ALMOÇO / CONVÍVIO

ALMOÇO / CONVÍVIO

Os futuros almoços/encontros realizar-se-ão no primeiro Sábado do mês de Outubro . Esta decisão permitirá a todos conhecerem a data com o máximo de antecedência . .
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PADRE ANTÓNIO EMÍLIO - São e Isabel Caixinha




Se entenderes publicar, podes acompanhar com a fotografia que enviei anteriormente, é a única que tenho. Foi boa ideia interromper a programação do blog. Bjs. São Caixinha


Foi com muita tristeza que recebi a notícia do falecimento do Sr. Padre António Emílio! Foi ele que encorajou e acompanhou com carinho a nossa mudança para as Caldas da Rainha e para o ERO, e foi também o meu afectuoso padrinho de baptismo. Dele guardo gratas recordações.

Apresento desta forma os meus pêsames á família e amigos. Infelizmente não vou poder estar presente nas cerimónias fúnebres deste Domingo de Páscoa, mas aqui de longe faço-me presente, acendo velinhas, queimo incenso e rezo por ele as orações que ele me ensinou a rezar. Também em nome da Isabel, termino com um poema de Fernando Pessoa (Poesias Inéditas):

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Quero, terei
Se não aqui,
Noutro lugar que inda não sei.
Nada perdi.
Tudo serei.





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Esta fotografia, já incluída na HISTÓRIA DO EXTERNATO RAMALHO ORTIGÃO foi enviada em 09-01-2008, acompanhada na altura pelo seguinte texto:

.....mas o que entretanto também me lembro desses tempos, e muito mais agradável, é de ter tido lições de catequese ao sábado (enquanto os colegas jogavam á bola na mata, segundo parece) dadas ..... pelo o Sr. Padre António Emílio. É dele a fotografia que envio, com os meus pais e comigo. Foi tirada ainda em Lisboa, algum tempo antes da nossa mudança para as Caldas da Rainha e para o ERO que, como se depreende, foi proporcionada, e com carinho encorajada, pelo mesmo. Residíamos então nas dependências da Igreja de S.João de Deus onde o meu pai trabalhava (já empregado do Patriarcado portanto). O edificío do ERO teria ainda que ser construido ...... e nós acomodámo-nos temporáriamente naquela casa que ficava à esquerda na subida e que mais tarde viria a ser conhecida como "a casinha do Sr. Padre Renato".
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EM 26 DE MARÇO A IRMÃ, ISABEL, ACRESCENTOU:
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Olá João!
Que bom que fizeste este tributo ao Sr. Padre António Emilío. Através dele se deu a conhecer muito da pessoa que foi, muito da sua obra e o quão docemente marcou tanta gente! Embora fosse muito pequenina quando o Sr. Padre António Emilo foi director do ERO, lembro-me sobretudo que era uma pessoa muito alegre e amiga! Gostei muito de saber o que ele significou para cada um em particular e para as gerações que ele tão carinhosamente dirigiu. A São escreveu uma pequena homenagem em nosso nome, mas eu não queria deixar por dizer o quanto aprecio o teu tributo!
Bjs Isabel Caixinha

PADRE ANTÓNIO EMÍLIO - Amélia Teotónio


A Um Querido Amigo

Gostaria de poder voltar atrás e ouvir a sua voz naquele seu tom calmo e reconfortante... era o tempo em que....

Sempre que algum problema surgia e julgávamos impossível resolver....
Lá estava para ajudar...

Quando a nota não era a esperada....
Lá estava para incentivar.... a próxima será melhor...

Nalguma brincadeira...se um joelho se esfolava e a lágrima rebentava....
Lá estava para confortar...

Se a alma nos doía... era o primeiro a perceber..
E lá estava a tentar que o sorriso aflorasse de novo...

Mais tarde... quando a vida já corria por outras margens...de novo a ajuda... de novo o incentivo... de novo o conforto... e no seu rosto... sempre o mesmo sorriso.

Era o AMIGO

Obrigada PADRE ANTÓNIO

Amélia Teotónio


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A foto apresentada é da colecção da nossa colega Júlia Ribeiro, que não só a disponibilizou gentilmente, como enfrentou, e venceu, um terrível scanner para que ela estivesse aqui a tempo. Agradecemos todos.

PADRE ANTÓNIO EMÍLIO - Lena Arroz

Excursão, 1961/62 - Sé da Guarda - Lena Arroz, Lurdes Serrazina, Jorge Teixeira-


Padre António, meu querido Amigo.

Que miúdos de 10,11, 12, 13 ou 14 anos, tiveram a sorte de ter um amigo de 35-40 anos, que lhes organizava brincadeiras, jogos, passeios, campos de férias, aventuras, nos dias em que não havia actividades escolares?

