ALMOÇO / CONVÍVIO

ALMOÇO / CONVÍVIO

Os futuros almoços/encontros realizar-se-ão no primeiro Sábado do mês de Outubro . Esta decisão permitirá a todos conhecerem a data com o máximo de antecedência . .
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UM AUSTIN 1100, UMA SANGRIA E UMA VIOLA

por João Jales
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É sempre inexplicável porque é que determinadas recordações nos aparecem como a revisão de um filme bem conhecido e outras, contemporâneas ou posteriores, são nebulosas, reduzidas a instantâneos de meia dúzia de momentos. Algumas dessas fotos são esbatidas, mas outras são nítidas e contrastadas como se tivessem sido impressas ontem.
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Vem isto a propósito do terceiro, e último, episódio que vivi e me propus aqui contar, relativo à utilização abusiva dos automóveis paternos por adolescentes sem carta (nem idade para a ter). Enquanto nos posts anteriores relatei dois filmes completos que tenho arquivados na memória, hoje vou tentar reconstruir um outro de que tenho apenas três fotos perfeitas: um Austin 1100, um balde de sangria e uma viola – o resto são algumas imagens difusas de pessoas e locais.





Deve ter começado na Cervejaria Camaroeiro, já que os intervenientes aí se reuniam diariamente nesse ano de 1970. Numa Sexta-Feira à noite, não longe das férias grandes (talvez Maio), o Flores e o Vítor Gil comunicaram que tinham sido convidados para cantar numa festa do primo de uma amiga da namorada do Zequinha Pereira da Silva – ou seria a namorada do primo de uma amiga do Zequinha? Para o caso não interessa, o que interessa é que a festa era numa vivenda perto de Salir do Porto e embora ninguém (excepto o tal primo … ou a amiga … ou a namorada…) conhecesse os donos da casa, estes, ao contratarem uma “banda”, ou um duo neste caso, esperavam certamente que ela se fizesse acompanhar de pessoal auxiliar para carregar o material, tratar da logística do espectáculo, garantir a segurança, enfim assegurar que as “estrelas” só se preocupavam com a música. Tudo isto perfazia oito pessoas, exactamente o número dos presentes.

O pior problema era o transporte, já que a festa era Sábado à noite e os amigos encartados, habitualmente “cravados” para o efeito, tinham já outros programas; por outro lado envolver os pais iria certamente antecipar desnecessariamente a hora do regresso, como era fácil prever…

Estar dependente de boleias num sítio desconhecido é sempre arriscado. Uns meses antes o nosso colega Rogério Teotónio tinha-nos convidado para um bailarico em Sta. Catarina, onde vivia, e nós tínhamos convencido o Neco (o João Paneiro) a ir lá levar-nos. Um mal entendido com uma questão de técnica de dança, envolvendo a colocação da mão do Tó Zé Hipólito, durante um slow mais sentido, numa zona aparentemente interdita pelos costumes locais, gerou um tarantantan de que nos livrámos com alguma dificuldade. Não querendo discutir a que distância do corpo deve estar a mão esquerda do dançarino quando nela repousa graciosamente a mão direita do seu par, tivemos que abandonar, com pouco aprumo e muita pressa, a casa onde se realizava o baile. Tendo o Neco entretanto regressado às Caldas, só duas horas depois do incidente ele nos foi buscar. E duas horas podem ser muito tempo!

Interessava pois garantir um transporte que regressasse quando quiséssemos. Julgo que foi o próprio Flores que se lembrou do tal Austin 1100 que estaria inutilmente parado no Sábado à noite ali na Capitão Filipe de Sousa, logo a seguir ao cruzamento da Garagem Caldas. Ora se os proprietários (e seus pais), o Sr. Antunes dos Santos e a esposa, não necessitavam dele naquele horário, porque não…


Dito e feito, um pouco depois do jantar de Sábado o automóvel foi empurrado durante uns metros até à esquina seguinte e aí acomodou sete ou oito entusiasmados adolescentes. O Flores era o indiscutido condutor e conseguiu levar-nos, sem problemas, até à morada que lhe tinham fornecido, onde já tocava um gira-discos na garagem. Abundavam os comes e os bebes, assavam-se febras e havia uma enorme taça de sangria que o dono da casa ia enchendo com uns garrafões de tinto, uma gasosa e umas frutas que tinha ao lado. O problema é que havia muitos garrafões, pouca gasosa e quase nenhuma fruta – e rapidamente a sangria ficou reduzida a tinto puro com uns quadrados de maçã a boiar….


