ALMOÇO / CONVÍVIO

ALMOÇO / CONVÍVIO

Os futuros almoços/encontros realizar-se-ão no primeiro Sábado do mês de Outubro . Esta decisão permitirá a todos conhecerem a data com o máximo de antecedência . .
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FOTOGRAFIAS (1955 / 1957)

Cliquem sobre as fotos para as verem em formato grande.
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Foram-me enviadas recentemente duas fotografias. A primeira, acima, documenta a inauguração da Casa do Povo de Salir de Matos em 1955 e nela podemos ver o Padre António Emílio e o Presidente da Câmara da altura, Dr. Fernando Pais d'Almeida e Silva. As três meninas com as flores são a Isabel Mendoça, a Zezinha Pais d'Almeida e Silva e a Maria Clara Frias.

Abaixo reproduzo uma fotografia de alunos do Externato Ramalho Ortigão em 1957. O objectivo é legendar esta imagem, identificando todas as pessoas. Espero a vossa colaboração, especialmente da geração que estudou no prédio do Crespo e que não tem tido muita intervenção, com raras e honrosas excepções, neste Blog.

Tentei colocar a imagem com a melhor qualidade possível, de forma a facilitar a tarefa, mas se quiserem vão ao álbum ANOS 50 e façam download da imagem para o vosso computador.
Resta-me agradecer à nossa colega Clara Frias, que cedeu as fotos.

