ALMOÇO / CONVÍVIO

ALMOÇO / CONVÍVIO

Os futuros almoços/encontros realizar-se-ão no primeiro Sábado do mês de Outubro . Esta decisão permitirá a todos conhecerem a data com o máximo de antecedência . .
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PROFESSORES A PARTIR DE 1958

Fotografia e texto de Júlia Ribeiro
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Isabel V P disse:
Fiquei muito satisfeita por ver a fotografia, que ainda não tinha legenda, pois lembro-me de toda a gente; o pior são os nomes.
Vejamos:
Sentadas, da esq. para a dta.:Graça Feu e Torres, Bia, Fátima Rosado, Mercês, Madalena Pimenta de Castro, Ana Maria (Nani) Barosa, Lena VP, Manela VP, Clara Teodósio, Ema Botelho, Carmo Franco da Silva, Olga, Melita, Manel Carreira Ramos, (não se vê) e Anabela (da Foz do Arelho , não me lembro do apedido)
Em pé, msma direcção: Lurdes Serrazina, Lurdes Guerra, São Pina, Ramira, Júlia, Edviges, Esperança Carvalheiro, Guida Cássio, D. Regina, Dra. Cristina, Laura, Fernanda Casimiro, Manela Carvalheiro, Nami, Tamé, Carmo Guerra e Conceição.
(NOTA:esta versão final da legenda teve a colaboração da Júlia e da Ana Nascimento)

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Há pessoas a que eu faço grandes maldades e que continuam a ser minhas amigas, é incrível e mostra que são bem melhores que eu...
A Júlia, por exemplo, de quem vou transcrever um email, assim, tal e qual como chegou. É um "rascunho" para ser completado e servir de base a uma listagem completa dos professores neste período, mas eu acho que está suficientemente interessante para aparecer.Vocês não lhe digam que eu publiquei isto!
Mas se alguém se descair (eu que saiba quem foi!) e ela vier a saber, a minha esperança é que fique "danada" um minuto, zangada dois minutos e depois esqueça, como sempre. E que dê uma ajuda na legendagem desta fotografia, que a Isabel VP já iniciou. JJ

PROFESSORES 1958/ 1965 (Júlia R)


Eis o prometido, sem stress.....
1 - os que não tenho a certeza vai com ? á frente
2 - os que não sei quando entraram ou saíram vai a data com ?

Dr Jaime Umbelino---1958 a 1960---prof de Francês. Português ?
Residia em Torres Vedras, ia e vinha todos os dias na automotora, era muito simpático e como prof penso que tb, pois eu andava no 1º e 2º anos. A Ana Nascimento acho que sabe algo mais dele....

Dr.Fontinha----entrada? Saiu em 1960---prof de Português

Engº Cabral-----entrada? Saiu em 1960---prof de Desenho, apenas sei que trabalhava na Seol.

Mestre Mateus---1958 ? a 1960---prof Trabalhos Manuais

D. Dora---- 1958/59 até ao fim--- deu no meu 1º ano Lavores Femininos. Toda a gente se lembra da Dorinha!!!!!

(nestes 2 anos não me consigo lembrar quem era o prof de Ciências---deve ser porque tive 5 valores no 1º ponto e devo ter ficado com trauma!!!!!!!!!!!foram os malditos eclipses....)

Drª Maria do Rosário Leal-----1960 a 1963----Ciêncis Naturais----saiu do colégio e veio para Lisboa para um Lab de investigação---está bem, encontrei-a há pouco tempo, mas não sei mais nada.

Drª Armanda Carrilho---1960 a 1963----Português---aqui chateia a Ana Nascimento porque ela já conseguio contactar com ela

Drª Cremilde Palma---1961 a1963—tens muita informação....

Dr André Dias Gonçalves ---meio do ano lectivo 1959/60 a1963---também tens muita informação

Drª Maria Alda Silva Lopes----1961 a 1963--idem idem aspas aspas

Madame Irene Albuquerque---entrada?----saiu em 1962----prof Inglês e Francês---veio para a Faculdade de Letras de Lisboa leccionar

Papi---julgo que só esteve no colégio no ano de 1962/63---prof Inglês

Padre Luis Moita—1961/62—só um ano e deu História. Foi ordenado quando estava no Colégio.

