ALMOÇO / CONVÍVIO

ALMOÇO / CONVÍVIO

Os futuros almoços/encontros realizar-se-ão no primeiro Sábado do mês de Outubro . Esta decisão permitirá a todos conhecerem a data com o máximo de antecedência . .
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A JÚLIA À JANELA DO BLOG

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Olá, J J (João Jales?)!
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Foi por indicação de uma amiga que me enviou o endereço para ler o texto in memoriam à Noémia que descobri o blog (ou blogue?) do ERO.Fiquei muito comovida com a homenagem porque já éramos amigas antes de irmos para as Caldas e essa amizade de jovens era ainda uma realidade para as sexagenárias que, em pequenas e grandes cumplicidades, fizeram percursos profissionais semelhantes, partilharam momentos bons e que se apoiaram em momentos duros de perdas e de sofrimentos.
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Falei com a Noémia na véspera do AVC fatal que a levou para lhe dar os parabéns pelo aniversário. Divertidas, fizemos imensos planos para tirarmos partido das vantagens da entrada na terceira idade (cinemas mais baratos, viagens de comboio, etc.). E, quando dias depois, me fui despedir dela para sempre, parecia-me estar a viver um pesadelo!
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Falávamos muitas vezes da época das Caldas de que guardávamos muitas recordações e saudades.Por isso, foi um prazer enorme ler o blogue. Há três dias que vasculho, vasculho… E a memória, que às vezes já me trai, traz-me o passado de volta com a leitura de certas narrativas.Lembro-me de nomes completos como Maria Margarida Alves da Costa Rego e o do irmão (Filipe José…) ou semi-completos como José Carlos Faria, Paula Jales, Maria João Gomes, Luís Lamy, Margarida Barreto, Rui Ferreira da Silva, Chico Carrilho, Luísa Pinheiro, São e Isabel Caixinhas ou apenas Zé, Nami… Filipa, Anabela, Natércia, Rogério, Hipólito, Palhoto…
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Dos colegas lembro-me de todos e gostava de ter os contactos da Inês e do Serafim, cujo humor fino animava os intervalos na sala dos professores.
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Adorei a caricatura da São (só não me lembro da saia às flores…) e a caracterização da Isabel que me achava «um tanto esgrouviada».Fiquei sensibilizada por ainda se lembrarem de mim. Acho que não era assim tão boa professora: na altura, sabia ainda muito pouco (ainda hoje sei pouco!), mas tentava fazer o melhor que sabia… Só queria fazer diferente e não seguir as práticas da escola que tanto tinha contestado, que confundia respeito com medo.Essa foi aliás uma linha que orientou toda a minha vida profissional até à aposentação…E, dos quase quarenta anos de docência, os dois passados no ERO estão agora mais vivos graças ao blogue. Obrigada!
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Gosto muito do Oeste (agreste!) e talvez porque a recordação da juventude me arrastou para lá, tenho um apartamento perto da Consolação, onde passamos (eu e o meu marido) grande parte do Verão desde que nos aposentámos. Vou às vezes às Caldas, mas nunca encontrei ninguém dos velhos tempos (a não ser a Joana na Farmácia).Será que posso ir ao próximo almoço? Podem mandar-me o contacto da Guida Rego já que, segundo percebi, é ela a organizadora dos encontros?
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Um abraço grande para todos e até breve.
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Júlia Ferreira ou, simplesmente, Júlia
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Nota: A caricatura da São Caixinha e o texto da Isabel Xavier a que a Drª Júlia se refere no texto estão AQUI.
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C O M E N T Á R I O S
