ALMOÇO / CONVÍVIO

ALMOÇO / CONVÍVIO

Os futuros almoços/encontros realizar-se-ão no primeiro Sábado do mês de Outubro . Esta decisão permitirá a todos conhecerem a data com o máximo de antecedência . .
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João B Serra disse:

As janelas povoaram a nossa infância na sua dupla função: proteger e franquear, esconder e desvelar, observar e expor-se. Se a infância é um tempo para descobrir e ser descoberto, a janela é também uma síntese desse tempo em que rasgamos cortinas em busca do mundo e nos surpreendemos com os lances de um mundo à nossa procura.
A metáfora da janela povoa por isso a imaginação plástica, como a aventura dos passos em volta: nenhum pintor, nenhum fotógrafo, escapou à magia sedutora de uma janela. A janela é uma fonte de luz ou um horizonte, um enquadramento ou um jogo de ângulos, um rasgão na noite ou um grito na solidão, uma transparência que oferece profundidade, uma superfície que reflecte e deforma, ou uma mancha opaca que nos interroga.
Para Vasco Trancoso a janela é uma memória de infância, onde se replicam outras janelas ­ dos sons, das cenas, das pessoas, dos objectos que o fascinaram. Para Vasco Trancoso, a infância foi a janela por onde espreitou o espírito curioso e emocionado de um ser insatisfeito e por onde entrou a cidade com os seus desafios cruéis e os seus encantos gloriosos.
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M do Rosário disse...
e esta é a Isabel e este o João.- dizia eu,enquanto acabava de preencher o parapeito da janela com as minhas bonecas.De imediato,tive que satisfazer a sua curiosidade.Expliquei que a mazela numa das bochechas desse bebé chorão se devia a um acidente com a chaminé de uma locomotiva,quando ao meu colo,tropecei no combóio do meu irmão.
Sendo filha única,ficou encantada por eu ter um irmão. Assim se iniciou a descoberta da vida de cada uma de nós,ambas de cinco anos,através dos respectivos brinquedos,expostos diariamente nas nossas janelas,sob o olhar divertido dos transeuntes. A menina desconhecida que viera de Lisboa,com seus pais,instalar-se na casa oposta à da minha família,viria,desde então,a percorrer, comigo ,sucessivos caminhos da vida,inclusive o do E.R.O... (Actualmente ,o João e a Isabel integram o acervo do Museu do Brinquedo ,em Sintra.Ambos exibem as vestes originais).
A"doce recordação" do despertar da Amizade,que aqui deixo,devo ao belo post de Vasco Trancoso.O meu reconhecimento e admiração.
Maria do Rosário Pimentel
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Ana Braga disse:

Gostei muito deste seu belo texto intimista, um regresso tão terno à infância, criado a partir da sua janela.
Obrigada pela fotografia, pelo que ela deixa ver e entrever. Obrigada pelas músicas e pela recordação de um filme que é para mim uma grata referência ao passado, trazendo consigo a visão inesquecível da fabulosa Giulietta Masina.
Penso (ou gosto de pensar), que todos os meninos tinham as suas janelas de onde olhavam/recriavam o mundo à sua volta.
A minha janela (nem sempre era a mesma) não era urbana, abria-se sobre um vasto cenário: a nascente limitado pelo lombo azulado de uma distante e imponente serra agreste e a poente por colinas e campos verdes, lugares onde me exercitava, quer a colocar as personagens dos meus contos preferidos quer a colocar-me a mim, na maioria das vezes, para além dos limites.
Será que os meninos de hoje ainda gostam de janelas?
Pode estar certo que o seu texto me abriu uma nova janela e me despertou para abri-la muitas vezes sobre o Heavenly.
Ana Braga
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Maria Manuela Gama Vieira disse:
Apesar do que as cortinas de renda resguardam dos olhos, a memória revisita e devolve, como que por encantamento, as mais admiráveis recordações que julgava esquecidas.
Ai que prazer! De repente, num exercício de regressão, a minha janela também se abriu, revi a magia dos baús empoeirados dos saltimbancos e escutei a flauta, prenunciadora de chuva, do amolador de tesouras.
Singular, a projecção de janelas, tão autêntica quanto as memórias reflectidas no espelho da imaginação, porque “uma vida não basta apenas ser vivida, também precisa de ser sonhada”…
Obrigada pela sua lindíssima janela vermelha que, por momentos, também foi minha.
Já lá vai tanto tempo e parece-me tão pouco!
Manuela Gama Vieira
Palavras de Vasco Trancoso no FB:
"João Ramos Franco esta história é à tua medida..."
- Como entendo as tuas palavras, meu amigo…Tens toda a razão quando nos dizes que “espreitávamos sinais do exterior à descoberta de um mundo novo.” No meu caso, na casa onde nasci, via o Chafariz em frente (inicio da estrada para a Foz do Arelho, no nº 7); nas traseiras do prédio, para lá do quintal, tinha a Misericórdia, o Hotel Lisbonense e uma pequena propriedade, que tinha uma Azenha que funcionava com as águas que vinham das Termas.
A Janela da minha infância era a cerca de 50 metros de Casa, tudo passava por uma visão, quase constante, da imensidão e da gente que passeava no Parque D. Carlos I. Foi por aqui que comecei a fixar as primeiras imagens de um universo que hoje povoa a minha mente e sinto que as da infância foram as mais belas e puras.
Um abraço amigo
João Ramos Franco
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Guida disse...
Uma cena extraordinariamente nítida a deste texto acompanhado pelo belo tema de Fellini. Faz-nos recuar no tempo. Muito belo, Vasco.Obrigada.
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Blow Up disse...
Há mais a ternura de Amarcord do que o surrealismo amargo de 8 e Meio neste exercício "cinematográfico".
Excelente evocação,com doses certas de realismo e emoção.Visitarei certamente o hevenly.Parabéns.
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Meus Sonhos disse...
Belissima fotografia,com reflexos que se vêem e outros que se adivinham,tal como no texto.O rendilhado das recordações confunde-se com o rendilhado das cortinas.
Quanto do que somos hoje é resultado dessas experiências e emoções de infância que mal recordamos ou pensamos mesmo não recordar?
Gostei muito.CC
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Laura Morgado
Uma descrição bonita e com muita clareza! As músicas muito bem escolhidas!
Laurinha
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Belão disse...
É impossível, ao ler este texto do Vasco, tão pleno de realismo, não darmos por nós a recordar o que víamos da nossa janela e como a nossa imaginação nos permitia embarcar em viagens únicas e tão características da infância.
Belo texto. Obrigada Vasco.
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Guida CS disse...
Esta janela do Vasco levou-me também a mim à minha infância e à minha janela, onde eu ficava parada até que a chuva passasse, à espera de poder voltar a ir brincar «lá fora» onde me esperavam os campos de malmequeres, os cucos, os pardais dos telhados e os charcos onde as rãs saltavam. Cada um de nós tem a sua janela. Parabéns ao Vasco por ter partilhado a sua com tanta clareza.
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Julinha disse:

Que paisagem bonita que o Vasco descreve na sua janela !Todos temos uma janela na nossa infância....eu também tive a minha e quantas horas passava sentada a olhar o céu, a ver a estrada, a ver as flores, esperando que a chuva passasse, esperando uma amiga para conversar, brincar....brincar ás mães e filhas, professora e alunos..... sim,aquelas brincadeiras de infância que me preparariam para mais tarde ser a mulher que sou!
Obrigada Vasco, por, de uma maneira tão singela, me teres levado á década de 50.
Júlia R
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J J disse...
Mais um post com uma publicação conjunta do Heavenly e do Blog dos Antigos Alunos ERO.
Recordações mágicas da infância de todos nós num post que casa uma fotografia bela, mas complexa, com um texto que é também ambas as coisas, onde está mais do que o somatório das palavras que o compôem, como é habitual com o nosso amigo VT.
Esperamos que esta colaboração, que tão bons resultados tem tido, possa continuar.
Abraço. JJ
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Luisa disse:

Muito bonita e muito terna toda esta evocação das memórias visuais da infância,todos tivemos a nossa janela para o Mundo.
Gostei muito da fotografia,como é habitual em todos os leitores do heavenly.
Esta colaboração parece-me muito positiva para os dois blogues e foi sem dúvida uma boa ideia.
Bjis. Luisa
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F. Clérigo disse...
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A Arte de Ser Feliz
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Houve um tempo em que a minha janela
se abria sobre uma cidade que parecia
ser feita de giz. Perto da janela havia um
pequeno jardim quase seco.
Era uma época de estiagem, de terra
esfarelada, e o jardim parecia morto.
Mas todas as manhãs vinha um pobre
com um balde e, em silêncio, ia atirando
com a mão umas gotas de água sobre
as plantas. Não era uma rega: era uma
espécie de aspersão ritual, para que o
jardim não morresse. E eu olhava para
as plantas, para o homem, para as gotas
de água que caíam de seus dedos
magros e o meu coração ficava
completamente feliz.
Às vezes abro a janela e encontro o
jasmineiro em flor. Outras vezes
encontro nuvens espessas. Avisto
crianças que vão para a escola. Pardais
que pulam pelo muro. Gatos que abrem
e fecham os olhos, sonhando com
pardais. Borboletas brancas, duas a
duas, como reflectidas no espelho do ar.
Marimbondos que sempre me parecem
personagens de Lope de Vega. Às
vezes um galo canta. Às vezes um
avião passa. Tudo está certo, no seu
lugar, cumprindo o seu destino. E
sinto-me completamente feliz.
Mas, quando falo dessas pequenas
felicidades certas, que estão diante de
cada janela, uns dizem que essas coisas
não existem, outros que só existem
diante das minhas janelas, e outros,
finalmente, que é preciso aprender a
olhar, para poder vê-las assim.

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Cecília Meireles
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Uma Sugestiva Janela, uma narrativa expressiva, onde a Imaginação e o Sonho “brincam” e “pulam” de mãos dadas, aos Olhos de uma criança... transpostos agora para um Olhar perscrutante, uma escrita cuidada, embalada ainda pela Música que outrora encenava o bailado de borboletas, em redor de um Coração...
Bonita conjugação para a “Arte de Ser Feliz”...
Parabéns ao Autor pelo Belo Post !

Bjs

Fátima
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Gostei imenso de "A janela da minha infância",veio mostrar a antiga escola onde andei da primeira à terceira classe .
Morei na pensao Mimosa e na altura o professor era o Sr. Pimentel; se alguém se lembra desse maravilhoso periodo e se lembrarem de mim colegas do nosso tempo contactem-me.
Obrigado, bem hajam.
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Frederico Maria Oom Moniz Galvão disse:
Por razões várias há bastante tempo que não vinha ao vosso blog (que será mesmo, eventualmente, o que mais me diverte e preenche de há algum tempo, apesar de não ter frequentado o ERO.)
No entanto os que conseguirem localizar-me na vossa memória, lembrar-se-ão que todos os anos da minha, nossa, juventude 4 ou 5 meses eram passados no calor da vossa companhia. Até há fotografias minhas com 5 anos para aì com algumas das minhas irmãs num piq-nic com o Padre António Emilio, no vosso blog!
Mas tudo isto serve para tentar, sem sucesso, disfarçar o choque da noticia da morte da Náni de quem já tinha tantas saudades, terrivel!! o que me faz sentir muito mal é o aperto da distância e da ausência se terem eternizado!
Um abraço para os que se lembrarem de mim e um enoooooooooorme beijo para a Náni onde quer que ela esteja. Sempre que estiver na Foz do Arelho estarei com ela : Que boa ideia, talves um dia peça para fazerem o mesmo comigo.
Frederico Maria Oom Moniz Galvão.
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Joaquim disse...
Ao Frederico Maria, posso dizer que o talho era o "Talho do Monteiro" e, a seguir, no sentido do Bairro da Ponte, era a "Loja do João Vintém", avô dos Madeira Lau: o João (já falecido),o António (meu colega de escola, que se formou em engenharia e se ficou por Lisboa), e o Chico (que continuou com a tradição de estabelecimento de "venda a retalho"). No sentido contrário era uma mercearia, a drogaria do Lopes, e o Teodoro das Caraças, famoso na época pois vendia tudo necessário para fins carnavalescos.
Olhando as saudosas fotos da Praça do Peixe (agradeço ao J.J.) e não só ... é de lamentar aqueles caixotes de linhas rectas que se ergueram por toda a cidade sem um pouco de harmonia.
Joaquim
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JJ disse:
Lembro-me bem do Frederico, sempre impecavelmente "fardado" para as suas tardes de ténis. Eu era bem mais novo, jogava no primeiro "court", enquanto ele já tinha direito ao "court" dos seniores onde jogavam os veteranos Henrique Mineiro e Calheiros Viegas mas também alguns "eleitos" como ele, o João Calheiros, o Néné...
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Só posso acompanhar o Joaquim no seu lamento pelos horríveis caixotes que a ignorância e o desleixo autárquicos deixaram que destruissem as nossas duas Praças.
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A ambos peço que me enviem os seus emails, gostaria de os contactar pessoalmente.