Ninguém tinha estranhado a numerosa comitiva dos “artistas” que, na altura do bolo e das velas, acompanharam o coro com mestria e eficácia. Cantaram mais duas ou três músicas e vieram obviamente retemperar forças com sangria. A festa continuou animada, mas a falta de hábito de beber vinho provocou numerosas baixas entre o nosso grupo, mormente o proprietário e condutor do automóvel que saiu da sala já não em duo, como actuara, mas em trio, com um amigo a ampará-lo de cada lado. Todos os presentes lamentaram não ouvir o resto do reportório (provavelmente inexistente) e vieram despedir-se ruidosamente de nós. Outro condutor foi nomeado, as violas voltaram para o porta-bagagens e regressámos a casa.


A viagem foi demorada, com muitas paragens para alívios vários - e não era fácil voltar a arrumar oito pessoas num carro daqueles após cada uma delas... Mas Deus é grande e protege os inconscientes: lá conseguimos parar à entrada das Caldas, deixar sair (ou cair) os mais etilizados e reunir o melhor dos nossos efectivos para levar o Flores e o carro a casa. Estacionado o Austin, havia vários problemas para resolver: pôr o dono na cama e devolver as chaves, tentando não acordar os pais, e arrumar a viola, que não podia ficar no carro já que o Sr. Antunes dos Santos desconfiaria se a visse lá na manhã seguinte. Mas juntar uma viola e um bêbado faz um barulho infernal e um idiota qualquer (que até posso ter sido eu) decidiu que, enquanto os dois restantes levavam o Flores para a cama, eu levaria a viola para casa e devolvê-la-ia no dia seguinte. Um plano perfeito, até ao momento em que cheguei a casa e verifiquei que o problema só tinha sido adiado: continuava a haver um adolescente etilizado e uma viola para arrumar em casa, só que era em minha casa!


Às três da manhã qualquer pequeno toque com aquele instrumento musical numa porta ou parede faz um barulho atroador (experimentem e verão). Claro que a presença da viola só serviu para acordar todo o prédio e, sabendo que nunca toquei uma nota de música na vida, transmitir à minha mãe a ideia de que, para aparecer com tal objecto, estava certamente num estado lastimável! Nunca a convenci do contrário e a senhora contou durante anos, e ainda hoje a minha irmã conta, a estória do dia em que eu estava tão mal, tão mal, que até trouxe uma viola para casa…
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João Jales

C O M E N T Á R I O S

Belão disse...
Mais um capítulo fabuloso de uma adolescência divertida, magistralmente relatado pelo João. De facto, estes meninos rabinos eram terríveis, não só pelas alhadas em que se metiam, mas também e sobretudo, pela arte que revelavam a surripiar os carros aos papás.
Que estórias divertidas terão os adolescentes de hoje para contar amanhã? Tê-las-ão certamente, mas em nada comparáveis, dado que as facilidades com que são presenteados tornam tudo tão banal, que eu tenho dúvidas que se cheguem a divertir com algo.
Dois beijos. Um para o João e outro para o seu imenso talento, aqui tão bem expresso.
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J.L. Reboleira Alexandre disse...
Parafraseando um dos meus ex-colegas da Bordalo que dizia aqui, há uns tempos, afinal hoje como ontem uns divertem-se mais que os outros. E eu aqui farei parte do grupo «dos outros».
O JJ delicia-nos com mais uma das suas inúmeras aventuras, mas nota-se uma certa nebulosidade relativamente aos locais e às pessoas. Essa vivenda ali para os lados de Salir, é muito vago...
Quanto ao bólide usado, o belo Austin 1100, de linhas puras, era um dos meus veículos «fétiche». Seria devido ao facto de uma das minhas mais belas conterrâneas da aldeia (não é Graciete ?) ter tido um muito cedo, exactamente da côr do da foto ?
Eu continuava nessa altura a andar, e durante alguns anos ainda, com a minha barulhenta motorisada Casal de 50 cc que tinha o mau hábito de emanar uns muito desagradáveis vapores, resultantes da mistura gasolina/diesel, muito modestamente equipada, mas que, quando atingia os 50Kms/h me fazia sentir, qual Giacomo Agostini, o grande campeão da nossa geração!
Abraço
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António J H disse.
Só um pequeno apontamento em relação à fuga precipitada do "forró" em Sta. Catarina. A leve descrição feita pelo JJ corresponde a verdade, só que estava tudo a correr lindamente até que o Miguel BM, que deslizava na sala junto a mim, repara na actividade da dita mão e desata a gargalhada chamando a atenção de todos. Ora, apanhado de surpresa, não reagi com a imprescindível rapidez na recolocação da extremidade do meu braço esquerdo. Fui apanhado em flagrante deleite! Se o MBM tivesse sido mais discreto....
Por curiosidade e manifestamente demonstrativo que o mundo é muito pequeno, passados 34 anos o meu filho mais novo namorou com a irmã caçula do meu par.
Definitivamente as memórias surgem em catadupa, mas para não me alongar, quando surgir algum relato das actividades copofónicas da época, recordarei a frase do Flores: "o melhor gin que já bebi".
AH

