ALMOÇO / CONVÍVIO

ALMOÇO / CONVÍVIO

Os futuros almoços/encontros realizar-se-ão no primeiro Sábado do mês de Outubro . Esta decisão permitirá a todos conhecerem a data com o máximo de antecedência . .
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Dra Alda Lopes (Foto e Versos, 1963)









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No artigo anterior prometemos revelar um famoso telefonema... Foi assim:

Durante uma aula de Geografia, bateram à porta; era o Sr. Trovoada, o contínuo, que vinha chamá-la ao telefone para atender uma chamada urgente. A Manela Carvalheiro, a poetisa da turma, teve uma inspiração momentânea e fez uns versos:

Drª Maria Alda Lopes


Truz,Truz,faz o Trovoada
Oh,faça favor de entrar.
D. Alda venha apressada
Para ao telefone falar

Passa o tempo e cá na aula
A parodeira aumenta
Eis a Senhora na sala,
Já acabou a tormenta

Sentada no cadeirão
As franjas puxa e destorça
Quem seria o malandrão
Por quem tanto se esforça

Seria seu namorado?
Ouviu-se alguém alvitrar
Temos casamento marcado,
Trate de nos convidar.

(MANUELA CARVALHEIRO , 1963)




Nesta entrevista, foi-nos revelado o segredo (ao fim de tantos anos!!!). Realmente, o telefonema era urgente e preocupante: era a então futura cunhada a informá-la de que o namorado estava em plena operação ao apêndice, no Hospital da Estrela. Apesar da situação, a aula continuou como se nada de grave lhe tivesse sido comunicado. Quem foi a musa que segredou à Manela?



Nesta história só não há um final 100% feliz porque ninguém daquela turma foi convidado para o casamento…
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Júlia Ribeiro
Isabel V. P
Mélita Teotónio

Maria Alda Lopes respondeu:

Fizeram-me voltar à juventude enquanto vocês voltaram à adolescência!

Crescemos juntos, naqueles 2 anos do ERO, eu e vocês, os meus primeiros alunos, que eram alegres, simpáticos, bem educados e cumpridores (verdade!).

Esse anbiente devia-se também à orientação pedagógica e humana do Padre António Emídio sob cuja "batuta" eu percebi que podia, realmente, ser feliz naquela profissão. E sei do que falo porque tive, a seguir, variadíssimos termos de comparação.

Agradeço à Júlia, que me "achou" ao fim de tantos anos e às outras meninas que escreveram coisas, para mim, um pouco embaraçosas. E ao João Serra que sabe redigir em "íssima" e nas outras terminações todas.

Permitam-me estes reencontros tão saborosos e reconfortantes mas que me fizeram, até, reflectir sobre o significado da minha vida, numa fase em que eu pensava que já tinha reflectido tudo!

Obrigada a todos, aos que nomeei e aos outros todos - aos que foram meus alunos no ERO e a todos os que depois vieram, nos trinta e tal anos de trabalho que se seguiram. Foram eles que permitiram que eu me tornasse naquilo que sou, embora eu não saiba muito bem o que isso significa.

E a propósito ... vocês vão continuar a tratar-me, respeitosamente, por Dr.ª?

Maria Alda

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COMENTÁRIOS

JJ disse:
A fotografia de 1963 foi-nos enviada por uma antiga aluna da Drª Alda, que lha ofereceu nesse ano. Aguardo que seja ela a dizer em que circunstâncias.
A 2ª foto é de Julho de 2008, o casal quarenta e cinco anos depois. Quem perdeu o casamento, pode ser que vá à festa das bodas de ouro…

Manuela Gama Vieira disse...
Percebo agora os superlativos usados por um ex-aluno da Dr.ª Alda ao recordar a sua beleza. Que bonita, mesmo!
Reparei nas suas mãos, na fotografia do jantar, que paz e tranquilidade transmitem...Não admira, por isso, a calma com que se apresentou aos seus alunos depois de um telefonema que, afinal, não era do seu esforçado namorado.
Cabecinhas "traquinas", as das meninas...
Aproveito para saudar a Manuela, que mesmo loira...reconheci e a Isabel Vieira Pereira que está como há 40 anos atrás!
A todos, um abraço à ERO
!