À JANELA DA MINHA INFÂNCIA



por Vasco Trancoso



Todos temos uma janela na nossa infância. Essa janela teve/tem um papel importante de entre todas as janelas da nossa Vida. Uma janela por onde espreitávamos sinais do exterior à descoberta de um mundo novo. Lembro-me de ficar ancorado muito tempo àquela janela assistindo ao desfile das vendedoras de água de Caneças sobre o ritmo da flauta do “amola tesouras e navalhas” e à passagem da mulher da “fava-rica”, do homem do “Ferro-velho” e da voz dos cegos cantores ambulantes que distribuíam um folheto que não viam com a história de uma coxinha - acompanhados na sua cantoria pelo som desafinado de um “acordeon”. A rua era animada ainda, ocasionalmente, por uma tenda de fantoches que andavam sempre à paulada uns com os outros sem se perceber porquê e pelos pregões das varinas e das vendedeiras de “figos de capa rota”. E havia o fascínio dos Saltimbancos que surgiam como num filme de Fellini, envolvidos no estrondo de tambores e no sopro estridente de instrumentos de metal.
Nino Rota - Tema de 8 1/2 (Fellini)


Estendiam um enorme tapete colorido, que imaginava oriundo de alguma cidade misteriosa do longínquo Oriente, sobre o qual actuavam o engolidor de espadas e soprador de fogo, bem como uma rapariguinha de aparência frágil e com olhos tristes que fazia contorcionismo. Antes de um rapazinho de boné na mão vir recolher a generosidade alheia - tinha lugar o número final: A célebre “Dança da ursa”. Então, ao som de uma música impossível, uma forma vagamente humana, vestida com um fato coçado a imitar um urso, bailava em círculo com uma corrente, atada a uma das pernas, conduzida por um domador de bigodinho à Errol Flynn.
Para além do som distante do circo que passava à frente da minha janela da infância, guardo na memória algo que tinha muita importância. As outras janelas que avistava da minha. Interrogava-me sobre as pessoas por detrás de cada vidraça. Que alegrias, tristezas, emoções se estariam a passar, naquele mesmo momento, no interior de cada casa. Durante a noite dormíamos afinal na mesma rua separados pelas janelas. Imaginava os prédios de repente transparentes e as eventuais histórias, ambientes e cores. Pessoas que ora riam, amavam, choravam ou sonhavam. Mas como não era assim restava-me tentar decifrar os vultos por detrás dos cortinados ou recortados pela luz que vinha do interior das vidraças.
Havia no entanto uma janela especial no 3º andar, do prédio azul, mesmo em frente. Era especial desde o dia em que se abrira para deixar passar uma jovem adolescente de cabelos longos que sorria. Sorria sempre como uma princesa que acabava de sair de uma história do jornal infantil que eu lia: "O Mundo de Aventuras". Consegui saber que se chamava Ana Paula e estranhei uma sensação nova e inexplicável. Quando olhava aquela janela sentia um bater de asas dentro do peito e uma emoção que antes nunca experimentara. Associava então a sua imagem à canção "Amapola" que se ouvia na telefonia interpretada por vozes como Tito Schipa, Luis Alberto del Parana & Los Paraguayos, os Lecuona Cuban Boys, ou os Cinco Latinos. Talvez porque a palavra Amapola quase faz lembrar Ana Paula. Aliás era só substituir na letra da canção Amapola por Ana Paula (embora Amapola signifique: papoila - em espanhol, língua em que a canção foi inicialmente composta).
De vez em quando lembro-me e regresso à janela da minha infância… onde se reflecte outra janela.
Todos temos uma janela aberta sobre a nossa infância. Todas trazem sobre o parapeito um pequeno pedaço da nossa própria história.
Vasco Trancoso