Maria Do Rosário Pimentel disse (no Facebook):
Mais uma interessante e divertidíssima narrativa...do J.J. Parabéns!!!

Ana Braga disse...
Afinal, “as imagens difusas” referidas no início do post, vão adquirindo nitidez à medida que JJ desenrola a meada do “Austin da sangria e da viola”, e eis que surge mais uma estória em jeito de filme, onde as cenas aparecem à nossa frente, bem vivas, numa sucessão de peripécias irrepetíveis - porque só naquela idade se podiam viver tais coisas - relatadas com o humor e o ritmo habituais nos seus textos.

Nos recônditos da nossa memória, afinal, há sempre mais um tesouro guardado – e acho que isso acontece com todos nós. É por isso que, às vezes, dou por mim a pensar que o melhor filme da minha vida, se calhar, é “o filme da minha vida”, passando-se talvez o mesmo com as outras pessoas. Será?
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Luisa disse...
Estas histórias do J.J.diga ele o que disser, são sempre meticulosas e cheias de pormenores deliciosos como se ele as tivesse escrito dias depois de elas acontecerem!Já são 3 ou 4 nesta série,todas divertidas e com finais felizes- (embora talvez mais para nós que lemos do que para quem as viveu?).

As raparigas infelizmente não participavam nestas excursões.L
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Julinha disse...
Estou farta de rir ...! Um primo de uma amiga da namorada do Zequinha ...... namorada do primo de uma amiga do Zequinha !

Trocadilhos e mais trocadilhos,copos e mais copos, entrada e saída de oito meninos num Austin 1100 num estado...sabe-se lá como! Enfim oito criaturas a fazer diabruras, e quantas outras não teria havido, mas que os participantes estariam de tal maneira que não mais as vislumbraram nas suas mentes!!!

Mais uma estória relatada pelo João,o nosso amigo JJ, que me deliciou, não só pela estória em si,mas também pela maneira como a descreve. Embora já estejamos habituados,o facto, é que imagino-o com a "pena" a deslizar pelo papel(teclado),dum modo tão subtil que quase remontamos a essa época. Uma época que jamais se repete......e, sem entrar no saudosismo, imagino o que os autores se divertirão ao recordar todas essa aventuras, porque a mim divertiu-me à "grande e à......francesa".

Obrigada João por mais umas gargalhadas que fui "forçada" a dar...e que me souberam tão bem.

Bjs Júlia R

Ana Almeidasantos disse (no Facebook):

Isto é de mais... eu ainda não consegui parar de rir...

Obrigada JJ estava mesmo a precisar disto. :")))))))))

Nautilus disse...
Meu querido amigo

A vivacidade e a graça com que escreves dá mais cor às histórias.Parece que foi ontem e no entanto... esta é das que estão apagadas na minha memória mas vivemos tantas outras que dariam para um bom livro (evidentemente com personagens ficcionais...).

Ainda há pouco tempo, num jantar em casa da Guida Marques as aventuras explosivas (stritu sensu) das práticas de química, culinárias do café dos professores, canórico-anedóticas das aulas do Pe Renato e industriais (sabão Inácio) foram lembradas e invejei a memória da Guida (o que a Europa faz pelas pessoas!) para pormenores de que já não me lembrava .

