os convites nunca foram feitos por mim, eu era apenasconvidada. Por isso estou mais que desculpada!
As tuas festas como eram? Também podias contar.
Beijinhos e bom Carnaval.
Laurinha
A Direcção disse:
Esta polémica que envolve os “amigos” da Júlia é querela antiga, já aqui referida em OS AMIGOS DA ONÇA . Isto sem querer, claro, reabrir velhas feridas...
Neco disse...
...e o a mousse de chocolate que as manas Nascimento levavam? Será que alguém se lembra?Neco
PROFESSORAS EM 1962/1963
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Dra Alda Lopes (Foto e Versos, 1963)

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Truz,Truz,faz o Trovoada
Oh,faça favor de entrar.
D. Alda venha apressada
Para ao telefone falar
Passa o tempo e cá na aula
A parodeira aumenta
Eis a Senhora na sala,
Já acabou a tormenta
Sentada no cadeirão
As franjas puxa e destorça
Quem seria o malandrão
Por quem tanto se esforça
Seria seu namorado?
Ouviu-se alguém alvitrar
Temos casamento marcado,
Trate de nos convidar.
(MANUELA CARVALHEIRO , 1963)

Maria Alda Lopes respondeu:
Fizeram-me voltar à juventude enquanto vocês voltaram à adolescência!
Crescemos juntos, naqueles 2 anos do ERO, eu e vocês, os meus primeiros alunos, que eram alegres, simpáticos, bem educados e cumpridores (verdade!).
Esse anbiente devia-se também à orientação pedagógica e humana do Padre António Emídio sob cuja "batuta" eu percebi que podia, realmente, ser feliz naquela profissão. E sei do que falo porque tive, a seguir, variadíssimos termos de comparação.
Agradeço à Júlia, que me "achou" ao fim de tantos anos e às outras meninas que escreveram coisas, para mim, um pouco embaraçosas. E ao João Serra que sabe redigir em "íssima" e nas outras terminações todas.
Permitam-me estes reencontros tão saborosos e reconfortantes mas que me fizeram, até, reflectir sobre o significado da minha vida, numa fase em que eu pensava que já tinha reflectido tudo!
Obrigada a todos, aos que nomeei e aos outros todos - aos que foram meus alunos no ERO e a todos os que depois vieram, nos trinta e tal anos de trabalho que se seguiram. Foram eles que permitiram que eu me tornasse naquilo que sou, embora eu não saiba muito bem o que isso significa.
E a propósito ... vocês vão continuar a tratar-me, respeitosamente, por Dr.ª?
Maria Alda
COMENTÁRIOS
JJ disse:
A fotografia de 1963 foi-nos enviada por uma antiga aluna da Drª Alda, que lha ofereceu nesse ano. Aguardo que seja ela a dizer em que circunstâncias.
A 2ª foto é de Julho de 2008, o casal quarenta e cinco anos depois. Quem perdeu o casamento, pode ser que vá à festa das bodas de ouro…
Manuela Gama Vieira disse...
Percebo agora os superlativos usados por um ex-aluno da Dr.ª Alda ao recordar a sua beleza. Que bonita, mesmo!
Reparei nas suas mãos, na fotografia do jantar, que paz e tranquilidade transmitem...Não admira, por isso, a calma com que se apresentou aos seus alunos depois de um telefonema que, afinal, não era do seu esforçado namorado.
Cabecinhas "traquinas", as das meninas...
Aproveito para saudar a Manuela, que mesmo loira...reconheci e a Isabel Vieira Pereira que está como há 40 anos atrás!
A todos, um abraço à ERO!
Júlia Ribeiro disse:
Naquela tarde de Abril 2008,quando me desloquei ao Bombarral, para a dita" entrevista" à Dr.ª Alda, fui apresentada ao seu marido, Dr.Fernando Mouga. Quase, desde que me casei, ouço falar de tão ilustre médico do Bombarral mas não tinha tido ainda o prazer de o conhecer nem sequer sabia como seria o autor.... raptor.... responsável, do desaparecimento de uma grande professora tão amiga dos seus alunos. Pensei que o iria "trucidar" por tal "malvadez"!!!!!! NÂO, NUNCA, estou a brincar, pelo contrário, deparei-me com um cavalheiro extremamente simpático e com uma tal simplicidade que nesse mesmo dia começou a minha admiração por ele, que vai aumentando à medida que nos vamos reunindo nestes fabulosos encontros "surpresa" em que, como diz a São Cx, faço a festa, deito os foguetes , mas... ainda vou apanhar as canas!!!