.Isabel X disse...
A autora do "um tanto esgrouviada" (no bom sentido, claro!) sou eu, Isabel Xavier. Não se lembra de nós, Dra. Júlia? Dos manos Xavier? Não se lembra do Vasco Baptista, por exemplo? Éramos de sua casa, da casa da Dra. Noémia. Eu nem tanto, que sou mais nova mas a Helena e o Mário, meus irmãos, colegas de turma, não por serem gémeos, mas por terem apenas um ano de diferença e a Helena ter chumbado, davam-se bastante com professoras como a dra. Júlia e a Dra. Noémia. Gostei muito do seu depoimento, gostei muito que aqui viesse encontrar-se connosco. Considero estimulante e exemplar saber que a sua amizade com a Dra. Noémia foi para a vida. Cános encontramos todos outra vez, uns de cada vez, neste blogue, mantido graças ao esforço e ao desvelo do João Jales (nome de guerra: JJ!). Quem se quer bem sempre se encontra!
Abraço
- Isabel Xavier -
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Luís Lamy disse...
Até que enfim uma excelente notícia, seja bem aparecida Drª Júlia, tinhamos saudades da sua presença. Se tiver paciência pf apareça nos nossos encontros, ao princípio parece que estamos no primeiro dia de aulas, curiosos e não conhecemos ninguém, umas horas depois sentimo-nos em pleno recreio com os nossos amigos de sempre, como a Drª Júlia. Ainda estamos em dívida, um grande abraço e faça o favor de aparecer quando lhe apetecer.
Luís Lamy, um aluno exemplar ;-)
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Belão disse...
Ainda bem que finalmente a Drª Júlia apareceu. Encontrei-a há 19 anos no Hospital de Santa Maria, onde o meu pai estava internado e tinha como companheiro de quarto, penso que o pai da Drª Júlia. Ficámos a olhar uma para a outra por breves momentos, mas deu-se o reencontro. Fiquei na altura com o seu contacto, que escrevi num papel que perdi. E como fez falta esse contacto para os nossos encontros do ERO!
Embora as razões que promoveram a sua aparição não tenham sido as melhores (o desaparecimento da Drª Noémia, a prof.que me fez passar a "suportar" a História), é bom saber que doravante a vamos ter connosco.
Um beijo, Drª Júlia.
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São disse:
Fez-me muito feliz encontrar hoje aqui este depoimento da Dra. Júlia, apesar do triste motivo que o conduziu neste sentido!
Agradeço as simpáticas palavras...e simultanêamente talvez seja acertado salientar que eu também não me lembro de alguma vez a ter visto com uma saia ás flores!!! Terá surgido como forma de acentuar o inovativo, alegre,e tolerante da sua extraordinária personalidade que de uma forma tão positiva nos impressionou!! Proporcionou-nos preciosos tempos novos de liberdade e tolerância que recordo com muita saudade! Como é que alguma vez poderiamos esquecer! Estou-lhe eternamente grata!
Um beijinho.
São Caixinha
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Zé Carlos Faria disse...
Drª Júlia: Agora que, para nossa alegria, veio aqui meter o nariz, seja muito bem-vinda e fique desde já sabendo que está convocada para o próximo almoço. Livre-se de não aparecer! Beijos. ZCF
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Rui disse...
Olá Dra. Júlia
Quantas vezes tenho pensado no que sera feito de si e da Dra. Noémia. Há pessoas que nos marcam, de quem nunca nos esquecemos, mesmo que tenham tido uma curta passagem pela nossa vida. Dra. Noémia e Dra. Júlia , duas professoras com uma postura modernaça que fazia toda a diferença.
Talvez nāo se lembre de mim, mas eu ainda tenho na memória a imagem nítida do nosso primeiro encontro. Cheguei atrasado à minha primeira aula no colégio, primeira de português, abriu-me a porta e não conseguiu esconder um sorriso ao olhar para o meu ar desarrumado. Eu tinha acabado a escalada da ladeira do chafariz das cinco bicas, entrei e sentei-me onde me indicou, olhei para o meu colega do lado, o Rui Aniceto, e disse:- Daqui dou porrada a todos. Atrás de nós sentava-se o Fernando Real, que eu não tinha medido bem, e que tratou de regularizar o assunto logo no intervalo dos 20 minutos - talvez por isso nunca mais me esqueci, ficámos amigos.