Obrigado pela evocação (nem sei se nesta estava lá) e um abraço grande. Vitor


Libania disse...
Adoro as tuas histórias e a maneira de contá-las.O teu humor faz- me sempre rir.

You are quite a writer. :) Libania

Luis disse...
A festa foi em SALIR DE MATOS e não Salir do Porto.Um dia ainda conto como é que eu sei.

Fico admirado é como é que o JJ se lembra de alguma coisa,mas a chegada com a viola a casa é verdade e a família dele relata realmente essa desastrosa noite.

Grande post,grande blogue!L

Miguel BM disse...
Apenas me lembro que a festa referida neste post foi efectivamente em Salir de Matos e não em Salir do Porto.

Quanto ao percurso da mão do TZHipólito no bailarico em Sta Catarina, não posso acrescentar nada pois não me recordo de tal evento. MBM

Manuela Gama Vieira disse.

Há uns dias disse ao Jales que estas histórias me ficam na “retina” e se me lembro delas, até me rio sozinha…

“Ao menino e ao borracho põe Deus a mão por baixo”, diz o aforismo. As vossas divertidas mas, convenhamos, arriscadas surtidas, à revelia dos Pais, nunca acabaram “mal”, felizmente. Que mão vos conduzia, não sei...o que interessa é que vos acompanhava!

Em comum há sempre um carro desviado, um bailarico, umas miúdas às vezes belgas, francesas (e ainda na Europa havia fronteiras…) e um grupo de adolescentes incon(s)cientes - assim auto denominado pelo narrador - que conduzem sem carta, “subtraem” as chaves do carro aos Pais, à Avó…verifico, contudo, que em todas há uma componente muito autêntica! A camaradagem, a cumplicidade e o espírito de entre ajuda entre todos, na medida do “estado” de cada um, atentas as circunstâncias etílicas…e outras, como ter de fugir à pressa de uma aldeia enfurecida com as “modernices” dos meninos vindos da cidade.

Há quanto tempo não ouvia falar de sangria ou de cup. Umas bebidas muito agradáveis e bem apaladadas, se bem confeccionadas. A que vos calhou, era um bocado feita a martelo….Este “espírito de corpo” mantém-se, a avaliar pelos comentários. Um não tem a certeza se lá estava, outro não viu mão nenhuma em lado nenhum (devo dizer que aquela da mão esquerda e da mão direita me obrigou a pensar, não estava a ver bem o filme…de quem era a mão esquerda, de quem era a direita…).

Penso que estas aventuras (e… desventuras, Jales, lá calhava a tua Mãe acordar) foram os elos que construíram as correntes de amizade que não se quebraram e vos mantêm unidos até aos dias de hoje.

Quanto aos teus dotes literários já nem digo nada, um quente e amigo aplauso!Obrigada, Jales.

MManuela

Laura Morgado disse (no Facebook):
Mais uma vez....Parabéns, João.És um bom contador de estórias.Adoro ler o que escreves. A tua escrita transmite alegria e isso é fantástico.

17 comentários:

Belão disse...

Mais um capítulo fabuloso de uma adolescência divertida, magistralmente relatado pelo João. De facto, estes meninos rabinos eram terríveis, não só pelas alhadas em que se metiam, mas também e sobretudo, pela arte que revelavam a surripiar os carros aos papás.
Que estórias divertidas terão os adolescentes de hoje para contar amanhã? Tê-las-ão certamente, mas em nada comparáveis, dado que as facilidades com que são presenteados tornam tudo tão banal, que eu tenho dúvidas que se cheguem a divertir com algo.
Dois beijos. Um para o João e outro para o seu imenso talento, aqui tão bem expresso.

J.L. Reboleira Alexandre disse...

Parafraseando um dos meus ex-colegas da Bordalo que dizia aqui, há uns tempos, afinal hoje como ontem uns divertem-se mais que os outros. E eu aqui farei parte do grupo «dos outros».

O JJ delicia-nos com mais uma das suas inúmeras aventuras, mas nota-se uma certa nebulosidade relativamente aos locais e às pessoas. Essa vivenda ali para os lados de Salir, é muito vago...