Pegando na última quadra dos versos, e numa brilhante ideia do Jales, daqui a poucos anos teremos as bodas de ouro e terá que haver uma surpresa....deixo a dica!!!!
Peço desculpa ao Dr. Mouga por esta brincadeira que permita-me dizê-lo, é fruto do "à vontade" que provoca em mim.
Já agora, atrevo-me a perguntar aos colegas: Não fazem um belo par ?
Um beijinho
Júlia R
João Ramos Franco disse...
Continuo a ver com alegria o desfilar de Professores, que não foram os meus. Uma leve citação à Dra. Maria do Rosário Leal, de quem fui aluno e amigo (ainda de casa de seus Pais), fez-me ir ao passado e continuar a ler com atenção as palavras que dedicam aos Vossos Professores e agrada-me o valor que lhes dão. João Ramos Franco
Guida Roberto Santos disse:
Olá João
Vocês são muito rápidos nestas coisas do blog e eu nem sempre venho aqui ao computador. Passam-se dias… Nem no blog da minha filha tenho entrado, mãe desnaturada. Só hoje me apercebi duma série de coisas e já nem encontro lá o link para por um comentário. Azar!
Mas podes sempre dizer tu, estás autorizado.
Já agora, Alda, até pareceria mal se eu tratasse uma companheira de piscina por Drª.
Um grande beijo
Guida Roberto Santos
JJ disse:
A excelente fotografia da Dr.ª Alda foi realmente enviada pela Guida Roberto, mas eu gostaria de saber em que circunstâncias lhe foi oferecida. Não há memória desse facto?
wicca disse...
A sério que gostaria de me lembrar em que circunstâncias a Alda me ofereceu essa fotografia religiosamente guardada no meu album. Tudo o que recordo, após todos estes anos, é que eu era boa aluna a a ciências e que gostava muito da professora que era muito jovem, bonita e meiga.Um grande abraço Guida
farofia disse...
Concordo com a Alda - desculpe faço parte do rol de ex-professores e conheci-a aqui no blog, muito prazer! - na abolição dos dr. que são fórmulas do passado bem-passado. Andar por aqui a passear numa boa fica 'complicado' com a formalidade de outrora. Então isto não é um blog de hoje?! Não ficámos conservados em formol que isto aqui não é museu arqueológico. OK?
Laura Morgado disse:
A Dra. Alda Lopes está linda na foto de 1963. Era assim a sua imagem na minha memória: bonita, simples e muito querida. Uma professora dedicada e sempre pronta para ajudar, o que a tornou inesquecível para os seus alunos.
Quando tive a sorte de ser convidada, pela Júlia, para aquele “Fim de Tarde em Óbidos” e reencontrei a Dra. Alda, fiquei feliz e perplexa! Feliz por poder estar com a minha professora querida e perplexa porque, passados tantos anos, encontrei uma pessoa com a mesma postura, serenidade e personalidade, tal como eu tinha conhecido há tantos anos.
Os meus colegas já disseram tudo o que poderia ser dito sobre a Dra. Alda Lopes.
A mim resta-me agradecer tudo o que me ensinou, incluindo ter sido com ela que aprendi a ler as linhas da palma da mão (não era bem a sina, mas era parecido…).
Dra. Alda para si um grande beijinho.
Laura
JJ disse:
Ler a palma das mãos? Mas, além de “enfeitiçar” os seus alunos, a Drª Alda lia a palma das mãos?
Laura Morgado respondeu:
A Alda Lopes um dia foi com as raparigas da minha turma para a mata, onde só podíamos ir acompanhadas de um professor.
Contou-nos coisas da Faculdade e ensinou-nos a distinguir e interpretar as linhas das mãos. Ensinou-nos quais eram as linhas da vida, da saúde, do amor, dos filhos e coisas afins…se morríamos cedo, se tínhamos muitos filhos, etc. Isto para uma jovem de 14 anos foi uma delícia!!!
Quando passados tantos anos estive com ela, este Verão, em casa da Júlia em Óbidos, falei-lhe nisso, mas ela diz que não se lembra. Mesmo sem ela se lembrar achei que devia escrever sobre o assunto no blog.
Isto e outras coisas que ela dizia marcaram-me, fiquei até admirada quando com a sua simplicidade me disse: “ah…não me lembro nada”.
Penso que já falei nisto à Júlia, que também não se lembra. Tudo me leva a concluir que fui a única a quem o assunto interessou.