Amapola - Andrea Bocelli
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Post publicado em simultâneo com o blogue do autor
que deve ser visitado para um melhor visionamento da fotografia.
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(clique para ler)
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JANTAR DE PROFESSORES EM 1971

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JJ disse:
Ao contrário dos alunos, os professores do ERO não esperaram sair do colégio para organizar uns almoços e jantares entre si, esquecendo obviamente o proletariado estudantil, que não tinha direito a nada...
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Já aqui publicámos fotografias de jantares de Natal, estas são do final do ano lectivo de 1970/1971.
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Inês respondeu:
O dito proletariado estudantil tinha o direito de viver totalmente entregue à sua adolescência, e nem precisava de jantar... enquanto os professores apenas petiscavam o magro convívio dos intervalos, que lhes abria o apetite para uma ceia mais formal.
Imagino um mistério nesta sequência fotográfica, um sentido futurista. “Um dia, daqui a muitos anos, vamos voltar a encontrar-nos num sítio virtual, numa nave especial chamada blogue. Tal qual estamos, tal qual somos. Sorriam pois!”
E em cada foto me parece que se falou de um futuro chamado blogue, mas que ninguém acreditou. Porém, sorriu!
E afinal era verdade!
BJ, JJ
Inês
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Isabel Xavier legendou:
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É bom rever tanta gente amiga e marcante da nossa juventude, agora que já todos somos "velhotes"! E que bom aspecto tinham! Não é por acaso que a Ana Vieira Lino ganhava todos os anos o prémio "Miss Casino"! Eu votava sempre nela.
. 1ª - Dra. Inês; D. Rosa; Ana V. L.; D. Clarisse.
2ª - D. Esperança (em parte); Dr. Serafim; D. Clarisse.

3ª - Dra. Noémia; Dra. Júlia; Dra. Inês; Drª Cristina.
4ª - D. Esperança; D. Anita; Dra. Inês; Dra. Margarida.

5ª - Dr. Lopes; Elisa Maria; Dra. Deolinda; D. Dora.



6ª - Madame Nicole; Drªa Inês; Dra. Deolinda; D. Dora.



7ª - Ana V. L.; Dra. Noémia; Dra. Júlia.

8ª - Dra. Margarida; Dra. Deolinda (de pé); D. Anita; D. Rosa (de pé);
D. Esperança (a levantar-se); por trás, Sr. Faria e Padre Renato (ou parte dele).

9ª - Ana V.L.; Dra. Noémia; (?); Dra. Inês; Elisa Maria; Dr. Lopes.
Quem será "?"? O marido da Dra. Inês? Não sei, não o conhecia. Como aparece a seu lado... ponho essa hipótese.Bjinhos
- Isabel Xavier -

