ALMOÇO / CONVÍVIO

ALMOÇO / CONVÍVIO

Os futuros almoços/encontros realizar-se-ão no primeiro Sábado do mês de Outubro . Esta decisão permitirá a todos conhecerem a data com o máximo de antecedência . .
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C O M E N T Á R I O S
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Julinha disse:
Encantei-me-ao-ler-esta-carta!Levou-me-a-sentar-naquelas-carteiras-de-madeira-a-fazer-uma-redacção....deliciei-me!
Não-sei-quem-é-a-Ana-mas-queria-agradecer-lhe-este-momento-maravilhoso.
Tenho-um-problema:não-posso-comentar-porque-só-tenho-tracinhos-não-tenho-espaços!......desculpa-lá-acabar-com-a-tua-pachorra!!!!!!!!
Mais-uns-tracinhos-Bjs-Júlia
(NOTA-A Júlia tem mesmo uma avaria no teclado e este email NÃO era para publicar, claro)
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João Ramos Franco disse...
Já não me recordo das minhas redacções com esta idade, nem de ter escrito uma carta a alguém…Mas esta carta da Ana, 9 anos de idade, com o poder de descrição do real, transportado-nos ao filme e às reacções que a envolvem, “é de se lhe tirar o chapéu”…Se com aquela idade escrevia assim, como será agora?!…
João Ramos Franco
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Laura Morgado disse...
Quantos Professores de Português gostariam de ter uma aluna assim?
Partindo do pressuposto que a Ana era mesmo uma criança quando escreveu esta carta, era uma menina com capacidades intelectuais acima da média. Só assim, conseguiria descrever com tanta clareza o filme e toda a sua envolvente. Palpita-me que, no momento presente, seja uma excelente escritora.
Obrigada Ana pelo seu texto tão encantador e divertido.Espero que continue a presentear-nos com a sua escrita.
Laurinha
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António J M disse...
Este é um texto incrivelmente divertido,custa a crer que tenha sido guardado para o final da série já que uma carta destas teria que aparecer no blogue mal o JJ a visse.
Há aqui uma história para ser contada,fico a aguardar(e se houvesse mais cartas da Aninhas???). A
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Ana Carvalho disse:
Olá eu não sei quem é a Ana (será que não sei?), mas dou-lhe os parabéns por esta pequena grande história que me encantou, deliciou, fez rir, enfim divertiu-me imenso .
Obrigada. Bjs PP
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jorge disse...
como é que o comentador ramos franco sabe que a autora tem nove anos?há pelos vistos informações que não chegam a todos os leitores!
as observações são divertidissimas,a autora não pode ter nove anos!seja quem for,deve ter outros escritos que nós gostávamos de ler.jorge
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Luis disse...
(...)Quem será esta Aninhas,tão ladina e despachada e que tanto me divertiu?Fez passar o filme à minha frente de uma forma tão crítica que fico a pensar em que circunstâncias esta carta terá sido escrita... LF
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Isabel X disse...
Há um humorista brasileiro (peço desculpa, não me lembro do nome, o Vasco Baptista sabe quem é, talvez possa ajudar) que fez uma descrição do que viu e sentiu num jogo de futebol, a que assistiu sem saber ao que ia, sem saber sequer o que era isso de futebol, com a qual este pretensa carta de uma pretensa menina à sua prima tem inúmeras semelhanças.
A ideia é gira, concedo!
Mas...há algumas correcções a fazer:
- A rainha não se deixou convencer pelo espelho falante, mas pela sua própria inveja;
- Os espelhos limitam-se a dizer a verdade. Não há espelhos mudos;
- A parte dos anões concedo que tenha a sua razão de ser;
- Andar rota e descalça não será condição de cantar, mas de falar com os passarinhos é com certeza;
- A madrasta ser uma espécie de mãe, mas ianda mais chata, brada aos céus! Já não há nada de sagrado?
Conclusão: e o valor de fazer chegar tanto simbolismo até às crianças e jovens de tantas gerações, como o fez Walt Disney, onde é que fica?
Parabéns, JJ, assumiste esta personagem num dos teus melhores registos!
- Isabel Xavier -
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JJ respondeu:
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À Julinha, à Paulinha e à Laurinha - Obrigado pelos elogios, que transmitirei, e pelo constante apoio ao nosso Blog. Bjs.
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Ao Jorge - O João Ramos Franco não tem qualquer informação extra sobre a Aninhas, ele confundiu apenas o dia do aniversário (dia 10) com a sua idade. Esta carta não podia ser escrita por uma pessoa de nove anos, tem que ser alguém mais velho.