Também não me esqueço das boleias no mini da Dra. Noémia, sempre guiado com grande despacho. Sobretudo lembro-me que as aulas de história e de português nunca foram uma seca.
Agora, passados todos estes anos, aqui está a Dra. Júlia a fazer-me escrever pela primeira vez num BLOG. As novas tecnologias tem destas coisas, muitas vezes isolam-nos, noutras ligam-nos novamente.
Obrigado a quem dá parte do seu tempo para construir e manter este BLOG, pela minha parte, vou fazer o possível por estar presente no próximo jantar, onde espero rever a Dr. Júlia.
Quanto à Dra. Noémia, agora a residir noutro plano, já quase tudo foi dito e de forma eloquente. Infelizmente quando chegámos a este ponto de encontro ela já se tinha ido embora, fica para quando chegar a nossa vez...
Para si, Dra. Júlia, um grande beijo, carregado de amizade
Ruca (Gomes)
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Laura Morgado disse:
Não conheço a Júlia...mas tenho de agradecer o belo texto que publicou no nosso blog!
Conheci a Noémia num colégio em Lisboa onde demos aulas. Gostei muito de ter convivido com ela. Uma das qualidades que lhe conheci foi a sinceridade!!!
Foi pena ter desaparecido do mundo dos vivos tão cedo.
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Júlia disse...
Olá!Tenho lido os comentários e estou muito sensibilizada com o que escreveram… Nunca pensei que havia tanta gente a lembrar-se de mim! E não é que, à excepção da Laura Morgado (que não conheço), me lembro bem de todos os que escreveram?Tinha-os algures guardados num qualquer escaninho do cérebro e a leitura de passagens do blogue recordou-me rostos, nomes e episódios que pensava ter esquecido. Fiquei comovida, mas não quero falar de lamechices.
A minha «APARIÇÃO», como lhe chamou o JJ, faz-me quase sentir uma espécie de Nossa Senhora de Fátima!Lembro-me muito bem dos três manos Xavier referidos pela Isabel X (mas não havia ainda outro, mais novinho, o Tó Zé?), do Zé Carlos Faria (que era o ai-jesus da sua querida avó), da artista que tão bem me caricaturou, da Belão (que voltei a ver em circunstâncias difíceis para ambas), do Lamy «aluno exemplar» (como ele se autodefine) e do Ruca «reguila» (irmão da Mena?).
Mas lembro-me de muitos mais: havia molhadas de «Anas» (era um nome muito em voga na época, felizmente bem mais bonito do que a onda de «Tânias» e «Vanessas» que se seguiu…), várias «Luísas» (Pinheiro, Nascimento, Papoila, etc.). E havia também um Eurico (mas nenhuma Hermengarda…).Se não me lembro de todos, desculpem! Só aí estive dois anos e, em quase quarenta de profissão, tive muitos, muitos, muitos alunos… E, já que vim meter o nariz no blogue, vou procurar não faltar à convocatória do ZCF…Vão ter surpresas, porque Cronos tem feito o seu trabalho… Mudei muito: mais volume, menos músculo, mais cintura, «que é dos meus óculos? sempre à procura», mas continuo «um tanto esgrouviada»... Quem torto nasce…E, pela minha parte, também as vou ter porque na minha memória há meninos de 10 e 11 anos, outros na adolescência ou a saírem da dita, e sei que vou encontrar alguns «cotas», em que o tempo, pela lei natural das coisas, também fez os seus desgastes.Foi bom este reencontro!
Viva o JJ que o permitiu!Um abraço grande e até breve,Júlia Ferreira
P.S. Pensava assinar só Júlia, mas, verifiquei que há uma homónima (irmã da Filipa Ribeiro?), colaboradora assídua do blogue, que assina muitas vezes assim. Para não lhe roubar direitos adquiridos por antiguidade, passo a pôr também o nome de família…
