ALMOÇO / CONVÍVIO

ALMOÇO / CONVÍVIO

Os futuros almoços/encontros realizar-se-ão no primeiro Sábado do mês de Outubro . Esta decisão permitirá a todos conhecerem a data com o máximo de antecedência . .
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C O M E N T Á R I O S
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Miguel Bento Monteiro disse:
Efectivamente estive naquele baile no Eurosol, mas fui no carro de um tipo muito mais velho que nós, casado com uma senhora de Óbidos e que costumava frequentar as Caldas e os inevitáveis bailes do Casino. Quanto a nomes já não me recordo, mas recordo bem o carro, um antiquíssimo 2Cv, cujos bancos de trás eram em lona e individuais, ou seja, o suporte dos dois bancos era formado por varões de aço, duríssimo, ou que o diga o meu rabo, pois a viagem de regresso foi feita precisamente em cima do espaço entre os bancos ( em cima dos ferros, portanto ) pois também o Citroen vinha sobrelotado. Curiosamente não me lembro com quem fui para Leiria, mas não foi neste carro.
Qto ao baile eu conhecia lá um borracho, de uma anterior ida a um chá dançante, chamado Rita, loura e muito interessante. Curiosamente vinha estudar para Lisboa nesse ano, mas disse que estava acompanhada e que eu zarpasse a alta velocidade. O 1111 estava realmente incompleto (fiquei a saber hoje porquê) mas o TZBrito deu um verdadeiro show de bola. Por coincidência conheço muito bem o irmão (via ténis) e os nossos filhos chegaram a jogar na mesma equipa nas camadas jovens. Mais tarde vi a banda completa num dos bailes de finalista que fui a Abrantes e realmente o Cid enchia o palco e a música que o 1111 tocava não tinha nada a ver com a dos seus discos. Tive um LP, um best of do 1111 e cuja faixa mais recente datava de 71. E era um excelente álbum.
Para terminar sabias que 1111 representava os últimos 4 algarismos do nº de telefone do Michel, o baterista? Costumo vê-lo tocar pois pertence a um grupo de rock oldies em que toca um amigo meu. Só tocam músicas cuja data é anterior a 31/12/1970, às 23.59, como ele próprio diz. E que o Michel é o Miguel, tratado daquela maneira pois é filho de uma belga.Abraços M
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Tó Zé Hipólito disse:
O PDI é tramado! Pois não me lembro de nada dessa ida a Leiria. No entanto relembro bem o ano que lá passei.
Foi um choque para mim viver nessa cidade (só no tamanho) pois habituado à vida das Caldas em que, a qualquer hora do dia ou da noite, se encontrava gente na rua ou nos cafés, deparar-me com uma "aldeia grande" que encerrava toda a vida às sete e meia da tarde, era dose. Era exasperante dar uma volta pelas ruas e não ver ninguém, excepto um ou outro solitário de meia-idade em algum dos poucos cafés que fechavam por volta da 22 H.
Apesar do cinema ter sido inaugurado nesse ano, só aos fins-de-semana tinha algum movimento, onde se verificava o formalismo já referido pelo JJ, em que as pessoas iam vestidas como se fossem para a ópera.
O que me valeu foi ter como colegas de turma alguns tipos porreiros, como o Rui e o Paulo Padinha (irmãos mais velhos da futura Doce) que conseguiram nas aulas, pôr o professor de português (uma personagem sisuda tipo padre Albino) a aprender a dançar rock ao som de Winchester Cathedral.