Quanto ao bólide usado, o belo Austin 1100, de linhas puras, era um dos meus veículos «fétiche». Seria devido ao facto de uma das minhas mais belas conterrâneas da aldeia (não é Graciete ?) ter tido um muito cedo, exactamente da côr do da foto ?

Eu continuava nessa altura a andar, e durante alguns anos ainda, com a minha barulhenta motorisada Casal de 50 cc que tinha o mau hábito de emanar uns muito desagradáveis vapores, resultantes da mistura gasolina/diesel, muito modestamente equipada, mas que, quando atingia os 50Kms/h me fazia sentir, qual Giacomo Agostini, o grande campeão da nossa geração!

Abraço

Anónimo disse...

Só um pequeno apontamento em relação à fuga precipitada do "forró" em Sta. Catarina. A leve descrição feita pelo JJ corresponde a verdade, só que estava tudo a correr lindamente até que o Miguel BM, que deslizava na sala junto a mim, repara na actividade da dita mão e desata a gargalhada chamando a atenção de todos. Ora, apanhado de surpresa, não reagi com a imprescindível rapidez na recolocação da extremidade do meu braço esquerdo. Fui apanhado em flagrante deleite! Se o MBM tivesse sido mais discreto....
Por curiosidade e manifestamente demonstrativo que o mundo é muito pequeno, passados 34 anos o meu filho mais novo namorou com a irmã caçula do meu par.
Definitivamente as memórias surgem em catadupa, mas para não me alongar, quando surgir algum relato das actividades copofónicas da época, recordarei a frase do Flores: "o melhor gin que já bebi".
AH

Isabel Esse disse...

Mais uma divertida história dos passeios automóveis nocturnos.O cantor em duo e em trio,os oito garotos a entrar e a sair do carro e o JJ a bater com a viola às tantas da manhã pelas escadas do prédio-é impossível não rir com gosto ao imaginar estas cenas tão bem contadas!Tem razão a belão,está aqui um verdadeiro talento.BeijoIS

Anónimo disse...

Mais uma interessante e divertidíssima narrativa...do J.J.
Parabéns!!!

Maria Do Rosário Pimentel(Facebook)

Ana Braga disse...

Afinal, “as imagens difusas” referidas no início do post, vão adquirindo nitidez à medida que JJ desenrola a meada do “Austin da sangria e da viola”, e eis que surge mais uma estória em jeito de filme, onde as cenas aparecem à nossa frente, bem vivas, numa sucessão de peripécias irrepetíveis - porque só naquela idade se podiam viver tais coisas -, relatadas com o humor e o ritmo habituais nos seus textos.
Nos recônditos da nossa memória, afinal, há sempre mais um tesouro guardado – e acho que isso acontece com todos nós. É por isso que, às vezes, dou por mim a pensar que o melhor filme da minha vida, se calhar, é “o filme da minha vida”, passando-se talvez o mesmo com as outras pessoas. Será?

Anónimo disse...

Estas histórias do J.J.diga ele o que disser, são sempre meticulosas e cheias de pormenores deliciosos como se ele as tivesse escrito dias depois de elas acontecerem!
Já são 3 ou 4 nesta série,todas divertidas e com finais felizes- (embora talvez mais para nós que lemos do que para quem as viveu?).As raparigas infelizmente não participavam nestas excursões.L

Anónimo disse...

Estou farta de rir ...! Um primo de uma amiga da namorada do Zequinha ...... namorada do primo de uma amiga do Zequinha ! Trocadilhos e mais trocadilhos,copos e mais copos, entrada e saída de oito meninos num Austin 1100 num estado...sabe-se lá como!

Enfim oito criaturas a fazer diabruras, e quantas outras não teria havido, mas que os participantes estariam de tal maneira que não mais as vislumbraram nas suas mentes!!!

Mais uma estória relatada pelo João,o nosso amigo JJ, que me deliciou, não só pela estória em si,mas também pela maneira como a descreve. Embora já estejamos habituados,o facto, é que imagino-o com a "pena" a deslizar pelo papel(teclado),dum modo tão subtil que quase remontamos a essa época. Uma época que jamais se repete......e, sem entrar no saudosismo, imagino o que os autores se divertirão ao recordar todas essa aventuras, porque a mim divertiu-me à "grande e à......francesa".

