´POSTAL DE NATAL 5 (Luisa PinheirO)
Natal vOu
mOntar uma
árvOre dentrO dO
meu cOraçãO e nela
vOu pendurar, em vez de
bOlas, Os nOmes de tOdOs
Os meus amigOs: Os antigOs e Os
mais recentes; Os amigOs de lOnge
e Os de pertO ; Os que vejO em cada dia
e Os que raramente encOntrO ; Os que sãO
sempre lembradOs e Os que, muitas vezes, ficam
esquecidOs; Os das hOras difíceis e Os das hOras
alegres; Os que sem querer eu magOei Ou Os que sem
querer me magOaram; aqueles que pOucO me devem e aqueles
a quem muitO devO ; Os meus amigOs humildes e Os meus amigOs
impOrtantes; Os nOmes de tOdOs Os que já passaram pela minha vida,
muitO especialmente tOdOs aqueles que já partiram e que lembrO cOm tanta
saudade. Uma árvOre de raízes muitO prOfundas e de ramOs muitO extensOs para
que Os seus nOmes nãO sejam arrancadOs dO meu cOraçãO , de sOmbra muitO
agradável para que a nOssa amizade seja um mOmentO de repOusO
nas lutas da vida.
Que seja Natal
todos os dias do Novo Ano.
Luísa Rufino
ENCONTRO EM 27 DE DEZEMBRO (DE 1978)
(clica sobre a imagem para ver o álbum)
C O M E N T Á R I O S
Margarida Araújo
Melhoraram muito com a idade, aqui estão de fugir!
Laura Morgado
LINDO!!!!
António Ramalho
O John Lennon e o Ringo Starr das Caldas. :)
Manuela Baroso
Não estou a ver o Zé a tocar guitarra nem o Chico a tocar bateria, mas nunca se sabe...
O Zé a tocar bateria é muito fácil. Ele toca tudo... e até representa e faz cenários... quanto ao Chico, ele apenas sabe tocar viola e cantar muito bem...
Creio que depois do jantar fomos todos para uma discoteca que ficava ao pé do Montepio e que se chamava "Queen's".Penso que foi aí que comecei a olhar com outros olhos aquela que é hoje a minha mulher- a Odete.
Bom ano tambem para ti João.
F Carrilho
Postal de Natal 4 (Cristina Rolim)
Com o Pai Natal ao pé
Nem pinheiro, nem estrelinhas
Natal é uma adivinha
Sabem o que é,
Sabem o que é,
É Natal nasceu um bébé
Ontem, hoje e amanhã
E tu nem sequer sabias
Que não é só em Dezembro
Natal é todos os dias
(autor desconhecido)
NATAL E NÃO DEZEMBRO (Postal de Natal - 3)
FALAVAM-ME DE AMOR
Quando um ramo de doze badaladas
se espalhava nos móveis e tu vinhas
solstício de mel pelas escadas
de um sentimento com nozes e com pinhas,
menino eras de lenha e crepitavas
porque do fogo o nome antigo tinhas
e em sua eternidade colocavas
o que a infância pedia às andorinhas.
Depois nas folhas secas te envolvias
de trezentos e muitos lerdos dias
e eras um sol na sombra flagelado.
O fel que por nós bebes te liberta
e no manso natal que te conserta
só tu ficaste a ti acostumado.
Natália Correia
O Dilúvio e a Pomba
Armando Correia, 2006
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Fotografias e post de Margarida Araújo,
Porque é Natal e não Dezembro,e no manso Natal se fala de Amor,lindíssimas "peças" estes Presépios,a (con)DIZER!
Lindas imagens! Lindos poemas!Obrigada, Margarida
Excelente ideia esta de fugir às estafadas imagens da net,usando peças de artistas caldenses e dois belos poemas.A fotografia do presépio de F da Silva é particularmente feliz.
O post perfeito, é este o post perfeito!
Presépio Postal (Postal de Natal - 2)
GRANDELLA - Comentário final do autor


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“Grandella - Sinopse para um filme” (por Vasco Trancoso)
THE BEATLES "The Fool On The Hill"
1940... As primeiras imagens desenrolam-se durante as escavações nas fundações do antigo palacete Grandella para adaptação a uma Colónia de Férias (a FNAT, e que mais tarde se viria a denominar INATEL). Chove torrencialmente... Subitamente é encontrado, pelos trabalhadores, nas fundações do antigo palácio, um canudo de metal com uma mensagem no interior...