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Isabel disse.
Que agradável surpresa ler o artigo da Dra Julia no Blog do Ero!A Dra Julia era uma das professoras que pertencia ao pequeno grupo de professores que tinhamos então, com metodos muito diferentes dos que ate aí usados!Muito moderna e querida tinha um especial sentido de humor! Era sobretudo muito tolerante.Inesquécivel!Juntamente com a Dra Noemia trouxeram uma nova vida ás nossas aulas e ás nossas vidas!Vai ser um verdadeiro prazer revê-la num próximo encontro!
Beijinho amigo
Isabel Caixinha
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Luísa Pinheiro disse...
Depois do desgosto que tive com o desaparecimento da nossa querida Dra. Noémia, fiquei muito feliz por saber da Dra.Júlia.
Os outros que me perdoem, mas sem dúvida foi a minha professora favorita. A minha boa relação com os meus alunos deve-se muito ao exemplo e ao que senti como aluna com esta professora e também com a Dra. Noémia. Lembro-me que até estudei Português com mais vontade, só para lhe agradar.Ai que saudades!!!!!
Beijinho, querida Dra. Júlia!
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Isabel X disse...
Ah Bom! Grande memória! Sim senhora...Eu só perguntei porque me pareceu que a Dra. Júlia não se tinha apercebido de que era eu a autora do texto que acompanhava as caricaturas da São Caixinha. Não quis perder "direitos de autor" sobre a expressão "esgrouviada" que aqui tão desassombradamente assume, mostrando o seu peculiar sentido de humor.
Pois é como diz há mais manos: o Tozé, um ano mais novo do que eu e há ainda dois outros "Xavieres", mais velhos, que a Dra. Júlia não conheceu. Somos seis ao todo: "à meia dúzia era mais barato", a crer no adágio popular.
Sabe? ainda hoje me "fartei" de falar de si com o Filipe Rêgo, meu colega de escola (continuamos assim, veja lá, passados tantos anos: colegas de escola!). Dizia ele de quanto a Dra. Júlia foi importante para ele. Para nós todos, afinal.
Beijinhos, muitos.
- Isabel Xavier -
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Inês disse...
‘Noémia & Júlia’, um filme que hoje revejo com dolorosa ternura. Nele, o tempo é de Vietnam, Bob Dylan e Portugal amargurado.
Com o Padre Francisco ao comando, o Colégio ganhou uma espiritualidade nova, rescende a flower-power. A autenticidade derruba a máscara séria do uniforme dos professores e já rimos, livres! ‘All you need is love, brother.’
Os novos ventos que sopram, explica-os o João Serra algures neste blogue. Ventos da nossa história. Brisa suave e firme, a Noémia… O vendaval é a Júlia, que entra de rompante e varre a quietude morna das convenções. Segura, simples e ‘moura de trabalho’ a vejo. E a revejo anos depois. Pois que voltei a ver Noémia & Júlia de passagem e soube que as duas eram tradutoras nos “Cadernos D. Quixote”, que ali tenho. ‘Quando vires o nome X, já sabes que somos nós’ . Mas eu esqueci o nome, era feminino, ficou um mistério… o raio do nome X. Será que se lembra a Júlia? Querida Júlia!
Welcome aboard!
Inês
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ana lucia disse...
Dra. Júlia,
Que grande surpresa. Já há algum tempo atrás tinha tentado saber algo sobre o seu "paradeiro" por isso estou contente por poder saber noticias suas. Não se vai lembrar de mim, quase ninguém se lembra, mas eu sou a Ana Lucia, uma entre as muitas Anas.
Sempre a achei "diferente", uma diferenca que me deve ter sido muito especial pois um dia tive a coragem de levar a minha câmara fotografica para a aula e tirei-lhe umas fotos às escondidas. Essas fotos, penso ainda as ter, se as encontrar repartirei consigo.
Um grande beijinho e benvinda ao Blogger.
Ana Lucia
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13 comentários:

Isabel X disse...

A autora do "um tanto esgrouviada" (no bom sentido, claro!) sou eu, Isabel Xavier.

Não se lembra de nós, Dra. Júlia? Dos manos Xavier? Não se lembra do Vasco Baptista, por exemplo? Éramos de sua casa, da casa da Dra. Noémia. Eu nem tanto, que sou mais nova mas a Helena e o Mário, meus irmãos, colegas de turma, não por serem gémeos, mas por terem apenas um ano de diferença e a Helena ter chumbado, davam-se bastante com professoras como a dra. Júlia e a Dra. Noémia.

Gostei muito do seu depoimento, gostei muito que aqui viesse encontrar-se connosco. Considero estimulante e exemplar saber que a sua amizade com a Dra. Noémia foi para a vida.

Cános encontramos todos outra vez, uns de cada vez, neste blogue, mantido graças ao esforço e ao desvelo do João Jales (nome de guerra: JJ!).

Quem se quer bem sempre se encontra!

Abraço

- Isabel Xavier -

Luís Lamy disse...

Até que enfim uma excelente notícia seja bem aparecida Drª Júlia, tinhamos saudades da sua presença. Se tiver paciência pff apareça nos nossos encontros, ao princípio parece que estamos no primeiro dia de aulas, curiosos e não conhecemos ninguém, umas horas depois sentimo-nos em pleno recreio com os nossos amigos de sempre, como a Drª Júlia. Ainda estamos em dívida, um grande abraço e faça o favor de aparecer quando lhe apetecer. Luís Lamy, um aluno exemplar ;-)

Belão disse...

Ainda bem que finalmente a Drª Júlia apareceu.
Encontrei-a há 19 anos no Hospital de Santa Maria, onde o meu pai estava internado e tinha como companheiro de quarto, penso que o pai da Drª Júlia. Ficámos a olhar uma para a outra por breves momentos, mas deu-se o reencontro. Fiquei na altura com o seu contacto, que escrevi num papel que perdi. E como fez falta esse contacto para os nossos encontros do ERO! Embora as razões que promoveram a sua aparição não tenham sido as melhores (o desaparecimento da Drª Noémia, a prof.que me fez passar a "suportar" a História), é bom saber que doravante a vamos ter connosco.
Um beijo, Drª Júlia.

Anónimo disse...

Não conheço a Júlia...mas tenho de agradecer o belo texto que publicou no nosso blog!
Conheci a Noémia num colégio em Lisboa onde demos aulas! Gostei muito de ter convivido com ela. Uma das qualidades que lhe conheci foi a sinceridade!!!
Foi pena ter desaparecido do mundo dos vivos tão cedo.
Laura Morgado

Anónimo disse...

Fez-me muito feliz encontrar hoje aqui este depoimento da Dra. Júlia, apesar do triste motivo que o conduziu neste sentido!
Agradeço as simpáticas palavras...e simultanêamente talvez seja acertado salientar que eu também não me lembro de alguma vez a ter visto com uma saia ás flores!!! Terá surgido como forma de acentuar o inovativo, alegre,e tolerante da sua extraordinária personalidade que de uma forma tão positiva nos impressionou!! Proporcionou-nos preciosos tempos novos de liberdade e tolerância que recordo com muita saudade! Como é que alguma vez poderiamos esquecer! Estou-lhe eternamente grata!
Um beijinho.
São Caixinha

Anónimo disse...

A autora do "um tanto esgrouviada" (no bom sentido, claro!) sou eu, Isabel Xavier. Não se lembra de nós, Dra. Júlia? Dos manos Xavier? Não se lembra do Vasco Baptista, por exemplo? Éramos de sua casa, da casa da Dra. Noémia. Eu nem tanto, que sou mais nova mas a Helena e o Mário, meus irmãos, colegas de turma, não por serem gémeos, mas por terem apenas um ano de diferença e a Helena ter chumbado, davam-se bastante com professoras como a dra. Júlia e a Dra. Noémia. Gostei muito do seu depoimento, gostei muito que aqui viesse encontrar-se connosco. Considero estimulante e exemplar saber que a sua amizade com a Dra. Noémia foi para a vida. Cános encontramos todos outra vez, uns de cada vez, neste blogue, mantido graças ao esforço e ao desvelo do João Jales (nome de guerra: JJ!). Quem se quer bem sempre se encontra!
Abraço
- Isabel Xavier -

Anónimo disse...