Mantive a actividade "matraquilheira" e jogava ténis no horroroso campo de alcatrão, mas só mais dois ou três carolas como eu o praticavam.
Aos fins de semana era "bem" ir para S. Pedro de Moel, mas era um ambiente muito queque para o meu gosto.
Ate à próxima.
AH
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João B Serra disse:
Não sei o que mais me agrada nesta Anna Karenina 2, se a impressiva comparação, vista pelos olhos de um observador perspicaz e culto, entre as duas cidades, se a cuidada narrativa dos encontros e desencontros amorosos dos dois jovens. A comparação é rica em elementos de análise e permite equacionar melhor esta questão que permanece em aberto: estando todos os indicadores de vida urbana a favor das Caldas até aos anos 60, por que motivo esta se atrasou tanto a partir daí, em relação a Leiria? Por outro lado, a bela história do romance falhado entre João e Teresa, não só retoma as lições da boa literatura, como ilustra, com os meios de expressão adequados, esta verdade de sempre: os rapazes andam em torno das raparigas mas não entendem nada delas. Claro que as amam, à sua maneira, as seduzem talvez, mas, para usar uma expressão de António Lobo Antunes (Visão, 31 de Julho) não descobrem como nelas se acendem as luzes e convencem-se de que têm os fios desligados.
Parabéns João. Gostei imenso desta história (e pode estar certo que eu separo a justa admiração da amizade).
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Laura Morgado disse:
O Jales habituou-nos às suas estórias, tão bem escritas que aparentam ser reais..
Espero que a inspiração não acabe, pois este episódio da Anna Karenina é uma delícia.
Verifica-se que a paixão pela menina era pouca e a amizade não era nenhuma. Então porque insistia? Para alimentar o seu ego, e divertir-se, o que era próprio de um rapaz da sua idade.
A coincidência do seu encontro com a Teresa, na última noite em que estiveram juntos, deve ter-lhe ensinado muita coisa e isso ele não contou.
Penso que a grande alegria que ela fingiu ter, nessa célebre noite, não foi mais do que uma vingança de todo o tempo perdido com ele.
O João só deve ter percebido que foi enganado por ela naquela noite, quando recebeu a fatídica carta, explicando a razão pela qual ela esteve disponível para ele.
Lastimo, deve ter sido uma grande dor para um jovem, mas foi merecida.
Laura Morgado
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Isabel Xavier disse:
Ah, esta Leiria provinciana e pacata que o Jales tão bem descreve! Aqui não há polémica possível: nos anos sessenta e setenta, Caldas batia Leiria aos pontos. Faz lembrar as descrições queirozianas, mas com amores menos trágicos, apesar de tudo, do que os do Crime do Padre Amaro.
O Jales tem essa capacidade rara de, além de nos "mostrar" um lugar e o que nele viveu, transmitir a atmosfera e o modo como a sentiu. Continua, que nós gostamos de ler, tu de escrever, isto é, temos público e romancista!
Quanto às inesperadas mudanças na Teresa, apenas uma hipótese: será que o namorado que ela encontrou entretanto, em vez de lhe falar de Dostoievski, a despertou de algum outro modo?- Isabel Xavier -
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Júlia Ribeiro disse:
Primeiro quero dar os parabéns ao João pelo excelente artigo e agradecer-lhe esta viagem.....que vou fazer até Leiria!
Será que me cruzei alguma vez com a Teresa? Se calhar ainda andámos de baloiço juntas ou no escorrega ou nos cavalinhos do carrossel...
Conheci Leiria quando criancinha porque os meus padrinhos residiram lá sempre, e do que me lembro nessa altura é do parque infantil e da casa deles que tinha espaço para brincar. Mais tarde, aos 10 anos, fui lá fazer o exame de admissão ao Liceu para entrar no ERO (com a D. Clarisse, minha professora em Óbidos) e depois fazer o exame do 2º ano. Lembro-me que, quando a minha turma estava a fazer esse exame, estava o Dr. Serafim a fazer o 7º.
Inicialmente íamos fazer exames no Liceu, só mais tarde começaram a ser no Colégio. Alguém sabe quando é que os exames passaram a ser nas Caldas? Talvez 1961, no novo edifício, porque em 1963 já lá fiz o 5º ano.
Quanto ás turmas, as minhas foram sempre mistas, com excepção do meu 5º ano. Só há pouco soube a razão: foi-me dito pela Drª Maria Alda Lopes que essa separação,no tempo do Padre António Emílio, visava obter um melhor aproveitamento dos alunos, com turmas mais pequenas. O que viria a dar resultado, pois as notas do colégio das Caldas eram uma referência no Liceu de Leiria.
Comecei a usar óculos aos 8 anos, o meu 1º oftalmologista foi em Leiria e durante alguns anos, mas não foi o teu Pai.....era uma senhora.
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Ana Carvalho disse:
Parabens João, mais uma vez divertiste-me imenso. Perdeu-se um escritor, um belo escritor, mas ainda vais a tempo de escrever um livro. Vá lá, pensa nisso, eu organizo a sessão de autógrafos no CCC.
Leiria era exactamente como tu a descreves, nem precisei de fechar os olhos para rever todos aqueles sitios e as pessoas. Sabes, eu quando fui para lá tambem vinha das Caldas, nunca me consegui habituar aquela gente nem aquela terra. Bjs.Espero mais capitulos. PP
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vitor b disse:
Tenho família em Leiria e ia lá passar alguns fins de semana e férias,uns anos antes disto.O cinema foi inaugurado pouco antes de eu ter ido para Coimbra estudar,antes só havia um barracão.O ambiente descrito é verdadeiro,Leiria era tristonha e parada quando comparada com as Caldas.
Os romances são o que são e o fim de um pode ser o início de outro(como parece ser sempre o caso do Jales...)O tal tumultuoso romance caldense será o tema da 3ª parte?
Está aqui um escritor que nos prende do princípio ao fim,muito bem doseadas as descrições com a narração.Não percebo nada disso,mas sei quando gosto de ler.
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Manuela Gama Vieira disse:
É curiosa a particularidade de os liceus não terem turmas mistas, ao contrário do "colégio de padres". Quando fui para as Caldas, ida do Liceu de Faro, assim era.
Quão belo o teu conto, e quão bela terá sido aquela noite! Pelo menos, "sente-se"... ao teu correr da pena.
Eis senão quando, no fim, foi instintivo o que pensei: "ora toma lá que já almoçaste!"
Vais desculpar-me....a culpa é toda do tal...SOFTWARE!!!!
.........................(horas depois)...........................
Estamos de acordo, se concordarem...que o vosso (masculino) HARDWARE....está muito aquém do nosso (feminino) software!!!!
Passo a explicar:Ora se "não descobrem como EM NÓS (não,nelas!) se acendem as luzes e convencem-se (POBRES COITADOS) de que os fios estão desligados (Não queriam mais nada???)...
Sou uma apaixonada pela obra de Lobo Antunes, leio com imenso interesse os EXCELENTES artigos de JBSerra e aprecio os teus notáveis dons para a escrita, EM SUMA, não quero ser desagradável, mas talvez não me tenha feito compreender quando referi o software....
O charme discreto das TIC!Um abraço grande! Manuela G V
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Luísa disse:
Temos que ver que em Leiria o ambiente era mais atrasado mas parecia haver mais dinheiro.E estavam lá a Igreja(o Bispo)o Governo Civil (com tudo o que este arrastava em relação a finanças, tribunal, etc)e o Liceu.Talvez não tenha havido dinamismo suficiente nas Caldas,mas Leiria tinha muitas vantagens.
O João e a Teresa vivem uma história de amor lembrando realmente mais as da Emily(preferida do autor) que as da Charlotte Bronte, porque,mais uma vez,termina em desencontro…. talvez o João Serra e o Lobo Antunes tenham razão….
Já me esquecia:ADOREI!!!
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jorge disse...
estou de acordo com o Serra e contigo sobre o mistério indecifrável que as mulheres são. mas olha que tenho a ideia que quanto mais envelheço pior as percebo,a minha juventude não foi a minha época mais obscura!a estória é magnífica,nem falo nisso,estamos tão mal habituados que já nem elogiamos!
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Isabel Knaff disse:
Ohh...este fim...
Que pena que tu e a Teresa não estiveram em sincronia desde o princípio.
Mas é claro, nestas idades dois adolescentes desenvolvem-se e modificam-se tanto, que não haveria software possível que te valesse!!!
E depois de uma quinta feira de Páscoa, geralmente tristes, também não ficarias mais optimista. ..
Desencontros...é o que é...quem os não teve ! Até se sente 'no ar' uma certa nostalgia!
Gostei de ler a comparação das duas cidades, e embora não tivesse conhecido Leiria dessa altura, foi como se lá tivesse estado.
Mais uma vez títulos de livros que eu tanto apreciei, e também a música do José Cid que vem soltar memórias bem giras e tão desse tempo.
Felizmente que encontraste entretanto o software necessário e todos os up dates que tanta falta te fizeram naquela altura....Uffff ...
Gostei imenso desta estória!
Beijinhos
Isabel Caixinha
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João Ramos Franco disse:
Após todos os comentários que li, e com os quais concordo, resta-me pouco assunto para comentar, mas parece-me que aquele sobre o qual eu vou escrever umas palavras ainda nenhum dos colegas falou.
Tu disseste “Era incapaz de sentir grandes emoções perante aqueles belos olhos negros e de apreciar, ainda menos elogiar, naquela idade, a ternura, a rara cumplicidade intelectual e a doçura de carácter da Teresa; eram difíceis para mim os elogios a aspectos que não a beleza física, os únicos que tinha aprendido como fazer nos livros e nos filmes”.