Grandella, o homem que gostava de surpreender tinha deixado enterrada uma última surpresa... Seis anos após o seu falecimento... surgia um último documento que de imediato, levantou celeuma, porque se julgou indicar o local onde teria escondido algum dos seus fabulosos tesouros... O homem que viajava em 3ª classe porque – dizia: “que era filho de gente pobre" e colocava os filhos em 1ª classe "porque eram filhos de gente rica", mantendo uma personalidade rica de contrastes, previu ainda uma última palavra...
Antes de se desenrolar e decifrar o que estava escrito no documento, a objectiva foca a assinatura: FAG (Francisco de Almeida Grandella)...
... A mesma que se lê agora num quadro... estamos em 1923... Grandella tem 70 anos e está a acabar de pintar um quadro sobre a lagoa de Óbidos e a falésia do “gronho” que se estendem em frente da janela manuelina do seu palacete – que erigira entre 1898 e 1907... Reflecte longamente... O seu mundo pessoal está em vias de extinção (morreria 11 anos depois) em paralelo com o desaparecimento do outro mundo lá fora... a sociedade com que se identificava, como a conheceu, sonhou e... de certo modo moldou. Resolve interromper a pintura para escrever mais uma carta ao seu amigo e companheiro de tantos projectos e aventuras: o arquitecto Rosendo Carvalheira. Enquanto escreve a sua voz vai-nos contando que o Dr. Pulido Valente lhe diagnosticou Diabetes, que decidira escrever um livro autobiográfico e lamenta-se que vai ter que hipotecar as fábricas de Benfica porque a casa Grandella enfrenta graves problemas financeiros... Grandella apostara numa curta duração para a Grande Guerra, adiando o pagamento aos fornecedores estrangeiros, esperando que o conflito passasse depressa, de molde a vir a pagar com um câmbio favorável. Como tal não aconteceu teve que suportar juros elevadíssimos e, em 1921, surgiu o 1º balanço negativo dos seus armazéns. Era o início da queda do seu império.
Do seu refúgio predilecto na Foz do Arelho, inicia então o relato da sua própria história descrevendo a sua partida para Lisboa, em Outubro de 1865, com 12 anos... o filme “materializa” então o discurso de Grandella com as imagens da sua viagem para Lisboa, acompanhado pela prima Miquelina, e a chegada à capital onde o esperava uma chuva torrencial (que reapareceria sempre nos grandes momentos da vida de Grandella) dando início e continuidade a todo o percurso de Grandella.
... As imagens passam a descrever a criança após a chegada a Lisboa e, pouco depois, o início da sua vida comercial, e os episódios que foram pontos marcantes do seu êxito comercial... e durante os quais chovia sempre, como por exemplo em 1881 quando, em consequência dos seus preços serem os mais baixos, e de outros comerciantes o terem acusado de vender artigos de contrabando, ter colocado, de imediato, letreiros à porta anunciando: "chegaram mais fazendas de contrabando" e acabar por vender ainda muito mais para desespero dos concorrentes que tinham posto o boato a circular... Descrevem ainda o homem de múltiplas facetas, cuja vida foi uma aventura empolgante e cuja personalidade carismática foi extremamente popular; que fora um comerciante genial construindo um império da moda, quase a partir do nada, tendo sido pioneiro de técnicas de publicidade e de venda (do “mail order business”) só exploradas no final do Séc. XX, surpreendendo frequentemente com a sua imaginação e sentido de oportunidade; que desempenhou um papel significativo - integrado nos movimentos republicano e maçónico - no derrube da Monarquia (Lei da separação do Estado e Igreja executada por Afonso Costa, em 1911, na sua casa da Foz do Arelho); que ao salvaguardar os direitos, dos seus empregados, ao descanso semanal e à educação, bem como ao proporcionar boas condições de trabalho - apoiadas pela construção de uma creche, de uma escola, de um bairro operário e de uma Caixa de Socorros -, deu um exemplo de eficiência e justiça e mostrou o que a Monarquia vigente poderia ter feito e não fez; que deu uma especial atenção aos problemas da Educação, sobretudo ao analfabetismo, em Portugal construindo várias escolas – que ofereceu mais tarde ao Estado; que era simultaneamente austero, simples e hospitaleiro mas vivia por vezes no meio de certo espalhafato; que era um "gourmet" da vida que "cegava" quando as paixões (foram várias as mulheres na vida de FAG) o tocavam; que era perseverante nas suas acções filantrópicas apesar dos frequentes impulsos de fantasia, mas possuidor de uma enorme generosidade e ao mesmo tempo implacável na vingança; que procurara criar, constantemente, paraísos artificiais nos quais colocava animais que importava de outos países e que tinha sido fundador do lendário grupo gastronómico: "Os Makavenkos", onde pontuavam as grandes figuras da transição dos séculos XIX-XX, como Bordalo Pinheiro e outros...