Padre Afonso--1962 /63 também só 1 ano no colégio—leccionou História

Dr Nunes----Durante algum tempo no ano lectivo 1963/64—também tens informações

Dr António José Figueiredo Lopes--1963 a 1972 -- Deu Desenho Geométrico´e Matemática, foi um dos professores mais queridos de toda a geração de 60.
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Drª Cristina Marques---1964 a ??, tu sabes melhor que eu-Ciências Naturais e Geografia.

Dr Rocha----1963 /64 –só um ano e deu Filosofia e Organização Politica—era um muito pequenino....

Drª Deolinda----1964 até ????----Filosofia (não esqueças que tens a foto )

Dr Jaime Serafim-----Julgo que em 1964 (ou ainda 63? tens maneira de confirmar?) até ??

Dr Sanches---1964 até ?----Organização Politica mas não sei até quando.

D.Rosa—Educação Fisica—pede informações ao Zé Carlos Faria.

D. Anita----Inicio ? fim? A D.Anita e o Dr Azevedo foram 2 prof que ” fizeram parte do mobiliário” , 2 pessoas que marcaram muito o Colégio.

Não me lembro de mais, mas no que poder ajudar, já sabes, podes contar comigo.

Júlia
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COMENTÁRIOS E SUBSTITUIÇÃO DOS ???
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Júlia disse:
Oh João,então não deste nenhuma achega? Alguns profs eu não sei quando sairam, mas tu sabes, pois ficaste lá mais uns anitos!!!!! Estava eu à espera que substituisses alguns pontos de interrogação, mas deu-te a preguiça com certeza, ou faltou a memória??? Estás á espera que os nossos colegas puxem pelos neurónios e apareçam,acho bem, pois ainda há por aí muita gente escondida atrás do ecrã....Apareçam !
Mas o João já me deu uma informação:o Dr. Azevedo entrou em 1948, lembra-se muito bem que não era careca e até do fato que trazia vestido. Que acham , eh,eh,eh, menino prodigio, ou antes EMBRIÂO (nem isso....).
Vá Joãozinho,não baralhes o pessoal e dá umas dicas porque, como eu referi, há 2 pessoas que nos será dificil saber datas: Dr.Azevedo e D. Anita, principalmente o inicio da sua excelente e prolongada estadia no ERO. Júlia R
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João Jales disse:
Em primeiro lugar é verdade que eu ando preguiçoso mas, com tanta gente a colaborar no Blog, posso dar-me a esse luxo.
Posso responder à Júlia dizendo que a D. Anita entrou quando o Colégio começou (Outubro de 1945) e ficou até ao final, acompanhando depois a sua posterior transformação na década de 70.
O Dr. Azevedo entrou em 1948 e ficou até 1968, julgo. É evidente que a minha recordação da sua chegada ao Colégio é muito ténue e a descrição que eu fiz à Júlia da sua chegada, bem mais cabeludo do que o conhecemos depois, é algo fantasiosa... Mas podem consultar as fotos do ERO na Miguel Bombarda dessa época (1945/1951), ele já lá está.
Os restantes ??? espero que outros colegas os esclareçam porque, conforme combinámos, esta série é escrita colectivamente.
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Amélia Teotónio disse:
Olá JJ,esta é para não dizeres...."então estás lá e não dizes nada"!!!!!
Gostei imenso de ver a fotografia e de rever as caras simpáticas das colegas e amigas. Recordo também a Dª Regina ( fez-me lembrar aquelas aulas especiais de religião e moral, em que utilizávamos os papelinhos para pôr questões metafisicas e outras... algumas, destas outras, bem atrevidas para a época), recordo igualmente com carinho a Esperança e a Drª Cristina, que infelizmente já não estão entre nós.
Mais, felicito as " boas cabeças" que contribuiram para a identificação quase completa da foto...Neste aspecto o meu contributo é zero, reconheço as já identificadas. Das ???.Lembro das caras, mas dos nomes... Estas "caritas larocas", são-me tão familiares... estão tão próximas...parece que foi ontem que a foto foi tirada!!!!! Faz-nos sentir imensas saudades daqueles tempos... despreocupados, mas solidários.Um abraço para todas as garotas e também para ti, JJ.
Melita Teotónio