Bjs
Laura
DRA. MARIA ALDA DA SILVA LOPES
Esta, algures em Abril deste ano, marcou uma “entrevista” com a nossa antiga professora.
O encontro decorreu em casa dela, no Bombarral, num ambiente muito descontraído e familiar ― até deu para conhecer aqule que causou um célebre telefonema durante uma aula (e que será tema da próxima crónica).
Desta conversa, resultaram informações nunca dantes imaginadas.
Natural de Martim Joanes, Cadaval, fez o liceu em Santarém e licenciou-se em Ciências Biológicas em Lisboa em 1961.
Acabada de licenciar, com 22 anos, foi para o Colégio, levada pela Dra. Maria do Rosário Leal (no momento não lhe ocorrem os pormenores), onde permaneceu 2 anos lectivos, 1961/62 e 1962/63, tendo saído «para se casar e ser mãe a tempo inteiro».
Leccionou Geografia às turmas do 3º ao 7º ano. Para dar Geografia aos 6º e 7º da alínea G (Económicas e Financeiras), ia para Lisboa à sexta-feira e enfiava-se na Biblioteca da Faculdade de Ciências para se preparar, sobretudo para «aquela maldita Astronomia». Não tem recordação de nenhum percalço, mas os que a tiveram como professora que o digam!
Também leccionou Ciências Naturais ao 3º e 4º anos e deu Desenho a uma turma do 3º ou 4º ano (não se lembra bem).
Logo no início da sua permanência no Colégio, foi criada uma disciplina de Moral Feminina, por iniciativa do Pe. António Emílio, para as raparigas dos 3º, 4º e 5º anos. De que se falava nessas aulas? Ninguém se lembra de programa nenhum. Falava-se de tudo: das relações rapazes-raparigas, de moda, etc., etc. A verdade é que, de parte a parte, todas sentíamos que era muito bom. Estas aulas eram dadas nas escadinhas do lado de fora do fim do corredor do rés-do-chão (ver fotografia de abertura do blog) ou, muitas vezes, na mata. Se calhar, quando chovia, seriam dadas no interior, mas não nos lembramos disso; por que será?
A Dra. Alda confessou-nos a sua estratégia para se aproximar dos alunos, fosse em que disciplina fosse: começou por dar as aulas sentada atrás da secretária; depois, no estrado, fora da secretária e, finalmente, aventurou-se a «sair do pedestal» e descer ao nosso nível. A sensação era bem diferente!
E as nossas memórias de alunas?
A Dra. Alda era uma pessoa completamente diferente que aparecia no Colégio. Era alta, elegante, gira, descontraída e tinha duas coisas que nos encantavam: os mocassins e o seu inesquecível Triumph cinzento. Além disso, tinha uma forma muito peculiar de entrelaçar as pernas quando se sentava e até quando andava naquele corredor das salas de aula.
Recém-licenciada, veio directamente para as Caldas, onde exerceu uma actividade que a marcou muito positivamente e lhe deixou muitas e boas recordações, que não escaparam às comparações quando, mais tade, foi leccionar noutras paragens.
A Dra. Alda refere que, antes de começar a leccionar, tinha lido o Diário de Sebastião da Gama, que a motivou com esta frase: «Sebastião, tens muito que fazer?» ― «Não, tenho muito que amar». E foi isto mesmo o que sentiu durante os 2 anos que passou entre nós: Amou e foi Amada.
Conclusão:
Foi professora a tempo inteiro.
Casou e foi mãe a tempo inteiro.
Reformou-se para ser esposa e avó a tempo inteiro.
QUE MULHER EXTRAORDINÁRIA!!!!!
Júlia Ribeiro
Isabel V. P.
Mélita Teotónio
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COMENTÁRIOS
João B Serra disse:
Agradeço às meninas que aqui trouxeram esta bela memória de uma professora que não esqueci.
Fui aluno da Dr.ª Alda no meu 3º ou 4º ano, a Ciências Naturais. A imagem que guardo da professora desse tempo corresponde por inteiro à que foi traçada pela Júlia, pela Isabel e pela Mélita: dedicação e competência, entusiasmo e alegria. Gostaria de sublinhar este aspecto: a Dr.ª Alda era uma professora que sorria. E que o fazia com a mesma naturalidade com que se sentava no tampo da secretária, entrava e saía do seu Triumph.
A figura, que as autoras do post definem como "alta, elegante, gira" não diz, no meu modo de recordar, tudo. Para quem, como eu, tivesse 13 ou 14 anos, a Dr.ª Alda era "altíssima, elegantíssima e giríssima". Não creio que nenhum rapazito da minha turma se não aplicasse, daquela forma "discreta" e "ajeitada" que caracteriza o comportamento dos adolescentes, e competindo duramente para tal, em "chamar a atenção" da Dr.ª Alda.