... Regressamos à cena de 1923...
Enquanto Grandella dá os últimos retoques na pintura, vão saindo as notícias nos jornais de então sobre os acontecimentos da sua última década (Em 1927, a hipoteca de 5500 contos sobre as fábricas de Benfica; em 1928 adoece gravemente e escreve o seu curiosíssimo testamento, enquanto a Casa Grandella solicita empréstimo de 3 mil contos; em 1929 novo empréstimo, de 1200 contos, e FAG deixa indicações para o seu próprio funeral; em 1931 escreve possuído de uma enorme nostalgia o Auto do Cipreste; em 1932 a administração da Casa Grandella passa a ser exercida pelo Banco Porto Covo & e Cª; em 20 de Setembro às 20h de 1934 – morre no alto do seu monte do Facho na Foz do Arelho)...
Finalmente o filme regressa ao seu início... desvendando-se então o documento...
A mensagem afinal reflectia sobre o facto de a terem encontrado. Era sinal que tinham destruído o seu património, o seu mundo, o império que Grandella tinha construído com tanto entusiasmo e amor... No entanto recomendava aos novos donos, à Foz do Arelho e em geral, a sua divisa de sempre “Sempre por bom caminho e segue”... Desejava, ainda para a Foz do Arelho (com quem tinha uma relação de amor) um desenvolvimento turístico, que desejava harmonioso, e para o qual via a necessidade de um "plano geral" que evitasse futuros "aleijões" urbanísticos... Desejava uma nova Veneza – com palacetes por entre os quais serpenteavam brilhando as águas da lagoa de Óbidos...
Agora só resta contratar o realizador, actores, e produtor. Guionista temos, espectadores entusiastas também.
o mundo a seus pés na foz do arelho do início do século.abre-se realmente o blog a outros temas e outras épocas,uma renovação positiva.dos blogues recomendados no ero,este e o da são cx evidenciam-se,o texto sobre a viagem da vida era excelente,estas colaborações exteriores são uma mais valia.bom ano a todos!j
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António J M disse...
Muito boa esta história de Grandela.
Li com muito interesse a história de Grandella que desconhecia completamente!! É sempre gratificante conhecer os locais onde uma cena de um filme ou de um livro se desenrola, mas duplamente no caso particular da Foz do Arelho,tão significativa pela sua beleza invulgar e pelas doces memórias que evoca! Muito interessante como o autor intercala as cenas e...mantem o "suspense"!
Abrir a porta do Blog a colaboradores para além dos ex-ERO,parece-me muito interessante.
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Obrigado, Vasco Trancoso, e parabéns (muito bem arrancado).
O romance está esboçado, a sinopse do filme delineada. A intriga, a emoção e «suspense» presentes. Agora só falta convidar um realizador à altura para o concluir o projecto e pôr a película num cinema perto de casa.
Vasco Trancoso traz-nos uma história de muito agradável leitura, sobre alguém de quem ouviamos falar, mas pouco mais que isso! A parte final é triste: hipoteca sobre hipoteca, e no fim o Banco tal, é que fica com os activos. Ontem como hoje, um dos maiores problemas dos grandes criadores de emprego, é o da sucessão dos fundadores das empresas.
12/14/2009
Laurinda Ferreira disse...
Fiquei presa às palavras e à sua capacidade e induzir imagens. Grande história! Espero que não se fique só pelo guião. Tem tudo para ser um êxito. Maravilhosa personagem, que será, certamente, inesquecível para o actor que tiver o privilégio de a protagonizar. Avance como projecto. Talvez encontre um “Grandella” para o financiar. E seria também um grande contributo para o desenvolvimento da Foz do Arelho, se os homens de visão da região forem capazes de o apoiar e acarinhar.