Júlia Ribeiro disse:
Naquela tarde de Abril 2008,quando me desloquei ao Bombarral, para a dita" entrevista" à Dr.ª Alda, fui apresentada ao seu marido, Dr.Fernando Mouga. Quase, desde que me casei, ouço falar de tão ilustre médico do Bombarral mas não tinha tido ainda o prazer de o conhecer nem sequer sabia como seria o autor.... raptor.... responsável, do desaparecimento de uma grande professora tão amiga dos seus alunos. Pensei que o iria "trucidar" por tal "malvadez"!!!!!! NÂO, NUNCA, estou a brincar, pelo contrário, deparei-me com um cavalheiro extremamente simpático e com uma tal simplicidade que nesse mesmo dia começou a minha admiração por ele, que vai aumentando à medida que nos vamos reunindo nestes fabulosos encontros "surpresa" em que, como diz a São Cx, faço a festa, deito os foguetes , mas... ainda vou apanhar as canas!!!
Pegando na última quadra dos versos, e numa brilhante ideia do Jales, daqui a poucos anos teremos as bodas de ouro e terá que haver uma surpresa....deixo a dica!!!!
Peço desculpa ao Dr. Mouga por esta brincadeira que permita-me dizê-lo, é fruto do "à vontade" que provoca em mim.
Já agora, atrevo-me a perguntar aos colegas: Não fazem um belo par ?
Um beijinho
Júlia R

João Ramos Franco disse...
Continuo a ver com alegria o desfilar de Professores, que não foram os meus. Uma leve citação à Dra. Maria do Rosário Leal, de quem fui aluno e amigo (ainda de casa de seus Pais), fez-me ir ao passado e continuar a ler com atenção as palavras que dedicam aos Vossos Professores e agrada-me o valor que lhes dão.
João Ramos Franco

Guida Roberto Santos disse:
Olá João
Vocês são muito rápidos nestas coisas do blog e eu nem sempre venho aqui ao computador. Passam-se dias… Nem no blog da minha filha tenho entrado, mãe desnaturada. Só hoje me apercebi duma série de coisas e já nem encontro lá o link para por um comentário. Azar!
Mas podes sempre dizer tu, estás autorizado.
Já agora, Alda, até pareceria mal se eu tratasse uma companheira de piscina por Drª.
Um grande beijo
Guida Roberto Santos

JJ disse:
A excelente fotografia da Dr.ª Alda foi realmente enviada pela Guida Roberto, mas eu gostaria de saber em que circunstâncias lhe foi oferecida. Não há memória desse facto?

wicca disse...
A sério que gostaria de me lembrar em que circunstâncias a Alda me ofereceu essa fotografia religiosamente guardada no meu album. Tudo o que recordo, após todos estes anos, é que eu era boa aluna a a ciências e que gostava muito da professora que era muito jovem, bonita e meiga.Um grande abraço Guida


farofia disse...
Concordo com a Alda - desculpe faço parte do rol de ex-professores e conheci-a aqui no blog, muito prazer! - na abolição dos dr. que são fórmulas do passado bem-passado. Andar por aqui a passear numa boa fica 'complicado' com a formalidade de outrora. Então isto não é um blog de hoje?! Não ficámos conservados em formol que isto aqui não é museu arqueológico. OK?