JJ
Acrescentando todas as sugestões e pistas às suas recordações pessoais a Clara forneceu uma identificação completa dos fotografados:
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A 1ª da esquerda é a Milena Francês,a 2ª a Elizabete,a 3ªa Zézinha Pais de Almeida e Silva,a seguir o Nani Moreira(fiho dos professores da Foz),depois a MilúAlier,o Manuel Vazão e a Maria Clara, o Zé Valente,o José Alvares Pereira e a Isabel Mendoça(e não Mendonça),o Eduardo Arroja,a Fernanda Alier, o Roberto Ornelas,a Isabelinha Videira e, em cima,o Henrique Graça e o Zé Mendoça.
Assim, parece que o pessoal está todo identificado.
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COMENTÁRIOS
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Júlia Ribeiro disse:
Que fotos giras! A Isabel Mendoça e a Clara, que ainda conheci quando entrei para o Colégio.....Tão bonitas que estão! Já nos encontrámos em almoços, nomeadamente no último e adorei voltar a reencontrá-las. Consegui também localizar o Padre António Emilio,mas a Isabel e a Clara só porque estão identificadas. Na 2ª foto ,na fila de baixo, a 2ª a contar da dtªé a Isabel Mendonça e a 3ª parece-me a Clara Frias. Será? Não consigo identificar mais ninguém, eu era demasiado nova nessa altura!!!!
Um Grande Beijinho para as 2 Meninas. Júlia R
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Jorge disse:
deviam perguntar ao menino da primeira fila quem são os outros! ele é o Roberto Ornelas (aquelas orelhas não o deixam passar despercebido em lado nenhum) e deve conhecer todos, ou quase todos, os outros! abraços (um especial para o Robertinho) . jorge
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Deolinda Monteiro disse:
Sim, esta era a minha turma desde o 1º ano do Ciclo Preparatário. Entrei ainda na então "Rua do Jardim", que era onde eu morava na altura. Mas não sei o ano em que esta foi tirada.
Não estou fotografada mas reconheço bem as caras e o ambiente é-me familiar. Deve ter sido mais ou menos por esse tempo que os deixei e são hoje para mim, depois de tantos anos, um "retrato na parede", reconheço-os a todos, mas apenas de algumas e alguns sei o nome porque os voltei a ver no almoço, o ano passado. Apenas a Mélita eu via de vez em quando, porque casou com um colega do meu marido. Durante anos, muitas vezes ausente do meu país, eu nomeava à minha família as minhas melhores amigas, invocando notícias.... Tenho a impressão que cada vez sabia menos nomes e um dia deixei de perguntar... não fazia sentido... Eu estava cada vez mais distante destas imagens...
Cada vez que me chega o Blog do ERO eu entro imediatamente. Sou professora do Ensino Secundário. Há quarenta anos que, por estas alturas, recomeço as aulas. Hoje cheguei a casa e dei comigo a olhar os meus companheiros. Ninguém mudou nada. Eu não mudei e o ERO existe! Obrigada! Deolinda
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João Ramos Franco disse:
Dá-me algum tempo e talvez consiga fazer a identificação de todos.
Recordo todos, mas os nomes... às vezes falha-me a memória.
No entanto parece-me que por trás do Roberto Ornelas está a Zezinha Pais d'Almeida e Silva.
Logo que tenha os nomes envio-te
Um abraço
João Ramos Franco.
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Belão disse:
Com alguma ajuda, aqui vai:
Milena Francês, uma irmã do Paulo Nascimento, Roberto Ornelas, Milu Alier, Clara Frias, Isabel Mendoça, Eduardo Arroja. E um dos meninos empoleirados é o Zé Mendoça.
Por agora é o que consegui.Bjos
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Luisa disse:
Mais "do meu tempo" penso que é o Roberto Ornelas, como disse o Jorge, o Henrique Graça (em cima à direita) e a pequenita é a Isabelinha, não me lembro do apelido. Reconheço também a Zezinha e a Clara, mais velhas que eu. Lá atrás ao meio não é o Zé Valente que casou com a Gracinha Xavier?
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Laura disse:
As duas fotografias são fantásticas e retratam muito bem a época. Obrigado à Clara por se ter lembrado de enviar estas fotos, pois quem tinha 3 anos naquela altura fica, pelo menos, com uma ideia das fatiotas!!!!
Na 1º foto está quase tudo identificado, apesar de eu reconhecer melhor o Padre António Emílio.
Na 2ª foto tal como já foi dito, na fila de baixo, a contar da esquerda para a direita, a 3ª é a Clara Frias e a seguir é a Isabel Mendoça; na mesma fila penso que a 2ª é a Milú.
Na fila de trás a 2ª a começar da esquerda parece-me a Bétinha (não me lembro do apelido), mas a irmã dela foi dona da ourivesaria Falcão.
Com a idade que eu tinha naquela altura (novíssima) e passados tantos anos torna-se difícil saber nomes, mas algumas caras reconheço.
Para a Isabel que foi com quem mais convivi um grande beijinho,
Laura
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Ana Nascimento disse:
Ai rapaz tu brincas mas a minha minha vida está uma “consumição” ihihihihi…e se não escrevo logo de imediato então já sei que tão depressa não vou fazê-lo….pois esta “piquena” é só farmácia , genéricos, mudança de preços dos ditos cujos e um sem número de clientes de idade avançada a quem eu ,com a minha costela de assistente social, lá vou ouvindo e medindo a “atenção” ……
Quanto à foto do ERO o Jorge tem razão, aquela carinha laroca com as orelhitas saídas é o Robertinho é… e por trás do Roberto está a Zézinha “presidente” assim chamada por ser filha do D. Fernando, ao tempo presidente da Câmara das Caldas, como tu bem referiste.
Ao lado da Zézinha está a Milú Allier seguida da Clara Frias e da Isabel Mendoça.
A mais pequenina, abaixo da Milú é a Isabel que andou no Colégio e embora mais novita tb fez parte no nosso grupo de Ballet (ai valha-me Deus que não me lembro o apelido…mas talvez pelos programas das festas lá chegue….)
Penso que a primeira menina da esquerda é a Maria Helena Faria, mãe da Maria João, quanto aos rapazes não reconheço mais ninguém… é possível que o Armando João Francês, primo da Milu Allier, consiga completar a legenda .
Na foto da inauguração da casa do Povo de Salir, as três meninas estão giríssimas…, desde os ramos de flores, passando pelos vestidos, que pela certa deviam ser “le dernier cri” da Carochinha (loja chique aqui em Lisboa) e acabando nos penteados (a Isabel e a Clara de rabo de cavalo e a Zézinha, muito própria, de bandolete a segurar o cabelo encaracolado naquela altura ainda não havia babyliss !!!!!!) estão um espectáculo …