"Sempre por bom caminho e segue", também se aplica neste blog,agora com o excelente texto sobre um grande"Lover"da Foz do Arelho.
Ainda ninguém aqui referiu mas Vasco Trancoso tem um excelente livro sobre a figura de Francisco Almeida Grandella que os caldenses actuais tão mal conhecem.É pois urgente divulgar o Homem e a Obra e é certamente um prazer para todos nós que isso se faça também aqui no blogue.
Tanto quanto julgo saber, um considerável espólio de materiais referentes a Francisco de Almeida Grandela deu lugar em curto espaço de tempo à “feitura” de um livro, contendo a história das relações estreitas entre Grandella e a Foz do Arelho, pela 1ª vez editado em 1994, que viria a redundar numa 2ª edição em Março de 2009.
Submarino Amarelo disse...
Foi aqui pouco comentado "Fool On the Hill" cuja letra, como todas as dos Beatles, tem sido alvo de inúmeras tentativas de interpretação. As mais comuns identificam o “Fool” com Jesus, Hitler, Galileo Galilei, Karl Marx, Ghandi, Maharishi Mahesh Yogi... Porque não Grandella?
Não há obras-primas sem um toque de mistério e controvérsia….
Só uma palavra para comentar tudo o que li sobre Grandela e a Foz do Arelho - " EXCELENTE"
POSTAIS DE NATAL (1)

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There is always music amongst the trees in the garden,
but our hearts must be very quiet to hear it.
Minnie Aumonier
post de São Caixinha, publicado em colaboração com o seu blogue AMBROSIA
Que surpresa São!Que fotografia linda!Já tinha visto no teu blog,mas não pensava estar aqui no nosso "Cantinho do ERO".Um jardim para quem adora flores....que melhor presente de Natal poderia eu receber da minha amiga São Cx!
Este post é uma modesta lembrança de Natal (fico contente que gostaste amiga!), na sequência de uma pequena homenagem que decidi fazer aos comentadores de AMBROSIA, mas as minhas saudações de Natal são naturalmente extensivas a todos os visitantes deste blogue! A mensagem será então, que a serenidade nos corações nos permita ouvir a música...dos dias!! (Oh...JJ a tua interpretação desta frase em relação á Júlia...até me faz reconsiderar o post que pretendo dedicar-te!!!) Boas Festas e Feliz Natal para todos!
A fotografia da São é muito bonita -a frase parece escrita para ela-este é sem dúdida um belo postal de Natal.Não sou artista como ela,não sei fazer desenhos nem tirar estas fotografias,mas aqui desejo também Bom Natal a todos!L
UMA VIAGEM
É difícil calcular a data da partida, sabemos a data de nascimento, mas o conhecimento de tudo o que nos envolve retarda a exactidão de quando começámos a caminhada…
Factos reais como a casa paterna, o local onde nascemos e a ida para escola funcionam na nossa mente como “apeadeiros” do percurso porque temos a certeza que fizeram parte da viagem.
Mas rapidamente o tempo vai marcando outras etapas do caminhante, sem ele dar conta, e a certo momento ele apercebe-se de que a distância percorrida desde o início já vai grande...

Mas parar a viagem é impossível.
Resta-nos a memória e as recordações de cada etapa para fazer o percurso inverso.
O sermos positivos nesta atitude conta como ponto construtivo, mesmo que algo mau haja na recordação será apenas uma alteração no percurso da qual temos consciência (conta apenas como experiência); as nossas palavras retratam imagens e pessoas numa sociedade em constante mutação, em que recordaremos o belo e bom encontrados nesta viagem, que nada mais é que nossa vida.
João Ramos Franco
Muito bonitos o texto de JRF, a sua viagem e a sua Atitude.
Sábias palavras de quem já percorreu muito caminho! Pena que nem sempre saibamos olhar em perspectiva as dores do presente. Tudo seria bem mais fácil!Quanta falta fazem estas visões nas multiplas escolas que a vida põe à disposição e a socieadade à obrigação. Para quando uma escola de sabedoria de vida?
Este post foi publicado em simultâneo aqui e no Blog do João (Estar Presente), numa colaboração que terá certamente mais frutos.