Laura Morgado disse:
A Dra. Alda Lopes está linda na foto de 1963. Era assim a sua imagem na minha memória: bonita, simples e muito querida. Uma professora dedicada e sempre pronta para ajudar, o que a tornou inesquecível para os seus alunos.
Quando tive a sorte de ser convidada, pela Júlia, para aquele “Fim de Tarde em Óbidos” e reencontrei a Dra. Alda, fiquei feliz e perplexa! Feliz por poder estar com a minha professora querida e perplexa porque, passados tantos anos, encontrei uma pessoa com a mesma postura, serenidade e personalidade, tal como eu tinha conhecido há tantos anos.
Os meus colegas já disseram tudo o que poderia ser dito sobre a Dra. Alda Lopes.
A mim resta-me agradecer tudo o que me ensinou, incluindo ter sido com ela que aprendi a ler as linhas da palma da mão (não era bem a sina, mas era parecido…).
Dra. Alda para si um grande beijinho.
Laura

JJ disse:
Ler a palma das mãos? Mas, além de “enfeitiçar” os seus alunos, a Drª Alda lia a palma das mãos?

Laura Morgado respondeu:
A Alda Lopes um dia foi com as raparigas da minha turma para a mata, onde só podíamos ir acompanhadas de um professor.
Contou-nos coisas da Faculdade e ensinou-nos a distinguir e interpretar as linhas das mãos. Ensinou-nos quais eram as linhas da vida, da saúde, do amor, dos filhos e coisas afins…se morríamos cedo, se tínhamos muitos filhos, etc. Isto para uma jovem de 14 anos foi uma delícia!!!
Quando passados tantos anos estive com ela, este Verão, em casa da Júlia em Óbidos, falei-lhe nisso, mas ela diz que não se lembra. Mesmo sem ela se lembrar achei que devia escrever sobre o assunto no blog.
Isto e outras coisas que ela dizia marcaram-me, fiquei até admirada quando com a sua simplicidade me disse: “ah…não me lembro nada”.
Penso que já falei nisto à Júlia, que também não se lembra. Tudo me leva a concluir que fui a única a quem o assunto interessou.
Bjs
Laura

3 comentários:

Teresa disse...

Pede-me a minha mãe, Maria Alda Lopes Mouga, que coloque no blog o seguinte texto:

Fizeram-me voltar à juventude enquanto vocês voltaram à adolescência!
Crescemos juntos, naqueles 2 anos do ERO, eu e vocês, os meus primeiros alunos, que eram alegres, simpáticos, bem-educados e cumpridores (verdade!).
Esse ambiente devia-se também à orientação pedagógica e humana do Padre António Emílio sob cuja “batuta” eu percebi que podia, realmente, ser feliz naquela profissão. E sei do que falo porque tive, a seguir, variadíssimos termos de comparação.
Agradeço à Júlia, que me “achou” ao fim de tantos anos e às outras meninas que escreveram coisas, para mim, um pouco embaraçosas. E ao João Serra que sabe redigir em “íssima” nas outras terminações todas. Permitam-me estes reencontros tão saborosos e reconfortantes, mas que me fizeram, até, reflectir sobre o significado da minha vida, numa fase em que eu pensava que já tinha reflectido tudo!
Obrigada a todos, aos que nomeei e aos outros todos – aos que foram meus alunos no ERO e a todos os que depois vieram, nos trinta e tal anos de trabalho que se seguiram. Foram eles que permitiram que eu me tornasse naquilo que sou, embora não saiba muito bem o que isso significa.
E a propósito, vocês vão continuar a tratar-me, respeitosamente, por Dr.ª?
Maria Alda

wicca disse...

A sério que gostaria de me lembrar em que circunstâncias a Alda me ofereceu essa fotografia religiosamente guardada no meu album. Tudo o que recordo, após todos estes anos, é que eu era boa aluna a a ciências e que gostava muito da professora que era muito jovem, bonita e meiga.
Um grande abraço
Guida

farofia disse...

Concordo com a Alda - desculpe faço parte do rol de ex-professores e conheci-a aqui no blog, muito prazer! - na abolição dos dr. que são fórmulas do passado bem-passado.
Andar por aqui a passear numa boa fica 'complicado' com a formalidade de outrora. Então isto não é um blog de hoje?! Não ficámos conservados em formol que isto aqui não é museu arqueológico. OK?