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miniprofa disse...
Isabel Xavier
Acertou! É mesmo o meu marido, Luís Filipe.
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António José Lopes disse:
Que bom voltar ao passado, quase 40 anos nos separam destes “flashes”.
De notar que não eram assim tantos os jantares, apenas três por ano lectivo. No inicio do ano, antes de começarem as aulas e após uns dias de reuniões preparatórias, pelo Natal e a despedida no início das férias.
Foi sem dúvida o melhor período da minha vida, um tempo que recordo com saudade, acho que gostei mesmo de ser professor. Foi uma grande aventura. Em 71 já estava prestes a deixar o ensino para embarcar noutras aventuras. Olho para as fotos com “mixed feelings”a alegria das boas recordações contrasta com a tristeza de recordar os que já partiram.
Um abraço A.J.F.L.
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Luisa disse:
Alguém tem alguma informação sobre a Júlia e a Noémia? Um contacto, telefone ou morada?Nunca mais soube nada delas.Gostei muito de ver aqui estas fotografias!Luisa
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Anónimo disse...
A Dra. Noémia Félix faleceu nos finais de 2009.
A Dra. Noémia Félix, ainda que alentejana de nascimento, vivia há muitos anos na Portela de Loures e estava reformada do ensino secundário.
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António disse:
Realmente a Julia,a Noémia,a Ana Vieira Lino,a Helena,nunca vieram ao nosso encontro.Das professoras desse tempo só a Inês nos deu o prazer da sua companhia.Não há contactos delas?
Percebo que não se possa fazer um blogue só de fotografias mas estas dão sempre muito prazer a ver...Obrigado,abraço.
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NANI BAROSA


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Faleceu na Suiça,onde residia,a nossa antiga colega Nani Barosa.Lembro-me de uma adolescente alegre e travessa,mas outros a conheceram melhor que eu. Aqui ficam os testemunhos de alguns deles. JJ


NANI



O irmão, a mãe e o pai da Ana Barosa gostariam que constasse no vosso site, Antigos Alunos ERO, a mensagem que foi lida no funeral da Ana Barosa ( Nani) feita pelos seus superiores e colegas na Aicep e Turismo de Portugal em Zurich.
Muito Obrigado.
Armando, Ivone e Armando jr


Ana Barosa

Estamos aqui hoje todos reunidos para acompanhar a nossa ANA no seu último caminho. É muito difícil aceitar que a ANA já não está entre nós, é muito difícil para nós como colegas ver a sua mesa vazia….

A ANA vai permanecer nos nossos corações não só pela excelente profissional que sempre foi mas e sobretudo pelo ser Humano Excepcional e tão Querido, a todos aqueles que tiveram o privilégio de a conhecer. Nutrimos pela ANA a maior admiração pela sua coragem e forma positiva como viveu cada dia da sua vida. Ana teve sempre o carinho e apoio da filha, dos pais e do irmão e para eles vão as nossas profundas condolências. Na nossa memória ficará para sempre o seu riso aberto e amigável….

Em nome da AICEP e do TURISMO de Portugal queremos dizer à nossa colega e amiga muito obrigada, pela dedicação ao trabalho, pela boa relação com os colegas e todas as pessoas com quem privou a sua vida profissional e pessoal.

Que descanse em PAZ.
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NANI (Lena Figueira)
Maria Helena Figueira

Conheci a Nani muito bem. Andava na minha turma e lembro-me dela andar sempre (ou quase sempre) acompanhada pela Salete. Fiquei com imensa pena e mais ainda por nunca mais ter tido algum contacto com ela. Ainda cheguei a vê-la na faculdade de Letras (se bem me lembro..) no primeiro ano mas nunca mais a vi. A minha vida passou a ser sempre em Lisboa e fiquei sempre com uma certa nostalgia do tempo do E.R.O. das Caldas onde estudei desde o meu 2ºano até ao 7ºano. Foi um bom tempo com muito boas recordações!! No blogue fiquei a saber que a Nani era uma pessoa muito admirada e fantástica. Tenho muita pena de não ter continuado a conviver com ela!...

to Switzerland with love
à janela (Inês Figueiredo)