Que viagem linda do JRF!Um texto muito bonito para reiniciar,ou antes dar continuidade, ao nosso Blog...recordar o Apeadeiro por onde todos passámos!Obrigaga João!
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Ana Carvalho disse...
Olá JRF,
Que verdade este pensamento...gosto da ideia de viajantes no tempo!
Sim,todos somos viajantes no tempo mas gostávamos que a viagem fosse mais longa...
Afinal quantas colaboradoras com o nome Isabel tem este blogue?Conto a Isabel Belão,a Isabel Caixinha,a Isabel X,a IsabelVP,a Isabel S.,Isabel Noronha,Isabel Mesquita agora uma Isabel K.Das oito só conheço 3!
AGORA ....
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2 – Registei, com agrado, a intervenção de muitos leitores que não foram alunos do ERO, mostrando que construímos um espaço de memória e reflexão que ultrapassa a nostalgia da nossa vivência pessoal no Colégio. Este é um mérito partilhado por todos quantos aqui colaboraram com posts, comentários, sugestões e fotografias ao longo destes dois anos.
3 – Ao reconhecer, sem subterfúgios, que este é um espaço colectivo entreguei desde logo a decisão aos “accionistas” (como escreveu o Flores) e essa decisão foi inequívoca no sentido do prosseguimento do Blog. Assim será.
4 – Perante a disponibilidade mostrada por tantos, estou convencido que terá o Blog capacidade para se renovar e continuar a atrair visitantes e atenções. Nunca houve qualquer periodicidade na publicação, e continuará a não haver no futuro, o material surgirá ao ritmo que os colaboradores entenderem.
5 – Várias sugestões surgiram no sentido de alargar e abrir o Blog a tempos mais recentes e ao que foi o futuro das pessoas e dos locais de que falámos nas séries anteriores. Está também agendada a colaboração de outros Blogs e com eles faremos publicações conjuntas. Tudo isto será progressivamente introduzido em Janeiro. Até lá publicaremos algumas fotos antigas ainda não digitalizadas e estamos abertos, nesta época, a referências ao Natal, claro. Seja na forma de textos sobre Natais passados, sobre este Natal ou simples “cartões de Boas Festas” que poderemos trocar entre nós.
6 – Houve uma alteração no modelo e apresentação do Blog que parece não ter sido consensual. Regressamos, pois, a um modelo mais convencional.
Um simples mas sincero Obrigada pela dedicação e por me obrigarem a usar mais o português e a manter-me mais perto de Portugal e das memórias da minha infância, sim porque quando deixei Portugal não era mais do que uma "crianca", ;)
E AGORA ?
Este Blog foi inaugurado em Novembro de

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Agora este Blog é um espaço colectivo, não pertence apenas a quem o criou e planeou declará-lo encerrado neste final de Novembro de 2009. É pois preciso saber o que o colectivo de colaboradores (alguns que nem sequer frequentaram o ERO) pensa sobre o que fazer. Haverá mais temas para novas séries, mais fotografias e memórias para partilhar, pessoas disponíveis para colaborar e continuar? Ou este é, conforme planeado, o momento certo para o encerramento? É uma decisão colectiva. E agora?
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Fátima Clérigo disse...
Como “seguidora “ atenta e Admiradora deste Maravilhoso Grupo de Ex-Alunos do ERO, permitam-me um comentário : Foi com alguma surpresa que me deparei com a questão – “E Agora?” Soou-me a derradeira…e nunca imaginei que este Blogue tivesse um fim anunciado.
podes continuar com a a ajuda de sempre
J.L. Reboleira Alexandre disse...
Caro JJ, em relação a este « E Agora ?» certamente que te lembras daquele icone publicitário, da nossa juventude:
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Isabel disse...
João
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Júlia disse...
E agora!Confesso que não esperava esta palavra,mas vou repeti-la para dizer: "e agora" vamos continuar...Não podemos nem devemos deixar que a Familia ERO se desmembre.
O João Ramos Franco faz uma boa análise da situação.Concordo com tudo o que ele diz e propõe.Ele pede uma resposta e aqui tem a minha.A minha disponibilidade não é tanto quanto a desejável, mas com boa vontade tudo se faz.
Isabel X disse...
É certo que devemos reflectir um pouco antes de responder às questões que nos são colocadas, mas eu sou, talvez, uma natureza impulsiva. E vou responder-te com a sinceridade de quem responde no momento, a quente, sob a primeira impressão, agora que penso nisso: se o blogue deve ou não continuar.