PROFESSORES EM 63/64 e 64/65

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. Dr. Figueiredo Lopes, Prof. Bastos, Dra. Rita, Dr. Azevedo, Dra. Mª Palmira Azevedo e Castro (Papi), Drª Cristina Santos Marques, D. Anita Nascimento, Dr. Rocha, Dr. Horta, Pe. Albino e José Maria (da secretaria).


Olá João



Para não te queixares da minha falta de participação, aí vai uma achega: a lista dos professores que integravam o corpo docente do ERO nos anos lectivos de 63/64 e 64/65 (ao que parece, eram os mesmos):

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Matemática........................Dr. Azevedo e Dr. Figueiredo Lopes
Físico-Química..................Dr. Jaime Serafim
Geografia..........................Dra. Cristina, Dr. Azevedo e Dr. Figueiredo Lopes
Desenho...........................Dr. Figueiredo Lopes
Ciências Naturais.............Dra. Cristina e Dr. Figueiredo Lopes
Desenho à vista................Arq. Loureiro
Português.........................Pe. Renato, Dra. Cândida e Dr. Luís Canas Ferreira
Francês............................Dra. Cândida e Mme Nicole Loureiro
Inglês................................Dr. Luís Canas Ferreira
Alemão..............................Dr. Luís Canas Ferreira
Latim.................................Pe. Renato
História.............................Dra. Deolinda e Pe. Albino (em substituição de Pe. Salvado)
Filosofia............................Pe. Fernando Maria de Carvalho e Dra. Deolinda
OPAN................................Dr. Sanches
Religião/Moral...................Pe. Xico, D. Regina, Pe. Fernando Maria
Canto Coral.......................Pe. Renato e Pe. Xico
Educação Física................Prof. Bastos e D. Rosa
Lavores..............................D. Anita e D. Dora
Trabalhos Manuais............D. Regina
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Instrução primária:

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1ª e 3ª classes...................Esperança Carvalheiro
2ª e 4ª classes...................Margarida

Isabel V P
Dr. Figueiredo Lopes, Prof. Bastos, Pe. Albino, Dra. Rita, Drª Cristina Santos Marques , D. Anita Nascimento, Dra. Maria Palmira Azevedo e Castro (Papi), Dr. Rocha, Dr. Azevedo, Pe. Xico, Dr. Horta e José Maria.


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COMENTÁRIOS E LEGENDAGEM DAS FOTOS
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João Jales disse:
Agradeço a contribuição mas verifico que alguns dos professores que estão nas fotografias não constam na lista. Apelo aqui aos bloguistas que a completem usando as fotografias e, obviamente, a memória.
A Isabel enviou também, já há algum tempo, um jornal do Colégio e algumas fotografias. Uma delas é uma das mais bonitas (e misteriosas) que tenho para publicar. Nada está esquecido e surgirá no devido tempo.
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Manuela Gama Vieira disse:
Esta varanda assusta-me! Tenho vertigens com as alturas!
Se a memória me deixar, colaborarei dizendo quem foram os meus professores nas diversas disciplinas, já as datas/anos...mais difícil!Por acaso alguém viu o P.e Renato naquela "engalanada" e colorida varanda?Manuela Gama Vieira
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Anónimo disse:
Legenda das fotografias:1ª: Dr. Figueiredo Lopes, Prof. Bastos, Dra. Rita, Dr. Azevedo, Dra. Mª Palmira Azevedo e Castro, ?, D. Anita Nascimento, ?, Dr. Horta, Pe. Alnino e José Maria (da secretaria).
2ª: Dr. Figueiredo Lopes, Prof. Bastos, Pe. Albino, Dra. Rita, ?, D. anita Nascimento, Dra. Maria Palmira Azevedo e Castro, ?, Dr. Azevedo, Pe. Xico, Dr. Horta e José Maria.
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jorge disse:
Os ??? da anterior identificação(porquê anónimo,porque não assina?)são a Cristina e o Rocha.Mas há mais em falta na lista,vou tentar completar.
jorge