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Ao António, ao João RF e ao Jorge - Não tenho mais nenhuma carta da Aninhas, anterior ou posterior a esta.
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À Laura - Não sei se algum professor gostaria de ter uma aluna destas. Hoje em dia não é preciso saber ler nem escrever, a Aninhas seria certamente um empecilho incómodo na sala de aulas!
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À Isabel - Julgo que o humorista que referes é o Millôr Fernandes, que o Diário Popular publicou num suplemento semanal durante anos.
O filme "Snow White and the 7 Dwarfs" que foi realizado em 1937 foi profundamente alterado para a edição em VHS nos anos 70, ainda mais para a primeira edição em DVD e novamente para a edição de 2006 actualmente à venda. Resultado:
- Não ficou uma única cena original das conversas da madrasta ao espelho nem da sua transformação na bruxa;
- Não ficou uma única cena dos anões dentro da mina;
- O beijo do principe, considerado demasiado hollyoodesco foi completamente re-desenhado.
- Idem para a morte da corça, contactos da Branca de Neve e os anões, etc.
Acrescento que:
- Todas as crianças acham as mães umas chatas, não há nada de sagrado nisso.
- Fica a sugestão aos ornitólogos para que se apresentem rotos e descalços perante os passarinhos.
Agradeço sempre os elogios, mas neste caso não sou eu quem assina a carta. Mas agradeço o excelente comentário, a que a nossa amizade me obrigou a responder.
Bjs. JJ
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Isabel X disse...
JJ
O registo do humorista a que me refiro é gravado e não é, quase de certeza, o que tu indicas. Só mesmo o Vasco Baptista para o identificar, ele é que tem o disco!
O facto de as mães serem chatas é uma verdade insofismável: eu que o diga! Aliás, é a sua obrigação. Compará-las a madrastas como a da Branca de Neve é que me parece algo sacrílego!
Bjs a todos,
- Isabel Xavier -
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vitor b disse...
Esta carta é de morrer a rir,lembrou-me umas redacções da Guidinha que o Diário Popular publicou em tempos e que eram escritas por um autor conhecido(mas que não me recordo o nome).
Ver este filme como um filme de terror é uma ideia bem esgalhada e a Aninhas conta-o com montes de piada.
Vitor
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Isabel X disse...
A Guidinha das redacções sem pontuação (foi aí que o Saramago se inspirou para algumas das suas obras, quem sabe?) era o Sttau Monteiro. Penso que não era o Diário Popular, mas o Diário de Lisboa.
- Isabel Xavier -
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JJ respondeu:
Tem no comentário anterior triplamente razão a Isabel:
- As redacções eram do Luis Sttau Monteiro
- Foram publucadas no Diário de Lisboa (1969-1971)
- Constituíram provavelmente a inspiração de Saramago...
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Guida disse...
Mas afinal quem é a Ana?
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João Gomes disse:
Pelo menos sabemos que usava tranças, que não é filha única e que faz anos a um dia 10.
Mas seja lá quem fôr gostei muito de ler a carta.
Bjs MJoãoGomes
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Manuela Gama Vieira disse:
A Aninhas podia ser qualquer um de nós…neste caso, uma de nós, usava tranças. Mas…esta carta também podia estar guardada no imaginário de um menino que puxasse as tranças à irmã, sabe-se lá. Embora tenha um dedo que adivinhe…não estou muito interessada em saberquem é a Ana.
O facto é que a Aninhas me avivou os filmes que vi na minha infância e os sentimentos tão diversos que me suscitavam, de acordo com o argumento das histórias. Quando comoventes, instalava-se-me um aperto na garganta, tal era a vontade de chorar...e quantas vezes não choreimesmo!
Quando a fantasia e o encantamento dominavam o filme, tinha pena que acabasse e logo me avisavam que nada do que tinha visto era verdade!
Quer num caso quer noutro, violência psicológica sobre crianças dir-se-ia hoje, vá-se lá saber.
«Os contos de fada, a meu ver, representam um perigo neste nosso mundo de hoje, tão realista. Prefiro predispor as crianças para a vida da luta que para o sonho e a idealidade abstracta, sem ramo em que a ave azul ponha o pé», disse Aquilino Ribeiro.E assim….”havia três dias e três noites que a Salta-Pocinhas- raposeta matreira, fagueira, lambisqueira…..”
Aninhas, sem desprimor para Aqulino, muitos parabéns!Manuela Gama Vieira
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8 comentários:

João Ramos Franco disse...

Já não me recordo das minhas redacções com esta idade, nem de ter escrito uma carta a alguém…
Mas esta carta da Ana, 9 anos de idade, com o poder de discrição do real, nos transporta no filme e ás reacções que a envolvem “é de lhe tirar o chapéu”…
Se com aquela idade escrevia assim, como será agora?!…
João Ramos Franco

António J M disse...

Este é um texto incrivelmente divertido,custa a crer que tenha sido guardado para o final da série já que uma carta destas teria que aparecer no blogue mal o JJ a visse.
Há aqui uma história para ser contada,fico a aguardar(e se houvesse mais cartas da Aninhas???). A

jorge disse...

como é que o comentador ramos franco sabe que a autora tem nove anos?há pelos vistos informaç~es que não chegam a todos os leitores!as observações são divertidissimas,a autora não pode ter nove anos!seja quem for,deve ter outros escritos que nós gostávamos de ler.jorge

Isabel X disse...

Há um humorista brasileiro (peço desculpa, não me lembro do nome, o Vasco Baptista sabe quem é, talvez possa ajudar) que fez uma descrição do que viu e sentiu num jogo de futebol, a que assistiu sem saber ao que ia, sem saber sequer o que era isso de futebol, com a qual este pretensa carta de uma pretensa menina à sua prima tem inúmeras semelhanças.
A ideia é gira, concedo! Mas...
há algumas correcções a fazer:
- A rainha não se deixou convencer pelo espelho falante, mas pela sua própria inveja;
- Os espelhos limitam-se a dizer a verdade. Não há espelhos mudos;
- A parte dos anões concedo que tenha a sua razão de ser;
- Andar rota e descalça não será condição de cantar, mas de falar com os passarinhos é com certeza;
- A madrasta ser uma espécie de mãe, mas ianda mais chata, brada aos céus! Já não há nada de sagrado?
Conclusão: e o valor de fazer chegar tanto simbolismo até às crianças e jovens de tantas gerações, como o fez Walt Disney, onde é que fica?
Parabéns, JJ, assumiste esta personagem num dos teus melhores registos!
- Isabel Xavier -

Isabel X disse...

JJ
O registo do humorista a que me refiro é gravado e não é, quase de certeza, o que tu indicas. Só mesmo o Vasco Baptista para o identificar, ele é que tem o disco!
O facto de as mães serem chatas é uma verdade insofismável: eu que o diga! Aliás, é a sua obrigação. Compará-las a madrastas como a da Branca de Neve é que me parece algo sacrílego!
Bjs a todos,
- Isabel Xavier -

vitor b disse...

Esta carta é de morrer a rir,lembrou-me umas redacções da Guidinha que o Diário Popular publicou em tempos e que eram escritas por um autor conhecido(mas que não me recordo o nome).
Ver este filme como um filme de terror é uma ideia bem esgalhada e a Aninhas conta-o com montes de piada.
Concordo com a Isabel que este é um dos melhores refistos do Jales!
Vitor

Isabel X disse...

A Guidinha das redacções sem pontuação (foi aí que o Saramago se inspirou para algumas das suas obras, quem sabe?) era o Sttau Monteiro. Penso que não era o Diário Popular, mas o Diário de Lisboa.
- Isabel Xavier -

Guida disse...

Mas afinal quem é a Ana?