NANI BAROSA (por Natália Pires)
Como amiga "no mundo" (como ela me dizia), não podia deixar de vos dizer que a cerimónia do funeral da Nani em Zug foi duma grande beleza e plena de emoção. À maneira Suiça, e na presença da urna com cinzas,houve música, leitura de poemas e leitura de textos e improviações de vários amigos e colegas. Não estive presente, por ter optado estar com ela no dia do seu aniversário, a 3 de Março, mas foi-me transmitido pelos pais, numa amálgama de desgosto e orgulho, o que esta cerimónia veio mais uma vez demonstrar - o quanto a Nani foi importante e especial para tanta gente. A seu pedido, as cinzas virão para Portugal e serão espalhadas nas areias da Foz do Arelho. E aí, continuará sempre connosco! Gostaria agora de responder pela Nani ao José Luis Alexandre sobre o livro de que falava "Train de Nuit pour Lisbonne". Ela leu-o, gostou muito e recomendou-mo. Tenho comigo a anotação do nome para o comprar e vou fazê-lo brevemente. Natália Pires

NANI (Libãnia)
Libania Lewis

Lembro-me da Nani, o seu sorriso atraente e maroto, cheia de energia, sempre simpática. Não éramos chegadas, ela um pouco mais velha que eu, no entanto era o tipo de pessoa que uma vez que se conhece nunca se esquece.

A BOLINHA (Carmo Franco)
Foi a minha melhor amiga nos primeiros anos do Colégio. Eu
era a “Barata Loira”, ela era a “Bolinha”, a Natália o “Parafuso”. Já não me lembro das razões destes cognomes que nos foram dados pelo P. António Emílio mas não acho que isso agora seja importante.

Nunca me esquecerei das tardes que passei em casa dela a ouvir os discos do Raúl Solnado do pai dela e também dos papo-secos quentinhos que lanchávamos à sexta-feira ou sábado quando o padeiro chegava a casa à tarde com a cesta do pão para o fim-de-semana. São tantos os momentos que me vêm à lembrança!

Entretanto acabámos por perder o contacto. Soube notícias dela há 2 ou 3 anos pelos pais que encontrei casualmente e a quem envio um grande abraço de solidariedade. Quanto a ti, amiga, um até sempre!... Estiveste e ficarás para sempre na minha memória.

Carmo Franco (hoje Carmo Lemos)


Olga Pereira Estou muito ,muito triste ,a minha amiga Nani,já não nos vai escrever as suas lindas e sentidas palavras.Fomos amigas não só do colégio mas desde que nascemos.Brincámos de pequeninas e mesmo agora,eu em Portugal e ela na Suíça ambas trabalhávamos para a mesma Instituição.Sempre a recordarei com saudade . Que descanses em Paz ,querida amiga. António José Figueiredo Lopes: Fiquei muito chocado ao saber do falecimento da Náni. Lembro-me bem da jovem alegre e feliz que era, e que depois, como muitos deixei de ver… para voltar a encontrar no “Blog”. Soube hoje que já estaria doente com gravidade há algum tempo. O pai que conheci bem em jovem, embora um pouco mais velho do que eu, penso que ainda estará para os EUA. Coloco uma interrogação sobre o funeral--- dia 21 quarta? Será que o funeral é cá? Um abraço A. J. F. Lopes Resposta: O corpo da Nani será cremado na Suiça; não está pois prevista qualquer cerimónia fúnebre em Portugal.

Salette Saraiva :

O funeral da Nani será na 4ª f , dia 21 de Abril. Há um mundo de coisas a dizer sobre a Nani. Um profundo amor á vida , aos seus , a enorme alegria , a entrega , o empenhamento e cuidado que dedicava a todos e a tudo.Era diferente e não deixava ninguém indiferente. Soube viver de uma forma extremamente participativa , atenta , solidária . Era muito inteligente e lúcida . Voluntariosa ,generosa , criativa , envolvente. Foi uma Amiga extraordinária.Deixa-me muita ,muita saudade. Agora não….mas mais tarde talvez me seja possível falar mais sobre ela. BeijinhoSalette Amélia Teotónio : Apesar de ser bem mais nova lembro-me perfeitamente da Nani e daquele seu bonito sorriso.Sinto um grande pesar pela sua partida.É mais um membro da família ERO que nos deixa...




Não conheci a Nani.Contudo,não posso deixar de sentir o que nestas ocasiões não se sabe exprimir. Cada colega que "parte", deixa-nos de luto.