Aniversário Ana Nascimento (26/11)

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Procura-se um Amigo
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Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimentos, basta ter coração. Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir. Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro, de sol, da lua, do canto, dos ventos e das canções da brisa. Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor.. Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo. Deve guardar segredo sem se sacrificar. Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão. Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é preciso que seja puro, nem que seja todo impuro, mas não deve ser vulgar. Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa. Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objectivo deve ser o de amigo. Deve sentir pena das pessoa tristes e compreender o imenso vazio dos solitários. Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer. Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova, quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações de infância. Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade. Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim. Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo. Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive.
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Vinicius de Moraes
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C O M E N T Á R I O S


Eu pensava que este blog era sério…que não recorria a falsidades ou invenções só para preencher espaço. E, interrompendo uma ausência de vários dias, abro-o e deparo-me com um enorme desaforo.AINDA NINGUÉM PERCEBEU QUE AS NOSSAS MIÚDAS DEIXARAM, HÁ MUITOS ANOS, DE COMEMORAR ANIVERSÁRIOS??? TÃO SÓ PORQUE OS ANOS NÃO PASSAM POR ELAS…ELAS É QUE VÃO PASSANDO, INCÓLUMES E LINDAS, PELOS ANOS….AINDA NÃO PERCEBERAM???...só pode ser por inveja, suponho.De qualquer modo, Ana, um beijinho grande e pela minha parte um grande pedido de desculpas por esta gaffe do “Joãozinho”.Pereira da Silva

Aqui vão os meus beijinhos e abraços de parabéns.Desculpa não o ter feito mais cedo mas estive ausente da cidade e do computador. Já agora aproveito para recordar a última festa dos teus anos em que estive presente, naquela noite fatídica das grandes cheias quando o Tejo transbordou e levou tudo na enxurrada.Por aqui a chuva foi forte e ainda deu algum trabalho aos bombeiros. Quanto a nós, o resto da festa foi feito à luz das velas, o que ainda deu algum jeito aos casalinhos de namorados que lá estavam.Guida R
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Ser saudada no dia de Aniversário, com este belo poema/música, até eu gostava de fazer anos!Ana, um abraço enorme de parabéns!
Manuela Gama Vieira
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Olá JoãozinhoAcabei de nascer há cinco minutos, vim espreitar o blog e eis senão quando recebi uma prenda tua…. E tããããão liiiiiiinda…… já deves calcular que estou chorando e rindo ao mesmo tempo… escolheste um texto do Vinicius que me toca muito (é escrito com o coração, exprime tão bem o que é um amigo…) e a canção é uma das minhas preferidas… acertaste em cheio cachopo.Bem e como eu adoro fazer anos se quiseres podes trocar o # = pelo 59, assim a informação fica completa … eheheheheh
Ana
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Olá Ana
Créditos à Anabela Miguel, a verdadeira promotora de tudo isto, incluindo a escolha do texto. Eu só descobri o vídeo em que ele aparecia acompanhado desta bela canção, cliquei aqui e ali, nada mais.Parabéns!
Joãozinho
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Estou verdadeiramente surpreendido. Julgava que só os pobres mortais faziam anos. Não sei mesmo se não estamos perante uma "partida" do Joãozinho.Muitos parabéns, Ana. Quando ouvires uns "parabéns a você" um tudo-nada desafinados são os meus.
JBSerra
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Ana, com um grande beijinho de Parabéns, desejo que tenhas um lindo dia de aniversário...
Anabela Miguel"
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parabéns a você ..." (ainda mais desafinado que o João Serra)...jorge
Olá Ana! Desejo que este dia marque o início de um ano em que todos os teus desejos se realizem!!Muitas felicidades e um dia bonito!Um abraço de saudades e um beijinho parabéns!
São Caixinha
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E antes que seja tarde demais , quero desejar um ano muito feliz á Querida Ana que faz hoje aninhos, e que tenha um dia de aniversário muito especial, como ela!Um beijinho com muitas saudadesIsabel Caixinha
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Parabéns ao belo cisne do ERO, apesar de mais nova lembro-me de a ver dançar.Bjnh
Ana Luisa
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Olá Ana“Mais vale tarde do que nunca”Só agora verifiquei que era o dia do teu aniversário e por isso muitos parabéns.Apesar de não poder desejar um dia feliz, pois já é tarde, faço votos de que o Jales continue a presentear-te durante muitos anos, com músicas tão belas como esta.Muitos beijinhos da Laurinha.
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Amigos, estive sem net uns dias e só hoje é que me foi possível entrar….Obrigada a todos que através do nosso blog estiveram comigo no meu dia de anos.Perdoem-me as meninas, mas não posso deixar de enviar um abraço especial ao Bonifácio e ao Jorge que tanto se aplicaram para me cantarem os parabéns a você… BRAVO… estiveram perfeitos, afinadíssimos …
Beijinhos daAna