Daqui vai um beijinho e um obrigada para a Clara por ter partilhado esta recordação connosco. Ana
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João Jales disse:
Como tinha três anos nesta altura nem me atrevo a adivinhar nada. Mas pergunto: será possível a menina mais pequena ser a "desaparecida" Isabel Videira, minha colega e amiga, de quem não tenho notícias há anos? A semelhança física é notável, alguém me pode ajudar?
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Ana Nascimento disse:
YESSSSSS é isso mesmo…. é a Isabel Videira sim… aquela carita, o jeito de olhar… só pode ser …. não percebo é a ligação dela com o grupo da foto, mas deve haver alguém que nos elucide.
Bjinhos. Ana.

1 comentário:

J. L. Reboleira Alexandre disse...

O JJ tem uma maneira muito especial de nos «ir buscar». Estava eu hoje gozando um dia feriado (aqui claro) e, espero,ao fim de uma interminável sequência de dias maus, poder finalmente apreciar as curvas dos mercados mudarem de direcção, quando o email aparece:

«Olá
Lembrei-me que foi em casa do Henrique Graça que tu ficaste nas Caldas. Já o viste na fotografia de 1957»

Pois meu caro João, é claro que já vi e revi a foto. Mas em 57 eu tinha apenas 6 anitos, e se já frequentava a casa do Henrique e dos tios dele (a minha mãe fora empregada destes na sua meninice e adolescência) em frente da CGD onde está hoje um parque de estacionamento, não consigo de forma nenhuma reconhecer o meu velho amigo que me deu o tal catrapázio do Cavaleiro Andante, do qual o Nuno Nendes tão bem se recorda e que hoje guardo em local especial no salão. Andava na altura no 1º ano do Curso Geral do Comércio depois de ter feito os dois anos de Ciclo Preparatório na escola «velha» por detrás do chafariz das Cinco Bicas.

Aliàs não sei se o Nuno alguma vez pôde saborerar os maravilhosos chás de limão que a bondosa mãe do Henrique, me dava imensas vezes antes de adormecer. Ainda hoje quando bebo chá, penso no que a Dona Maria Emilia me preparava. É que lá na casa da aldeia, ao contrário de hoje, ainda não havia nenhum limoeiro e o chá mais usual era o de erva cidreira. Era este o nome ???

No entanto esta minha dificuldade em reconhecer os amigos da minha infância já nem me surpreende, se atender a que ainda em Maio no almoço da Escola, um velho colega de estudos em anos muito posteriores me passou completamente ao lado. Ele, o António Santiago de Freitas, chamou-me logo pelo nome. Espero no entanto já estar desculpado do precalço, depois dos dias agradáveis que passámos juntos aqui no Québec no final de Setembro.

Gostei também de ler os comentários sobre São Martinho. Não me revi em nenhum. De todos ninguém falou dos miúdos (nós incluidos) que a partir dos 13/14 anos, pegávamos nas nossas motas ou bicicletas e lá íamos sòzinhos, sem os papás nem as mamâs, para a zona dos faróis, bem perto do sitio em que se falava francês com prenuncia da Flandres. Quantas vezes tive de dizer e repetir que não se dizia:

« a tempeteture é bonne aujoudui» mas sim: «la temperature est bonne aujourd'hui», ou «avê vu lume» mas sim «avez-vous du feu ?».

Depois de repetir algumas vezes, o potencial «conquistador» lá se dirigia à «vítima», e se a maior parte das vezes não acontecia nada, outras houve, poucas, em que tinhamos direito a um pequeno passeio até Salir pela borda da água. Mas imagino que outros houve que tiveram mais «sorte».

Se é um facto que tudo mudou, e nós mudàmos também, não é por isso que não devemos através deste e doutros blogs, recordar os maravilhosos tempos da nossa jovem adolescência, e contá-los aos nosso filhos e netos. Como eu digo e repito muitas vezes, éramos pobres mas muito felizes.

Abraço do Canadá
J.L. Reboleira Alexandre