Ana Nascimento : Oh que tristeza senti ao saber da tua partida miúda... pena de não ter falado contigo e de te poder dar um abraço . Ficou o teu sorriso e essas covinhas marotas ... Deus te guarde Nani , beijinhos


Laura Morgado : Não convivi com a Nani, mas não deixo de ficar com muita pena! Cada colega que parte é um vazio que fica!Tal como diz a Manuela, ficamos de luto.


Maria Do Rosário Pimentel : Não há palavras...!Estamos de luto. Anabela Miguel : Que tristeza ao abrir o blog e deparar-me com a foto da Nani com a notícia da sua morte. Convivemos em pequeninas e mais tarde no colégio. Onde quer que estejas miúda um grande beijinho de muita saudade.




Não partiu sem nos deixar uma despedida. Uma saudade.



Lamento a perda, mas a nani não estava nos eua , ha muitos anos que nao sabia dela.



A Nani fazia parte da nossa Familia do ERO! Não há palavras que descrevam a perda de alguém....que descanse em Paz e ficamos com a imagem do seu soriso.



Muito triste... I


Inês Figueiredo :
'tristeza não tem fim, felicidade sim' Um beijo, Zé Carlos Diria que a Nani 'faz' parte da nossa Família do ERO. Graças ao blog, continua presente no mundo virtual.


Jose Luis Alexandre : Dificil abrir o Blog e deparar-se com uma frase tão triste a acompanhar uma foto que, toda ela ,é beleza e felicidade. Não conheci a Nani, mas ainda um dia lhe vou perguntar: - Afinal miúda, chegaste a ler Train de Nuit pour Lisbonne ?


ana lucia : Para a familia da Nani Barbosa os meus sentidos pêsames. Ana Lucia


Guida : Apesar de ser mais nova do que eu lembro-me muito bem da Nani Barosa. Sempre sorridente, alegre, simpática. Mais uma de nós que parte e deixa saudade. Lembra-nos que nada é eterno, tudo é fugaz. Adeus Nani.


JJ :

Respondendo a várias interrogações de colegas, informo que o corpo da Nani será cremado na próxima Quarta-Feira na Suiça; não está prevista, naturalmente, qualquer cerimónia fúnebre em Portugal.



A BOLINHA

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Foi a minha melhor amiga nos primeiros anos do Colégio. Eu era a “Barata Loira”, ela era a “Bolinha”, a Natália o “Parafuso”. Já não me lembro das razões destes cognomes que nos foram dados pelo P. António Emílio mas não acho que isso agora seja importante.
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Nunca me esquecerei das tardes que passei em casa dela a ouvir os discos do Raúl Solnado do pai dela e também dos papo-secos quentinhos que lanchávamos à sexta-feira ou sábado quando o padeiro chegava a casa à tarde com a cesta do pão para o fim-de-semana. São tantos os momentos que me vêm à lembrança!
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Entretanto acabámos por perder o contacto. Soube notícias dela há 2 ou 3 anos pelos pais que encontrei casualmente e a quem envio um grande abraço de solidariedade. Quanto a ti, amiga, um até sempre!... Estiveste e ficarás para sempre na minha memória.

Carmo Franco (hoje Carmo Lemos)


Não resisto a enviar um autógrafo que a Nani me deu no dia em que fiz 13 anos!... Naquela altura todos tínhamos livros de autógrafos.
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C O M E N T Á R I O S

Maria Helena Arroz disse...
Olá "Barata Loira"

O Padre António achava-vos muita graça porque vocês eram muito pequeninas e não paravam quietas a brincar. Já repararam no tamanho da Nani que vai de mão dada comigo na roda exterior? A nossa diferença de idade deve ser para aí de 3 ou 4 anos, mas a nossa diferença de altura, quando vocês chegaram ao primeiro ano, é incrível.Por isso é que eu, que era muito maternal e protectora, passava o tempo a pegar-vos ao colo. Depois a Nani vestia uns vestidinhos com muita roda e sempre a correr de um lado para o outro parecia uma Bolinha.Tu eras muito loirinha e tinhas uns caracolinhos muito engraçados.

Beijinhos

Lena Arroz, com saudades da Nani