É uma realidade que, na juventude, só vemos a beleza física, erramos quando não vemos o aspecto intelectual e cultural, e às vezes, esquecemo-nos de que na vida suporte, amor e amizade são indispensáveis e um elo inseparável.
João Ramos Franco
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Anónimo disse:
Este Anna Karenina é mais escuro que o anterior,será do ambiente de Leiria?Mas concordo com o tal crítico,este episódio é mais coeso,lê-se de um fôlego.Muito bem escrito,por nos mostrar os cenários e estados de alma.
Essa questão do que os homens não sabem sobre as mulheres dava por si só um blogue.Muito grande!!!E com muitas perguntas e poucas respostas,seguramente…Para colaborar nesse,eu não sou voluntário.Luis
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Sao Caixinha disse:
Foi uma agradável surpresa quando esta manhã me deparei com a segunda parte da Anna Karenina! Outra estória tua de grande qualidade!
Gostei muito das descrições da cidade e suspeitava realmente que Leiria fosse como descreves apesar de eu só ter estado de passagem...tenho sempre muita admiração por pessoas que se dedicam com tanta dedicação á leitura (eu que só leio livros de cozinha!!) ...o fim... muito próprio de se ser adolescente e um fim feliz na minha opinião... já que como a atracção não conseguiu ser simultânea, cada um ficou livre para novas e mais favoráveis oportunidades! Os meus parabéns!!
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FáFá G Vieira disse:
Relativamente à comparação entre Leiria e as Caldas concordo. A nossa cidade era mais aberta e mais alegre, desde a Praça ao Parque .
Tive pena que tivessem "destruído" o Teatro Pinheiro Chagas onde pela 1ªvez ouvi uma orquestra tocar ao vivo,a "Orquestra da Emissora Nacional",dirigida pelo Maestro José Atlalaya. Que belo diálogo entre nós e o Maestro,a plateia era jovem e até cantámos,a 9ªSinfonia de Bethoven é admirável.
Ainda hoje te digo que a nossa cidade era mais jovem, pelas suas características permitia um convívio mais saudável e mais próximo, até com as pessoas mais velhas. Leiria era uma cidade mais fechada.
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PEQUENA NOTA À QUESTÃO DO ENSINO MISTO (João Serra)
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Peço licença para uma pequena nota, sobre um tema que não é essencial à narrativa (e sobre cujo conteúdo já me pronunciei).Trata-se da questão do ensino misto. Em 1962/1963, ano em que frequentei o antigo 5º ano, havia duas turmas no Externato R. O.: uma masculina e outra feminina. Não posso afirmar que fosse esse o critério sempre utilizado no colégo para dividir turmas, mas, neste caso o critério usado foi, como agora se diz, o do género.
Em suma, não estou certo de que o ambiente no Ero fosse mais favorável à chamada co-educação do que nos liceus, designadamente no liceu de Leiria. O que sucedia é que, no caso do ERO, excepto nos anos de exame, só havia alunos para formar uma turma e, nesse caso, a legislação autorizava a coeducação.
Também não penso que Leiria fosse diferente do panorama nacional. Fui professor de liceu entre 1970 e 1978, em Castelo Branco e Lisboa, e posso testemunhar que a coeducação era evitada sempre que possível. O Liceu Padre António Vieira, na zona de Alvalade, onde leccionei seis daqueles oito anos,só depois do 25 de Abril admitiu raparigas, sendo anteriormente uma escola apenas aberta à matrícula de rapazes. E Lisboa não era propriamente Leiria...
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João Jales disse:
Quando referi no texto a questão das turmas mistas, falei da minha experiência pessoal no ERO. Tanto na Instrução Primária como depois nos sete anos de Ensino Liceal que lá passei estive sempre incluído em turmas mistas, em anos de exame ou não. Além dessa turma de 5º Ano em 1962/63 de que o João fala, houve mais turmas unisexo?
A Júlia refere que também só no 5º ano a sua turma foi separada, de resto teve sempre turmas mistas. Essas turmas de 5º foram efectivamente uma excepção, já que os alunos mais novos estiveram sempre em turmas mistas (5º ano incluído).
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farofia disse...
oh! destino cruel, oh! coração estilhaçado! no, not again!
E não é que me deixei levar por estes amores doce-amargo, como se fora história a sério, o eterno retorno das Aventuras de Tom Sawyer e Huckleberry Finn, versão 1969 !!!De tantas e tantas pérolas incrustadas nesta jóia preciosa retenho que «os rapazes não têm software para compreender as modificações das mulheres, as suas transformações ao longo de um ano (nem de um dia...) ou para prever o que as leva às lágrimas ou à inexplicável alegria»...
acrescento que nem as próprias mulheres trazem esse software incorporado, como se sabe.