Obrigada João por mais umas gargalhadas que fui "forçada" a dar...e que me souberam tão bem.
Bjs
Júlia R

Anónimo disse...

Isto é de mais... eu ainda nao consegui parar de rir...

Obrigada JJ esatva mesmo a precisar disto.:")))))))))

Ana Almeidasantos (Facebook)

Nautilus disse...

Meu querido amigo
A vivacidade e a graça com que escreves dá mais cor às histórias.Parece que foi ontem e no entanto... esta é das que estão apagadas na minha memória mas vivemos tantas outras que dariam para um bom livro (evidentemente com personagens ficcionais...). Ainda há pouco tempo, num jantar em casa da Guida Marques as aventuras explosivas (stritu sensu) das práticas de química, culinárias do café dos professores, canórico-anedóticas das aulas do Pe Renato e industriais (sabão Inácio) foram lembradas e invejei a memória da Guida (o que a Europa faz pelas pessoas!) para pormenores de que já não me lembrava . Obrigado pela evocação (nem sei se nesta estava lá) e um abraço grande. Vitor

Anónimo disse...

Adoro as tuas historias e a maneira de conta-las.
O teu humor faz- me sempre rir. You are quite
a writer. :)
Libania

jorge disse...

muito divertido,se não aconteceu podia ter acontecido!ou devia ter acontecido?
concordo com os outros,tens muito humor nas tuas histórias.j

Anónimo disse...

A festa foi em SALIR DE MATOS e não Salir do Porto.Um dia ainda conto como é que eu sei.
Fico admirado é como é que o JJ se lembra de alguma coisa,mas a chegada com a viola a casa é verdade e a família dele relata realmente essa desastrosa noite.
Grande post,grande blogue!L

Anónimo disse...

Apenas me lembro que a festa referida neste post foi efectivamente em Salir de Matos e não em Salir do Porto.

Quanto ao percurso da mão do TZHipólito no bailarico em Sta Catarina, não posso acrescentar nada pois não me recordo rigorosamente de nada.

MBM

Anónimo disse...

Há uns dias disse ao Jales que estas histórias me ficam na “retina” e, se me lembro delas, até me rio sozinha…

“Ao menino e ao borracho põe Deus a mão por baixo”, diz o aforismo. As vossas divertidas mas, convenhamos, arriscadas surtidas, à revelia dos Pais, nunca acabaram “mal”, felizmente. Que mão vos conduzia, não sei...o que interessa é que vos acompanhava!

Em comum há sempre um carro desviado, um bailarico, umas miúdas às vezes belgas, francesas (e ainda na Europa havia fronteiras…) e um grupo de adolescentes incon(s)cientes - assim auto denominado pelo narrador - que conduzem sem carta, “subtraem” as chaves do carro aos Pais, à Avó…verifico, contudo, que em todas há uma componente muito autêntica! A camaradagem, a cumplicidade e o espírito de entre ajuda entre todos, na medida do “estado” de cada um, atentas as circunstâncias etílicas…e outras, como ter de fugir à pressa de uma aldeia enfurecida com as “modernices” dos meninos vindos da cidade.
Há quanto tempo não ouvia falar de sangria ou de cup. Umas bebidas muito agradáveis e bem apaladadas, se bem confeccionadas. A que vos calhou, era um bocado feita a martelo….

Este “espírito de corpo” mantém-se, a avaliar pelos comentários. Um não tem a certeza se lá estava, outro não viu mão nenhuma em lado nenhum (devo dizer que aquela da mão esquerda e da mão direita me obrigou a pensar, não estava a ver bem o filme…de quem era a mão esquerda, de quem era a direita…).
Penso que estas aventuras (e… desventuras, Jales, lá calhava a tua Mãe acordar) foram os elos que construíram as correntes de amizade que não se quebraram e vos mantêm unidos até aos dias de hoje.

Quanto aos teus dotes literários já nem digo nada, um quente e amigo aplauso!

Obrigada, Jales.

Anónimo disse...

Mais uma vez....Parabéns João.
És um bom contador de estórias.
Adoro ler o que escreves. A tua escrita transmite alegria e isso é fantástico.
Laura Morgado

Anónimo disse...

Mais uma vez....Parabéns João.
És um bom contador de estórias.
Adoro ler o que escreves. A tua escrita transmite alegria e isso é fantástico.
Laura Morgado