Um torneio de jogo do mata, ou da barra do lenço, entre duas equipas uma de rapazes e outra de raparigas organizado pelo Padre António… Não havia nada de mais empolgante, de mais divertido, de mais estruturante para uns miúdos que não sabiam o que fazer quando saíam do colégio!

Era a obrigação dele, por ser nosso professor, por ser padre e director do colégio? Não. Não era a obrigação dele. Depois dele se ir embora ficaram lá outros que também eram padres, professores e um deles até era também director do colégio. Mas nunca mais houve nada que se assemelhasse. Podiam até de vez em quando organizar alguma coisa, mas era muito diferente. A coisa até podia correr bem, mas nenhum deles participava nela com a alegria e o interesse com que o Padre António o fazia.

Ele fazia-o porque gostava de nós, porque gostava de brincar connosco, porque também se divertia com isso. Ele era alegre, vibrava com a vitória da equipa que estava a ganhar e animava a que estava a perder. Ensinava-nos a sermos competitivos, mas amigos uns dos outros, muito amigos mesmo. Se faltasse um elemento numa das equipas, ele preenchia-o. Sabia jogar melhor que nós. Era uma sorte ficar na equipa dele.

Todas estas actividades extra escolares, vistas à distância de 40 e tal anos, permitem-me afirmar sem sombra de dúvida: - O Padre António era, então, o nosso ponto de encontro!

Até porque, pelo menos nós as raparigas, não tínhamos liberdade para sair de casa para passear sozinhas, nem íamos a café nenhum, nem nada, nada, nada. Se não fosse ele, tínhamos ficado em casa de certeza à espera que o tempo passasse a entretermo-nos como pudéssemos, mas nunca em actividades colectivas, de ar livre, tão enriquecedoras das nossas titubeantes personalidades.

Quando ele se foi embora, chorámos lágrimas de saudade. Não era uma saudade só dele próprio, era também uma saudade mais interesseira, da liberdade de brincar uns com os outros, com ele a “tomar conta” de nós.

À distância de 40 e tal anos, parece-me justo concluir que o Padre António era então a nossa liberdade!

Alguns e algumas de nós mantivemos depois contacto com ele. Eu fui uma delas. Nunca lhe perdi o rasto. Soube sempre onde ele estava. Durante anos a fio, telefonei-lhe no dia 17 de Novembro, que era o dia do seu aniversário e ele retribuía-me o gesto, telefonando-me anos a fio, no dia do meu. Ele também soube sempre dos solavancos da minha vida. E lá estava para me animar quando eu estava a perder ou para se alegrar comigo quando a coisa melhorava e começava a correr bem.

Se eu hoje sou uma mulher que não se deixa ficar na “poça”, ou “caída no chão”, nas ciladas que a vida prega, se me levanto e vou de novo à luta… Ah, eu acho que foi o Padre António que me ajudou!

Obrigada meu amigo Padre António!

Até sempre.
Beijinhos
Lena Arroz

Castelo do Bode 1961/62
em baixo: Eduarda Rosa, Emiliana, ? ;
em cima: Elvira, Ilda, Lena Arroz, Lurdes Serrazina, Efigénia

PADRE ANTÓNIO EMÍLIO - Inauguração da Igreja Nª Srª da Conceição


Inauguração da Igreja Nª Srª da Conceição. O Padre António Emílio é a primeira figura a meio da escada, com missal na mão.


In
BAPTISTA, Maria Isabel Xaxier - 50 Fotografias dos Anos Cinquenta - José Neto Pereira Caldas da Rainha, ed. do Património Histórico, Caldas da Rainha, 1993
O positivo e o negativo desta fotografia fazem parte do Arquivo Fotográfio do Património Histórico / Arquivo José Neto Pereira e esteve exposta na exposição com o nome do livro, na Capela de São Sebastião, Caldas da Rainha, 1993

FALECEU O PADRE ANTÓNIO EMÍLIO


Faleceu no Sábado, 22 de Março, o Padre António Emílio Martins de Figueiredo. Nascido a 17-11-1926 , foi ordenado a 29-06-1953. Estava doente há algum tempo, na Misericórdia das Caldas da Rainha, nunca tendo recuperado completamente de uma intervenção cirúrgica a que foi sujeito.

Director do Externato Ramalho Ortigão no período entre Julho de 1958 e Julho de 1963, acompanhou a passagem da propriedade do estabelecimento da Sociedade Para o Desenvolvimento Caldense para o Patriarcado e, posteriormente, a sua mudança para as instalações definitivas, na R. Diário de Notícias.

Decidimos suspender por alguns dias a normal publicação de artigos no Blog como manifestação de respeito e luto, permitindo que neste espaço todos os colegas possam manifestar por escrito o seu pesar por esta morte, mas também evocar o homem, o padre e o amigo.
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Recebemos já algumas fotos, que iremos publicar, aguardamos outras, bem como o vosso testemunho sobre o Padre António Emílio.