4 comentários:

jorge disse...

estou de acordo com o Serra e contigo sobre o mistério indecifrável que as mulheres são. mas olha que tenho a ideia que quanto mais envelheço pior as percebo,a minha juventude não foi a minha época mais obscura!
a estória é magnífica,nem falo nisso,estamos tão mal habituados que já nem elogiamos!

Anónimo disse...

Este Anna Karenina é mais escuro que o anterior,será do ambiente de Leiria?Mas concordo com o tal crítico,este episódio é mais coeso,lê-se de um fôlego.Muito bem escrito,por nos mostrar os cenários e estados de alma.
Essa questão do que os homens não sabem sobre as mulheres dava por si só um blogue.Muito grande!!!E com muitas perguntas e poucas respostas,seguramente…Para colaborar nesse,eu não sou voluntário.Luis

vitor b disse...

Tenho família em Leiria e ia lá passar alguns fins de semana e férias,uns anos antes disto.O cinema foi inaugurado pouco antes de eu ter ido para Coimbra estudar,antes só havia um barracão.O ambiente descrito é verdadeiro,Leiria era tristonha e parada quando comparada com as Caldas.
Os romances são o que são e o fim de um pode ser o início de outro(como parece ser sempre o caso do Jales...)O tal tumultuoso romance caldense será o tema da 3ª parte?
Está aqui um escritor que nos prende do princípio ao fim,muito bem doseadas as descrições com a narração.Não percebo nada disso,mas sei quando gosto de ler.

Anónimo disse...

O PDI é tramado! Pois não me lembro de nada dessa ida a Leiria. No entanto relembro bem o ano que lá passei.
Foi um choque para mim viver nessa cidade (só no tamanho) pois habituado à vida das Caldas em que, a qualquer hora do dia ou da noite, se encontrava gente na rua ou nos cafés, deparar-me com uma "aldeia grande" que encerrava toda a vida às sete e meia da tarde, era dose. Era exasperante dar uma volta pelas ruas e não ver ninguém, excepto um ou outro solitário de meia-idade em algum dos poucos cafés que fechavam por volta da 22 H.
Apesar do cinema ter sido inaugurado nesse ano, só aos fins-de-semana tinha algum movimento, onde se verificava o formalismo já referido pelo JJ, em que as pessoas iam vestidas como se fossem para a ópera.
O que me valeu foi ter como colegas de turma alguns tipos porreiros, como o Rui e o Paulo Padinha (irmãos mais velhos da futura Doce) que conseguiram nas aulas, pôr o professor de português (uma personagem sisuda tipo padre Albino) a aprender a dançar rock ao som de Winchester Cathedral.
Mantinha a actividade "matraquilheira" e jogava-se ténis no horroroso campo de alcatrão, mas isto só dois ou três carolas como eu o praticavam.
Aos fins de semana era bem ir para S. Pedro de Moel, mas era um ambiente muito queque para o meu gosto.
Ate à próxima.
A Hipólito