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o das caldas disse...
E tb foi graças ao blog que encontrei a Ana com quem não privava há mais de 30 anos e fiz novas amizades.
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cx disse...
É sempre com relutância que abordamos o fim (ainda que inevitável) das coisas que nos são gratas! E oh...como eu desejaria neste momento ter sugestões de temas que ainda pudessem ser tratados!!
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Artur R. Gonçalves disse...
Não faço parte do número de ex-alunos ou ex-docentes do ERO. Não me recordo de ter estabelecido na época um contacto especial com essa comunidade académica a que não me sentia vinculado. Vivi os primeiros anos de vida nas CdR, mas não guardei desses tempos pretéritos memórias muito particulares que me fizessem sentir um exilado forçado noutras paragens. Quando descobri, por acaso, o Blog da Escola e, por arrastamento, o do Externato, acabei por ganhar o «vício» de os visitar com alguma frequência. Muito paulatinamente, comecei a recuperar algumas imagens perdidas dos verdes anos da minha infância e juventude. Tem sido um exercício bastante simpático. A tal ponto que depois de ter vencido uma certa resistência inicial, resolvi iniciar-me no envio de pequenos comentários. Nunca ousei propor-vos uma postagem de raiz, mas quem sabe se um dia destes não perderei o receio de ser entendido como um intruso e não me lanço nessa nova aventura. Assim o espaço que estou a utilizar neste momento se mantenha no ar. Com este formato ou com outro alternativo. Sendo assim, atrevo-me a responder directamente à questão que o meu amigo virtual João Jales me enviou esta manhã por correio electrónico.
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Guida Sousa disse...
No way,John...Out of the question... Over my dead body ... Not in your wildest dreams ... (Este comment pretende também ser uma homenagem à reaparecida Drª Inês).
Temas? A Inês saiu para a rua com a máquina fotográfica e as fotos delas despoletam, certamente, memórias e emoções. Porque não construir algo com base em imagens do presente, sem obrigatoriamente remeter para a experiência comum do ERO?
Sei que não é de grande valor o meu comentário, em primeiro lugar pela redundância perante todos os anteriores, e depois porque o João, no seu estimulante desafio, se encarregou à cabeça de lhe dar resposta, ao evidenciar a propriedade do nosso blogue.
Falo por mim, se não fosse ter visto o artigo na Gazeta das Caldas eu não saberia que esta teia de contactos tinha a sua existência. O blogg alargou os horizontes e o FaceBook completou a expansão pelo universo das memórias ERO. Sei que tudo isto dá muito trabalho e às vezes não é reconhecido devidamente. Eu estou longe para poder ajudar mas tenho a certeza que entre tantos colegas alguns poderão ajudar a aliviar a carga.
Penso também que uma vez que já há muita gente conhecedora destes encontros e alguns dos quais convivem diariamente no FaceBook estas novas tecnologias fazem com que os contactos e comunicações se mantenham e até que se iniciem outras. O nosso dever como ex-alunos ERO é cultivar esta união seja qual for o meio.
Para ti João, ficarei sempre agradecida pois reactivei amizades e iniciei outras. Um grande abraço e seja qual for o rumo que se levar penso que o mais importante é neste momento reconhecer os que contribuíram para que todos nós, em Porugal, França, Holanda, Estados Unidos e por outras partes deste planeta, possamos diariamente sentirmo-nos como se ainda estivéssemos nesses belos dias do Colégio Ramalho Ortigão.
Ana Lúcia
Beijinho
Caro João Jales
"E AGORA?" Agora,continue-se em frente...o"espírito" do Blog tem que ser preservado a fim de se concretizar em 2011!!!João Jales,conta com todos!
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João Do Rosário disse...
Seria uma perda pouco "saudável" para a memória de todos nós e, mais precisamente para a minha (nossa) singular Caldas da Rainha.
Olha lá ó JJ! Esta cena do "E agora" não faz sentido algum; ou então é uma piadinha de muito mau gosto. Então deixas-nos assim sem mais aquelas e com um sabor amargo de ressaca? Ná! Eu cá na posso aceitar uma coisa destas. Pensa lá melhor, mas não nos deixes. Não te vais divorciar assim da gente.