Vim a encontrá-la, muito mais tarde, nos finais da década de 70, no Bombarral, onde exercia funções directivas numa escola secundária. Foi também esse um acontecimento que retive. A memória que guardara da antiga professora ajustava-se perfeitamente à da pessoa que inesperadamente revia 17 ou 18 anos depois.
Hoje sou colega das suas duas filhas, Teresa e Maria da Graça, amigo e também colega do seu genro João. Estas continuidades testemunham e dão sentido ao novelo cuja ponta começou a ser desenrolada vai (quase) para meio século!
J. Serra ( O João tem também um post a propósito da Dr.ª Alda no seu blogue em http://oqueeuandei.blogspot.com/2009/02/professora-alda.html ).
farofia disse...
amo,amas,amare,amavi,amatum(?!). Estas são memórias de afectos que nos põem perante o que não envelhece dentro de cada homem, a anima. Esta capacidade de o 'ontem' ser 'hoje'. Sem stress, receita o João Jales. thanks!
João Jales disse:
Tive o privilégio de conhecer a Dr.ª Alda no Verão passado, numa destas "organizações surpresa" da Júlia, em Óbidos. Está documentado esse encontro em FIM DE TARDE COM A DRA. ALDA LOPES (ÓBIDOS, 26-07-2008)
Não fui seu aluno, mas não precisava de ler o comentário do João Serra para o lamentar, bastou-me essa deliciosa tarde em casa da Júlia para me render aos encantos vários desta Senhora. Já tinha o prazer de conhecer o seu marido, o verdadeiro "gentleman" que é o Dr. Mouga, desde o início da década de oitenta. Esta é pois uma evocação merecida, e claramente sentida, dos seus antigos alunos.
Obrigado às “meninas”, como diz o João, por mais este artigo para uma série de que o Trio Maravilha (é este o nome?) tem sido um dos grandes dinamizadores. Como eu disse à minha amiga Dra. Inês, e ela não esqueceu, tudo isto feito “sem stress”, por puro prazer, sem obrigações nem outras intenções.
Manuela Gama Vieira disse:
Bem, Jales, este blog atingiu velocidade de cruzeiro! Não conheci a Drª Alda Lopes, contudo, as fotos confirmam que a beleza e a elegância não têm idade.
Gostaria de voltar atrás, não para ficar mais nova(….) mas para conhecer facetas dos nossos Professores, que há 40 anos me passaram totalmente despercebidas: as cumplicidades - o arabês- e o sentido de humor que havia entre eles, num Colégio onde o Director (P.e Albino) fazia questão de tornar o ar pesado.
Drª Inês, nem sabe quanto o poema que me dedica me tocou, agradeço-lhe imenso.
Todos os Professores nos deixaram lembranças, outros deixaram-nos recordações e estas ficam perenemente guardadas no coração. Manuela Gama Vieira
Manuela Carvalheiro disse...
Caros amigos:
Rever a Drª Alda no jantar da passada semana em Lisboa, conjuntamente com um grupo de colegas, Júlia, Laura, Isabel Vieira Pereira; Melita e Quim(novamente por mão da Júlia) foi de uma emoção extraordinária.Nâo só porque voltamos atrás nas nossas vidas, mas porque em simultâneo e de novo conseguimos reencontrar-nos no presente.
A ternura, a emoção à flor da pele, o abraço amigo que se estendia no olhar, nas palavras e no sentir, estava de novo presente. Foi díficil separar a memória da Drª Alda professora de ciências da Drª Alda uma amiga e de novo confidente das nossas vidas. A partilha dos afectos e a proximidade, eram entre muitas algumas das suas grandes qualidades. Foi essa diferença que fez dela uma professora diferente, que nos (me)marcou de forma especial.
Vi com alegria que se mantinha apesar da idade (afinal só mais 10 anos que nós. O que é isso agora?)feliz e segura partilhando as alegrias e preocupações. Uma palavra especial para o seu companheiro de toda a vida (o tal do telefonema) o Dr Mouga. Não o conheciamos bem da altura do colégio mas passados anos reencontrei-o em Coimbra. Estava no Internto Complementar de Cirurgia e eu era uma recém-formada. Não convivemos muito na altura. mas deu para agora recordar com ternura
Um abraço a todos. Manuela Carvalheiro