O PADRE QUE TINHA SENTIDO DE HUMOR

por Ana Nascimento


Calada está a Mercês (não sabia a letra?). Cantam
Luisa Nascimento, Manela VP e Ana Nascimento.


Caros colegas:


Brilhantes…. é só que posso dizer de todas as vossas descrições de um homem tão bom que nada guardava para si….

Eu também lembro com carinho o “nosso” Padre Renato, quando entrei para o 1º ano, em 1960, foi ele o meu professor de desenho e de canto coral.

E por falar em desenho, recordo que, n
uma aula em que nos explicava a técnica de pintar a aguarela, não sei quem foi o “artista” que não conseguia abrir o tubo de guache (Carrilhinho ajuda-me, terá sido o Aníbal? ou o Jorge Garcia?..... Manel Gerardo, foste tu? ) e muito “inocentemente” foi ter com sr Padre e diz:
- Sr. Padre Renato não consigo abrir o guache …
- Oh menino, oh menino isto não custa nada, quer ver ? quer ver?
O padre Renato aperta o tubo…. aperta e nada…. tanto apertou que o selo salta e o guache saiu em jacto espirrando para tudo quanto era sítio… …
Ai rapazes … dá-lhe uma irritação tal…vira-se para nós e numa voz zangada diz:
- O menino viu o que fez??? Viu…. Viu ??? Seu bacôco…..
Julgam que o castigou? Não, pegou na régua, bateu com ela na secretária com toda a força, a régua partiu e o bom do Padre Renato foi continuando a descarregar a sua irritação pontapeando a dita cuja ao longo do estrado, até acertar no caixote do lixo que estava no canto oposto …

Nas aulas de canto coral as histórias que contava eram as do Tonecas e foi também nessas aulas que vi hipnotizar alguns colegas (um deitou a pasta para o chão convencido que ela estava a arder).

Nessa altura, há um episódio passado na ladeira em que ele convence um menino que um dos burros que estava perto do chafariz era uma rapariga muito linda….” Vai lá vai lá, dá-lhe um beijinho menino” … eu não presenciei a cena mas consta que o menino deu mesmo um beijo ao burro……

Celebração da missa no ERO
“In illo tempore, latim de Cícero” – frase muito usada pelo Padre Renato, como decerto se lembrarão as sua alunas, havia missa no intervalo grande, missa esta com pouca afluência pois o pessoal queria era brincar …
Na altura da consagração, há um movimento do Padre Renato que ficou registado na minha memória. Sem se virar para a assistência, ou melhor, de costas para a mesma (na altura a missa era celebrada assim), espreitando por baixo do ombro, rodava levemente a cabeça, ora para o lado direito, ora para o lado esquerdo e perguntava: - "Há alguém para comungar"?
Claro que ninguém se acusava… e a missa acabava mais cedo…..

Bem, a afluência também dependia do celebrante. Enquanto o Padre Xico tinha meia capela, os outros celebrantes tinham 4 gatos pingados ... mas isso não era culpa do Padre Renato, claro!