Drª Júlia: Agora que, para nossa alegria, veio aqui meter o nariz, seja muito bem-vinda e fique desde já sabendo que está convocada para o próximo almoço. Livre-se de não aparecer! Beijos. ZCF

Anónimo disse...

Olá Dra. Júlia

Quantas vezes tenho pensado no que sera feito de si e da Dra. Noémia. Há pessoas que nos marcam, de quem nunca nos esquecemos, mesmo que tenham tido uma curta passagem pela nossa vida.

Dra. Noémia e Dra. Júlia , duas professoras com uma postura modernaça que fazia toda a diferença.

Talvez nāo se lembre de mim, mas eu ainda tenho na memória, a imagem nítida , do nosso primeiro encontro. Cheguei atrasado à minha primeira aula no colégio, primeira de português, abriu-me a porta e nao conseguiu esconder um sorriso ao olhar para o meu ar desarrumado. Eu tinha acabado a escalada da ladeira do chafariz das cinco bicas, entrei e sentei-me onde me indicou, olhei para o meu colega do lado, o Rui Aniceto, e disse:- Daqui dou porrada a todos. Atrás de nós sentava-se o F, ernando Real, que eu nao tinha medido bem, e que tratou de regularizar o assunto logo no intervalo dos 20 minutos, talvez por isso nunca mais me esqueci, ficamos amigos.Também nao me esqueço das boleias no mini da Dra. Noémia, sempre guiado com grande despacho. Sobretudo lembro-me que as aulas de história e de português nunca foram uma seca. Agora, passados todos estes anos aqui está a Dra. Júlia a fazer-me escrever pela primeira vez num BLOG. As novas tecnologias tem destas coisas, muitas vezes isolam-nos, noutras, ligam-nos novamente.Obrigado a quem dá parte do seu tempo para construir e manter este BLOG, pela minha parte, vou fazer o possível por estar presente no próximo jantar, onde espero rever a Dr. Júlia.

Quanto à Dra. Noémia, agora a residir noutro plano, já quase tudo foi dito e de forma eloquente.
Infelizmente quando chegámos a este ponto de encontro ela ja se tinha ido embora, fica para quando chegar a nossa vez...

Para si dra. Júlia, um grande beijo, carregado de amizade

Ruca (Gomes)

Anónimo disse...

Olá!
Tenho lido os comentários e estou muito sensibilizada com o que escreveram… Nunca pensei que havia tanta gente a lembrar-se de mim!
E não é que, à excepção da Laura Morgado (que não conheço), me lembro bem de todos os que escreveram?
Tinha-os algures guardados num qualquer escaninho do cérebro e a leitura de passagens do blogue recordou-me rostos, nomes e episódios que pensava ter esquecido. Fiquei comovida, mas não quero falar de lamechices.
A minha «APARIÇÃO», como lhe chamou o JJ, faz-me quase sentir uma espécie de Nossa Senhora de Fátima!
Lembro-me muito bem dos três manos Xavier referidos pela Isabel X (mas não havia ainda outro, mais novinho, o Tó Zé?), do Zé Carlos Faria (que era o ai-jesus da sua querida avó), da artista que tão bem me caricaturou, da Belão (que voltei a ver em circunstâncias difíceis para ambas), do Lamy «aluno exemplar» (como ele se autodefine) e do Ruca «reguila» (irmão da Mena?).
Mas lembro-me de muitos mais: havia molhadas de «Anas» (era um nome muito em voga na época, felizmente bem mais bonito do que a onda de «Tânias» e «Vanessas» que se seguiu…), várias «Luísas» (Pinheiro, Nascimento, Papoila, etc.). E havia também um Eurico (mas nenhuma Hermengarda…).
Se não me lembro de todos, desculpem! Só aí estive dois anos e, em quase quarenta de profissão, tive muitos, muitos, muitos alunos…
E, já que vim meter o nariz no blogue, vou procurar não faltar à convocatória do ZCF…
Vão ter surpresas, porque Cronos tem feito o seu trabalho… Mudei muito: mais volume, menos músculo, mais cintura, «que é dos meus óculos? sempre à procura», mas continuo «um tanto esgrouviada»... Quem torto nasce…
E, pela minha parte, também as vou ter porque na minha memória há meninos de 10 e 11 anos, outros na adolescência ou a saírem da dita, e sei que vou encontrar alguns «cotas», em que o tempo, pela lei natural das coisas, também fez os seus desgastes.
Foi bom este reencontro! Viva o JJ que o permitiu!
Um abraço grande e até breve,
Júlia Ferreira