O Padre Renato tinha um humor muito próprio. Senão vejam:
O Padre Renato estava colocado como pároco no Olho Marinho, onde, normalmente havia pequenos grupos que o aguardavam no adro e só depois entravam para a igreja. Num desses dias, uma senhora ao vê-lo chegar comentou:- “Olhem já chegou o Padreca” …
O Padre Renato ouviu mas não teve qualquer reacção ….entrou e celebrou a missa no fim da qual se seguiram os cumprimentos aos paroquianos.
Quando a dita senhora se aproxima para o cumprimentar o Padre Renato estende-lhe a mão diz:-
”Como está, Senhoreca?
“Senhoreca sr. Padre ?
Sim…não foi a Sr.ª que me chamou Padreca ?????

Sr. Padre Renato, esteja onde estiver, aqui vai um OBRIGADA pelos valores que nos transmitiu, por todos os momentos de humor (e de algum medo também….). Enfim, por tudo quanto nos deu e nos ensinou, o meu abraço para si.

Ana Nascimento


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COMENTÁRIOS
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Júlia R disse:
Cada vez estou mais taumatizada......eu, que poderia estar aqui a fazer companhia a estas lindas meninas que estão tão bem!!!! Poderia fazer como a Mercês! Aliás era isso que me sucedia, esquecia-me da letra....
ANA: Parece que te fez bem a ameaça do Jales....retardaste mas apareceste, e muito bem !Gostei muito do teu testemunho do Padre Renato,aliás estou tão surpreendida com tantas estórias do P. Renato que tenho pena não o ter tido como professor.Eu não me recordava , mas perante tudo o se tem aqui revelado, quase tenho a certeza de que não.
Cada vez fico mais perplexa com tudo o que se tem revelado aqui e com tudo isto tiro uma conclusão :
O PADRE RENATO ERA UMA CAIXINHA RECHEADA DE SURPRESAS .....eu conhecia-o tão superficialmente !!!!!!!! Que pena!
Júlia R


Manuela GV disse:
Se as meninas cantavam a “vozes”, a altura de entrada da Mercês ainda não tinha chegado; recordo-a como uma boa e dedicada aluna., sabia a letra, com toda a certeza!
À medida que se vão abrindo estes preciosos baús de recordações…a minha memória vai despertando.
Senão vejam: lembro-me daquelas vossas toillettes; o tempo da moda dos vestidos de tricot, bem giros; claro que os manequins os valorizam, como se pode ver na imagem.
Ana, ri-me imenso com as tuas “anedotas” do P.e Renato! Aquela do Padreca e da Senhoreca...fez-me soltar uma sonora gargalhada, logo pela manhã.
Gostei muito de te ler, e muito gostaria de te ter visto ontem, naquela viagem cultural.
Manuela Gama Vieira
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Ana N disse:
Julinha não estejas traumatizada… embora cantasse o suficiente para não agredir os tímpanos do Padre Renato não fiz carreira….. não gravei nenhum disco… acho mesmo não encantei ninguém com esse meu atributo…..e neste momento só pio… eheheheheh
E é verdade quando dizes que a ameaça resultou …. tive que arrepiar caminho senão era banida …. E tu Manela foste bem perspicaz… O mistério da boca fechada da Mercês está decifrado… Cantávamos nós um Canon “To Portsmouth" e a ainda não tinha chegado a vez da Mercês entrar…
Pelas fatiotas e pelo tamanho do meu cabelo também vos digo que a dita foto foi tirada na festa de Natal de 1966, (deve existir um programa, será que alguém o tem ?????)
Também gostava de te ter visto mas não me foi possível, fica para a próxima … está prometido Beijinhos Ana
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João Jales disse:
Este é o último depoimento que recebemos aqui sobre o Padre Renato, passamos esta semana a outros professores.
O texto é típico da Ana, dentro do que ela nos habituou anteriormente (quando tem tempo...), entre as recordações e os sentimentos, sempre servido por uma boa memória.
Apesar da ausência da chacina de qualquer inocente, habitual nos anteriores textos da Ana, temos no final "o medo" (do Padre Renato?) e, ao longo do depoimento várias "vítimas": o guache, a régua, o "aluno bacoco" e o "menino que beijou o burro", mesmo excluindo a "senhoreca" , que só teve o que pediu...
Vai aparecendo, Aninhas, tenho aqui sempre uma página à tua espera. JJ

O PADRE QUE ENCANTAVA MORSAS

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Profissão de Fé, 1966
Esq»Dir: Rui Medina, Alberto R P, Óscar,
Padre X, António Rodriguez,Zé Carlos Faria.


Renato - o nome alude a um renascimento, como que nascido duas vezes, para o serviço de Deus e dos Homens.

Os seus dotes hipnóticos, em tempos de Santo Ofício, ter-lhe-iam valido, decerto, acusações de «bruxaria e feitiçaria». E recordo-me de, ainda muito pequeno, acompanhar a minha Mãe a uma visita de estudo ao Aquário Vasco da Gama. Padre Renato, mesmo sem capa de mágico, tão só o sempiterno e surrado fato de sacerdote, decidiu encantar a morsa (essa, the Walrus, a dos Beatles). O problema foi reanimá-la. O bicho em letargia, para crescente alvoroço dos funcionários, repuxava profundos suspiros a tresandar a carapau e nada, nadinha de nada. Por fim, discretamente, mas já em aflição, o nosso querido senhor dos sortilégios, para alívio geral, lá conseguiu corrente magnética suficiente para libertar a bela adormecida, levando-a a um gracioso mergulho, toda ela em refegos de gordura, nas águas do tanque.

Na pessoa do Padre Renato, travava-se um combate interior, tão humano afinal, entre Santo e Demónio. De fúrias ciclópicas eruptivas, estilhaçando com força de titã, livros de ponto, canetas, ponteiros, óculos, caído em tentação com pequenas fraquezas de doces ou um bom licor e, em paralelo, aguarelista sensível (que me ensinou a aproveitar o branco do papel para captar a luz), talentoso improvisador como organista, com sólidos conhecimentos de harmonia e contraponto e sábias utilizações dos registos do teclado e pedaleira, homem de pobreza Franciscana e votado ao culto dos desamparados, à chuva e ao vento na sua desconjuntada caranguejola Vespa, solidário/solitário, bom e digno, mesmo naquilo que alguns tomavam por facetas pícaras.
Vindo uma vez de S. Martinho com os meus Pais, deparámos, em Tornada, com um espectáculo insólito. Um funeral, na estrada a caminho do cemitério, avançava, a pé, em ritmo de marcha Olímpica. Os acompanhantes, de respiração acelerada e a arfar, tentavam não perder contacto com o féretro. A família do defunto, às corridinhas, esforçava-se por ir equilibrando uma panóplia de velas, coroas e ramos de flores. A carreta funerária deslizava veloz, como as diligências do Velho Oeste nas rotas das pradarias, puxada por dois sujeitos afadigados, de língua de fora e boné às três pancadas. Os sacristães com turíbulo e crucifixo,suavam as estopinhas. À frente, o Padre Renato, a quem não era simpática a proximidade com os mortos, em passo estugado, as vestes e paramentos religiosos em torvelinho, sprintava valentemente para resolver o quanto antes aquela ingrata missão.

Nas aulas de Latim, o grupo era jeitoso e assinalável - a Eca e a Paulinha Gouveia, excelentes alunas e meninas dos olhos do velho Mestre e, depois, os «excomungados», que nem por isso: Pedro «Jorze» «Semilha», Rui Ferreira da Silva, Vasquinho Baptista, Zé Manuel Simões (Simonal) e este escriba. Como é óbvio, éramos alvo de marcação apertada. Um dia, na primeira aula da manhã, fomos surpreendidos com uma frase no quadro: «Camaroeiro Real - A perdição da Juventude», alusão claríssima à predilecção pela sala de estudo comum. Ora o nosso Padre costumava lanchar o seu galão com bolo de arroz naquilo que era, à época, um modesto e honrado estabelecimento de bairro. A réplica deu-se na aula seguinte. No quadro, a giz, lia-se: «Café Avenida - O antro do Vício!». Pleno de «fair-play», o professor apagou a inscrição e começou a lição como se nada fosse.