P.S. Pensava assinar só Júlia, mas, verifiquei que há uma homónima (irmã da Filipa Ribeiro?), colaboradora assídua do blogue, que assina muitas vezes assim. Para não lhe roubar direitos adquiridos por antiguidade, passo a pôr também o nome de família…

Luísa Pinheiro disse...

Depois do desgosto que tive com o desaparecimento da nossa querida Dra. Noémia, fiquei muito feliz por saber da Dra.Júlia. Os outros que me perdoem, mas sem dúvida foi a minha professora favorita. A minha boa relação com os meus alunos deve-se muito ao exemplo e ao que senti como aluna com esta professora e também com a Dra. Noémia. Lembro-me que até estudei Português com mais vontade, só para lhe agradar.Ai que saudades!!!!!
Beijinho, querida Dra. Júlia!

Isabel X disse...

Ah Bom! Grande memória! Sim senhora...
Eu só perguntei porque me pareceu que a Dra. Júlia não se tinha apercebido de que era eu a autora do texto que acompanhava as caricaturas da São Caixinha. Não quis perder "direitos de autor" sobre a expressão "esgrouviada" que aqui tão desassombradamente assume, mostrando o seu peculiar sentido de humor.

Pois é como diz há mais manos: o Tozé, um ano mais novo do que eu e há ainda dois outros "Xavieres", mais velhos, que a Dra. Júlia não conheceu. Somos seis ao todo: "à meia dúzia era mais barato", a crer no adágio popular.

Sabe? ainda hoje me "fartei" de falar de si com o Filipe Rêgo, meu colega de escola (continuamos assim, veja lá, passados tantos anos: colegas de escola!). Dizia ele de quanto a Dra. Júlia foi importante para ele. Para nós todos, afinal. Beijinhos, muitos.
- Isabel Xavier -

Anónimo disse...

‘Noémia & Júlia’, um filme que hoje revejo com dolorosa ternura. Nele, o tempo é de Vietnam, Bob Dylan e Portugal amargurado.

Com o Padre Francisco ao comando, o Colégio ganhou uma espiritualidade nova, rescende a flower-power . A autenticidade derruba a máscara séria do uniforme dos professores e já rimos, livres! ‘All you need is love, brother.’

Os novos ventos que sopram, explica-os o João Serra algures neste blogue. Ventos da nossa história. Brisa suave e firme, a Noémia… O vendaval é a Júlia, que entra de rompante e varre a quietude morna das convenções. Segura, simples e ‘moura de trabalho’ a vejo. E a revejo anos depois. Pois que voltei a ver Noémia & Júlia de passagem e soube que as duas eram tradutoras nos “Cadernos D. Quixote”, que ali tenho. ‘Quando vires o nome X, já sabes que somos nós’ . Mas eu esqueci o nome, era feminino, ficou um mistério… o raio do nome X. Será que se lembra a Júlia?

Querida Júlia! Welcome aboard!

Inês

ana lucia disse...

Dr. Julia,
Que grande surpresa.
Ja ha algum tempo atras tinha tentado saber algo sobre o seu "paradeiro" por isso estou contente por poder saber noticias suas. Nao se vai lembrar de mim, quase ninguem se lembra, mas eu sou a Ana Lucia, uma entre as muitas Anas. Sempre a achei "diferente", uma difrenca que me deve ter sido muito especial pois um dia tive a coragem de levar a minha camara fotografica para a aula e tirei-lhe umas fotos as escondidas. Essas fotos, penso ainda as ter, se as encontrar repartirei consigo.
Um grande beijinho e benvinda ao Blogger.
Ana Lucia