E havia declinações, a Selecta Latina com os clássicos, e também algumas piadas didácticas sobre a língua morta como o/ «ludere me putas»/, que ao contrário do que se possa pensar, não tem rigorosamente nada a ver com divertimentos em casas de meninas, mas sim com o «julgas que estou a brincar» de Plínio.

E daí, em homenagem e lembrança ao Latim aprendido com o Padre Renato, recebam pois um abraço /«ex toto corde»/, ou seja, de todo o coração...


José Carlos Faria
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ERA IRRESÍSTIVEL SUGERIR ESTA MÚSICA PARA ACOMPANHAR A LEITURA DO TEXTO DO ZÉ CARLOS FARIA.COMO SE NO PADRE RENATO TAMBÉM HOUVESSE ALGO DE PSICADÉLICO...
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.COMENTÁRIOS
Manuela Gama Vieira disse:
BEM ESCRITO, CONTA UMA HISTÓRIA ENGRAÇADÍSSIMA.
OH JALES, VEJO QUE TAL COMO EU, TAMBÉM TUA MULHER SERIA UMA DAS "ALUMNA DILECTA MEA" DO SAUDOSO P.E RENATO.
CORRIA NOS FUNERAIS….TALVEZ COM RECEIO DAS SUAS QUALIDADES ESOTÉRICAS…NÃO FOSSE O DEFUNTO RESSUSCITAR!
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João Jales disse:
O Zé Carlos traz sempre uma nota de humor muito pessoal quando nos visita, embora menos vezes do que todos gostaríamos. E há um desenho especial na forma como escreve, como se houvesse um grafismo diferente nas suas palavras, mas quando confirmei vi que não, estão todas em ARIAL, como o resto do Blog...
Ri-me com gosto da morsa hipnotizada, do funeral contra-relógio e das trocas de acusações sobre os locais de perdição. Porque é que temos todos tantas estórias do Padre Renato?
O comentário da Manuela GV está à altura do texto! Os poderes esotéricos do Padre Renato poderiam efectivamente alterar os planos de um funeral? Nunca o saberemos.
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Isabel Xavier disse:
O Zé é um contador de histórias impagável, mas estas duas nunca lhe tinha ouvido. O Padre Renato era uma padre cheio de surpresas, tantas são as memórias que todos dele temos. Estas duas, da morsa e do funeral apressado, são inultrapassáveis, de facto.
Além dos factos, o Zé é um contador de imagens: um homem do teatro, é o que é! Nem me atrevo a pedir-lhe que continue. Digo-lhe só que faz muita falta neste blog. Para mais com a posição única de ter sido aluno e, simultaneamente, filho e neto de professoras do colégio. Vá lá Zé... faz-nos a vontade! - Isabel Xavier -
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Luis disse:
O Faria reconhece-se facilmente na fotografia porque é o único que tem os atacadores dos sapatos desapertados.
Vejo com satisfação que o Zé Carlos recorda estes tempos com um invejável humor e os descreve com uma prosa fluida.
Como diz o JJ, vê lá se apareces mais vezes! Luis
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Zé Carlos Faria disse:
Olá! A pessoa que falta identificar na foto é o Óscar. Por acaso lembro-me bem de quando esta fotografia foi tirada, já ao fim da tarde, no recreio feminino, junto ao Ginásio (e também já tinha reparado no pormenor dos atacadores desapertados; nunca primei muito pelo aprumo, o que é que se há-de fazer? De qualquer maneira, o pior de tudo são mesmo os laços... as figuras que a gente fazia, Santo Deus!).
O que estraga a recordação perfeita desse dia, foi a coincidência com a morte do meu Avô, da qual fui informado quando cheguei a casa para jantar...Abraço.ZCF
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Ana Nascimento disse:
Já muito foi dito sobre o Padre Renato, chorei a rir com a descrição do Zé Carlos sobre o funeral …e as imagens passaram à minha frente como se nesse momento o presenciasse …
Com o Bonifácio recordei outros, como o acalmar da asma da Ema e o tirar as dores de cabeça à minha irmã Luisa utilizando o mesmo método…. o nosso Padre Renato era um homem muito à frente do seu tempo… já utilizava o reiki , só que nessa altura isso era desconhecido para nós…